Archive for the 'Danny Schuler' Category

24
mar
13

Biohazard mantém tradição, faz show de peso e elege público de SP como nova família no Via Marquês

Garantia de show com a adrenalina no nível máximo, o Biohazard, para variar, não decepcionou e presenteou os paulistanos com uma grande apresentação no mês de março, no dia 15, no Via Marquês. Aproveitando a turnê de divulgação de seu mais recente álbum, “Reborn in Defiance”, de 2012, mas sem desprezar os grandes hits que gerou para o rock pesado, o grupo de hardcore provou mais uma vez que não conquistou o respeito dos fãs à toa.

Empolgados com a recepção incrível em uma casa de shows com grande público numa agradável sexta-feira, os nova-iorquinos elegeram os fãs presentes como uma nova “família” e liberaram uma invasão de palco gigante no decorrer da apresentação, como poucas vezes se viu em espetáculos internacionais na capital paulista. Este detalhe, que foi elogiado por mostrar simpatia da banda e devoção dos fãs, chegou até a prejudicar a execução de algumas músicas, mas o saldo final foi mais um grande momento do rock em terras brasileiras e a garantia de retorno do grupo para cá.

Billy Graziadei, vocalista, guitarrista e líder da banda definitivamente tem uma admiração profunda, verdadeira e bastante clara pelo Brasil. Suas atitudes e declarações não deixam dúvidas de que o País e os fãs daqui são muito importantes para ele, que tem esposa brasileira e uma filha nascida em São Paulo.

A abertura do show do Biohazard foi feita pelas bandas nacionais Projet46 e Worst. As apresentações foram de alta qualidade, com destaque para a clara evolução positiva que o Worst vem mostrando a cada show, sem falar na tradicional espetacular exibição que seu baterista, Fernando Schaefer, ex-Korzus, proporciona para os amantes do rock pesado.

Apesar do show agendado para a noite do dia 15 de março, o atraso nas apresentações de abertura fez com que o Biohazard subisse ao palco somente nos primeiros minutos do dia 16, por volta do horário de meia noite e meia. A maior parte do público, entretanto, não mostrou descontentamento com o atraso, provavelmente pela boa sacada dos organizadores de colocar o show fora do mei0 da semana, de maneira diferente da realizada às vezes por alguns “gênios do entretenimento”.

Como manda a tradição, o Biohazard iniciou a apresentação com um grande hit capaz de contagiar o público logo de cara. Sem muito lenga-lenga, a banda norte-americana executou o clássico “Shades of Grey” e o que se viu no Via Marquês foi a abertura de uma imensa roda na pista lotada. No palco, os primeiros stage divings da noite surgiram, enquanto os músicos mostravam que estavam em forma e preparados para dar o que o público desejava.

A missão da banda não era das mais fáceis, pois faltava no palco a figura do baixista, vocalista e fundador Evan Seinfeld, que saiu do Biohazard em 2011 para ser substituído por Scott Roberts. O novo baixista, que passou pelo também grupo norte-americano Cro-Mags, mostrou bastante empenho, mas não conseguiu repetir o desempenho que Seinfeld cansou de mostrar por aqui. Com uma voz não tão potente como a de seu antecessor e com um microfone que também atrapalhava um pouco, Roberts nem sempre foi bem ouvido durante o show, especialmente pelo público que estava na outra ponta do palco.

O fato é que, com a saída de Seinfeld, para quem já havia visto outras apresentações do Biohazard, ficou muito claro que Billy Graziadei definitivamente virou a figura central da banda, mas sem qualquer tipo de postura antipática e, sim, com o procedimento necessário que todo líder de grupo precisa ter. Quanto aos outros membros fundadores e firmes na banda, Bobby Hambel continua com aquela pegada que só ele consegue dar à guitarra e Danny Schuler permanece como um dos maiores bateristas da música pesada internacional, dando também uma verdadeira aula a cada apresentação.

E foi com Schuler nos bumbos que o Biohazard iniciou o segundo petardo da noite. Acompanhado de gritos empolgados de Graziadei de “quebra tudo, São Paulo”, o grupo mandou ver nada menos que “Urban Discipline” e fez com que o palco fosse mais vezes invadido pelos fãs, mantendo a pista eufórica para a música seguinte: “Come Alive”, do mais recente álbum.

Com a “Wrong Side of the Tracks”, a terceira da noite do grande álbum “Urban Discipline”, o grupo continuou dando aquilo que a plateia queria, mas Graziadei chegou a parar a música duas vezes. Na primeira, achou que a galera não estava agitando como deveria e chamou a atenção de todos. Na segunda, foi a vez de dar uma pequena bronca em um dos seguranças que tentou impedir um stage diving de um fã. “Sai daqui. Família, família!”, disse o vocalista, apontando para a pista e levando o público à loucura.

Nem é preciso dizer que esta foi a senha para a liberação de uma invasão definitiva do palco. Depois daquilo, quem quisesse subir, não teria resistência alguma. Durante “Wrong Side of the Tracks”, Graziadei repetiu o que havia feito no memorável show de 2010 no Carioca Club e tocou sua guitarra erguido pelo público da pista que estava próximo ao palco, uma cena que sempre contagia quem aprecia grandes momentos do rock n’ roll!

Na música seguinte “Tales from the Hard Side”, já havia tanta gente no palco que era difícil visualizar a banda em alguns momentos! Os fãs tiravam fotos com o grupo, davam stage diving e até assumiam o microfone com Graziadei, numa espécie de “bagunça quase organizada”. Era tanta gente que o vocalista chegou a pedir mais cuidado na sequência, pois equipamentos já estavam sendo danificados com a euforia.

A calmaria no palco durou pouco, já que outro clássico do “Urban Discipline”, “Black and White and Red All Over”, foi executada e era impossível não vibrar. Graziadei, por sinal, fez questão de “homenagear” a mídia manipuladora e escolheu um nome bastante conhecido dos brasileiros para citar. “Fuck, Globo!”, foi o coro puxado pelo vocalista, que foi seguido pelo Via Marquês inteiro a plenos pulmões.

A banda deu sequência ao show com vários clássicos de outros discos, como “Five Blocks To The Subway” e “Down For Life”, ambas do álbum “State of the World Address”. Sem mostrar cansaço, o público curtia muito a apresentação e os stage divings já eram uma rotina.

Antes de iniciar “Vengeance is Mine”, do novo álbum, Graziadei proporcionou um momento histórico em shows de rock internacional em São Paulo. Se, em 2010, no Carioca Club, o vocalista recebeu uma camisa do Palmeiras de um dos fãs, mostrou para a platéia e ainda bateu o punho cerrado no peito, em 2013, ele quis saber quem torcia pelo Corinthians no meio do público no Via Marquês e quem torcia para o seu maior rival, o alviverde de Palestra Itália. Como houve uma divisão do público, ele pediu para que cada torcida na pista ficasse de um lado do palco. Chegaram a gritar o nome do São Paulo também e o vocalista pediu para que os torcedores da equipe ficassem no fundo da pista.

O que se viu na sequência foi uma divisão maior entre corintianos e palmeirenses, com uma pequena parcela de são-paulinos ao fundo. Foi então que, depois da divisão, Graziadei iniciou a música e foi feito o chamado “Wall of Death”, no qual cada lado corria em direção ao outro para o enfrentamento. Se estivéssemos com alguns elementos que envergonham e sujam a imagem das torcidas organizadas, talvez poderia ter saído morte neste evento, mas o que se viu no “Wall of Death” foi a formação de uma imensa roda de mosh, na paz, como deve ser.

Se você acha que a agitação do show terminou ali, está totalmente enganado. Tudo porque, na sequência, o vocalista do Biohazard conseguiu novamente mexer com o público com uma música cover do Bad Religion, “We’re Only Gonna Die (From Our Own Arrogance)”, que foi gravada no álbum “Urban Discipline”.

Com o desafio lançado de que estaria colhendo imagens para um DVD ao vivo, disse que gostaria de ver a maior roda possível no show, para mostrar que São Paulo poderia ser escolhida como local de gravação, em detrimento, por exemplo, do famoso público fã de música pesada da Argentina. O Biohazard começou a música, Graziadei parou e exigiu mais do público e o Via Marquês quase veio abaixo com tamanha vibração.

Depois de executarem “Victory”, do primeiro álbum “Biohazard”, o grupo trouxe a já tradicional dobradinha “Punishment” e “Hold My Own”, ambas novamente do prestigiado “Urban Discipline”. Nem é preciso dizer que “Punishment” foi a mais cantada pelo público. Maior sucesso da banda norte-americana, ela foi o ponto alto do show e, sozinha, já valia o ingresso.

Ao fim da apresentação, Graziadei e seus companheiros de banda agradeceram demais o público presente e fizeram diversos elogios à plateia paulistana (que cantou durante o show até “Parabéns a você” para a filha dele), prometendo uma volta em breve. Depois, ainda posaram humildemente para fotos com os diversos fãs, para alegria de todos.

Se comparado ao show do Carioca Club, em 2010, a apresentação do Via Marquês não foi capaz de superá-la, pois lá havia a formação clássica da banda, um público tão vibrante como o de 2013 e um pouco menos de confusão no palco. Ainda assim, o show do Via Marquês já é forte candidato a um dos melhores deste ano na lista do rock pesado.

Para relembrar os grandes momentos do Biohazard em São Paulo, descolamos vídeos no YouTube. Fique inicialmente com um que traz “Shades of Grey” e “Urban Discipline”. Depois veja a muvuca no palco em “Tales from the Hard Side”, a enorme roda de mosh em “We’re Only Gonna Die (From Our Own Arrogance)” e a banda tocando “Punishment”. \m/

Set List

Shades of Grey
Urban Discipline
Come Alive
Wrong Side of the Tracks
Tales from the Hard Side
Each Day
Black and White and Red All Over
Five Blocks To The Subway
Down For Life
Vengeance is Mine
We’re Only Gonna Die (From Our Own Arrogance)
Victory
Punishment
Hold My Own

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31
jul
10

Biohazard em SP foi ponto alto do mês de julho, com show vibrante e inesquecível

Julho chega ao fim e o Roque Reverso não poderia deixar de falar do show que marcou o mês em São Paulo e que já entrou para a história dos mais vibrantes que passaram por esta cidade. 10 de julho é o dia. O Biohazard é a banda, que, em sua formação original, era bastante aguardada pela legião de fãs do hardcore e do thrash metal presentes. O Carioca Club, uma modesta casa acostumada a receber eventos da música sertaneja, forró e pagode, é o local do evento que abriu as portas para uma matinê de sábado das mais pesadas que passaram por lá.

Para quem ainda não conhece a banda, são nova-iorquinos do distrito do Brooklyn, que despontaram para o sucesso nos anos 90 com a habilidade de conseguir misturar, como poucos, o hardcore, o metal pesado e elementos do rap num único som. Com um histórico de dificuldades pessoais, os caras sempre foram respeitados, não só pelo som, mas também pelas letras fortes, que retratavam a deterioração urbana, a corrupção, crimes e a ruína social das grandes cidades.

A passagem por São Paulo fez parte da extensa turnê de comemoração de 20 anos da banda, que tem como destaque o retorno do talentoso guitarrista Bobby Hambel ao grupo. Com ele, o vocalista e guitarrista Billy Graziadei, o vocalista e baixista Evan Seinfeld e o excelente baterista Danny Schuler conseguiram levar ao delírio os fãs que nunca conseguiram ver a formação original da banda passar pelo Brasil nas turnês anteriores.

Fazia frio na capital paulista, mas a noite era agradável e prometia. Antes do show do Biohazard começar, era possível encontrar na pista do Carioca Club ou no bar do local muitos fãs das antigas e gente conhecida do meio heavy metal e hardcore. Poucos aborrecentes presentes e gente que já tinha vários shows nas costas também ajudaram a fazer daquela noite algo inesquecível para muitos sortudos que estiveram ali, sem confusões e brigas e com um astral muito legal.

Após o show de abertura da banda brasileira Questions e dos ajustes de som, o Biohazard subiu ao palco e iniciou o ataque sonoro. Logo de cara, a banda trouxe um de seus principais sucessos, “Shades of Grey”, do clássico álbum “Urban Discipline”, que provocou uma enorme roda de mosh no Carioca Club e catalisou toda a energia presente no local (não deixe de ver o vídeo).

Este blogueiro estava entre a segunda e a terceira filas próximas ao palco e, logo na segunda música, “What Makes Us Thick”, viu o início de uma série de stage divings, com a galera dando os tradicionais mergulhos do palco para a platéia. Foi exatamente nesta hora que, ao tentar me proteger de um dos mergulhos que poderiam resultar em sérios danos físicos, acabei escorregando no piso molhado e caindo de costas no chão.

A primeira impressão foi a de que seria pisoteado pela multidão, mas fui puxado imediatamente por brothers presentes que ajudavam uns aos outros em qualquer momento que pudesse gerar algum tipo de confusão ou ferimento. Por sorte, depois do tombo bizarro, fiquei todo o restante do show exatamente na primeira fileira, colado ao palco e curtindo a sensacional e vibrante apresentação do Biohazard.

O show era intenso e a banda tocou a ótima “Wrong Side of the Tracks”, que contou com um dos momentos mais incríveis que já presenciei em quase 25 anos de shows vistos por este País. Na metade da música, o guitarrista Billy Graziadei seguiu para o meio da plateia e foi segurado pelas pernas, ficando suspenso sobre a galera e tocando sua guitarra, numa imagem que só um show de rock poderia proporcionar (veja nas fotos e no vídeo selecionado!).

Vale lembrar que os shows desta turnê do Biohazard são baseados nos 3 primeiros CDs da banda: “Biohazard” (1990), “Urban Discipline” (1992) e “State of the World Adress” (1994), simplesmente os melhores, na opinião deste blogueiro. Por isso, era sucesso atrás de sucesso e empolgação espalhada pelo Carioca Club.

A própria banda parecia encantada com o público e Billy, que já havia proporcionado o momento histórico citado, também decidiu conversar com o público. Tentando falar o português, já que é casado com uma brasileira, o guitarrista ganhou de uma vez o público quando falou que tinha dito a argentinos, na passagem pelo país vizinho, que “seu coração era brasileiro”.

Em outro momento da apresentação, ele recebeu uma camisa do Palmeiras de um dos fãs, mostrou para a platéia e ainda bateu o punho cerrado no peito, mostrando que tem bom gosto no futebol. Aliás, este bom gosto já havia sido demonstrado publicamente pelo Faith no More no Maquinaria Festival do ano passado e mostra que Igor e Max Cavalera, palmeirenses fanáticos como este blogueiro, souberam ensinar os gringos direitinho.

Depois do discurso de Billy, a banda deu sequencia ao punhado de hits pesados. “Tales From the Hard Side”, “Down for Life”, “Love Denied”, “Urban Discipline”, “Black And White And Red All Over” (a preferida deste blogueiro) e “How It Is” foram alguns deles, que tiveram a companhia de covers do Bad Religion e do Cypress Hill, nada menos que “We’re Only Gonna Die (From Our Own Arrogance)” e “I Ain’t Goin Out Like That”, respectivamente, que mantiveram a diversão da plateia. Enquanto a música do Bad Religion foi cantada como um verdadeiro hino pelo público, a música do Cypress Hill contou com uma série de garotas da plateia subindo ao palco, convidadas pela banda.

Após o momento descontraído com as garotas no palco, a “ordem” voltou ao show e o Biohazard trouxe para o público simplesmente seu maior hit: “Punishment”. Nem é preciso dizer que a galera presente foi mais uma vez ao delírio e cantou a música do começo ao fim, em mais um dos pontos altos da apresentação dos nova-iorquinos, que fecharam o set com “Hold My Own”, estourando o tempo combinado com os donos do Carioca Club.

Na despedida do público, mais uma demonstração de simpatia da banda. Primeiro, os integrantes cumprimentaram a maioria das pessoas que estavam próximas ao palco (este blogueiro entre elas). Depois, deixaram que muitos subissem ao palco para tirar fotos e até conversassem com a banda. Enfim, uma noite que jamais será esquecida por aqueles que estiveram no show.

O leitor pode perguntar qual o motivo da demora para a elaboração desta resenha. A resposta esta na dificuldade para encontrar o set list do show, já que, depois das três primeiras músicas, com toda a agitação da apresentação e algumas cervejas na cabeça, foi impossível guardar a ordem exata do que foi tocado. Incrivelmente, nenhum site especializado conseguiu o set list e o mais incrível ainda foi o modo como este blogueiro encontrou a sequência das músicas: num vídeo do Youtube, em que um super fã da banda simplesmente mostrou o papel com a relação das músicas executadas. Coisas da Internet…

A fotos deste post foram descoladas no orkut, depois de alguns usuários da comunidade Biohazard Brasil liberarem o acesso. Os vídeos, descolados no Youtube, também foram divulgados lá e estão aqui para você curtir.

Primeiro, a abertura espetacular com “Shades of Grey”, que a equipe de filmagem do sempre competente LBVidz captou em nada menos que duas câmeras, de maneira sensacional. Notem a rodinha de mosh sendo formada de maneira “assustadora”. Na sequência, veja o vídeo de “Wrong Side of the Tracks”, com mais uma incrível roda de mosh e o momento (1min46s) em que Billy Graziadey é segurado pela galera. Depois, o vídeo de “We’re Only Gonna Die (From Our Own Arrogance)”. Para fechar, “Punishment”, com direito ao escorregão e tombo (sim, não fui o único!) que Graziadei tomou no final da música.

Set List:

Shades of Grey
What Makes Us Thick
Wrong Side of the Tracks
Urban Discipline
Five Blocks to the Subway
Black And White And Red All Over
Tales from the Hard Side
Love Denied
Down for Life
Business
We’re Only Gonna Die (From Our Own Arrogance)
How It Is
I Ain’t Goin Out Like That
Punishment
Hold My Own



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Annihilator liberou clipe de música que estará em novo álbum da banda previsto para novembro.
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