01
maio
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Matador, Judas Priest fez os shows com maior qualidade musical do Monsters of Rock

Judas Priest no Monsters of Rock - Foto: Divulgação Monsters of Rock/Ale FrataO Judas Priest voltou a São Paulo e, mais uma vez, deu uma aula de heavy metal aos fãs que estiveram na Arena Anhembi nos dias 25 e 26 de abril para acompanhar o Monsters of Rock 2015. Se o KISS trouxe o maior espetáculo do festival e Ozzy Osbourne promoveu uma verdadeira festa com sua apresentação, a banda britânica captaneada pelo lendário vocalista Rob Halford ficou com a marca de ter trazido os shows com a maior qualidade musical do evento na capital paulista.

O grupo não foi o headliner, como KISS e Ozzy, mas foi a única atração a tocar nos dois dias do evento, como uma espécie de convidado especial do festival. Os repertórios do sábado e do domingo foram quase idênticos, mas quem foi no primeiro dia ganhou cerca de 20 minutos a mais de show porque foi uma forma de os organizadores tentarem compensar o cancelamento da apresentação que o Motörhead faria.

Outra constatação de quem foi aos dois shows é de que, no primeiro dia, o Judas Priest estava melhor postado e um pouco mais animado no palco. Não é que o segundo dia tenha sido ruim, mas houve mais vibração da banda no primeiro. A qualidade sonora de ambos os dias, porém, esteve intacta e mereceu elogios.

Falando nisso, é difícil apontar algum show que o Judas Priest tenha feito em São Paulo e que tenha desagradado. Até mesmo quando o grupo veio sem Rob Halford em 2001, mas contou com o excelente vocalista Tim “Ripper” Owens, o grupo deixou a plateia satisfeita. Em 2011, por exemplo, a banda fez um ótimo show na Arena Anhembi, na primeira vinda do guitarrista Richie Faulkner, substituindo o lendário K.K. Downing, que deixou o grupo.

No Monsters de 2015, Faulkner, ao lado de Halford, foi o grande destaque dos shows do Judas. O jovem músico provou mais uma vez que tem competência para dar conta dos clássicos de uma banda tão importante do heavy metal e ganhou respeito do público.

A passagem do Judas pelo Brasil coincide com a turnê de divulgação do disco “Redeemer of Souls”, lançado em 2014. Foi com uma das músicas do álbum, “Dragonaut”, que as apresentações no Monsters começaram.

Como festival tem que ter clássicos e hits, o Judas Priest não perdeu tempo e mandou “Metal Gods”, do disco “British Steel” (1980) logo como a segunda música dos shows. Importante destacar já nessa canção a condição de voz de Halford.

De maneira diferente de muitos de seus colegas de metal que já passaram dos 60 anos e vem apresentando nítida perda de potência de voz, Halford, com 63, impressionou o público presente com agudos de dar inveja. É certo que, em várias oportunidades, ele usou efeitos sonoros que, muitas vezes, ampliavam o alcance da voz, mas ficou claro que ele continua com uma qualidade incrível nas músicas mais difíceis.

Judas Priest no Monsters of Rock - Foto: Divulgação Midiorama/Joshua BryanJudas Priest no Monsters of Rock - Foto: Divulgação Midiorama/Joshua BryanJudas Priest no Monsters of Rock - Foto: Divulgação Midiorama/Francisco Cepeda/AgnewsJudas Priest no Monsters of Rock - Foto: Divulgação Midiorama/Francisco Cepeda/AgnewsJudas Priest no Monsters of Rock - Foto: Divulgação Midiorama/Francisco Cepeda/AgnewsJudas Priest no Monsters of Rock - Foto: Divulgação Midiorama/Francisco Cepeda/Agnews

Depois de “Devil”s Child”, do disco “Screaming for Vengeance”, de 1982, foi a vez de o Judas Priest trazer nada menos que a música “Victim Of Changes”. Tal qual em outras passagens da banda pelo Brasil, a longa canção do ótimo álbum “Sad Wings of Destiny”, de 1976, fez o público ficar hipnotizado não somente com os agudos do vocalista, mas também com os solos marcantes de Glenn Tipton e Richie Faulkner.

Se é possível uma crítica negativa aos shows do Judas, teria sido ainda melhor do que foi, se o grupo tivesse usado o imenso telão central para mostrar a apresentação, como fez integralmente Ozzy Osbourne e parcialmente o KISS. Em vez disso, Halford & Cia preferiram usar o telão para a reprodução de vários efeitos visuais, até interessantes, assim como mostrar as várias capas de álbuns da carreira da banda.

“Halls of Valhalla”, também do disco novo, agradou bastante e findou a sequência das cinco primeiras músicas idênticas usadas nas duas apresentações do Monsters. Depois disso, o dia 25 contou com a quadra formada por “Love Bites”, a contagiante “Turbo Lover”, a nova “Redeemer of Souls” e “Jawbreaker”, do “Defenders of the Faith”, de 1984. O dia 26, por sua vez, contou com “March of the Damned”, também do novo disco, “Turbo Lover”, “Redeemer of Souls” e  “Jawbreaker”.

As duas últimas da primeira parte de ambos os dias foram simplesmente “Breaking the Law” e “Hell Bent for Leather”, dois grandes hits que valem o ingresso de qualquer show do Judas Priest. Na primeira, o público cantou junto do começo ao fim um dos maiores clássicos da história não só do heavy metal, mas também de todo o rock. Na segunda, foi a vez de Halford manter a tradição de ingressar no palco com sua belíssima moto, para delírio dos fãs presentes.

No bis do primeiro dia, mais clássicos poderosos, inicialmente com a dobradinha “The Hellion/Electric Eye”, além de “You”ve Got Another Thing Comin”” e a poderosíssima “Painkiller”. No bis do segundo dia, “You”ve Got Another Thing Comin””, que teve 10 minutos de duração no primeiro dia e contou com solo extenso de Faulkner, não foi tocada, sobrando apenas as outras duas.

“Painkiller” foi melhor executada no primeiro dia. No segundo, a banda esteve bem, mas Halford pareceu sofrer para cantá-la, a ponto de participar da parte final da música quase deitado no palco, tentando alcançar as notas mais exigentes.

A dobradinha “The Hellion/Electric Eye” forma um hino obrigatório em qualquer show da banda. Vale lembrar as sempre importantes participações do baixista fundador Ian Hill e do excelente baterista Scott Travis, cujas batidas marcadas dos bumbos geravam um impacto marcante por toda a Arena Anhembi.

Para fechar ambas as apresentações, o Judas Priest trouxe a tradicional “Living After Midnight”, que deu o tom de fim de festa dos shows. Mais uma vez, o público cantou junto e o sentimento final foi de ter presenciado um grande concerto de rock de uma grande lenda do heavy metal.

Ao longo das décadas, o estilo sempre foi motivo de preconceito, piadas e ridicularização por parte de gente de nariz empinado da música ou fora dela que sempre enxergou, de uma maneira errada e hipócrita, o metal como um gênero de adolescentes ou de jovens rebeldes radicais e retardados. Grande expoente do heavy metal, o Judas Priest é uma das maiores provas de que o estilo é capaz de trazer bandas extremamente profissionais, com grande qualidade técnica musical e com conteúdo para apresentar. Vida longa a Rob Halford & Cia e ao bom e velho metal!

Para relembrar os ótimos shows do Judas Priest no Monsters of Rock 2015, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Fique inicialmente com “Victim of Changes”. Depois, veja “Breaking the Law”, “Hell Bent for Leather” e a dobradinha “The Hellion/Electric Eye”. Para fechar, fique com “You”ve Got Another Thing Comin””.

Set list do dia 25                                                                                               

Dragonaut
Metal Gods
Devil”s Child
Victim of Changes
Halls of Valhalla
Love Bites
Turbo Lover
Redeemer of Souls
Jawbreaker
Breaking the Law
Hell Bent for Leather

The Hellion/Electric Eye
You”ve Got Another Thing Comin”
Painkiller

Living After Midnight

Set list do dia 26

Dragonaut
Metal Gods
Devil”s Child
Victim of Changes
Halls of Valhalla
March of the Damned
Turbo Lover
Redeemer of Souls
Jawbreaker
Breaking the Law
Hell Bent for Leather

The Hellion/Electric Eye
Painkiller
Living After Midnight

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1 Response to “Matador, Judas Priest fez os shows com maior qualidade musical do Monsters of Rock”


  1. 1 Lucas
    2 de junho de 2015 às 12:06

    Disparado o melhor show do Monsters!!!


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