Archive for the '-> Álbuns Clássicos' Category

02
abr
17

ESPECIAL – Trintões do Pop: a importância de 1987 na evolução da música

Assim como ’77 dez anos antes, 1987 foi simbólico para vários gêneros musicais e apontou tendências para as décadas seguintes; conheça os álbuns que contam essa história 

Por Caio de Mello Martins*

Datas redondas sempre dão o que falar. É uma chance que temos para refletirmos sobre o legado histórico de eventos passados, e também para pensarmos no tempo presente, nos processos que se desencadearam até que chegássemos ao aqui-agora, analisando os significados inferidos nas escolhas que determinaram a história.

Quando o assunto é música, a efeméride que grita mais alto nesse ano de 2017 é, sem dúvida, a explosão do punk nos dois lados do Atlântico Norte, simbolizada pelos lançamentos fonográficos na Inglaterra que transformaram um influente movimento do underground norte-americano na principal corrente de cultura jovem globalizada.

De maneira geral, pode-se dizer que foi uma iniciativa legítima, de baixo para cima, que reivindicava o resgate da autenticidade e do lastro social na cultura popular. Opunha uma indústria fonográfica que ao longo da década ganhou muito poder sobre os meios de produção, distribuição e promoção; como resultado, bandas e gravadoras estavam cada vez mais submetidos à lógica mercadológica de massificar ídolos e clichês.

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22
mar
17

30 anos do ‘Among the Living’, o grande álbum clássico do Anthrax

"Among the Living" - Anthrax - Reprodução de CapaO dia 22 de março de 2017 marca o aniversário de 30 anos do álbum “Among the Living”. Lançado num período efervescente do thrash metal, o disco representa o grande trabalho de estúdio do Anthrax e capaz de colocar a banda norte-americana definitivamente entre as maiores do estilo, ao lado de Metallica, Slayer e Megadeth, formando assim o hoje denominado Big Four.

Faltava ao Anthrax um álbum que marcasse pra sempre a carreira da banda e o thrash metal. Metallica e Slayer já haviam dado de presente para a história da música nada menos que o “Master of Puppets” e o “Reign in Blood”, respectivamente, considerados pela maioria dos fãs do estilo os dois grandes discos do thrash. O Megadeth, por sua vez, daria, em 1990, sua contribuição definitiva com o “Rust in Peace”.

O Anthrax já havia lançado dois bons discos. Contudo, tanto o álbum de estreia “Fistful of Metal”, de 1984, como o “Spreading the Disease”, de 1985, ainda não poderiam ser considerados trabalhos completos, daqueles que o fã escute da primeira a última faixa com dificuldade de saber qual  é a melhor.

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21
mar
17

Que se faça o roquenrow! Os 40 anos do álbum ‘Let There Be Rock’, do AC/DC

Há exatos 40 anos era lançado “Let There Be Rock”. O quarto álbum de estúdio do AC/DC já nasceu clássico no dia 21 de março de 1977. Primoroso pela qualidade musical, “Let There Be Rock” é o que poderíamos chamar de show de roquenrow perfeito.

Sem arrego, o disco é uma pancada do início ao fim. Os vocais de Bon Scott e as guitarras de Angus Young viajam magistralmente pelas bases coesas da cozinha rítmica de Malcolm Young, Phil Rudd e Mark Evans. Foi, a propósito, a última gravação do baixista com a banda australiana.

Como era comum nos discos do AC/DC, especialmente nos anos de Bon Scott, a versão australiana antecede a versão lançada no resto do mundo e contém diferenças no repertório.

O Lado A é idêntico nas duas versões. O disco abre com “Go Down”, passa por “Dog Eat Dog” e a faixa-título “Let There Be Rock” antes de fechar com “Bad Boy Boogie”.

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18
mar
17

Os 40 anos de ‘The Idiot’, o seminal álbum de estreia da carreira solo de Iggy Pop

Iggy Pop - 'The Idiot' - Reprodução da capa“The Idiot”, o seminal álbum de estreia da carreira solo de Iggy Pop, completa neste dia 18 de março de 2017 seu quadragésimo aniversário de lançamento. Se você viveu ou ouviu falar de música pop nos Anos 80, dificilmente ela teria acontecido da maneira como aconteceu sem este disco.

Produzido por David Bowie às vésperas do início de sua “Trilogia de Berlim”, “The Idiot” traça as linhas gerais que seriam exploradas nos anos seguintes por artistas e bandas que seguiram pelos trilhos do pós-punk, do gótico e até do rock industrial.

Iggy Pop tinha acabado de sair do Stooges e deixou-se conduzir por Bowie.

As guitarras pesadas foram substituídas por timbres até então pouco explorados por artistas de rock, resultando num álbum até introspectivo, mas com lampejos dançantes e recheado de experiências sonoras corajosas que apenas uma parceria entre Iggy Pop e David Bowie seria capaz de proporcionar naquele momento específico.

Gravado em estúdios na França e na Alemanha, “The Idiot” abre com maestria a série de referências literárias que Iggy Pop vincularia a sua música ao longo da carreira. O título refere-se a “O Idiota”, obra-prima do russo Fiódor Dostoiévski.

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12
mar
17

50 anos do icônico e clássico álbum de estreia do Velvet Underground

O dia 12 de março de 2017 marca os 50 anos do álbum “The Velvet Underground and Nico”. Clássico e icônico, o disco de estreia do grupo norte-americano The Velvet Underground foi inicialmente um fracasso comercial e mereceu atração não tão grande da crítica especializada, mas, anos depois, foi considerado um dos trabalhos fonográficos mais importantes do Século XX, já que influenciou diversos artistas e bandas.

Não é preciso dizer que a década de 60 é um dos períodos mais produtivos da história do rock e da própria música. Com Beatles, Stones, The Who, Beach Boys e outros tantos nomes do mais elevado quilate, o mundo vivia em constante ebulição criativa em vários campos da arte.

O primeiro disco do Velvet Underground foi uma reunião de músicas experimentais para a época e capazes de influenciar diversas gerações. Para alguns, várias vertentes do rock, como o punk, o som gótico e o próprio rock alternativo seriam diferentes sem este álbum.

Com o novaiorquino Lou Reed sedento e inspiradíssimo em letras perturbadoras para os mais conservadores, o disco não traz um som comercial ou fácil de ser absorvido. Várias audições podem ser necessárias para os gostos mais populares sacarem as inovações do compositor, vocalista e guitarrista.

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09
mar
17

Maior e mais influente álbum do U2, ‘The Joshua Tree’ completa 30 anos de forma gloriosa

Por Rafael Franco*

Um marco histórico e fundamental da carreira do U2, o álbum “The Joshua Tree”completa 30 anos de seu lançamento nesta quinta-feira, dia 9 de março, de forma gloriosa. Maior sucesso comercial da história da banda, com mais de 25 milhões de cópias vendidas ao redor do mundo, o disco é um verdadeiro divisor de águas na história do grupo irlandês.

Embora naquele momento estivessem lançando já o seu quinto álbum de estúdio, após os também bem-sucedidos “Boy”(1980), “October” (1981), “War” (1983) e “The Unforgettable Fire” (1984), Bono Vox (vocal), The Edge (guitarra), Adam Clayton (baixo) e Larry Muller Jr (bateria) estavam dando ali um passo muito maior para se transformarem
no que depois vieram a se tornar: umas das maiores bandas da história.

Isso desde o ponto de vista de importância musical até o que diz respeito às cifras astronômicas e popularidade que passaram a ter. A elevação de status proporcionada pelo inspirado disco culminou com a abertura da era dos megashows que viriam a promover desde então e que tiveram seu ápice na década de 1980 com a turnê do álbum “Rattle and Hum”, de 1988, que também geraria um dos documentários mais bem produzidos da história do rock, com direito a exibição nas salas de cinema do planeta.

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25
fev
17

30 anos do álbum ‘Vida Bandida’, que marcou o auge da criatividade de Lobão

"Vida Bandida" - Reprodução da capa“Vida Bandida” completa 30 anos em 2017 na condição de um dos melhores e mais bem sucedidos álbuns da história do rock nacional. No auge de sua criatividade, Lobão proporcionou ao grande público um disco repleto de riffs poderosos, letras cáusticas e músicas que até hoje figuram entre o melhor de sua produção.

Lobão vinha de bons trabalhos nos anos anteriores, tendo lançado o EP “Decadence Avec Elegance” em 1985, ainda com “Os Ronaldos”, e o LP “O Rock Errou”, no ano seguinte, que ultrapassou a marca de 100 mil cópias vendidas.

Enquanto o Lobão PJ despontava para o sucesso na esteira do Rock In Rio, o Lobão Pessoa Física ganhava os holofotes com as polêmicas que arrastariam sua carreira musical para o limbo alguns anos depois.

Em 1986, Lobão foi preso por porte de drogas para consumo pessoal, o “crime” que até hoje superlota o sistema prisional brasileiro, transformando-o nessa bomba-relógio que conhecemos.

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