Archive for the 'Exodus' Category

01
dez
15

Exodus volta ao Brasil em janeiro para shows em SP, Rio, BH e mais 4 cidades

Exodus - Cartaz de Divulgação O Exodus voltará ao Brasil para shows em janeiro de 2016 em sete cidades, numa verdadeira maratona diária. A banda norte-americana de thrash metal se apresentará em Limeira no dia 21 (Bar da Montanha); Fortaleza no dia 22 (Armazem); Manaus no dia 23 (Teatro Manauara); São Paulo no dia 24 (Carioca Club); Belo Horizonte no dia 26 (Music Hall); Curitiba no dia 27 (Music Hall); e Rio de Janeiro no dia 28 (Circo Voador).

Como não há uma produtora única para os shows, as informações sobre ingressos ainda estão um pouco desorganizadas, mas já há plena venda em várias cidades.

Em Limeira, por exemplo, está tudo bem adiantado. O convite já está no segundo lote. A versão promocional/estudante/meia-entrada está saindo por R$ 100,00. Mais informações podem ser obtidas neste link.

Em Fortaleza, o ingresso inteiro de Pista está também no segundo lote. O preço é de R$ 200,00, mas há opção de meia-entrada. A venda está sendo feita pela Ticket4U no seguinte link.

Para o show de Manaus, o primeiro lote inteiro de Pista sai por R$ 150,00 até o dia 31 de dezembro. O segundo lote, entre os dias 4 e 22 de janeiro, custará R$ 180,00. O terceiro lote, no dia do evento, custará R$ 200,00. As entradas estão sendo vendidas no site Ingresse no seguinte link.

Em São Paulo, o ingresso de meia-entrada e promocional (com 1 quilo de alimento não perecível) de primeiro lote está sendo vendido por R$ 100,00 para a Pista. Quanto ao Camarote, nas mesmas condições, a entrada sai por R$ 200,00. O fã pode adquirir no site Clube do Ingresso neste link, onde também há informações de outros locais de venda.

Na capital mineira, a entrada inteira para a Pista (em primeiro lote) custa R$ 200,00, mas há opção promocional e de meia-entrada. Para o Camarote Open Bar, o ingresso sai por R$ 160,00. A venda está sendo feita no site Central dos Eventos neste link, onde há também informações de outros locais para a compra.

Em Curitiba, o ingresso inteiro para Pista (em primeiro lote) custa R$ 180,00, com opção de promocional e meia-entrada. Para o Camarote, sai por R$ 280,00. A venda está sendo feita pelo site TicketBrasil, neste link.

Finalmente no Rio, o ingresso inteiro para Pista está sendo vendido, em primeiro lote, por R$ 200,00, mas há a opção de meia-entrada e promocional (quando o fã leva um quilo de alimento não-perecível). O segundo lote sai por R$ 240,00. A venda é feita pelo site Ingresso.com.

Vale lembrar que, nas bilheterias das várias casas de shows que receberão o Exodus, a compra do ingresso pode ser feita sem a taxa de conveniência. Muitos destes locais, porém, só aceitam dinheiro vivo.

A turnê da banda que passará pelo Brasil em 2016 ainda promove o álbum “Blood In, Blood Out”, de 2014, quando o grupo passou pelo País pela última vez.

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10
set
14

Exodus lança faixa com participação de Kirk Hammett e que fará parte de novo álbum

Exodus - "Blood In, Blood Out" - Reprodução da CapaO Exodus liberou no YouTube a faixa “Salt The Wound”, que fará parte do novo álbum do grupo previsto para a primeira quinzena de outubro via Nuclear Blast.

A música ultrapesada da banda norte-americana de thrash metal traz duas novidades relevantes: é a primeira divulgada após o retorno do vocalista Steve “Zetro” Souza e também vem com um solo de ninguém menos que Kirk Hammett, guitarrista do Metallica que fez parte do Exodus nos Anos 80.

Se você gosta de thrash metal, “Salt The Wound” vem com inúmeras características que marcam o estilo: riff poderoso e rápido, vocal agressivo e de qualidade, bateria bem colocada e com um bumbo duplo animalesco.

“Blood In, Blood Out” é o nome do disco novo do Exodus. A capa, que pode ser vista acima, foi ilustrada pelo artista sueco Pär Olofsson.

O novo álbum sucederá “Exhibit B: The Human Condition”. de 2010. A produção ficou com Andy Sneap.

No total da versão original, serão 11 faixas que farão parte de “Blood In, Blood Out”. Além de Kirk Hammett, outra figura importante do thrash metal que dará sua contribuição ao novo trabalho do Exodus será Chuck Billy, vocalista do Testament, na faixa “BTK”.

Vale lembrar que o Exodus voltará ao Brasil justamente em outubro para shows em quatro capitais do País. A turnê brasileira começará no dia 1° de outubro, em Belém, no Botequim. Depois, seguirá, no dia 2, para Brasília, Minas Brasília Tennis Club; no dia 4, para São Paulo, no Carioca Club; e, no dia 5 de outubro, chegará ao Rio de Janeiro no Circo Voador.

Será a primeira vez de Steve “Zetro” Souza no Brasil. Pertencente a um período importante da carreira do Exodus, ele gravou sucessos de destaque da banda, como a música “Toxic Waltz”, cujo clipe bombou nos programas de heavy metal da MTV nos Anos 80.

Escute abaixo a ótima faixa “Salt The Wound” e note como “Zetro” Souza está em forma. Veja abaixo também a lista de faixas do novo álbum do grupo.

Lista de Faixas:

1. Black 13
2. Blood In Blood Out
3. Collateral Damage
4. Salt The Wound
5. Body Harvest
6. BTK
7. Wrapped In The Arms Of Rage
8. My Last Nerve
9. Numb
10. Honor Killings
11. Food For The Worms

29
jun
14

Divulgados os valores dos ingressos para o show do Exodus em SP

Exodus - Reprodução do Cartaz do show em SPA produtora 8X8 Live anunciou os valores do show que o Exodus realizará no dia 4 de outubro, em São Paulo, no Carioca Club. A banda norte-americana de thrash metal se apresentará em capitais do Brasil e o retorno ao País ganhou um componente especial depois que, recentemente, o grupo anunciou a saída do vocalista Rob Dukes para a volta de Steve “Zetro” Souza.

Para o show da capital paulista, o público terá a opção de Pista e Camarote, com vários lotes e tipos de promoção. O valor inteiro na porta, no dia do show, é de R$ 230,00 para a Pista e de R$ 320,00 para o Camarote.

Em ambos os casos, há a opção de meia-entrada e a promoção Metal do Bem, na qual os fãs pagarão a metade do valor total, se levarem 1 quilo de alimento não-perecível (exceto sal e açúcar) no dia do evento. Os alimentos serão doados para a instituição Caminhando, que realiza um trabalho de inclusão social de jovens e adolescentes com deficiência física e intelectual.

De forma antecipada, os ingressos inteiros de 1° Lote para a Pista e para o Camarote saem pelos preços de R$ 160,00 e R$ 240,00, respectivamente, também com a promoção de valor pela metade, tanto para os estudantes quanto para o esquema Metal do Bem.

No 2° Lote, o valor integral para a Pista é de R$ 180,00 e o de Camarote é de R$ 260,00. No 3° Lote, o preço de cada setor sobe para R$ 200,00 e para R$ 280,00. Também aqui, claro, há a opção de metade do valor para estudantes e para quem levar alimentos não-perecível (exceto sal e açúcar).

Os ingressos para este show começam a ser vendidos a partir da zero hora do dia 1º de julh. Na internet, podem ser adquiridos nos sites http://www.ticketbrasil.com.br e http://www.clubedoingresso.com.

Em relação aos pontos físicos, além das bilheterias do Carioca Club, há a opção de compra na loja Hole, na Galeria do Rock; na loja Cada Qual (Rua Augusta, 2171); no Shopping Oriente 500 (Rua Oriente, 500 2º andar – Brás); além das lojas Metal Music, de Santo André (Rua Dona Elisa Fláquer, 184), e Age Of Dreams, de São Bernardo (Avenida Marechal Deodoro, 1754 – 2º Andar loja 33/36). Informações mais atualizadas podem ser vistas aqui.

Pertencente a um período importante da carreira do Exodus, “Zetro” Souza gravou sucessos de destaque da banda, como a música “Toxic Waltz”, cujo clipe bombou nos programas de heavy metal da MTV nos Anos 80. O grupo já passou diversas vezes pelo Brasil, mas esta será a primeira com o vocalista por aqui.

25
jun
14

Confirmada a turnê do Exodus no Brasil com Steve ‘Zetro’ Souza para outubro

Exodus - Cartaz de DivulgaçãoEstá confirmada a volta do Exodus ao Brasil no mês de outubro. Conforme a produtora 8X8 Live, a banda norte-americana de thrash metal fará shows em três capitais do País.

A turnê brasileira, segundo a 8×8 Live, começará no dia 1° de outubro, em Belém, no Botequim. Depois, seguirá, no dia 4, para São Paulo, no Carioca Club; e, no dia 5 de outubro, chegará ao Rio de Janeiro no Circo Voador.

Detalhe importante é que, no site oficial da banda, a turnê anunciada para a América Latina traz o dia 5 de outubro com show em Porto Alegre, no Opinião, além de uma apresentação no dia 3 de outubro, em Manaus, na Arena Aparecida.

A 8×8, que já trouxe inúmeros shows importantes para o País, confirmou, no entanto, que a data do dia 5 é do Rio de Janeiro e não ratificou as cidades de Porto Alegre e Manaus. Não descartou, porém, a possibilidade de outras apresentações pelo Brasil.

O retorno do Exodus ganhou um componente especial depois que, recentemente, o grupo anunciou a saída do vocalista Rob Dukes para a volta de Steve “Zetro” Souza.

Pertencente a um período importante da carreira do Exodus, “Zetro” Souza gravou sucessos de destaque da banda, como a música “Toxic Waltz”, cujo clipe bombou nos programas de heavy metal da MTV nos Anos 80. O grupo já passou diversas vezes pelo Brasil, mas esta será a primeira com o vocalista por aqui.

De acordo com a 8×8 Live, novas informações sobre ingressos serão anunciadas em breve. Especificamente sobre o show de São Paulo, eles deverão ser vendidos a partir de 1° de julho.

 

08
jun
14

Steve ‘Zetro’ Souza volta ao Exodus para o lugar de Rob Dukes

Steve "Zetro" Souza - Foto:  DivulgaçãoNovidade importante no Exodus que deve mexer com os fãs. Steve “Zetro Souza” está de volta como vocalista da banda norte-americana de thrash metal no lugar de Rob Dukes.

A informação foi trazida em primeira mão pelo site especializado Blabbermouth.net e depois confirmado em nota pelo líder do Exodus, o guitarrista Gary Holt. No comunicado, ele deixou clara a sua admiração por Dukes, mas disse que o grupo precisava desta mudança.

“Como uma banda, todos nós tivemos que fazer uma escolha muito difícil. Não temos nada além de amor e admiração por Rob Dukes e a mais profunda gratidão pelo trabalho duro que ele colocou nos grandes trabalhos do Exodus”, destacou Holt. “Mas, neste momento, Tom (bateria), Lee (guitarra), Jack (baixo) e eu pensamos que uma mudança era necessária e a escolha unânime para continuar os trabalhos foi a de trazer de volta Steve Souza”, explicou.

Souza também soltou uma nota comemorando seu retorno ao grupo da Bay Area de São Francisco: “Passei grande parte da minha vida com Exodus. Aquele sangue flui através de mim, [e] apesar de não estar na banda durante os últimos 10 anos, você não pode apagar química que nós temos. estou muito animado!”

Rob Dukes entrou no Exodus em 2005 justamente para substituir Souza. O vocalista que volta à banda teve anteriormente duas passagens: entre 1986 e 1993 e entre 2002 e 2004.

Com Souza nos vocais, o grupo lançou um dos clipes mais famosos do heavy metal dos Anos 80 na MTV: “Toxic Waltz”, que você pode conferir abaixo.

 

11
dez
11

Exodus voltará ao Brasil em abril de 2012 para shows no Metal Open Air e em SP

Os fãs do thrash metal já começam a imaginar que 2012 pode ser um ano tão bom quanto 2010 e 2011. Tudo porque a agenda do próximo ano começa a esquentar com o anúncio de shows de bandas clássicas do estilo.

Depois de confirmar a vinda do grande Anthrax, a organização do Metal Open Air anunciou o nome do Exodus para o megafestival de heavy metal que acontecerá nos dias 20, 21 e 22 de abril, no Parque Independência, em São Luís, no Estado do Maranhão.

A data em que a banda norte-americana da Bay Area de São Francisco se apresentará no Nordeste ainda não foi confirmada, mas já sabemos de antemão que não será no dia 22 de abril, quando o grupo tocará em São Paulo, no Carioca Club, conforme anúncio da produtora Ataque Frontal.

Os anos de 2010 e 2011 foram de grande alegria para o amantes do thrash, já que eles puderam acompanhar, entre outros fatos marcantes, as apresentações históricas das bandas do Big Four pela Europa e EUA. No Brasil não foi diferente, já que o País recebeu vários shows do estilo neste ano e no ano passado, entre eles, só para lembrar, do Metallica (2 vezes), Slayer, Megadeth (2 vezes), Testament e Nuclear Assault.

Quanto ao Exodus, se o Big Four se chamasse Big Five, o grupo seria facilmente seu quinto integrante. Formada em 1980 por Kirk Hammett, Tom Hunting, Paul Baloff, Gary Holt e Geoff Andrews, a banda tem grandes serviços prestados ao thrash metal.

Depois da saída de Kirk Hammett para ocupar o lugar de Dave Mustaine no Metallica, o Exodus lançou, em 1985, o álbum “Bonded by Blood, considerado um dos clássicos do gênero. Em 1989, lançaram o álbum “Fabulous Disaster”, com direito ao clipe clássico da música “Toxic Waltz”, de grande sucesso nos programas de rock pesado da MTV.

Em 2002, o grupo sofreu um duro baque com a morte do vocalista Paul Baloff por ataque cardíaco. Comandada pelo grande guitarrista Gary Holt, a banda continuou gravando discos e fazendo shows. No ano passado, lançou seu mais recente trabalho: “Exhibit B: The Human Condition”. Atualmente está em turnê pela Europa.

Os detalhes sobre o show do Exodus em São Paulo deverão ser divulgados em breve pela Ataque Frontal (veja aqui). Quanto ao Metal Open Air, o grupo se junta ao Anthrax, às bandas alemãs de metal Blind Guardian e Grave Digger e ao clássico grupo dos EUA de death metal Obituary. Foram prometidas mais 15 atrações internacionais, que devem se juntar a outros grupos brasileiros, entre eles os já anunciados Drowned, Attomica, Terra Prima, Torture Squad e cantor André Matos.

O Metal Open Air será o primeiro megafestival de rock realizado no Nordeste. Segundo os organizadores do evento, possuirá uma ampla estrutura para atender fãs do País inteiro: estacionamento externo à área do festival, camping indoor e outdoor (com banheiros e chuveiros), praça de alimentação, mais de 40 geradores de energia, dois palcos (lado a lado), camarote com área de Meet & Greet com as bandas do festival, área de convivência para os artistas, bilheterias para quem quiser adquirir ingressos na hora, entre outras facilidades. Prometem também que toda a estrutura do festival estará amparada por um grande esquema de segurança.

Todas as informações sobre bandas, valor dos ingressos, camping e merchandising oficial do Metal Open Air estarão disponível no no site oficial do evento: www.metalopenair.com. Desde o dia 5, os ingressos para o festival estão disponíveis para compra o site do evento e no site www.ticketbrasil.com.br.

O passaporte de pista para os 3 dias já está no segundo lote, com o valor atualizado de R$ 400, enquanto o passaporte de camarote custa R$ 850. Ainda não há previsão de venda de passaportes diários. Também existe a opção de passaporte, também único, para a área de camping, no valor adicional de R$ 100. Este valor dá direito à estrutura de banheiros, chuveiros e segurança.

Os ingressos poderão ser adquiridos no cartão de crédito em até 12x com encargos reduzidos e também através de boleto bancário. Além da venda na internet, os passaportes poderão ser comprados em um ponto de venda fixo.

Por enquanto, o único ponto de venda física que não cobra taxa de conveniência fica em São Luís, na Loja Harmonica (Rua Queops, 12 – Loja A (térreo) – Ed. Executive Center – Renascença II).  Nos demais pontos de venda da Ticket Brasil, há cobrança de uma taxa de 20%. Mais informações, da empresa, podem ser obtidas no telefone (11) 4901-1165.

A última passagem pelo do Exodus pelo Brasil foi em 2009, quando o grupo veio para cá em uma turnê conjunta com o Kreator. Em São Paulo, fizeram uma grande apresentação no Via Funchal.

Para comemorar o retorno da banda às terras brasileiras, o Roque Reverso descolou dois vídeos no YouTube. Para começar, fique com o clássico “Toxic Waltz”, com Steve Zetro Souza nos vocais. Depois, fique com um vídeo de “Bonded By Blood”, com o atual vocalista Rob Dukes, ao vivo, em 2008, no Wacken Open Air, o maior festival de heavy metal da Europa, realizado anualmente na Alemanha.

14
jun
11

Slayer faz um dos shows mais pesados vistos em SP, mesmo desfalcado de Jeff Hanneman

Slayer em SP - Foto: Divulgação/MidioramaUm dos shows mais pesados de todos os tempos na cidade de São Paulo. É o mínimo que podemos dizer da apresentação feita pelo Slayer na quinta-feira, dia 9 de junho, no Via Funchal, lotado por mais de 5 mil pessoas. Mesmo com o importante desfalque do guitarrista fundador Jeff Hanneman (substituído brilhantemente neste show pelo ótimo Gary Holt, do Exodus) e com todos os problemas de saúde passados recentemente pelo vocalista Tom Araya, a banda norte-americana de thrash metal provou, mais uma vez, que é um dos maiores nomes do metal em toda a história.

Com um set list extenso e mesclado de clássicos e músicas boas recentes, o grupo que completa 30 anos em 2011 não deixou o público descansar em quase duas horas de show.

Na chegada ao Via Funchal, podiam ser vistas filas imensas de gente que ainda pretendia comprar ingressos para o show em cima da hora. Num momento em que o thrash metal vive um forte revival, com turnês grandiosas  no exterior, como a do Big Four (Metallica, Slayer, Megadeth e Anthrax), e com o Brasil recebendo desde o ano passado vários grupos responsáveis pela consolidação do estilo, a vinda do Slayer para a capital paulista, pela quarta vez, era muito esperada pelos fãs.

Havia, entretanto, algumas dúvidas sobre as condições dos membros da banda e se a verdadeira “zica” que tem afetado o grupo não traria um Slayer menos “matador” do que de costume. Tom Araya passou por uma cirurgia nas costas  em 2010 e, em 2011, chegou a fazer a banda cancelar uma apresentação em Sydney por ter passado mal antes de um show. Jeff Hanneman foi outra vítima da “zica” neste ano, já que passou por uma intervenção cirúrgica no braço por conta de uma doença rara provocada por uma picada de aranha.

Após o show dos sempre ótimos brasileiros do Korzus, as dúvidas foram caindo por terra a cada música apresentada pelo Slayer. Tom Araya, apesar da proibição médica de bater cabeça, continua cantando muito bem e mantém sua tradicional simpatia. Gary Holt substituiu de maneira elogiável Hanneman, apesar de, em algumas músicas, a falta do formador da banda ser sentida. Kerry King, talvez para compensar a ausência do grande companheiro, parecia tocar com ainda mais garra que de costume. E Dave Lombardo foi, de longe, a figura do show, com uma das maiores aulas de bateria vistas em São Paulo, superando a que ele deu em 2006 no mesmo local.

O show de 2011 fez parte da turnê de divulgação do álbum “World Painted Blood”, lançado no ano retrasado. E foi com a faixa título do disco que o Slayer iniciou a apresentação, pontualmente às 22 horas. Com todo o gás e com uma iluminação bastante bem feita, que sempre realçava o enorme pano de fundo com o nome da banda, Tom Araya & Cia entraram com toda energia possível. O som não estava inicialmente perfeito, um pouco baixo, com a guitarra de Gary Holt dando umas pequenas falhadas.

Um dos pontos positivos em relação a 2006 foi que os telões passaram o show na íntegra, de maneira diferente daquele ano, quando o Via Funchal justificou que a própria banda havia pedido para que o show não fosse mostrado nas telas. A segunda música, ainda com um som que não estava totalmente ideal foi “Hate Worldwide”, também do álbum novo. Nessa hora, o que chamava bastante a atenção era a energia de Kerry King, empolgado com a reação do público.

Clássicos eram esperados e foi com um dos maiores do grupo que o Slayer deu sequência ao show. Após ouvir a galera gritar forte o nome da banda, Tom Araya agradeceu a presença de todos, perguntou se o público estava pronto e soltou seu tradicional grito, chamando “War Ensemble” e levando a plateia ao delírio.

Tudo estava indo bem quando, na parte final da música,  um problema nos PAs fez com que o som para o público simplesmente sumisse. Inicialmente, foi até engraçado ver os músicos continuando a tocar no maior agito, sem um pingo de som para quem estava do outro lado. O som não voltou, a banda continuou tocando e o público deu um show a parte, já que segurou no gogó o restante da música, quase se esgoelando, numa espécie de “versão à capela” de uma das canções mais pesadas do Slayer! Sensacional!

Araya aplaudiu a reação da galera e a banda deixou o palco para tentar corrigir o problema. Durante a demora de cerca de 5 minutos, o público não poupou a casa de shows e soltou um sonoro “Via Funchal, vai tomar no cú!”. Mais tarde, depois do término do show, os telões da casa informaram que o problema havia sido causado pela equipe contratada pela banda para coordenar a parte de som.

Com o problema resolvido, o Slayer voltou ao palco, Araya pediu desculpas pelo ocorrido e o grupo iniciou a sempre presente música “Postmortem”, do clássico álbum “Reign in Blood”. Por incrível que possa parecer, os músicos voltaram ainda mais envolvidos com o show e o som ficou mais alto e nítido para o público.

Dando sequência a um set list parecido com o dos outros shows pela América do Sul, o Slayer trouxe ao Via Funchal a música “Temptation”, que nunca havia sido tocada por aqui. Para quem é fã do álbum “Seasons in The Abyss”, os shows da banda pelo Brasil estão sendo um prato cheio, já que a cada vinda para cá algo diferente deste grande disco é tocado.

Depois desse presente, foi a vez de a banda emendar uma sequência de músicas de álbuns da época em que Dave Lombardo ficou fora do grupo. “Dittohead”, do disco “Divine Intervention”; “Stain of Mind”, do “Diabolus in Musica”; e “Disciple” e “Bloodline”, do disco “God Hate Us All”, mostraram a superioridade do baterista em relação ao seu então competente substituto (Paul Bostaph) e agradaram especialmente os fãs mais novos do grupo.

O Slayer nunca foi uma banda de conversinha e gracinha com a plateia. Os caras sabem que seus fãs querem ver a performance mais pesada possível e ponto final. Mais do que corresponder aos anseios do público, a banda sabe que é boa pacas, que é quase imbatível em termos de velocidade no metal e adora se exibir com isso.

É como se mandassem o recado: “Somos os melhores e podemos nos superar a cada show; estamos velhos, mas essa molecada nova do rock tem que comer muito arroz e feijão para nos ultrapasar.” Era essa a impressão deste blogueiro em mais um show do Slayer. E quem aqui vai reclamar disso, não é mesmo?

Passado o conjunto de músicas recentes e com a plateia gritando “Olê, olê, olê, Slayer, Slayer”, Araya perguntou se todos estavam se divertindo e brincou, dizendo que rolaria uma canção sobre amor. Foi então que o grupo tocou o clássico “Dead Skin Mask”, que está longe de ser uma música sobre o tema. O público cantou a música do começo ao fim e foi presenteado com a música seguinte no mesmo álbum “Seasons in the Abyss”, a pesadíssima “Hallowed Point”, outra grande novidade da noite.

Numa mistura de passado distante, presente e passado recente, o grupo tocou em seguida três músicas bem distintas: a eterna “The Antichrist”, do primeiro álbum “Show no Mercy”; “Americon”, do disco mais recente; e “Payback”, do “God Hate Us All”.

Sem dar espaço para o público respirar, um grande momento do show aconteceu com a trinca “Mandatory Suicide”, “Chemical Warfare” e “Ghosts of War”. É impressionante como as duas primeiras estão entre as melhores da banda ao vivo. Presente em praticamente todos os shows da banda, “Mandatory Suicide”, do álbum “South of  Heaven”, é quase imbatível, com toda a banda em sintonia perfeita, batidas e acordes muito claros. “Chemical Warfare”, do lendário EP “Hauting the Chapel”, parece o início do fim do mundo e mostra tradicionalmente a banda muito entrosada. “Ghosts of War”, antes inédita por aqui, passou meio que batida pelos ouvidos dos mais novos do Via Funchal, mas era possível ver muita gente das antigas cantando essa música do “South of  Heaven” na íntegra!

Se, nas três passagens anteriores do Slayer, este blogueiro assistiu aos shows em plena muvuca, ora na grade ora nas rodas de mosh, no show de 2011, ficou num lugar um pouco menos tumultuado da pista. Como o Via Funchal tem a vantagem de uma pista em diferentes níveis, foi possível, além de ver o palco de maneira perfeita, assistir a diversas cenas legais de um show de metal: havia espaço para a galera que queria simplesmente ver a apresentação numa boa em seu canto; o grupo dos headbangers praticantes do tradicional bate-cabeça e, claro, as brutais rodinhas, que contavam com gente alucinada de todo o tipo.

Antes de fechar a primeira parte do show com a música “Snuf”, do álbum mais recente, o Slayer tocou a sempre belíssima “Seasons in the Abyss”. Foi então que sentimos de maneira significativa a falta de Jeff Hanneman. Gary Holt é ótimo e há quem aposte que ele é até melhor tecnicamente do que Hanneman, mas, na hora do solo de guitarra desta música, o do guitarrista original é algo que já se tornou um dos grandes momentos do metal. Holt fez, no mínimo, um solo tímido, se comparado ao originalmente gravado por Hanneman.

Depois de uma breve pausa para o descanso da banda e do público, o maior momento do show estava por vir. Diga para mim, leitor, o que você pode esperar de uma sequência formada por “South of Heaven”, “Raining Blood”, “Black Magic” e “Angel of Death”? É simplesmente algo que faz qualquer morto levantar do caixão!

Dos acordes inicias de “South of Heaven”, passando pela introdução matadora de “Raining Blood”, com a até então dobradinha inédita no Brasil feita com a mais do que clássica “Black Magic” e fechando com a sensacional “Angel of Death”, não havia como não se manisfestar; nas rodas, batendo cabeça ou tocando guitarras e baterias imaginárias. Neste momento do show, Dave Lombardo parecia um polvo, já que parecia tocar com mais de dois braços, deixando a plateia pasma com sua qualidade e com sua rapidez incrível.

Terminado o show, ficou a sensação geral de que um furacão sonoro havia passado pelo Via Funchal. Fica difícil, no entanto, avaliar se este foi o melhor show do Slayer em São Paulo. Tudo porque todas as apresentações na capital paulista foram incrivelmente diferentes uma das outras.

Em 1994, no primeiro Monsters of Rock, o que marcou foi o fato do Slayer matar a vontade dos fãs depois de nunca ter vindo ao Brasil. Os pontos negativos foram a ausência de Lombardo e o set list relativamente mais curto do que um show normal, já que o grupo dividia o festival com o Suicidal Tendencies, Black Sabbath e o Kiss, que era atração principal, entre as bandas internacionais.

Em 1998, no segundo Monsters, realizado na pista de atletismo do Ibirapuera, o Slayer foi a atração principal e trouxe relíquias como “Evil Has No Boundaries”, do álbum de estreia “Show no Mercy”. O ponto negativo foi o excesso de músicas do álbum daquela época (“Diabolus in Musica”) e novamente a ausência de Lombardo.

Em 2006, a banda fez dois shows em SP, um no Rio e outro em Belo Horizonte. Para muitos foi a melhor passagem da banda, que tocou relíquias como “Blood Red”, na primeira noite do Via Funchal, e outros clássicos do passado nas noites seguintes, para paulistanos, cariocas e mineiros. Se, por um lado, era a primeira vez que o baterista original tocava no Brasil, problemas de som e até um desvio no transporte da bateria para um local errado em São Paulo geraram algumas reclamações.

O show de 2011 ganha pela vibração da banda, pelo set list enorme com 23 músicas e pelo sensacional momento de Dave Lombardo. Os pontos negativos ficam com as ausências do clássico “Hell Awaits” e, claro, de Hanneman, presente em grande parte das composições clássicas do Slayer e guitarrista mais talentoso do grupo.

Não há, porém, sombra de dúvida de que a apresentação da semana passada ficará para sempre na mente dos que estavam presentes na casa de shows paulistana. Para comemorar e relembrar tal momento, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Note que, diferente de outros shows, o do Slayer traz uma imensa dificuldade de filmagem, já que o mais difícil para os fãs é manter a câmera focada, sem tomar algum empurrão.

No meio do texto, você tem a opção de ver o vídeo da abertura do show com “World Painted Blood”. Há também o momento da falha do som em “War Ensemble”, com direito a hora em que o público continuou cantando e ajudando a banda, e o vídeo de “Dead Skin Mask”. Abaixo, selecionamos um vídeo com três músicas: “Mandatory Suicide”, “Chemical Warfare” e “Ghosts of War”. Na sequência, temos um com “South of Heaven” e outro com a dobradinha histórica de “Raining Blood” e “Black Magic”. Fucking great!!!

Set list

World Painted Blood
Hate Worldwide
War Ensemble
Postmortem
Temptation
Dittohead
Stain of Mind
Disciple
Bloodline
Dead Skin Mask
Hallowed Point
The Antichrist
Americon
Payback
Mandatory Suicide
Chemical Warfare
Ghosts of War
Season in the Abyss
Snuff

South of Heaven
Raining Blood
Black Magic
Angel of Death




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