Archive for the 'Cachorro Grande' Category

05
fev
16

Definidas as bandas de abertura para os shows dos Stones no Brasil: Titãs, Cachorro Grande e Ultraje

Stones no Brasil - Cartaz de DivulgaçãoOs produtores dos shows que os Rolling Stones farão no Brasil entre o fim de fevereiro e o começo de março definiram as bandas de abertura das apresentações. Nesta sexta-feira, 5, foram confirmados os nomes do grupo Titãs para os shows em São Paulo; do Cachorro Grande para a apresentação em Porto Alegre; e do Ultraje a Rigor para o evento no Rio de Janeiro.

Na capital fluminense, por onde já passou três vezes, os Stones vão tocar no Estádio do Maracanã no dia 20 de fevereiro. Em São Paulo, onde já esteve duas vezes, o grupo fará show no Estádio do Morumbi, em duas datas: no dia 24 e 27 de fevereiro.

Na capital gaúcha, onde tocará pela primeira vez, os músicos farão show no Estádio Beira-Rio, no dia 2 de março.

Mais relevante dos três, o grupo Titãs terá o privilégio de abrir duas apresentações dos Stones na maior capital do País. A banda paulista ainda aproveita a boa repercussão do elogiado disco “Nheengatu”, de 2014, mas preparara um set list de 50 minutos com clássicos e grandes sucessos acumulados por de mais de 30 anos de carreira.

Mais novo dos três, o Cachorro Grande praticamente realizará um sonho, já que tem influência dos Stones em suas músicas. Além disso, a banda gaúcha tocará em casa em Porto Alegre.

O Ultraje a Rigor que vem, infelizmente, aparecendo no noticiário ultimamente mais pelas polêmicas políticas geradas pelo líder do grupo nas redes sociais e menos por músicas novas de qualidade, vai ter a oportunidade de resgatar para o grande público aquilo que fez a banda paulista ficar conhecida nacionalmente nos Anos 80: um rock irreverente.

Como bem destacou o Roque Reverso recentemente, os ingressos dos Stones estão perto de esgotar totalmente para os três shows. Por isso, vale correr para o site de venda para ver se ainda existe a entrada para a cidade desejada.

Os ingressos começaram a ser vendidos em dezembro de 2015 e foi em São Paulo que se esgotaram mais rapidamente, primeiro para o show do sábado e, depois para o da quarta-feira. No dia 15 de janeiro, a produtora Time For Fun informou que um lote adicional de entradas estava disponível e, claro, quem estava louco para ver as apresentações, foi correndo em busca dos ingressos.

Vale lembrar que, para os setores principais (Pista Vip e Pista Comum), as entradas inteiras custam ou custavam, respectivamente, R$ 900,00 e R$ 440,00 para as três capitais que receberão as apresentações.

Para o Rio de Janeiro, além dos valores já citados para Pista Vip e Pista Comum, os seguimentos são os das Cadeiras Maracanã Mais Leste Lounge e Maracanã Mais Oeste, com o preço de R$ 900,00. A Cadeira Inferior Leste e a Oeste tinha ingressos a R$ 580,00. A Cadeira Superior Leste tinha entradas no valor de R$ 380,00; e a Cadeira Inferior Sul, de R$ 340,00. A Cadeira Superior Nível 2 – Sul e a Cadeira Superior Nível 5 têm ingressos saindo por R$ 260,00.

Quanto aos shows de São Paulo, os valores, além dos já citados de Pista Vip e Pista Comum, foram os seguintes: Cadeira Superior 1, 2 e 3 (R$ 600,00); Inferior A e B (R$ 580,00); Arquibancada 1, 3 e 4 (R$ 280,00); e Arquibancada 2 (R$ 260,00).

Para a apresentação de Porto Alegre, os preços das entradas, além das já mencionadas, foram os seguintes: Cadeira Inferior (R$ 580,00); Cadeira Superior (R$ 350,00); e Cadeira Premium (R$ 650,00).

Além da possibilidade de compra pela internet (www.ticketsforfun.com.br), os fãs têm a opção das bilheterias oficiais (sem taxa de conveniência – Porto Alegre/Estádio do Beira-Rio, São Paulo/Citibank Hall, Rio de Janeiro/ Metropolitan) e nos demais pontos de venda do País.

A passagem dos Stones pelo Brasil faz parte da turnê pela América Latina que a banda realizará no primeiro trimestre. O grupo começará por Santiago, no Chile, no dia 3 de fevereiro. Depois, passará pela Argentina, onde tocará no Estádio Ciudad de La Plata, na província de Buenos Aires, em três datas: 7, 10 e 13 de fevereiro. Montevidéu, no Uruguai, também receberá os músicos no dia 16 de fevereiro.

Após os shows do Brasil, os Stones tocarão ainda em Lima, no Peru, no dia 6 de março; em Bogotá, na Colômbia, no dia 10 de março; e, na Cidade do México, no dia 14.

A turnê América Latina Olé dos Rolling Stones contará com um palco com um novo visual, customizado especialmente para os fãs latino-americanos, dez anos sem poder contar com o grupo.

Esta será a quarta passagem dos Stones pelo Brasil. O grupo esteve pela primeira vez no País na Voodoo Lounge Tour em 1995, quando tocou três noites no Estádio do Pacaembu e duas no Estádio do Maracanã. Em 1998, com direito à abertura de Bob Dylan, a banda trouxe a Bridges To Babylon Tour para o Rio de Janeiro, no Sambódromo, e, para a capital paulista, na pista de atletismo do Ibirapuera.

Por fim, em 2006, os Stones trouxeram a A Bigger Bang Tour ao Brasil num histórico show realizado na praia de Copacabana para cerca de 1,5 milhão de pessoas.

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31
maio
10

Aerosmith traz show de clássicos e faz a alegria do público no Estádio do Palmeiras

O Aerosmith fechou sua curta passagem pelo Brasil no sábado, em São Paulo, em mais uma apresentação que fez parte da turnê mundial “Cocked, Locked, Ready to Rock”. A banda norte-americana de hard rock, comandada pelo vocalista Steven Tyler e pelo guitarrista Joe Perry, fez um show repleto de clássicos e provocou a alegria do público presente no Estádio do Palmeiras, estimado em torno de 38 mil pessoas, em uma noite bastante agradável. 

Para quem esperava um comportamento um pouco mais frio entre os músicos da banda depois dos acontecimentos recentes, que quase tiraram Steven Tyler do grupo, foi uma ótima surpresa vê-los tocando com empolgação e simpatia, com direito a uma série de brincadeiras que o vocalista fez com os demais componentes. Se era pura encenação, como costuma acontecer bastante no meio musical, é uma outra história, que vamos observar daqui pra frente na sequência da turnê. 

A banda que abriu para o show do Aerosmith foi o Cachorro Grande, que é uma das poucas que se salvam atualmente no meio do rock brasileiro, atualmente dominado por bandinhas emo, que vêm transformando o estilo numa mistura de breganejo com pagode de corno, ao som de guitarras. No final da apresentação da banda gaúcha, os membros agradeceram a oportunidade de estar no mesmo palco de um dos maiores grupos da história do rock and roll, numa humildade comovente para quem já está no topo do cenário brasileiro.

O Aerosmith subiu ao palco por volta das 21h40. Antes de a banda iniciar o show, as luzes se apagaram e uma enorme bandeira (ou seria uma cortina?) com o logo do grupo ficou entre a boca do palco e o público, ao som de “Rainy Day Women #12 & 35”, de Bob Dylan. Nada por acaso, já que o refrão da música tinha tudo a ver com a carreira “chapada” do grupo de Tyler e Cia.

Terminada a música de Dylan, começaram os primeiros acordes de “Eat The Rich”, do álbum “Get a Grip”, de 1993. Em seguida, a tal cortina desabou sobre o chão e o publico foi a delírio ao ver Tyler com um casaco todo prateado que chamava bastante a atenção, bem ao estilo do vocalista.

Na seqüência, a banda trouxe um clássico das antigas, a ótima “Back In The Saddle”, do álbum “Rocks”, de 1976, que foi seguida por nada menos que “Love in An Elevator”, do disco “Pump”, de 1989, que levou definitivamente a galera ao delírio, apesar de o som do show estar bem mais baixo que os de outras apresentações que passaram recentemente pelos estádios paulistanos, como as do AC/DC, Metallica e Guns N’ Roses.

Com o público ganho, o Aerosmith mandou os hits “Falling in Love (Is Hard On the Knees)” e “Pink”, com direito a trechos de clipes no telão, antes da grande empolgação provocada pelo mais do que clássico “Dream On”, que contou com Steven Tyler em grande forma nas partes mais difíceis para cantar. Depois deste momento histórico para o Estádio do Palmeiras, a banda emendou “Livin’ on the Edge”, com direito a Joe Perry usando uma guitarra de dois braços; “Jaded”; e “Kings and Queens”, esta última mais antiga, do álbum “Draw the Line”, de 1977, que contou também com uma das muitas intervenções grandiosas que o guitarrista  realizou durante o show.

Ciente da sua importância para os casais, a banda tocou, de uma vez, duas de suas maiores baladas: “Crazy” e “Cryin'”. Elas levaram a mulherada ao completo delírio, a ponto de uma calcinha vermelha, no estilo fio dental, ser jogada ao palco, para risos de Tyler, que, fazendo uma travessura, a pendurou no pedestal do microfone de Perry quando o guitarrista estava distraído virado para a bateria.

Para um descanso da banda, o show ficou com o batera Joey Kramer. Ele optou por um solo sem afetação, mas teve seu momento no maior estilo John Bonham (claro, que guardadas as devidas proporções), já que tocou a bateria com as mãos e até com a cabeça. Vale destacar que, no meio do solo de Kramer, Tyler também deu uma “canja” com as baquetas e não fez feio.

O retorno dos músicos ao palco se deu com a música “Lord Of The Thighs”, do álbum “Get Your Wings”, de 1974. Na sequência, Joe Perry decidiu fazer um duelo com seu personagem no jogo Guitar Hero. Chamou uma tradutora para explicar o que aconteceria e, logo depois, tratou de detonar seu oponente virtual, num momento bastante criativo e pouco comum para shows de rock. O mesmo Perry continuou no centro das atenções quando assumiu os vocais da música “Stop Messin’ Around”, cover do Fleetwood Mac.

Depois da música cover, um dos grandes momentos do show: Steven Tyler puxou o coro à capela e o público foi atrás com “What It Takes”, também do álbum Pump. Após elogiar a participação da galera, ele deu um verdadeiro show à parte nos trechos mais complexos da bela música, que ainda contou com a imagem estampada de várias garotas da platéia no telão.

Em seguida, o Aerosmith tocou a preferida deste blogueiro. Com a introdução do baixo de Tom Hamilton, mandou ver em “Sweet Emotion” de maneira empolgante. E ainda teve Joe Perry abusando dos efeitos em um teremim. Depois, o grupo trouxe mais uma música cover: “Baby, Please Don’t Go”, de Big Joe Williams.

A banda fechou a apresentação com “Draw the Line”, do álbum de mesmo nome gravado em 1977. Para mim, esta foi a música melhor executada na noite, já que os músicos mostraram ótimo entrosamento e até o som melhorou um pouco. Pena que não a encontramos no Youtube para mostrar aqui.

No curto bis, o Aerosmith tocou seu hit histórico “”Walk This Way” e viu um Palestra Itália vibrante. Encerrou o show com uma boa surpresa, a música “Toys In The Attic”, do álbum de mesmo nome lançado em 1975.

Se não foi o show dos sonhos, a banda trouxe ao público paulistano aquilo que mais se quer num show de rock: boa música e diversão. Resta agora saber se realmente esta foi a última apresentação dos norte-americanos por aqui.

A certeza é que, além de uma possível despedida do Aerosmith, o Estádio do Palmeiras viu pela última vez um grande evento, já que passará por reformas profundas antes de virar uma arena multiuso que promete. Lá, passaram grandes nomes do rock e da música pop internacional e nacional, como Metallica, Iron Maiden (duas vezes), Megadeth, Whitesnake, David Bowie, Ozzy Osbourne, Bruce Springsteen, Rod Stewart, A-ha e Legião Urbana, entre outros. Para quem é palmeirense com muito orgulho, como este blogueiro, foi estranha a sensação de pisar naquele gramado histórico pela última vez na estrutura atual.

Paixões à parte, o Roque Reverso selecionou no Youtube quatro vídeos da apresentação do Aerosmith: a abertura e “Eat The Rich”; “Dream On”; “What It Takes” e “Sweet Emotion”. Também descolamos o tradicional set list e algumas fotos do ótimo fotógrafo Marcelo Rossi, cedidas pela organização do show.

Set list:

Eat The Rich
Back In The Saddle
Love In An Elevator
Falling in Love (Is Hard On the Knees)
Pink
Dream On
Livin’ on the Edge
Jaded
Kings and Queens
Crazy
Cryin’
(Solo de Bateria)
Lord Of The Thighs
(Duelo Perry X Guitar Hero)
Stop Messin’ Around”
What It Takes
Sweet Emotion
Baby, Please Don’t Go
Draw The Line

Walk This Way
Toys In The Attic




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