Archive for the 'SWU Festival' Category

17
dez
11

Sob o comando do insano Mike Patton, Faith No More fez simplesmente o melhor show do SWU

Quando o Faith No More foi confirmado para fechar o  SWU, havia duas certezas entre os fãs do bom e velho rock ‘n’ roll: que a ida ao show era obrigatória para quem gosta de uma apresentação que costuma unir qualidade e vibração; e que o vocalista Mike Patton, insano como sempre, reservaria mais algum momento histórico dos shows no Brasil para o evento de Paulínia, no interior paulista. O que se viu no dia 14 de novembro de 2011 foi exatamente isso: a banda norte-americana fez simplesmente o melhor show do festival e o vocalista continua sendo uma figura fora de série, ratificando sua fama de ser um dos melhores frontmen da história do rock.

Depois de uma penca de shows vistos no dia e de uma chuva chata que se intensificou nas apresentações do Stone Temple Pilots e do Alice in Chains, o público do festival estava no seu limite do cansaço. Isso poderia ser uma ameaça ao show do Faith No More, mas o experiente Mike Patton conseguiu colocar fogo na galera, impedindo que a apresentação ficasse morna mesmo em músicas menos conhecidas do público.

Quem já tinha visto as apresentações recentes do FNM por aqui sabia há tempos que o convencional passa longe do grupo. Se a expectativa era uma reedição do show de hits históricos do Rock in Rio de 1991, você estava no local errado. Se você aguardava algo mais nos moldes do que foi a excelente e histórica apresentação no Maquinaria Festival de 2009, acertou em cheio.

Desde a saída de Jim Martin e da manutenção de Jon Hudson nas guitarras, o Faith No More vem procurando mesclar sucessos de toda a carreira, e não da fase mais badalada pela crítica pop, depois do clássico álbum “The Real Thing”. Nem por isso, o show do SWU foi menos empolgante, já que a insanidade é o lema de Patton, sempre muito bem acompanhado por Billy Gould (baixo), Roddy Bottum (teclados) e o ótimo baterista Mike Bordin.

Logo de cara, o palco e o figurino da banda, inspirados no candomblé, causaram surpresa e curiosidade. Isso sem falar da participação do poeta e educador pernambucano Cacau Gomes, que foi quem apresentou o FNM ao público no início da grande festa, além de fazer uma bela defesa da importância da cultura e da leitura para o povo.

A primeira música da noite foi uma decisão corajosa do grupo, já que não é todo dia que vemos um show de rock começar com um faixa instrumental. Sim, era “Woodpecker From Mars”, do “The Real Thing”, que contou com um trecho de “Delilah”, de Tom Jones, cantado por Patton, que entrou no palco bem depois do restante da banda, mas mostrou que a voz está cada vez melhor. Nos teclados, Roddy Bottum sofria um pouco, já que o instrumento enfrentava problemas, o que fez com que um dos roadies fosse chamado às pressas para resolver a pane, que continuou por algumas músicas.

Na sequência, o primeiro hit da noite. Do mesmo álbum clássico, veio “From Out Of Nowhere”, que fez o público agitar bastante e começar a esquecer da chuva, já fina, que insistia em cair em Paulínia. Em português, Patton deu “boa noite” para o público e o FNM iniciou “Last Cup Of Sorrow”, do “Album of the Year”, seguida por “Caffeine”, do disco “Angel Dust”.

O vocalista do Faith No More há tempos tem uma ligação com o Brasil e “Evidence”, do álbum “King for a Day… Fool for a Lifetime”, é a maior prova de simpatia do grupo com o País, já que vem sendo cantada no nosso idioma há tempos por aqui nas recentes turnês da banda. Foi desta maneira que ela foi executada novamente, causando surpresa naqueles que nunca haviam visto um show do FNM.

Clássicos também fazem bem a qualquer apresentação. E isso nunca faltou ao Faith No More, que deu de presente ao público o sucesso “Midlife Crisis”, do “Angel Dust”. Em dado momento, no refrão da música, Patton deixou que a plateia cantasse. Vendo o enorme coro que se formou, ele olhou com cara de espantado e, de maneira proposital, babou na frente das câmeras!

Antes de iniciar “Cuckoo For Caca”, do “King for a Day…”, o vocalista perguntou se o público estava bem e a resposta foi positiva. “Com este tempo de merda…”, comentou Patton, para risos da plateia.

A música trouxe um vocalista alucinado, acompanhado pelo restante do grupo detonando nos instrumentos, com destaque para o sempre competente Billy Gould no baixo. Depois de muita gritaria e porrada sonora, era o momento para algo mais calmo. E foi com a balada “Easy”, que a banda deu sequência aos show.

Mas a calmaria não durou muito já que “Surprise! You’re Dead!”, a canção mais pesada do “The Real Thing”, foi executada, fazendo a galera do metal botar a cabeça para bater. Após o petardo, Billy Gould gritou o nome de São Paulo, como vários outros artistas haviam feito durante os shows do SWU e Patton corrigiu o amigo: “Não é São Paulo, é Paulínia.” “Obrigado por estar aqui”, emendou Gould, num português meio danificado, mas com nova demonstração de grande simpatia.

Mais emoção viria em seguida. E foi com “Ashes to Ashes”, do “Album of the Year”, que o FNM levou o público ao delírio. Na opinião deste jornalista que vos escreve, esta foi a melhor música executada na noite, repetindo o feito do Maquinaria Festival de 2009. É impressionante como ela cai bem ao vivo e traz toda a banda bastante entrosada, sempre capitaneada pelo vocal de alta qualidade de Patton.

Era um grande momento do show e o Faith No More não deu tempo para a galera respirar. “The Gentle Art Of Making Enemies”, do “King for a Day…” foi a próxima e trouxe o período de maior loucura do show. Patton fez de tudo, desde enfiar o microfone dentro da boca até tomar a câmera de um dos cinegrafistas presentes. Enquanto cantava e gritava, filmou a banda, o público e até caiu do carrinho sobre trilhos que levava o aparelho.

Não satisfeito, correu para o meio do público e a catarse coletiva se instalou definitivamente. O vocalista tomou banho de cerveja e cantou com a galera no meio de um mar de gente, sempre acompanhado pelos seguranças e equipe de apoio que pareciam não acreditar na loucura do sujeito. Ao término da música, simulou que estava voltando para o palco algemado, provocando novos risos do povo presente. Sensacional!

Você pensa que o momento de loucura acabou? Ledo engano. Tal qual o momento de maior catarse visto no Maquinaria de 2009, era a vez de Patton fazer o público cantar “Porra, caralho”. Com a música “King For A Day”, ele conseguiu fazer com que cerca de 70 mil pessoas gritassem as duas palavras como se fossem um refrão da canção.

Cacau Gomes ainda voltaria ao palco para, com Mike Patton, citar frases de mudanças. Ao final, ganhou um abraço do vocalista, claramente encantado com a cultura nacional.

Foi quando os primeiros acordes de “Epic” foram executados, para novo delírio do público, que, claro, cantou a música do começo ao fim. Mike Bordin e Jon Hudson, por sinal, deram um show à parte neste momento, mostrando que o grupo tem ainda muito a oferecer aos fãs.

O momento seguinte seria o mais bonito da noite. Para interpretar “Just a Man”, também do sempre privilegiado “King For A Day…”, a banda convidou o Coral de Heliópolis, só com meninas, que não fizeram feio e deixaram o FNM e o público presente emocionados com a beleza de suas vozes.

Depois da pausa para um breve descanso, o Faith No More voltou ao palco para mais três músicas: uma inédita e sem nome divulgado; “Digging the Grave”; além de “This Guy’s in Love With You”, de Burt Bacharach.

“Muito obrigado, São Paulo, Paulínia, Campinas, todo o Brasil! Do caralho!”, disse Patton. “E o Palmeiras também”, completou o baixista Billy Gould, seguido de palmas de Patton, em mais uma demonstração de que Igor e Max Cavalera ensinaram a galera do FNM a torcer, fazendo os norte-americanos fiéis eternos ao glorioso time de futebol paulista.

Ainda restaria uma certa esperança de que haveria um segundo bis, já que os roadies voltaram para ajeitar os instrumentos. Mas, apesar de o set list divulgado trazer “Stripsearch” e “We Care a Lot” como as duas últimas músicas da noite, o grupo não voltou e foi iniciada uma queima de fogos para marcar o final do SWU.

Já passava das 3 da manhã e a chuva já era coisa do passado. Depois da penca de shows do dia e de todos estarem totalmente cansados, Mike Patton & Cia. conseguiram o que poucas bandas conseguiriam. Mais do que trazer a alegria dos fãs, o Faith No More escreveu novamente um trecho de sua rica história nos festivais brasileiros.

Para relembrar os grandes momentos da apresentação do FNM no SWU, o Roque Reverso descolou vídeos de qualidade no YouTube. Para começar, fique com o grande momento de “Ashes to Ashes”. Depois, fique com a loucura de Patton em “The Gentle Art Of Making Enemies” e com o momento “Porra, caralho” de “King For A Day”. Na sequência, veja “Epic”. Se preferir ver o show na íntegra, assista ao último vídeo, que traz qualidade de HD. “Porra, caralho!”

Set list

Woodpecker From Mars/Delilah
From Out Of Nowhere
Last Cup Of Sorrow
Caffeine
Evidence (em Português)
Midlife Crisis
Cuckoo For Caca
Easy
Surprise! You’re Dead!
Ashes to Ashes
The Gentle Art Of Making Enemies
King For A Day
Epic
Just A Man

Unknown Title (New Song)
Digging The Grave
This Guy’s in Love with You

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10
dez
11

Sob chuva, Alice in Chains emocionou fãs em show de peso e qualidade no SWU

Era um dos momentos mais esperados no SWU 2011 e o resultado final foi dos mais animadores. Depois de quase 20 anos, o Alice in Chains voltou ao Brasil para se apresentar no festival de Paulínia e realizou simplesmente um dos maiores shows do ano no País. Sob o comando do excelente guitarrista, Jerry Cantrell, e do vocalista atual, William DuVall, o grupo de Seattle emocionou fãs da antiga numa apresentação de peso e qualidade, recheada de grandes sucessos que fincaram o nome da banda entre as maiores dos anos 90.

Personagem irritante do SWU em 2011, a chuva não deu trégua ao show do Alice in Chains. Talvez, ao lado da apresentação do Stone Temple Pilots, foi o momento em que o público mais sofreu com a água, que insistia em cair na cidade do interior paulista. Para a banda, entretanto, nada mais familiar, já que Seattle tem a fama de ser uma das cidades mais chuvosas dos Estados Unidos.

Além da própria ansiedade em relação ao retorno do Alice in Chains ao País, havia muita expectativa em torno da performance de William DuVall. A despeito das críticas positivas vindas da imprensa internacional, o público brasileiro queria ver a prova de que ele seria capaz de, ao vivo, substituir à altura o talentoso Layne Staley, morto em 2002. Com um timbre de voz não idêntico, mas até parecido em algumas passagens com o de Staley, DuVall recebeu aprovação dos brasileiros, que puderam ver novamente os vocais dobrados (com Cantrell), uma das marcas mais valiosas  da banda norte-americana.

O grupo começou arrepiando com um dos seus maiores sucessos, “Them Bones”, seguida por “Dam That River” e “Rain When I Die”, ambas também, assim como a primeira música tocada, pertencentes ao álbum “Dirt”, de 1992. Vidrado no show, o público era um delírio só e não foram poucas as pessoas que se emocionaram demais de ver a banda novamente. De meninas a marmanjos barbados, não foi uma, mas várias vezes que este jornalista presenciou gente chorando de alegria.

Aos gritos do público de “Alice in Chains”, DuVall cumprimentou os fãs em simpático português. “Tudo bem?”, disse, para depois complementar: “Estamos muito felizes de estar aqui! Finalmente!”

A plateia delirou e, na sequência, pulou demais quando a banda começou a tocar “Again”, do álbum “Alice in Chains”, de 1995. Com um riff pesado e um som forte, a música chegava com imensa qualidade aos ouvidos de quem estava na pista. Importante ressaltar que, além de DuVall e Cantrell, os outros membros do grupo, Mike Inez (baixo) e Sean Kinney (bateria), garantiam, sem reparações, o bom show.

Os vocais dobrados de DuVall e Cantrell eram um show à parte. Depois de quatro músicas antigas, era a vez da fase mais recente, que marca o novo vocalista como titular. E nada melhor que o maior hit dela para animar a festa. Com DuVall agora também na guitarra, o grupo trouxe, com perfeição, “Check My Brain”, do álbum “Black Gives Way to Blue”, de 2009.

Com a plateia ganha, o Alice in Chains emendou “It Ain’t Like That” do primeiro álbum “Facelift”, de 1990. Aí foi a vez deste jornalista que vos escreve vibrar muito e realizar um sonho, pois foi com esta música que ele conheceu o grupo, na era pré-internet, nos tempos de “Som Pop”, da TV Cultura, quando o grande Kid Vinil trazia as novidades de fora para a galera assistir e ouvir.

Ao final do grande som, Jerry Cantrell foi ao microfone, agradeceu ao público pela presença e apresentou os integrantes da banda. O público aplaudiu em todas as vezes, mas, quando o guitarrista se apresentou, teve uma recepção muito mais calorosa, numa demonstração de que os fãs reconhecem sua importância para a história do Alice in Chains e os percalços que ele foi obrigado a enfrentar para o grupo estar ainda na ativa.

O mesmo Cantrell continuou no comando do microfone com a lenta “Your Decision”, do álbum mais recente da banda. Depois, emendou outra mais tranquila: “Got me Wrong”, do EP “Sap”, de 1992. DuVall, por sua vez, fazia não somente um backing vocal de primeira como também dava até maior peso às músicas com a sua guitarra. Vale destacar os ótimos efeitos do telão que ficava atrás da banda, que, nesta música, trazia imagens de nuvens no céu em ritmo acelerado.

O público ameaçou dar uma esfriada neste momento do show, mas o Alice in Chains tinha um antídoto para isso: mais hits. E foi com seu primeiro clássico que continuou a apresentação. Com DuVall agora somente nos vocais, a banda trouxe “We Die Young”, do álbum de estreia, que fez a galera novamente pular.

Depois de executar “Last of My Kind”, também do álbum mais recente, foi a vez do grupo emocionar de vez os fãs. Agora com DuVall no violão, a triste “Down in a Hole”, do “Dirt”, fez muita gente chorar e lembrar muito de Layne Staley.

Não bastasse toda emoção e os gritos de “Alice in Chains”, Cantrell começou os primeiros acordes da música seguinte dizendo que “aquele era um novo dia”, mas que não se esqueceriam de onde vieram. “Esta é para o Layne e para o Mike”, disse, apresentando “Nutshell”, do EP “Jar of Flies”, de 1994, e lembrando, além do antigo vocalista, do baixista original do grupo Mike Starr, morto em 2011. Após um grande solo, o guitarrista afirmou ao final da canção que o grupo voltaria muito em breve para o Brasil!

Após a sequência de momentos emocionantes, a banda trouxe mais uma do álbum recente “Black Gives Way to Blue”. “Acid Bubble”, na verdade, serviu para o público se preparar para o que viria logo em seguida: uma avalanche de grandes hits dos anos 90.

A lista começou com a ótima “Angry Chair”, do “Dirt”. Depois de DuVall perguntar se o público estava cansado e, claro, receber a resposta negativa, o grupo executou a música com maestria. E um dos destaques, mais uma vez, foi o efeito bem bacana do telão.

Nem bem terminou “Angry Chair” e o Alice in Chains aproveitou as batidas finais da música para emendar seu maior sucesso: “Man in The Box”, do “Facelift”. Foi então que o SWU presenciou um dos maiores envolvimentos do público dentre todos os shows apresentados. A galera presente cantou letra por letra da canção, pulou e se emocionou mais uma vez por estar assistindo a um grande momento do rock aqui no Brasil.

Visivelmente empolgado, DuVall interagiu com a plateia e, novamente em português, disse: “Alice in Chains ama o Brasil.”

Na sequência, o grupo trouxe “Rooster”, do “Dirt”, com mais efeitos no telão, letra forte sobre as experiências vividas pelo pai de Cantrell na Guerra do Vietnã e a palavra “Paz”, em inglês, ao fundo do palco.

O guitarrista disse que havia mais músicas para tocar e emendou “No Excuses”, do “Jar of Flies”. Depois, após DuVall agradecer o público por ficar na chuva, o grupo fechou o show com nada menos que “Would?”, novamente do “Dirt”, que foi o álbum mais prestigiado da noite. Com show particular da cozinha formada por Mike Inez e Sean Kinney, os fãs ficaram novamente muito empolgados e satisfeitos com grande apresentação dos norte-americanos.

Após 1h30 de show, o público tinha uma certeza: que havia valido cada gota d’ água da chuva tomada naquele show para assistir ao Alice in Chains. É espantoso que o grupo não tenha sido convidado para vir ao Brasil antes em outras oportunidades após sua retomada.

Resta agora a torcida para que as empresas promotoras se toquem que é bastante viável a realização de mais apresentações da banda por aqui. Seria muito interessante ver o Alice in Chains tocando, por exemplo, numa casa de shows de São Paulo. Com o baita som que foi visto ao ar livre no SWU, dificilmente o grupo não faria uma apresentação memorável num local fechado.

Para relembrar os grandes momentos do Alice in Chains, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Começamos com “Again”. Depois temos um vídeo que junta “Angry Chair” e “Man in The Box”. Na sequência, há outro com a música “Would?”. Se preferir ver o show na íntegra e sem cortes, siga para o último vídeo selecionado.

Set list

Them Bones
Dam That River
Rain When I Die
Again
Check My Brain
It Ain’t Like That
Your Decision
Got me Wrong
We Die Young
Last of my Kind
Down in a Hole
Nutshell
Acid Bubble
Angry Chair
Man in the Box 
Rooster
No Excuses
Would?
28
nov
11

Mesmo com show curto, Megadeth fez a festa do thrash no SWU

O Megadeth foi o legítimo representante do thrash metal no SWU Music & Arts de 2011. Mesmo com o curto espaço de tempo disponível, o grupo norte-americano liderado por Dave Mustaine fez a festa dos fãs do estilo que estiveram em grande número para prestigiar um dos ícones do Big Four na terceira e última noite do festival, no dia 14 de novembro.

Sem dúvida, foi um dos shows mais curtos que o Megadeth fez dentre suas várias passagens pelo Brasil. Para os fãs que haviam visto no ano passado o grupo passar pelo País para a turnê que mesclou a comemoração de aniversário de 20 anos do álbum “Rust in Peace” com a divulgação do disco “Endgame”, assistir à banda tocar apenas 11 músicas em cerca de uma hora e deixar vários clássicos de fora foi um pouco decepcionante.

O que compensou esta falta de bom senso da organização do SWU foi o grande profissionalismo dos músicos. Mustaine pode ser acusado de chato e polêmico, mas, pelo menos nas vezes que veio ao Brasil, sempre fez shows dignos com seu grupo. Não foi diferente desta vez, já que o fãs foram presenteados com uma das melhores apresentações do festival realizado em Paulínia.

Havia alguma expectativa de que a banda começasse com uma porrada sonora e provocasse a abertura imediata de imensas rodas de mosh na pista. As primeiras batidas da música “Trust”, do bom álbum “Cryptic Writings”, mostraram, entretanto, um início um pouco mais cadenciado. Nem por isso, tivemos algo menos empolgante do Megadeth, já que o público todo da pista pulou junto durante a execução deste sucesso.

Se não começaram o show com um petardo, Mustaine & Cia deixaram a porrada para a música seguinte: nada menos que a clássica “Wake Up Dead”, na qual é impossível deixar a cabeça sem movimentação, dado o riff poderoso típico do thrash metal que ela possui.

Logo de cara neste começo de show, chamava a atenção a belíssima guitarra de Mustaine, com o desenho que representava o álbum “Rust in Peace”. E foi justamente com “Hangar 18”, deste mesmo disco, que o Megadeth deu sequência à apresentação.

Interessante notar que o líder do grupo mostrou, em algumas oportunidades, uma voz um pouco detonada em relação a outros shows que fez por aqui. Em contrapartida, seu fiel escudeiro David Ellefson (baixo), o guitarrista Chris Broderick e o baterista Shawn Drover mandaram muito bem durante o show. Mustaine, por sinal, compensou qualquer tipo de problema com a voz dando mais uma aula de guitarra, como de costume…

Depois do final espetacular de “Hangar 18”, o público aproveitou para homenagear o líder da banda. “Olê, olê, olê, olê; Mustaine, Mustaine”, gritou a galera, enquanto o vocalista agradecia, fazendo gestos de que estava curtindo aquele momento. “Boa noite! É muito bom estar de volta, São Paulo”, disse ele, para delírio da plateia.

Chris Broderick iniciou os primeiros acordes de “A Tout le Monde”, do “Youthanasia”, e, para variar, o público ficou hipnotizado com a belíssima música, apesar de Mustaine mostrar clara dificuldade para alcançar o tom de voz nas notas mais difíceis. A despeito deste detalhe, a dobradinha de guitarras do final deste sucesso é algo que vale cada centavo pago para ver o show.

Na sequência, espaço para canções mais recentes da banda. “Whose Life (Is It Anyways?)”, do álbum novo “TH1RT3EN” e “Head Crusher”, do “Endgame” e “Public Enemy No. 1”, também do disco lançado no começo deste mês.

Depois, a volta para os hits, com uma dobradinha do ótimo álbum “Countdown to Extinction”. Primeiro, “Sweating Bullets”, que contou com o público cantando palavra por palavra da música. Em seguida, foi a vez do grande hit “Symphony Of Destruction”, que fez a galera pular a cada riff e, como sempre, gritar “Megadeth” a cada toque de guitarra.

O show se encaminhava para o final e foi “David Ellefson” que se encarregou de levantar a galera para executar o clássico “Peace Sells”, do álbum “Peace Sells… but Who’s Buying?”, que teve performance perfeita da banda. O público foi novamente ao delírio e, na parte final e mais rápida, várias rodinhas se abriram e, no palco, foi vista a entrada do mascote Vic Rattlehead, pela primeira vez no Brasil!

Após uma curta pausa, que contou com o público gritando o nome da banda e de seu vocalista, o Megadeth voltou para seu minúsculo bis, que só poderia vir com “Holy Wars…” Antes, porém, Mustaine brincou com o público, dizendo que o lado esquerdo, onde ficou o Roque Reverso, estava definitivamente gritando muito mais alto do que o direito.

Com o início de “Holy Wars…”, é claro que inúmeras rodas se abriram e a galera cantou a plenos pulmões este grande sucesso do Megadeth, que encerrou a apresentação. Ao final, os músicos agradeceram ao público e jogaram palhetas para as pessoas mais próximas do palco. Mustaine ainda disse que esperava ver todos novamente, o que alimenta esperanças de novo retorno da banda por aqui.

É claro que o Megadeth já fez shows melhores pelo Brasil. A própria turnê do ano passado já foi muito melhor e os shows que o grupo fez por aqui com a formação clássica (com Nick Menza e Marty Friedman)  foram inesquecíveis para quem teve o privilégio de assistir…Mas, mesmo com a apresentação curta no SWU, foi muito legal acompanhar a banda em mais uma jornada.

Para relembrar o show do Megadeth no festival, o Roque Reverso descolou alguns vídeos no YouTube. Fique com “Trust”, “Wake Up Dead”, “Peace Sells” e “Holy Wars…”. Se quiser ver o show inteiro, vá para o último vídeo.

Set list

Trust
Wake Up Dead
Hangar 18
A Tout Le Monde
Whose Life (Is It Anyways?)
Head Crusher
Public Enemy No. 1
Sweating Bullets
Symphony Of Destruction
Peace Sells
Holy Wars…The Punishment Due

23
nov
11

Sonic Youth representou com fidelidade o lado alternativo do rock no SWU

O Sonic Youth foi o grupo que melhor representou o lado alternativo do SWU Music & Arts Festival 2011. Em pouco mais de 1 hora de apresentação, a banda norte-americana desfilou uma mistura de guitarras barulhentas, som bastante distorcido, experimentalismo e tudo aquilo que marcou sua extensa história iniciada em 1981. De maneira diferente do que poderia se imaginar para um festival, o grupo não se prendeu a um repertório de hits consagrados, contrariando a expectativa de muitos que julgavam que aquele poderia ser o último show da banda.

Vale lembrar que o casal Thurston Moore e Kim Gordon, um dos mais representativos do rock, anunciou recentemente o divórcio. Com isso, boa parte do público imaginou que grandes sucessos, como os que frequentaram as rádios e a MTV, estariam presentes em massa. Nada disso…

Após começar a apresentação de uma maneira bastante morna, com a música  “Brave Men Run (In My Family)”, o Sonic Youth emendou uma barulheira imensa com “Death Valley 69”, com os integrantes mostrando que, apesar de estarem na casa dos 50 anos de idade (Kim Gordon já tem 58!), continuam com a energia marcante que consagrou a banda.

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22
nov
11

Set list do show do Stone Temple Pilots no SWU

O Stone Temple Pilots foi uma das atrações do terceiro e último dia do SWU Music & Arts Festival. Depois de passar pelo Brasil em dezembro de 2010 e fazer grandes show em São Paulo e no Rio de Janeiro, o grupo voltou para se apresentar em pouco mais de 50 minutos no festival realizado em Paulínia, no interior paulista, na noite de 14 de novembro.

Antes do Stone Temple Pilots subir ao palco, o público já havia visto, entre as atrações principais do dia, bons shows, como os do Down, do Sonic Youth, do Primus e do Megadeth.

Depois do peso destas apresentações anteriores, a vinda da banda do vocalista Scott Weiland serviu para o descanso de muita gente, mas, ao mesmo tempo, para ver que os norte-americanos continuam em forma.

A banda trouxe ao público os grande hits que marcaram sua carreira desde os anos 90. Não ficaram de fora músicas, como “Vasoline”, “Plush e “Sex Type Thing”. A novidade foi a inclusão do hit “Big Bang Baby”, com guitarras bem mais pesadas.

O Roque Reverso presenciou o show do STP, sob chuva, pelos telões do SWU, já que havia todo um planejamento para o blog cobrir determinados shows, como o do Alice in Chains, que viria logo a seguir no palco em frente.  Descolamos, no entanto, para relembrar a apresentação, alguns vídeos que mostram a boa passagem da banda pelo festival. Fique abaixo com “Vasoline”, “Plush” e “Big Bang Baby”.

Set list

Crackerman
Wicked Garden
Vasoline
Heaven & Hotrods
Between The Lines
Hickory
Still Remains
Big Empty
Silvergun Superman
Plush
Interstate Love Song
Big Bang Baby
Down
Sex Type Thing
Dead & Bloated
Trippin’ in hole in a paper heart

20
nov
11

Primus deu show de virtuosismo no SWU e conquistou novos fãs

O Primus se apresentou na terceira e última noite do SWU Music & Arts de 2011. Num dia recheado de atrações bastante conhecidas do rock pesado e de grupos que estouraram nos anos 90, coube à banda liderada pelo excelente baixista Les Claypool o papel de representante do rock virtuose e diferente do que foi visto nos palcos principais do festival realizado em Paulínia.

Com técnica incrível, especialmente de seu líder, que também é o vocalista, o grupo conseguiu conquistar novos fãs na sua primeira passagem pelo Brasil, depois de mais de 25 anos de espera do público mais antigo conhecedor do trabalho da banda desde seu início, em 1984.

Tal qual o observado nos shows de outros nomes fortes do dia, como o Down e o Megadeth, o Primus foi obrigado a fazer uma apresentação bastante curta, de cerca de 1 hora. O grupo norte-americano tocou músicas de vários períodos da carreira, mas, justamente por causa do tempo escasso, alguns sucessos que o público estava ansioso para ver ficaram de fora.

A ausência mais sentida da noite foi “Tommy the Cat”, do álbum “Sailing The Seas of Cheese”, de 1991. Grande hit dos bons tempos da MTV, infelizmente vai ficar para uma outra oportunidade, que poderia ser aproveitada pelas empresas produtoras, já que a banda tem um público específico capaz de encher uma casa média de shows de São Paulo, por exemplo.

Se “Tommy the Cat” não foi executada, foi com uma música do mesmo álbum que o Primus iniciou sua apresentação: “Those Damned Blue-Collar Tweekers”. Les Claypool nunca foi um grande vocalista, mas seu talento no baixo é a marca principal da banda e vale cada centavo gasto em seus discos e shows.

Ao lado de seu fiel e eterno escudeiro, o guitarrista Larry LaLonde, Claypool consegue tirar sons pouco convencionais, mas longe de ser considerado algo “chato”. Completa a banda atualmente o baterista Jay Lane, que não é da formação original, mas que mostrou qualidade nas baquetas.

Na sequência do show, o Primus desfilou várias de suas músicas complexas: “Pudding Time”, “Prelude to a Crawl”, “Eyes of the Squirrel”, “Wynona’s Big Brown Beaver”, “Jilly’s on Smack”, “Over The Falls” e “Lee Van Cleef”.

Na parte final da apresentação, espaço reservado para três grandes sucessos, que bombaram nos programas alternativos da MTV da década de 90 para cá. Primeiro, o maior hit da banda: “Jerry Was A Race Car Driver”, que colocou a galera para pular. Depois, “My Name Is Mud” e para fechar, “John the Fisherman”, que trouxe mais uma aula de baixo de Claypool.

O Roque Reverso descolou no YouTube um vídeos que traz “Jerry Was A Race Car Driver” e “My Name is Mud” e outro que traz “John the Fisherman”. Se preferir, vá ao último vídeo, que traz simplesmente a apresentação do SWU na íntegra.

Set list

Those Damned Blue-Collar Tweekers
Pudding Time
Prelude to a Crawl
Eyes of the Squirrel
Wynona’s Big Brown Beaver
Jilly’s on Smack
Over The Falls
Lee Van Cleef
Jerry Was A Race Car Driver
My Name Is Mud
John the Fisherman
19
nov
11

Down finalmente estreou no Brasil, tocou álbum “NOLA” e fez o show mais pesado do SWU

A banda norte-americana Down fez um grande show no SWU Music & Arts 2011 no dia 14 de novembro. Depois de 20 anos de espera, o grupo liderado por Phil Anselmo (ex-vocalista do Pantera)  finalmente estreou no Brasil.

Com o repertório todo formado pelo primeiro disco da carreira, “NOLA”, a banda fez, sem a menor sombra de dúvida, o  show mais pesado do festival realizado em Paulínia, no interior paulista.

Havia grande expectativa para a apresentação do Down. Além da estreia no País, Phil Anselmo voltaria para cá depois de muito tempo ausente para cantar, já que havia sido em 1995 sua última passagem pelos palcos daqui, ainda com o Pantera, na turnê do álbum “Far Beyond Driven”.

A própria formação do Down já era um convite ao público. Além de Anselmo, o grupo é composto por nada menos que Pepper Keenan (guitarrista e vocalista do Corrosion of Conformity), Kirk Windstein (guitarrista e vocalista de Crowbar), Pat Bruders (baixista de Crowbar), e Jimmy Bower (baterista de Crowbar). Ou seja, só tinha gente do mais alto calibre para executar a junção de peso e técnica desejada pelos fãs do rock pesado.

Logo no começo do show, Phil Anselmo, que estava com uma bandeira do Brasil pendurada na cintura, alegrou a galera, avisando que o dia era especial e que o álbum “NOLA” seria tocado na íntegra. Na verdade, pelo tempo curto oferecido à banda (de cerca de 1 hora), o Down deixou três músicas do disco de fora da apresentação: “Rehab”, “Pray for the Locust” e “Swan Song”. O próprio tempo pequeno fez a banda executar um set menor do que o repertório original divulgado à organização.

“Temptations Wings” foi a primeira música do show e já mostrou que os caras estavam no pique de fazer algo marcante. Anselmo continua sendo um espetacular frontman e tem o poder de agitar o público como poucos. A dupla Pepper Keenan e Kirk Windstein traz um peso imenso às guitarras, sem deixar a técnica de lado. Para completar Bruders e Bower fazem uma grande cozinha, com destaque para o baterista, que se entrega totalmente ao instrumento.

Na sequência, Anselmo dedicou a música “Lifer” ao saudoso guitarrista do Pantera, Dimebag Darell, assassinado em pleno palco em 2004, quando se apresentava com sua banda Damageplan, no Estado de Ohio, nos Estados Unidos. O público vibrou e o Down trouxe mais uma porrada sonora. Foi nesta música, por sinal, que o vocalista cortou a testa, depois de seguidas batidas feitas com o microfone.

A plateia estava ganha e, depois de ouvir o nome do Down gritado após o final da ótima “Pillars of Eternity”, Phil Anselmo tirou a bandeira brasileira da cintura e colocou a mesma no peito, mostrando imensa simpatia. Logo em seguida, depois de ouvir seu próprio nome gritado, também se ajoelhou, fazendo uma reverência ao público, que foi, claro, ao delírio. “São Paulo, São Paulo”, gritou o vocalista, para depois interromper a galera inflamada, dizendo que o grupo tinha um curto tempo para se apresentar e que o negócio ali era “tocar música”.

A simpatia continuava e o vocalista do Down decidiu homenagear os amigos do Sepultura. Ele dedicou a música “Hail The Leaf” à banda brasileira e citou os nomes do baixista Paulo Jr. e do guitarrista Andreas Kisser.

Na sequência, mais três petardos: “Underneath Everything”, “Losing All” e “Eyes Of The South” – todas com a banda dando uma aula do mais puro metal pesado!

“Stone The Crow”, o maior sucesso do grupo viria logo a seguir. No refrão da música, Anselmo deixou a galera cantar várias vezes, num grande momento do show.

Outro momento legal veio após o final da música. O vocalista disse que eles só tinham tempo para mais uma música. O público, por sua vez, já pedia uma música do Pantera e as câmeras do SWU focalizaram um fã que havia tatuado um imenso logo da banda no peito! Anselmo quase não acreditou no que viu e fez nova reverência, desta vez ao eterno fã.

O Down então iniciou os acordes de “Walk”, do Pantera, com Anselmo cantando o refrão da música. Uma inacreditável roda se abriu no meio da pista e a galera foi ao delírio de novo. Mas ficou só o gostinho de “quero mais”, pois o grupo só tocou um trecho rápido da música…

A última canção da noite foi “Bury Me In Smoke”. Este momento do show contou com uma participação inusitada dos membros da banda de Duff McKagan (ex-Guns N’ Roses), que havia se apresentado horas antes no mesmo SWU. Inicialmente, o público pensou que os roadies do Down estavam nos instrumentos, mas, quando McKagan apareceu no palco, ficou claro que era uma participação especial.

Desta maneira, terminou o show do Down. Após a apresentação, em algumas entrevistas, os músicos deixaram claro que  adoraram vir ao Brasil e que desejam voltar para cá. Fica a dica para os produtores, já que a banda tem plenas condições de encher um Via Funchal, por exemplo, só com o carisma de Phil Anselmo. Poderíamos ter um show de duas horas de duração e com músicas de outros álbuns sendo tocadas.

Para relembrar o show do Down, o Roque Reverso descolou alguns vídeos do YouTube. Fique com “Lifer”, “Stone The Crow” e “Bury Me In Smoke”, com o trecho de “Walk” no começo . Se quiser ver a apresentação na íntegra, vá para o último vídeo. Altamente recomendável!

Set list anunciado

Temptations Wings
Lifer
Pillars of Eternity
Rehab
Hail The Leaf
Underneath Everything
Losing All
Swan Song
Eyes Of The South
Stone The Crow
Bury Me In Smoke

Set list executado

Temptations Wings
Lifer
Pillars of Eternity
Hail The Leaf
Underneath Everything
Losing All
Eyes Of The South
Stone The Crow
Walk (trecho)
Bury Me In Smoke




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