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27
mar
16

Em grande show na Arena do Palmeiras, Iron Maiden define SP como o ‘coração do metal’ no Brasil

Iron Maiden na Arena do Palmeiras em SP - Foto: Reprodução YouTubeO Iron Maiden fechou com chave de ouro sua turnê brasileira para a divulgação do disco “The Book of Souls”. Em São Paulo, para um público de 42 mil pessoas no Allianz Parque, a lendária banda britânica de heavy metal mesclou no sábado, dia 26 de março, músicas do seu mais novo álbum com clássicos indispensáveis de uma carreira.

Na apresentação, o vocalista Bruce Dickinson não escondeu sua satisfação em tocar na capital paulista.

Acabou definindo a cidade como o “coração do metal” no País, levando o público ao êxtase.

Ao lado de outra banda clássica, o Anthrax, que foi uma espécie de “aperitivo de luxo” na abertura da agradável noite paulistana, o Iron Maiden proporcionou à nova Arena do Palmeiras o primeiro evento ligado ao heavy metal dentro do espaço inaugurado em 2014. O local já havia sido palco de outros grandes shows, como os de Paul McCartney e David Gilmour, mas jamais havia passado por uma experiência com a música pesada.

Considerada por grande parte dos fãs de heavy metal como a banda ícone do estilo, o Iron Maiden não decepcionou, mostrando que continua com gás e possibilidade de seguir em frente, mesmo com membros na casa dos 60 anos de idade e com os problemas recentes de Dickinson, que se recuperou em 2015 de um tumor cancerígeno na parte de trás da língua.

A apresentação do Iron Maiden começou na Arena do Palmeiras com cerca de 20 minutos de atraso. Após a já tradicional música “Doctor Doctor”, do UFO, o fiel público da “Donzela de Ferro” já sabia que o show estava para ser iniciado. Luzes apagadas e os telões são acesos com a cena do avião da banda preso numa selva. Ele é salvo pelo mascote Eddie, que arremessa a aeronave para o alto.

As luzes se acendem no palco, onde, no topo, num púlpito, Bruce Dickinson aparece com um capuz preto numa espécie de ritual, cercado por um cenário todo místico e relacionado à cultura maia, com fumaça, pirâmide e tochas acesas. Logo em seguida, o restante do grupo vem com tudo ao palco, levando o Allianz Parque inteiro ao delírio na execução da música “If Eternity Should Fail”.

Com exceção da antiga “Children of the Damned”, do clássico álbum “The Number of the Beast”, de 1982, as cinco primeiras canções foram do disco novo. Destas “Speed of Light”, que ficou famosa por causa do clipe moderno e cheio de feitos que homenagearam os videogames, foi a que mais empolgou o público, já que tem todas as características de um hit.

Na maior parte deste primeiro trecho do show, o público do Iron Maiden manteve a atitude de contemplação, mais quieto do que nas execuções dos clássicos, como se estivesse avaliando a banda tocando as canções novas. Este comportamento mudou automaticamente quando o primeiro sucesso incontestável do grupo foi iniciado.

Em “The Trooper”, do ótimo disco “Piece of Mind”, de 1983, a Arena inteira do Palmeiras começou a cantar e a pular sem parar. Música obrigatória em todos os repertórios de shows do Maiden, ela foi tocada com maestria pelo grupo, enquanto Dickinson, na tradicional roupa de soldado da Primeira Guerra Mundial, empunhava a bandeira do Reino Unido.

Para o fã acostumado com os show do Iron Maiden, “The Trooper” é um dos muito momentos manjados das apresentações do grupo. Nem por isso deixa de ser interessante e vibrante, dada a capacidade de levantar e empolgar  a plateia. Para os fãs que vivem a primeira experiência da “Donzela de Ferro”, a momento dificilmente sai de maneira rápida da mente.

Iron Maiden na Arena do Palmeiras em SP - Foto: Reprodução YouTubeIron Maiden na Arena do Palmeiras em SP - Foto: Reprodução YouTubeIron Maiden e Anthrax na Arena do Palmeiras em SP - Foto: Divulgação Move ConcertsIron Maiden na Arena do Palmeiras em SP - Foto: Divulgação MidioramaIron Maiden e Anthrax na Arena do Palmeiras em SP - Foto: Divulgação Iron MaidenMaiden2Iron Maiden na Arena do Palmeiras em SP - Foto: Reprodução YouTubeIron Maiden na Arena do Palmeiras em SP - Foto: Divulgação Midiorama

O show segue com outro clássico, “Powerslave”, faixa-título daquele que é considerado por muitos o melhor álbum do Iron Maiden. Poderosa em com um dos mais atraentes riffs da história do grupo, a canção foi capaz de provocar as mais diversas reações entre os fãs: desde o tradicional bate-cabeça, a rodas (que já haviam sido vistas em “The Trooper”) e gente pulando freneticamente.

Mais duas do novo disco foram tocadas na sequência: “Death or Glory” e “The Book of Souls”, que trouxe o mascote de 3 metros Eddie na sua tradicional caminhada sobre o palco para completo delírio da multidão fanática. O boneco, que, no Brasil, já apareceu com camisa de futebol, cheio de faixas de múmia, com roupagem futurística de Blade Runner e até de pirata, desta vez, veio com o mesmo tema maia da capa do álbum recente.

Além da costumeira brincadeira que costuma fazer com o agitado guitarrista Janick Gers, Eddie acabou tendo seu coração arrancado por Bruce Dickinson, em mais uma das sacadas teatrais que só o Iron Maiden tem a manha de fazer no rock n’ roll.

Após a performance teatral, o Iron Maiden trouxe de uma vez só três ultraclássicos de sua carreira: “Hallowed Be Thy Name”, “Fear of the Dark” e “Iron Maiden”.

A primeira é uma das músicas mais completas do grupo. A letra interessante, que narra os momentos que antecedem a forca de um condenado, ganha a companhia de uma melodia poderosíssima, com direito à exibição magistral das guitarras de Dave Murray e Adrian Smith, na companhia do baixo matador do incansável líder Steve Harris e das batidas certeiras do batera Nicko McBrain. Dickinson, vestido exatamente de condenado e com um pedaço da corda da forca em mãos, deu o tradicional show de interpretação e ainda chegou a bater a corda nos pratos da bateria de McBrain.

Buscapé

“Fear of the Dark” é o momento de êxtase pleno do público. Pode ser tão manjada quanto “The Trooper”, mas inegavelmente é a música que levanta até os mortos da tumba. Com o Allianz Parque totalmente iluminado pelos celulares da plateia, o coro que se ouviu na introdução foi capaz de arrepiar o mais frio dos humanos. Com a acústica ótima da nova arena palmeirense, a sensação ficou ainda mais marcante, como se o caldeirão tradicional dos jogos de futebol da equipe alviverde tivesse sido transportado para o show de uma das maiores bandas da história de todo o rock.

“Iron Maiden”, outro clássico sempre presente, trouxe novos efeitos pirotécnicos e a costumeira aparição de Eddie, no formato ainda maior, no fundo do palco. Desta vez, a banda optou por um boneco inflável imenso com a temática da capa do novo álbum. Mesmo mais simples que em shows anteriores, o mascote enorme empolgou os já emocionados fãs do grupo.

Após a pausa para o bis, foi a vez da marcante “The Number of the Beast”. Desde a tradicional fala da introdução até o fim da música, os fãs cantaram letra por letra desta canção histórica. Era véspera de Páscoa, sábado de Aleluia. E o ambiente do Allianz Parque era de pura devoção aos embaixadores do heavy metal.

Na sequência, “Blood Brothers”, do disco “Brave New World”, de 2000, não é exatamente um clássico do Iron Maiden, mas, desde que foi apresentada no Brasil pela primeira vez no Rock in Rio de 2001, sempre teve o poder de fazer o público cantar junto.

Bruce Dickinson lembrou que a banda já é uma assídua visitante do País desde o primeiro Rock in Rio na década de 80. Exaltou o Brasil e especialmente São Paulo, considerado por ele o “coração do metal” no País. Chegou a provocar os paulistas com a tradicional rivalidade com os cariocas, mas recordou que todos viviam em um mesmo País, num ótimo recado à turminha do ódio que vem aproveitando o momento político conturbado brasileiro para destilar todo o sentimento mais negativo que o ser humano é capaz.

A última da apresentação do Iron Maiden foi a sempre belíssima “Wasted Years”, que é um dos sucessos mais admirados da banda aqui no Brasil. Com uma das melodias mais marcantes da história do heavy metal, o clássico fechou com chave de ouro o grande show do grupo britânico.

Há quem tenha reclamado de um set list curto para a história do Iron Maiden e da ausência de outros sucessos. Pode ser até que o público ficou mal acostumado com as turnês de 2013 e de 2008. Este foi, no entanto, o repertório idêntico às demais apresentações da banda no Brasil na turnê que passou também pelo Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Fortaleza.

Em tempos nos quais grandes nomes do rock, como Lemmy Kilmister e David Bowie, estão morrendo, momentos com os shows do Iron Maiden precisam ser ainda mais valorizados, já que nunca se sabe se aquela vai ser a última apresentação do grupo no Brasil. O que tranquiliza é que os músicos mostraram que ainda têm gás e capacidade para trazer grandes shows ao seu público exigente e fiel. Dickinson prometeu voltar. Resta a todos a torcida para a banda cumprir a promessa.

Para relembrar o grande show do Iron Maiden no Allianz Parque, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Fique com a abertura por meio da música “If Eternity Should Fail”. Na sequência, fique com “Hallowed Be Thy Name”, “Fear of the Dark” e “Iron Maiden”. Depois, veja as performances do Iron em “The Number of the Beast” e “Wasted Years”.

Set list

If Eternity Should Fail
Speed of Light
Children of the Damned
Tears of a Clown
The Red and the Black
The Trooper
Powerslave
Death or Glory
The Book of Souls
Hallowed Be Thy Name
Fear of the Dark
Iron Maiden

The Number of the Beast
Blood Brothers
Wasted Years

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03
set
14

30 anos do clássico álbum ‘Powerslave’, do Iron Maiden

Powerslave - Reprodução da Capa3 de setembro de 2014 marca o aniversário de 30 anos de um dos maiores álbuns da história do heavy metal. Exatamente há três décadas, o Iron Maiden lançava o disco “Powerslave”, considerado por muitos fãs como o melhor da lendária banda britânica.

O álbum faz parte daquela sequência obrigatória do Iron Maiden para qualquer ser que pretende conhecer o heavy metal. Veio depois de “The Number of the Beast”, de 1982, e “Piece of Mind”, de 1983. Antecedeu  “Somewhere in Time”, de 1986, e “Seventh Son of a Seventh Son”, de 1988.

O reconhecimento de que “Powerslave” não é um disco comum já começa pela capa, uma das mais interessantes e, para muitos, a melhor do Iron Maiden.

Elaborada pelo sensacional “Derek Higgs”, ela vai de encontro à letra da faixa-título que remete à história do Egito e seus faraós e escravos. O mascote Eddie é a figura central entre os sarcófagos e esfinges existentes numa arte que traz uma riqueza de detalhes impressionante.

O álbum conta na abertura com uma música que não deixa pedra sobre pedra. “Aces High” é um dos maiores clássicos do Iron Maiden e do heavy metal. Traz o grupo quase que em estado de perfeição: Bruce Dickinson afiadíssimo nos vocais, Steve Harris quase destruindo o baixo, Dave Murray e Adrian Smith sintonizadíssimos nas guitarras e Nicko McBrain com a bateria em batidas bem regulares e rápidas.

Enfim, um entrosamento invejável que já dá uma noção do que vem pela frente.  Este jornalista lembra da primeira vez que ouviu a faixa, ainda em fita cassete gravada de um álbum de um amigo. Foi tantas vezes escutada que, por pouco, ela não estourou por puro desgaste.

“2 Minutes to Midnight” é a segunda música e o segundo clássico do disco. Obrigatória há anos no set list dos shows do Iron Maiden, ela é um pouco mais cadenciada que “Aces High”, mas o peso está mantido e o entrosamento também.

Quando um grupo está no auge, ele se dá ao luxo de gravar uma faixa instrumental. E, na terceira faixa, “Losfer Words (Big’ Orra)”, a banda dá mais uma pequena amostra de seu potencial, mas falta um vocal de Dickinson para deixa-la 100% Iron Maiden. “Flash of the Blade” é a quarta da lista e tem uma introdução matadora de guitarra seguida por novas provas de que o topo era o local do grupo.

“The Duellists” é a quinta faixa de “Powerslave” e, talvez, uma das mais injustiçadas da banda. Tudo porque é uma das músicas mais completas do Iron Maiden, mas nunca chegou a estourar como merecia. Nesta parte do disco, o trio Harris, Murray e Smith parece que nasceu para tocar junto e Bruce, mais uma vez, canta com perfeição. No solo de guitarras, Murray e Smith fazem um duelo dos mais lindos de todo o heavy metal, capaz de arrepiar o mais frio dos fãs.

“Back in the Village” abria na época o chamado Lado B. É a menos badalada do disco, mas também tem seus encantos, especialmente o riff complexo e matador.

A faixa-título “Powerslave” é a sétima e penúltima do álbum. As clássicas “cavalgadas de guitarra” que marcam a composição influenciaram inúmeras bandas do estilo e serviram também para consagrar o disco.

“Rime of the Ancient Mariner”  fecha o álbum como se fosse uma história à parte do disco. Longa com os seus mais de 13 minutos, ela tem uma séria de mudanças de ritmo e também está entre as preferidas dos fãs. Foi escrita a partir do poema homônimo do poeta romântico inglês do século XVIII, Samuel Taylor Coleridge.

Fim do disco e a sensação é a de que um trator passou pelo seu cérebro, uma obra prima do heavy metal, do rock e da música produzida por um grupo em seu maior momento.

A importância deste disco é tão grande que sua turnê de divulgação, a “World Slavery Tour”, foi uma das maiores da história do rock e rendeu um indispensável álbum ao vivo, o famoso “Live After Death”, lançado em 1985.

A turnê também foi marcada pela vinda do Iron Maiden ao Brasil pela primeira vez, justamente na primeira edição do Rock in Rio. As apresentações da banda no festival também entraram para a história e fizeram com que o grupo ganhasse ainda mais fãs no País e em todo o mundo.

Para celebrar os 30 anos do grande álbum “Powerslave”, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Fique inicialmente com os clipes oficiais de “Aces High”, “2 Minutes to Midnight” e “Powerslave”. Para fechar, fique com o vídeo ao vivo de “Rime of the Ancient Mariner”, extraído do documentário Flight 666, que acompanhou a primeira parte da turnê mundial “Somewhere Back In Time World Tour” em 2008, quando o Iron tocou músicas de sua época de ouro.




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