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Apoteótico, Foo Fighters fecha primeira noite roqueira do Rock In Rio com chave de ouro

O Foo Fighters fechou com chave de ouro a primeira noite de rock do Rock In Rio de 2019, que contou com pedido de casamento no palco e um line-up animado cujo único ponto fora da curva foi o show do Weezer.

Os paulistanos do Ego Kill Talent abriram o dia com um show corajoso, animando o público mesmo com a maioria dos presentes parecendo não conhecer as músicas da banda. O público foi ao delírio quando Bob Burnquist, lenda do skate mundial, prestigiou a banda de cima do palco.

Os capixabas do Detonautas mantiveram a peteca pra cima com seu pop rock de refrões grudentos melhorado pela presença do Pavilhão 9. O ponto alto foi um cover the Killing in the Name, do RATM.

O vocalista Tico Santa Cruz aproveitou os intervalos entre as músicas pra falar de política, religião, prevenção ao suicídio e preconceito, colocando pra frente uma pertinente mensagem de paz e respeito entre as diferenças.

Logo a seguir, Raimundos e CPM 22 tomaram o palco em conjunto, alternando músicas de seus respectivos repertórios, aumentando o peso em relação ao show anterior e mantendo o público no clima para o que viria a seguir.

Dispensando apresentações, os Titãs encerraram em alto estilo a participação do rock nacional na primeira noite roqueira do Rock In Rio deste ano, desfilando os clássicos que estão na boca do público há quase quatro décadas.

Cada vez menos espaçosos em cima do palco, os três titãs remanescentes da formação original – Branco Mello, Toni Belloto e Sérgio Brito – aproveitaram para promover uma série de participações especiais. Erika Martins e Ana Cañas mandaram bem em suas intervenções.

A escalação gringa da primeira noite roqueira do Rock In Rio começou com o Tenacious D. A banda liderada pelo hilário ator norte-americano Jack Black ganhou o público de antemão, ao sair atrás do baixista Júnior Groovador e convidá-lo a tocar.

O baixista tornou-se célebre recentemente ao aparecer em um vídeo na internet tocando uma versão de Smells Like Teen Spirit mesclada com ritmos brasileiros. Groovador foi chamado ao palco logo no início do show e ajudou o Tenacious D a conquistar a plateia apesar do repertório pouco conhecido.

O Whitesnake manteve o peso e a competência. O carisma de David Coverdale, a simpatia da banda e a intimidade do público com o repertório compensaram a dificuldade do vocalista em alcançar as notas mais altas.

Veio então o Weezer, cujo repertório destoou em peso e estilo em relação às demais bandas a noite. A banda nerd norte-americana também abusou dos covers chumbregas – “Africa” (Toto) e “Take On Me” (A-ha), para ficar em duas piadas incompreendidas -, apesar de ter acertado a mão em “Lithium”. Pra quem é fã deve ter sido legal.

Faltava, porém, uma performance apoteótica. E ela veio com o Foo Fighters, atração principal da noite. Dave Grohl teve o público na palma da mão do primeiro ao último acorde.

Mesmo canções mais recentes como “The Sky Is A Neighborhood” foram cantadas pela plateia como se já fossem conhecidas desde os primórdios da banda.

No meio do show, o batera Taylor Hawkins arriscou uma brincadeira com “Love of My Life”, entusiasmando a audiência antes da esperada versão de “Under Pressure”, do Queen, com Hawkins no vocal e Grohl na bateria, seu instrumento de origem no rock’n’roll.

Numa das interações entre banda e público sobrou tempo até para um pedido de casamento em cima do palco.

No fim, o Foo Fighters acabou estendendo por quase meia hora o show, encerrando com “Everlong”.

O Roque Reverso descolou vídeos no YouTube que mostram vários momentos dos shows do sábado, 28 de setembro, no Rock in Rio. Confira abaixo.

 


2 Responses to “Apoteótico, Foo Fighters fecha primeira noite roqueira do Rock In Rio com chave de ouro”


  1. 1 Rolf "Dio" Henrique
    1 de outubro de 2019 às 06:35

    Ricardo,
    O pessoal do MinutoHM também esteve lá e as impressões foram as mesmas principalmente em relação ao volume do palco sunset. No mais a percepção foi a mesma.
    E que coincidência sobre o FF. mesma percepção a entrega, hits e energia da banda são incríveis

  2. 1 de outubro de 2019 às 11:29

    Foo Fighters realmente sobrou não somente no sábado, mas, por enquanto, em todo o Rock in Rio.
    Quanto ao Weezer, interessante ver este contraponto em relação ao show de SP.
    O que dá para constatar é que a banda funciona melhor em espaços menores do que num festival gigante como o Rock in Rio. 😉


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