Archive for the 'Joe Perry' Category

27
set
17

Aerosmith trouxe show básico, mas essencial no São Paulo Trip, com direito a retorno de ‘Mama Kin’ ao set list

Aerosmith no São Paulo Trip - Foto: Divulgação Mercury Concerts/Ricardo MatsukawaComo headliner da terceira noite do novíssimo festival São Paulo Trip, o Aerosmith entregou aos fãs seu show básico, mas essencial de sempre no dia 24 de setembro. Menos de um ano após ter passado pela mesma Arena do Palmeiras, a lendária banda norte-americana de hard rock voltou a contagiar o público com uma mistura bem equilibrada de hits que estouraram especialmente em clipes da MTV e músicas que dão maior ênfase ao bom e velho rock n’ roll.

Com o sempre elétrico vocalista Steven Tyler no comando da festa e Joe Perry encantando a todos com a categoria de sempre na guitarra, o grupo trouxe um repertório muito parecido com o apresentado dias antes no Rock in Rio.

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16
out
16

Aerosmith traz show de hits à Arena do Palmeiras e aula de rock nas faixas menos badaladas

Aerosmith em SP - Foto: Mercury Concerts/Lauro CapellariO Aerosmith voltou a São Paulo para mais um desfile de hits. No sábado, dia 15 de outubro, a banda norte-americana de hard rock trouxe à Arena do Palmeiras a competência de sempre.

E ela ficou ainda mais evidente nas faixas menos badaladas. Para um Allianz Parque com 45 mil pessoas e ingressos esgotados, o grupo deu sequência à turnê “Rock n’ Roll Rumble”.

O repertório adotado não fugiu demais do set list que vem sendo apresentado durante a turnê.

Com uma ou outra substituição de faixa, o público paulistano até saiu ganhando logo no começo, pois a primeira música da noite foi a pesada “Draw the Line”, no lugar de “Back in the Saddle”, que vinha iniciando os shows recentes do grupo.

Não que “Back in the Saddle” seja inferior, mas a pegada de “Draw the Line” é mais intensa e, talvez, mais indicada para começar uma apresentação de hard rock. Sim, havia um público da geração dos Anos 90 da MTV presente que até ficou meio perdido ou sem saber qual canção era aquela, mas o fã de carteirinha do Aerosmith deve ter aprovado a “surpresa”.

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13
fev
15

Rock in Rio anuncia Faith No More e banda de Alice Cooper, Johnny Depp e Joe Perry

Faith No More - Foto: DivulgaçãoDois dias depois de confirmar o Slipknot como um dos headliners do festival, a organização do Rock in Rio anunciou nesta sexta-feira, dia 13, mais dois nomes para o evento de 2015 que será realizado em setembro na capital fluminense. O primeiro é o grande Faith No More, que tocou no festival na edição de 1991. O segundo é o Holywood Vampires, banda formada por ninguém menos que Alice Cooper, Johnny Depp e Joe Perry (Aerosmith).

O Rock in Rio de 2015  será realizado nos dias 18, 19, 20, 24, 25, 26 e 27 de setembro. A edição comemorá os 30 anos do primeiro festival no Brasil, realizado em 1985.

Até o momento, não há informação das datas de cada atração. O que está confirmado é que o Faith No More tocará na mesma noite que o Slipknot, que será o headliner. O Holywood Vampires está na noite do Queens of the Stone Age e do System of a Down, que é também headliner.

Além deles, o evento tem confirmados o grupo norueguês A-ha, a cantora pop Kate Perry e o artista John Legend, do estilo R&B.

Após o esgotamento de 100 mil Rock in Rio Cards no dia 18 de novembro, as vendas para o público em geral começam logo após o término do tempo de escolha de quem comprou o Card, somente em abril.

O valor estipulado para os Rock in Rio Cards foi de R$ 320,00 (inteira) e R$ 160,00 (meia-entrada).

Especificamente sobre o Faith No More, esta será a sexta vez que o grupo norte-americano do “insano” vocalista Mike Patton se apresentará no Brasil. A banda dispensa maiores apresentações, já que marcou época na virada dos anos 80 para os anos 90, quando estourou mundialmente na MTV com sua mistura funk metal.

O FNM virou quase uma unanimidade do público brasileiro justamente depois de fazer um dos maiores shows do Rock in Rio II, em 1991, quando ainda era uma das atrações menos conhecidas do cenário pop, apesar de bem elogiada no cenário do metal.

Depois disso, a banda voltou no mesmo ano para tocar em turnê própria que passou pelo Olympia, em São Paulo. Em 1995, o grupo se apresentou no segundo Monsters of Rock, também na capital paulista. Naquele festival, Alice Cooper também estava entre as atrações.

A partir de 1998, o Faith No More teve um grande período de inatividade. No ano de seu retorno, em 2009, fez diversos shows pelo planeta e passou em novembro pelo Brasil, no Maquinaria Festival. Quem estava naquela apresentação sabe que foi um dos maiores momentos da história gerados pelo rock no Brasil, tamanha a catarse provocada pelo sensacional Mike Patton.

A última passagem do FNM por terras tupiniquins foi em 2011, no SWU Festival, que foi realizado na cidade paulista de Paulínia. Na ocasião, mais uma vez, o grupo empolgou demais o público presente.

O show do Rock in Rio de 2015 tem um ingrediente a mais para gerar expectativa. Tudo porque o Faith No More lançará pouco antes seu primeiro disco de estúdio em 18 anos! “Sol Invictus” está agendado para chegar ao público no dia 19 de maio.

Para comemorar a volta do Faith No More ao Brasil, o Roque Reverso descolou um vídeo no YouTube. Fique com a apresentação de “The Crab Song”, no Rock in Rio de 1991.

22
nov
13

Mesmo com o desfalque de Tom Hamilton, Aerosmith fez show digno no Monsters

Há pouco mais  de um mês, no dia 20 de outubro, o Aerosmith pisou no palco da Arena Anhembi para fazer um show digno no Monsters of Rock. Atração principal do segundo dia do festival, o grupo norte-americano de hard rock não decepcionou, mesmo com o importante desfalque do baixista Tom Hamilton, que se recuperava de um problema de saúde.

Com um set list mais voltado para seus famosos hits que estouraram na MTV, a apresentação na capital paulista teve mais a cara do fã clube feminino da banda. Os fãs das antigas, contudo, não ficaram totalmente abandonados, já que a banda não deixou de fora tantas músicas consideradas obrigatórias e, de quebra, ainda trouxe covers dos Beatles e até do Led Zeppelin.

Depois bons shows realizados pelo Ratt e pelo Whitesnake, o Aerosmith subiu ao palco com a missão de manter o público ainda no pique, mesmo com o horário tardio agendado para a sua apresentação. Já passava das 23 horas quando Steven Tyler & Cia começaram a performance com “Back In The Saddle”, do álbum “Rocks”, de 1976. Logo de cara, foi possível perceber que a ausência de Tom Hamilton seria compensada por um bom substituto, já que David Hull aproveitou a música para mostrar suas qualidades.

Na sequência, foi a vez de o grupo trazer um de seus maiores hits: “Love in An Elevator”, do disco “Pump”, de 1989. A canção deixou o público bastante empolgado. Quem ficou vendo a apresentação pelo canal de TV Multishow pode ter tido a impressão de uma recepção mais morna, mas a realidade é que a emissora não conseguiu captar tanto a vibração da plateia como também não reproduziu o ótimo som que a os fãs testemunharam no Anhembi.

Depois de a banda emendar a agitada “Toys In The Attic”, do álbum de mesmo nome lançado em 1975, foi a vez de atacar com a música “Oh Yeah”, de seu mais recente disco “Music From Another Dimension”, lançado em 2012. Como boa parte do público não estava totalmente familiarizada com o álbum, a temperatura do show ameaçou cair, mas, veterano dos palcos, o Aerosmith tirou da cartola o hit “Pink”, do álbum “Nine Lives”, de 1997.

Interessante notar a diferença de um headliner para as demais bandas num festival. No caso do Aerosmith, o telão central do palco foi ativado, dando mais uma opção para o público, e a passarela central foi pela primeira vez usada no Monsters. Ela foi extremamente útil para Steven Tyler interagir com a plateia.

Em seguida, um hit oitentista, com “Rag Doll”, do álbum “Permanent Vacation”, de 1987, que trouxe um show à parte de Joey Perry na guitarra havaiana. Depois, no megahit “Cryin’”, o show à parte foi de Steven Tyler na gaita, para delírio do público feminino na Arena Anhembi.

O grupo aproveitava a longa carreira para mesclar sucessos bem antigos com hits de MTV. Nessa toada, trouxe “Last Child”, do disco “Rockets”, e “Jaded”, do disco “Just Push Play”, de 2001. Ambas as canções até poderiam ter sido trocadas por algo de maior representatividade na história do Aerosmith, mas foi interessante ver a banda fazendo essa combinação entre o velho e o “novo”.

Em “Combination”, também do prestigiado “Rockets”, foi a vez de Joey Perry assumir os vocais e a banda trazer uma verdadeira aula de música. Com um belo entrosamento de todo o grupo, a canção serviu para ver o quanto os medalhões do rock têm a ensinar aos mais jovens. Tal qual em 2011, no mesmo Anhembi, Steven Tyler deu uma de percussionista no fim da canção e fez dupla com Joey Kramer na bateria, para delírio do público.

Após o momento de contemplação da aula de rock, o Aerosmith trouxe um sucesso dos Anos 90: “Eat the Rich”, do ótimo disco “Get a Grip”, de 1993. Não bastasse levantar a plateia com o próprio hit, a banda presenteou os amantes do bom e velho rock n’ roll com o ultramegaclássico “Whole Lotta Love”, de “um tal” de Led Zeppelin, e, claro, o Anhembi vibrou muito com este sensacional momento.

Na sequência, foi a vez da sempre cativante “What It Takes”, do grande disco “Pump”, de 1989. Steven Tyler começou cantando a musica no estilo à capela, com a ajuda da plateia, mas o grupo entrou depois com a parte instrumental e o Monsters of Rock viu um de seus grandes momentos.

Quem possui hits de sobra não pode desprezar esta vantagem. E é isso que o Aerosmith continuou fazendo com a execução de “Livin’ on the Edge”, do “Get a Grip” e com a balada “I Don’t Want to Miss a Thing”, que fez muita menininha chorar e cantar a plenos pulmões. Mas os marmanjos das antigas também tiveram um presente com “No More No More”, do disco “Toys in the Attic”.

O grupo norte-americano de hard rock trouxe nesta parte do show mais uma música cover espetacular, desta vez da mais espetacular banda da história. Se milhões de brasileiros estavam naquela hora terminando de assistir ao programa “Fantástico” ou a algum programa do apresentador Silvio Santos, pouco mais de 30 mil felizardos estavam no Anhembi vendo e escutando “Come Together”, dos Beatles!

Depois de mais uma aula do bom e velho rock n’ roll, o Aerosmith ainda flertou com algo mais dançante, já que tocou nada menos que “Mother Popcorn”, de James Brown. Em seguida, foi a vez de trazer uma de suas grandes contribuições para a música: o hit histórico “Walk This Way”, que foi saudado por todo o Anhembi.

A música serviu para fechar a primeira parte do show. Antes, porém, contou com um fato inusitado, já que uma fã invadiu a passarela, dançou com Steven Tyler e ainda ganhou um beijo do vocalista.

Na volta para o bis e depois de um certo trabalho da produção para colocar um piano na boca da passarela, o Monsters of Rock viu seu maior momento. Com uma execução impecável de “Dream On”, o Aerosmith deixou todos no Anhembi em estado de êxtase. Numa sequência marcante, Tyler arrasou nos vocais e no piano, o telão trouxe imagens de São Paulo e até do saudoso Ayrton Senna, Joe Perry solou em cima do piano e todos deliraram.

A última música do show foi simplesmente “Sweet Emotion”, também do disco “Toys in the Attic”. Em mais uma aula do Aerosmith, o entrosamento ficou claro, mesmo com a substituição em cima da hora de Tom Hamilton. Para dar ar de fim de festa, a apresentação foi fechada com uma chuva de papel picado e todos foram felizes para casa.

Talvez por uma ou outra música que poderia ter sido substituída no set list por algo mais importante, o show não foi superior ao de 2011 na mesma Arena Anhembi e à apresentação de 2010 no Estádio do Palmeiras. Ainda assim, valeu muito a pena mais esta vinda do Aerosmith a São Paulo, já que, mais uma vez, o grupo provou que, apesar do longo tempo de estrada, ainda tem muito a oferecer para os fãs.

Para relembrar a grande apresentação do Aerosmith no Monsters of Rock, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Fique inicialmente com “Back In The Saddle”, “Love in an Elevator”, “What It Takes” e “Dream On”. Se quiser ver o show na íntegra, vá até o último vídeo.

Set list

Back In The Saddle
Love in an Elevator
Toys in the Attic
Oh Yeah
Pink
Dude (Looks Like a Lady)
Rag Doll
Cryin’
Last Child
Jaded
Boogie Man
Combination
Eat The Rich/Whole Lotta Love
What It Takes
Livin’ on the Edge
I Don’t Want to Miss a Thing
No More No More
Come Together
Mother Popcorn
Walk This Way

Dream On
Sweet Emotion

04
nov
11

Aerosmith desafia a chuva, desfila clássicos e esbanja ótimo hard rock em SP

Quem esteve no Anhembi no dia 30 de outubro saiu com a alma lavada por puro hard rock. Numa noite chuvosa, o Aerosmith se apresentou para 32 mil pessoas e fez um ótimo show. A banda liderada pelo vocalista Steven Tyler e pelo guitarrista Joe Perry trouxe uma penca de clássicos do rock, com um set list para ninguém botar defeito.

Para quem tinha visto o bom show que o grupo havia feito no ano passado no Estádio do Palmeiras, ficou a impressão de que a banda norte-americana fez uma apresentação ainda melhor no Anhembi. Justamente depois de alguns percalços vividos por Tyler alguns dias antes do show na capital paulista, que representou o Brasil na pequena turnê realizada na América do Sul em 2011.

No dia 25 de outubro, o Aerosmith chegou a cancelar um show que faria em Assunção, capital do Paraguai, depois de seu lendário vocalista sofrer um acidente no hotel em que estava hospedado. 

Ele caiu no banheiro do hotel e foi encaminhado a um hospital, já que teve ferimentos no rosto, na boca e perdeu dentes. Antes da apresentação no Brasil, o grupo fez o show adiado em Assunção no dia 26 e depois se apresentou na Argentina no dia 28.

Com o acidente de Tyler, havia muita expectativa sobre o estado do vocalista. Alguns colocavam em dúvida a capacidade de recuperação do ícone do Aerosmith e acreditavam que a apresentação no Anhembi poderia ser prejudicada. Outros, cientes da garra e do profissionalismo do cara, apostavam que o acidente seria só um motivo a mais para ver a superação deste obstáculo e um show de qualidade. Quem apostou na segunda opção, se deu bem…

O show estava marcado para as 20 horas e, às 20h15, os primeiros sinais de que tudo iria começar foram dados. Se, em 2010, a banda escolheu uma música de Bob Dylan para anteceder a apresentação, em 2011, a escolha foi bem mais elaborada: nada menos que um dos maiores clássicos da música erudita, “Cavalgada das Valquírias”, que faz parte da ópera “Die Walküre” (“A Valquíria”), do grande compositor alemão Richard Wagner.

Após o término do clássico, as luzes se apagaram e os telões começaram a mostrar desenhos que relembravam os anúncios de cinema drive-in norte-americano de antigamente. Na sequência, o telão começou a trazer imagens dos componentes do Aerosmith e o logo da banda começou a ser traçado na tela central, como se estivesse sendo moldado por um maçarico. A sombra dos componentes do grupo apareceu bem no meio deste telão, numa imagem que lembrou bastante alguns inícios de shows do KISS. Foi quando Steven Tyler saudou o público apenas com sua voz pela primeira vez na noite, obtendo imediato retorno com muitos gritos por todo o Anhembi.

De uma vez, a banda apareceu no palco, com Tyler e Joe Perry já subindo na plataforma que ligava o palco ao público. A primeira música da noite foi a ótima “Draw the Line”, do álbum de mesmo nome gravado em 1977. Coincidentemente, assim que foram dados os primeiros acordes da canção, a chuva, que havia dado uma pequena trégua pouco antes do show, voltou a despencar sobre o Anhembi e acompanharia grande parte da apresentação do grupo.

“E aí, São Paulo”, disse Tyler à plateia, que viu o Aerosmith trazer a música “Same Old Song and Dance”, do segundo álbum do grupo, “Get Your Wings, lançado em 1974! Já era possível perceber que seriam confirmadas as expectativas de uma avalanche de clássicos da banda. E a terceira música da noite também serviu para  reforçar este sentimento: “Mama Kin”, do disco de estreia do grupo, para uma empolgação generalizada do público, que viu Tyler arremessar seus óculos escuros, revelando que o olho roxo gerado pelo tombo no Paraguai estava bem disfarçado pela maquiagem.

Por sinal, nem parecia que ele havia sofrido um acidente dias antes. Com sua tradicional performance com o microfone e cantando demais, o vocalista deu uma aula de como se faz um show de rock. Uma pena Axl Rose não estar no Brasil para testemunhar como um de seus ídolos respeita o público. Com a chuva apertando cada vez mais, estava lá em cima da plataforma sem cobertura um dos maiores ícones do hard rock, mostrando um profissionalismo incrível ante uma plateia que havia pago por ingressos salgados e merecia realmente uma apresentação digna – coisa que não foi feita pelo Guns N’ Roses no Rock in Rio.

Depois da sequência de músicas dos anos 70, o Aerosmith abriu espaço para hits dos anos 80 e 90. Tocou “Janie’s Got A Gun”, do álbum “Pump”, de 1989, e “Livin’ on the Edge”, do “Get a Grip”, de 1993. Importante ressaltar que o som estava com ótima qualidade na Pista Vip, mas que houve algumas reclamações de quem esteve na pista comum sobre o volume que chegava baixo ao local.

A banda deixou o palco momentaneamente para o baterista Joey Kramer executar seu tradicional e ótimo solo. De maneira idêntica à realizada no ano passado no Estádio do Palmeiras, ele usou e abusou de sua batera, não ficando restrito às baquetas, mas também tocando com as próprias mãos e simulando batidas de cabeça no tom-tom, quando, na verdade, usava o bumbo para brincar com a plateia. Vale lembrar que Steven Tyler também deu sua canja na performance de Kramer, mostrando que também entende um pouco do instrumento musical elementar do rock pesado.

Terminado o solo de bateria, a banda se manteve no território mais que seguro dos hits dos anos 80 e 90. Primeiro, foi a vez de “Rag Doll”, do álbum “Permanent Vacation”, de 1987, que contou no fim com Tyler brincando com uma boneca inflável vinda do público. Depois, “Amazing”, também do “Get a Grip”, para delírio da mulherada presente, que foi a loucura na sequência com “What It Takes”, também do disco “Pump”. Interessante que, nesta música, o vocalista incentivou o público a cantar. O que se viu foi um enorme coro desde o início até quase a metade da canção!

Foi quando o quietão Brad Whitford iniciou um pequeno solo de guitarra, que antecedeu a música “Last Child”, do álbum “Rocks”, de 1976. Depois disso, Joe Perry tomou conta do microfone e emendou “Combination”, do mesmo disco. Terminada mais essa dobradinha dos anos 70, o grupo trouxe dois hits dos anos 90 bem no estilo MTV: o single “I Don’t Want to Miss a Thing”, de 1998, e “Cryin’”, do álbum “Get a Grip”. Com os acordes de Tom Hamilton no baixo, o grupo deu início a uma de suas melhores músicas: “Sweet Emotion”, que é uma aula de hard rock e quase nunca fica fora dos shows.

Depois da pausa para o descanso, o bis foi iniciado com “Dream On”, que vinha sendo pedida por todos desde o começo de show, inclusive por meio de cartazes. Vale ressaltar que é impressionante como Tyler, mesmo com os seus 63 anos e após todos os problemas da semana, conseguiu emocionar a todos com mais uma excelente interpretação desta difícil música.

Hits não faltam ao Aerosmith e o grupo trouxe mais dois de seus maiores clássicos na sequência: “Love in a Elevator”, que contou com sensacional participação do público nos “oh, yeahs” e “Walk This Way, que fechou o set list original.

Original, sim, mas definitivo, não. Tudo porque, comovida com os pedidos feitos por cartazes, a banda surpreendeu a todos com a execução de “Angel”, algo raro nas turnês recentes. O próprio Tyler disse que não tocavam esta música “há 5 anos”, fato que minimizou alguns erros cometidos por ele na letra bem no início da canção. Depois da grande emoção com este sucesso do álbum “Permanent Vacation”, o Aerosmith finalizou o show com o bom e puro rock ‘n’ roll de “Train Kept A-Rollin’”, tudo em grande estilo! “São Paulo, you’re fucking beautiful”, agradeceu o sempre simpático vocalista.

Foi enfim um ótimo show do grupo, superando a apresentação do Palestra Itália no ano passado. Para quem foi aos dois shows, valeu muito a oportunidade de ver um grande número de músicas, com o Aerosmith mostrando que não fica preso a um set fixo, como muitas bandas grandes costumam fazer, desagradando aquele fã que sonha em ver coisas diferentes no repertório. Resta agora torcer para uma nova vinda dos norte-americanos por aqui. Depois de dois anos consecutivos em território brasileiro, o público já começa a ficar mal-acostumado… 🙂

Para relembrar o grande show do Aerosmith, o Roque Reverso descolou no YouTube vídeos de ótima qualidade gravados por fans. Para começar, fique com a abertura e com “Draw the Line”. Depois veja “Sweet Emotion” e o vídeo de “Dream On”. Para fechar, fique com um vídeo que traz “Angel” e “Train Kept A-Rollin’”.

Set list

Draw the Line
Same Old Song and Dance
Mama Kin
… Janie’s Got A Gun
Livin’ on the Edge
Rag Doll
Amazing
What It Takes
Last Child
Combination
I Don’t Want To Miss a Thing
Cryin’
Sweet Emotion

Dream On
Love in an Elevator
Walk This Way

Angel
Train Kept A-Rollin’

31
maio
10

Aerosmith traz show de clássicos e faz a alegria do público no Estádio do Palmeiras

O Aerosmith fechou sua curta passagem pelo Brasil no sábado, em São Paulo, em mais uma apresentação que fez parte da turnê mundial “Cocked, Locked, Ready to Rock”. A banda norte-americana de hard rock, comandada pelo vocalista Steven Tyler e pelo guitarrista Joe Perry, fez um show repleto de clássicos e provocou a alegria do público presente no Estádio do Palmeiras, estimado em torno de 38 mil pessoas, em uma noite bastante agradável. 

Para quem esperava um comportamento um pouco mais frio entre os músicos da banda depois dos acontecimentos recentes, que quase tiraram Steven Tyler do grupo, foi uma ótima surpresa vê-los tocando com empolgação e simpatia, com direito a uma série de brincadeiras que o vocalista fez com os demais componentes. Se era pura encenação, como costuma acontecer bastante no meio musical, é uma outra história, que vamos observar daqui pra frente na sequência da turnê. 

A banda que abriu para o show do Aerosmith foi o Cachorro Grande, que é uma das poucas que se salvam atualmente no meio do rock brasileiro, atualmente dominado por bandinhas emo, que vêm transformando o estilo numa mistura de breganejo com pagode de corno, ao som de guitarras. No final da apresentação da banda gaúcha, os membros agradeceram a oportunidade de estar no mesmo palco de um dos maiores grupos da história do rock and roll, numa humildade comovente para quem já está no topo do cenário brasileiro.

O Aerosmith subiu ao palco por volta das 21h40. Antes de a banda iniciar o show, as luzes se apagaram e uma enorme bandeira (ou seria uma cortina?) com o logo do grupo ficou entre a boca do palco e o público, ao som de “Rainy Day Women #12 & 35”, de Bob Dylan. Nada por acaso, já que o refrão da música tinha tudo a ver com a carreira “chapada” do grupo de Tyler e Cia.

Terminada a música de Dylan, começaram os primeiros acordes de “Eat The Rich”, do álbum “Get a Grip”, de 1993. Em seguida, a tal cortina desabou sobre o chão e o publico foi a delírio ao ver Tyler com um casaco todo prateado que chamava bastante a atenção, bem ao estilo do vocalista.

Na seqüência, a banda trouxe um clássico das antigas, a ótima “Back In The Saddle”, do álbum “Rocks”, de 1976, que foi seguida por nada menos que “Love in An Elevator”, do disco “Pump”, de 1989, que levou definitivamente a galera ao delírio, apesar de o som do show estar bem mais baixo que os de outras apresentações que passaram recentemente pelos estádios paulistanos, como as do AC/DC, Metallica e Guns N’ Roses.

Com o público ganho, o Aerosmith mandou os hits “Falling in Love (Is Hard On the Knees)” e “Pink”, com direito a trechos de clipes no telão, antes da grande empolgação provocada pelo mais do que clássico “Dream On”, que contou com Steven Tyler em grande forma nas partes mais difíceis para cantar. Depois deste momento histórico para o Estádio do Palmeiras, a banda emendou “Livin’ on the Edge”, com direito a Joe Perry usando uma guitarra de dois braços; “Jaded”; e “Kings and Queens”, esta última mais antiga, do álbum “Draw the Line”, de 1977, que contou também com uma das muitas intervenções grandiosas que o guitarrista  realizou durante o show.

Ciente da sua importância para os casais, a banda tocou, de uma vez, duas de suas maiores baladas: “Crazy” e “Cryin'”. Elas levaram a mulherada ao completo delírio, a ponto de uma calcinha vermelha, no estilo fio dental, ser jogada ao palco, para risos de Tyler, que, fazendo uma travessura, a pendurou no pedestal do microfone de Perry quando o guitarrista estava distraído virado para a bateria.

Para um descanso da banda, o show ficou com o batera Joey Kramer. Ele optou por um solo sem afetação, mas teve seu momento no maior estilo John Bonham (claro, que guardadas as devidas proporções), já que tocou a bateria com as mãos e até com a cabeça. Vale destacar que, no meio do solo de Kramer, Tyler também deu uma “canja” com as baquetas e não fez feio.

O retorno dos músicos ao palco se deu com a música “Lord Of The Thighs”, do álbum “Get Your Wings”, de 1974. Na sequência, Joe Perry decidiu fazer um duelo com seu personagem no jogo Guitar Hero. Chamou uma tradutora para explicar o que aconteceria e, logo depois, tratou de detonar seu oponente virtual, num momento bastante criativo e pouco comum para shows de rock. O mesmo Perry continuou no centro das atenções quando assumiu os vocais da música “Stop Messin’ Around”, cover do Fleetwood Mac.

Depois da música cover, um dos grandes momentos do show: Steven Tyler puxou o coro à capela e o público foi atrás com “What It Takes”, também do álbum Pump. Após elogiar a participação da galera, ele deu um verdadeiro show à parte nos trechos mais complexos da bela música, que ainda contou com a imagem estampada de várias garotas da platéia no telão.

Em seguida, o Aerosmith tocou a preferida deste blogueiro. Com a introdução do baixo de Tom Hamilton, mandou ver em “Sweet Emotion” de maneira empolgante. E ainda teve Joe Perry abusando dos efeitos em um teremim. Depois, o grupo trouxe mais uma música cover: “Baby, Please Don’t Go”, de Big Joe Williams.

A banda fechou a apresentação com “Draw the Line”, do álbum de mesmo nome gravado em 1977. Para mim, esta foi a música melhor executada na noite, já que os músicos mostraram ótimo entrosamento e até o som melhorou um pouco. Pena que não a encontramos no Youtube para mostrar aqui.

No curto bis, o Aerosmith tocou seu hit histórico “”Walk This Way” e viu um Palestra Itália vibrante. Encerrou o show com uma boa surpresa, a música “Toys In The Attic”, do álbum de mesmo nome lançado em 1975.

Se não foi o show dos sonhos, a banda trouxe ao público paulistano aquilo que mais se quer num show de rock: boa música e diversão. Resta agora saber se realmente esta foi a última apresentação dos norte-americanos por aqui.

A certeza é que, além de uma possível despedida do Aerosmith, o Estádio do Palmeiras viu pela última vez um grande evento, já que passará por reformas profundas antes de virar uma arena multiuso que promete. Lá, passaram grandes nomes do rock e da música pop internacional e nacional, como Metallica, Iron Maiden (duas vezes), Megadeth, Whitesnake, David Bowie, Ozzy Osbourne, Bruce Springsteen, Rod Stewart, A-ha e Legião Urbana, entre outros. Para quem é palmeirense com muito orgulho, como este blogueiro, foi estranha a sensação de pisar naquele gramado histórico pela última vez na estrutura atual.

Paixões à parte, o Roque Reverso selecionou no Youtube quatro vídeos da apresentação do Aerosmith: a abertura e “Eat The Rich”; “Dream On”; “What It Takes” e “Sweet Emotion”. Também descolamos o tradicional set list e algumas fotos do ótimo fotógrafo Marcelo Rossi, cedidas pela organização do show.

Set list:

Eat The Rich
Back In The Saddle
Love In An Elevator
Falling in Love (Is Hard On the Knees)
Pink
Dream On
Livin’ on the Edge
Jaded
Kings and Queens
Crazy
Cryin’
(Solo de Bateria)
Lord Of The Thighs
(Duelo Perry X Guitar Hero)
Stop Messin’ Around”
What It Takes
Sweet Emotion
Baby, Please Don’t Go
Draw The Line

Walk This Way
Toys In The Attic




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Bon Jovi no São Paulo Trip 2017 realizado na Arena do Palmeiras
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