Archive for the 'Pantera' Category

20
ago
16

Dimebag Darrell faria 50 anos neste dia 20 de agosto se não houvesse imbecilidade no mundo

Dimebag Darrell - Foto: DivulgaçãoO guitarrista Dimebag Darrell completaria 50 anos de idade neste sábado, dia 20 de agosto de 2016, se um sujeito de nome Nathan Gale não o tivesse assassinado em 8 de dezembro de 2004 no meio de um show do Damageplan na cidade norte-americana de Columbus.

Nascido Darrell Lance Abbott, filho de um compositor de música country do Texas, Dimebag Darrell fez história como guitarrista do Pantera. Ele tinha de sobra algo que falta a muitos instrumentistas: personalidade.

Seus riffs eram ao mesmo tempo viscerais, elaborados e exatos. As guitarras de Dimebag Darrell eram inconfundíveis, reconhecíveis logo de cara, o que o elevava à categoria de monstros sagrados das seis cordas, como Slash, Eddie Van Halen e Tony Iommi, isso para não ir longe demais nas citações metaleiras.

Gravou todos os discos do Pantera até “Reinventing The Steel”, no ano 2000. Há relatos de que a saída de Darrell da banda teria sido motivada por desentendimentos com o vocalista Phil Anselmo – e de que o fim do Pantera teria motivado a ação de Nathan Gale contra o guitarrista.

O assassino, no entanto, não sobreviveu ao atentado para dar sua versão. Depois de matar o guitarrista e um rapaz que assistia ao show, também chamado Nathan, e de ferir mais de uma dúzia de pessoas, Gale foi morto por um policial.

Assassinado aos 38 anos, Dimebag Darrell foi sepultado em um caixão do Kiss junto com uma guitarra doada por Eddie Van Halen.

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04
fev
16

Verborragia racista de Phil Anselmo não pode – nem deve – ser ignorada

Philip Anselmo - Foto: DivulgaçãoPor Marcelo Moreira, do Blog Combate Rock

O racismo é uma das últimas cordas às quais se agarram os canalhas, os infames, os ignorantes e os incompetentes, demonstrando um nível elevadíssimo de canalhice e covardia.

Quando nos deparamos com a sordidez racista nos meios culturais e de entretenimento, ambientes que deviam estar livres há muito e muito desta doença, nenhum nível de indignação é suficiente para demonstrar o quão nojenta é tal atitude.

É por isso que a repercussão a respeito das declarações de Phil Anselmo no palco, em pleno festival Dimebash, nos Estados Unidos, foi imensa e ainda choca pela falta de inteligência e pela intolerância.

Anselmo, que é o líder do Down e foi o vocalista dafantástica banda Pantera, ainda é um nome muito importante da música, por mais que nos últimos anos venha erodindo sistematicamente sua reputação, inclusive com os mais variados repertórios de declarações polêmicas.

Ao final de uma apresentação no festival criado para homenagear o guitarrista Dimebag Darrell, ex-Pantera e assassinado no palco em 2004, Anselmo gritou “White Power!” e fez a famigerada saudação nazista com o braço esticado. O gesto e o grito foram gravados por fã, que postou a nojeira na internet. O estrago foi imenso.

Na segunda-feira, 1º de fevereiro, diante da repercussão negativa, e cinco dias depois do ocorrido, Anselmo usou as redes sociais para se desculpar e dizer que estava apenas brincando, já que estaria bêbado.

Não colou. O músico tem histórico de manifestar publicamente sua simpatia pela cultura white power, ou seja, de apoiar grupos que são assumidamente racistas e que veneram a ideologia nazista, pregando a supremacia branca nos Estados Unidos e no mundo.

Houve duas reações contundentes que destruíram Anselmo de forma inapelável. A primeira foi o editorial da revista inglesa Metal Hammer publicado no site da publicação.

“Por que a explosão de poder branco de Phil Anselmo não pode ser ignorada” é o título do texto que chuta muitas canelas e demole qualquer tentativa de justificativa de defesa do cantor e de quem pensa como ele. E vai além ao nocautear aqueles que pregam a indiferença – que usam de forma abjeta a frase “quem se importa?”

A segunda pancada surgiu por meio de um vídeo ainda mais contundente publicado na internet. Robb Flynn, vocalista do Machine Head e que também participou do Dimebash 2016, reduziu Phil Anselmo a nada sem precisar singar ou desqualificar. Deu uma aula de civilidade, de história e de cidadania em dez minutos de argumentos sólidos e precisos.

08
dez
13

20 anos da estreia avassaladora do Pantera em palcos brasileiros

Dezembro de 2013 marca o aniversário de 20 anos da estreia avassaladora do Pantera nos palcos brasileiros. A banda fez dois shows no saudoso Olympia em São Paulo, nos dias 7 e 8 de dezembro de 1993. Foram duas apresentações que entraram para a história da cena paulistana do heavy metal.

A apresentação do dia 7 foi coberta pela imprensa, como pode ser visto neste arquivo do jornal Folha de S. Paulo. O show do dia 8 teve a presença deste jornalista que vos escreve, na época um jovem fã.

Vale lembrar que havia outra data (6 de dezembro) agendada para capital paulista, mas não foi realizada apresentação neste dia por questões de logística, já que o grupo estava passando ainda pela Argentina.

O Pantera trazia para a América do Sul a turnê do excelente, brutal e perturbador álbum “Vulgar Display of Power”, que havia sido lançado em 1992. O disco sucedia o não menos ótimo disco “Cowboys from Hell”, de 1990.

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29
abr
13

Show do Down em SP confirmou Phil Anselmo em forma e entrosamento invejável da banda

Se há um show que você, fã de rock pesado, deveria ter visto em abril de 2013, esse show foi o do Down no Carioca Club em São Paulo. Daquelas apresentações para entrar na lista das mais memoráveis, a performance da grande banda norte-americana de Phil Anselmo mostrou que o ex-vocalista do Pantera continua em forma e entre os maiores frontmen de sua geração.

Mais do que isso, o show do dia 10 de abril confirmou o que todos já haviam visto no SWU de 2011: que o grupo mantém um entrosamento invejável entre músicos de ponta que, definitivamente, levaram o Down para uma condição de banda capaz de peitar as maiores do heavy metal no cenário atual. E isso está longe de ser um exagero.

Não por acaso, o Carioca Club estava lotado na hora do início do show. Mesmo a horrorosa Pista Vip que inventaram para a apresentação estava cheia. Na Pista Comum e no Camarote também havia uma verdadeira multidão, em plena quarta-feira.

Se no SWU de 2011 quem conseguiu ir teve o privilégio de ver a banda executando o álbum “NOLA” na íntegra, na apresentação do Carioca Club, o Down aproveitou sua primeira passagem na capital paulista para mesclar um pouco o repertório. Importante lembrar que o show também promovia o lançamento do “Down IV Part 1 – The Purple EP”, mais recente trabalho da banda que foi lançado em setembro de 2012.

Logo de cara, o grupo trouxe “Lysergic Funeral Procession”, do álbum “Down II: A Bustle in Your Hedgerow” e já mostrou que a apresentação ia ser quente. Acompanhando Phil Anselmo, uma formação do mais alto calibre do heavy metal: Pepper Keenan (guitarra), Jimmy Bower (bateria), Kirk Windstein (guitarra) e Pat Bruders (baixo).

“NOLA” é o melhor disco da banda e, claro, teria o maior número de músicas tocadas da noite. “Pillars of Eternity” foi a primeira delas e levou a plateia ao delírio. Da Pista Vip aos Camarotes, passando pela Pista Comum, o cenário era um mar de pessoas batendo cabeça e agitando, como se fosse impossível resistir ao som poderoso do grupo e à ótima intepretação de Anselmo.

Há quase um consenso entre os fãs de metal que o Carioca Club não é das casas mais indicadas para os tantos shows do estilo que vêm sendo realizados ali nos últimos anos. Mas também vale destacar que as apresentações nesta casa proporcionam a experiência rara de ver as bandas muito de perto.

Para muitos ali, ficar próximo de Phil Anselmo, um ícone do metal dos anos 90, era um momento histórico. Para quem viu o Pantera se apresentar no saudoso Olympia em 1993 e 1995, o momento também era de nostalgia daqueles bons tempos, quando foi possível ver aquele grupo no auge da carreira nas turnês de seus melhores álbuns.

E foi para o mais saudoso integrante do Pantera que Anselmo e a banda dedicaram a música seguinte. Também do “NOLA”, “Lifer” lembrou Dimebag Darrell, assassinado a tiros em pleno palco em 2004, em Columbus, Ohio, nos Estados Unidos. Depois da plateia gritar a plenos pulmões o nome do eterno guitarrista, foi a vez do Carioca Club inteiro cantar e rodas de mosh se abrirem automaticamente na Pista Comum.

Anselmo agradeceu bastante a energia do público, que começou a gritar o nome dele. Em seguida, pegou um gorro preto dado por um fã, colocou na cabeça e anunciou “Witchtripper”, primeiro single do novo EP e que fez sucesso com um videoclipe. Talvez por este detalhe, os fãs já estavam bem acostumados com a música e a cantaram do início ao fim.

Empolgado com a receptividade, o vocalista do Down emendou mais uma do novo EP, “Misfortune Teller”, que ficou bem interessante ao vivo, mostrando a banda entrosada. Destaque para as guitarras de Pepper Keenan e Kirk Windstein. Este último, empunhando uma guitarra branca com design idêntico à famosa ESP de James Hetfield, do Metallica, tem, por sinal, um jeito diferente de segurar o instrumento, mas que nada compromete sua eficiência.

De volta às músicas do “NOLA”, foi a vez de o Down executar a ótima “Temptation’s Wings”. Antes, porém, o público começou a jogar presentes para a banda ao palco: desenhos pintados, bandeiras e até um sutiã, que acabou sendo vestido pelo sempre bem-humorado baterista Jimmy Bower.

Chamou a atenção a presença de um fã que tinha uma tatuagem com a palavra “Pantera” no peito e que já havia feito sucesso no SWU. Portando uma bandeira do Brasil com a palavra “Down” escrita, ele foi saudado por Anselmo e pelos demais componentes da banda, que mostraram a bandeira para todo o Carioca Club admirar.

Depois de “Temptation’s Wings”, foi a vez de “Ghosts Along the Mississippi”, também do “Down II: A Bustle in Your Hedgerow”. Na sequência, “Losing All”, do “NOLA”, que também levantou o público.

No final da música, Phil Anselmo anunciou a presença de convidados mais do que ilustres no camarote do Carioca Club: Andreas Kisser, Paulo Júnior e Eloy Casagrande. Foi então que o público soltou o tradicional grito de “SE-PUL-TU-RA!”, que foi acompanhado por Anselmo e pelos bumbos de Jimmy Bower, abrindo caminho para a execução da lenta e pesada “New Orleans is a Dying Whore”, do segundo álbum.

O set list ainda contaria com a nova “Open Coffins”, do EP, dedicada a mais uma figura ilustre presente: o cineasta Zé do Caixão, que foi saudado também pelo Carioca Club inteiro com muito respeito. Para fechar a primeira parte do show, o grupo trouxe a ótima “Eyes of the South”, que elevou novamente a temperatura ambiente.

Após mais este petardo, Anselmo deu a senha para o bis: “Se vocês querem ouvir mais Down, já sabem o que fazer.” Foi então que o público passou a gritar o nome da banda até que ela voltasse para o palco.

No retorno, ele perguntou para a plateia o que ela gostaria de ouvir e os gritos de “Pantera” dominaram o Carioca Club. Tal qual a apresentação no SWU, a banda iniciou os acordes de “Walk” e o conhecido refrão foi cantado por todos da casa de shows, com uma verdadeira catarse coletiva no local.

Na sequência do bis, três do “NOLA”: “Hail the Leaf”, “Stone the Crow” e “Bury me in Smoke”. Se, na primeira, o peso tomou conta dos riffs da banda, “Stone the Crow” fez com que um enorme coro fosse formado, com o público cantando a plenos pulmões até os acordes do maior hit do grupo.

Em “Bury me in Smoke”, o final apoteótico que contou com convidados mais do que especiais no palco. Tradicionalmente, nos acordes finais da música, é a vez dos roadies assumirem os instrumentos, enquanto a banda se despede e cumprimenta o público. No Carioca Club, nada menos que os três integrantes do Sepultura, mais o filho de Andreas, Yohan Kisser, na outra guitarra, tomaram conta do palco, levando a plateia pela última vez ao delírio.

O saldo final da apresentação do Down foi de mais um grande momento na história dos shows internacionais na capital paulista. Depois de ver a banda num grande festival em 2011, foi a vez de avaliar como ela se portaria num lugar pequeno. Se, no SWU, o grupo realizou o show mais pesado daquela edição, no Carioca Club, sem sombra de dúvida, já entrou na lista das melhores apresentações de 2013, deixando a missão de superá-los para outros nomes grandes que ainda passarão por São Paulo neste ano, como o Anthrax, o Testament, o Slayer e o Megadeth.

Para relembrar grandes momentos do show do Down, o Roque Reverso descolou cinco vídeos no YouTube. Fique com “Pillars of Eternity”, “Temptation’s Wings”, “Eyes of the South”, “Stone the Crow” e “Bury me in Smoke”. \m/

Set List

Lysergic Funeral Procession
Pillars of Eternity
Lifer
Witchtripper
Misfortune Teller
Temptation’s Wings
Ghosts Along the Mississippi
Losing All
New Orleans is a Dying Whore
Open Coffins
Eyes of the South

Hail the Leaf
Stone the Crow
Bury me in Smoke

12
abr
12

Divulgado clipe de faixa inédita da fase de ouro do Pantera

Se pudéssemos trazer de volta algumas bandas que não existem mais no cenário do heavy metal, o Pantera, com certeza, estaria na lista da maioria dos fãs que algum dia já gostaram do rock pesado tocado em grande estilo, técnica e intensidade. Eis que 20 anos após o lançamento do disco “Vulgar Display of Power”, foi resgatada uma faixa que não havia sido aproveitada no álbum, que é considerado por muitos fãs como o melhor do grupo e que consolidou uma fase áurea da banda.

“Piss” é o nome da música, que teve o videoclipe divulgado no dia 11 de abril, durante o Revolver Golden Gods Awards, em Los Angeles (EUA). A direção do clipe foi realizada por Zach Merck e a produção é de Christian Heuer.

O vídeo traz diversos fãs agitando ao som do poderoso som da banda, simulando, inclusive a cena que gerou a foto clássica da capa de “Vulgar Display of Power”. Para quem foi a um show do Pantera, vai lembrar da introdução, já que o grupo chegava a tocá-la entre algumas faixas em determinadas apresentações ao vivo.

Para comemorar os 20 anos do álbum, será lançada em maio uma versão deluxe do trabalho, que tende a contar com a faixa inédita. Esta mesma versão de colecionador deve contar com um DVD de bônus com os vídeos oficiais e um show filmada na Itália em 1992.

“Piss”, por enquanto apenas em formato digital, também já está sendo vendida como single no iTunes. Veja abaixo o clipe da faixa resgatada do Pantera:

08
dez
11

À queima roupa

Rock’n’roll e situações extremas caminham de mãos dadas, mas poucos dias são tão marcantes para o mundo do rock quanto o 8 de dezembro. Foi nessa data, em 1980, que o eterno John Lennon foi assassinado em Nova York. Também nessa data, mas em 2004, Diamond “Dimebag” Darrell acabou também assassinado em Ohio.

Lennon dispensa apresentações para o público em geral. Darrell, ex-Pantera, foi, sem sombra de dúvida, um dos guitarristas mais completos e versáteis da história do heavy metal, identificável sempre a partir dos primeiros acordes, façanha de que só os grandes músicos são capazes.

Como nem tudo na vida é morte (só o final, ou seria o princípio?), também num 8 de dezembro, mas em 1943, nascia Jim Morrison. Para os mais ecléticos, também é aniversário da irlandesa Sinead O’Connor, ainda viva ao que me consta.

Para marcar a data, vídeos descolados no YouTube pelo Roque Reverso. Começamos com “Instant Karma”, de John Lennon. Depois, fiquem com “Cowboys From Hell”, do Pantera, ao vivo no Monsters of Rock de 1991, em Moscou. Na sequência, descolamos um vídeo com a música “The End”, do Doors, com direito a cenas do filme “Apocalypse Now”, de Francis Ford Coppola. Para fechar,  Sinead O’Connor em “Mandinka”.

19
nov
11

Down finalmente estreou no Brasil, tocou álbum “NOLA” e fez o show mais pesado do SWU

A banda norte-americana Down fez um grande show no SWU Music & Arts 2011 no dia 14 de novembro. Depois de 20 anos de espera, o grupo liderado por Phil Anselmo (ex-vocalista do Pantera)  finalmente estreou no Brasil.

Com o repertório todo formado pelo primeiro disco da carreira, “NOLA”, a banda fez, sem a menor sombra de dúvida, o  show mais pesado do festival realizado em Paulínia, no interior paulista.

Havia grande expectativa para a apresentação do Down. Além da estreia no País, Phil Anselmo voltaria para cá depois de muito tempo ausente para cantar, já que havia sido em 1995 sua última passagem pelos palcos daqui, ainda com o Pantera, na turnê do álbum “Far Beyond Driven”.

A própria formação do Down já era um convite ao público. Além de Anselmo, o grupo é composto por nada menos que Pepper Keenan (guitarrista e vocalista do Corrosion of Conformity), Kirk Windstein (guitarrista e vocalista de Crowbar), Pat Bruders (baixista de Crowbar), e Jimmy Bower (baterista de Crowbar). Ou seja, só tinha gente do mais alto calibre para executar a junção de peso e técnica desejada pelos fãs do rock pesado.

Logo no começo do show, Phil Anselmo, que estava com uma bandeira do Brasil pendurada na cintura, alegrou a galera, avisando que o dia era especial e que o álbum “NOLA” seria tocado na íntegra. Na verdade, pelo tempo curto oferecido à banda (de cerca de 1 hora), o Down deixou três músicas do disco de fora da apresentação: “Rehab”, “Pray for the Locust” e “Swan Song”. O próprio tempo pequeno fez a banda executar um set menor do que o repertório original divulgado à organização.

“Temptations Wings” foi a primeira música do show e já mostrou que os caras estavam no pique de fazer algo marcante. Anselmo continua sendo um espetacular frontman e tem o poder de agitar o público como poucos. A dupla Pepper Keenan e Kirk Windstein traz um peso imenso às guitarras, sem deixar a técnica de lado. Para completar Bruders e Bower fazem uma grande cozinha, com destaque para o baterista, que se entrega totalmente ao instrumento.

Na sequência, Anselmo dedicou a música “Lifer” ao saudoso guitarrista do Pantera, Dimebag Darell, assassinado em pleno palco em 2004, quando se apresentava com sua banda Damageplan, no Estado de Ohio, nos Estados Unidos. O público vibrou e o Down trouxe mais uma porrada sonora. Foi nesta música, por sinal, que o vocalista cortou a testa, depois de seguidas batidas feitas com o microfone.

A plateia estava ganha e, depois de ouvir o nome do Down gritado após o final da ótima “Pillars of Eternity”, Phil Anselmo tirou a bandeira brasileira da cintura e colocou a mesma no peito, mostrando imensa simpatia. Logo em seguida, depois de ouvir seu próprio nome gritado, também se ajoelhou, fazendo uma reverência ao público, que foi, claro, ao delírio. “São Paulo, São Paulo”, gritou o vocalista, para depois interromper a galera inflamada, dizendo que o grupo tinha um curto tempo para se apresentar e que o negócio ali era “tocar música”.

A simpatia continuava e o vocalista do Down decidiu homenagear os amigos do Sepultura. Ele dedicou a música “Hail The Leaf” à banda brasileira e citou os nomes do baixista Paulo Jr. e do guitarrista Andreas Kisser.

Na sequência, mais três petardos: “Underneath Everything”, “Losing All” e “Eyes Of The South” – todas com a banda dando uma aula do mais puro metal pesado!

“Stone The Crow”, o maior sucesso do grupo viria logo a seguir. No refrão da música, Anselmo deixou a galera cantar várias vezes, num grande momento do show.

Outro momento legal veio após o final da música. O vocalista disse que eles só tinham tempo para mais uma música. O público, por sua vez, já pedia uma música do Pantera e as câmeras do SWU focalizaram um fã que havia tatuado um imenso logo da banda no peito! Anselmo quase não acreditou no que viu e fez nova reverência, desta vez ao eterno fã.

O Down então iniciou os acordes de “Walk”, do Pantera, com Anselmo cantando o refrão da música. Uma inacreditável roda se abriu no meio da pista e a galera foi ao delírio de novo. Mas ficou só o gostinho de “quero mais”, pois o grupo só tocou um trecho rápido da música…

A última canção da noite foi “Bury Me In Smoke”. Este momento do show contou com uma participação inusitada dos membros da banda de Duff McKagan (ex-Guns N’ Roses), que havia se apresentado horas antes no mesmo SWU. Inicialmente, o público pensou que os roadies do Down estavam nos instrumentos, mas, quando McKagan apareceu no palco, ficou claro que era uma participação especial.

Desta maneira, terminou o show do Down. Após a apresentação, em algumas entrevistas, os músicos deixaram claro que  adoraram vir ao Brasil e que desejam voltar para cá. Fica a dica para os produtores, já que a banda tem plenas condições de encher um Via Funchal, por exemplo, só com o carisma de Phil Anselmo. Poderíamos ter um show de duas horas de duração e com músicas de outros álbuns sendo tocadas.

Para relembrar o show do Down, o Roque Reverso descolou alguns vídeos do YouTube. Fique com “Lifer”, “Stone The Crow” e “Bury Me In Smoke”, com o trecho de “Walk” no começo . Se quiser ver a apresentação na íntegra, vá para o último vídeo. Altamente recomendável!

Set list anunciado

Temptations Wings
Lifer
Pillars of Eternity
Rehab
Hail The Leaf
Underneath Everything
Losing All
Swan Song
Eyes Of The South
Stone The Crow
Bury Me In Smoke

Set list executado

Temptations Wings
Lifer
Pillars of Eternity
Hail The Leaf
Underneath Everything
Losing All
Eyes Of The South
Stone The Crow
Walk (trecho)
Bury Me In Smoke




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