Archive for the 'Adam Clayton' Category

09
mar
17

Maior e mais influente álbum do U2, ‘The Joshua Tree’ completa 30 anos de forma gloriosa

Por Rafael Franco*

Um marco histórico e fundamental da carreira do U2, o álbum “The Joshua Tree”completa 30 anos de seu lançamento nesta quinta-feira, dia 9 de março, de forma gloriosa. Maior sucesso comercial da história da banda, com mais de 25 milhões de cópias vendidas ao redor do mundo, o disco é um verdadeiro divisor de águas na história do grupo irlandês.

Embora naquele momento estivessem lançando já o seu quinto álbum de estúdio, após os também bem-sucedidos “Boy”(1980), “October” (1981), “War” (1983) e “The Unforgettable Fire” (1984), Bono Vox (vocal), The Edge (guitarra), Adam Clayton (baixo) e Larry Muller Jr (bateria) estavam dando ali um passo muito maior para se transformarem
no que depois vieram a se tornar: umas das maiores bandas da história.

Isso desde o ponto de vista de importância musical até o que diz respeito às cifras astronômicas e popularidade que passaram a ter. A elevação de status proporcionada pelo inspirado disco culminou com a abertura da era dos megashows que viriam a promover desde então e que tiveram seu ápice na década de 1980 com a turnê do álbum “Rattle and Hum”, de 1988, que também geraria um dos documentários mais bem produzidos da história do rock, com direito a exibição nas salas de cinema do planeta.

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20
out
15

Primeiro álbum de estúdio do U2, ‘Boy’ completa 35 anos ainda com ‘cara de garoto’

U2 - Reprodução da capa do álbum "Boy"Por Rafael Franco*

Primeiro dos 13 álbuns de estúdio do U2, o disco “Boy” completa 35 anos do seu lançamento neste dia 20 de outubro de 2015. Embora 35 não seja um número redondo e emblemático, o marco pelas três décadas e meia vale ser lembrado por fazer referência ao início já ousado e que foi o primeiro passo sólido de uma das bandas mais bem-sucedidas e influentes da história do rock.

A ousadia de “Boy” está implícita a partir da própria capa do disco, na qual um garotinho aparece sem camisa em uma foto com expressão inocente.

Embora a imagem o retrate apenas dos ombros para cima, a mesma acabou não sendo usada para os discos que foram comercializados no Canadá e nos Estados Unidos, pelo temor de que seu uso fosse associado à pedofilia.

Este temor esteve ligado ao fato de que muitas pessoas consideraram o álbum com conotação sexual e ao de que o mesmo se tornou um sucesso entre os gays, mas o próprio Bono Vox, vocalista do U2, negou que o disco tivesse apelo voltado para a sexualidade ou intenção de atingir um público específico.

O garoto em questão na capa do disco “Boy” é o hoje fotógrafo irlandês Peter Rowen – irmão de um amigo de Bono, Guggi – que depois também apareceria nas capas do terceiro álbum de estúdio da banda, o “War”, e também na coletânea “The Best of 1980-1990”.

Mas, independentemente da sua estética e da polêmica que envolveu a escolha de um garoto para ilustrar a capa de um disco de uma banda que apenas começava a trilhar o caminho para o estrelato, o “Boy” já trouxe os primeiros traços marcantes que ajudariam a consagrar o U2.

Estavam ali os inegáveis talento vocal e carisma de Bono Vox, a ótima performance de Larry Mullen Jr na bateria e a guitarra inconfundível de um então ainda cabeludo The Edge, que desde os primórdios da banda fugiu do estilo espalhafatoso e performático para dar preferência a um jeito sóbrio e sem improvisações, mas mesmo assim marcante. E, na retaguarda, um ainda garoto Adam Clayton justificando a fama de “guarda-costas” da banda, como Bono definiu durante um show do grupo realizado mais de duas décadas depois do lançamento de “Boy”.

Ainda com um quarteto muito jovem e sem sequer poder imaginar a grandiosidade que atingiria para depois se tornar pioneira e multimilionária banda da era dos mega shows de rock, o U2 trouxe no primeiro disco algumas canções com letras ainda imaturas, retratando problemas ou frustrações da infância e da adolescência, como fica claro nas faixas “Out of Control”, “Twilight” e “Stories for Boys”.

E foi um grande drama da vida de Bono, a morte da sua mãe quando ele tinha apenas 14 anos de idade, que inspirou o primeiro maior sucesso do grupo, “I Will Follow”.

Essa mesma faixa também serviu como uma forma de afirmar a fé cristã da banda, que depois viria a ficar clara pela primeira vez em uma entrevista que Bono concedeu à revista britânica NME, em 2007, quando reafirmou a sua crença em Jesus Cristo, sem nenhum medo de abordar o tema religioso, sempre tratado com cuidado pelas bandas no mundo do rock. No ano passado, em outra entrevista, ele reconheceu que costuma orar e que reconhece Jesus Cristo como o filho de Deus.

Embora seja um disco de estúdio, o “Boy” também trouxe canções gravadas ao vivo e tem também como curiosidade o fato de que poderia ter sido produzido por Martin Hannett, que foi produtor da banda Joy Division e acabou desistindo desta missão por estar arrasado com a morte de Ian Curtis, membro desta consagrada banda de pós-punk que acabou se suicidando em maio de 1980.

Curtis, inclusive, teve a canção “A Day Without Me”, de “Boy”, dedicada a ele por Bono. A canção foi escrita pouco antes da morte de Curtis e lançada meses depois do suicídio. Fã do cantor, o vocalista do U2 chegou a dizer que a voz dele era “santa” e o qualificou como o melhor frontman de sua geração.

Martin já produzira o single do U2 “11 O’ Clock Tick Tock”, mas saiu de cena para que Steve Lillywhite se tornasse o produtor musical do primeiro álbum da banda, depois de ter conseguido ganhar destaque ao trabalhar no lançamento do single de estreia do grupo Siouxsie and the Banshees, “Hong Kong Garden”, de 1978.

Gravado na Windmill Lane Studios, em Dublin, na Irlanda, o disco “Boy” (Island Records), embora seja emblemático e marcante para a carreira do U2, esteve longe de ser um dos maiores sucessos comerciais da banda, que depois iria estourar mundialmente com os consagrados álbuns “War” (1983), “Unforgettable Fire” (1984), “Joshua Tree” (1987), “Rattle and Hum” (1988) e “Achtung Baby” (1991), que em sequência tornaram o U2 uma instituição viva da história do rock.

Porém, somente nos Estados Unidos o álbum de 20 de outubro de 1980 vendeu mais de 1,3 milhão de cópias, e mais de 3 milhões ao total mundialmente, números bastante respeitáveis para o primeiro disco de qualquer banda.

Garoto da capa vira fotógrafo de capa

U2 - Reprodução da capa de “U22: A 22 Track Live Collection from U2 360°”Outra curiosidade sobre a capa do disco “Boy” é a de que Peter Rowen, o garoto que aparece com expressão assustada, acabou 32 anos mais tarde sendo o autor da foto que ilustra a capa do álbum ao vivo do U2, de 2012, “U22: A 22 Track Live Collection from U2 360°”.

Com sua vida intimamente ligada ao U2 desde a infância, Rowen se tornou fotógrafo de sucesso e foi convidado pela banda para retratar várias turnês do quarteto irlandês mais famoso do planeta. Ele foi chamado pela primeira vez para o show Slane Castle, de 2001, e depois trabalhou, entre outros lugares, em apresentações do grupo em Barcelona, Dublin, Paris, Roma, Montreal e até em São Paulo, onde a assombrosa turnê 360º marcou presença em 2011, com três shows no Estádio do Morumbi.

Outro fato que liga a vida do hoje fotógrafo à história do U2 está expressa na música “Bad”, um dos maiores sucessos da banda, escrito por causa de Andy, irmão de Rowen. A canção, que está no “The Unforgettable Fire”, retrata o drama vivido por Andy, que lutou por anos para se livrar do vício de heroína, antes de vencê-lo, segundo garantiu Rowen em entrevista concedida há três anos ao Ultraviolet, um fã clube do U2 no Brasil.

O certo é que, do garoto da capa que mais de três décadas depois curiosamente se tornou o homem que retratou a foto da capa de um disco do mesmo U2, a banda completa 35 anos de lançamento do seu primeiro álbum com muito a comemorar e muitas histórias para contar. E com a certeza de que tudo valeu a pena em 35 anos de estrada, estrada que eles ainda percorrem em grande forma com seus mega shows ao redor do planeta

Para comemorar os 35 anos do disco “Boy”, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube, todos ao vivo. Para começar, fique com o clássico de “I Will Follow”. Depois, veja vídeos das músicas “Twilight”, “Out of Control” e “A Day Without Me”, todos em gravações dos Anos 80. Para fechar, veja um vídeo de “The Eletric Co”, este da turnê do álbum “How to Dismantle an Atomic Bomb” em 2005.

*Rafael Franco é jornalista da Agência Estado e amante do bom e velho rock n’ roll
16
jul
15

Além de tocar no Rock in Rio, Gojira se apresentará em SP no dia 20 de setembro

Gojira em SP - Cartaz de DivulgaçãoMais uma banda que se apresentará no Rock in Rio 2015 também fará show em São Paulo. O nome da vez é o grupo de heavy metal Gojira, que tocará no Carioca Club, no dia 20 de setembro.

A banda francesa vem para a apresentação na capital paulista um dia depois de tocar na mesma noite que o headliner Metallica, o Mötley Crüe e o Royal Blood no palco principal do festival da capital fluminense.

Os ingressos para o show do Gojira em São Paulo já estão à venda pela internet, no site da Ticket Brasil, onde é cobrada a taxa de conveniência.

Sem este valor adicional, a entrada pode ser comprada no Manifesto Bar, responsável pela produção do evento.

O preço promocional de primeiro lote para a Pista sai por R$ 90,00. A meia-entrada tem o valor de R$ 80,00.

O Gojira foi formado na segunda metade da década de 90. Lançou os discos “Terra Incognita” (2001), “The Link” (2003), “From Mars to Sirius” (2005), “The Way of All Flesh” (2008) e “L’Enfant Sauvage” (2012).

O vocalista e guitarrista da banda, Joe Duplantier, teve passagem pelo Cavalera Conspiracy, dos irmãos Max e Igor Cavalera. Na banda dos brasileiros, ele ficava restrito ao baixo.

18
dez
14

Álbum emblemático e icônico da carreira do U2, ‘The Unforgettable Fire’ completou 30 anos em 2014

U2 - The Unforgettable Fire

Por Rafael Franco*

Quarto disco de estúdio do U2, o “The Unforgettable Fire” completou em 2014 três décadas de existência, mas, ao ser ouvido hoje, ainda soa como um álbum moderno. Quem o escutar pela primeira vez e não conferir a data de seu lançamento, o dia 1º de outubro de 1984, diria que ele poderia ter vindo de uma época que remete ao futuro de glórias do próprio U2. Não é exagero dizer que este disco marcou o início de uma nova era para os então quatro jovens irlandeses, que deste álbum partiriam nos anos seguintes para três discos antológicos em sequência: o “Joshua Tree”, de 1987, o ao vivo “Rattle and Hum”, de 1988, e o “Achtung Baby”, de 1991.

Embora Bono Vox considere “Bad” e “Pride (In The Name of Love)”, duas das melhores músicas – para muitos as duas melhores do “The Unforgettable Fire” -, “esboços incompletos”, pois a banda ainda estava em busca da maturidade que depois alcançaria para se consagrar como uma das maiores de todos os tempos, a própria sinceridade do vocalista traduzia o que o grupo depois tornaria uma marca de sua trajetória: a ousadia e nenhum temor em mudar seu estilo.

Estilo este que depois ficaria mais pop, como o próprio nome homônimo ao estilo, do álbum de 1997, não deixa mentir. Muito criticado pelos fãs mais tradicionais e adeptos ao rock, pela sua linha mais eletrônica e até dançante em algumas canções, o disco “Pop” foi um outro passo polêmico da banda após o também contestado “Zooropa” (de 1993), que marcaria a icônica turnê “Zoo TV”, o auge da era futurista dos megashows do U2 nos anos 90.

Mas nada disso teria sido possível sem o primeiro passo mais ousado da carreira da banda com o lançamento do “The Unforgettable Fire”, que, por sinal, foi o primeiro de Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr sob a produção de Brian Eno, músico que trabalhou com o grupo Talking Heads, e Daniel Lanois, engenheiro de áudio, que depois acompanhariam a banda ao longo de uma carreira que atingiria o seu auge naquela mesma década de 80 e início da de 90 com o “Achtung Baby”.

O som de protesto consagrado em “Sunday, Bloody Sunday”, do disco “War”, de 1983, terceiro álbum de estúdio da banda após os ainda “imaturos” “Boy” (de 1980) e “October” (1981), passou a dar lugar a um som que trouxe o U2 a uma nova plataforma, ampliando o seu alcance a um universo mais eclético de fãs.

A batida seca da bateria de Larry Mullen Jr e as letras diretas e mais agressivas, até do ponto de vista de sua sonoridade, deram lugar a ritmos conduzidos de forma mais lenta e explorando os instrumentos de maneira mais distribuída, assim como explorando mais os teclados, com menos peso no baixo de Clayton e na guitarra de The Edge, e abusando de sons atmosféricos que garantiram o ar moderno ao álbum, o que já fica claro desde a sua primeira faixa: “A Sort of Homecoming”.

Para mergulhar de cabeça em um novo ambiente musical e buscar inspiração, o U2 viajou pela Irlanda por alguns dias procurando locais que trouxessem a banda a uma nova “viagem sonora”, assim como iniciou as gravações deste seu quarto disco de estúdio no Slane Castle, em Dublin, onde o quarteto se sentiu à vontade para tocar as canções e chegou a utilizar um salão gótico do local para tentar encenar um clima ainda maior de “experimentalismo” neste início de nova fase para a banda.

Com toda esta preparação e ousadia, o U2 ao mesmo tempo não deixou de ser questionador ou de abordar temas polêmicos como fez em seus primeiros discos. Isso ficou claro na música “Bad”, que fala do vício em heroína, ou em “Pride (In The Name of Love)” e “MLK”, que foram compostas em tributo a Martin Luther King Jr, ícone da luta contra o racismo e pelos direitos civis nos Estados Unidos.

Já a faixa-título do álbum, “The Unforgettable Fire”, teve inspiração em uma exposição de arte, realizada no Museu da Paz de Chicago, em homenagem às vítimas dos bombardeios atômicos em Hiroshima e Nagasaki, ocorridos no Japão durante a Segunda Guerra Mundial, em 1945. A letra da música, porém, não faz referência aos ataques nucleares e é bastante abstrata.

Com dez faixas ao total, “The Unforgettable Fire” chegou a receber fortes críticas por trazer algumas letras com conteúdo considerado vago ou músicas que pareciam inacabadas, mas se tornou marcante o suficiente para projetar um novo horizonte musical ao quarteto de Dublin, que depois provou ter dado um passo certeiro no caminho para se tornar uma das maiores referências da história da música e uma das bandas de maior sucesso comercial em todos os tempos. Foi um inquestionável início de uma nova era para o U2.

Para comemorar os 30 anos do grande disco, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Para começar, fique com o clipe de “Pride (In the Name of Love)”. Depois, veja uma apresentação ao vivo e histórica de “Bad”, no Live Aid, de 1985, e outra de “MLK”. Para fechar, o clipe da música “The Unforgettable Fire”.

*Rafael Franco é jornalista da Agência Estado e amante do bom e velho rock n’ roll
22
abr
11

Com transmissão para a América do Sul, U2 fecha turnê grandiosa por SP com show em Morumbi lotado

Em mais um momento histórico para a capital paulista, o U2 fez sua última apresentação da “360° Tour” na quarta-feira, dia 13 de abril, para um Estádio do Morumbi lotado por 90 mil fãs. Com um palco grandioso e um arsenal tecnológico de ponta nunca visto no Brasil, a banda irlandesa  justificou a quebra do recorde de turnê de maior sucesso da história, antes pertencente aos Rolling Stones, com a “Bigger Bang Tour”.

Se os vídeos do YouTube, as fotos e as imagens de TV já davam uma impressão assustadora e, ao mesmo tempo, intensamente convidativa do palco, presenciar tudo ao vivo ampliou estes sentimentos em 100 vezes. Desde a entrada no estádio com susto em relação ao tamanho do palco em forma de “aranha” (ou de “garra” ou era uma “nave”?) até os efeitos luminosos belíssimos que se espalhavam por todo o Morumbi, tudo confirmou a ideia de que aquele show não poderia ter sido perdido por quem gosta de grandes espetáculos.

Há quem diga que toda esta grandiosidade deixou o show um pouco mais frio, no que se refere à sintonia entre banda e público. Isso realmente pode ter acontecido, mas, se já existe normalmente uma grande diferença entre apresentações mais intimistas em casas de shows menores e as de estádios enormes, nada mais natural do que uma ampliação deste detalhe num show em que o palco rivaliza com a banda em importância.

Mais um exemplo de grandiosidade do show de quarta-feira foi o fato de a apresentação ter sido transmitida ao vivo, em áudio, pela internet, para o Brasil e por rádio a países da América do Sul, como Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela. Não há dúvida, portanto, de que os felizardos que assistiram à apresentação do dia 13 realmente viveram um momento único.

Depois do sofrimento para chegar ao Estádio do Morumbi (definitivamente sem condições de receber uma Copa do Mundo por conta da dificuldade de acesso, trânsito irritante, falta de estacionamentos e transporte público precário), ouvir a abertura do show com “Space Oddity”, de David Bowie e ver a banda caminhar para o palco já compensou o nervosismo com a situação anterior. Desde o início da música até a aparição dos integrantes da banda no telão como astronautas a caminho de uma missão; tudo aquilo gerou a sensação de que algo incrivelmente espetacular estava por vir.

Com os primeiros acordes de “Even Better Than The Real Thing”, o U2 “incendiou” o Morumbi e provocou a alegria de quem não aguentava mais esperar pelo show. Estavam todos lá como nos bons tempos dos anos 80 e 90: Bono Vox e sua liderança incontestável, apesar de um pouco rouco por conta da balada da noite anterior; Larry Mullen Jr e sua competência na bateria; Adam Clayton e seu estilo bonachão com grande técnica no baixo; e The Edge, simplesmente o melhor da banda com sua técnica impecável na guitarra.

O set list do show do dia 13 foi pouco diferente dos repertórios dos dias 9 e 10. Na verdade, o que se pôde ver foi a banda praticamente mesclando as listas dos dois primeiros dias, o que só deixou os fãs da quarta ainda mais contentes, apesar de o grupo ter perdido a oportunidade de montar um set ainda mais empolgante com alguns clássicos que ficaram de fora.

Logo na segunda música, um baita sucesso do passado, “I Will Follow”, que havia sido tocada no sábado, mas não no domingo. Depois, as cinco músicas seguintes foram idênticas às dos set lists do dia 9 e 10: “Get On Your Boots”, “Magnificent”, “Mysterious Ways”, “Elevation”, “Until The End Of The World” e nada menos que a bela “Still Haven’t Found What I’m Looking For”.

Bono, como sempre simpático com o público, desde o início manteve a fama, para alguns, dispensável. “Vamuu que vamuuu”, disse logo na primeira música. “São Paulo não pode parar”, gritou pouco antes “Still Haven’t…”, quando em inglês, disse ainda que, normalmente, a banda faz o show e canta para o público, mas que, no Brasil e na América do Sul, era o público que fazia o show e cantava para a banda.

Na sequência, a sempre ótima e emocionante “Pride (In The Name Of Love)”. Foi um bom presente da banda aos fãs da quarta, já que ela havia sido tocada no domingo, mas não no sábado. Uma exclusividade da noite foi a participação do músico Seu Jorge, com uma versão bossa nova da música “The Model”, do Kraftwerk. Para alguns, um bom momento e algo inédito. Para outros…algo que poderia ser substituído por algum clássico do U2.

Depois do momento inusitado, foi a vez de  Bono convidar uma garota da plateia para ler a introdução em português para “Beautiful Day”, que trouxe novamente o público para o êxtase. Em seguida, a banda emendou “Miss Sarajevo”, outra que poderia ter sido trocada por algo melhor do que ver Bono tentando imitar Luciano Pavarotti.

Na sequência, foram tocadas a quase rara “Zooropa” e “City Of Blinding Lights”, ambas com a ampliação do já espetacular telão do palco para algo que envolveu quase todo o espaço onde a banda se encontrava – mais uma das coisas do show que realmente impressionaram. Não bastasse, o telão aumentar de tamanho, na arrasa quarteirão “Vertigo”, ele virou uma espécie de roleta, em mais um sensacional efeito especial do show, que continuou com a animada “I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight”.

O clássico “Sunday Bloody Sunday” na versão original foi um momento mágico, ainda mais para quem só tinha tido a oportunidade de vê-la na versão acústica na “Popmart Tour”, como este blogueiro. A música foi seguida por “Scarlet” e “Walk On”, que deram uma amenizada no êxtase provocado pela canção anterior e, sinceramente, poderiam ter sido trocadas, por exemplo, pela ausente e não menos mítica “New Year´s Day”, apesar do visual belo que proporcionaram.

Depois de a banda dar uma pequena pausa para o descanso e o público acompanhar um engajado discurso traduzido no telão do bispo sul-africano “Desmond Tutu”, o melhor momento do show começou, com “One” cantada por 90 mil vozes e seguida pela surpresa da noite: um trecho de “All I Want Is You”, logo emendada no emocionante clássico “Where The Streets Have No Name”. Esta última parece ter sido feita a dedo para shows, já que sempre mostra o U2 numa sintonia musical perfeita e com The Edge simplesmente impecável nos acordes.

“Sou brasileiro e não desisto nunca”, gritou Bono durante a introdução da canção, para delírio de todos, que puderam ver no telão momentos antigos da banda, nos tempos do histórico álbum “Joshua Tree”.

Após mais uma pausa, o U2 voltou para o bis, com “Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me”, que trouxe novos efeitos de luz sobre todo o Estádio do Morumbi e, mais uma vez, The Edge dando aula com sua guitarra e com os efeitos do pedal no estilo “Wah-wah”. Depois de mais essa aula do guitarrista, foi a vez da banda tocar de maneira perfeita a indispensável “With Or Without You” e fechar o show com “Moment of Surrender”, que contou com a lembrança do massacre recente das crianças na escola do Rio de Janeiro.

Em resumo, é claro que o set list poderia ter um ou outro clássico diferente e que o disco mais recente do U2 não tem o poder de outros mais badalados da sua elogiável carreira. Mas, quem presenciou o show, vai guardá-lo, com certeza, na mente por toda a vida pelo incrível espetáculo proporcionado.

Como o show foi transmitido em áudio, já virou objeto de desejo na internet e já foi disponibilizado para download, como o próprio Bono cantou a bola durante a apresentação. O ótimo site brasileiro do U2 que acompanhou todos os passos da banda já colocou tudo em MP3 neste link aqui.

O Roque Reverso também selecionou alguns vídeos do YouTube para matar a saudade de quem foi ao show ou para quem, infelizmente, não teve o prazer de presenciar a apresentação do U2. Fiquem com a inesquecível abertura e com ”Even Better Than The Real Thing”. Depois, com a execução de “The Model”, com Seu Jorge; “City Of Blinding Lights”; “Vertigo”; “Sunday Bloody Sunday”; e a dobradinha “All I Want Is You/Where The Streets Have No Name”.

Set List

Even Better Than The Real Thing
I Will Follow
Get On Your Boots
Magnificent
Mysterious Ways
Elevation
Until The End Of The World
I Still Haven’t Found What I’m Looking For
Pride (In The Name Of Love)
The Model
Beautiful Day
Miss Sarajevo
Zooropa
City Of Blinding Lights
Vertigo
I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight
Sunday Bloody Sunday
Scarlet
Walk On

One
All I Want Is You
Where The Streets Have No Name

Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me
With Or Without You
Moment of Surrender




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Annihilator liberou clipe de música que estará em novo álbum da banda previsto para novembro.
Confira detalhes no link abaixo:
https://roquereverso.com/2017/09/13/annihilator-divulga-clipe-de-twisted-lobotomy-musica-do-novo-album-previsto-para-novembro/
#roquereverso #annihilator #jwaters666 Resenha do Roque Reverso sobre o grande show que Joe Satriani realizou no domingo, 6 de agosto, em São Paulo.
https://roquereverso.com/2017/08/08/mesmo-com-som-baixo-da-guitarra-joe-satriani-da-mais-uma-de-suas-aulas-em-show-gratuito-em-sp/
#roquereverso #joesatriani #auditorioibirapuera #parquedoibirapuera #samsungbluesfestival Documentário 'Sepultura Endurance' teve sua estreia geral ao público no dia 15 de junho e tem neste dia 19 exibição marcada para o Cine SESC, em São Paulo, pelo In-Edit Brasil, às 21h30.
Veja a resenha do Roque Reverso aqui:
https://roquereverso.com/2017/06/15/documentario-sepultura-endurance-mostra-saga-da-banda-brasileira-e-resistencia-apos-separacao-historica/
#roquereverso #sepultura #ineditbrasil #sepulturaendurance #cinesesc Já viu os preços para o show do U2 em São Paulo?
Veja os detalhes no texto do Roque Reverso aqui:
https://roquereverso.com/2017/06/08/ingressos-de-pista-comum-para-show-do-u2-em-sp-da-turne-de-30-anos-do-the-joshua-tree-custam-r-500/
#roquereverso #u2 #estadiodomorumbi #u2thejoshuatree2017 O "Sgt. Peppers" fez 50 anos e o Roque Reverso fez uma resenha bacana.
Confira aqui:
https://roquereverso.com/2017/05/30/50-anos-do-disco-sgt-peppers-lonely-hearts-club-band-um-dos-maiores-da-historia-e-simbolo-de-uma-geracao/
#roquereverso #beatles #paulmccartney #ringostarr #johnlennon #georgeharrison Nosso texto sobre a enorme perda de Kid Vinil:
https://roquereverso.com/2017/05/19/rock-nacional-de-luto-com-a-morte-de-kid-vinil-um-dos-maiores-embaixadores-do-estilo-no-pais/
Foto: Divulgação Facebook
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