Posts Tagged ‘Rob Halford

11
nov
18

No Solid Rock em SP, Alice in Chains aposta nos clássicos e Judas Priest na maestria de Rob Halford

Solid Rock - Judas Priest e Alice in Chains - Foto: Montagem com fotos do InstagramAlice in Chains e Judas Priest passaram mais uma vez por São Paulo, desta vez como bandas principais da segunda edição do festival Solid Rock, no dia 10 de novembro. Com a união de tribos diferentes do rock em torno do som pesado, as duas bandas entregaram shows que satisfizeram seus fãs no Allianz Parque, a Arena do Palmeiras.

De um lado, o Alice in Chains trouxe um repertório recheado de clássicos e fez um show quase perfeito.

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01
maio
15

Matador, Judas Priest fez os shows com maior qualidade musical do Monsters of Rock

Judas Priest no Monsters of Rock - Foto: Divulgação Monsters of Rock/Ale FrataO Judas Priest voltou a São Paulo e, mais uma vez, deu uma aula de heavy metal aos fãs que estiveram na Arena Anhembi nos dias 25 e 26 de abril para acompanhar o Monsters of Rock 2015. Se o KISS trouxe o maior espetáculo do festival e Ozzy Osbourne promoveu uma verdadeira festa com sua apresentação, a banda britânica captaneada pelo lendário vocalista Rob Halford ficou com a marca de ter trazido os shows com a maior qualidade musical do evento na capital paulista.

O grupo não foi o headliner, como KISS e Ozzy, mas foi a única atração a tocar nos dois dias do evento, como uma espécie de convidado especial do festival. Os repertórios do sábado e do domingo foram quase idênticos, mas quem foi no primeiro dia ganhou cerca de 20 minutos a mais de show porque foi uma forma de os organizadores tentarem compensar o cancelamento da apresentação que o Motörhead faria.

Outra constatação de quem foi aos dois shows é de que, no primeiro dia, o Judas Priest estava melhor postado e um pouco mais animado no palco. Não é que o segundo dia tenha sido ruim, mas houve mais vibração da banda no primeiro. A qualidade sonora de ambos os dias, porém, esteve intacta e mereceu elogios.

Falando nisso, é difícil apontar algum show que o Judas Priest tenha feito em São Paulo e que tenha desagradado. Até mesmo quando o grupo veio sem Rob Halford em 2001, mas contou com o excelente vocalista Tim “Ripper” Owens, o grupo deixou a plateia satisfeita. Em 2011, por exemplo, a banda fez um ótimo show na Arena Anhembi, na primeira vinda do guitarrista Richie Faulkner, substituindo o lendário K.K. Downing, que deixou o grupo.

No Monsters de 2015, Faulkner, ao lado de Halford, foi o grande destaque dos shows do Judas. O jovem músico provou mais uma vez que tem competência para dar conta dos clássicos de uma banda tão importante do heavy metal e ganhou respeito do público.

A passagem do Judas pelo Brasil coincide com a turnê de divulgação do disco “Redeemer of Souls”, lançado em 2014. Foi com uma das músicas do álbum, “Dragonaut”, que as apresentações no Monsters começaram.

Como festival tem que ter clássicos e hits, o Judas Priest não perdeu tempo e mandou “Metal Gods”, do disco “British Steel” (1980) logo como a segunda música dos shows. Importante destacar já nessa canção a condição de voz de Halford.

De maneira diferente de muitos de seus colegas de metal que já passaram dos 60 anos e vem apresentando nítida perda de potência de voz, Halford, com 63, impressionou o público presente com agudos de dar inveja. É certo que, em várias oportunidades, ele usou efeitos sonoros que, muitas vezes, ampliavam o alcance da voz, mas ficou claro que ele continua com uma qualidade incrível nas músicas mais difíceis.

Judas Priest no Monsters of Rock - Foto: Divulgação Midiorama/Joshua BryanJudas Priest no Monsters of Rock - Foto: Divulgação Midiorama/Joshua BryanJudas Priest no Monsters of Rock - Foto: Divulgação Midiorama/Francisco Cepeda/AgnewsJudas Priest no Monsters of Rock - Foto: Divulgação Midiorama/Francisco Cepeda/AgnewsJudas Priest no Monsters of Rock - Foto: Divulgação Midiorama/Francisco Cepeda/AgnewsJudas Priest no Monsters of Rock - Foto: Divulgação Midiorama/Francisco Cepeda/Agnews

Depois de “Devil”s Child”, do disco “Screaming for Vengeance”, de 1982, foi a vez de o Judas Priest trazer nada menos que a música “Victim Of Changes”. Tal qual em outras passagens da banda pelo Brasil, a longa canção do ótimo álbum “Sad Wings of Destiny”, de 1976, fez o público ficar hipnotizado não somente com os agudos do vocalista, mas também com os solos marcantes de Glenn Tipton e Richie Faulkner.

Se é possível uma crítica negativa aos shows do Judas, teria sido ainda melhor do que foi, se o grupo tivesse usado o imenso telão central para mostrar a apresentação, como fez integralmente Ozzy Osbourne e parcialmente o KISS. Em vez disso, Halford & Cia preferiram usar o telão para a reprodução de vários efeitos visuais, até interessantes, assim como mostrar as várias capas de álbuns da carreira da banda.

“Halls of Valhalla”, também do disco novo, agradou bastante e findou a sequência das cinco primeiras músicas idênticas usadas nas duas apresentações do Monsters. Depois disso, o dia 25 contou com a quadra formada por “Love Bites”, a contagiante “Turbo Lover”, a nova “Redeemer of Souls” e “Jawbreaker”, do “Defenders of the Faith”, de 1984. O dia 26, por sua vez, contou com “March of the Damned”, também do novo disco, “Turbo Lover”, “Redeemer of Souls” e  “Jawbreaker”.

As duas últimas da primeira parte de ambos os dias foram simplesmente “Breaking the Law” e “Hell Bent for Leather”, dois grandes hits que valem o ingresso de qualquer show do Judas Priest. Na primeira, o público cantou junto do começo ao fim um dos maiores clássicos da história não só do heavy metal, mas também de todo o rock. Na segunda, foi a vez de Halford manter a tradição de ingressar no palco com sua belíssima moto, para delírio dos fãs presentes.

No bis do primeiro dia, mais clássicos poderosos, inicialmente com a dobradinha “The Hellion/Electric Eye”, além de “You”ve Got Another Thing Comin”” e a poderosíssima “Painkiller”. No bis do segundo dia, “You”ve Got Another Thing Comin””, que teve 10 minutos de duração no primeiro dia e contou com solo extenso de Faulkner, não foi tocada, sobrando apenas as outras duas.

“Painkiller” foi melhor executada no primeiro dia. No segundo, a banda esteve bem, mas Halford pareceu sofrer para cantá-la, a ponto de participar da parte final da música quase deitado no palco, tentando alcançar as notas mais exigentes.

A dobradinha “The Hellion/Electric Eye” forma um hino obrigatório em qualquer show da banda. Vale lembrar as sempre importantes participações do baixista fundador Ian Hill e do excelente baterista Scott Travis, cujas batidas marcadas dos bumbos geravam um impacto marcante por toda a Arena Anhembi.

Para fechar ambas as apresentações, o Judas Priest trouxe a tradicional “Living After Midnight”, que deu o tom de fim de festa dos shows. Mais uma vez, o público cantou junto e o sentimento final foi de ter presenciado um grande concerto de rock de uma grande lenda do heavy metal.

Ao longo das décadas, o estilo sempre foi motivo de preconceito, piadas e ridicularização por parte de gente de nariz empinado da música ou fora dela que sempre enxergou, de uma maneira errada e hipócrita, o metal como um gênero de adolescentes ou de jovens rebeldes radicais e retardados. Grande expoente do heavy metal, o Judas Priest é uma das maiores provas de que o estilo é capaz de trazer bandas extremamente profissionais, com grande qualidade técnica musical e com conteúdo para apresentar. Vida longa a Rob Halford & Cia e ao bom e velho metal!

Para relembrar os ótimos shows do Judas Priest no Monsters of Rock 2015, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Fique inicialmente com “Victim of Changes”. Depois, veja “Breaking the Law”, “Hell Bent for Leather” e a dobradinha “The Hellion/Electric Eye”. Para fechar, fique com “You”ve Got Another Thing Comin””.

Set list do dia 25                                                                                               

Dragonaut
Metal Gods
Devil”s Child
Victim of Changes
Halls of Valhalla
Love Bites
Turbo Lover
Redeemer of Souls
Jawbreaker
Breaking the Law
Hell Bent for Leather

The Hellion/Electric Eye
You”ve Got Another Thing Comin”
Painkiller

Living After Midnight

Set list do dia 26

Dragonaut
Metal Gods
Devil”s Child
Victim of Changes
Halls of Valhalla
March of the Damned
Turbo Lover
Redeemer of Souls
Jawbreaker
Breaking the Law
Hell Bent for Leather

The Hellion/Electric Eye
Painkiller
Living After Midnight

27
abr
15

Monsters teve cancelamento do Motörhead, festa de Ozzy, Judas Priest matador e KISS apoteótico

Montagem MonstersA edição de 2015 do Monsters of Rock chegou ao fim no domingo, dia 26 de abril, e deve ter deixado a maioria dos fãs que estiveram na Arena Anhembi satisfeitos, a despeito de contratempos relacionados à organização, segurança e detalhes que sempre podem ser ajustados nos próximos eventos. Entre os momentos que serão lembrados no futuro, destaque para o cancelamento surpreendente do Motörhead, a festa do rock pesado promovida por Ozzy Osbourne, dois shows matadores em dois dias consecutivos do Judas Priest e a apresentação apoteótica do KISS.

Além destes eventos proporcionados pelos maiores medalhões do festival, outros bons shows chamaram a atenção do público, como os do Accept, do Unisonic, do Primal Fear, sem contar outros momentos marcantes gerados pelo Manowar e até pelo Steel Panther, cuja apresentação foi marcada pelo topless de algumas fãs.

De longe, o maior ponto negativo do festival foi a ausência de transmissão pela TV ou pela internet. Como já dissemos anteriormente aqui neste Roque Reverso, quem perdeu com esta mancada foram o rock e aquele fã que não conseguiu estar em São Paulo para prestigiar o grande festival. Nas redes sociais, a reclamação sobre este problema foi uma das que mais apareceu, ainda mais com os preços salgados que sobraram para quem não conseguiu comprar os primeiros lotes de ingressos.

Em relação à organização, as reclamações maiores se concentraram principalmente no primeiro dia de festival. Com uma única entrada para o público, filas enormes se formaram em volta do Anhembi. Houve casos de pessoas que demoraram duas horas esperando para entrar e que perderam os shows que desejavam assistir. No segundo dia, este problema não ficou escancarado e, perto do horário das apresentações mais importantes, à noite, foi possível chegar com certa rapidez no local.

Furtos também foram observados na Arena Anhembi, especialmente de celulares. Outro ponto que mereceu reclamação foi o preço de alimentação e bebida. Cerveja a R$ 10,00, a latinha, é um desrespeito.

De volta à parte que interessa, os headliners fizeram bons shows. A despeito da idade que bate à porta de Ozzy e do KISS, ambas as atrações acabaram justificando a condição de nomes principais do evento. O eterno vocalista do Black Sabbath mantém um carisma que continua arrastando uma legião de fãs para os shows. Enquanto isso, o KISS sabe como poucos transformar os shows em experiências sensacionais que permanecerão para sempre nas mentes dos participantes.

Outra escolha bem sacada foi colocar o Judas Priest para tocar nos dois dias. A banda de Rob Halford & Cia repetiu a tradição de grandes shows no Brasil e, musicalmente, foi a melhor do festival. Falando em música, o som do Monsters também merece elogios, pois estava nítido e num volume ideal em vários dos pontos da lotada pista.

A decepção do Monsters entre as bandas foi o cancelamento do Motörhead. Com o líder Lemmy Kilmister apresentando um sério distúrbio gástrico, seguido de uma forte desidratação, a alternativa foi a desistência da banda. Os demais integrantes do grupo chegaram a fazer um show improvisado com membros do Sepultura, mas a insatisfação e tristeza foi geral no Anhembi. O pior de tudo é que, com a saúde cada vez mais fraca de Lemmy, nada indica que o Motörhead retornará ao Brasil no curto prazo.

O fã do Judas Priest que foi no sábado acabou ganhando, com o problema de Lemmy, um repertório mais extenso. Assim foi possível ver a banda de Rob Halford num show maior do que os que geralmente são observados em festivais.

O evento de 2015 não superou as edições históricas que foram realizadas na década de 90 no Estádio do Pacaembu, tampouco o festival de 1998 na pista de atletismo do Ibirapuera. Em relação ao Monsters de 2013, contudo, o de 2015 parece ter ficado mais encorpado, com os dois dias bem distribuídos e com uma quantidade de público que, sem a menor dúvida superou a capacidade oficial do Anhembi, de cerca de 35 mil pessoas

Nos próximos dias, o Roque Reverso trará resenhas de alguns dos shows do Monsters of Rock. Além dos textos, serão descolados vídeos legais no YouTube e fotos oficiais. Fiquem ligados!

Como aperitivo dos shows do Monsters, o Roque Reverso trouxe alguns vídeos do YouTube. Fique inicialmente com Ozzy e banda executando “War Pigs”, do Black Sabbath. Depois, veja o Judas Priest tocando “Electric Eyes”. Veja ainda o KISS com “Rock and Roll All Nite” e o Accept com “Balls To The Wall”.

07
fev
14

Tributo a Dio reúne Metallica, Motörhead, Anthrax, Scorpions, Rob Halford & Cia


Ronnie James Dio é um nome que jamais será esquecido no heavy metal e, justamente, por isso, não há surpresa com os diversos tributos que tendem a ser feitos ao vocalista morto em 2010. No mais novo deles, uma verdadeira seleção de grandes nomes do lado mais pesado do rock estará presente.

Metallica, Motörhead, Anthrax, Scorpions, Rob Halford e Glenn Hughes são só alguns deles. E geram toda uma expectativa de que algo de qualidade foi feito.

Denominado “This Is Your Life”, o álbum terá 13 músicas. Estará disponível no dia 1º de abril pela gravadora Rhino. Uma versão digital também será disponibilizada ao público.

O disco, que conta com a produção da esposa Wendy Dio ainda arrecadará fundos para o Ronnie James Dio Stand Up And Shout Cancer Fund, que ajuda pessoas com a mesma doença que matou o vocalista.

As músicas do disco cobrem as diversas fases da carreira de Dio, como as passagens pelo Black Sabbath, pelo Rainbow e pela própria banda Dio. Rob Halford, por exemplo, juntou-se a parceiros frequentes de Dio, como Vinny Appice, para participar em “Man On The Silver Mountain”.

Há coisas megaespeciais também, como a música “Ronnie Rising Medley”, que tem 9 minutos de Metallica destacando a fase Rainbow, com a combinação das músicas “A Light In The Black”, “Tarot Woman”, “Stargazer” e “Kill The King”.

O Scorpions fez também uma versão de “Temple Of The King”. O Motörhead, por sua vez, juntou-se ao vocalista Biff Byford do Saxon em “Starstruck”.

O Anthrax vem com a fase de Dio no Black Sabbath, com uma versão de “Neon Knights”. O próprio Dio encerra o tributo com “This Is Your Life”, originalmente lançada no álbum “Angry Machines” (1996), da banda Dio.

O fã de heavy metal, portanto, tem tudo para se deliciar com tal tributo. Veja abaixo a lista de faixas e todos os participantes do álbum:

1- “Neon Knights” –  Anthrax *
2- “The Last In Line” – Tenacious D*
3- “The Mob Rules” – Adrenaline Mob
4- “Rainbow In The Dark” – Corey Taylor, Roy Mayorga, Satchel, Christian Martucci, Jason Christopher*
5- “Straight Through The Heart” – Halestorm*
6- “Starstruck” – Motörhead com Biff Byfford*
7- “Temple Of The King” – Scorpions*
8- “Egypt (The Chains Are On)” – Doro
9- “Holy Diver” – Killswitch Engage
10- “Catch The Rainbow” – Glenn Hughes, Simon Wright, Craig Goldy, Rudy Sarzo, Scott Warren*
11- “I” – Oni Logan, Jimmy Bain, Rowan Robertson, Brian Tichy*
12- “Man On The Silver Mountain” – Rob Halford, Vinny Appice, Doug Aldrich, Jeff Pilson, Scott Warren*
13- “Ronnie Rising Medley” (com “A Light In The Black”, “Tarot Woman”, “Stargazer”, “Kill The King”) – Metallica*
14- “This Is Your Life” – Dio

* Faixa nunca lançada antes

13
dez
11

Após festa de 30 anos, Metallica confirma lançamento do EP “Beyond Magnetic”

Depois de deixar o mundo do heavy metal agitado nos últimos dois fins de semana por causa dos shows históricos que fez para comemorar seus 30 anos de carreira, o Metallica confirmou o lançamento do EP “Beyond Magnetic”. O trabalho conta com quatro músicas não aproveitadas durante a gravação do álbum “Death Magnetic”, de 2008, que marcou o retorno da banda para um som mais próximo do thrash metal e recebeu elogios de crítica e público.

“Hate Train”, “Just A Bullet Away”, “Hell And Back” e “Rebel Of Babylon” foram as músicas que sobraram do premiado “Death Magnetic” e, mesmo na gravação original, sem a mesma mixagem das canções que entraram em 2008 no álbum, há uma qualidade de som interessante.

Segundo o comunicado oficial no site do Metallica, as quatro faixas serão disponibilizadas nesta semana por meio do iTunes exclusivamente na América do Norte e, no iTunes e adicionais redes varejistas digitais, em outras partes do mundo como EP “Beyond Magnetic”.***

As quatro músicas foram deixando de ser novidade a cada um dos quatro shows de comemoração que a banda realizou na casa de shows Fillmore, em São Francisco. Em cada uma das apresentações era tocada ao vivo uma faixa nova, posteriormente, na versão de estúdio, encaminhada por e-mail aos membros do fã clube oficial da banda. Como a internet não é terreno para segredos, rapidamente as músicas foram vazando para a rede, a ponto de facilmente serem baixadas em redes sociais e sites.

Apenas membros do fã clube sorteados tiveram o privilégio de assistir às apresentações em São Francisco, que contaram com as participações de membros da histórica do heavy metal. Rob Halford, King Diamond, Geezer Butler e Ozzy Osbourne foram só alguns dos nomes. Sem contar as participações de todos os componentes vivos que passaram pela banda, entre eles Jason Newsted, Ron McGovney e, claro Dave Mustaine, que tocou “Phantom Lord”, “Jump In The Fire”, “Metal Militia”, “Hit The Lights” e “Seek & Destroy” com o grupo no último dos quatro shows!!

Há quem diga que o lançamento do novo EP é uma tentativa de a banda agradar aos fãs que ficaram bravos com o álbum “Lulu”, que o Metallica lançou com Lou Reed recentemente. Mas o mais provável é que a banda norte-americana esteja realmente comemorando seus 30 anos em grande estilo, sem ficar um momento sequer distante dos focos da mídia e se consolidando cada vez mais como o nome de maior sucesso do heavy metal da história.

De fato, para os fãs de thrash metal, as músicas de “Beyond Magnetic” são bem mais fáceis de assimilar, enquanto “Lulu” exige um tempo maior de adaptação para qualquer ser mortal deste planeta. No EP novo, todas as músicas são bem legais, mas o destaque fica por conta de “Just A Bullet Away”, que traz riffs sensacionais e uma ótima interpretação de James Hetfield.

Depois de as músicas vazarem no YouTube, a gravadora do Metallica solicitou que elas fossem retiradas da rede social. Com isso, sobraram no site de vídeos as versões ao vivo tocadas nos shows de comemoração de 30 anos. Quem ainda não conhece, pode ver abaixo a performance da banda nestas novas faixas.

***Nota do Roque Reverso -> No início de 2012, o Metallica informou que o EP seria comercializado também em formato físico (CD). As vendas começam na América do Norte no dia 31 de janeiro e um dia antes no restante do planeta.

22
set
11

Judas Priest deu aula de heavy metal em show de clássicos em SP

Uma aula de heavy metal. Esta é a classificação que pode ser dada ao show que o Judas Priest fez na Arena Anhembi no último dia 10 na capital paulista. Com um público aproximado de 25 mil pessoas, o lendário grupo britânico, criado ainda no final da década de 60, mostrou que ainda está longe de uma eventual aposentadoria e que continua reunindo condições para empolgar os amantes do rock pesado de várias gerações.

O show fez parte da pequena turnê pelo País que a banda realizou ao lado do Whitesnake. Enquanto a banda de hard rock dava sequência à tour internacional relacionada ao seu mais recente álbum “Forevermore”, o Judas incluiu o Brasil na sua última turnê mundial, a Epitaph World Tour”.

Importante dizer que última turnê mundial não significa o fim do grupo. Vale lembrar que o vocalista Rob Halford anunciou recentemente que a banda prepara um disco novo para ser lançado em 2012. O que poderá ser visto é o grupo reduzindo o número de shows pelo planeta, mas ainda na ativa e com a possibilidade de apresentações ao vivo, para a alegria dos fãs.

Após o bom show de abertura do Whitesnake, não havia dúvida que o Judas Priest iria vir com algo devidamente pesado para mostrar a diferença entre hard rock e heavy metal. Sobravam, no entanto, perguntas entre os fãs sobre a ausência de K.K. Downing, guitarrista fundador que deixou o grupo neste ano. A pressão estaria portanto sobre o jovem Richie Faulkner, que, no decorrer do show provou que tem condições de pertencer à banda e não fazer feio.

Depois dos ajustes necessários para o começo da apresentação do Judas Priest, foi estendida na frente do palco uma enorme bandeira avermelhada com a palavra “Epitaph” escrita. As pancadas iniciais da bateria e os primeiros acordes foram ouvidos e, depois de a bandeira cair para o chão, a banda apareceu para o público mandando logo de cara a música “Rapid Fire”, do megaclássico álbum “British Steel”, de 1980. 

O som estava extremamente alto, mais do que o normal verificado em shows em espaços abertos, fazendo com que, pelo menos o público presente na Pista Vip, onde estava também a imprensa, tivesse a impressão de que estava numa casa fechada de shows, tamanho o impacto sonoro. O que mais surpreendia era o som que vinha dos bumbos, com o baterista Scott  Travis fazendo uma apresentação elogiável e ensurdecedora.

Ao fim da música, as primeiras labaredas foram vistas nas laterais do palco, o pano de fundo foi trocado para um com a capa de “British Steel” e o Judas iniciou mais um clássico: “Metal Gods”, que foi recebido com entusiasmo pela plateia. Rob Halford dava um show à parte nos vocais, enquanto o guitarrista Glenn Tipton e o baixista Ian Hill completavam apresentação com o talento de sempre. 

“The Priest is back”, disse Halford, para iniciar na sequência a música “Heading Out To The Highway”, do disco “Point of Entry”, de 1981. Com uma tradicional levada heavy metal, a música mostrou a banda bem entrosada e mereceu destaque a dobradinha de guitarras entre  Glenn Tipton e Richie Faulkner.

Na sequência, espaço para músicas de tempos diferentes: “Judas Rising”, do álbum Angel of Retribution, de 2005,  e “Starbreaker”, do disco “Sin After Sin”, de 1977, tudo sempre com as capas originais aparecendo no telão de fundo.

Um grande momento da apresentação viria a seguir, com os acordes iniciais de “Victim Of Changes”. A longa canção do ótimo álbum “Sad Wings of Destiny”, de 1976, hipnotizou e empolgou o público, com direito a solos marcantes de Tipton e Richie Faulkner, interpretação impecável de Halford, show de luzes e fumaça no final.

O Judas Priest revisitava toda a carreira e voltou para o início dela com a música “Never Satisfied”, do álbum de estreia “Rocka Rolla”, de 1974. Depois, emocionou os fãs com a canção “Diamonds and Rust”, composta pela lendária cantora folk Joan Baez e regravada pela banda em 1977 no álbum “Sin After Sin”.

Em seguida, Halford voltou ao palco com uma capa prateada e um tridente; o telão de fundo trouxe uma referência ao álbum “Nostradamus”, de 2008; a introdução “Dawn Of Creation” foi executada; e a boa música “Prophecy” foi tocada, com direito a faíscas saindo do tridente carregado pelo vocalista no final.

Ninguém podia reclamar do set list, já que era clássico atrás de clássico. E o show continuou com “Night Crawler”, do disco “Painkiller”, de 1990. No cenário, destaque para dois enormes tridentes que apareceram ao lado da bateria de Scott Travis.

Nem mesmo a fase mais pop do Judas passou despercebida, pois o grupo emendou na sequência a música “Turbo Lover”, do disco de mesmo nome lançado em 1985. Depois, foi a vez da ótima “Beyond The Realms Of Death”, do álbum “Stained Class”, de 1978, em mais um show de interpretação de Halford e mais uma aula musical dos demais integrantes. Simplesmente perfeito!

Também foram tocadas “The Sentinel”, do disco “Defenders of the Faith”,de 1984, e “Blood Red Skies”, do disco “Ram It Down”, de 1988. Ambas as músicas não empolgaram tanto como as demais, mas o Judas não deixou a peteca cair e emendou “The Green Manalishi”, cover do Fleetwood Mac, gravado pela banda de metal em 1978 no álbum “Killing Machine”.

Novamente com o público ganho, o golpe definitivo de Halford & Cia. viria na sequência, com o megaclássico “Breaking the Law”. O vocalista simplemente virou o pedestal do microfone para o público e a música foi cantada exclusivamente pelos fãs! Depois, foi a vez de um solo de bateria de Scott Travis anteceder a espetacular “Painkiller”, esta sim com Halford voltando aos vocais e contagiando a plateia.

A banda agradeceu e saiu do palco para o merecido descanso. Mas não demorou muito para voltar para o primeiro bis, puxado pela dobradinha ultraclássica “The Helion/Eletric Eyes”, do álbum Screaming for Vengeance”, que levou os fãs à loucura.

Na sequência, foi a vez de “Hell Bent For Leather” e “You’ve Got Another Thing Comin’”. Óbvio que, na primeira música, do álbum “Killing Machine”, Halford entrou no palco em cima da tradicional moto Harley-Davidson, para delírio de todos, que ainda viram vários efeitos especiais com fumaça, em mais um show de produção.

“You’ve Got Another Thing Comin’”, por sinal, não estava no set list divulgado à imprensa e contou com vários momentos interessantes. Halford comandou o público no refrão e ficou enrolado numa bandeira brasileira. O novo guitarrista Richie Faulkner, por sua vez, também não fez pouco e presenteou os fãs com um solo de guitarra que contou até com um trecho do Hino Nacional do Brasil. 

Já no segundo bis, a banda trouxe outra que não estava no set list inicial: “Living After Midnight”, do “British Steel”. Halford, em mais um gesto de simpatia, estendeu a bandeira brasileira sobre a Harley-Davidson que ainda estava ainda no palco.

Com mais esse clássico do rock, o Judas Priest encerrou mais uma aula de heavy metal em solo tupiniquim. Quem acompanhou as vindas da banda por aqui sabe que os shows dificilmente são feitos sem energia e categoria. Desta vez, para muitos, os britânicos surpreenderam com uma apresentação ainda melhor, que ficará guardada por um bom tempo na mente dos fãs.

Para celebrar o grande show, o Roque Reverso descolou no YouTube alguns vídeos filmados pelo público no Anhembi. Para começar, fique com um vídeo que traz “Rapid Fire” e “Metal Gods”. Depois, veja outros com as músicas “Victim of Changes”, “Beyond The Realms of Death”, “The Green Manalishi”, “Painkiller”, “The Hellion/Electric Eye” e “Hell Bent For Leather”. As fotos oficiais da Time For Fun são dos profissionais MRossi e Rafael Koch Rossi.

Set list

Rapid Fire
Metal Gods
Heading Out To The Highway
Judas Rising
Starbreaker
Victim Of Changes
Never Satisfied
Diamonds and Rust
Dawn Of Creation/Prophecy
Night Crawler
Turbo Lover
Beyond the Realms of Death
The Sentinel
Blood Red Skies
The Green Manalishi
Breaking the Law
Painkiller

The Hellion/Electric Eye
Hell Bent For Leather
You’ve Got Another Thing Comin’

Living After Midnight

06
nov
10

Set list do show do Rob Halford no Carioca Club em SP

Rob Halford, figura lendária do heavy metal, passou por São Paulo no final de outubro para divulgar seu mais recente álbum solo: “Halford IV: Made Of Metal”. O vocalista do Judas Priest se apresentou no Carioca Club no último dia 24. O Roque Reverso não esteve presente ao show de Halford, já que este blogueiro estava se recuperando da noite anterior, quando assistiu à apresentação matadora do Death Angel no Clash Club e tomou depois algumas cervejas com os caras no Blackmore Bar.

Ficamos sabendo, no entanto, que o vocalista do Judas se concentrou na execução das músicas de seu primeiro álbum solo, “Resurrection”, e no seu mais recente trabalho. Os fãs do Judas Priest e do Fight, outra banda que já contou com o brilho do vocalista, foram presenteados com alguns sucessos no show: “Jawbreaker” e “Heart of a Lion”, da primeira banda, e “Nailed To The Gun”, da segunda. Também rolaram outras duas músicas já gravadas pelo Judas: “Diamonds and Rust”, de Joan Baez, e “The Green Manalishi”, do Fleetwood Mac. 

Para um Carioca Club quase lotado de fãs, Halford foi acompanhado pela banda formada por Metal Mike Chasciak (guitarra), o sempre competente Roy Z. (guitarra), Mike Davis (baixo) e Bobby Jarzombek (bateria). Para não passar batido, o Roque Reverso descolou o set list do show. Também encontrou no YouTube o vídeo da música do Fight executada pelo vocalista do Judas Priest durante a apresentação.

Set list 

Resurrection
Made In Hell
Locked And Loaded
Drop Out
Made Of Metal
Undisputed
Nailed To The Gun
Golgotha
Fire And Ice
The Green Manalishi
Diamonds and Rust
Jawbreaker
Like There’s No Tomorrow
Thunder And Lighting
Cyberworld

Heart of a Lion
Saviour




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