Archive for the 'Steve Harris' Category

27
mar
16

Em grande show na Arena do Palmeiras, Iron Maiden define SP como o ‘coração do metal’ no Brasil

Iron Maiden na Arena do Palmeiras em SP - Foto: Reprodução YouTubeO Iron Maiden fechou com chave de ouro sua turnê brasileira para a divulgação do disco “The Book of Souls”. Em São Paulo, para um público de 42 mil pessoas no Allianz Parque, a lendária banda britânica de heavy metal mesclou no sábado, dia 26 de março, músicas do seu mais novo álbum com clássicos indispensáveis de uma carreira.

Na apresentação, o vocalista Bruce Dickinson não escondeu sua satisfação em tocar na capital paulista.

Acabou definindo a cidade como o “coração do metal” no País, levando o público ao êxtase.

Ao lado de outra banda clássica, o Anthrax, que foi uma espécie de “aperitivo de luxo” na abertura da agradável noite paulistana, o Iron Maiden proporcionou à nova Arena do Palmeiras o primeiro evento ligado ao heavy metal dentro do espaço inaugurado em 2014. O local já havia sido palco de outros grandes shows, como os de Paul McCartney e David Gilmour, mas jamais havia passado por uma experiência com a música pesada.

Considerada por grande parte dos fãs de heavy metal como a banda ícone do estilo, o Iron Maiden não decepcionou, mostrando que continua com gás e possibilidade de seguir em frente, mesmo com membros na casa dos 60 anos de idade e com os problemas recentes de Dickinson, que se recuperou em 2015 de um tumor cancerígeno na parte de trás da língua.

A apresentação do Iron Maiden começou na Arena do Palmeiras com cerca de 20 minutos de atraso. Após a já tradicional música “Doctor Doctor”, do UFO, o fiel público da “Donzela de Ferro” já sabia que o show estava para ser iniciado. Luzes apagadas e os telões são acesos com a cena do avião da banda preso numa selva. Ele é salvo pelo mascote Eddie, que arremessa a aeronave para o alto.

As luzes se acendem no palco, onde, no topo, num púlpito, Bruce Dickinson aparece com um capuz preto numa espécie de ritual, cercado por um cenário todo místico e relacionado à cultura maia, com fumaça, pirâmide e tochas acesas. Logo em seguida, o restante do grupo vem com tudo ao palco, levando o Allianz Parque inteiro ao delírio na execução da música “If Eternity Should Fail”.

Com exceção da antiga “Children of the Damned”, do clássico álbum “The Number of the Beast”, de 1982, as cinco primeiras canções foram do disco novo. Destas “Speed of Light”, que ficou famosa por causa do clipe moderno e cheio de feitos que homenagearam os videogames, foi a que mais empolgou o público, já que tem todas as características de um hit.

Na maior parte deste primeiro trecho do show, o público do Iron Maiden manteve a atitude de contemplação, mais quieto do que nas execuções dos clássicos, como se estivesse avaliando a banda tocando as canções novas. Este comportamento mudou automaticamente quando o primeiro sucesso incontestável do grupo foi iniciado.

Em “The Trooper”, do ótimo disco “Piece of Mind”, de 1983, a Arena inteira do Palmeiras começou a cantar e a pular sem parar. Música obrigatória em todos os repertórios de shows do Maiden, ela foi tocada com maestria pelo grupo, enquanto Dickinson, na tradicional roupa de soldado da Primeira Guerra Mundial, empunhava a bandeira do Reino Unido.

Para o fã acostumado com os show do Iron Maiden, “The Trooper” é um dos muito momentos manjados das apresentações do grupo. Nem por isso deixa de ser interessante e vibrante, dada a capacidade de levantar e empolgar  a plateia. Para os fãs que vivem a primeira experiência da “Donzela de Ferro”, a momento dificilmente sai de maneira rápida da mente.

Iron Maiden na Arena do Palmeiras em SP - Foto: Reprodução YouTubeIron Maiden na Arena do Palmeiras em SP - Foto: Reprodução YouTubeIron Maiden e Anthrax na Arena do Palmeiras em SP - Foto: Divulgação Move ConcertsIron Maiden na Arena do Palmeiras em SP - Foto: Divulgação MidioramaIron Maiden e Anthrax na Arena do Palmeiras em SP - Foto: Divulgação Iron MaidenMaiden2Iron Maiden na Arena do Palmeiras em SP - Foto: Reprodução YouTubeIron Maiden na Arena do Palmeiras em SP - Foto: Divulgação Midiorama

O show segue com outro clássico, “Powerslave”, faixa-título daquele que é considerado por muitos o melhor álbum do Iron Maiden. Poderosa em com um dos mais atraentes riffs da história do grupo, a canção foi capaz de provocar as mais diversas reações entre os fãs: desde o tradicional bate-cabeça, a rodas (que já haviam sido vistas em “The Trooper”) e gente pulando freneticamente.

Mais duas do novo disco foram tocadas na sequência: “Death or Glory” e “The Book of Souls”, que trouxe o mascote de 3 metros Eddie na sua tradicional caminhada sobre o palco para completo delírio da multidão fanática. O boneco, que, no Brasil, já apareceu com camisa de futebol, cheio de faixas de múmia, com roupagem futurística de Blade Runner e até de pirata, desta vez, veio com o mesmo tema maia da capa do álbum recente.

Além da costumeira brincadeira que costuma fazer com o agitado guitarrista Janick Gers, Eddie acabou tendo seu coração arrancado por Bruce Dickinson, em mais uma das sacadas teatrais que só o Iron Maiden tem a manha de fazer no rock n’ roll.

Após a performance teatral, o Iron Maiden trouxe de uma vez só três ultraclássicos de sua carreira: “Hallowed Be Thy Name”, “Fear of the Dark” e “Iron Maiden”.

A primeira é uma das músicas mais completas do grupo. A letra interessante, que narra os momentos que antecedem a forca de um condenado, ganha a companhia de uma melodia poderosíssima, com direito à exibição magistral das guitarras de Dave Murray e Adrian Smith, na companhia do baixo matador do incansável líder Steve Harris e das batidas certeiras do batera Nicko McBrain. Dickinson, vestido exatamente de condenado e com um pedaço da corda da forca em mãos, deu o tradicional show de interpretação e ainda chegou a bater a corda nos pratos da bateria de McBrain.

Buscapé

“Fear of the Dark” é o momento de êxtase pleno do público. Pode ser tão manjada quanto “The Trooper”, mas inegavelmente é a música que levanta até os mortos da tumba. Com o Allianz Parque totalmente iluminado pelos celulares da plateia, o coro que se ouviu na introdução foi capaz de arrepiar o mais frio dos humanos. Com a acústica ótima da nova arena palmeirense, a sensação ficou ainda mais marcante, como se o caldeirão tradicional dos jogos de futebol da equipe alviverde tivesse sido transportado para o show de uma das maiores bandas da história de todo o rock.

“Iron Maiden”, outro clássico sempre presente, trouxe novos efeitos pirotécnicos e a costumeira aparição de Eddie, no formato ainda maior, no fundo do palco. Desta vez, a banda optou por um boneco inflável imenso com a temática da capa do novo álbum. Mesmo mais simples que em shows anteriores, o mascote enorme empolgou os já emocionados fãs do grupo.

Após a pausa para o bis, foi a vez da marcante “The Number of the Beast”. Desde a tradicional fala da introdução até o fim da música, os fãs cantaram letra por letra desta canção histórica. Era véspera de Páscoa, sábado de Aleluia. E o ambiente do Allianz Parque era de pura devoção aos embaixadores do heavy metal.

Na sequência, “Blood Brothers”, do disco “Brave New World”, de 2000, não é exatamente um clássico do Iron Maiden, mas, desde que foi apresentada no Brasil pela primeira vez no Rock in Rio de 2001, sempre teve o poder de fazer o público cantar junto.

Bruce Dickinson lembrou que a banda já é uma assídua visitante do País desde o primeiro Rock in Rio na década de 80. Exaltou o Brasil e especialmente São Paulo, considerado por ele o “coração do metal” no País. Chegou a provocar os paulistas com a tradicional rivalidade com os cariocas, mas recordou que todos viviam em um mesmo País, num ótimo recado à turminha do ódio que vem aproveitando o momento político conturbado brasileiro para destilar todo o sentimento mais negativo que o ser humano é capaz.

A última da apresentação do Iron Maiden foi a sempre belíssima “Wasted Years”, que é um dos sucessos mais admirados da banda aqui no Brasil. Com uma das melodias mais marcantes da história do heavy metal, o clássico fechou com chave de ouro o grande show do grupo britânico.

Há quem tenha reclamado de um set list curto para a história do Iron Maiden e da ausência de outros sucessos. Pode ser até que o público ficou mal acostumado com as turnês de 2013 e de 2008. Este foi, no entanto, o repertório idêntico às demais apresentações da banda no Brasil na turnê que passou também pelo Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Fortaleza.

Em tempos nos quais grandes nomes do rock, como Lemmy Kilmister e David Bowie, estão morrendo, momentos com os shows do Iron Maiden precisam ser ainda mais valorizados, já que nunca se sabe se aquela vai ser a última apresentação do grupo no Brasil. O que tranquiliza é que os músicos mostraram que ainda têm gás e capacidade para trazer grandes shows ao seu público exigente e fiel. Dickinson prometeu voltar. Resta a todos a torcida para a banda cumprir a promessa.

Para relembrar o grande show do Iron Maiden no Allianz Parque, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Fique com a abertura por meio da música “If Eternity Should Fail”. Na sequência, fique com “Hallowed Be Thy Name”, “Fear of the Dark” e “Iron Maiden”. Depois, veja as performances do Iron em “The Number of the Beast” e “Wasted Years”.

Set list

If Eternity Should Fail
Speed of Light
Children of the Damned
Tears of a Clown
The Red and the Black
The Trooper
Powerslave
Death or Glory
The Book of Souls
Hallowed Be Thy Name
Fear of the Dark
Iron Maiden

The Number of the Beast
Blood Brothers
Wasted Years

03
set
14

30 anos do clássico álbum ‘Powerslave’, do Iron Maiden

Powerslave - Reprodução da Capa3 de setembro de 2014 marca o aniversário de 30 anos de um dos maiores álbuns da história do heavy metal. Exatamente há três décadas, o Iron Maiden lançava o disco “Powerslave”, considerado por muitos fãs como o melhor da lendária banda britânica.

O álbum faz parte daquela sequência obrigatória do Iron Maiden para qualquer ser que pretende conhecer o heavy metal. Veio depois de “The Number of the Beast”, de 1982, e “Piece of Mind”, de 1983. Antecedeu  “Somewhere in Time”, de 1986, e “Seventh Son of a Seventh Son”, de 1988.

O reconhecimento de que “Powerslave” não é um disco comum já começa pela capa, uma das mais interessantes e, para muitos, a melhor do Iron Maiden.

Elaborada pelo sensacional “Derek Higgs”, ela vai de encontro à letra da faixa-título que remete à história do Egito e seus faraós e escravos. O mascote Eddie é a figura central entre os sarcófagos e esfinges existentes numa arte que traz uma riqueza de detalhes impressionante.

O álbum conta na abertura com uma música que não deixa pedra sobre pedra. “Aces High” é um dos maiores clássicos do Iron Maiden e do heavy metal. Traz o grupo quase que em estado de perfeição: Bruce Dickinson afiadíssimo nos vocais, Steve Harris quase destruindo o baixo, Dave Murray e Adrian Smith sintonizadíssimos nas guitarras e Nicko McBrain com a bateria em batidas bem regulares e rápidas.

Enfim, um entrosamento invejável que já dá uma noção do que vem pela frente.  Este jornalista lembra da primeira vez que ouviu a faixa, ainda em fita cassete gravada de um álbum de um amigo. Foi tantas vezes escutada que, por pouco, ela não estourou por puro desgaste.

“2 Minutes to Midnight” é a segunda música e o segundo clássico do disco. Obrigatória há anos no set list dos shows do Iron Maiden, ela é um pouco mais cadenciada que “Aces High”, mas o peso está mantido e o entrosamento também.

Quando um grupo está no auge, ele se dá ao luxo de gravar uma faixa instrumental. E, na terceira faixa, “Losfer Words (Big’ Orra)”, a banda dá mais uma pequena amostra de seu potencial, mas falta um vocal de Dickinson para deixa-la 100% Iron Maiden. “Flash of the Blade” é a quarta da lista e tem uma introdução matadora de guitarra seguida por novas provas de que o topo era o local do grupo.

“The Duellists” é a quinta faixa de “Powerslave” e, talvez, uma das mais injustiçadas da banda. Tudo porque é uma das músicas mais completas do Iron Maiden, mas nunca chegou a estourar como merecia. Nesta parte do disco, o trio Harris, Murray e Smith parece que nasceu para tocar junto e Bruce, mais uma vez, canta com perfeição. No solo de guitarras, Murray e Smith fazem um duelo dos mais lindos de todo o heavy metal, capaz de arrepiar o mais frio dos fãs.

“Back in the Village” abria na época o chamado Lado B. É a menos badalada do disco, mas também tem seus encantos, especialmente o riff complexo e matador.

A faixa-título “Powerslave” é a sétima e penúltima do álbum. As clássicas “cavalgadas de guitarra” que marcam a composição influenciaram inúmeras bandas do estilo e serviram também para consagrar o disco.

“Rime of the Ancient Mariner”  fecha o álbum como se fosse uma história à parte do disco. Longa com os seus mais de 13 minutos, ela tem uma séria de mudanças de ritmo e também está entre as preferidas dos fãs. Foi escrita a partir do poema homônimo do poeta romântico inglês do século XVIII, Samuel Taylor Coleridge.

Fim do disco e a sensação é a de que um trator passou pelo seu cérebro, uma obra prima do heavy metal, do rock e da música produzida por um grupo em seu maior momento.

A importância deste disco é tão grande que sua turnê de divulgação, a “World Slavery Tour”, foi uma das maiores da história do rock e rendeu um indispensável álbum ao vivo, o famoso “Live After Death”, lançado em 1985.

A turnê também foi marcada pela vinda do Iron Maiden ao Brasil pela primeira vez, justamente na primeira edição do Rock in Rio. As apresentações da banda no festival também entraram para a história e fizeram com que o grupo ganhasse ainda mais fãs no País e em todo o mundo.

Para celebrar os 30 anos do grande álbum “Powerslave”, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Fique inicialmente com os clipes oficiais de “Aces High”, “2 Minutes to Midnight” e “Powerslave”. Para fechar, fique com o vídeo ao vivo de “Rime of the Ancient Mariner”, extraído do documentário Flight 666, que acompanhou a primeira parte da turnê mundial “Somewhere Back In Time World Tour” em 2008, quando o Iron tocou músicas de sua época de ouro.

22
set
13

Iron Maiden faz grande show em SP, apesar do péssimo lugar e do descaso dos produtores com o público

Iron Maiden em SP - Reprodução do YouTubeO Iron Maiden fez grande show na sexta-feira, dia 20, na cidade de São Paulo. A despeito do péssimo lugar escolhido para a apresentação, a horrenda Arena Anhembi, a banda agradou e muito o público paulistano, mesmo com todo o descaso dos produtores, evidenciado especialmente com o péssimo som do local, que estava completamente lotado, com todos os ingressos vendidos.

Depois de trazer em 2008 e 2009 os históricos shows da “Somewhere in Time World Tour” e, em 2011, a apresentação da turnê de divulgação do álbum “The Final Frontier”, a bola da vez do Iron são agora os shows da ”Maiden England Tour”.

A atual turnê esbanja tecnologia e recria o legendário espetáculo  da “Seventh Son Tour”, de 1988, aprimorado por incríveis efeitos de luz, cenografia, pirotecnia e várias encarnações do mascote Eddie. O set list é marcado por canções do show Maiden England, de 1989, cuja versão em DVD foi lançada pela primeira vez em março deste ano.

O descaso

Tudo poderia ter sido ainda melhor do que foi, se o som do Anhembi não estivesse tão embolado e baixo em vários locais, principalmente na Pista Comum. Em vários momentos, o público não suportou e gritou para que o volume fosse maior, já que havia pago por um ingresso caro e estava vendo ali a maior banda de heavy metal da história.

A Arena Anhembi já provou várias vezes que não tem condições de receber grandes shows que exigem tecnologia, mas os produtores insistem. É, aliás uma vergonha que uma cidade como São Paulo, uma das maiores metrópoles do mundo, ainda não tenha um local aberto de alto nível para esses eventos.

O Estádio do Pacaembu sempre foi um dos melhores locais, mas a implicância dos velhinhos do bairro vem impedindo que seja visto naquele local coisas históricas, como o que já aconteceu nos shows dos Rolling Stones, AC/DC e três Monsters of Rock, entre vários espetáculos. Resta a esperança de que, com a inauguração em 2014 da nova Arena do Palmeiras, o Allianz Parque, o público tenha aquilo que realmente merece por pagar ingressos altíssimos.

Outra coisa incrível: será que precisa ser formado na Nasa para sacar que é ruim para as pessoas que trabalham marcar shows em plena sexta-feira numa cidade como São Paulo? Tudo piora ainda mais quando há duas bandas de abertura, como o Ghost e o Slayer, começando a tocar a partir do “sensacional” horário de 18h30!!!

Se você, simples mortal, por exemplo, saiu do trabalho às 18 horas, simplesmente perdeu esses dois shows. Na verdade, o que parece é que os produtores estão pouco se lixando para o público e preocupados apenas no dinheiro que vão embolsar. “Se o público pagou R$ 300,00 para entrar (juntando o preço do ingresso com taxa de conveniência), mas não conseguiu chegar a tempo, problema dele.”

Portanto, se você pretende ir a qualquer show na Arena Anhembi numa sexta-feira depois do trabalho, fique tranquilo que enfrentará dores de cabeça como, por exemplo, na chegada aos estacionamentos.

O show

Descontado aquilo que os fãs nas redes sociais classificaram como “amadorismo” da produtora, a apresentação do Iron Maiden foi excelente. Com um set list bem melhor do que aquele que se viu na turnê que passou por aqui em 2011, o grupo britânico mostrou que continua sendo o maior da história do heavy metal.

Com um palco espetacular, a banda iniciou o show com uma sequência matadora: “Moonchild”, “Can I Play with Madness”, “The Prisoner” e “2 Minutes to Midnight”. Cantando muito, como sempre, Bruce Dickinson agitava demais o público, correndo para todos os lados e fazendo aquilo que um verdadeiro frontman deve realizar nos shows de heavy metal.

Após os primeiros quatro petardos, a banda trouxe uma música que há um bom tempo não era executada no Brasil: “Afraid to Shoot Strangers”, do álbum “Fear of the Dark”. Com sua melodia inconfundível e a bela junção das guitarras de Adrian Smith, Dave Murray e Jenick Gers, a canção deve ter ficado durante horas na mente das pessoas presentes após o show.

Na sequência, com “The Trooper”, o público inteiro berrou a plenos pulmões o sucesso intocável dos shows do Iron Maiden. Dickinson, mantendo a tradição, usou as vestimentas de cavaleiro britânico e empunhou a bandeira de seu país.

Logo em seguida, o clássico dos clássicos “The Number of the Beast” foi tocado no meio do show, fato raro nas mais recentes passagens do Iron Maiden pelo Brasil, já que o grupo sempre deixou a música para a parte final do show. Independentemente da mudança, a plateia presente vibrou muito.

As ótimas “Phantom of the Opera”, “Run to the Hills” e “Wasted Years” também vieram, transformando aquele momento como um dos maiores do show. Em “Run to the Hills”, o eterno mascote Eddie subiu ao palco trajando uma roupa que deixou alguns em dúvida se era um mosqueteiro ou um pirata. O fato é que, mais uma vez, o boneco empolgou demais o público, reforçando o tom teatral da apresentação do Maiden.

Entre as principais músicas da turnê, “Seventh Son of a Seventh Son” trouxe um fundo de palco simplesmente espetacular, com mais um boneco do Eddie extremamente bem produzido, encantando a plateia, que notou uma ligeira melhora no som neste momento do show. Na sequência, a matadora “The Clairvoyant”, tendo na introdução o baixo sensacional do mestre Steve Harris.

Tradicional momento de catarse coletiva, “Fear of the Dark” fez o público inteiro cantar o sucesso e emocionou. Vale destacar que Bruce Dickinson elogiou a plateia paulistana e chegou a provocar, lembrando do Rock in Rio. “Por que não Rock in São Paulo”, brincou, sabedor da rivalidade entre cariocas e paulistas.

Última antes do bis, nada menos que “Iron Maiden” enlouqueceu o Anhembi inteiro, não somente porque é muito boa, mas também porque foi nesse momento que o palco do show se transformou numas das coisas mais espetaculares vistas em São Paulo. Realizando um sonho de muito fã antigo da banda, a capa do álbum “Seventh Son of a Seventh Son” foi reproduzida no palco, com a figura clássica de Eddie segurando um bebê Eddie que se mexia.

Depois de toda a pirotecnia que foi vista na música, a certeza que, apesar dos problemas enfrentados (até encanamento de água chegou a estourar e inundar uma parte da pista), valeu a pena presenciar aquele momento do show.

No bis, o começo com a ótima “Aces High”, seguida nada menos por “The Evil That Men Do” e “Running Free”, que fizeram o público inteiro cantar com a máxima energia.

O show de 2013 superou o de 2011 e, sem a menor dúvida, se tivesse condições de som melhores, estaria entre os melhores feitos pelo Iron Maiden no Brasil. Com a conhecida qualidade de CD que geralmente é notada no Palco Mundo do Rock in Rio, a apresentação da banda é forte candidata a entrar para a história.

Quanto à Arena Anhembi, ou os organizadores se tocam de melhorar o som nos próximos shows, como o Monsters of Rock, ou provocarão a ira dos fãs de metal. Ou você acha que a galera fã de Slipknot ficará quietinha se não tiver algo de qualidade?

Fique abaixo com o set list e com alguns vídeos que o Roque Reverso descolou no YouTube. Veja a banda tocando “Moonchild”, “Run to the Hills”, “Seventh Son of a Seventh Son” e “Iron Maiden”.

Set List

Moonchild
Can I Play with Madness
The Prisoner
2 Minutes to Midnight
Afraid to Shoot Strangers
The Trooper
The Number of the Beast
Phantom of the Opera
Run to the Hills
Wasted Years
Seventh Son of a Seventh Son
The Clairvoyant
Fear of the Dark
Iron Maiden

Aces High
The Evil That Men Do
Running Free

20
set
12

Álbum solo de estreia de Steve Harris já está disponível para audição na internet

Já está disponível para audição na internet o tão aguardado disco solo de estreia de Steve Harris, grande baixista, fundador, compositor ou simplesmente dono do Iron Maiden. “British Lion” será lançado oficialmente apenas no dia 24 de setembro, mas os fãs já podem ouví-lo neste link, que pertence ao site da lendária banda original do músico.

Como o Roque Reverso já havia informado em julho, o disco novo é composto por 10 faixas. Foi mixado por Kevin Shirley, que já trabalhou com Led Zeppelin, Journey, Rush e o próprio Iron Maiden.

Destaque maior para a ótima “US Against the World”. Além do bom título, tem a levada que mais se aproxima do que o fã do Iron Maiden está acostumado. Mas não espere que o álbum traga o som tradicional da banda britânica. Esta nem é a proposta de Harris.

O ponto fraco do disco talvez seja o vocalista Richard Taylor, com um voz um pouco aquém do poder instrumental do disco. Além de Taylor, a banda de apoio de Harris é formada pelos guitarristas Graham Leslie e David Hawkins e o baterista Simon Dawson.

Quanto ao desempenho de Harris, tudo dentro do esperado, já que o mestre do baixo simplesmente mantém a tradicional técnica. Em algumas faixas, por sinal, o instrumento chega a peitar o vocal de Taylor.

Com este trabalho solo, o baixista segue um caminho que o vocalista do Iron, Bruce Dickinson, já havia feito lá no final da década de 80. Outra figura do grupo que já lançou discos em projetos paralelos foi o guitarrista Adrian Smith.

Pelo Iron Maiden, Steve Harris já lançou 15 álbuns de estúdio, vendeu mais de 85 milhões de discos e fez mais de 2 mil shows em 58 países, em 35 anos de carreira da banda.

Lista de faixas de “British Lion”:

1.This Is My God
2.Lost Worlds
3.Karma Killer
4.Us Against The World
5.The Chosen Ones
6.A World Without Heaven
7.Judas
8.Eyes Of The Young
9.These Are The Hands
10.The Lesson

18
jul
12

Steve Harris, do Iron Maiden, lançará disco solo em setembro

Steve Harris, baixista, fundador, compositor e simplesmente dono do Iron Maiden, vai lançar seu primeiro disco solo no dia 24 de setembro. “British Lion”, cuja capa você pode ver ao lado, é composto por 10 faixas nas quais Steve e seus colaboradores trabalharam nos últimos anos entre as turnês e lançamentos da maior banda de heavy metal da história. A mixagem do álbum foi feita por Kevin Shirley, que já trabalhou com Led Zeppelin, Journey, Rush e o próprio Iron.

Com este trabalho solo, Steve Harris, que é considerado um dos maiores baixistas de todos os tempos, segue um caminho que o vocalista da banda, Bruce Dickinson já fez lá no final da década de 80. Outra figura do grupo que já lançou discos em projetos paralelos foi o guitarrista Adrian Smith.

O trabalho solo do baixista chega a surpreender, tamanha a sua dedicação ao Iron Maiden. Quem conhece um pouquinho da história do heavy metal sabe que a banda é a vida deste sujeito determinado, que vibra a cada acorde tocado nos shows sempre como se estivesse fazendo sua primeira apresentação.

“Eu sempre me orgulhei de ser britânico. E não vejo nenhuma razão para não ter orgulho. Não é como se eu estivesse carregando uma bandeira ou tentando pregar, não é uma declaração política. É como apoiar o time de futebol, de onde você vem”, comentou Harris, sobre o nome do disco, em comunicado à imprensa. “Acho que o nome oferece um imaginário realmente forte também, então, para mim, isso se encaixa com o som”, acrescentou.

Com o Iron Maiden, Steve Harris já lançou 15 álbuns de estúdio, vendeu mais de 85 milhões de discos e fez mais de 2 mil shows em 58 países, em 35 anos de carreira da banda. No disco solo, o vocalista Richard Taylor e o guitarrista David Hawkins fazem parte da banda de apoio.

Veja abaixo a lista de faixas de “British Lion”:

1.This Is My God
2.Lost Worlds
3.Karma Killer
4.Us Against The World
5.The Chosen Ones
6.A World Without Heaven
7.Judas
8.Eyes Of The Young
9.These Are The Hands
10.The Lesson

03
abr
11

Iron Maiden mesclou músicas do CD novo e clássicos intocáveis em SP

Foi aquilo que se esperava… A maior banda de heavy metal de todos os tempos voltou a São Paulo, trouxe sua tradicional qualidade sonora, grandes clássicos do rock e o público presente correspondeu com a maior empolgação possível e também com aquele fanatismo marcante. Este é o resumo do show que o Iron Maiden fez no Estádio do Morumbi no dia 26 de março para 50 mil pessoas. Para muitos, mais do mesmo. Para outros, mais um show que pode ser listado entre os maiores da vida.

Para este blogueiro, nem tanto ao céu, nem tanto à terra. O Iron Maiden não precisa provar sua qualidade para ninguém há tempos. Colocam no bolso inúmeras bandas dos tempos atuais, mesmo com os músicos em idade avançada e não conseguindo fazer, também há algum tempo, um disco no nível daqueles da época de ouro do grupo.

Se pudéssemos fazer um ranking das melhores apresentações da banda pelo País, o show do Morumbi ficaria num terreno intermedário. Entendam que isso não significa que o show não foi bom. Simplesmente o Brasil viu coisas mais sensacionais, desde 1985, proporcionadas por Mr. Bruce Dickinson e Cia.

Este blogueiro acredita que não há dúvida que a apresentação do Rock in Rio de 1985 é a mais sensacional do grupo no Brasil. Não por acaso, aquele show empurrou este então fã de rock geral para o caminho do heavy metal para sempre, mesmo com ele assistindo tudo apenas pela TV ao vivo. Também avalia, agora como testemunha presente, que os dois shows que o Iron Maiden fez em SP da turnê “Somewhere Back in Time”, no Estádio do Palmeiras (2008) e no Autódromo de Interlagos (2009), pela ordem, continham o set list dos sonhos de qualquer fã e foram espetaculares. Por fim, acredita que o show da banda no Rock in Rio de 2001, com a volta de Bruce, também superou o do Morumbi.

Somado a estes detalhes importantes, o disco “The Final Frontier” está longe de ser uma obra prima e a turnê atual era para sua divulgação. Como se esperava o set list da banda no Morumbi trouxe músicas do novo álbum e os clássicos intocáveis com lugar cativo no repertório. As novidades ficaram por conta da inclusão de faixas do álbum “Brave New World”, talvez o melhor até o momento desde “Fear of The Dark”.

Mas, meus amigos, com tudo isso como ressalva, Iron Maiden é Iron Maiden! Que fã de heavy metal deixaria de ir num show agendado para um sábado, com tempo perfeito, sem chuva e com o céu estrelado, da maior banda de todos os tempos e na maior cidade e território mais roqueiro deste País? Só a falta de grana impediria isso e seria motivo realmente relevante para uma ausência.

Depois da ótima abertura da banda Cavalera Conspiracy, o show do Iron Maiden começou meia hora antes do previsto, o que causou certo estranhamento entre os fãs. Depois de um vídeo de cerca de 4 minutos nos telões, a banda subiu ao palco para executar a primeira faixa do disco novo: “Satellite 15…..The Final Frontier”.

Com um cenário bem interessante, o palco chamou a atenção, com detalhes que lembravam uma estação espacial em planeta distante. Logo no primeiro refrão, a banda já ganhou a galera que cantou a plenos pulmões o trecho empolgante da música, que foi seguida pela também nova “El Dorado”.

A terceira música foi a mais do que clássica “2 Minutes to Midnight”. O efeito foi o mesmo de sempre, levando o público à empolgação tradicional que os grandes hits do Iron sempre geram.

O show ficou momentaneamente mais calmo que o desejável com as novas “The Talisman” e “Coming Home”, além de “Dance of Death”, do álbum de mesmo nome. Foi quando os sábios músicos trouxeram nada menos que “The Trooper”, com direito a Bruce empunhando uma bandeira britânica e vestido de soldado, coisa que ele faz há tempos. Como de praxe, o público cantou a música do início ao fim e foi ao limite da voz no refrão.

Após o clássico, foi a hora do momento revival Rock in Rio III, com a banda tocando duas do álbum “Brave New World”. Com grande recepção do público, o grupo tocou “The Wicker Man” e depois dedicou “Blood Brothers” às vítimas do terremoto no Japão, lembrando que a tragédia provocou o cancelamento da apresentação da banda por lá.

Depois de mais uma música do álbum novo, “When the Wild Wind Blows”, um dos grandes momentos do show foi a execução de “The Evil That Men Do”, que contou com a aparição do mascote Eddie numa versão alielígena espacial.

Na sequência, a apoteótica “Fear of The Dark”, que gerou um dos maiores coros que o Morumbi testemunhou. Com o jogo ganho, o grupo emendou “Iron Maiden”, que trouxe novamente o mascote Eddie, só que numa versão maior e com efeitos luminosos no fundo do palco.

Depois de uma breve pausa, o Iron Maiden reservou para o bis a trinca formada pelas sempre sensacionais “The Number of the Beast”, “Hallowed Be Thy Name” e “Running Free”. Todas foram tocadas com maestria, com destaque para “Hallowed Be Thy Name”, que mostrou o baixista Steve Harris, como sempre, destruindo no meio do duelo de guitarras tradicional da música.

Bruce afastou rumores de que esta poderia ser a última turnê do Iron Maiden e disse que o show de São Paulo estava sendo filmado e poderia ser aproveitado para um eventual DVD. Afirmou ainda que, se a banda fizesse uma turnê de despedida, São Paulo participaria da lista, para delírio do público, que saiu com a sensação de ter visto mais um grande show dos ingleses.

Para recordar os grandes momentos do show da Donzela de Ferro, o Roque Reverso selecionou alguns vídeos do YouTube. Para ver alguns deles, você terá que clicar no atalho sugerido, que vai levá-lo até o portal de vídeos. Para começar, temos a abertura do show com “Satellite 15…’The Final Frontier”. Depois, temos “The Trooper”, “The Evil That Men Do”, “Fear of The Dark”, “Iron Maiden” e “Hallowed Be Thy Name”. Fique também abaixo com a ordem exata do set list do show.

Set list

Satellite 15…’The Final Frontier
El Dorado
2 Minutes to Midnight
The Talisman
Coming Home
Dance of Death
The Trooper
The Wicker Man
Blood Brothers
When the Wild Wind Blows
The Evil That Men Do
Fear of the Dark
Iron Maiden

The Number of the Beast
Hallowed Be Thy Name
Running Free




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Documentário 'Sepultura Endurance' teve sua estreia geral ao público no dia 15 de junho e tem neste dia 19 exibição marcada para o Cine SESC, em São Paulo, pelo In-Edit Brasil, às 21h30.
Veja a resenha do Roque Reverso aqui:
https://roquereverso.com/2017/06/15/documentario-sepultura-endurance-mostra-saga-da-banda-brasileira-e-resistencia-apos-separacao-historica/
#roquereverso #sepultura #ineditbrasil #sepulturaendurance #cinesesc Já viu os preços para o show do U2 em São Paulo?
Veja os detalhes no texto do Roque Reverso aqui:
https://roquereverso.com/2017/06/08/ingressos-de-pista-comum-para-show-do-u2-em-sp-da-turne-de-30-anos-do-the-joshua-tree-custam-r-500/
#roquereverso #u2 #estadiodomorumbi #u2thejoshuatree2017 O "Sgt. Peppers" fez 50 anos e o Roque Reverso fez uma resenha bacana.
Confira aqui:
https://roquereverso.com/2017/05/30/50-anos-do-disco-sgt-peppers-lonely-hearts-club-band-um-dos-maiores-da-historia-e-simbolo-de-uma-geracao/
#roquereverso #beatles #paulmccartney #ringostarr #johnlennon #georgeharrison Nosso texto sobre a enorme perda de Kid Vinil:
https://roquereverso.com/2017/05/19/rock-nacional-de-luto-com-a-morte-de-kid-vinil-um-dos-maiores-embaixadores-do-estilo-no-pais/
Foto: Divulgação Facebook
#roquereverso #kidvinil Nosso texto sobre a enorme perda de Chris Cornell:
https://roquereverso.com/2017/05/18/rock-chora-a-morte-de-chris-cornell-vocalista-do-soundgarden-e-do-audioslave/
Foto: Divulgação Facebook
#roquereverso #chriscornell #soundgarden #audioslave Resenha do Roque Reverso sobre o grande show do Prophets of Rage no Maximus Festival!!!
https://roquereverso.com/2017/05/16/com-fora-temer-e-show-variado-no-maximus-festival-prophets-of-rage-mantem-legado-do-rage-against/
#roquereverso #maximusfestival #prophetsofrage #tomorello

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