Archive for the 'Robert Trujillo' Category

09
abr
17

Filho de 12 anos do baixista do Metallica substituirá membro do Korn em turnê sul-americana

Tye Trujillo - Foto: Chloe TrujilloO Korn divulgou comunicado aos fãs com a informação de que o baixista Reginald “Fieldy” Arvizu, por causa de “circunstâncias imprevistas”, não poderá acompanhar o grupo na turnê sul-americana que será realizada neste mês de abril. Para o lugar de “Fieldy”, a banda norte-americana anunciou ninguém menos que Tye Trujillo, garoto de 12 anos que é filho de Robert Trujillo, baixista do Metallica.

Para muitos, a notícia poderia ser recebida como uma brincadeira, mas, para quem já viu o menino tocar, é bom preparar o queixo para ele não cair rápido demais. Praticamente uma miniatura do pai, Tye Trujillo é daqueles meninos-prodígio que parecem ter todo um futuro muito claro de sucesso.

O garoto já toca numa banda de meninos, a The Helmets. Em vídeos facilmente encontrados no YouTube, dá para conferir que a molecada enche de esperança que gosta do bom e velho rock n’ roll, em um momento no qual o estilo vem passando por uma período crítico de renovação e com poucas bandas novas capazes de criar algo marcante.

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26
mar
17

Em show excelente em SP, Metallica lota autódromo e mescla boas músicas do novo álbum com clássicos da carreira

Metallica em SP no Autódromo de Interlagos - Foto: Divulgação MetallicaO Metallica se apresentou no sábado, dia 25 de março, em São Paulo, no Autódromo de Interlagos, e proporcionou um excelente show aos devotados fãs. Mesclando as boas músicas do ótimo novo álbum “Hardwired… to Self-Destruct” com clássicos da carreira, a banda norte-americana de thrash metal levou ao êxtase a plateia que lotou e quebrou recorde de público no festival realizado na capital paulista que nunca havia tido uma banda ligada ao heavy metal como headliner.

Cerca de 100 mil pessoas estiveram no sábado no evento, público jamais visto numa única noite naquele festival. Seguramente, de 70 mil a 80 mil pessoas estavam em volta do palco onde o Metallica fez seu ótimo show. Foi uma invasão histórica dos fãs da banda. Eles tingiram de preto o festival dos descolados de camisas coloridas e roupas modernas e mostraram, pela enésima vez, como os seguidores do heavy metal são fiéis.

Foi a primeira vez que o Metallica tocou num festival em São Paulo. Antes disso, a banda havia se apresentando na capital paulista apenas em turnês próprias: em 1989, 1993, 1999, 2010 e 2014. Fora de São Paulo, o grupo já havia se apresentado no Rock in Rio em três oportunidades: em 2011, 2013 e 2015.

O show de 2017 em Interlagos foi seguramente o melhor da banda desde a histórica apresentação no Rock in Rio em 2011. Depois de superar problemas com a chuva em 2014 em São Paulo e de superar problemas técnicos de som no festival da capital fluminense em 2015, o Metallica fez um show coeso, seguro e de acordo com o histórico matador da banda em apresentações ao vivo.

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22
set
15

Metallica supera problemas de som, toca ‘The Frayed Ends of Sanity’ e faz show digno no Rock in Rio

James Hetfield, do Metallica, no Rock in Rio - Foto: Divulgação Rock in Rio/I Hate Flash O Metallica fechou a primeira das três noites do Rock in Rio 2015 dedicadas ao rock pesado com a competência de sempre ao vivo. Bastante prejudicado por problemas de som vergonhosos e inadmissíveis do enorme festival realizado na capital fluminense, o grupo norte-americano de thrash metal superou as adversidades e, no saldo final, entregou aos fãs uma apresentação digna e de qualidade, mantendo uma tradição já vista no mesmo festival em 2013 e no inesquecível ano de 2011.

Além do show digno, o público brasileiro ouviu pela primeira vez a execução da aguardadíssima faixa “The Frayed Ends of Sanity”.

A complexa música, de quase 8 minutos, do álbum “…And Justice for All”, de 1988, sempre foi pouquíssimas vezes tocada durante toda a carreira do Metallica, que só começou a executá-la completa em shows em maio de 2014, em Helsinke, na Finlândia.

Em toda a história de mais de 30 anos de carreira, a banda havia incluído a faixa em apenas 11 apresentações antes da performance no Rio de Janeiro. Mais um presente visto no Brasil só no Rock in Rio, tal qual em 2011, quando o grupo tocou pela primeira vez no País a excelente e igualmente pouco tocada instrumental “Orion”. Justamente por isso, quem esteve na Cidade do Rock em 2015 pode se considerar um privilegiado por ter presenciado um momento histórico do Metallica em terras tupiniquins.

O show

Depois de um atraso de cerca de 40 minutos para desmontar o palco caprichado do Mötley Crüe, o Metallica entrou em cena já na madrugada do domingo, dia 20 de setembro. O horário oficial do show era à meia-noite do dia 19 de setembro, mas todo o processo de troca de estrutura e teste de instrumentos impediu a pontualidade, enquanto o tempo abafado começava a dar lugar a uma brisa mais fresca, em sintonia com as nuvens que começavam a pairar sobre a Cidade do Rock.

O grupo iniciou o show com “Fuel”, do álbum “ReLoad”, de 1997. Vibrante, com um som alto e claro e capaz de sacudir o público logo de cara, a música fez a Pista explodir em um movimento de empurra-empurra que não havia sido visto nas apresentações do Mötley Crüe e do Royal Blood. Este jornalista, que estava muito próximo à grade, chegou a lembrar do começo do insano show do Slipknot em 2011 no mesmo Rock in Rio, já que a missão nas três primeiras músicas do Metallica em 2015 era simplesmente se manter em pé, tamanha a energia da plateia alucinada para ver os norte-americanos precursores do thrash metal.

No palco, duas novidades para o público brasileiro em relação a turnês anteriores no País, mas que já vinham sendo observadas este ano em vários países visitados pelo Metallica. Primeiro, um espaço reservado atrás da banda para que fãs pudessem ficar. Outro detalhe foi a utilização do imenso telão central, dos três existentes, para a exibição de efeitos super elaborados durante várias das músicas.

Quem se lembra da passagem do Metallica em 2014 pelo Brasil, quando tocou em São Paulo na turnê “By Request”, lembra que os três telões eram usados em praticamente todas as faixas para mostrar a banda. Para grandes públicos, este terceiro telão central imenso sempre foi uma excelente solução para quem estava mais distante do palco, mas, especificamente no Rock in Rio, os telões laterais, também enormes, deram conta do recado e possibilitaram os efeitos no central.

Metallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação MetallicaMetallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação MetallicaMetallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação MetallicaMetallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação MetallicaMetallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação MetallicaMetallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação Metallica

Após “Fuel”, a banda emendou a sempre clássica “For Whom the Bell Tolls”, que deu mais peso ao show e trouxe os músicos bem entrosados, com destaque para o baixo matador de Robert Trujillo. Na sequência, a rápida e igualmente pesada “Battery” fez o povo próximo a grade ter ainda mais dificuldade para permanecer em pé, já que, além do empurra-empurra tradicional, rodas de mosh foram criadas imediatamente.

Naquele momento, uma música mais cadenciada era necessária para o público respirar um pouco. E foi com “King Nothing”, do álbum “Load”, que o Metallica deu uma pequena amenizada na loucura que havia se transformado a Pista. Vale lembrar que esta faixa não era executada em solo brasileiro desde 1999, quando o grupo inseriu a música nos três shows da turnê daquele ano: em Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro.

Passado o refresco com “King Nothing”, o Metallica voltou a apavorar com mais um clássico: a ótima “Ride the Lightning”, que tem um dos riffs mais bem feitos da história da banda. A música manteve o público empolgado, mas, quando menos se esperava, em pleno ano de 2015 e com o grupo consolidado atualmente como o maior do heavy metal da atualidade, o som começou a falhar, primeiro durante um solo do guitarrista Kirk Hammett e, depois, no fim da música.

Vale destacar que, já em “Battery”, o som já havia dado uma rateada para o público, enquanto a banda tocava o fim da música naturalmente. O fato lembrou o Slayer tocando no Via Funchal em São Paulo em 2011, quando deu desespero de ver o grupo tocar, mas o som não chegar apenas ao público.

Após o problema do Metallica, foi imediata a reação do vocalista e guitarrista James Hetfield. Conhecido pelo perfeccionismo musical, ele fez uma cara de poucos amigos para o pessoal de apoio do grupo e chegou a reclamar, mas sem rodar a baiana como outros vocalistas do próprio heavy metal costumam fazer com mais frequência.

Depois da falha, o Kirk Hammett ainda tentou um solo, mas o Metallica saiu do palco e ficou fora de lá durante aproximadamente 5 minutos. O público, até então empolgadíssimo, pareceu tomar um banho de água fria e não poupou o idealizador do Rock in Rio, o empresário Roberto Medina, mandando ele tomar “naquele lugar”.

Após xingar Medina, alguns tentaram emplacar, sem grande sucesso, o mesmo insulto à presidente da República, Dilma Rousseff (estranhamente, pela TV, foi o que deu para ouvir melhor, conforme os vídeos veiculados no YouTube) e, mais adiante, sobrou o mesmo xingamento até para os fãs que estava na parte de trás do palco. “Ei, coral, vai tomar no cú”, gritou a plateia da Pista, já num clima de zoeira tradicional dos shows de rock.

Em nota distribuída à imprensa, a organização do Rock in Rio disse que a parada do som no show da banda ocorreu “pela desconexão da linha de saída de som entre a mesa da banda e a do festival”.

Resolvido o problema, o Metallica voltou e James Hetfield, bastante sério, iniciou os acordes da bela “The Unforgiven”. Na sequência, já brincando com a plateia, trouxe a mais recente “Cyanide”, do disco “Death Magnetic”, de 2008, além de “Wherever I May Roam” e “Sad But True”. Estas duas últimas, juntamente com “The Unforgiven”, totalizaram 3 faixas do “Black Album”, disco mais vendido pela banda e que teria ainda mais outras duas músicas executadas no show.

Antes de “Sad But True”, Hetfield fez uma brincadeira com a plateia. Perguntou em inglês se todos “estavam juntos”, se estavam gostando do show e se o som estava bom. De imediato, respondeu, apontando para baixo do braço, dizendo que o cheiro é que não estava muito bom. “Eu acho que sou eu”, afirmou, arrancando risos de todos os presentes.

Depois de “Sad But True”, rolou um curto solo de baixo de Robert Trujillo e o quarteto trouxe na sequência uma outra música que nunca havia sido tocada no Brasil. “Turn the Page”, originalmente de Bob Seger, mas que o Metallica gravou para o disco de covers “Garage Inc.”, de 1998. Nesta faixa, o grupo deixou rolar uma microfonia que chegou a incomodar, mas, no todo, a faixa executada foi muito bem recebida pelo público.

Metallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação MetallicaMetallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação MetallicaMetallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação MetallicaMetallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação MetallicaMetallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação MetallicaMetallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação Metallica

Na sequência, foi a vez da já citada “The Frayed Ends of Sanity”, que começou com uma falha da própria equipe de apoio do Metallica, já que os roadies entregaram uma guitarra errada para James Hetfield iniciar a música. Desafinado, o instrumento foi devolvido de imediato pelo vocalista, que pegou sua tradicional ESP branca para tocar os acordes da faixa do “…And Justice For All”.

Importante destacar que, a despeito da música ser bastante aguardada, uma quantidade relevante de fãs que estavam perto deste jornalista não cantou a letra. A dúvida era se isso aconteceu porque admiravam a execução desta faixa ou se simplesmente eles não sabiam a letra. O fato é que o público presente era bastante jovem e, se bobear, tinha acabado de nascer quando o Metallica gravou o “Justice”.

Chamou a atenção também a dificuldade de Lars Ulrich para tocar esta faixa na bateria. Há tempos que ele vem mostrando certa decadência no instrumento no qual um dia foi rei, mas o sofrimento do baterista foi mais claro nesta música. Não é possível esquecer que Lars já passou dos 50 anos de idade e que tocar várias músicas tradicionais do Metallica no thrash/speed metal dos Anos 80 é algo inimaginável.

Passada a fase dos presentes inéditos para os brasileiros, a banda trouxe quatro clássicos de uma vez para só para incendiar novamente a plateia: “One”, “Master of Puppets”, “Fade to Black” e “Seek & Destroy”.

Na primeira, chamou a atenção a substituição dos tradicionais fogos de artifício simulando as bombas por distribuição espetacular de raio laser que deixou simplesmente belíssimo o palco do Rock in Rio. No telão central, as imagens eram de um desenho que trazia tropas se dirigindo à guerra e que, mais tarde, voltavam da batalha com os soldados em forma de caveira.

Em “Master of Puppets”, as rodas de mosh se intensificaram e a plateia foi presenteada pela tradicional disputa de guitarras entre Hetfield e Hammett.

Em “Fade to Black” e “Seek & Destroy”, o Metallica fez o público voltar no tempo e vibrar demais. Na segunda faixa, este jornalista não aguentou e entrou na roda de mosh localizada próxima ao palco. O raciocínio foi simples: apesar do aumento recente dos shows da banda no Brasil, não há garantia que eles voltarão muito em breve e, se é para se arriscar numa roda insana de mosh, que seja num dos maiores clássicos de quem difundiu o thrash metal.

Após a breve pausa para o bis, o grupo voltou ameaçando tocar a música “The More I See”, da banda Discharge, mas ficou só nos primeiros acordes. Se tocasse a faixa cover gravada no disco “Garage Inc.”, seria mais uma inédita em palcos brasileiros. Ficou, no entanto, apenas o gosto de “quero mais” da galera presente.

A cover da vez no bis foi “Whiskey in the Jar”, do Thin Lizzy, tocada no ano passado no show de São Paulo e também do “Garage Inc.”. Foi um momento de maior descontração do show, tanto para a plateia como para a própria banda, claramente cansada das longas e seguidas turnês.

As duas últimas da noite foram a balada “Nothing Else Matters” e a ultrapopular “Enter Sandman”. Enquanto a primeira manteve o público vidrado na belíssima melodia, a segunda levou todos ao delírio com o riff matador de sempre, com direito às já tradicionais bolas pretas de plástico que o grupo costuma jogar para a plateia no fim de cada show. No agradecimento, a banda ainda presenteou os fãs com uma chuva de palhetas, que eram caçadas pelo público como se fossem diamantes.

A despeito dos contratempos relacionados ao som, o Metallica foi profissional e entregou um show decente para o público, que, em sua maioria, saiu satisfeito da Cidade do Rock. O grupo avisou que aquele seria a última apresentação da turnê atual e que, agora, iria se dedicar à gravação do disco sucessor de “Death Magnetic”.

Na sua terceira passagem consecutiva pelo Rock in Rio brasileiro, o Metallica provou para os críticos que continua matador ao vivo. Com um vasto acervo de músicas boas em toda a carreira, o grupo acerta em variar o set list e trazer algumas músicas pouco tocadas ao repertório. No Brasil, a execução de “The Frayed Ends of Sanity” já foi um fato histórico para os fãs mais fieis que viram o conjunto crescer assustadoramente no meio musical. Agora, resta esperar a próxima vinda da banda norte-americana ao País.

Para relembrar mais um grande show do Metallica no Rock in Rio, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Fique inicialmente com a abertura e “Fuel”. Depois, veja “Turn the Page”, que também foi filmada por nós direto da Pista e pode ser conferida aqui. Na sequência, veja a histórica execução de “The Frayed Ends of Sanity”, além da banda tocando “One” e “Enter Sandman”. Se quiser ver o show todo, basta ir para o último vídeo da lista (se não tirarem do ar).

Set list

Fuel
For Whom the Bell Tolls
Battery
King Nothing
Ride the Lightning
The Unforgiven
Cyanide
Wherever I May Roam
Sad But True
Turn the Page
The Frayed Ends of Sanity
One
Master of Puppets
Fade to Black
Seek and Destroy

Whiskey in the Jar
Nothing Else Matters
Enter Sandman

18
jan
15

Metallica divulga foto no Instagram e alimenta especulação sobre gravação de novo álbum

Robert Trujillo, do Metallica - Foto: DivulgaçãoBastou a divulgação de uma foto no Instagram para que o Metallica provocasse uma enxurrada de especulações sobre a gravação de seu tão aguardado novo álbum. A foto liberada traz o baixista Robert Trujillo tocando em frente a uma mesa de som num estúdio.

Atrás dele, uma pessoa (seria o baterista Lars Ulrich ou o guitarrista e vocalista James Hetfield?) faz o símbolo clássico do heavy metal.

Note que não houve comunicado do grupo na página oficial tampouco no Facebook ou no Twitter. Apenas, a liberação da foto.

A expectativa dos fãs do Metallica é muito grande por um novo disco. Tudo porque o último álbum de inéditas exclusivo da banda norte-americana de thrash metal foi “Death Magnetic”, de 2008.

Depois de “Death Magnetic”, o Metallica chegou a lançar o disco “Lulu”, em outubro de 2011.

“Lulu”, na verdade, foi anunciado como um projeto e trazia o grupo com nada menos que Lou Reed, que morreu praticamente dois anos depois, em 2013.

Além de “Lulu”, a banda lançou o bom EP “Beyond Magnetic”, que trouxe sobras do próprio “Death Magnetic”.

Quem acompanha o Metallica sabe que o grupo não ficou parado neste tempo. Além de “Lulu” e “Beyond Magnetic”, a banda lançou o filme em 3D “Metallica Through the Never”, veio no Rock in Rio brasileiro duas vezes (em 2011 e 2013), fez shows históricos com Slayer, Megadeth e Anthrax no que foi chamado de Big Four, tocou na Antártida e entrou para o Livro dos Recordes, lançou a própria gravadora e fez shows especiais de 30 anos de carreira com convidados históricos, só para citar uma parte das tarefas executadas.

Em 2014, pouco antes de fazer mais um show em São Paulo na turnê especial “By Request”, o Metallica lançou a música inédita “Lords of Summer” no começo da perna sul-americana da turnê e a faixa agradou a maioria dos fãs.

Por enquanto, não há informação alguma sobre datas do provável novo álbum. Tampouco a confirmação oficial de que ele está sendo gravado. A ver…

26
mar
14

Metallica supera chuva insistente e traz show de alta qualidade para 65 mil em SP

O Metallica voltou depois de quatro anos a São Paulo e realizou um grande show no dia 22 de março no Estádio do Morumbi. Para um púbico de 65 mil pessoas, a banda norte-americana de thrash metal superou com peso, técnica e qualidade uma chuva fina e insistente que caiu durante praticamente toda a apresentação, marcada também pela ausência dos tradicionais efeitos pirotécnicos que costumam ser vistos nas performances do grupo.

Como havia prometido, o Metallica trouxe para a capital paulista o show inovador que é marcado por um novo conceito, no qual o fã escolhe o set list executado. Foram 17 músicas eleitas pelo público, além da canção nova “Lords of Summer”.

Esta última foi apresentada pela primeira vez em Bogotá, na Colômbia, no dia 16 de março, no início da turnê que trouxe a banda à América do Sul.

Apesar das críticas dos fãs mais antigos pela escolha de um set list com poucas novidades em relação ao que o grupo já havia tocado em shows brasileiros, a configuração do repertório, com várias sequências de músicas de um mesmo disco agradou bastante. Além disso, a vontade demonstrada pela banda e acima de tudo a qualidade técnica impecável dos músicos fizeram muita gente deixar a polêmica de lado.

Após uma abertura bastante fraca realizada pelo grupo britânico Raven, o Metallica subiu ao palco com 50 minutos de atraso, algo pouco comum nas vindas da banda por aqui. A poucos minutos do início da apresentação do grupo dos EUA, uma chuva fina que não havia caído em momento algum do dia em São Paulo começou a molhar o Estádio do Morumbi, como se São Pedro deixasse claro que não gostava de heavy metal.

Todo fã que conhece o mínimo da história do Metallica sabe que a banda utiliza há anos a tradicional introdução de “The Ecstasy of Gold”, de Ennio Moricone, acompanhada de imagens no telão do filme “Três Homens em Conflito”, de Sérgio Leone. A novidade em 2014 é que o grupo trouxe antes um pequeno trecho filmado bem humorado que mostrava a banda lendo os pedidos e comentários dos fãs nas redes sociais “metallicas” com as ideias mais malucas possíveis. O público ria a cada citação absurda e a ideia agradou em cheio.

Terminada a introdução de “The Ecstasy of Gold”, os músicos apareceram no palco com uma das aberturas mais pesadas dos últimos tempos. Pela primeira vez em shows no Brasil, o Metallica começou um show com a música “Battery”, que abre seu disco mais aclamado por crítica e público: “Master of Puppets”. Como se estivessem em sintonia única, fãs da Arquibancada, Pista Comum, Pista Vip e Cadeiras do Morumbi elevaram o som do estádio a um nível ensurdecedor e empolgante.

Sem deixar a peteca cair, o Metallica emendou nada menos que “Master of Puppets”, a mais votada entre as faixas escolhidas para São Paulo. A energia continuou em alta e a chuva, que não parava de cair, já nem era percebida por muitos, que se encharcavam com felicidade. Para completar a trinca do álbum, foi a vez da execução da ótima “Welcome Home (Sanitarium)”, que trouxe o vocalista e guitarrista James Hetfield na parte superior do palco com sua inconfundível ESP branca.

O fã mais atento deve ter notado que o fato de o Metallica tocar três músicas seguidas do “Master of Puppets” foi um momento histórico para os brasileiros, já que isso nunca havia acontecido por aqui. Se havia alguém que tivesse torcido o nariz para a votação das músicas, esses três petardos consecutivos serviram como se fossem um antídoto.

Depois da trinca histórica, Hetfield conversou com o público e lembrou que fazia quatro anos que a banda não tocava na capital paulista. Durante sua saudação ao público, uma labareda surgiu do nada muito próxima do guitarrista, que tomou um susto, assim como o público que estava ali perto. Nesse momento, foi fácil notar ele pedindo para os técnicos desligarem algo, possivelmente o sistema especial de pirotecnia que o Metallica usa há anos da maneira mais profissional e qualificada possível.

Quem conhece a banda, sabe que o vocalista já teve experiências bastante desagradáveis com fogo na década de 90, quando queimou os dois braços num acidente com efeitos pirotécnicos no palco durante um show. Não por acaso, depois disso, o Metallica montou uma equipe técnica justamente para isso elogiadíssima no assunto.

O fato é que, depois da labareda no palco do Morumbi, a primeira ausência pirotécnica notada foi notada logo na música seguinte. Na pesada e vibrante “Fuel”, não foi visto o tradicional espetáculo com fogo que é dado na metade da execução da faixa. Não que isso tenha atrapalhado o show, mas era algo que os fãs que estiveram no mesmo Morumbi, no segundo show de 2010, e, no Rock in Rio de 2011, já haviam se acostumado.

Na sequência, foi a vez da primeira música da noite do “Black Album”. A belíssima “The Unforgiven” começou a ser dedilhada por James Hetfield e emocionou a todos. Para quem já viu a música ser tocada ao vivo, a execução no Morumbi ficou a desejar e, talvez, tenha sido o ponto fraco da apresentação. Com um timbre um pouco diferente do normal, o violão de James parecia travar um pouco a já complexa canção e até a forma como ele cantou naquele momento ficou estranha.

A compensação de “The Unforgiven” viria logo em seguida e em forma de música nova. Com mais de 8 minutos de duração, “Lords of Summer” agradou em cheio, tanto por ter várias mudanças em sua levada como por ser bastante pesada. Destaque para a performance do baterista Lars Ulrich, que vinha há anos sendo criticado pelos fãs mais exigentes pelo modo um pouco mais “preguiçoso” como estava tocando o instrumento e que, no Morumbi, foi certamente um dos melhores da noite. Nesta canção, por sinal, a banda toda deu a impressão de altíssimo entrosamento.

Importante lembrar que o Metallica, além da votação do set list pela internet e da música nova, tinha uma outra novidade nos shows da turnê: o público foi liberado a escolher, via SMS, uma última faixa para o show, que foi votada durante a apresentação. O set list manteve as 18 músicas prometidas, mas houve a abertura de uma eleição entre as canções que ficaram da décima sétima posição para baixo, uma espécie de “repescagem” entre as faixas que ficaram até décima nona posição.

Em São Paulo, o clássico “Ride The Lightning” era exatamente a décima sétima canção da lista. “The Day That Never Comes” era a décima oitava. “Memories Remains” era a décima nona.

Durante vários momentos do show, James Hetfield lembrou da votação por SMS que, desde o início, teve “The Day That Never Comes” em primeiro, seguida muito de perto por “Ride The Lightning”. “Memories Remains” surpreendeu, pois apesar de ser a mais pop delas, teve uma votação pífia.

Em todas as vezes que James lembrava da votação, o público vaiava “The Day That Never Comes” e vibrava com “Ride The Lightning”. O fato é este jornalista que vos escreve tentou votar inúmeras vezes por SMS, mas a mensagem sempre apresentou falhas. Ou seja, isso pode ter acontecido com outras pessoas e até ter determinado a votação.

Depois de “Lords of Summer”, o Metallica retomou o show de hits e emendou “Wherever I May Roam”. Mantendo a tradição da maioria de suas apresentações, a banda tocou esta com perfeição e voltou a levantar o público, que vibraria também com o clássico “Sad But True”, apresentado por um fã que fazia parte do grupo de membros do fã clube oficial do quarteto norte-americano.

Na sequência, “Fade to Black”, do segundo álbum da banda “Ride The Lightning”, cumpriu seu papel de emocionar os fãs com os belos acordes de James e Kirk Hammett. Depois dela, destaque para a execução da ótima “…And Justice For All”, que havia sido tocada no Rock in Rio de 2013, mas que não aparecia em São Paulo desde 1989, na primeira passagem do Metallica pelo Brasil.

O show já estava na sua metade final quando a introdução matadora de “One” foi ouvida no Morumbi. Certamente, neste momento da apresentação, os fãs sentiram uma enorme falta da parte pirotécnica. Não que a banda não tenha tocado com maestria mais este clássico, mas as explosões tradicionais que acompanham a música fizeram muita falta.

Em “For Whom the Bell Tolls”, o estádio viu mais um grande momento do Metallica em todo o show. Com a incrível performance de Robert Trujilo no baixo, a canção foi tocada com vibração, técnica e muita qualidade por todos, que mandaram, na sequência,a execução da não menos obrigatória “Creeping Death”. Ela fez o Morumbi inteiro gritar, depois de ser anunciada por mais um dos fãs convidados presente na lateral do palco.

A lista de  hits era imensa e foi com mais dois do Metallica que a primeira parte do show foi encerrada. Em “Nothing Else Matters”, o público viu uma bela introdução de Kirk Hammett na guitarra e uma técnica e um entrosamento espetacular da banda. Em “Enter Sandman”, uma verdadeira catarse coletiva foi vista no estádio.

Na volta para o bis, uma fã anunciou “Whiskey In The Jar”, que foi tocada pela primeira vez no Brasil em toda a história. Ela foi muito bem executada, mas pareceu deslocada perto dos demais clássicos do Metallica.

Depois dela, o grupo finalmente tocou a música da “repescagem” promovida via SMS. “The Day That Never Comes” bateu “Ride The Lightning”. Quando o telão mostrou a vencedora, o Estádio do Morumbi ouviu várias vaias, que deixaram James Hetfield surpreso. “Mas foram vocês que votaram!”, disse.

Quando a banda tocou a música, porém, a reação foi super positiva e, mais uma vez, o Morumbi viu todos os fãs cantando a canção, que foi a única do disco “Death Magnetic” executada. Restou uma esperança de uma surpresa com “Ride the Lightning”, mas a banda cumpriu o cronograma estipulado.

A última música do show foi a manjadíssima e obrigatória “Seek & Destroy”. Ela foi tocada com as luzes do estádio acesas e com o Metallica lançando enormes bolas pretas para alegrar o público. No final, James, Lars, Kirk e Trujilo ainda ficaram um bom tempo agradecendo o público e distribuindo uma farta quantidade de palhetas e baquetas.

Na visão deste jornalista, o show de 2014 foi um dos melhores já feitos pelo Metallica no País, mas não foi o maior de todos. Esta marca fica ainda com a primeira apresentação que a banda fez no Rock in Rio, em 2011. Mesmo em São Paulo, o show da primeira noite de 2010, na opinião de quem vos escreve, foi também ligeiramente melhor. Para os fãs mais antigos, porém, as apresentações de 1989, apesar do período que marcava a banda ainda fora do mainstream, são algo que jamais sairá da memória dos que foram.

Para relembrar o grande show do Metallica em São Paulo, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Para começar, veja a abertura com “Battery”. Depois, assista à exibição da nova música “Lords of Summer”. Na sequência, veja o vídeo de “…And Justice For All”, a produção própria nossa de “One”, um vídeo descolado de “For Whom the Bell Tolls”, outra produção nossa com “Nothing Else Matters” e, para fechar, “Seek & Destroy”.

Set list

Battery
Master of Puppets
Welcome Home (Sanitarium)
Fuel
The Unforgiven
Lords of Summer
Wherever I May Roam
Sad But True
Fade to Black
…And Justice for All
One
For Whom the Bell Tolls
Creeping Death
Nothing Else Matters
Enter Sandman

Whiskey In The Jar
The Day That Never Comes
Seek & Destroy

 

29
set
13

Metallica manteve o domínio de 2011 e fez um dos melhores shows do Rock in Rio 2013

Redação RЯ 

Dizer que o Metallica é quase imbatível no palco é praticamente “chover no molhado” e, no Rock in Rio 2013, a banda norte-americana de thrash metal voltou a mostrar o motivo pelo qual é considerada a maior do heavy metal na atualidade e uma das mais badaladas de todo o rock. Mantendo a receita de 2011, quando fez um show histórico e inesquecível para 100 mil felizardos, o grupo fez uma grande apresentação para os 85 mil fãs presentes na capital fluminense em plena quinta-feira, dia 19 de setembro.

Comparações entre os shows de 2013 e 2011 são perfeitamente naturais e é óbvio que elas serão feitas pelo Roque Reverso. A começar pelo set list deste ano, um pouco menos clássico do que o do outro ano, mas tão surpreendente como. O leitor deve concordar que a simples escolha da instrumental e maravilhosa “Orion” em 2011, já deixa qualquer repertório sem ela em desvantagem e, se juntarmos à ela a execução de “Am I Evil”, considerada a música cover mais importante do Metallica, a diferença pesa a favor da primeira vez da banda no festival, que ainda contou com “Ride the Lightning”, “Fade to Black”, “Whiplash” para deixar tudo muito mais oitentista.

Em 2013, este papel de resgatar a fase mais antiga do Metallica foi de “Battery”, de “Hit the Lights” e da surpreendente “…And Justice For All”, executada na íntegra em solo brasileiro apenas em 1989, quando a banda veio pela primeira vez ao Brasil e promovia exatamente o álbum de mesmo nome. Esse, por sinal, foi um ponto a favor de 2013, já que o grupo tocou nada menos que quatro sucessos deste elogiado disco.

Entre as músicas “mais fracas”, que poderiam ser trocadas por clássicos, 2011 teve “Fuel” e “Cyanide”. Já 2013 contou com “Holier Than Thou” e até “The Memory Remains”, que está longe de ser uma música ruim, mas fica atrás de inúmeros outros clássicos apropriados para um show de gala do Metallica.

Discussões de set list à parte, um show da banda é sempre algo marcante e é impossível que passe despercebido. Para quem estava na Cidade do Rock ou vendo pela TV, a impressão é a de que o Metallica tende a seguir com o seu reinado no heavy metal por um bom tempo.

Destaque técnico ainda para dois detalhes que, para alguns, fez 2013 superar 2011: o telão ainda maior na edição mais recente, assim como a qualidade do som, que, se em 2011, já era ótima, melhorou ainda mais no festival seguinte.

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O show

Uma vantagem de 2013 em relação a 2011 é que o grupo entrou menos pressionado. Se, no primeiro ano, o Metallica tocava pela primeira vez no Rock in Rio original e ainda entrava logo após o insano show do Slipknot, este ano a banda entrou sabendo como funcionava a coisa e depois de uma apresentação bem mais calma e menos impactante: a do ótimo Alice in Chains.

A música escolhida para iniciar o show foi “Hit the Lights”, o primeiro sucesso da carreira do Metallica. A despeito de a introdução não ter sido tão impactante como em 2011 com “Creeping Death”, o público foi igualmente ao delírio. Num detalhe que pareceu perceptível apenas para quem acompanhava pela TV, James Hetfield estava meio rouco. Ainda assim, seguiu em frente com toda a sua vibração característica.

Na sequência, a sempre matadora “Master of Puppets”, além de “Holier Than Thou” e “Harvester of Sorrow”. Um fato interessante do show de 2013 é que ele começou menos agitado que o de 2011, tanto pela banda como pelo público, mas foi crescendo com o decorrer da apresentação.

Hetfield, que chegou a cometer erros raros em 2011, estava melhor na guitarra e contou com o parceiro Kirk Hammett bem mais inspirado, com direito até a um breve solo que lembrou temas do filme “Guerra nas Estrelas”. Lars Ulrich, que nunca mais foi o mesmo na bateria após o Black Album, mandou bem em vários momentos do show. Robert Trujillo, por sua vez, é aquele músico regular de sempre, que arrasou tanto num ano como no outro no baixo.

“The Day that Never Comes”, “The Memory Remains” e “Wherever I May Roam” garantiram um momento menos agitado do show, mas de grande participação do público em cada refrão. “Welcome Home (Sanitarium)” e “Sad But True” fizeram o público delirar a cada acorde e prepararam o terreno para a surpreendente “…And Justice for All”.

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Heffield estava um pouco menos falante que em 2011, mas sua voz foi melhorando no decorrer do show, assim como a participação do público seguia crescendo a cada música executada. Numa das intervenções do vocalista, foi engraçado ver ele perguntar se todos haviam gostado do show que o grupo Ghost havia realizado pouco antes do Metallica e a plateia responder de maneira negativa.

A parte final do set list foi arrasadora, com “One” e toda a tradicional pirotecnia, além das sensacionais “For Whom the Bell Tolls” e “Blackened” e as populares “Nothing Else Matters” e “Enter Sandman”. No bis, a certeza de que “Creeping Death” funciona melhor no começo do show e que “Battery” deveria ser tocada em todas as apresentações.

Para fechar mais uma grande performance no Rock in Rio, veio “Seek & Destroy” e todo o momento apoteótico que cerca esta música avassaladora do Metallica. Tal qual em 2011, gigantes bolas pretas de plástico foram jogadas ao público, que saudou a banda com enorme empolgação.

Mais uma vez, a banda precursora do thrash metal mostrou quem manda no estilo e escreveu mais um capitulo na história do maior festival brasileiro. É difícil imaginar uma terceira participação consecutiva do Metallica, agora na edição de 2015 do Rock in Rio, mas, para quem é fã do grupo, ele poderia vir a todos os festivais.

Para lembrar do grande show do Metallica no Rock in Rio 2013, o Roque Reverso, é claro, descolou vídeos no YouTube. Fique inicialmente com um de abertura, contendo a introdução tradicional de “The Ecstasy of Gold”, seguida de “Hit the Lights”. Na sequência, veja a banda tocando “Wherever I May Roam”, “Sad But True” e um vídeo com a dobradinha “Battery” e “Seek & Destroy”. Se quiser ter o show completo, entre neste link, enquanto não retiram do YouTube.

Set list

Hit the Lights
Master of Puppets
Holier Than Thou
Harvester of Sorrow
The Day that Never Comes
The Memory Remains
Wherever I May Roam
Welcome Home (Sanitarium)
Sad but True
…And Justice for All
One
For Whom the Bell Tolls
Blackened
Nothing Else Matters
Enter Sandman

Creeping Death
Battery
Seek & Destroy

30
set
11

Metallica fez show empolgante, trouxe set list impecável e escreveu de vez seu nome na história do Rock in Rio

Atração mais esperada do primeiro fim de semana do Rock in Rio 2011, o Metallica correspondeu às expectativas e conseguiu realizar no domingo, dia 25 de setembro, um show extremamente empolgante na capital fluminense, onde não tocava desde 1999. A banda norte-americana de thrash metal trouxe um set list impecável recheado de clássicos para mais de 100 mil pessoas, mostrou energia digna dos velhos tempos e escreveu definitivamente seu nome com letras gigantes na história do festival.

Sem a menor sombra de dúvida, foi um dos maiores shows já vistos em solo brasileiro, ao lado de outras apresentações espetaculares observadas em edições anteriores do próprio Rock in Rio, como as do AC/DC, do Iron Maiden e do Queen, todas no longínquo ano de 1985.

O Roque Reverso presenciou mais uma vez ao vivo a apresentação do Metallica, que há anos sonhava em participar de uma edição do Rock in Rio em seu lugar original. Desde os primeiros acordes, a emoção dos músicos da banda era evidente e eles pareciam querer dizer: “Este festival de 2011 é nosso e ninguém vai nos superar.”

Numa noite que teve o grande Motörhead como uma das bandas de abertura no Palco Principal, a ameaça maior ao império do Metallica veio da sensacional e brutal apresentação feita pelo Slipknot, que conseguiu hipnotizar a plateia como poucos grupos haviam conseguido no Brasil em festivais. Após o show do grupo mascarado, pipocaram perguntas na plateia que colocavam em dúvida o poder do Metallica para fazer uma apresentação ainda mais marcante.
O primeiro sinal já veio durante os testes de intrumentos, quando, na primeira pancada da bateria, o público tomou um grande susto com a altura daquilo, que mais parecia uma explosão de uma pequena bomba.

Resenha RIRTestes encerrados, as luzes se apagaram e começou a tradicional introdução de “The Ecstasy of Gold”, de Ennio Moricone, acompanhada de imagens no telão do filme “Três Homens em Conflito”, de Sérgio Leone.

Foi quando as primeiras batidas de “Creeping Death” enlouqueceram o público que começou a cantar já na introdução da ótima música do álbum “Ride the Lightning”.

Se o som do Rock in Rio já surpreendia pela qualidade, atingiu níveis impressionantes a partir daquele momento, num volume bem maior do que o observado nos shows anteriores. Para deixar tudo ainda melhor, James Hetfield (vocal e guitarra), Lars Ulrich (bateria), Kirk Hammett (guitarra) e Robert Trujillo (baixo) vieram ao palco com a faca nos dentes, para mostrar que quem mandava no pedaço era o Metallica. O público, por sua vez, fazia o seu papel e cantava a plenos pulmões, dando também um espetáculo à parte.

Sem deixar a plateia respirar, Trujillo tirou de seu baixo os primeiros acordes distorcidos de “For Whom The Bell Tolls”, do mesmo álbum clássico da banda. Figura que trouxe um espírito de renovação ao grupo, o baixista mostrou que continua estraçalhando em seu instrumento, enquanto James, Lars e Kirk davam continuidade ao ótimo show, que teria na sequência a música “Fuel”, do álbum “Reload”, acompanhada de labaredas imensas que esquentaram toda a região próxima ao palco.

James Hetfield parecia uma criança e não fazia questão alguma de esconder o sentimento de satisfação por estar diante de 100 mil pessoas no maior festival do planeta. Ao término de “Fuel”, ele aproveitou para iniciar sua primeira conversa mais longa com o público presente. “Vocês estão se sentindo bem?”, perguntou, enquanto trocava sua lendária guitarra branca por uma preta. “Eu estou me sentindo melhor”, disse, para, na sequência, o grupo iniciar a música  “Ride the Lightning”, que fez todos delirarem.

A próxima música foi a eternamente bela “Fade to Black”, que representou o quarto sucesso do dia do mesmo álbum “Ride the Lightning”, para alegria de todos os fãs mais antigos. Foi no final desta canção que James cometeu um erro incrivelmente pouco comum, já que esqueceu de ativar a distorção para a guitarra, deixando o instrumento momentâneamente com um som sem impacto.

Aquele não seria o único erro do vocalista e guitarrista durante o show e isso surpreendeu muita gente, pois James Hetfield, considerado um dos maiores ícones da história do metal, sempre teve desempenho impecável nas apresentações. Ele tomou um susto e retomou rapidamente com as condições normais de peso para, depois, tirar humildemente sarro de si próprio, provando que até os perfeccionistas,como ele, também cometem suas gafes.

Na sequência, James disse impressionado que o público estava cantando as músicas num volume muito alto, mas que, para ele, tudo estava ok, já que quanto mais alto, melhor. Acrescentou que aquela era a melhor noite do festival por causa das boas bandas presentes e que se sentia honrado em tocar com elas, especialmente com o padrinho do heavy metal Lemmy, do Motörhead. Nem é preciso dizer que o público veio abaixo com tamanha simpatia e humildade do líder do Metallica, nada menos que o headliner da noite.

A passagem do Metallica pelo Rio ainda fazia parte da turnê de divulgação do álbum “Death Magnetic”. E, para este detalhe importante não ficar de fora, o grupo trouxe uma dobradinha com duas boas músicas do disco: “Cyanide”, que contou com ótima participação do público, e “All Nightmare Long”, a mais pesada do disco, que não deixou a energia do show cair e abriu caminho para um grande hit do grupo: “Sad But True”, do clássico “Black Album”, que foi cantada do início ao fim pela plateia.

Voltando um pouco no tempo, o Metallica trouxe ao show duas músicas do excelente álbum “Master of Puppets”. A primeira foi a sempre emocionante “Welcome Home (Sanitarium)”, que, como poucas, consegue intercalar perfeitamente o peso e a característica melodiosa do grupo. A segunda foi um dos grandes momentos da apresentação, nada menos que a instrumental “Orion”, tão pouco tocada em shows durante toda a carreira da banda.

Hipnotizado, o público viu James apresentar a banda, Lars Ulrich iniciar a música e Robert Trujillo dar uma aula em seu baixo, lembrando os acordes históricos construídos pelo falecido e saudoso baixista Cliff Burton, que jamais saiu da mente dos fãs mais antigos do Metallica e que é um dos responsáveis por toda a técnica marcante que o grupo consolidou em 30 anos de carreira. Quem estava na Cidade do Rock, com certeza, jamais esquecerá aquele momento, um verdadeiro sonho realizado por este que vos escreve.

Após James Hetfield dedicar a música a Cliff Burton e receber a aprovação imediata da plateia, o Metallica saiu brevemente do palco, que ficou completamente na escuridão. Foi quando o barulho de helicópteros e bombas começou a dominar o local, acompanhado por explosões e fogos. Era a megaclássica “One”, executada com maestria pelo grupo, que emendou logo em seguida outra que não pode ficar de fora do set list: “Master of Puppets”, música que trouxe a banda afiadíssima, especialmente na dobradinha de guitarras de James e Kirk.

A sequência do show ainda abriria espaço para mais uma música do ótimo álbum “…And Justice for All”. James trocou sua guitarra e trouxe novamente a clássica de cor branca para tocar nada menos que a sensacional “Blackened”, que contou com mais uma aula de thrash metal da banda e labaredas enormes que fizeram aumentar a temperatura de toda a área próxima ao palco.

Com o jogo mais do que ganho, o Metallica trouxe em seguida dois de seus maiores hits, ambos do “Black Album”. O primeiro, depois de uma introdução solo de Kirk Hammett, foi “Nothing Else Matters”. Foi a música mais leve de todo o show, mas fez 1oo mil headbangers cantarem uma balada numa única voz.

Depois, foi a vez de “Enter Sandman”, que manteve a tradição recente de ser a música cantada com mais empolgação pela plateia nos shows do Metallica. Você pode até questionar se ela foi o ponto de partida para a banda tomar um rumo mais comercial, mas jamais poderá questionar a qualidade do riff marcante criado por Kirk Hammett.

A banda encerrou o show, foi aplaudida por todos e deixou o palco. É claro que todos sabíamos que faltava mais coisa para tocar. O público, por sua vez, só gritava sem parar as três simples palavras: “Seek and Destroy, Seek an Destroy, Seek and Destroy.”

Mas era o momento do show reservado para covers. O sonho de grande parte dos presentes era ver o Metallica tocando uma música do Motörhead, na companhia de Lemmy. Este sonho não se concretizou, mas a banda presenteou os fãs com simplesmente “Am I Evil?”, do Diamond Head, que também não era tocada no Brasil há muito tempo, desde a primeira passagem do grupo por aqui, em 1989!

Não bastasse o grande presente com a grande música, o Metallica tirou do baú outro megaclássico que surpreendeu muitos fãs: “Whiplash”, do primeiro álbum “Kill ‘ Em All”, que não era tocada no Brasil desde que a banda veio a São Paulo em 1993, pela turnê do “Black Album”.

Terminada a paulada sonora, James brincou com a plateia, fazendo um gesto de que era hora de dormir e ir embora. Para aumentar ainda mais a ansiedade, ele fingiu que daria a guitarra ao rodie e deixaria o palco, mas seguiu os apelos da galera e anunciou “Seek & Destroy”. Foi quando grandes bolas de plástico pretas foram jogadas para o público e o Metallica executou seu clássico eterno com perfeição, com direito a todas as luzes da Cidade do Rock acesas, a pedido de James.

Hotel Urbano

Com esta música chegava ao fim mais uma grande apresentação do Metallica no Brasil. A banda ainda demorou um bom tempo para deixar o palco, já que fez questão de agradecer o carinho do público brasileiro e ainda distribuiu palhetas e baquetas para quem estava mais próximo, na fila do gargarejo. De presente, a banda ganhou de um grupo de fãs uma enorme bandeira branca que tinha um desenho em homenagem a Cliff Burton, cuja data de morte faz 25 anos em 2011.

Foi, sem a menor dúvida, o melhor show do Rock in Rio e, ao lado das demais apresentações da Noite do Metal, conseguiu honrar o nome do festival, tão criticado pelo número reduzido de atrações ligadas ao rock. Tecnicamente, a apresentação ainda ficou ligeiramente atrás da realizada em São Paulo, no ano passado, no dia 30 de janeiro. Mas, quando o assunto é set list, vibração e espetáculo, o show na capital fluminense não ficou devendo nada e, para muitos, foi o melhor do Metallica em solo brasileiro em toda a história.

Com o passar dos dias, as imagens daquela noite ainda não saíram totalmente da mente deste que vos escreve. Não há como cravar com certeza absoluta que esta foi a melhor performance do Metallica por aqui, mas, sem a menor dúvida, é possível dizer que a apresentação no Rock in Rio jamais será esquecida por quem esteve lá ou por quem assistiu ao show pela TV. Definitivamente, o grupo de thrash metal de James, Lars, Kirk e Rob escreveu seu nome na história do festival e se juntou a outros grandes nomes que passaram por ali.

Para reviver o grande show do Metallica no Rock in Rio, o Roque Reverso descolou uma série de vídeos no YouTube. Abaixo, você pode ver a abertura, com “The Ecstasy of Gold” e “Creeping Death” e outros vídeos, como os de “For Whom the Bell Tolls” e “Ride the Lightning”, além de um vídeo que traz o momento mágico com “Orion”. Também temos o bis do show, cortado pela Rede Globo: um vídeo com “Am I Evil?” e “Whiplash” e outro com o final apoteótico de “Seek & Destroy”. Se você deseja ver as mais de duas horas de show na íntegra, há no mesmo YouTube esta opção neste link ou no último vídeo deste post. Simplesmente inesquecível! Mega Fucking Great!

Set list

Creeping Death
For Whom the Bell Tolls
Fuel
Ride the Lightning
Fade to Black
Cyanide
All Nightmare Long
Sad But True
Welcome Home (Sanitarium)
Orion
One
Master of Puppets
Blackened
Nothing Else Matters
Enter Sandman

Am I Evil?
Whiplash
Seek & Destroy




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Resenha do Roque Reverso sobre o grande show que Joe Satriani realizou no domingo, 6 de agosto, em São Paulo.
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