Arquivo para abril \30\UTC 2015

30
abr
15

Accept mostra no Monsters que é possível se manter em forma após mudanças e anos de estrada

Accept no Monsters of Rock - Foto: DivulgaçãoPor Carlos Pupo*

Como descrever uma banda que fez seu peito virar uma caixa de ressonância durante a apresentação?  Brutal, agressiva ou mesmo pesada? Nenhum destes termos faz jus ao show do Accept no domingo, 26 de abril, no Monsters of Rock de 2015.

Escalados para uma apresentação ao cair da noite, naquele horário intermediário, em que as luzes de palco não causam o mesmo efeito no início do show, o mesmo não se pode dizer do efeito sonoro causado pela banda alemã.

Com o som mais “power” e “speed” desta edição do festival, o grupo conseguiu cair nas graças do público. Tanto os mais jovens, quanto os mais velhos saudosos de Udo Dirkschneider e companhia.

Aliás, vale a pena destacar o desempenho do vocalista Mark Tornillo, nascido nos Estados Unidos e que se juntou à banda em 2010. Com a voz firme e absolutamente integrada à sonoridade do grupo, mostrou vigor impressionante.

Os clássicos mais cantados obviamente foram “Balls to the Wall” e “London Leatherboys”, de 1983, mas “Teutonic Terror”, de 2010, demonstrou estar na boca do público também.

Do álbum “Blind Rage”, lançado ano passado, “Stampede”, “Final Journey” e “The Curse” tiveram sua vez.

Com um set list bem equilibrado entre o novo e o mais antigo, o grupo demonstrou que é possível manter-se em forma depois de tantos anos na estrada e mudanças em sua formação.

Para relembrar o show do Accept no Monsters of Rock de 2015, o Roque Reverso descolou três vídeos no YouTube. Fique inicialmente com “London Leatherboys”. Depois, veja a banda tocando “Restless and Wild”. Para fechar, fique com o clássico “Balls to the Wall”.

Set list

Stampede
Stalingrad
London Leatherboys
Restless and Wild
Final Journey
Princess of the Dawn
Pandemic
Fast as a Shark
Metal Heart
Teutonic Terror
Balls to the Wall

*Carlos Pupo é jornalista da Agência Estado e amante do bom e velho rock n’ roll
29
abr
15

Apoteótico, KISS fez o maior espetáculo do Monsters of Rock 2015

KISS no Monsters of Rock 2015 - Foto: Divulgação KISS/M.RossiHeadliner do segundo e último dia do Monsters of Rock, o KISS justificou a tradição de banda mestre em shows de rock para diversão e realizou o maior espetáculo do festival que aconteceu na Arena Anhembi, em São Paulo, nos dias 25 e 26 de abril. Apoteótico, o grupo liderado por Gene Simmons (vocal e baixo) e Paul Stanley (vocal e guitarra) trouxe tudo aquilo que a multidão de fãs presentes desejava ver: uma chuva de clássicos do rock, efeitos pirotécnicos e visuais, além de performances específicas de cada integrante nos vários hits apresentados.

Com mais de 40 anos de estrada, a banda já mostra algumas limitações ligadas à idade dos componentes, especialmente em relação à voz de Paul Stanley, que tem 63 anos e só perde em experiência para Gene Simmons, de 65 anos. Dado este obrigatório desconto a algo tão óbvio, o show do dia 26 de abril de 2015 foi um momento inesquecível para quem foi ao Anhembi.

Se, por um lado, é uma grande ilusão querer ver o mesmo desempenho do auge da carreira do grupo nos tempos atuais, por outro, a experiência em espetáculos só cresce e, com isso, os integrantes tiram de letra um script que encanta há décadas seus seguidores.

Originalmente agendado para as 22h30, o show começou com cerca de 40 minutos de atraso. Logo após uma extensa sequência de testes no som e nas luzes que iriam ser usadas, o KISS subiu ao palco com nada menos que “Detroit Rock City”.

Logo após o imenso pano suspenso que escondia o palco cair, uma série de efeitos deu o tom de que o público seria bem servido naquele banquete de rock n’ roll. Para começar, a bateria de Eric Singer apareceu descendo vagarosamente até o solo, enquanto breves estouros eram gerados por fogos de artifício e vários pontos de raio laser propiciavam efeitos de luzes bastante interessantes.

Não bastasse a abertura com um de seus maiores hits, o grupo emendou uma sequência de clássicos de dar inveja. O que dizer de um show que traz uma trinca com “Creatures of the Night”, “Psycho Circus” e “I Love It Loud”? No fundo do palco, o imenso telão com imagens nítidas era alternado com o logo gigante do KISS e com mais efeitos visuais bem sacados.

Em “War Machine”, Gene Simmons manteve a tradição de cuspir fogo na primeira performance emblemática da noite, deixando o público vidrado. Em “Do You Love Me”, o telão trouxe várias fotos e cenas da carreira do KISS e foi possível relembrar os vários integrantes que passaram pela banda.

Vale destacar que Paul Stanley continua extremamente simpático com seu público. O vocalista não cansou de elogiar a plateia paulistana, enaltecendo desde a quantidade imensa de pessoas presentes no Anhembi até a bunda das brasileiras, eterno patrimônio nacional.

KISS no Monsters of Rock - Foto: Divulgação Midiorama/Francisco Cepeda e Joshua Bryan /AGNews-SPKISS no Monsters of Rock - Foto: Divulgação Midiorama/Francisco Cepeda e Joshua Bryan /AGNews-SPKISS no Monsters of Rock - Foto: Divulgação Midiorama/Francisco Cepeda e Joshua Bryan /AGNews-SPKISS no Monsters of Rock - Foto: Divulgação Midiorama/Francisco Cepeda e Joshua Bryan /AGNews-SP

Com a ótima “Deuce” e a mais recente “Hell or Hallelujah”, Stanley disse inicialmente que, com a primeira, resgataria uma clássica do passado. Para a segunda, brincou que ela poderia ser uma clássico no futuro.

A apresentação continuou quente com “Calling Dr. Love” e “Lick It Up”. Esta última, por sinal, tem o poder de fazer uma parcela maior do público cantar junto e nunca decepciona.

Uma nova participação decisiva de Simmons veio com “God of Thunder”. Com um solo de baixo que combinou imagens desesperadoras no telão e o músico simulando cuspir sangue, a plateia foi presenteada com o mais uma performance teatral daquelas que moldaram a imagem do KISS.

Não bastasse toda a encenação que prendeu a atenção do público, Simmons foi puxado para cima por um fio que o levou para um mini palco próximo do teto. Lá de cima, ele também brincou com a plateia, também elogiando a “bunda linda” das brasileiras.

Depois de “God of Thunder”, o KISS trouxe “Parasite”, que foi a grande novidade do show em São Paulo em relação aos demais que o grupo realizou em outras capitais do Brasil. Cheia de efeitos gerados por laser, a música foi menos comemorada do que deveria pelo público, que já mostrava sinais de cansaço, dado o horário naquele momento, já caminhando para a madrugada da segunda-feira.

Um dos pontos altos do show veio na sequência, quando Paulo Stanley, em “Love Gun”, viajou sobre o público por meio de um cabo especial, do palco principal até o topo da torre de som que ficava no meio da pista no Anhembi. Mesmo com a voz do guitarrista dando claros sinais de desgaste, a plateia curtiu muito aquele momento, que foi seguido pela execução de “Black Diamond”, cantada pelo baterista Eric Singer.

A volta para o Bis começou com “Shout It Out Loud”, seguida por “I Was Made for Lovin’ You”. Após as duas músicas, o KISS trouxe o grande clássico “Rock and Roll All Nite”, que levou todos no Anhembi ao êxtase, com uma imensa chuva de papel picado, a elevação de Gene Simmons e do guitarrista Tommy Thayer em duas plataformas que ficaram sobre o público e o grande final de Paul Stanley quebrando sua guitarra.

Descrever um show do KISS rico em efeitos e atrações diversas nunca é fácil, pois, por mais que o leitor tente imaginar o que foi o show lendo o texto, jamais sentirá a verdadeira emoção de estar presente no espetáculo. Em 1994, ainda no primeiro Monsters of Rock brasileiro, a banda veio sem máscaras e com bem menos efeitos, mas trouxe mais qualidade musical. Em 2015, o espetáculo predominou e nem de longe foi motivo de desagrado por parte do público.

Ao fim da apresentação, este jornalista presenciou, enquanto caminhava até a saída da arena, no mínimo, uns dez fãs chorando copiosamente após o término do show. Exageros de devoção à parte, uma banda qualquer não é capaz de causar tal repercussão. E o KISS, definitivamente, em todos estes anos de carreira, prova a cada dia que é um dos mestres do entretenimento musical. Grande apresentação e grandes momentos, que fecharam com chave de ouro o Monsters of Rock de 2015.

Para relembrar o espetáculo do KISS no festival, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Fique inicialmente com a abertura do show e “Detroit Rock City”. Depois, veja a banda tocando “Deuce” e “Love Gun”. Para fechar, fique com “Rock and Roll All Nite”.

Set list

Detroit Rock City
Creatures of the Night
Psycho Circus
I Love It Loud
War Machine
Do You Love Me
Deuce
Hell or Hallelujah
Calling Dr. Love
Lick It Up
Bass Solo
God of Thunder
Parasite
Love Gun
Black Diamond

Shout It Out Loud
I Was Made for Lovin’ You
Rock and Roll All Nite

28
abr
15

Festa de Ozzy no Monsters of Rock lavou a alma da multidão no Anhembi

Ozzy Osbourne no Monsters - Foto: Divulgação Midiorama/Francisco Cepeda/AgnewsQuis o destino que o então “comedor de morcegos” e “figura ameaçadora” da sociedade Ozzy Osbourne se transformasse, anos depois, em figura querida e tida como “engraçada” pelas famílias. Surfando nessa onda já há um bom tempo e amparado num repertório consolidado e clássico, o eterno vocalista do Black Sabbath continua arrastando multidões por onde passa. Em São Paulo, no Monsters of Rock, não foi diferente e o público que lotou a Arena Anhembi no dia 25 de abril saiu da festa regida pelo “Príncipe das Trevas” com a alma lavada por puro heavy metal.

O festival tinha atrações de peso e capazes de captar grande quantidades de fãs, como o Motörhead e o Judas Priest, mas era visível o apelo maior exercido por Ozzy na arena paulistana. Com essa atmosfera favorável, o vocalista já entrou com o jogo ganho desde a primeira música e só administrou com simpatia e brincadeiras o bom show que fechou a primeira noite do Monsters de 2015.

O clássico “Bark at the Moon” deu início à apresentação e, logo de cara, levou o público ao delírio. Com a boa qualidade do som que ecoava pelas caixas da arena, o heavy metal estava bem representado e o fãs se entregavam ao máximo.

“Mr. Crowley” é uma obra-prima do rock e tradicionalmente arrepia o mais frio dos mortais a cada apresentação de Ozzy Osbourne. Tente assistir a um show do vocalista com essa música e ficar sem a belíssima melodia na cabeça nos sete dias seguintes!

O guitarrista atual de Ozzy, Gus G, não é nenhum Zakk Wylde e muito menos um Randy Rhoads, mas está muito longe de comprometer as apresentações. Seguindo o caminho trilhado pelos músicos antecessores, G tirou de seu instrumento as notas mágicas da música e fez, junto com a voz inconfundível de Ozzy, muito marmanjo encher os olhos d’água, com direito a mãozinha coreografada para o ar no ritmo da canção.

Água, por sinal, é o que não faltou na apresentação do Mr. Madman. Se, no Estado de São Paulo, o momento é da maior crise hídrica da história e milhões enfrentam um racionamento negado de maneira bizarra e inacreditável pelo Governo do Estado, no Anhembi, Ozzy deixou o politicamente correto de lado e gastou água até não poder mais por meio de mangueiras que encharcavam fotógrafos e o público mais próximo do palco.

“I Don’t Know” foi a terceira da noite e deu sequência ao repertório parecido com o adotado por Ozzy nas recentes passagens em São Paulo no mesmo Anhembi, em 2011, e no antigo estádio do Palmeiras, em 2008. Na sequência “Fairies Wear Boots”, do Black Sabbath, trouxe a banda atual do vocalista muito bem entrosada, com destaque para o baterista Tommy Clufetos, que já tinha surpreendido muita gente em 2013 na histórica apresentação que o grupo original do “Príncipe das Trevas” (com Tony Iommi e Geezer Butler) realizou no Campo de Marte, também na capital paulista.

Show do Ozzy no Monsters - Gus G - Foto: Divulgações Monsters/Camila CaraShow do Ozzy no Monsters - Foto: Divulgações Monsters/Camila CaraShow do Ozzy no Monsters - Foto: Divulgações Monsters/Camila CaraShow do Ozzy no Monsters - Tommy Clufetos - Foto: Divulgações Monsters/Camila Cara

Após “Suicide Solution” e “Road to Nowhere”, foi a vez de “War Pigs” trazer mais um momento de Black Sabbath ao show. Um dos vocalistas mais marcantes do rock, Ozzy claramente não possui a mesma voz com seus 66 anos de idade. Desafinadas perdoáveis à parte, a execução da música foi bem recebida e não deixou a desejar.

Logo em seguida, “Shot in the Dark”, da carreira solo do vocalista, talvez tenha sido a mais pop da noite. Em contrapartida, a canção seguida “Rat Salad”, veio no caminho contrário do instrumental e fez Gus G e Tommy Clufetos darem um show à parte, enquanto Ozzy descansava um pouco.

Em “Iron Man”, a voz do Mr, Madman voltou a dar uma rateada no começo, mas Ozzy se recuperou na sequência. “I Don’t Want to Change the World” foi a penúltima da primeira parte do show e abriu caminho para a sempre ótima “Crazy Train”, que também faz parte das canções que grudam na cabeça durante dias.

Pausa para o descanso rápida e o retorno de Ozzy ao palco foi seguido da execução da obrigatória “Paranoid”, do Sabbath. Com o público rindo à toa e vibrando muito com a boa apresentação, o vocalista, mais uma vez, fez valer o (caro) ingresso pago para o quem quisesse assistir ao show.

Para relembrar mais uma boa apresentação de Ozzy Osbourne em São Paulo, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Fique inicialmente com a indispensável “Mr. Crowley”. Depois veja “Fairies Wear Boots” e “Iron Man”, ambas filmadas por nós. Para fechar, fique com “Crazy Train”.

Set list

Bark at the Moon
Mr. Crowley
I Don’t Know
Fairies Wear Boots
Suicide Solution
Road to Nowhere
War Pigs
Shot in the Dark
Rat Salad
Iron Man
I Don’t Want to Change the World
Crazy Train

Paranoid

27
abr
15

Monsters teve cancelamento do Motörhead, festa de Ozzy, Judas Priest matador e KISS apoteótico

Montagem MonstersA edição de 2015 do Monsters of Rock chegou ao fim no domingo, dia 26 de abril, e deve ter deixado a maioria dos fãs que estiveram na Arena Anhembi satisfeitos, a despeito de contratempos relacionados à organização, segurança e detalhes que sempre podem ser ajustados nos próximos eventos. Entre os momentos que serão lembrados no futuro, destaque para o cancelamento surpreendente do Motörhead, a festa do rock pesado promovida por Ozzy Osbourne, dois shows matadores em dois dias consecutivos do Judas Priest e a apresentação apoteótica do KISS.

Além destes eventos proporcionados pelos maiores medalhões do festival, outros bons shows chamaram a atenção do público, como os do Accept, do Unisonic, do Primal Fear, sem contar outros momentos marcantes gerados pelo Manowar e até pelo Steel Panther, cuja apresentação foi marcada pelo topless de algumas fãs.

De longe, o maior ponto negativo do festival foi a ausência de transmissão pela TV ou pela internet. Como já dissemos anteriormente aqui neste Roque Reverso, quem perdeu com esta mancada foram o rock e aquele fã que não conseguiu estar em São Paulo para prestigiar o grande festival. Nas redes sociais, a reclamação sobre este problema foi uma das que mais apareceu, ainda mais com os preços salgados que sobraram para quem não conseguiu comprar os primeiros lotes de ingressos.

Em relação à organização, as reclamações maiores se concentraram principalmente no primeiro dia de festival. Com uma única entrada para o público, filas enormes se formaram em volta do Anhembi. Houve casos de pessoas que demoraram duas horas esperando para entrar e que perderam os shows que desejavam assistir. No segundo dia, este problema não ficou escancarado e, perto do horário das apresentações mais importantes, à noite, foi possível chegar com certa rapidez no local.

Furtos também foram observados na Arena Anhembi, especialmente de celulares. Outro ponto que mereceu reclamação foi o preço de alimentação e bebida. Cerveja a R$ 10,00, a latinha, é um desrespeito.

De volta à parte que interessa, os headliners fizeram bons shows. A despeito da idade que bate à porta de Ozzy e do KISS, ambas as atrações acabaram justificando a condição de nomes principais do evento. O eterno vocalista do Black Sabbath mantém um carisma que continua arrastando uma legião de fãs para os shows. Enquanto isso, o KISS sabe como poucos transformar os shows em experiências sensacionais que permanecerão para sempre nas mentes dos participantes.

Outra escolha bem sacada foi colocar o Judas Priest para tocar nos dois dias. A banda de Rob Halford & Cia repetiu a tradição de grandes shows no Brasil e, musicalmente, foi a melhor do festival. Falando em música, o som do Monsters também merece elogios, pois estava nítido e num volume ideal em vários dos pontos da lotada pista.

A decepção do Monsters entre as bandas foi o cancelamento do Motörhead. Com o líder Lemmy Kilmister apresentando um sério distúrbio gástrico, seguido de uma forte desidratação, a alternativa foi a desistência da banda. Os demais integrantes do grupo chegaram a fazer um show improvisado com membros do Sepultura, mas a insatisfação e tristeza foi geral no Anhembi. O pior de tudo é que, com a saúde cada vez mais fraca de Lemmy, nada indica que o Motörhead retornará ao Brasil no curto prazo.

O fã do Judas Priest que foi no sábado acabou ganhando, com o problema de Lemmy, um repertório mais extenso. Assim foi possível ver a banda de Rob Halford num show maior do que os que geralmente são observados em festivais.

O evento de 2015 não superou as edições históricas que foram realizadas na década de 90 no Estádio do Pacaembu, tampouco o festival de 1998 na pista de atletismo do Ibirapuera. Em relação ao Monsters de 2013, contudo, o de 2015 parece ter ficado mais encorpado, com os dois dias bem distribuídos e com uma quantidade de público que, sem a menor dúvida superou a capacidade oficial do Anhembi, de cerca de 35 mil pessoas

Nos próximos dias, o Roque Reverso trará resenhas de alguns dos shows do Monsters of Rock. Além dos textos, serão descolados vídeos legais no YouTube e fotos oficiais. Fiquem ligados!

Como aperitivo dos shows do Monsters, o Roque Reverso trouxe alguns vídeos do YouTube. Fique inicialmente com Ozzy e banda executando “War Pigs”, do Black Sabbath. Depois, veja o Judas Priest tocando “Electric Eyes”. Veja ainda o KISS com “Rock and Roll All Nite” e o Accept com “Balls To The Wall”.

25
abr
15

Sem TV, Monsters of Rock 2015 vem aí! Veja horários e detalhes do festival

Monsters of Rock de 2013 na Arena Anhembi - Foto: Divulgação/MRossiVai começar a edição de 2015 do Monsters of Rock! Com uma escalação que não deve nada a grandes festivais de heavy metal do planeta, o evento brasileiro tem início neste sábado, dia 25 de abril, e termina amanhã, dia 26, na cidade de São Paulo, na sempre questionada Arena Anhembi.

Diferente da edição de 2013, que contou com transmissão ao vivo por canais fechados de TV, o Monsters de 2015 não passará em nenhuma emissora. Pelo menos é esta a informação oficial dos produtores até o fechamento deste texto.

Canais que tradicionalmente mostram shows ao vivo, como o BIS e o Multishow, desta vez, vão ignorar um evento que terá como headliners simplesmente Ozzy Osbourne (25) e o KISS (26), sem contar atrações do calibre de um Judas Priest (que tocará nos dois dias!) e de um Motörhead, só para citar os mais badalados.

Quem perde é somente o rock e aquele fã que não poderá estar em São Paulo para prestigiar o grande festival. Num momento no qual o estilo sofre com o pequeno número de novidades interessantes e marcantes, esta ausência na TV só atrapalha ainda mais. Há promessas de fãs que tentarão fazer transmissão por celulares por redes sociais, mas nunca será a mesma coisa.

O Roque Reverso estará nos dois dias do festival e tentará trazer informações rápidas via Twitter ou pelo Facebook. Nos dias seguintes ao festival, o leitor deste veículo terá algumas resenhas dos shows e outros detalhes, como o set list das apresentações, além de fotos e vídeos.

Para quem ainda pretende ir ao Monsters of Rock 2015, ainda há ingressos, mas é bom preparar o bolso, pois as entradas restantes são daquelas de terceiro lote já bem salgadas. Os preços atuais da entrada inteira são de R$ 700,00 (Monsters Pass válido para 2 dias) e de R$ 400,00 (ingresso para único dia). A bilheteria oficial funciona nos dias 25 e 26 de abril, no Portão 21, das 9 horas às 21 horas.

Edições anteriores

As três primeiras edições do Monsters of Rock no Brasil aconteceram em 1994, 1995 e 1996 no Estádio do Pacaembu. Em 1998, o festival foi realizado na pista de atletismo do Ibirapuera. Em 2013, na Arena Anhembi.

A primeira edição, em 1994, trouxe quatro bandas nacionais (Angra, Dr. Sin, Viper e Raimundos) e quatro internacionais (Suicidal Tendencies, Black Sabbath, Slayer e KISS).

Na edição de 1995, o número de atrações aumentou. A única banda nacional foi o Virna Lisi. Já entre o nomes internacionais, os representantes foram Rata Blanca, Clawfinger, Paradise Lost, Therapy?, Megadeth, Faith No More, Alice Cooper e Ozzy Osbourne.

Na edição de 1996, o grupo Raimundos foi o único brasileiro. Na parte internacional, os nomes foram Heroes del Silencio, Mercyful Fate, King Diamond, Helloween, Biohazard, Motörhead, Skid Row e Iron Maiden.

O Monsters de 1998 também trouxe grande número de atrações. Entre os brasileiros, os representantes foram o Dorsal Atlântica e o Korzus. Do lado internacional, Glenn Hughes foi o primeiro a tocar, seguido por Savatage, Saxon, Dream Theater, Manowar, Megadeth e Slayer.

Em 2013, o Monsters retornou para matar as saudades dos fãs e foi realizado na Arena Anhembi. Os headliners do ano retrasado foram o Slipknot, que fechou o primeiro dia, e o Aerosmith, que encerrou o segundo dia do evento. Destaque também para outros grandes shows, como os do Whitesnake e do Ratt. O festival também contou com as apresentações do Queensrÿche, do Korn e do Limp Bizkit e surpreendeu pela qualidade sonora na sempre questionada Arena Anhembi.

Detalhes de 2015

No Monsters de 2015, haverá Food Trucks, lanchonetes e bares dentro do local do show, onde serão vendidos sanduíches, pastéis, crepes, batatas e outros alimentos e bebidas como refrigerante, água e cerveja. Todos poderão ser comprados com cartões de débito e crédito.

Lojas com temas relacionados ao rock também marcarão presença no festival. Entre elas, estará a lendária Woodstock, além da Black Rock.

Em relação ao transporte público, a estação de Metrô mais próxima da Arena Anhembi é Portuguesa-Tietê, cerca de 1,5 Km do local. Para manter uma tradição “sensacional” do governo do Estado, não haverá esquema especial voltado ao festival.

Muito pelo contrário: para “ajudar”, no domingo, as estações Luz e República, da Linha 4-Amarela, permanecerão fechadas durante todo o dia para a execução de obras na estação Higienópolis-Mackenzie. A dica para quem estiver saindo da Arena Anhembi é correr assim que os últimos shows terminarem.

Quanto aos ônibus, há várias linhas no horário normal:

– 278A Ceasa/Penha – Funcionamento até à 01h00
– 106/10 Metrô Santana/Itaim Bibi – Funcionamento até à 01h00
– 107p/10 Mandaqui/Pinheiros – Funcionamento até à 01h00
– 1301/10 Terminal Casa Verde/Praça do Correio – Funcionamento até 01h00
– 9717/10 Jardim Almanara/Santana – Funcionamento até a 01h00
– 138Y Metrô Barra Funda /Casa Verde Alta – Funcionamento até à 01h00
– 148P Lapa/Jardim Per – Funcionamento até 00h15
– 1732 Metrô Santa Cecília/Vila Sabrina – Funcionamento até 00h20
– 175P Ana Rosa/Edu Chaves – Funcionamento até 00h50
– 177H Butantã USP/Metrô Santana – Funcionamento até 00h55
– 177Y Pinheiros/Casa Verde – Funcionamento até às 23h50
– 178L Hospital das Clínicas/Lauzane Paulista – Funcionamento até 00h55
– 967A Pinheiros/Imirim – Funcionamento até 00h20
– 8538 Praça do Correio/Freguesia do Ó – Funcionamento até 01h00
– 9166 Praça do Correio/Jardim Santa Cruz – Funcionamento até 00h55
– 9301 Paissandu/Terminal Casa Verde – Funcionamento até 00h40
– 9352 Terminal Correio/Pedra Branca – Funcionamento até 00h15
– 175T/10 Metrô Santana/Metrô Jabaquara – Funcionamento até à 01h00
– 178/10 Imirim/Lapa – Funcionamento até à 01h00
– 701U/10 Jaçanã/Butantã-USP – Funcionamento até à 01h00
– 9717/10 Jardim Almanara/Santana – Funcionamento até à 01h00
– 1177/10 Terminal A.E. Carvalho/Est. da Luz – Funcionamento. até à 01h00
– 138Y/10 Casa Verde/Metrô Barra Funda – Funcionamento até à 01h00
– 175p/10 Edu Chaves/Metrô Ana Rosa – Funcionamento até à 01h00
– 177H/10 Metrô Santana/Butantã – Funcionamento até à 01h00
– 177Y/10 Casa Verde/Pinheiros – Funcionamento até à 01h00
– 9166/10 Jardim Santa Cruz/Praça do Correio – Funcionamento até à 01h00
– 9354/10 Nsa. Sra. De Fátima/Term. Correio – Funcionamento até à 01h00

Após a 1 hora da manhã, há as seguintes linhas:

– 1721/51 – Vila Ede/Praça do Correio
– 1728/51 – Jardim Brasil/Praça do Correio
– 174/51 – Vila Dionísia/Terminal Amaral Gurgel
– 1767/51 – Edu Chaves/Praça do Correio
– 1778/51 – Jaçanã/Praça do Correio
– 1783/52 – Cachoeira/Praça do Correio
– 971X/51 – Terminal Cachoeirinha/Terminal Amaral Gurgel

Em relação aos táxis, estão credenciados mais de 2.000 veículos. Eles estarão estacionados no bolsão ao longo da Avenida Olavo Fontoura. Mas fique atento aos preços, pois tem sempre aquele cara que aproveita o caos para levar vantagem.

Horários dos shows

25/4/2015 – Sábado

12h00 – De La Tierra
13h05 – Primal Fear
14h20 – Coal Chamber
15h50 – Rival Sons
17h20 – Black Veil Brides
18h50 – Motörhead
20h40 – Judas Priest
22h30 – Ozzy Osbourne

26/0/2015 – Domingo

12h15 – Dr Phoebes
13h05 – Steel Panther
14h20 – Yngwie Malmsteen
15h50 – Unisonic
17h20 – Accept
18h50 – Manowar
20h40 – Judas Priest
22h30 – Kiss

24
abr
15

Slipknot e Faith No More se apresentarão em SP em setembro; Mastodon abrirá para os mascarados

Slipknot e FNM - Fotos em MontagemBoas notícias para quem ficou na vontade de ver Slipknot e Faith No More no Rock in Rio de 2015. Ambas as bandas norte-americanas também se apresentarão em São Paulo no mesmo mês do festival.

O Slipknot tocará na capital paulista no dia 27 de setembro, na Arena Anhembi. O Faith No More, por sua vez, fará show no dia 24 do mesmo mês no Espaço das Américas.

No caso da apresentação do Slipknot há um atrativo a mais, já que a abertura será feita pelo grupo Mastodon, que também vem ao Rock in Rio.

Os preços e a data do início de vendas dos ingressos ainda não foram divulgados. Os organizadores devem anunciar tudo em breve.

Os três grupos estão com trabalhos novos. O Slipknot banda lançou em 2013 seu mais recente álbum, “.5: The Gray Chapter”, o primeiro desde “All Hope Is Gone”, de 2008.

O disco também traz os primeiros sons oficiais do Slipknot desde a morte do baixista e compositor Paul Gray, em 2010, e da saída do excelente baterista Joey Jordison, em dezembro de 2013.

A última vez do grupo no Brasil foi em outubro de 2013. A banda foi a atração principal do primeiro dia do Monsters of Rock daquele ano, que foi realizado em São Paulo.

O Faith No More, por sua vez, vai lançar disco novo poucos meses antes da vinda ao Brasil.  “Sol Invictus” está agendado para chegar ao público no dia 19 de maio e será o primeiro álbum do grupo em 18 anos.

A última passagem do FNM pelo Brasil foi em 2011, no SWU Festival.

O Mastodon lançou o disco “Once More ‘Round The Sun” no ano passado. O grupo norte-americano virá pela primeira vez ao Brasil.

As três bandas tocarão no mesmo dia no Rock in Rio. Será em 25 de setembro, que terá o Slipknot como headliner.

23
abr
15

Esgotados todos os ingressos para a edição do Rock in Rio de 2015

Rock in Rio - Reprodução do Logo do festivalEstão esgotados os ingressos para todos os dias da edição de 2015 do Rock in Rio no Brasil. A informação foi divulgada pelor organizadores do festival logo no período da manhã desta quinta-feira, dia 23 de abril.

O único dia ainda com venda disponível para o Rock in Rio era de 25 de setembro, no qual o headliner era o Slipknot. As demais datas já tinham ingressos esgotados há algum tempo.

Na venda oficial, que começou no dia 9 de abril, o dia 26, com a cantora Rihanna como atração principal, foi o primeiro a esgotar, seguido, pela ordem, pela data do Queen + Adam Lambert (dia 18) e de Katy Perry (dia 27).

No dia 10 de abriu, foi a vez de terminarem os ingressos para a data de Rod Stewart e Elton John (dia 20). As entradas para a data do Metallica (dia 19) e do System of a Down (dia 24) acabaram no dia 11.

De acordo com os produtores, os ingressos foram vendidos para todos os Estados e territórios brasileiros, sendo Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Brasília os principais compradores, nesta ordem.

Diferente do imaginado inicialmente, a rapidez nas vendas vista nas edições de 2011 e 2013 não se repetiu. Se, nestas outras, tudo acabou em horas, agora, demorou um pouco mais.

Preço mais caro do que o normal, situação econômica do País menos favorável do que nas outras edições ou o próprio line-up com a maioria esmagadora das atrações que já tocaram no festival. Vários foram os motivos levantados. Mas o fato é que o empresário Roberto Medina deve continuar com sorriso largo no rosto, já que está tudo vendido, em tempos de desconfiança da população sobre o futuro da economia.

O festival de 2015  será realizado no Rio de Janeiro em setembro, nos dias 18, 19, 20, 24, 25, 26 e 27.

No dia 18, além do Queen com Adam Lambert nos vocais, tocarão o OneRepublic, The Script e uma infinidade de atrações nacionais que vão se revezar no Palco Mundo, num momento que fará um revival dos 30 anos.

No dia 19, além do Metallica, tocarão o Mötley Crüe, o Royal Blood e o Gojira no palco principal. No dia 20, Rod Stewart tocará com Elton John e Paralamas do Sucesso.

No dia 24, o rock pesado volta com o System of a Down como atração principal. O grupo terá a companhia do Queens of The Stone Age e do Holywood Vampires, banda formada por ninguém menos que Alice Cooper, Johnny Depp e Joe Perry (Aerosmith). O grupo brasileiro CPM 22 tende a ser a banda deslocada da vez, já que não tem nada a ver com os demais.

No dia 25 de setembro, o peso continua, já que tocarão o De La Tierra, o Mastodon, o Faith No More e o headliner Slipknot.

No dia 26, a cantora pop Rihanna será a atração principal e terá a companhia de Sam Smith, Sheppard e o cantor brasileiro Lulu Santos. No dia 27, é a vez de Kate Perry ser a headliner, depois das apresentações do grupo norueguês A-ha, da banda brasileira Cidade Negra e da recém-anunciada cantora pop sueca Robyn.

Além das atrações do Palco Mundo, há uma série de nomes já confirmados para o Palco Sunset, aquele que traz uniões inusitadas e marcantes.

A edição comemorá os 30 anos do primeiro festival no Brasil, realizado em 1985. O valor estipulado para os ingressos nesta fase de venda geral ao público foi de R$ 350,00 (inteira) e R$ 175,00 (meia-entrada). Quem é cliente Itaucard, podia comprar com 15% de desconto e parcelar em 6 vezes.

Dependendo da escolha de cada consumidor, no momento da compra, os ingressos chegarão via Correios ou poderão ser retirados, a partir de 21 de julho, na sobreloja das Lojas Americanas, localizada na Rua do Passeio, nº 42 – Centro – Rio de Janeiro.

Nos dias do festival, a retirada será exclusivamente na bilheteria oficial da Cidade do Rock.

Os fãs que não conseguiram garantir o seu ingresso podem ficar atentos às promoções que os patrocinadores e parceiros do evento ainda realizarão para presentear público.

O site http://www.hotelurbano.com/rock-in-rio, parceiro oficial de festival, é o canal especial para compra de pacotes de viagem com saída das principais cidades do país e parcelamento em até 10 vezes.

Ingressos também podem ser adquiridos por clientes Ipiranga com pontos do programa Km de Vantagens.




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