Archive for the 'Dr. Sin' Category

08
ago
15

Dr. Sin anuncia turnê de despedida e deixa rock nacional ainda mais desfalcado

Dr. Sin - Foto: DivulgaçãoO grupo brasileiro Dr. Sin anunciou uma turnê de despedida que marcará o encerramento das atividades da banda no fim de 2015.

A notícia, que pegou vários fãs, músicos e jornalistas de surpresa, deixa o já tão maltratado rock nacional ainda mais desfalcado e deixa quem gosta de música de boa qualidade cada vez com menos opções, no mesmo ano no qual o Golpe de Estado também anunciou o término da carreira.

“Após vinte e três anos, sentimos anunciar que os próximos shows da banda Dr. Sin serão os últimos”, comunicaram, em nota oficial, os integrantes. “Dr. Sin sempre foi nossa paixão e a nossa luta. Nos dedicamos com afinco e esperamos que os frutos que deixamos sejam inúmeros”, acrescentaram.

A nota deixava clara a turnê de despedida, mas alimentava alguma pequena esperança de que o grupo continuaria, pelo menos, gravando trabalhos de estúdio. A confirmação definitiva do fim no encerramento de 2015 foi dada depois de uma nota do guitarrista Eduardo Ardanuy no Facebook, dizendo que tudo na vida tem “começo, meio e fim”.

Na triste constatação do excelente músico, a sensação é aquela de todos que acompanharam a carreira do Dr. Sin desde que o grupo surgiu nos anos 90: de que a banda fez de tudo para conquistar um lugar de maior prestígio além do nicho do rock n’ roll, mas que o problema é o espaço cada vez mais reduzido que os grandes setores da mídia dão ao gênero, enquanto outros estilos, mesmo com qualidade discutível, permanecem ganhando maior atenção.

“Depois de 23 anos de estrada, nós do Dr. Sin resolvemos encerrar as atividades, talvez pelo desgaste físico e emocional ao longo de todos esses anos num cenário nada favorável ao gênero musical que tanto amamos, o tal do ‘Rock’n’Roll’, que, depois de tantas mutações e subgêneros, transformou-se em algo que não saberia nem definir o nome! Mas com certeza não é o mesmo Rock’n’Roll que me inspirou a tocar guitarra e sonhar em ter uma banda de rock”, escreveu, ressaltando que o término da banda estaria sendo feito “sem mágoas ou rancores” e apenas com a “sensação de missão cumprida”.

Quem acompanha o rock nacional nas rádios, bares, pequenas casas de shows, publicações, sites e outros locais sabe que o estilo nunca morrerá, enquanto existir gente com espírito jovem e com a vontade de jogar nas guitarras, baixos e baterias da vida toda a energia que marca este tipo de música. Mas, sem a menor dúvida, é cada vez mais difícil um grupo de rock se manter no País, sem o apoio que outros gêneros têm e, infelizmente, com o baixo público que vários shows nacionais costumam ter, muitas vezes pela falta de paciência com o artista nacional e a obsessão clara por nomes estrangeiros.

Se o Dr. Sin fosse uma banda norte-americana ou britânica, certamente teria conquistado um lugar de mais destaque  ainda do que o que conquistou no Brasil. Qualidade é a marca da banda e isso não costuma passar sem o devido reconhecimento nas terras onde o rock se desenvolveu.

Além do virtuoso Ardanuy nas guitarras, os irmãos Ivan (bateria) e Andria (vocal e baixo) Busic sempre foram bastante respeitados desde a época da banda Taffo, do saudoso Wander Taffo, nos anos 80.

Este jornalista se lembra do show histórico que o Pantera fez em São Paulo, em dezembro de 1993, quando o Dr. Sin foi a banda de abertura na casa de shows Olympia. Com um som mais pesado e agressivo que o da banda brasileira, o norte-americano Pantera naturalmente tinha um público mais agitado e havia um certo temor que o Dr. Sin pudesse ser bastante maltratado pela plateia sedenta pela porrada sonora dos gringos.

O Dr. Sin tinha o clipe de “Emotional Catastrophe” estourando na MTV e divulgava o álbum de estreia “Dr. Sin”. A despeito de algumas expectativas de que somente esta música poderia levantar a plateia no show de abertura, a banda brasileira conseguiu manter o público ligado durante toda a apresentação e, sem a menor dúvida, ganhou a atenção e, sobretudo, o respeito dos exigentes fãs do Pantera.

No ano seguinte, no primeiro Monsters of Rock no Brasil, a banda tocou ao lado dos brasileiros Angra, Viper e Raimundos e dos gringos Suicidal Tendencies, Black Sabbath, Slayer e KISS. Quem estava no Estádio do Pacaembu, com certeza, lembrará de como o grupo empolgou no cover de “Have You Ever Seen The Rain”, do Creedence Clearwater Revival.

Depois do álbum de estreia, o Dr. Sin lançou outros grandes discos que fizeram o grupo ganhar espaço no rock nacional e participou de alguns outros festivais de respeito, como o Monsters of Rock de 2013 e o Rock in Rio do mesmo ano. Em 2015, a banda veio com o disco “Intactus”, nono da banda e que sucedeu “Animal”, de 2011.

Com o anúncio do fim da banda para o fechamento de 2015, resta ao público aproveitar os shows da turnê de despedida e conferir os últimos momentos do grupo brasileiro. Tudo isso sem deixar de torcer para uma retomada.

Para homenagear o bravo Dr. Sin, o Roque Reverso descolou três vídeo da banda no YouTube. Fique inicialmente com o clipe do clássico “Emotional Catastrophe”. Depois, veja o de “Scream & Shout”. Para fechar, o show completo que o grupo fez no Monsters of Rock de 1994. Valeu, Dr. Sin!

21
jun
15

Dr. Sin lança clipe da faixa ‘Soul Survivor’, do novo álbum ‘Intactus’

Reprodução da capa do disco "Intactus", do Dr. SinO Dr. Sin liberou no YouTube o clipe da música “Soul Survivor”, presente no novo álbum “Intactus”, que a veterana banda brasileira lançou em janeiro deste ano e cuja capa pode ser vista ao lado.

O vídeo foi produzido pela Pier 66 Produções. A direção é de Plínio Scambora e a direção de arte é de Natália Mecatti.

A música e letra de são inspiradas no livro “A Volta” (Soul Survivor), de autoria de Bruce Leininger, Andrea Scoggin Leininger e Ken Gross.

“Intactus” é o nono disco do Dr. Sin. Sucedeu o álbum “Animal”, de 2011, e foi lançado via Unimar Music e Voice Music.

O novo trabalho do grupo brasileiro foi produzido, editado e mixado pelo baixista e vocalista Andria Busic.

Ele continua firme na banda com os sempre competentes Ivan Busic (bateria) e Eduardo Ardanuy (guitarra).

Na faixa “Soul Survivor”, os irmãos Andria e Ivan comandam os vocais.

Veja abaixo o novo clipe do Dr. Sin:

14
jun
15

Virada Cultural de 2015 volta a prestigiar o rock e tem programação caprichada para todos os gostos

Virada Cultural 2015 - Reprodução do LogoDepois de 2014 ficar marcado por algumas críticas da nação roqueira pela quantidade reduzida de representantes do rock n’ roll, a edição de 2015 da Virada Cultural paulistana volta a prestigiar o estilo de uma forma mais parecida com as das temporadas anteriores. Com uma proposta interessante de decentralizar os palcos e locais de eventos, escolhendo pontos mais espalhados da cidade e com uma programação caprichada para todos os gostos, a festa cultural promovida pela Prefeitura de São Paulo promete agitar a cidade entre os dias 20 e 21 de junho.

Mais de 1.500 atrações gratuitas estarão divididas em pontos localizados nos tradicionais espaços centrais da capital paulista, mas também haverá a adição de locais antes esquecidos, como a Avenida Paulista e o Parque Ibirapuera.

Os Sescs e CEUs, além do Centro Cultural São Paulo, também reforçarão os espaços disponíveis. Ainda serão agregados três grandes eventos paralelos à programação: o Festival Cultura Inglesa, que terá como atração principal o ex-guitarrista dos Smiths Johnny Marr; o festival francês Dia da Música; e o Experimenta Portugal.

De acordo com o secretário municipal de Cultura, Nabil Bonduki, o orçamento da Virada Cultural em 2015 será de R$ 14 milhões. O valor, que inclui gastos com estrutura e cachês, é semelhante ao do evento de 2014, que foi até maior, de R$ 14,4 milhões.

Em relação ao rock, a Virada de 2015 não terá grandes nomes internacionais como em edições anteriores. O evento apostará em várias atrações nacionais, da velha guarda e também da nova safra.

Um palco interessante para o público do rock ficar de olho é o Rio Branco. Será nele que boa parte das atrações do estilo vão se apresentar. Estarão ali, por exemplo, os grupos Cachorro Grande, Dr. Sin, Korzus, Krisiun, Viper, Voodoopriest e o Made in Brazil, além de figuras, como Serguei, Robertinho do Recife e Beto Lee.

Outros nomes do rock pesado também tocarão no Palco Test. Ali, tocarão várias bandas de heavy metal e o fechamento ficará por conta do Test, grupo que ficou famoso por tocar numa perua Kombi na porta das casas de show que recebiam grandes nomes do metal.

Nos Sescs, um grande nome do rock será o Ira! A banda paulistana tocará no Sesc Belenzinho na madrugada do domingo, no horário da 1h30. O Sesc Pinheiros terá no sábado, às 20 horas, um show da banda Cidadão Instigado, além dos Paralamas do Sucesso, às 23 horas do mesmo dia e às 18 horas do domingo. O Sesc Vila Mariana terá, à meia-noite do sábado, o show de André Matos.

O rock não ficará restrito aos shows tradicionais na Virada Cultural. O teatro também será representado com uma importante peça ligada ao estilo: “Rita Lee Mora ao Lado”, estrelado originalmente por Mel Lisboa e que fez bastante sucesso na capital paulista recentemente. A peça será encenada no Palco Princesa Isabel, no horário da 1 da madrugada do domingo.

Para as crianças, o rock estará presente no palco da Biblioteca Infantojuvenil Monteiro Lobato. Ali, será possível acompanhar um espetáculo com músicas dos Beatles para as crianças.

Vale destacar ainda que outras atrações de fora do rock e da música também deverão despertar a atenção do público. Uma delas será a galinhada do chef Alex Atala, que teve excesso de participantes em 2014 e que foi deslocada em 2015 do Minhocão para a Praça Roosevelt por questões de segurança.

Outra boa sacada da Virada Cultural 2015 é a Bike Tour, um passeio gratuito de ciclistas pelo centro da cidade que sairá do Shopping Light. Estão programadas 11 saídas com dez participantes cada, às 22h30 de sábado, meia-noite, 1h30 do domingo, 3 horas, 4h30, 6 horas, 9 horas, 10h30, 12 horas, 13h30 e 15 horas. É necessário se inscrever previamente pela internet, levar a própria bicicleta e equipamentos de segurança, e chegar com 30 minutos de antecedência.

Aqui neste link, você tem acesso à programação extensa e completa da Virada Cultural de 2015. A Prefeitura de São Paulo demorou para soltar a programação definitiva, mas acabou caprichando na escolha e na montagem da escalação. Fica a torcida para que a organização consiga dar conta do recado e que os vândalos e mal-intencionados de sempre fiquem bem longe da festa.

27
ago
14

20 anos do primeiro festival Monsters of Rock no Brasil

Monsters of Rock 1994 - Cartaz de DivulgaçãoO dia 27 de agosto de 2014 marca os 20 anos do primeiro festival Monsters of Rock no Brasil. Realizado em São Paulo, no Estádio do Pacaembu, nesta mesma data em 1994, o evento foi o primeiro de grande porte somente com bandas de rock pesado a ser realizado na cidade onde heavy metal mais concentra fãs no País.

Na escalação das bandas, quatro eram internacionais e outras quatro eram nacionais.

Entre os grupos gringos, a lista trazia o Suicidal Tendencies com sua formação clássica; o Black Sabbath sem Ozzy Osbourne ou Ronnie James Dio nos vocais, mas com o terrível Tony Martin; o aguardadíssimo Slayer pela primeira vez no Brasil, mas sem Dave Lombardo na bateria; e o não menos esperado KISS, sem máscara, fechando o festival.

Do lado nacional, estavam o então novo Angra, com Andre Matos nos vocais, o Dr. Sin arrebentando, o Viper fazendo sucesso até no Japão e os Raimundos, com o primeiro disco bombando.

As bandas nacionais abriram o Monsters. O primeiro show, do Angra, estava agendado para as 14 horas, mas, já às 11 horas, as filas para entrar no Pacaembu chegavam ao topo do vale que cerca a Praça Charles Muller. Várias pessoas chegaram a dormir na porta do estádio, tamanha a ansiedade para ver aquele evento.

Para os  jovens de hoje que não puderam presenciar aquele festival, o Brasil engatinhava pela primeira vez com uma onda convincente de atrações estrangeiras do heavy metal. Pouco antes do Monsters, em 1993, o Metallica tinha vindo pela segunda vez ao País durante a turnê do estrondoso “Black Album” e o Anthrax havia feito a estreia em palcos brasileiros, assim como o Pantera no auge! No início de 1994, o Hollywood Rock trouxe o Aerosmith e o Sepultura bombando demais com o álbum “Chaos AD”. Na mesma época, o Helmet fez um excelente show no Olympia e o público queria sempre mais!

A despeito de o Rock in Rio, em 1985, ser o pioneiro a trazer bandas esperadíssimas do estilo, repetir a dose em 1991 e a capital paulista ter tido experiências legais com as edições do Hollywood Rock, o Monsters of Rock consolidou um sonho dos amantes do rock pesado na cidade que tinha uma legião de fãs e era berço da Galeria do Rock, da Woodstock, do bar Black Jack e de outros tantos locais que reuniam o público de uma época na qual as “redes sociais” não eram virtuais.

O Plano Real também era novo e parecia, depois de inúmeros planos que deram errado, que iria dar certo, como, de fato, aconteceu logo depois. A consolidação do plano econômico foi fundamental na sequência para que esta onda de atrações gringas se consolidasse anos depois.

O Angra abril o festival e foi seguido pelo Dr. Sin, Viper e Raimundos. Todos os shows das bandas nacionais foram bons e não comprometeram. O destaque foi a apresentação do Dr. Sin, que chegou a levantar o estádio inteiro com sua versão de “Have You Ever Seen the Rain?”, do Creedence Clearwater Revival.

Quanto aos shows internacionais, o Suicidal Tendencies fez uma apresentação impecável e muito animada. “War Inside My Head” foi um dos grandes momentos, com os fãs cantando o famoso refrão do começo ao fim. Vale lembrar que Robert Trujillo, atualmente baixista do Metallica, fazia parte da formação do ST e, para variar, deu um show à parte.

O grupo também contava com os bons guitarristas Mike Clark e Rocky George, além do baterista Jimmy DeGrasso e o elétrico vocalista Mike Muir, único membro atual que permanece no Suicidal.

Na sequência, o Black Sabbath veio com três de seus quatro integrantes clássicos: Tony Iommi (guitarra), Geezer Butler (baixo) e Bill Ward (bateria). Na falta de Ozzy e Dio, quem assumiu os vocais foi o questionável Tony Martin.

É claro que foi bem interessante ver o Sabbath ali de perto, mas a performance de Martin deixou muito a desejar. Quem se lembra dele cantando “Sabbath Bloody Sabbath”, sabe que ele lembrou muito mais Louis Armstrong cantando do que qualquer vocalista que tenha passado pelo grande grupo de heavy metal.

Após o Sabbath, finalmente o Slayer se apresentava num palco brasileiro. Um dos maiores ícones do thrash metal, a banda norte-americana tinha o baterista Paul Bostaph no lugar do mago Dave Lombardo, mas fez um excelente show, com todos os grandes clássicos do grupo.

Este jornalista lembra de ter visto muito marmanjão da velha guarda do heavy metal chorando na fila do gargarejo porque estava vendo o Slayer pela primeira vez. Entre os destaques da apresentação do grupo, “Mandatory Suicide”, “Hell Awaits”, “Postmorten”, “Angel of Death”, “Raining Blood” são só alguns exemplos de faixas que não deixaram a galera recuperar o fôlego.

Depois de assistir a todos os shows nas primeiras fileiras até a apresentação do Slayer (que era a mais esperada por muitos), este jornalista preferiu acompanhar o KISS mais próximo da torre central. Foi uma forma de descansar e, ao mesmo tempo apreciar os efeitos especiais que o grupo norte-americano trouxe para o Pacaembu.

Sem as máscaras tradicionais e com os ótimos Eric Singer (bateria) e Bruce Kulick (guitarra), o que se viu no show do KISS foi uma grande performance, capitaneada por Gene Simmons (baixo e vocal) e Paul Stanley (vocal e guitarra). ““I Love It Loud”,“Deuce”, “Detroit Rock City”, “Lick it Up” e “Creatures of the Night” foram são alguns dos hits históricos tocados. Mas um momento inesquecível foi quando foi tocada “Heaven’s On Fire”, com grande utilização de fogos e efeitos especiais que encantaram o público.

O Monsters of Rock de 1994 terminou por volta das 2 horas da manhã do dia 28 e totalizou cerca de 12 horas de evento. Foi tanto um sucesso que foram realizadas edições em 1995, 1996 e 1998. O bom resultado daquele festival fez com que organizadores acreditassem mais no potencial do público de heavy metal. Não por acaso, até hoje é este o gênero que está entre os que mais contam com atrações internacionais no Brasil.

Para relembrar o Monsters of Rock de 1994, descolamos, é claro, vídeos no YouTube. Para detonar tudo, fique com as apresentações do Suicidal Tendencies, do Black Sabbath, do Slayer e do KISS filmadas pela finada MTV Brasil.

21
out
13

Com som surpreendente e bons shows, Monsters of Rock tem saldo positivo

A edição de 2013 do Monsters of Rock gerou uma surpresa positiva para o público presente na Arena Anhembi. Depois de uma ausência de 15 anos, o festival realizado nos dias 19 e 20 de outubro na capital paulista teve um saldo favorável, com mais acertos do que erros dos organizadores.

Os destaques positivos ficaram por conta da apresentação satisfatória da maior parte das bandas escolhidas e da qualidade completamente inesperada do som na maioria dos shows.

Entre os pontos negativos, talvez o horário do término do segundo dia do festival.

De maneira diferente da verificada no Rock in Rio, que contou com críticas em relação à escalação de atrações que nada tinham a ver com o estilo, o Monsters of Rock honrou sua tradição de trazer apenas nomes ligados ao rock pesado. A edição de 2013 inovou ao dividir o line-up em dois dias e ao armazenar as bandas de acordo com uma vertente: grupos ligados ao nü metal no dia 19 e representantes do hard rock e heavy metal no dia 20.

Outro ponto a favor do evento paulistano foi optar pelo básico, realizando o festival num fim de semana. Com isso, o público não precisou fazer sacrifícios como no Rock in Rio, que, por exemplo, chegou a escalar um nome como o do Metallica para tocar em plena quinta-feira.

O cenário de céu azul e calor que foi visto nos dias 19 e 20 de setembro ajudou demais o Monsters.  Há praticamente um consenso de que a Arena Anhembi não tem condições de receber um festival de grandes proporções, mas o fato de não ter chovido evitou que maiores transtornos fossem proporcionados ao público. Reclamações com o calor escaldante no local cimentado, é claro, foram realizadas, mas o panorama seria muito pior, se as tradicionais pancadas de chuva da capital paulista acontecessem.

Especificamente em relação ao som, as enormes críticas realizadas à vergonha vista no show recente do Iron Maiden no mesmo Anhembi parecem ter sido ouvidas pela produtora XYZ Live. Se, na apresentação da banda britânica, a maioria do público ficou revoltada com o volume baixo, o que foi verificado no Monsters foi um dos sons mais altos dos últimos tempos, com exemplos até de exageros, com o volume estourando nas caixas de som em algumas apresentações.

Para alguns, o fato de o palco ter mudado de lado em relação ao show do Iron Maiden gerou uma acústica melhor. Para outros, o medo de um quebra-quebra, especialmente entre os inquietos fãs do Slipknot, fez os produtores tomarem um cuidado maior com o som; o que também não é mais do que a obrigação de quem organiza um festival.

No balanço geral, o som do segundo dia estava melhor do que o verificado no primeiro, quando algumas críticas foram vistas exatamente durante a apresentação do Slipknot, que contou com algumas caixas falhando em alguns momentos no lado esquerdo do palco. No domingo, no show do Ratt, por exemplo, o som chegou a níveis saborosamente ensurdecedores, com fãs escutado o show com nitidez já nas catracas da Arena Anhembi.

A ideia de trazer o renomado apresentador Eddie Trunk, do elogiado programa “That Metal Show”, do canal VH1, foi muito interessante, mas ele poderia ter sido um pouco mais explorado. Foi extremamente interessante ver nos telões as bandas sendo entrevistadas pouco antes dos shows, mas tudo poderia ter sido bem mais amplo, aproveitando o tempo que havia entre as apresentações.

Quanto a atrasos entre os shows, nada que revoltasse o público. Talvez a programação de um horário mais cedo para o fim do segundo dia poderia ter ajudado a plateia com o transporte público, já que foi possível ver várias pessoas deixando o Anhembi no meio da apresentação do Aerosmith.

Em relação aos melhores shows do festival, a disputa ficou entre os headliners Slipknot e Aerosmith, além do empolgante Whitesnake. Como forças que mereceram elogios, destaque maior também para as apresentações de qualidade do Ratt e do Korn.

Especificamente em relação à estrutura, a disposição dos bares e lanchonetes foi satisfatória, a despeito dos valores abusivos praticados: uma cerveja ao preço de R$ 8,00 jamais será algo normal. Sobre os banheiros, não foram vistas críticas sobre fatos absurdos como em outros festivais.

Elogiável também foi a ideia da criação da “avenida temática” do Monsters of Rock, com várias opções interessantes para os fãs, como a exposição de fotos do excelente fotógrafo M. Rossi. O espaço era bastante interessante para quem quisesse se distrair nos intervalos dos shows.

Com o saldo mais positivo do que negativo da edição de 2013, resta a esperança de uma evolução para uma provável edição futura. Apesar de a Arena Anhembi ter dado conta do público diário de 30 mil pessoas, a expectativa é de uma escolha melhor para o próximo Monsters of Rock.

O Roque Reverso esteve presente nos dois dias do festival de 2013 e trará para os leitores vários detalhes dos shows no decorrer da semana. Fiquem ligados!

19
out
13

Monsters of Rock vem aí e o heavy metal vai te pegar! veja os horários e os detalhes do festival

Vai começar o Monsters of Rock 2013! O retorno do festival após 15 anos da última edição no Brasil é bastante aguardado pelo público que gosta do heavy metal e todas as suas vertentes. A edição deste ano começa neste sábado, dia 19 de outubro e termina amanhã, dia 20, na cidade de São Paulo. Na questionada Arena Anhembi, o primeiro dia será mais voltado para bandas com maior ligação com o chamado nü metal e o segundo trará grupos mais ligados ao hard rock e ao heavy metal.

No primeiro dia, vão se apresentar Slipknot, Korn, Limp Bizkit, Killswitch Engage, Hatebreed e Gojira; no segundo, é a vez do Aerosmith, Whitesnake, Ratt, Buckcherry, Queensrÿche (com Geoff Tate), Dokken, Dr. Sin e Doctor Pheabes.

Com a abertura dos portões no dia 19 prevista para as 10 horas e, no dia seguinte, para as 11 horas da manhã, a expectativa é de cerca de 40 mil pessoas para cada data do evento.

Uma baixa recente do festival é a desistência da banda Hellyeah, que se apresentaria no dia 19. De acordo com a produção do festival, os músicos alegaram problemas pessoais para o cancelamento em cima da hora do evento. No Aerosmith, o baixista Tom Hamilton, com problemas de saúde também não deve participar do Monsters of Rock. No lugar dele, David Hull acompanhará a banda no Brasil.

O norte-americano Eddie Trunk, apresentador do elogiado programa “That Metal Show”, do canal VH1, será o mestre de cerimônia do festival de 2013. A vinda desta verdadeira enciclopédia do heavy metal para um evento musical organizado em território nacional tende a gerar uma maior visibilidade internacional para o evento, já que Trunk é respeitadíssimo entre os headbangers de todo o planeta e voltará para os EUA com toda uma análise sobre o que acontecerá na cidade de São Paulo em outubro.

Também por este detalhe, é esperado que a organizadora XYZ Live forneça um evento de qualidade para o público paulistano. No mais recente show de rock realizado na Arena Anhembi, os fãs do Iron Maiden e do Slayer ficaram revoltados com a péssima qualidade do som nas duas apresentações. Não trazer algo digno, por exemplo, no show do Slipknot pode ser até uma ameaça à segurança do evento, pois há uma grande ansiedade em relação ao retorno deste cultuado grupo à capital paulista e até promessas de quebra-quebra já foram vistas em redes sociais, caso a vergonha do que foi visto com o Iron Maiden se repita.

Os ingressos para o Monsters of Rock já estão no segundo lote. Custam agora R$ 330,00 para um único dia do festival. A organização também disponibilizou um passaporte com o preço de R$ 590,00 que é válido para os dois dias do evento. A classificação etária é de 16 anos. Pessoas abaixo desse idade, somente acompanhada dos pais e responsáveis.

As vendas não-físicas estão sendo feitas por meio do site http://bit.ly/AppLivePass e pelo telefone 4003-1527. O único local grande que não cobrava taxa de conveniência eram as bilheterias do Estádio do Morumbi, das 10 horas às 18 horas, sem funcionamento nos dias de jogos de futebol. Durante os dias do festival, as bilheterias do Anhembi também estarão disponíveis para a compra e a troca dos ingressos. Outros pontos de venda sujeitos à taxa de conveniência podem ser consultados aqui neste link.

Nos dias dos shows no Anhembi, será montada a Avenida do Rock, com bares, restaurantes e lojas temáticas. Neste link, o leitor do Roque Reverso pode obter informações de como chegar a Arena Anhembi nas diversas opções de transportes disponíveis. Neste outro link, há informações mais completas e atualizadas sobre o festival e sua organização.

Nas quatro edições que aconteceram no Brasil na década de 90, os festivais da série Monsters of Rock sempre foram predominantemente de heavy metal. Enquanto os eventos de 1994, 1995 e 1996 aconteceram no Estádio do Pacaembu, o festival de 1998, foi realizado na pista de atletismo do Ibirapuera.

A primeira edição, em 1994, trouxe quatro bandas nacionais (Angra, Dr. Sin, Viper e Raimundos) e quatro internacionais (Suicidal Tendencies, Black Sabbath, Slayer e KISS).

Na edição de 1995, o número de atrações aumentou. A única banda nacional foi o Virna Lisi. Já entre o nomes internacionais, os representantes foram Rata Blanca, Clawfinger, Paradise Lost, Therapy?, Megadeth, Faith No More, Alice Cooper e Ozzy Osbourne.

Na edição de 1996, o grupo Raimundos foi o único brasileiro. Na parte internacional, os nomes foram Heroes del Silencio, Mercyful Fate, King Diamond, Helloween, Biohazard, Motörhead, Skid Row e Iron Maiden.

O Monsters de 1998 também trouxe grande número de atrações. Entre os brasileiros, os representantes foram o Dorsal Atlântica e o Korzus. Do lado internacional, Glenn Hughes foi o primeiro a tocar, seguido por Savatage, Saxon, Dream Theater, Manowar, Megadeth e Slayer.

A edição de 2013 deve ser transmitida pelo canal fechado de TV Multishow. O único show grande que não deve ser transmitido é exatamente o do Aerosmith, já que não houve um acerto entre o grupo e a emissora, conforme as informações de bastidores.

Da mesma maneira vista durante o Rock in Rio 2013, o leitor do Roque Reverso poderá acompanhar detalhes do Monsters of Rock também no nosso Twitter e no nosso canal do Facebook. Set list, atrasos e novidades importantes poderão ser vistas com maior rapidez nesses locais.

Veja abaixo os horários de cada show do festival:

Dia 19 de outubro – Sábado

13:25 – Project 46
14:25 – Gojira
15:40 – Hatebreed
16:55 – Killwitch Engage
18:25 – Limp Bizkit
19:55 – Korn
21:40 – Slipknot

Dia 20 de outubro – Domingo

12:00 – Electric Age
12:50 – Doctor Pheabes
13:40 – Dr. Sin
14:50 – Dokken
16:05 – Queensrÿche
17:35 – Buckcherry
19:05 – Ratt
20:35 – Whitesnake
22:35 – Aerosmith

20
ago
13

Com Eddie Trunk como mestre de cerimônia, Monsters of Rock tende a atrair maior atenção de fora do País

O esperado retorno do Monsters of Rock ao Brasil promete ser bastante interessante. A mais recente informação do festival que acontecerá na capital paulista é a confirmação do norte-americano Eddie Trunk, apresentador do elogiado programa “That Metal Show”, do canal VH1, como mestre de cerimônia do evento. A vinda desta verdadeira enciclopédia do heavy metal para um festival organizado em território nacional tende a gerar uma maior visibilidade internacional para o evento, já que Trunk é respeitadíssimo entre os headbangers de todo o planeta e voltará para os EUA com toda uma análise sobre o que acontecerá na cidade de São Paulo em outubro.

A marca do Rock in Rio é atualmente incomparável com outros festivais brasileiros, mas a presença do apresentador no Monsters tende elevar a importância do evento paulistano e até incentivar futuras edições.

O festival de 2013, por sinal, contou com uma atualização na grade de atrações, com a inclusão, por exemplo, do grupo Dr. Sin como grande representante do rock nacional.

O Monsters of Rock 2013 acontecerá nos dias 19 e 20 de outubro na capital paulista. A produtora XYZ Live confirmou a Arena Anhembi como o local dos shows.

No dia 19, o line-up traz o Slipknot como nome principal, além de Korn, Limp Bizkit, Killswitch Engage, Hatebreed, Gojira e Hellyeah. No dia 20, o Aerosmith é o headliner e conta com a companhia de Whitesnake, Ratt, Buckcherry, Queensrÿche (com Geoff Tate nos vocais), Dokken, Dr. Sin e Doctor Pheabes.

Os ingressos para o Monsters of Rock custam R$ 300,00 para um único dia do festival. A organização também disponibilizou um passaporte com o preço de R$ 560,00 que é válido para os dois dias do evento. Os valores são para o primeiro lote e, portanto, com o término, podem ficar mais caros num lote seguinte.

Os organizadores esperam um público de 40 mil pessoas em cada dia de evento. A censura é de 16 anos.

As vendas não-físicas estão sendo feitas por meio do site http://bit.ly/AppLivePass e pelo telefone 4003-1527. O único local que não cobra taxa de conveniência são as bilheterias do Estádio do Morumbi, das 10 horas às 18 horas, sem funcionamento nos dias de jogos de futebol. Outros pontos de venda sujeitos à taxa de conveniência podem ser consultados aqui neste link.

Nas quatro edições que aconteceram no Brasil na década de 90, os festivais da série Monsters of Rock sempre foram predominantemente de heavy metal. Enquanto os eventos de 1994, 1995 e 1996 aconteceram no Estádio do Pacaembu, o festival de 1998, foi realizado na pista de atletismo do Ibirapuera.

A primeira edição, em 1994, trouxe quatro bandas nacionais (Angra, Dr. Sin, Viper e Raimundos) e quatro internacionais (Suicidal Tendencies, Black Sabbath, Slayer e KISS).

Na edição de 1995, o número de atrações aumentou. A única banda nacional foi o Virna Lisi. Já entre o nomes internacionais, os representantes foram Rata Blanca, Clawfinger, Paradise Lost, Therapy?, Megadeth, Faith No More, Alice Cooper e Ozzy Osbourne.

Na edição de 1996, o grupo Raimundos foi o único brasileiro. Na parte internacional, os nomes foram Heroes del Silencio, Mercyful Fate, King Diamond, Helloween, Biohazard, Motörhead, Skid Row e Iron Maiden.

O Monsters de 1998 também trouxe grande número de atrações. Entre os brasileiros, os representantes foram o Dorsal Atlântica e o Korzus. Do lado internacional, Glenn Hughes foi o primeiro a tocar, seguido por Savatage, Saxon, Dream Theater, Manowar, Megadeth e Slayer.




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Documentário 'Sepultura Endurance' teve sua estreia geral ao público no dia 15 de junho e tem neste dia 19 exibição marcada para o Cine SESC, em São Paulo, pelo In-Edit Brasil, às 21h30.
Veja a resenha do Roque Reverso aqui:
https://roquereverso.com/2017/06/15/documentario-sepultura-endurance-mostra-saga-da-banda-brasileira-e-resistencia-apos-separacao-historica/
#roquereverso #sepultura #ineditbrasil #sepulturaendurance #cinesesc Já viu os preços para o show do U2 em São Paulo?
Veja os detalhes no texto do Roque Reverso aqui:
https://roquereverso.com/2017/06/08/ingressos-de-pista-comum-para-show-do-u2-em-sp-da-turne-de-30-anos-do-the-joshua-tree-custam-r-500/
#roquereverso #u2 #estadiodomorumbi #u2thejoshuatree2017 O "Sgt. Peppers" fez 50 anos e o Roque Reverso fez uma resenha bacana.
Confira aqui:
https://roquereverso.com/2017/05/30/50-anos-do-disco-sgt-peppers-lonely-hearts-club-band-um-dos-maiores-da-historia-e-simbolo-de-uma-geracao/
#roquereverso #beatles #paulmccartney #ringostarr #johnlennon #georgeharrison Nosso texto sobre a enorme perda de Kid Vinil:
https://roquereverso.com/2017/05/19/rock-nacional-de-luto-com-a-morte-de-kid-vinil-um-dos-maiores-embaixadores-do-estilo-no-pais/
Foto: Divulgação Facebook
#roquereverso #kidvinil Nosso texto sobre a enorme perda de Chris Cornell:
https://roquereverso.com/2017/05/18/rock-chora-a-morte-de-chris-cornell-vocalista-do-soundgarden-e-do-audioslave/
Foto: Divulgação Facebook
#roquereverso #chriscornell #soundgarden #audioslave Resenha do Roque Reverso sobre o grande show do Prophets of Rage no Maximus Festival!!!
https://roquereverso.com/2017/05/16/com-fora-temer-e-show-variado-no-maximus-festival-prophets-of-rage-mantem-legado-do-rage-against/
#roquereverso #maximusfestival #prophetsofrage #tomorello

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