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David Coverdale comemora 65 anos em show do Whitesnake em SP marcado pela qualidade de som ruim

Whitesnake em SP - David Coverdale - Foto: Divulgação Whitesnake/TiffanyO Whitesnake voltou a São Paulo para tocar na quinta-feira, 22 de setembro, no Citibank Hall. O show da banda britânica, com duração de aproximadamente 1h30, foi marcado pela comemoração dos 65 anos do aniversário do vocalista David Coverdale, pelo repertório repleto de hits e pela qualidade ruim do som em parte considerável da apresentação.

Para um Citibank Hall lotado e animado, o grupo trouxe o set list da “The Greatest Hits Tour”, que tem como destaque a apresentação dos maiores sucessos e canções dos álbuns “Slide it in” (1984), “Whitesnake” (1987) e “Slip of the Tongue” (1989).

A turnê do Whitesnake pelo Brasil já havia passado no dia no dia 20 em Porto Alegre no Pepsi on Stage. Tem agendada mais um show para São Paulo no dia 23 de setembro no mesmo Citibank Hall, além de apresentações no dia 25, em Belo Horizonte, no BH Hall; no dia 28, em Brasília, no Net Live; no dia 30, em Curitiba, no Live Curitiba; e, já em outubro, no dia 2, no Rio, no Metropolitan.

A noite de quinta-feira tinha todas aquelas características bacanas de shows de rock. Nos arredores do Citibank, as ruas estavam cheias, com os fãs bebendo, comendo e conversando, na expectativa de mais um show da banda britânica de extensa e elogiada carreira.

Problemas com o trânsito, estacionamentos lotados e flanelinhas foram o ponto negativo. Houve relatos de pessoas até perdendo o início do show por causa da dificuldade de chegar e de estacionar os veículos.

A apresentação do grupo britânico, por sinal, começou com alguns minutos de antecedência em relação ao horário oficial das 21h30. Com a música “Bad Boys”, do disco “Whitesnake”, os músicos subiram ao palco e fizeram o Citibank Hall virar um caldeirão de energia.

A mesma energia, infelizmente, parecia não sair completamente das caixas de som. Apesar da clara imagem dos músicos tocando com emoção e dedicação, a percepção era de um som sem o impacto que shows de hard rock e heavy metal costumam trazer.

Importante destacar o papel das mesas de som e técnicos nesta questão. Se o público for criticar a casa, o mesmo Citibank Hall havia sido palco de um show com qualidade de som praticamente perfeita na vinda do Scorpions no começo de setembro.

O mesmo Whitesnake já havia tocado no local quando ele se chamava Credicard Hall em 2008. Na ocasião, a qualidade do som foi um dos pontos altos daquele grande show.

Muitas vezes, um ajuste infeliz do som pode comprometer apresentações com alta expectativa. Este jornalista já testemunhou casos como este em casas históricas, como o Olympia, Palace e o Via Funchal, muitas vezes elogiadas pela acústica. O Citibank Hall, desde a época da inauguração do Credicard, já chegou a ter críticas a este detalhe, mas há tempos não trazia uma experiência sonora infeliz como a do Whitesnake.

A constatação do Roque Reverso poderia ser apontada como preciosismo jornalístico, mas pessoas presentes ao lado e nas redes sociais reclamaram do mesmo problema. Muitos fãs, porém, estavam ali vendo um show da banda pela primeira vez e realizando sonhos. Para muitos destes, porém, o que importava era estar naquele momento frente a frente com o mestre Coverdale.

Whitesnake em SP - Foto: Divulgação Whitesnake/TiffanyWhitesnake em SP - Foto: Divulgação Whitesnake/TiffanyWhitesnake em SP - Foto: Divulgação Whitesnake/TiffanyWhitesnake em SP - Foto: Divulgação Whitesnake/Tiffany

A despeito do som, o Whitesnake fazia seu papel no palco com o desfile de hits. Logo após a execução da música “Slide It In”, o grupo trouxe nada menos que três hits incontestáveis da história do hard rock: “Love Ain’t No Stranger”, “The Deeper the Love” e “Fool for Your Loving”.

Em “Love Ain’t No Stranger”, que tem pegada hard rock forte e é o grande sucesso comercial da história do Whitesnake, o som fazia como vítimas as guitarras de Reb Beach e de Joel Hoekstra. Sem o impacto destes instrumentos, o que mais se ouvia era o teclado de Michele Luppi, decepcionando alguns.

Em “The Deeper the Love”, Coverdale recebeu uma bandeira do Brasil e, como de hábito, agiu com simpatia e respeito. “Fool for Your Loving” também empolgou como as anteriores e foi seguida pela dobradinha “Ain’t No Love in the Heart of the City”-“Judgement Day”.

Foi aí que o grupo trouxe um momento com sequência de solos dos guitarristas. Reb Beach fez o seu e foi seguido por Joel Hoekstra, que além da guitarra, fez a performance em um violão, voltou à guitarra e ainda teve a companhia do excelente baterista Tommy Aldridge, já um velho conhecido do público brasileiro nas apresentações recentes do Whitesnake.

Na volta para as músicas, Coverdale voltou descansado para “Slow an’ Easy”. Depois dela, um novo solo, desta vez do baixista Michael Devin.

Na sequência, foi a vez do Whitesnake executar “Crying in the Rain”, num momento no qual a qualidade do som chegou a dar uma leve melhorada.

Na penca de solos da noite, foi a vez do grande baterista Tommy Aldridge fazer seu show à parte. Com uma performance que deixou os fãs com a boca aberta, ele finalizou o solo tocando o instrumento com as mãos, depois de arremessar as baquetas ao público.

No fim do solo de Aldridge, o grupo voltou completo ao palco ainda para um trecho final de “Crying in the Rain”, quando um sutiã preto foi arremessado ao palco e coletado pelo baixista Michael Devin. Coverdale, que não é nada bobo nos assuntos relacionados ao sexo, foi o primeiro a apreciar a peça íntima, para risadas do público e dos demais integrantes da banda.

O vocalista apresentou todo o grupo para os fãs e a recepção foi de aprovação por parte da plateia. Depois disso, houve a execução de mais clássicos. “Is This Love”, “Give Me All Your Love” e “Here I Go Again” são hits que costumam agradar o mais frio dos fãs e não foi diferente desta vez, com o público cantando as três do início ao fim.

Depois de “Here I Go Again”, a plateia cantou um “Parabéns a Você” para Coverdale, que mostrou alegria e simpatia pela atitude dos fãs. Com som bom ou ruim, não é todo dia que você tem uma lenda do rock n’ roll completando 65 anos bem na sua frente com um show. Justamente por isso, estava ali um tempero positivo para esta apresentação do Whitesnake.

Quando se esperava que o grupo saísse do palco para descanso e posterior retorno para o bis, os músicos já emendaram nada menos que a sempre ótima e obrigatória “Still of the Night”. Tradicional nos shows do Whitesnake, a faixa dificilmente não fica entre os destaques e, mais uma vez, repetiu esta tendência.

Na sequência, a banda trouxe o ultraclássico “Burn”, do Deep Purple. Com a empolgação de sempre, o público cantou a música na íntegra e havia gente que chegava a repetir até os gritos que o grande Glenn Hughes dava nos tempos que fazia a dupla matadora nos vocais do Purple com Coverdale.

Com quase 1h30 de show, o Whitesnake finalizou a apresentação no Citibank Hall. Para quem acompanhou as recentes apresentações no Monsters of Rock de 2013 e quando o grupo abriu para o Judas Priest em 2011 na Arena Anhembi, a constatação certeira é de que o show do Citibank poderia ter sido mais interessante, se o som colaborasse.

Para muitos, no entanto, o que valeu ali foi estar frente a frente com uma das maiores bandas da história do rock. E, para quem acompanha o cenário de shows, a simples recordação de um momento como este já vale muito.

Como de praxe, Roque Reverso descolou vídeos do show no YouTube. Fique inicialmente com o de “Bad Boys”. Depois, veja os de “Love Ain’t No Stranger” e “Is This Love”. Para fechar, fique com o de “Here I Go Again”.

Set list

Bad Boys
Slide It In
Love Ain’t No Stranger
The Deeper the Love
Fool for Your Loving
Ain’t No Love in the Heart of the City / Judgement Day
Slow an’ Easy
Crying in the Rain
Is This Love
Give Me All Your Love
Here I Go Again
Still of the Night
Burn

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4 Responses to “David Coverdale comemora 65 anos em show do Whitesnake em SP marcado pela qualidade de som ruim”


  1. 1 Rolf Henrique
    24 de setembro de 2016 às 08:13

    Flavio excelente resenha do show.
    Na apresentação de sexta o som estava bem melhor e a tarefa de acertar o som não deve ter sido das mais difíceis afinal o som de quinta estava bem ruim. Já sexta achei o show melhor. Transcorreu mais cadenciado, a banda mais à vontade no palco.

  2. 15 de setembro de 2017 às 18:32

    DAVID COVERDALE É O MAOIR NOME DA HISTORIA DO HARD ROCK!!!! QUEM CONHECE A DISCOGRAFIA EXTRAORDINÁRIA COM HUGHES NO PURPLE FORMOU A MELHOR DUPLA DE SINGERS DO ROCK! O TRABALHO COM O PAGE FOI DEFINITIVO !!! AOS 65 CONTINUA A NOS TRAZER EMOÇÕES COM MÚSICOS DE ALTA TÉCNICA A NOS ENCANTAR !!! VIDA LONGA !!! QUANTO A QUALIDADE DO SOM , NO BRASIL CONTINUA SENDO PRECÁRIA!!! VERGONHA!!! OS TÉCNICOS PARECEM SABER REGULAR AQUELAS HORROROSAS ivetes salgados, tal de anita, safadáo, wtc.COISAS QUE CHAMAM DE SHOWS?//!!! BRASIL DE QUINTA!!! MAS VIVA COVERDADE IS GOD!!!

  3. 15 de setembro de 2017 às 18:48

    DIFICIL IMAGINAR O TAL DE ROCK IN RIO SEM WHITESNAKE ( VIERAM SÓ NO PRIMEIRO , ÁLIAS O MELHOR) HUGHES, PAUL ROGERS, TOTO, MR. BIG, RUSH, QUEEN, CHICAGO (TODOS TOCANDO) MAS OS MEDINAS NÃO SABEM DE NADA DESSE ASSUNTO E NO BRASIL QUALQUER COISA ESTÁ BOM !!! VIVA OS QUE AINDA TRAZEM ESSAS BANDAS E INFLUENCIAM A TODOS QUE NÃO TEM OPORTUNIDADE DE VIAJAR PARA VE-LOS!!!!


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