Archive for the 'Geezer Butler' Category

05
dez
16

No Rio, Black Sabbath faz história do heavy metal passar diante dos olhos dos fãs

Black Sabbath no Rio de Janeiro - Foto: Divulgação

Por Gulherme Monsanto*

Quem viu, viu. The end. Num show curto, pontual, mas muito poderoso, o Black Sabbath pisou no sábado, dia 2 de dezembro, no Rio de Janeiro pela terceira vez em sua história – as outras foram em 1992, com Ronnie James Dio nos vocais, no Canecão, e em 2013, com a mesma formação do sábado passado.

Set list previsível? Sim, mas não tinha como dar errado: a banda jogou para a plateia na Praça da Apoteose, parecia meio no automático e apresentou as mesmas canções dos seis shows anteriores da turnê The End. Mas e daí?

Previsível, mas incrível, com alguns elementos fora do eixo. Ou seria clichê iniciar um show com uma música que começa arrastada, como “Black Sabbath”?

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12
abr
16

Com turnê ‘The End’, Black Sabbath volta ao Brasil no fim de 2016 para shows em Curitiba, Rio e SP

Black Sabbath - Reprodução do cartaz da turnê brasileiraOs rumores eram fortes, alguns jornalistas respeitados já haviam adiantado a informação, mas faltava a informação oficial. Nesta terça-feira, 12 de abril, a confirmação aconteceu: o Black Sabbath trará a última turnê de sua história ao Brasil.

De acordo com a produtora Time For Fun, a lendária banda britânica se apresentará em três capitais do País: Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo.

Na capital paranaense, o grupo tocará no dia 30 de novembro na Pedreira Paulo Leminski. No Rio de Janeiro, o show será realizado no dia 2 de dezembro na Praça da Apoteose. Na capital paulista, a apresentação será feita no dia 4 de dezembro no Estádio do Morumbi.

Os três shows fazem parte da turnê “The End”, que marca a despedida do Sabbath e que foi anunciada em setembro do ano passado. Para abrir as apresentações do grupo, uma atração internacional importante no atual cenário do rock, o Rival Sons.

Os ingressos estarão disponíveis ao público a partir da 0h01 do dia 18 de abril pela internet (www.ticketsforfun.com.br); e a partir das 10 horas nas bilheterias oficias (sem taxa de conveniência – Pedreira Paulo Leminski (até 24/4) e Fnac Curitiba (a partir de 25/4) em Curitiba, Metropolitan no Rio de Janeiro e Citibank Hall em São Paulo) e demais pontos de vendas no Brasil.

Para o show de Curitiba, que tem previsão de um público total de 25 mil pessoas, os ingressos (inteira) custarão R$ 650,00 (Pista Premium) e R$ 380,00 (Pista Comum).

Já o show do Rio de Janeiro, cuja capacidade estipulada é de 35 mil pessoas, terá para as entradas inteiras o valor de R$ 680,00 (Pista Premium) e R$ 370,00 (Pista Comum).

Quanto à apresentação de São Paulo, a capacidade aguardada é de um público de 68 mil pessoas. Os ingressos custarão R$ 700,00 (Pista Premium), R$ 380,00 (Pista Comum), R$ 520,00 (Cadeira Superior 1, 2 e 3), R$ 450,00 (Cadeira Inferior A e B), R$ 270,00 (Arquibancada 1, 3 e 4) e R$ 250,00 (Arquibancada 2).

Vale destacar que as compras poderão ser parceladas em até 3 vezes no cartão. Sem a taxa de conveniência, a opção são apenas as bilheterias oficiais.

Para a turnê de despedida, a banda continua contando com três dos quatro integrantes da formação original: Ozzy Osbourne nos vocais; Tony Iommi na guitarra; e Geezer Butler no baixo.

O baterista original, Bill Ward, continua de fora, pois não resolveu suas pendências com Ozzy. Até segunda ordem, não participará da turnê.

Tommy Clufetos foi o músico que assumiu as baquetas nos shows do Sabbath na tour recente que marcou o retorno da banda.

Justamente com esta formação, o grupo passou pelo Brasil em 2013 e realizou apresentações em Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Na capital paulista, o show contou com a cobertura do Roque Reverso e simplesmente hipnotizou os 70 mil fãs presentes no Campo de Marte.

Em 2015, Ozzy Osbourne fez sua passagem mais recente no País. Foi um dos headliners do Monsters of Rock, promovendo uma verdadeira festa na Arena Anhembi, em São Paulo.

Em 2016, o Black Sabbath informou que lançaria em edição limitada, um CD especial com quatro canções inéditas. Intitulado também como “The End”, o álbum traz um total de oito faixas, sendo quatro inéditas.

24
jan
16

Novo disco do Black Sabbath já está na internet e traz a banda com riffs nervosos e despedida digna

Black Sabbath - Reprodução da capa de "The End"O esperado disco de despedida do Black Sabbath já chegou rapidamente a internet. O álbum já foi disponibilizado por abençoados fãs que assistiram aos primeiros shows da última turnê da banda e adquiram as edições limitadas que estão sendo vendidas nos shows. Para quem escuta as músicas novas, a conclusão é imediata: as faixas trazem o lendário grupo com riffs nervosos e fortalecem a imagem de uma despedida digna daqueles que são considerados os pais do heavy metal.

Como já havia sido noticiado na metade do mês de janeiro aqui neste Roque Reverso, o disco final do Black Sabbath tem o nome de “The End”, que é o mesmo nome da turnê de despedida. O álbum traz um total de oito faixas.

As primeiras quatro são de estúdio e não haviam sido aproveitadas no último álbum completo do Sabbath, o ótimo “13”, que foi lançado em 2013. As quatro restantes são faixas ao vivo executadas na turnê de divulgação mais recente.

O CD “The End” conta com o trio clássico Ozzy Osbourne (vocal), Tony Iommi (guitarra) e Geezer Butler (baixo). A bateria, sem o quarto membro clássico Bill Ward, conta com Brad Wilk, do Rage Against The Machine, nas faixas de estúdio, tal qual foi visto em “13”. As faixas ao vivo contam com Tommy Clufetos, tal qual foi visto durante a turnê.

O mago da produção Rick Rubin, que já havia cuidado de “13”, foi o responsável pelas músicas de estúdio inéditas, que são, pela ordem: “Season Of The Dead”, “Cry All Night”, “Take Me Home” e “Isolated Man”.

As faixas ao vivo, todas de abril de 2013, são, também pela ordem: “God Is Dead?”, gravada em Sydney, na Austrália; “Under The Sun” (em Auckland, na Nova Zelândia); “End Of The Beginning” (gravada em Hamilton, no Canadá) e “Age Of Reason”, captada também no mesmo show.

Entre as inéditas, os riffs de Tony Iommi e a performance do espetacular guitarrista são o grande destaque e faz o fã de heavy metal entender o porquê deste músico ser tão respeitado e venerado por 10 entre 10 admiradores do instrumento de 6 cordas.

Numa constatação empolgante, mas, ao mesmo tempo preocupante, pode ser dito que as quatro músicas novas do Black Sabbath trazem qualidade musical superior à maioria das canções de rock de grupos novos que vêm dando gás ao estilo. Mesmo em relação a lançamentos recentes de outras bandas grandes do heavy metal, as faixas novas do lendário conjunto trazem algo mais e é difícil não começar a mexer a cabeça, seguindo os riffs matadores.

Até mesmo a voz de Ozzy, que vem dando claros sinais ao vivo de que a idade está influenciando, está bem captada em “The End”. Geezer Butler, por sua vez, ataca com a agressividade de sempre o baixo.

O CD novo do Black Sabbath traz a arte de Shepard Fairey na capa. O Sabbath ainda vai contar com pôsteres de diferentes artistas para cada show da turnê.

As apresentações agendadas até o momento pela banda trazem na lista os Estados Unidos, o Canadá, países da Europa, além da Austrália e da Nova Zelândia. Nada de Japão, México e América do Sul, por enquanto.

No Brasil, o Black Sabbath passou em 2013 e realizou apresentações memoráveis em Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Na capital paulista, o show contou com cobertura do Roque Reverso e simplesmente hipnotizou os 70 mil fãs presentes no Campo de Marte.

Em 2015, Ozzy Osbourne fez sua passagem mais recente pelo País. Foi um dos headliners do Monsters of Rock, promovendo uma verdadeira festa na Arena Anhembi, em São Paulo, apesar dos claros sinais da voz cansada.

As faixas de “The End” estão no YouTube, mas não será surpresa se, por questões de direitos autorais, seja retirada da rede. Portanto, se o fã brasileiro quiser ouvir o disco sem ter que viajar para a turnê de despedida para comprar o exemplar, precisa correr.

O Roque Reverso se compromete a renovar o link do álbum novo (claro, se uma outra boa alma deixar disponível) todas as vezes que ele sair do ar. Por um respeito à história do heavy metal, o Black Sabbath deveria deixá-la online eternamente.

Ouça abaixo as músicas de “The End”:

15
out
13

Black Sabbath comanda culto ao heavy metal para 70 mil em show histórico em SP

Se o heavy metal tivesse uma data comemorativa na cidade de São Paulo, o dia 11 de outubro seria um forte candidato para marcar anualmente o gênero mais pesado do rock. Tudo porque, em 2013, no Campo de Marte, a capital paulista foi palco de um verdadeiro culto às origens do metal comandado pela banda que plantou a semente de tudo: o Black Sabbath.

Para um público de 70 mil felizardos, o lendário grupo britânico ofereceu uma histórica apresentação que, dificilmente, será esquecida para quem participou de tudo aquilo.

Com a até então inédita vinda de Ozzy Osbourne numa turnê com a banda para o País, o Black Sabbath reuniu várias gerações de fãs no Campo de Marte. Ao lado do chamado “Príncipe das Trevas”, o mago dos riffs Tony Iommi na guitarra e o grande baixista Geezer Butler completaram a tríade criativa que influenciou um número incalculável de bandas seguidoras e diversas vertentes dentro do próprio heavy metal.

Para termos a ideia da importância deste evento, os ingressos para o show de São Paulo estavam esgotados havia 3 meses. Durante a semana, com a proximidade da apresentação, não se falava em outra coisa entre os fãs de heavy metal. Na chegada ao local, era possível sentir a ansiedade do público presente e perceber o quanto aquele momento era importante.

Estrutura e organização

A chegada ao local, por sinal, mais uma vez, merece comentários à parte. De modo idêntico ao mal organizado show do Iron Maiden na Arena Anhembi, a infeliz ideia de realizar o evento do Black Sabbath em plena sexta-feira, trouxe, é claro, vários transtornos ao público paulistano. Só para citar um exemplo, este jornalista que vos escreve demorou cerca de 1 hora para chegar ao Campo de Marte, de carro, mesmo tendo saído da sede da Agência Estado, no bairro do Limão, às 17h50. O que dizer, por exemplo, do fã que se descolou de uma zona sul ou zona leste?

Sim, é claro que havia o metrô como solução, mas, ainda assim, o sujeito que se dirigiu ao local do evento precisou sair mais cedo do trabalho para conseguir ver o não menos imperdível show de abertura, que era do Megadeth, e que estava marcado para as 19h45. O Roque Reverso ouviu diversos relatos de pessoas que só conseguiram passar pelas catracas do Campo de Marte quase no fim da apresentação da banda de thrash metal.

Espaço novo para shows, o Campo de Marte passou a imagem de que é possível fazer um grande evento naquele local. Mas, especificamente em relação ao show do Black Sabbath, as críticas pipocaram. A começar pela localização do palco, que parecia ter sido enxertado no primeiro espaço disponível visto e no final de um terreno íngreme. Para aquela quantidade de pessoas, será que o mais recomendável não era um terreno plano?

A ideia de colocar o palco mais baixo no que pareceu uma ladeira é boa quando todo o terreno segue esse padrão, como se fosse um Via Funchal bem maior, que, quando existia, fornecia uma ótima visão em todos os cantos da pista. O problema é que o topo do terreno no Campo de Marte era exatamente na divisa da Pista Vip com a Comum, exatamente onde este jornalista conseguiu ficar. O resultado é que, quem estava lá atrás (e estamos falando de um show com 70 mil pessoas), teve dificuldades até para ver os telões de cada canto do palco.

O som, que foi vergonhoso no show do Iron Maiden, estava muito melhor nos eventos do Megadeth e no do Black Sabbath. Mas houve relatos de pessoas que, dependendo do local onde estavam, notaram o vento gerando um sobe-e-desce no volume durante as apresentações. Enquanto tentava “conquistar território” no show do Megadeth, este jornalista chegou a ver isso acontecendo, especialmente no começo da apresentação da banda norte-americana.

Tirando esses detalhes, fundamentais quando o preço mínimo dos ingressos inteiros é de R$ 300,00, tudo aconteceu na maior tranquilidade para a noite histórica do Black Sabbath na capital paulista.

O show

Dez minutos antes do que era previsto oficialmente pela Time For Fun, o Black Sabbath subiu ao palco por volta das 21h05. Com uma explosão de êxtase imediata da plateia, a primeira música executada da noite foi nada menos que “War Pigs”, do segundo álbum do grupo, “Paranoid”, de 1970. Vale destacar que a participação da plateia foi extraordinária, gerando um imenso coro que arrepiava os mais frio dos headbangers.

Ozzy andava no palco de um lado para o outro, regia a plateia e mostrava que sua voz continua entre as mais poderosas do heavy metal. Tony Iommi empunhava a guitarra e tirava o som grave e rasgado que consolidou o estilo. Geezer Butler atacava o baixo ferozmente e trazia um peso adicional inacreditável ao que era proporcionado pelo parceiro de décadas. E, para completar, Tommy Clufetos, baterista da turnê, espancava a bateria com gosto e mostrava grande técnica no instrumento.

Ao final da música, Ozzy fez o público cantar o famoso “olê, olê, olê” de estádios de futebol e a banda imediatamente emendou “Into the Void”, do disco “Master of Reality”, de 1971. O som de ótima qualidade, aliado à performance arrasadora dos músicos, fazia com que o peso da canção ficasse muito mais forte.

Tony Iommi dava, para variar, uma verdadeira aula de como tocar um riff de heavy metal com classe e comovia. Era impossível não lembrar que ali estava um sujeito que luta contra um câncer e que poderia estar em casa descansando e se recuperando. Mas ele demonstrava que estava vivendo demais aquele momento, para sorte do público.

O momento era de resgatar as coisas antigas. E foi do disco “Black Sabbath Vol. 4”, de 1972, que o grupo tirou as duas músicas seguintes: “Under the Sun” e “Snowblind”. Era impressionante o peso que era gerado por aquela mistura Iommi-Butler-Clufetos e isso deixava o público vidrado e boquiaberto.

De um lado, Tony Iommi tocava a guitarra como se estivesse fazendo a coisa mais simples do mundo. Clufetos marretava a bateria como se aquele ato fosse salvar o mundo. Geezer Butler, em contrapartida, dedilhava com força as cordas do baixo, como se elas fossem de papel ou coisa ainda mais frágil.

A turnê do Black Sabbath está ligada à divulgação do excelente álbum “13”, lançado em junho deste ano. Depois dos quatro petardos dos Anos 70 tocados inicialmente, foi a vez de a banda executar a boa “Age of Reason”, do novo trabalho. Alguns fãs que ainda não estavam familiarizados com o disco até pensaram que se tratava de mais um sucesso de começo de carreira do grupo.

O ponto máximo

Foi então que, depois desta pausa nos clássicos, o Sabbath executou aquele que sintetiza a alma da banda: “Black Sabbath”, a primeira música do primeiro álbum, lançado em 1970 com nome idêntico. O momento em questão, para muitos, foi o maior de todo o show, pois o que se viu no Campo de Marte foi uma contemplação de algo histórico.

Enquanto Tony Iommi tirava os acordes e Ozzy cantava, a impressão era de que o planeta havia momentaneamente parado de rodar para que a origem do heavy metal fosse apreciada por todos.

Foi nessa parte do show que há tempos não se via tanto marmanjo com os olhos marejados ou chorando sem vergonha alguma, compreendendo que, talvez, estava presenciando algo fantástico pela primeira vez e que também nunca mais veria aquele momento.

Mais peso

Se o show terminasse ali, seria capaz de o público sair sem reclamar, mas o grupo trouxe mais duas do  “Black Sabbath Vol. 4”: “Behind the Wall of Sleep” e “N.I.B.”, que, mais uma vez, mostraram o quanto Geezer Butler precisa ser reverenciado como um “monstro” do baixo.

Na sequência, foi a vez de o Black Sabbath trazer aquela que, para este jornalista, é a melhor música do novo álbum “13”. Com estrutura e cadência musical que lembra bastante a música “Black Sabbath”, “End of the  Beginning” foi executada. Tal qual o cenário visto na maioria das demais músicas tocadas no Campo de Marte, era admirável o poder da guitarra de Tony Iommi. Enquanto várias bandas se matam, com dois destes instrumentos, para trazer algo de peso, o mago do riffs brincava e gerava um som recheado de vibração num volume bastante alto.

De volta ao disco “Paranoid”, o grupo executou duas do grande álbum: “Fairies Wear Boots” e “Rat Salad”. Ozzy se divertia demais com o público. Puxava coros, mandava a plateia erguer os braços e era seguido sem resistência. A segunda canção, instrumental, serviu para o vocalista dar uma breve descansada e, mais para o final, o mesmo ser feito por Iommi e Butler. Com um solo estupendo de bateria,Tommy Clufetos fez os 70 mil presentes esquecerem da ausência do Bill Ward, num show particular com técnica e peso.

Após o descanso do incrível trio, o público foi presenteado com o megaclássico “Iron Man”, também do “Paranoid”. Com um coro ensurdecedor que acompanhava os acordes de Tony Iommi, mais um grande momento da apresentação foi registrado na mente dos fãs. As vozes de 70 mil pareciam bater no palco e voltar com se fossem uma onda sonora. “São Paulo Rocks!”, gritou Ozzy, curvando-se à sempre vibrante plateia paulistana.

Na sequência, a banda trouxe “God Is  Dead?”, do novo disco, e “Dirty Women”, do álbum “Technical Ecstasy”, de 1976. Elas foram bem recebidas pelo público, mas, de todo o set list, ambas poderiam ter sido trocadas por algum outro clássico não tocado, como “Symptom of the Universe”. Em “Dirty Women”, destaque para os vídeos de garotas nuas que fizeram sucesso no telão central do palco.

Para fechar o set list, um megaclássico do heavy metal: “Children of the Grave”. Já sinalizando o encerramento da apresentação, Ozzy pediu à plateia uma dose extra de fôlego e foi correspondido. Tirando forças mesmo com o cansaço de duas horas de show, o público vibrou demais com o tradicional riff e várias rodas chegaram a ser abertas na pista.

Após uma breve pausa para o descanso e vários gritos para o retorno do grupo, os músicos voltaram ao palco e Tony Iommi deixou todos os presentes na vontade quando executou os acordes de “Sabbath Bloody Sabbath”. Ficou só na ameaça, já que a banda logo iniciou outro superclássico: nada menos que “Paranoid”, que fechou definitivamente o show e levou o Campo de Marte inteiro ao delírio extremo, com todos pulando, cantando e realizando mais um sonho.

Fim da apresentação e a constatação de que todos haviam visto um show épico, capaz de peitar e até superar outras grandes apresentações que a cidade de São Paulo viu ao longo de sua história, como as do AC/DC em 1996 e dos Rolling Stones em 1995. Quem viu, jamais esquecerá o que o Black Sabbath realizou no Campo de Marte e contará para filhos e netos o quanto foi importante a experiência inacreditável de ter acompanhado os inventores do heavy metal.

Resta a torcida para a saúde de Tony Iommi melhorar e para que os demais membros tenham condições de continuar a carreira novamente juntos, levando esse som tão importante do rock para o mundo inteiro e, se bobear, voltando novamente ao Brasil.

O Roque Reverso descolou uma penca de vídeos amadores de qualidade no YouTube. Fique inicialmente com “War Pigs”. Depois veja “Snowblind”, o momento épico de “Black Sabbath”, “End of the Beginning”, “Iron Man”, “Children of the Grave” e “Paranoid”. \m/

Set list

War Pigs
Into the Void
Under the Sun
Snowblind
Age of Reason
Black Sabbath
Behind the Wall of Sleep
N.I.B.
End of the Beginning
Fairies Wear Boots
Rat Salad / Drum Solo
Iron Man
God Is  Dead?
Dirty Women
Children of the Grave

Paranoid

11
nov
11

Black Sabbath anuncia volta da formação clássica, novo disco e turnê mundial!!!

Agora é oficial! O Black Sabbath, banda fundamental para a existência do heavy metal, está de volta com sua formação clássica, com Ozzy Osbourne nos vocais, Tony Iommi na guitarra, Geezer Butler no baixo e Bill Ward na bateria!!! O anúncio foi feito nesta sexta-feira, 11/11/11, no site do grupo britânico. De uma tacada só, os fãs ficaram sabendo sobre a reunião da formação original; que a banda gravará um álbum de músicas inéditas produzido pelo grande Rick Rubin (o primeiro de estúdio em 33 anos); que tocará no Download Festival em 10 de junho de 2012; e que, na sequência, haverá uma turnê mundial!!!

Além do anúncio do site, os integrantes do Sabbath concederam uma entrevista coletiva em Los Angeles, no Estados Unidos, na casa de shows Whisky A Go-Go, onde a banda fez seu primeiro show naquele país na década de 70.

“Era agora ou nunca, de verdade. Temos ótima música para tocar,”, disse o mago dos riffs, Tony Iommy. “Já era tempo”, afirmou o mestre das trevas, Ozzy Osbourne.

Rick Rubin, por sua vez, informou que o processo de composição do novo álbum já começou e está na metade. Segundo ele, a banda deve começar as gravações no estúdio no início do próximo ano.

Rumores sobre a volta do Black Sabbath já circulavam pela mídia especializada há tempos, especialmente em 2011. Depois de algumas reuniões entre os empresários dos integrantes, os sinais de uma reunião começaram a ficar cada vez mais claros. Nesta semana, no site oficial, a data de 11 de novembro de 2011 ficou estampada durante vários dias, dando praticamente a certeza aos fãs de que algo novo viria.

A volta do Sabbath pode ser até considerada mais um momento para o simples ganho do dinheiro por parte dos integrantes. Mas não há dúvida que a volta da formação clássica dará o que falar e será desejada por fãs de vários países do planeta.

A banda postou um vídeo em sua página do YouTube, recém-criada, com momentos importantes e clássicos da carreira e com o anúncio que todos aguardavam ouvir. Assista abaixo, além deste vídeo o de outros três clássicos eternos do rock pesado em todos os tempos: “Paranoid”, “Iron Man” e, claro, “Black Sabbath”.




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Resenha do Roque Reverso sobre o grande show que Joe Satriani realizou no domingo, 6 de agosto, em São Paulo.
https://roquereverso.com/2017/08/08/mesmo-com-som-baixo-da-guitarra-joe-satriani-da-mais-uma-de-suas-aulas-em-show-gratuito-em-sp/
#roquereverso #joesatriani #auditorioibirapuera #parquedoibirapuera #samsungbluesfestival Documentário 'Sepultura Endurance' teve sua estreia geral ao público no dia 15 de junho e tem neste dia 19 exibição marcada para o Cine SESC, em São Paulo, pelo In-Edit Brasil, às 21h30.
Veja a resenha do Roque Reverso aqui:
https://roquereverso.com/2017/06/15/documentario-sepultura-endurance-mostra-saga-da-banda-brasileira-e-resistencia-apos-separacao-historica/
#roquereverso #sepultura #ineditbrasil #sepulturaendurance #cinesesc Já viu os preços para o show do U2 em São Paulo?
Veja os detalhes no texto do Roque Reverso aqui:
https://roquereverso.com/2017/06/08/ingressos-de-pista-comum-para-show-do-u2-em-sp-da-turne-de-30-anos-do-the-joshua-tree-custam-r-500/
#roquereverso #u2 #estadiodomorumbi #u2thejoshuatree2017 O "Sgt. Peppers" fez 50 anos e o Roque Reverso fez uma resenha bacana.
Confira aqui:
https://roquereverso.com/2017/05/30/50-anos-do-disco-sgt-peppers-lonely-hearts-club-band-um-dos-maiores-da-historia-e-simbolo-de-uma-geracao/
#roquereverso #beatles #paulmccartney #ringostarr #johnlennon #georgeharrison Nosso texto sobre a enorme perda de Kid Vinil:
https://roquereverso.com/2017/05/19/rock-nacional-de-luto-com-a-morte-de-kid-vinil-um-dos-maiores-embaixadores-do-estilo-no-pais/
Foto: Divulgação Facebook
#roquereverso #kidvinil Nosso texto sobre a enorme perda de Chris Cornell:
https://roquereverso.com/2017/05/18/rock-chora-a-morte-de-chris-cornell-vocalista-do-soundgarden-e-do-audioslave/
Foto: Divulgação Facebook
#roquereverso #chriscornell #soundgarden #audioslave

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