Archive for the 'Kirk Hammett' Category

26
mar
17

Em show excelente em SP, Metallica lota autódromo e mescla boas músicas do novo álbum com clássicos da carreira

Metallica em SP no Autódromo de Interlagos - Foto: Divulgação MetallicaO Metallica se apresentou no sábado, dia 25 de março, em São Paulo, no Autódromo de Interlagos, e proporcionou um excelente show aos devotados fãs. Mesclando as boas músicas do ótimo novo álbum “Hardwired… to Self-Destruct” com clássicos da carreira, a banda norte-americana de thrash metal levou ao êxtase a plateia que lotou e quebrou recorde de público no festival realizado na capital paulista que nunca havia tido uma banda ligada ao heavy metal como headliner.

Cerca de 100 mil pessoas estiveram no sábado no evento, público jamais visto numa única noite naquele festival. Seguramente, de 70 mil a 80 mil pessoas estavam em volta do palco onde o Metallica fez seu ótimo show. Foi uma invasão histórica dos fãs da banda. Eles tingiram de preto o festival dos descolados de camisas coloridas e roupas modernas e mostraram, pela enésima vez, como os seguidores do heavy metal são fiéis.

Foi a primeira vez que o Metallica tocou num festival em São Paulo. Antes disso, a banda havia se apresentando na capital paulista apenas em turnês próprias: em 1989, 1993, 1999, 2010 e 2014. Fora de São Paulo, o grupo já havia se apresentado no Rock in Rio em três oportunidades: em 2011, 2013 e 2015.

O show de 2017 em Interlagos foi seguramente o melhor da banda desde a histórica apresentação no Rock in Rio em 2011. Depois de superar problemas com a chuva em 2014 em São Paulo e de superar problemas técnicos de som no festival da capital fluminense em 2015, o Metallica fez um show coeso, seguro e de acordo com o histórico matador da banda em apresentações ao vivo.

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03
mar
16

30 anos do ‘Master of Puppets’, o álbum mais clássico do Metallica e o último com Cliff Burton

"Master of Puppets" - Reprodução da CapaO dia 3 de março de 2016 marca o aniversário de 30 anos do álbum “Master of Puppets”, o terceiro do Metallica. Considerado como uma das maiores referências de todo o heavy metal, o disco é o mais clássico da banda norte-americana de thrash metal e o último com a presença do grande baixista Cliff Burton, morto no mesmo ano, em 27 de setembro, na Suécia, após um trágico acidente sofrido pelo ônibus do grupo durante a turnê de divulgação do mesmo álbum.

“Master of Puppets” disputa com “Reign in Blood”, do Slayer, o posto de maior disco da história do thrash metal. Com sonoridades diferentes, mas com elementos clássicos da vertente rápida e agressiva do heavy metal, ambos os álbuns foram lançados em 1986 e influenciaram toda uma geração de músicos, fãs e críticos musicais.

No caso do álbum do Metallica, ele levou definitivamente a banda ao seleto grupo dos maiores conjuntos musicais do heavy metal, ao lado de nomes como o Iron Maiden, o Judas Priest e o Motörhead. Para alguns, superou parte destas bandas e passou a dividir o reinado de todo o metal com o Iron Maiden, o grupo mais emblemático de todo o estilo.

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22
set
15

Metallica supera problemas de som, toca ‘The Frayed Ends of Sanity’ e faz show digno no Rock in Rio

James Hetfield, do Metallica, no Rock in Rio - Foto: Divulgação Rock in Rio/I Hate Flash O Metallica fechou a primeira das três noites do Rock in Rio 2015 dedicadas ao rock pesado com a competência de sempre ao vivo. Bastante prejudicado por problemas de som vergonhosos e inadmissíveis do enorme festival realizado na capital fluminense, o grupo norte-americano de thrash metal superou as adversidades e, no saldo final, entregou aos fãs uma apresentação digna e de qualidade, mantendo uma tradição já vista no mesmo festival em 2013 e no inesquecível ano de 2011.

Além do show digno, o público brasileiro ouviu pela primeira vez a execução da aguardadíssima faixa “The Frayed Ends of Sanity”.

A complexa música, de quase 8 minutos, do álbum “…And Justice for All”, de 1988, sempre foi pouquíssimas vezes tocada durante toda a carreira do Metallica, que só começou a executá-la completa em shows em maio de 2014, em Helsinke, na Finlândia.

Em toda a história de mais de 30 anos de carreira, a banda havia incluído a faixa em apenas 11 apresentações antes da performance no Rio de Janeiro. Mais um presente visto no Brasil só no Rock in Rio, tal qual em 2011, quando o grupo tocou pela primeira vez no País a excelente e igualmente pouco tocada instrumental “Orion”. Justamente por isso, quem esteve na Cidade do Rock em 2015 pode se considerar um privilegiado por ter presenciado um momento histórico do Metallica em terras tupiniquins.

O show

Depois de um atraso de cerca de 40 minutos para desmontar o palco caprichado do Mötley Crüe, o Metallica entrou em cena já na madrugada do domingo, dia 20 de setembro. O horário oficial do show era à meia-noite do dia 19 de setembro, mas todo o processo de troca de estrutura e teste de instrumentos impediu a pontualidade, enquanto o tempo abafado começava a dar lugar a uma brisa mais fresca, em sintonia com as nuvens que começavam a pairar sobre a Cidade do Rock.

O grupo iniciou o show com “Fuel”, do álbum “ReLoad”, de 1997. Vibrante, com um som alto e claro e capaz de sacudir o público logo de cara, a música fez a Pista explodir em um movimento de empurra-empurra que não havia sido visto nas apresentações do Mötley Crüe e do Royal Blood. Este jornalista, que estava muito próximo à grade, chegou a lembrar do começo do insano show do Slipknot em 2011 no mesmo Rock in Rio, já que a missão nas três primeiras músicas do Metallica em 2015 era simplesmente se manter em pé, tamanha a energia da plateia alucinada para ver os norte-americanos precursores do thrash metal.

No palco, duas novidades para o público brasileiro em relação a turnês anteriores no País, mas que já vinham sendo observadas este ano em vários países visitados pelo Metallica. Primeiro, um espaço reservado atrás da banda para que fãs pudessem ficar. Outro detalhe foi a utilização do imenso telão central, dos três existentes, para a exibição de efeitos super elaborados durante várias das músicas.

Quem se lembra da passagem do Metallica em 2014 pelo Brasil, quando tocou em São Paulo na turnê “By Request”, lembra que os três telões eram usados em praticamente todas as faixas para mostrar a banda. Para grandes públicos, este terceiro telão central imenso sempre foi uma excelente solução para quem estava mais distante do palco, mas, especificamente no Rock in Rio, os telões laterais, também enormes, deram conta do recado e possibilitaram os efeitos no central.

Metallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação MetallicaMetallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação MetallicaMetallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação MetallicaMetallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação MetallicaMetallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação MetallicaMetallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação Metallica

Após “Fuel”, a banda emendou a sempre clássica “For Whom the Bell Tolls”, que deu mais peso ao show e trouxe os músicos bem entrosados, com destaque para o baixo matador de Robert Trujillo. Na sequência, a rápida e igualmente pesada “Battery” fez o povo próximo a grade ter ainda mais dificuldade para permanecer em pé, já que, além do empurra-empurra tradicional, rodas de mosh foram criadas imediatamente.

Naquele momento, uma música mais cadenciada era necessária para o público respirar um pouco. E foi com “King Nothing”, do álbum “Load”, que o Metallica deu uma pequena amenizada na loucura que havia se transformado a Pista. Vale lembrar que esta faixa não era executada em solo brasileiro desde 1999, quando o grupo inseriu a música nos três shows da turnê daquele ano: em Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro.

Passado o refresco com “King Nothing”, o Metallica voltou a apavorar com mais um clássico: a ótima “Ride the Lightning”, que tem um dos riffs mais bem feitos da história da banda. A música manteve o público empolgado, mas, quando menos se esperava, em pleno ano de 2015 e com o grupo consolidado atualmente como o maior do heavy metal da atualidade, o som começou a falhar, primeiro durante um solo do guitarrista Kirk Hammett e, depois, no fim da música.

Vale destacar que, já em “Battery”, o som já havia dado uma rateada para o público, enquanto a banda tocava o fim da música naturalmente. O fato lembrou o Slayer tocando no Via Funchal em São Paulo em 2011, quando deu desespero de ver o grupo tocar, mas o som não chegar apenas ao público.

Após o problema do Metallica, foi imediata a reação do vocalista e guitarrista James Hetfield. Conhecido pelo perfeccionismo musical, ele fez uma cara de poucos amigos para o pessoal de apoio do grupo e chegou a reclamar, mas sem rodar a baiana como outros vocalistas do próprio heavy metal costumam fazer com mais frequência.

Depois da falha, o Kirk Hammett ainda tentou um solo, mas o Metallica saiu do palco e ficou fora de lá durante aproximadamente 5 minutos. O público, até então empolgadíssimo, pareceu tomar um banho de água fria e não poupou o idealizador do Rock in Rio, o empresário Roberto Medina, mandando ele tomar “naquele lugar”.

Após xingar Medina, alguns tentaram emplacar, sem grande sucesso, o mesmo insulto à presidente da República, Dilma Rousseff (estranhamente, pela TV, foi o que deu para ouvir melhor, conforme os vídeos veiculados no YouTube) e, mais adiante, sobrou o mesmo xingamento até para os fãs que estava na parte de trás do palco. “Ei, coral, vai tomar no cú”, gritou a plateia da Pista, já num clima de zoeira tradicional dos shows de rock.

Em nota distribuída à imprensa, a organização do Rock in Rio disse que a parada do som no show da banda ocorreu “pela desconexão da linha de saída de som entre a mesa da banda e a do festival”.

Resolvido o problema, o Metallica voltou e James Hetfield, bastante sério, iniciou os acordes da bela “The Unforgiven”. Na sequência, já brincando com a plateia, trouxe a mais recente “Cyanide”, do disco “Death Magnetic”, de 2008, além de “Wherever I May Roam” e “Sad But True”. Estas duas últimas, juntamente com “The Unforgiven”, totalizaram 3 faixas do “Black Album”, disco mais vendido pela banda e que teria ainda mais outras duas músicas executadas no show.

Antes de “Sad But True”, Hetfield fez uma brincadeira com a plateia. Perguntou em inglês se todos “estavam juntos”, se estavam gostando do show e se o som estava bom. De imediato, respondeu, apontando para baixo do braço, dizendo que o cheiro é que não estava muito bom. “Eu acho que sou eu”, afirmou, arrancando risos de todos os presentes.

Depois de “Sad But True”, rolou um curto solo de baixo de Robert Trujillo e o quarteto trouxe na sequência uma outra música que nunca havia sido tocada no Brasil. “Turn the Page”, originalmente de Bob Seger, mas que o Metallica gravou para o disco de covers “Garage Inc.”, de 1998. Nesta faixa, o grupo deixou rolar uma microfonia que chegou a incomodar, mas, no todo, a faixa executada foi muito bem recebida pelo público.

Metallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação MetallicaMetallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação MetallicaMetallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação MetallicaMetallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação MetallicaMetallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação MetallicaMetallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação Metallica

Na sequência, foi a vez da já citada “The Frayed Ends of Sanity”, que começou com uma falha da própria equipe de apoio do Metallica, já que os roadies entregaram uma guitarra errada para James Hetfield iniciar a música. Desafinado, o instrumento foi devolvido de imediato pelo vocalista, que pegou sua tradicional ESP branca para tocar os acordes da faixa do “…And Justice For All”.

Importante destacar que, a despeito da música ser bastante aguardada, uma quantidade relevante de fãs que estavam perto deste jornalista não cantou a letra. A dúvida era se isso aconteceu porque admiravam a execução desta faixa ou se simplesmente eles não sabiam a letra. O fato é que o público presente era bastante jovem e, se bobear, tinha acabado de nascer quando o Metallica gravou o “Justice”.

Chamou a atenção também a dificuldade de Lars Ulrich para tocar esta faixa na bateria. Há tempos que ele vem mostrando certa decadência no instrumento no qual um dia foi rei, mas o sofrimento do baterista foi mais claro nesta música. Não é possível esquecer que Lars já passou dos 50 anos de idade e que tocar várias músicas tradicionais do Metallica no thrash/speed metal dos Anos 80 é algo inimaginável.

Passada a fase dos presentes inéditos para os brasileiros, a banda trouxe quatro clássicos de uma vez para só para incendiar novamente a plateia: “One”, “Master of Puppets”, “Fade to Black” e “Seek & Destroy”.

Na primeira, chamou a atenção a substituição dos tradicionais fogos de artifício simulando as bombas por distribuição espetacular de raio laser que deixou simplesmente belíssimo o palco do Rock in Rio. No telão central, as imagens eram de um desenho que trazia tropas se dirigindo à guerra e que, mais tarde, voltavam da batalha com os soldados em forma de caveira.

Em “Master of Puppets”, as rodas de mosh se intensificaram e a plateia foi presenteada pela tradicional disputa de guitarras entre Hetfield e Hammett.

Em “Fade to Black” e “Seek & Destroy”, o Metallica fez o público voltar no tempo e vibrar demais. Na segunda faixa, este jornalista não aguentou e entrou na roda de mosh localizada próxima ao palco. O raciocínio foi simples: apesar do aumento recente dos shows da banda no Brasil, não há garantia que eles voltarão muito em breve e, se é para se arriscar numa roda insana de mosh, que seja num dos maiores clássicos de quem difundiu o thrash metal.

Após a breve pausa para o bis, o grupo voltou ameaçando tocar a música “The More I See”, da banda Discharge, mas ficou só nos primeiros acordes. Se tocasse a faixa cover gravada no disco “Garage Inc.”, seria mais uma inédita em palcos brasileiros. Ficou, no entanto, apenas o gosto de “quero mais” da galera presente.

A cover da vez no bis foi “Whiskey in the Jar”, do Thin Lizzy, tocada no ano passado no show de São Paulo e também do “Garage Inc.”. Foi um momento de maior descontração do show, tanto para a plateia como para a própria banda, claramente cansada das longas e seguidas turnês.

As duas últimas da noite foram a balada “Nothing Else Matters” e a ultrapopular “Enter Sandman”. Enquanto a primeira manteve o público vidrado na belíssima melodia, a segunda levou todos ao delírio com o riff matador de sempre, com direito às já tradicionais bolas pretas de plástico que o grupo costuma jogar para a plateia no fim de cada show. No agradecimento, a banda ainda presenteou os fãs com uma chuva de palhetas, que eram caçadas pelo público como se fossem diamantes.

A despeito dos contratempos relacionados ao som, o Metallica foi profissional e entregou um show decente para o público, que, em sua maioria, saiu satisfeito da Cidade do Rock. O grupo avisou que aquele seria a última apresentação da turnê atual e que, agora, iria se dedicar à gravação do disco sucessor de “Death Magnetic”.

Na sua terceira passagem consecutiva pelo Rock in Rio brasileiro, o Metallica provou para os críticos que continua matador ao vivo. Com um vasto acervo de músicas boas em toda a carreira, o grupo acerta em variar o set list e trazer algumas músicas pouco tocadas ao repertório. No Brasil, a execução de “The Frayed Ends of Sanity” já foi um fato histórico para os fãs mais fieis que viram o conjunto crescer assustadoramente no meio musical. Agora, resta esperar a próxima vinda da banda norte-americana ao País.

Para relembrar mais um grande show do Metallica no Rock in Rio, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Fique inicialmente com a abertura e “Fuel”. Depois, veja “Turn the Page”, que também foi filmada por nós direto da Pista e pode ser conferida aqui. Na sequência, veja a histórica execução de “The Frayed Ends of Sanity”, além da banda tocando “One” e “Enter Sandman”. Se quiser ver o show todo, basta ir para o último vídeo da lista (se não tirarem do ar).

Set list

Fuel
For Whom the Bell Tolls
Battery
King Nothing
Ride the Lightning
The Unforgiven
Cyanide
Wherever I May Roam
Sad But True
Turn the Page
The Frayed Ends of Sanity
One
Master of Puppets
Fade to Black
Seek and Destroy

Whiskey in the Jar
Nothing Else Matters
Enter Sandman

10
set
14

Exodus lança faixa com participação de Kirk Hammett e que fará parte de novo álbum

Exodus - "Blood In, Blood Out" - Reprodução da CapaO Exodus liberou no YouTube a faixa “Salt The Wound”, que fará parte do novo álbum do grupo previsto para a primeira quinzena de outubro via Nuclear Blast.

A música ultrapesada da banda norte-americana de thrash metal traz duas novidades relevantes: é a primeira divulgada após o retorno do vocalista Steve “Zetro” Souza e também vem com um solo de ninguém menos que Kirk Hammett, guitarrista do Metallica que fez parte do Exodus nos Anos 80.

Se você gosta de thrash metal, “Salt The Wound” vem com inúmeras características que marcam o estilo: riff poderoso e rápido, vocal agressivo e de qualidade, bateria bem colocada e com um bumbo duplo animalesco.

“Blood In, Blood Out” é o nome do disco novo do Exodus. A capa, que pode ser vista acima, foi ilustrada pelo artista sueco Pär Olofsson.

O novo álbum sucederá “Exhibit B: The Human Condition”. de 2010. A produção ficou com Andy Sneap.

No total da versão original, serão 11 faixas que farão parte de “Blood In, Blood Out”. Além de Kirk Hammett, outra figura importante do thrash metal que dará sua contribuição ao novo trabalho do Exodus será Chuck Billy, vocalista do Testament, na faixa “BTK”.

Vale lembrar que o Exodus voltará ao Brasil justamente em outubro para shows em quatro capitais do País. A turnê brasileira começará no dia 1° de outubro, em Belém, no Botequim. Depois, seguirá, no dia 2, para Brasília, Minas Brasília Tennis Club; no dia 4, para São Paulo, no Carioca Club; e, no dia 5 de outubro, chegará ao Rio de Janeiro no Circo Voador.

Será a primeira vez de Steve “Zetro” Souza no Brasil. Pertencente a um período importante da carreira do Exodus, ele gravou sucessos de destaque da banda, como a música “Toxic Waltz”, cujo clipe bombou nos programas de heavy metal da MTV nos Anos 80.

Escute abaixo a ótima faixa “Salt The Wound” e note como “Zetro” Souza está em forma. Veja abaixo também a lista de faixas do novo álbum do grupo.

Lista de Faixas:

1. Black 13
2. Blood In Blood Out
3. Collateral Damage
4. Salt The Wound
5. Body Harvest
6. BTK
7. Wrapped In The Arms Of Rage
8. My Last Nerve
9. Numb
10. Honor Killings
11. Food For The Worms

27
jul
14

30 anos do álbum ‘Ride the Lightning’, o segundo do Metallica

Ride The Lightning - Reprodução da Capa27 de julho de 2014 marca os 30 anos do disco “Ride the Lightning”, o segundo do Metallica. O álbum, que sucedeu o petardo “Kill ‘Em All”, é considerado um dos melhores da banda de thrash metal norte-americana e é obra imprescindível para os amantes desta vertente do heavy metal.

Há três décadas, se alguém esperava que o Metallica poderia entrar para o hall dos grupos de um álbum só,  “Ride the Lightning” não apenas serviu para afastar esta possibilidade como também foi importante para mostrar que a banda tinha muito mais a oferecer do que tocar brilhantemente na velocidade da luz.

Sem abandonar o estilo agressivo e rápido do thrash metal, o álbum trouxe o quarteto formado por James Hetfield, Lars Ulrich, Kirk Hammett e Cliff Burton incorporando técnicas musicais mais complexas e elaboradas, além de letras bem interessantes, que faziam críticas a determinadas ações da sociedade ou que abordavam temas como o desespero e a morte.

“Ride the Lightning” contou com a produção de Flemming Rasmussen, que trabalharia com a banda também nos discos “Master of Puppets” e “…And Justice For All”. É também o último álbum no qual Dave Mustaine, criador do Megadeth, aparece entre os créditos das canções depois de ser expulso do Metallica ainda antes do lançamento do “Kill ‘Em All”.

A capa do disco, em perfeita sintonia com o título, faz referência a uma gíria usada entre presidiários para designar os condenados à morte na cadeira elétrica, instrumento de execução de criminosos usado ainda hoje em alguns locais dos Estados Unidos, país que criou este tipo de polêmica pena.

O álbum já trouxe surpresas desde a primeira faixa. “Fight Fire With Fire” começa lenta e com belos acordes para depois desembocar no mais puro thrash metal e numa das músicas mais pesadas do Metallica. Com James Hetfield cantando muito, a faixa traz a vingança como tema e também traz menções à guerra nuclear que, na época de plena Guerra Fria, era um temor mundial.

A segunda faixa,  “Ride the Lightning”, traz, como já foi dito, o tema da execução por cadeira elétrica. Com um riff matador, é uma das músicas com participação criativa de Dave Mustaine.

Na sequência, a faixa “For Whom the Bell Tolls” é uma das mais emblemáticas da Era Cliff Burton. O lendário baixista, morto em 1986 em acidente com o ônibus da banda, inicia a música com seu instrumento mais parecendo uma guitarra do que um baixo. O título e a faixa fazem menção ao romance “Por Quem os Sinos Dobram”, uma das maiores obras do escritor norte-americano Ernest Hemingway.

A quarta música do disco, “Fade to Black” encerra o então Lado A com uma demonstração de técnica e melodia, sem fazer com que o Metallica perca o peso. Com belíssimos acordes na introdução e em sua primeira parte, a canção é uma das mais cultuadas pelos fãs do grupo.

A despeito da grande qualidade vista nesta faixa, ela não deixou de criar polêmicas. A primeira delas foi gerada por uma ala mais radical dos fãs do Metallica que avaliou a canção com uma balada e algo distante do thrash metal. A segunda está ligada a letra, que faz referência ao suicídio.

O então Lado B traz duas músicas que nunca tiveram o sucesso das demais do álbum. “Trapped Under Ice” e “Escape” são realmente inferiores aos clássicos do Lado A, mas estão bem longe de uma classificação negativa. Ambas as canções têm suas qualidades, mas a própria banda sempre deu pouca abertura para elas serem tocadas ao vivo em mais de 30 anos de carreira.

O oposto dessas duas faixas é justamente a seguinte: “Creeping Death”. Canção obrigatória nas apresentações do Metallica, ela raramente ficou de fora dos shows da banda.

“Creeping Death” é um dos maiores clássicos de todo o heavy metal. Com riffs matadores e um entrosamento incrível dos quatro músicos, ela traz referências bíblicas a algumas das “10 Pragas do Egito”, com destaque para a “Morte dos Primogênitos”,  e uma sequência de variações ao longo de mais de 6 minutos de duração. Tudo isso sem contar o refrão, que está entre os mais famosos do grupo.

“The Call of Ktulu” encerra o disco com uma verdadeira aula do Metallica. Única instrumental do álbum e também com contribuição de Dave Mustaine, ela tem mais de 8 minutos de duração.

A música é baseada no livro chamado “The Shadow Over Innsmouth”, do escritor norte-americano Howard Phillips Lovecraft. O nome da canção foi tirada de uma das maiores histórias de HP Lovecraft, o conto de terror “O Chamado de Cutulu”, escrito na década de 20 do século passado para a revista Weird Tales.

Ao ouvir o disco “Creeping Death”, o fã de heavy metal sabe que não tem apenas uma obra musical indispensável, mas também algo que, no mínimo, desperta interesse também na procura pelas obras mencionadas.

O disco está na lista dos “200 Álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame”. Vendeu mais de 5 milhões de cópias nos Estados Unidos e outras tantas em todo o mundo.

Para comemorar os 30 anos desta grande obra do Metallica, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube com clássicos do disco. Começamos com um histórico de 1985 com a banda executando “For Whom the Bell Tolls”, no evento Day on the Green, em Oakland.

Na sequência, outro vídeo ao vivo de 1985, com o grupo tocando “Fade to Black”. Depois, fique com “Ride The Lightning”, durante show realizado em Gotemburgo, na Suécia, em 2011. Para fechar, assista à banda tocando “Creeping Death” no Rock in Rio de 2011, com direito a introdução de “Ecstacy of Gold”.

26
mar
14

Metallica supera chuva insistente e traz show de alta qualidade para 65 mil em SP

O Metallica voltou depois de quatro anos a São Paulo e realizou um grande show no dia 22 de março no Estádio do Morumbi. Para um púbico de 65 mil pessoas, a banda norte-americana de thrash metal superou com peso, técnica e qualidade uma chuva fina e insistente que caiu durante praticamente toda a apresentação, marcada também pela ausência dos tradicionais efeitos pirotécnicos que costumam ser vistos nas performances do grupo.

Como havia prometido, o Metallica trouxe para a capital paulista o show inovador que é marcado por um novo conceito, no qual o fã escolhe o set list executado. Foram 17 músicas eleitas pelo público, além da canção nova “Lords of Summer”.

Esta última foi apresentada pela primeira vez em Bogotá, na Colômbia, no dia 16 de março, no início da turnê que trouxe a banda à América do Sul.

Apesar das críticas dos fãs mais antigos pela escolha de um set list com poucas novidades em relação ao que o grupo já havia tocado em shows brasileiros, a configuração do repertório, com várias sequências de músicas de um mesmo disco agradou bastante. Além disso, a vontade demonstrada pela banda e acima de tudo a qualidade técnica impecável dos músicos fizeram muita gente deixar a polêmica de lado.

Após uma abertura bastante fraca realizada pelo grupo britânico Raven, o Metallica subiu ao palco com 50 minutos de atraso, algo pouco comum nas vindas da banda por aqui. A poucos minutos do início da apresentação do grupo dos EUA, uma chuva fina que não havia caído em momento algum do dia em São Paulo começou a molhar o Estádio do Morumbi, como se São Pedro deixasse claro que não gostava de heavy metal.

Todo fã que conhece o mínimo da história do Metallica sabe que a banda utiliza há anos a tradicional introdução de “The Ecstasy of Gold”, de Ennio Moricone, acompanhada de imagens no telão do filme “Três Homens em Conflito”, de Sérgio Leone. A novidade em 2014 é que o grupo trouxe antes um pequeno trecho filmado bem humorado que mostrava a banda lendo os pedidos e comentários dos fãs nas redes sociais “metallicas” com as ideias mais malucas possíveis. O público ria a cada citação absurda e a ideia agradou em cheio.

Terminada a introdução de “The Ecstasy of Gold”, os músicos apareceram no palco com uma das aberturas mais pesadas dos últimos tempos. Pela primeira vez em shows no Brasil, o Metallica começou um show com a música “Battery”, que abre seu disco mais aclamado por crítica e público: “Master of Puppets”. Como se estivessem em sintonia única, fãs da Arquibancada, Pista Comum, Pista Vip e Cadeiras do Morumbi elevaram o som do estádio a um nível ensurdecedor e empolgante.

Sem deixar a peteca cair, o Metallica emendou nada menos que “Master of Puppets”, a mais votada entre as faixas escolhidas para São Paulo. A energia continuou em alta e a chuva, que não parava de cair, já nem era percebida por muitos, que se encharcavam com felicidade. Para completar a trinca do álbum, foi a vez da execução da ótima “Welcome Home (Sanitarium)”, que trouxe o vocalista e guitarrista James Hetfield na parte superior do palco com sua inconfundível ESP branca.

O fã mais atento deve ter notado que o fato de o Metallica tocar três músicas seguidas do “Master of Puppets” foi um momento histórico para os brasileiros, já que isso nunca havia acontecido por aqui. Se havia alguém que tivesse torcido o nariz para a votação das músicas, esses três petardos consecutivos serviram como se fossem um antídoto.

Depois da trinca histórica, Hetfield conversou com o público e lembrou que fazia quatro anos que a banda não tocava na capital paulista. Durante sua saudação ao público, uma labareda surgiu do nada muito próxima do guitarrista, que tomou um susto, assim como o público que estava ali perto. Nesse momento, foi fácil notar ele pedindo para os técnicos desligarem algo, possivelmente o sistema especial de pirotecnia que o Metallica usa há anos da maneira mais profissional e qualificada possível.

Quem conhece a banda, sabe que o vocalista já teve experiências bastante desagradáveis com fogo na década de 90, quando queimou os dois braços num acidente com efeitos pirotécnicos no palco durante um show. Não por acaso, depois disso, o Metallica montou uma equipe técnica justamente para isso elogiadíssima no assunto.

O fato é que, depois da labareda no palco do Morumbi, a primeira ausência pirotécnica notada foi notada logo na música seguinte. Na pesada e vibrante “Fuel”, não foi visto o tradicional espetáculo com fogo que é dado na metade da execução da faixa. Não que isso tenha atrapalhado o show, mas era algo que os fãs que estiveram no mesmo Morumbi, no segundo show de 2010, e, no Rock in Rio de 2011, já haviam se acostumado.

Na sequência, foi a vez da primeira música da noite do “Black Album”. A belíssima “The Unforgiven” começou a ser dedilhada por James Hetfield e emocionou a todos. Para quem já viu a música ser tocada ao vivo, a execução no Morumbi ficou a desejar e, talvez, tenha sido o ponto fraco da apresentação. Com um timbre um pouco diferente do normal, o violão de James parecia travar um pouco a já complexa canção e até a forma como ele cantou naquele momento ficou estranha.

A compensação de “The Unforgiven” viria logo em seguida e em forma de música nova. Com mais de 8 minutos de duração, “Lords of Summer” agradou em cheio, tanto por ter várias mudanças em sua levada como por ser bastante pesada. Destaque para a performance do baterista Lars Ulrich, que vinha há anos sendo criticado pelos fãs mais exigentes pelo modo um pouco mais “preguiçoso” como estava tocando o instrumento e que, no Morumbi, foi certamente um dos melhores da noite. Nesta canção, por sinal, a banda toda deu a impressão de altíssimo entrosamento.

Importante lembrar que o Metallica, além da votação do set list pela internet e da música nova, tinha uma outra novidade nos shows da turnê: o público foi liberado a escolher, via SMS, uma última faixa para o show, que foi votada durante a apresentação. O set list manteve as 18 músicas prometidas, mas houve a abertura de uma eleição entre as canções que ficaram da décima sétima posição para baixo, uma espécie de “repescagem” entre as faixas que ficaram até décima nona posição.

Em São Paulo, o clássico “Ride The Lightning” era exatamente a décima sétima canção da lista. “The Day That Never Comes” era a décima oitava. “Memories Remains” era a décima nona.

Durante vários momentos do show, James Hetfield lembrou da votação por SMS que, desde o início, teve “The Day That Never Comes” em primeiro, seguida muito de perto por “Ride The Lightning”. “Memories Remains” surpreendeu, pois apesar de ser a mais pop delas, teve uma votação pífia.

Em todas as vezes que James lembrava da votação, o público vaiava “The Day That Never Comes” e vibrava com “Ride The Lightning”. O fato é este jornalista que vos escreve tentou votar inúmeras vezes por SMS, mas a mensagem sempre apresentou falhas. Ou seja, isso pode ter acontecido com outras pessoas e até ter determinado a votação.

Depois de “Lords of Summer”, o Metallica retomou o show de hits e emendou “Wherever I May Roam”. Mantendo a tradição da maioria de suas apresentações, a banda tocou esta com perfeição e voltou a levantar o público, que vibraria também com o clássico “Sad But True”, apresentado por um fã que fazia parte do grupo de membros do fã clube oficial do quarteto norte-americano.

Na sequência, “Fade to Black”, do segundo álbum da banda “Ride The Lightning”, cumpriu seu papel de emocionar os fãs com os belos acordes de James e Kirk Hammett. Depois dela, destaque para a execução da ótima “…And Justice For All”, que havia sido tocada no Rock in Rio de 2013, mas que não aparecia em São Paulo desde 1989, na primeira passagem do Metallica pelo Brasil.

O show já estava na sua metade final quando a introdução matadora de “One” foi ouvida no Morumbi. Certamente, neste momento da apresentação, os fãs sentiram uma enorme falta da parte pirotécnica. Não que a banda não tenha tocado com maestria mais este clássico, mas as explosões tradicionais que acompanham a música fizeram muita falta.

Em “For Whom the Bell Tolls”, o estádio viu mais um grande momento do Metallica em todo o show. Com a incrível performance de Robert Trujilo no baixo, a canção foi tocada com vibração, técnica e muita qualidade por todos, que mandaram, na sequência,a execução da não menos obrigatória “Creeping Death”. Ela fez o Morumbi inteiro gritar, depois de ser anunciada por mais um dos fãs convidados presente na lateral do palco.

A lista de  hits era imensa e foi com mais dois do Metallica que a primeira parte do show foi encerrada. Em “Nothing Else Matters”, o público viu uma bela introdução de Kirk Hammett na guitarra e uma técnica e um entrosamento espetacular da banda. Em “Enter Sandman”, uma verdadeira catarse coletiva foi vista no estádio.

Na volta para o bis, uma fã anunciou “Whiskey In The Jar”, que foi tocada pela primeira vez no Brasil em toda a história. Ela foi muito bem executada, mas pareceu deslocada perto dos demais clássicos do Metallica.

Depois dela, o grupo finalmente tocou a música da “repescagem” promovida via SMS. “The Day That Never Comes” bateu “Ride The Lightning”. Quando o telão mostrou a vencedora, o Estádio do Morumbi ouviu várias vaias, que deixaram James Hetfield surpreso. “Mas foram vocês que votaram!”, disse.

Quando a banda tocou a música, porém, a reação foi super positiva e, mais uma vez, o Morumbi viu todos os fãs cantando a canção, que foi a única do disco “Death Magnetic” executada. Restou uma esperança de uma surpresa com “Ride the Lightning”, mas a banda cumpriu o cronograma estipulado.

A última música do show foi a manjadíssima e obrigatória “Seek & Destroy”. Ela foi tocada com as luzes do estádio acesas e com o Metallica lançando enormes bolas pretas para alegrar o público. No final, James, Lars, Kirk e Trujilo ainda ficaram um bom tempo agradecendo o público e distribuindo uma farta quantidade de palhetas e baquetas.

Na visão deste jornalista, o show de 2014 foi um dos melhores já feitos pelo Metallica no País, mas não foi o maior de todos. Esta marca fica ainda com a primeira apresentação que a banda fez no Rock in Rio, em 2011. Mesmo em São Paulo, o show da primeira noite de 2010, na opinião de quem vos escreve, foi também ligeiramente melhor. Para os fãs mais antigos, porém, as apresentações de 1989, apesar do período que marcava a banda ainda fora do mainstream, são algo que jamais sairá da memória dos que foram.

Para relembrar o grande show do Metallica em São Paulo, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Para começar, veja a abertura com “Battery”. Depois, assista à exibição da nova música “Lords of Summer”. Na sequência, veja o vídeo de “…And Justice For All”, a produção própria nossa de “One”, um vídeo descolado de “For Whom the Bell Tolls”, outra produção nossa com “Nothing Else Matters” e, para fechar, “Seek & Destroy”.

Set list

Battery
Master of Puppets
Welcome Home (Sanitarium)
Fuel
The Unforgiven
Lords of Summer
Wherever I May Roam
Sad But True
Fade to Black
…And Justice for All
One
For Whom the Bell Tolls
Creeping Death
Nothing Else Matters
Enter Sandman

Whiskey In The Jar
The Day That Never Comes
Seek & Destroy

 

29
set
13

Metallica manteve o domínio de 2011 e fez um dos melhores shows do Rock in Rio 2013

Redação RЯ 

Dizer que o Metallica é quase imbatível no palco é praticamente “chover no molhado” e, no Rock in Rio 2013, a banda norte-americana de thrash metal voltou a mostrar o motivo pelo qual é considerada a maior do heavy metal na atualidade e uma das mais badaladas de todo o rock. Mantendo a receita de 2011, quando fez um show histórico e inesquecível para 100 mil felizardos, o grupo fez uma grande apresentação para os 85 mil fãs presentes na capital fluminense em plena quinta-feira, dia 19 de setembro.

Comparações entre os shows de 2013 e 2011 são perfeitamente naturais e é óbvio que elas serão feitas pelo Roque Reverso. A começar pelo set list deste ano, um pouco menos clássico do que o do outro ano, mas tão surpreendente como. O leitor deve concordar que a simples escolha da instrumental e maravilhosa “Orion” em 2011, já deixa qualquer repertório sem ela em desvantagem e, se juntarmos à ela a execução de “Am I Evil”, considerada a música cover mais importante do Metallica, a diferença pesa a favor da primeira vez da banda no festival, que ainda contou com “Ride the Lightning”, “Fade to Black”, “Whiplash” para deixar tudo muito mais oitentista.

Em 2013, este papel de resgatar a fase mais antiga do Metallica foi de “Battery”, de “Hit the Lights” e da surpreendente “…And Justice For All”, executada na íntegra em solo brasileiro apenas em 1989, quando a banda veio pela primeira vez ao Brasil e promovia exatamente o álbum de mesmo nome. Esse, por sinal, foi um ponto a favor de 2013, já que o grupo tocou nada menos que quatro sucessos deste elogiado disco.

Entre as músicas “mais fracas”, que poderiam ser trocadas por clássicos, 2011 teve “Fuel” e “Cyanide”. Já 2013 contou com “Holier Than Thou” e até “The Memory Remains”, que está longe de ser uma música ruim, mas fica atrás de inúmeros outros clássicos apropriados para um show de gala do Metallica.

Discussões de set list à parte, um show da banda é sempre algo marcante e é impossível que passe despercebido. Para quem estava na Cidade do Rock ou vendo pela TV, a impressão é a de que o Metallica tende a seguir com o seu reinado no heavy metal por um bom tempo.

Destaque técnico ainda para dois detalhes que, para alguns, fez 2013 superar 2011: o telão ainda maior na edição mais recente, assim como a qualidade do som, que, se em 2011, já era ótima, melhorou ainda mais no festival seguinte.

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O show

Uma vantagem de 2013 em relação a 2011 é que o grupo entrou menos pressionado. Se, no primeiro ano, o Metallica tocava pela primeira vez no Rock in Rio original e ainda entrava logo após o insano show do Slipknot, este ano a banda entrou sabendo como funcionava a coisa e depois de uma apresentação bem mais calma e menos impactante: a do ótimo Alice in Chains.

A música escolhida para iniciar o show foi “Hit the Lights”, o primeiro sucesso da carreira do Metallica. A despeito de a introdução não ter sido tão impactante como em 2011 com “Creeping Death”, o público foi igualmente ao delírio. Num detalhe que pareceu perceptível apenas para quem acompanhava pela TV, James Hetfield estava meio rouco. Ainda assim, seguiu em frente com toda a sua vibração característica.

Na sequência, a sempre matadora “Master of Puppets”, além de “Holier Than Thou” e “Harvester of Sorrow”. Um fato interessante do show de 2013 é que ele começou menos agitado que o de 2011, tanto pela banda como pelo público, mas foi crescendo com o decorrer da apresentação.

Hetfield, que chegou a cometer erros raros em 2011, estava melhor na guitarra e contou com o parceiro Kirk Hammett bem mais inspirado, com direito até a um breve solo que lembrou temas do filme “Guerra nas Estrelas”. Lars Ulrich, que nunca mais foi o mesmo na bateria após o Black Album, mandou bem em vários momentos do show. Robert Trujillo, por sua vez, é aquele músico regular de sempre, que arrasou tanto num ano como no outro no baixo.

“The Day that Never Comes”, “The Memory Remains” e “Wherever I May Roam” garantiram um momento menos agitado do show, mas de grande participação do público em cada refrão. “Welcome Home (Sanitarium)” e “Sad But True” fizeram o público delirar a cada acorde e prepararam o terreno para a surpreendente “…And Justice for All”.

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Heffield estava um pouco menos falante que em 2011, mas sua voz foi melhorando no decorrer do show, assim como a participação do público seguia crescendo a cada música executada. Numa das intervenções do vocalista, foi engraçado ver ele perguntar se todos haviam gostado do show que o grupo Ghost havia realizado pouco antes do Metallica e a plateia responder de maneira negativa.

A parte final do set list foi arrasadora, com “One” e toda a tradicional pirotecnia, além das sensacionais “For Whom the Bell Tolls” e “Blackened” e as populares “Nothing Else Matters” e “Enter Sandman”. No bis, a certeza de que “Creeping Death” funciona melhor no começo do show e que “Battery” deveria ser tocada em todas as apresentações.

Para fechar mais uma grande performance no Rock in Rio, veio “Seek & Destroy” e todo o momento apoteótico que cerca esta música avassaladora do Metallica. Tal qual em 2011, gigantes bolas pretas de plástico foram jogadas ao público, que saudou a banda com enorme empolgação.

Mais uma vez, a banda precursora do thrash metal mostrou quem manda no estilo e escreveu mais um capitulo na história do maior festival brasileiro. É difícil imaginar uma terceira participação consecutiva do Metallica, agora na edição de 2015 do Rock in Rio, mas, para quem é fã do grupo, ele poderia vir a todos os festivais.

Para lembrar do grande show do Metallica no Rock in Rio 2013, o Roque Reverso, é claro, descolou vídeos no YouTube. Fique inicialmente com um de abertura, contendo a introdução tradicional de “The Ecstasy of Gold”, seguida de “Hit the Lights”. Na sequência, veja a banda tocando “Wherever I May Roam”, “Sad But True” e um vídeo com a dobradinha “Battery” e “Seek & Destroy”. Se quiser ter o show completo, entre neste link, enquanto não retiram do YouTube.

Set list

Hit the Lights
Master of Puppets
Holier Than Thou
Harvester of Sorrow
The Day that Never Comes
The Memory Remains
Wherever I May Roam
Welcome Home (Sanitarium)
Sad but True
…And Justice for All
One
For Whom the Bell Tolls
Blackened
Nothing Else Matters
Enter Sandman

Creeping Death
Battery
Seek & Destroy




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