Archive for the 'U2' Category

02
abr
17

ESPECIAL – Trintões do Pop: a importância de 1987 na evolução da música

Assim como ’77 dez anos antes, 1987 foi simbólico para vários gêneros musicais e apontou tendências para as décadas seguintes; conheça os álbuns que contam essa história 

Por Caio de Mello Martins*

Datas redondas sempre dão o que falar. É uma chance que temos para refletirmos sobre o legado histórico de eventos passados, e também para pensarmos no tempo presente, nos processos que se desencadearam até que chegássemos ao aqui-agora, analisando os significados inferidos nas escolhas que determinaram a história.

Quando o assunto é música, a efeméride que grita mais alto nesse ano de 2017 é, sem dúvida, a explosão do punk nos dois lados do Atlântico Norte, simbolizada pelos lançamentos fonográficos na Inglaterra que transformaram um influente movimento do underground norte-americano na principal corrente de cultura jovem globalizada.

De maneira geral, pode-se dizer que foi uma iniciativa legítima, de baixo para cima, que reivindicava o resgate da autenticidade e do lastro social na cultura popular. Opunha uma indústria fonográfica que ao longo da década ganhou muito poder sobre os meios de produção, distribuição e promoção; como resultado, bandas e gravadoras estavam cada vez mais submetidos à lógica mercadológica de massificar ídolos e clichês.

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09
mar
17

Maior e mais influente álbum do U2, ‘The Joshua Tree’ completa 30 anos de forma gloriosa

Por Rafael Franco*

Um marco histórico e fundamental da carreira do U2, o álbum “The Joshua Tree”completa 30 anos de seu lançamento nesta quinta-feira, dia 9 de março, de forma gloriosa. Maior sucesso comercial da história da banda, com mais de 25 milhões de cópias vendidas ao redor do mundo, o disco é um verdadeiro divisor de águas na história do grupo irlandês.

Embora naquele momento estivessem lançando já o seu quinto álbum de estúdio, após os também bem-sucedidos “Boy”(1980), “October” (1981), “War” (1983) e “The Unforgettable Fire” (1984), Bono Vox (vocal), The Edge (guitarra), Adam Clayton (baixo) e Larry Muller Jr (bateria) estavam dando ali um passo muito maior para se transformarem
no que depois vieram a se tornar: umas das maiores bandas da história.

Isso desde o ponto de vista de importância musical até o que diz respeito às cifras astronômicas e popularidade que passaram a ter. A elevação de status proporcionada pelo inspirado disco culminou com a abertura da era dos megashows que viriam a promover desde então e que tiveram seu ápice na década de 1980 com a turnê do álbum “Rattle and Hum”, de 1988, que também geraria um dos documentários mais bem produzidos da história do rock, com direito a exibição nas salas de cinema do planeta.

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09
jan
17

U2 anuncia turnê comemorativa de 30 anos do clássico álbum ‘The Joshua Tree’

U2 - Foto de divulgação junto com o cartaz de divulgação da turnê de 30 anos do álbum "The Joshua Tree"O U2 deixou os fãs ansiosos nesta segunda-feira, 9 de janeiro, quando anunciou uma turnê comemorativa de 30 anos do clássico álbum “The Joshua Tree”. A turnê está programada apenas para a América do Norte e Europa, frustrando, pelo menos por enquanto, os amantes da banda em outros continentes.

Segundo o grupo, a primeira apresentação será realizada no Canadá, mais precisamente em Vancouver, no dia 12 de maio. A última desta turnê está prevista para o dia 1º de agosto, em Bruxelas, na Bélgica.

Neste intervalo, a banda deve tocar pela primeira vez no já tradicional Bonnaroo & Arts Festival. Também tocará no Croke Park, em Dublin, na Irlanda.

Na Europa, a banda de Noel Gallagher’s High Flying Birds, que tocou no Lollapalooza Brasil em 2016, abrirá os shows do U2. Os grupos Mumford & Sons, The Lumineers e One Republic vão se juntar à turnê na América do Norte.

“Parece que chegamos a um círculo completo desde quando as músicas do ‘The Joshua Tree’ foram originalmente escritas, com a revolta mundial, a política da extrema direita e alguns direitos humanos fundamentais em risco”, avaliou o guitarrista The Edge, acrescentando a relevância das canções nos dias de hoje e a ansiosidade da banda para tocá-las.

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16
nov
16

A mensagem da inclusão de Bono em uma lista de ‘mulheres do ano’

Bono Vox em foto de campanha pró-Haiti - Foto: DivulgaçãoA revista norte-americana Glamour fez barulho no início de novembro ao incluir Bono Vox, vocalista da banda irlandesa U2, em sua lista de “mulheres do ano”. Primeiro homem a integrar a lista da Glamour em seus quase 40 anos de existência, Bono foi escolhido, segundo a revista, por “prestar atenção nos direitos das mulheres e meninas em todo mundo”.

Não entremos no mérito de a maior parte das publicações femininas operar como manuais mais ou menos sofisticados de como a mulher deve ser bela, recatada e do lar, sempre disposta a entrar muda, submissa e sorridente na linha de montagem de princesas de araque fomentada pela mídia convencional.

A provável intenção da revista era causar polêmica com a inclusão de um homem e fazer um pouco de barulho para além de seu círculo convencional de leitoras e leitores. Apesar de a escolha poder ser vista como desserviço à luta das mulheres por direitos iguais, como se fossem necessários a tutela ou o aval masculino para legitimá-la, há um aspecto interessante a ser abordado.

A maior parte da humanidade vive atualmente em sociedades subordinadas a sistemas de opressão entrelaçados e profundamente enraizados, em especial sob os jugos do racismo, do machismo e da homofobia. E é raro, muito raro, encontrar por aí um homem branco, heterossexual, rico, famoso e bonitão disposto a se indispor pela igualdade de direitos, termo um pouco fora de moda nos últimos anos.

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20
out
15

Primeiro álbum de estúdio do U2, ‘Boy’ completa 35 anos ainda com ‘cara de garoto’

U2 - Reprodução da capa do álbum "Boy"Por Rafael Franco*

Primeiro dos 13 álbuns de estúdio do U2, o disco “Boy” completa 35 anos do seu lançamento neste dia 20 de outubro de 2015. Embora 35 não seja um número redondo e emblemático, o marco pelas três décadas e meia vale ser lembrado por fazer referência ao início já ousado e que foi o primeiro passo sólido de uma das bandas mais bem-sucedidas e influentes da história do rock.

A ousadia de “Boy” está implícita a partir da própria capa do disco, na qual um garotinho aparece sem camisa em uma foto com expressão inocente.

Embora a imagem o retrate apenas dos ombros para cima, a mesma acabou não sendo usada para os discos que foram comercializados no Canadá e nos Estados Unidos, pelo temor de que seu uso fosse associado à pedofilia.

Este temor esteve ligado ao fato de que muitas pessoas consideraram o álbum com conotação sexual e ao de que o mesmo se tornou um sucesso entre os gays, mas o próprio Bono Vox, vocalista do U2, negou que o disco tivesse apelo voltado para a sexualidade ou intenção de atingir um público específico.

O garoto em questão na capa do disco “Boy” é o hoje fotógrafo irlandês Peter Rowen – irmão de um amigo de Bono, Guggi – que depois também apareceria nas capas do terceiro álbum de estúdio da banda, o “War”, e também na coletânea “The Best of 1980-1990”.

Mas, independentemente da sua estética e da polêmica que envolveu a escolha de um garoto para ilustrar a capa de um disco de uma banda que apenas começava a trilhar o caminho para o estrelato, o “Boy” já trouxe os primeiros traços marcantes que ajudariam a consagrar o U2.

Estavam ali os inegáveis talento vocal e carisma de Bono Vox, a ótima performance de Larry Mullen Jr na bateria e a guitarra inconfundível de um então ainda cabeludo The Edge, que desde os primórdios da banda fugiu do estilo espalhafatoso e performático para dar preferência a um jeito sóbrio e sem improvisações, mas mesmo assim marcante. E, na retaguarda, um ainda garoto Adam Clayton justificando a fama de “guarda-costas” da banda, como Bono definiu durante um show do grupo realizado mais de duas décadas depois do lançamento de “Boy”.

Ainda com um quarteto muito jovem e sem sequer poder imaginar a grandiosidade que atingiria para depois se tornar pioneira e multimilionária banda da era dos mega shows de rock, o U2 trouxe no primeiro disco algumas canções com letras ainda imaturas, retratando problemas ou frustrações da infância e da adolescência, como fica claro nas faixas “Out of Control”, “Twilight” e “Stories for Boys”.

E foi um grande drama da vida de Bono, a morte da sua mãe quando ele tinha apenas 14 anos de idade, que inspirou o primeiro maior sucesso do grupo, “I Will Follow”.

Essa mesma faixa também serviu como uma forma de afirmar a fé cristã da banda, que depois viria a ficar clara pela primeira vez em uma entrevista que Bono concedeu à revista britânica NME, em 2007, quando reafirmou a sua crença em Jesus Cristo, sem nenhum medo de abordar o tema religioso, sempre tratado com cuidado pelas bandas no mundo do rock. No ano passado, em outra entrevista, ele reconheceu que costuma orar e que reconhece Jesus Cristo como o filho de Deus.

Embora seja um disco de estúdio, o “Boy” também trouxe canções gravadas ao vivo e tem também como curiosidade o fato de que poderia ter sido produzido por Martin Hannett, que foi produtor da banda Joy Division e acabou desistindo desta missão por estar arrasado com a morte de Ian Curtis, membro desta consagrada banda de pós-punk que acabou se suicidando em maio de 1980.

Curtis, inclusive, teve a canção “A Day Without Me”, de “Boy”, dedicada a ele por Bono. A canção foi escrita pouco antes da morte de Curtis e lançada meses depois do suicídio. Fã do cantor, o vocalista do U2 chegou a dizer que a voz dele era “santa” e o qualificou como o melhor frontman de sua geração.

Martin já produzira o single do U2 “11 O’ Clock Tick Tock”, mas saiu de cena para que Steve Lillywhite se tornasse o produtor musical do primeiro álbum da banda, depois de ter conseguido ganhar destaque ao trabalhar no lançamento do single de estreia do grupo Siouxsie and the Banshees, “Hong Kong Garden”, de 1978.

Gravado na Windmill Lane Studios, em Dublin, na Irlanda, o disco “Boy” (Island Records), embora seja emblemático e marcante para a carreira do U2, esteve longe de ser um dos maiores sucessos comerciais da banda, que depois iria estourar mundialmente com os consagrados álbuns “War” (1983), “Unforgettable Fire” (1984), “Joshua Tree” (1987), “Rattle and Hum” (1988) e “Achtung Baby” (1991), que em sequência tornaram o U2 uma instituição viva da história do rock.

Porém, somente nos Estados Unidos o álbum de 20 de outubro de 1980 vendeu mais de 1,3 milhão de cópias, e mais de 3 milhões ao total mundialmente, números bastante respeitáveis para o primeiro disco de qualquer banda.

Garoto da capa vira fotógrafo de capa

U2 - Reprodução da capa de “U22: A 22 Track Live Collection from U2 360°”Outra curiosidade sobre a capa do disco “Boy” é a de que Peter Rowen, o garoto que aparece com expressão assustada, acabou 32 anos mais tarde sendo o autor da foto que ilustra a capa do álbum ao vivo do U2, de 2012, “U22: A 22 Track Live Collection from U2 360°”.

Com sua vida intimamente ligada ao U2 desde a infância, Rowen se tornou fotógrafo de sucesso e foi convidado pela banda para retratar várias turnês do quarteto irlandês mais famoso do planeta. Ele foi chamado pela primeira vez para o show Slane Castle, de 2001, e depois trabalhou, entre outros lugares, em apresentações do grupo em Barcelona, Dublin, Paris, Roma, Montreal e até em São Paulo, onde a assombrosa turnê 360º marcou presença em 2011, com três shows no Estádio do Morumbi.

Outro fato que liga a vida do hoje fotógrafo à história do U2 está expressa na música “Bad”, um dos maiores sucessos da banda, escrito por causa de Andy, irmão de Rowen. A canção, que está no “The Unforgettable Fire”, retrata o drama vivido por Andy, que lutou por anos para se livrar do vício de heroína, antes de vencê-lo, segundo garantiu Rowen em entrevista concedida há três anos ao Ultraviolet, um fã clube do U2 no Brasil.

O certo é que, do garoto da capa que mais de três décadas depois curiosamente se tornou o homem que retratou a foto da capa de um disco do mesmo U2, a banda completa 35 anos de lançamento do seu primeiro álbum com muito a comemorar e muitas histórias para contar. E com a certeza de que tudo valeu a pena em 35 anos de estrada, estrada que eles ainda percorrem em grande forma com seus mega shows ao redor do planeta

Para comemorar os 35 anos do disco “Boy”, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube, todos ao vivo. Para começar, fique com o clássico de “I Will Follow”. Depois, veja vídeos das músicas “Twilight”, “Out of Control” e “A Day Without Me”, todos em gravações dos Anos 80. Para fechar, veja um vídeo de “The Eletric Co”, este da turnê do álbum “How to Dismantle an Atomic Bomb” em 2005.

*Rafael Franco é jornalista da Agência Estado e amante do bom e velho rock n’ roll
11
jul
15

U2 libera clipe da música ‘Song For Someone’ com participação do ator Woody Harrelson

U2 - Foto: DivulgaçãoO U2 está com clipe novo. A banda irlandesa liberou no YouTube o vídeo da música “Song For Someone”, presente no álbum “Songs of Innocence”, que foi lançado em 2014.

O clipe conta com pitadas de produção de Hollywood, já que tem mais de 7 minutos de duração e é estrelado pelo ator Woody Harrelson, famoso pelo papel principal do filme “O Povo Contra Larry Flint”.

A direção é de Vincent Haycock e, além de Harrelson, o clipe conta com a participação da filha do ator, Zoe Harrelson.

Os dois atores desempenham papeis de pai e filha na história que mostra a situação de um homem que é libertado da prisão depois de anos de encarceramento.

O U2 vem mostrando gosto pela produção de clipes cada vez mais elaborados. Tanto que os mais recentes vêm sendo chamados de curtas.

Em fevereiro, por exemplo, o grupo lançou o clipe da música “Every Breaking Wave”, uma adaptação do curta de 13 minutos e de mesmo nome do cineasta Aoife McArdle que retrata os conflitos históricos entre católicos e protestantes na Irlanda do Norte.

Veja abaixo o novo clipe do U2:

25
fev
15

U2 relembra conflito na Irlanda do Norte em clipe da música ‘Every Breaking Wave’

U2 - Foto: DivulgaçãoO U2 liberou no YouTube o clipe da música “Every Breaking Wave”, presente no álbum “Songs of Innocence”, que foi lançado em 2014 de maneira surpreendente. O videoclipe é, na verdade, uma adaptação do curta de 13 minutos e de mesmo nome do cineasta Aoife McArdle que retrata os conflitos históricos entre católicos e protestantes na Irlanda do Norte.

Além da disputa sangrenta que teve momentos que chocaram o mundo, especialmente nos Anos 80, e inspiraram hits históricos do U2, como “Sunday Bloody Sunday”, o clipe mostra um romance entre dois jovens: um católico e o outro protestante.

Ele continuam com um relacionamento apesar das constantes ameaças de violência, como os famosos atentados do IRA, grupo paramilitar católico e reintegralista, que pretendia separar a Irlanda do Norte do Reino Unido e reanexá-la à República da Irlanda.

“Songs of Innocence” é o décimo terceiro disco de estúdio da carreira do U2. É o primeiro álbum da banda irlandesa desde “No Line on the Horizon”, de 2009.

Onze faixas integram o disco novo, que contou com a produção de Danger Mouse, em conjunto com Paul Epworth, Ryan Tedder, Declan Gaffney e Flood.

No filme “Every Breaking Wave”, que pode ser visto aqui, ainda é possível ouvir a faixa “The Troubles”, também do novo álbum, enquanto os letreiros são apresentados.

Veja abaixo o novo clipe do U2:




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