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Mesmo com o desfalque de Tom Hamilton, Aerosmith fez show digno no Monsters

Há pouco mais  de um mês, no dia 20 de outubro, o Aerosmith pisou no palco da Arena Anhembi para fazer um show digno no Monsters of Rock. Atração principal do segundo dia do festival, o grupo norte-americano de hard rock não decepcionou, mesmo com o importante desfalque do baixista Tom Hamilton, que se recuperava de um problema de saúde.

Com um set list mais voltado para seus famosos hits que estouraram na MTV, a apresentação na capital paulista teve mais a cara do fã clube feminino da banda. Os fãs das antigas, contudo, não ficaram totalmente abandonados, já que a banda não deixou de fora tantas músicas consideradas obrigatórias e, de quebra, ainda trouxe covers dos Beatles e até do Led Zeppelin.

Depois bons shows realizados pelo Ratt e pelo Whitesnake, o Aerosmith subiu ao palco com a missão de manter o público ainda no pique, mesmo com o horário tardio agendado para a sua apresentação. Já passava das 23 horas quando Steven Tyler & Cia começaram a performance com “Back In The Saddle”, do álbum “Rocks”, de 1976. Logo de cara, foi possível perceber que a ausência de Tom Hamilton seria compensada por um bom substituto, já que David Hull aproveitou a música para mostrar suas qualidades.

Na sequência, foi a vez de o grupo trazer um de seus maiores hits: “Love in An Elevator”, do disco “Pump”, de 1989. A canção deixou o público bastante empolgado. Quem ficou vendo a apresentação pelo canal de TV Multishow pode ter tido a impressão de uma recepção mais morna, mas a realidade é que a emissora não conseguiu captar tanto a vibração da plateia como também não reproduziu o ótimo som que a os fãs testemunharam no Anhembi.

Depois de a banda emendar a agitada “Toys In The Attic”, do álbum de mesmo nome lançado em 1975, foi a vez de atacar com a música “Oh Yeah”, de seu mais recente disco “Music From Another Dimension”, lançado em 2012. Como boa parte do público não estava totalmente familiarizada com o álbum, a temperatura do show ameaçou cair, mas, veterano dos palcos, o Aerosmith tirou da cartola o hit “Pink”, do álbum “Nine Lives”, de 1997.

Interessante notar a diferença de um headliner para as demais bandas num festival. No caso do Aerosmith, o telão central do palco foi ativado, dando mais uma opção para o público, e a passarela central foi pela primeira vez usada no Monsters. Ela foi extremamente útil para Steven Tyler interagir com a plateia.

Em seguida, um hit oitentista, com “Rag Doll”, do álbum “Permanent Vacation”, de 1987, que trouxe um show à parte de Joey Perry na guitarra havaiana. Depois, no megahit “Cryin’”, o show à parte foi de Steven Tyler na gaita, para delírio do público feminino na Arena Anhembi.

O grupo aproveitava a longa carreira para mesclar sucessos bem antigos com hits de MTV. Nessa toada, trouxe “Last Child”, do disco “Rockets”, e “Jaded”, do disco “Just Push Play”, de 2001. Ambas as canções até poderiam ter sido trocadas por algo de maior representatividade na história do Aerosmith, mas foi interessante ver a banda fazendo essa combinação entre o velho e o “novo”.

Em “Combination”, também do prestigiado “Rockets”, foi a vez de Joey Perry assumir os vocais e a banda trazer uma verdadeira aula de música. Com um belo entrosamento de todo o grupo, a canção serviu para ver o quanto os medalhões do rock têm a ensinar aos mais jovens. Tal qual em 2011, no mesmo Anhembi, Steven Tyler deu uma de percussionista no fim da canção e fez dupla com Joey Kramer na bateria, para delírio do público.

Após o momento de contemplação da aula de rock, o Aerosmith trouxe um sucesso dos Anos 90: “Eat the Rich”, do ótimo disco “Get a Grip”, de 1993. Não bastasse levantar a plateia com o próprio hit, a banda presenteou os amantes do bom e velho rock n’ roll com o ultramegaclássico “Whole Lotta Love”, de “um tal” de Led Zeppelin, e, claro, o Anhembi vibrou muito com este sensacional momento.

Na sequência, foi a vez da sempre cativante “What It Takes”, do grande disco “Pump”, de 1989. Steven Tyler começou cantando a musica no estilo à capela, com a ajuda da plateia, mas o grupo entrou depois com a parte instrumental e o Monsters of Rock viu um de seus grandes momentos.

Quem possui hits de sobra não pode desprezar esta vantagem. E é isso que o Aerosmith continuou fazendo com a execução de “Livin’ on the Edge”, do “Get a Grip” e com a balada “I Don’t Want to Miss a Thing”, que fez muita menininha chorar e cantar a plenos pulmões. Mas os marmanjos das antigas também tiveram um presente com “No More No More”, do disco “Toys in the Attic”.

O grupo norte-americano de hard rock trouxe nesta parte do show mais uma música cover espetacular, desta vez da mais espetacular banda da história. Se milhões de brasileiros estavam naquela hora terminando de assistir ao programa “Fantástico” ou a algum programa do apresentador Silvio Santos, pouco mais de 30 mil felizardos estavam no Anhembi vendo e escutando “Come Together”, dos Beatles!

Depois de mais uma aula do bom e velho rock n’ roll, o Aerosmith ainda flertou com algo mais dançante, já que tocou nada menos que “Mother Popcorn”, de James Brown. Em seguida, foi a vez de trazer uma de suas grandes contribuições para a música: o hit histórico “Walk This Way”, que foi saudado por todo o Anhembi.

A música serviu para fechar a primeira parte do show. Antes, porém, contou com um fato inusitado, já que uma fã invadiu a passarela, dançou com Steven Tyler e ainda ganhou um beijo do vocalista.

Na volta para o bis e depois de um certo trabalho da produção para colocar um piano na boca da passarela, o Monsters of Rock viu seu maior momento. Com uma execução impecável de “Dream On”, o Aerosmith deixou todos no Anhembi em estado de êxtase. Numa sequência marcante, Tyler arrasou nos vocais e no piano, o telão trouxe imagens de São Paulo e até do saudoso Ayrton Senna, Joe Perry solou em cima do piano e todos deliraram.

A última música do show foi simplesmente “Sweet Emotion”, também do disco “Toys in the Attic”. Em mais uma aula do Aerosmith, o entrosamento ficou claro, mesmo com a substituição em cima da hora de Tom Hamilton. Para dar ar de fim de festa, a apresentação foi fechada com uma chuva de papel picado e todos foram felizes para casa.

Talvez por uma ou outra música que poderia ter sido substituída no set list por algo mais importante, o show não foi superior ao de 2011 na mesma Arena Anhembi e à apresentação de 2010 no Estádio do Palmeiras. Ainda assim, valeu muito a pena mais esta vinda do Aerosmith a São Paulo, já que, mais uma vez, o grupo provou que, apesar do longo tempo de estrada, ainda tem muito a oferecer para os fãs.

Para relembrar a grande apresentação do Aerosmith no Monsters of Rock, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Fique inicialmente com “Back In The Saddle”, “Love in an Elevator”, “What It Takes” e “Dream On”. Se quiser ver o show na íntegra, vá até o último vídeo.

Set list

Back In The Saddle
Love in an Elevator
Toys in the Attic
Oh Yeah
Pink
Dude (Looks Like a Lady)
Rag Doll
Cryin’
Last Child
Jaded
Boogie Man
Combination
Eat The Rich/Whole Lotta Love
What It Takes
Livin’ on the Edge
I Don’t Want to Miss a Thing
No More No More
Come Together
Mother Popcorn
Walk This Way

Dream On
Sweet Emotion

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