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Sob chuva, Alice in Chains emocionou fãs em show de peso e qualidade no SWU

Era um dos momentos mais esperados no SWU 2011 e o resultado final foi dos mais animadores. Depois de quase 20 anos, o Alice in Chains voltou ao Brasil para se apresentar no festival de Paulínia e realizou simplesmente um dos maiores shows do ano no País. Sob o comando do excelente guitarrista, Jerry Cantrell, e do vocalista atual, William DuVall, o grupo de Seattle emocionou fãs da antiga numa apresentação de peso e qualidade, recheada de grandes sucessos que fincaram o nome da banda entre as maiores dos anos 90.

Personagem irritante do SWU em 2011, a chuva não deu trégua ao show do Alice in Chains. Talvez, ao lado da apresentação do Stone Temple Pilots, foi o momento em que o público mais sofreu com a água, que insistia em cair na cidade do interior paulista. Para a banda, entretanto, nada mais familiar, já que Seattle tem a fama de ser uma das cidades mais chuvosas dos Estados Unidos.

Além da própria ansiedade em relação ao retorno do Alice in Chains ao País, havia muita expectativa em torno da performance de William DuVall. A despeito das críticas positivas vindas da imprensa internacional, o público brasileiro queria ver a prova de que ele seria capaz de, ao vivo, substituir à altura o talentoso Layne Staley, morto em 2002. Com um timbre de voz não idêntico, mas até parecido em algumas passagens com o de Staley, DuVall recebeu aprovação dos brasileiros, que puderam ver novamente os vocais dobrados (com Cantrell), uma das marcas mais valiosas  da banda norte-americana.

O grupo começou arrepiando com um dos seus maiores sucessos, “Them Bones”, seguida por “Dam That River” e “Rain When I Die”, ambas também, assim como a primeira música tocada, pertencentes ao álbum “Dirt”, de 1992. Vidrado no show, o público era um delírio só e não foram poucas as pessoas que se emocionaram demais de ver a banda novamente. De meninas a marmanjos barbados, não foi uma, mas várias vezes que este jornalista presenciou gente chorando de alegria.

Aos gritos do público de “Alice in Chains”, DuVall cumprimentou os fãs em simpático português. “Tudo bem?”, disse, para depois complementar: “Estamos muito felizes de estar aqui! Finalmente!”

A plateia delirou e, na sequência, pulou demais quando a banda começou a tocar “Again”, do álbum “Alice in Chains”, de 1995. Com um riff pesado e um som forte, a música chegava com imensa qualidade aos ouvidos de quem estava na pista. Importante ressaltar que, além de DuVall e Cantrell, os outros membros do grupo, Mike Inez (baixo) e Sean Kinney (bateria), garantiam, sem reparações, o bom show.

Os vocais dobrados de DuVall e Cantrell eram um show à parte. Depois de quatro músicas antigas, era a vez da fase mais recente, que marca o novo vocalista como titular. E nada melhor que o maior hit dela para animar a festa. Com DuVall agora também na guitarra, o grupo trouxe, com perfeição, “Check My Brain”, do álbum “Black Gives Way to Blue”, de 2009.

Com a plateia ganha, o Alice in Chains emendou “It Ain’t Like That” do primeiro álbum “Facelift”, de 1990. Aí foi a vez deste jornalista que vos escreve vibrar muito e realizar um sonho, pois foi com esta música que ele conheceu o grupo, na era pré-internet, nos tempos de “Som Pop”, da TV Cultura, quando o grande Kid Vinil trazia as novidades de fora para a galera assistir e ouvir.

Ao final do grande som, Jerry Cantrell foi ao microfone, agradeceu ao público pela presença e apresentou os integrantes da banda. O público aplaudiu em todas as vezes, mas, quando o guitarrista se apresentou, teve uma recepção muito mais calorosa, numa demonstração de que os fãs reconhecem sua importância para a história do Alice in Chains e os percalços que ele foi obrigado a enfrentar para o grupo estar ainda na ativa.

O mesmo Cantrell continuou no comando do microfone com a lenta “Your Decision”, do álbum mais recente da banda. Depois, emendou outra mais tranquila: “Got me Wrong”, do EP “Sap”, de 1992. DuVall, por sua vez, fazia não somente um backing vocal de primeira como também dava até maior peso às músicas com a sua guitarra. Vale destacar os ótimos efeitos do telão que ficava atrás da banda, que, nesta música, trazia imagens de nuvens no céu em ritmo acelerado.

O público ameaçou dar uma esfriada neste momento do show, mas o Alice in Chains tinha um antídoto para isso: mais hits. E foi com seu primeiro clássico que continuou a apresentação. Com DuVall agora somente nos vocais, a banda trouxe “We Die Young”, do álbum de estreia, que fez a galera novamente pular.

Depois de executar “Last of My Kind”, também do álbum mais recente, foi a vez do grupo emocionar de vez os fãs. Agora com DuVall no violão, a triste “Down in a Hole”, do “Dirt”, fez muita gente chorar e lembrar muito de Layne Staley.

Não bastasse toda emoção e os gritos de “Alice in Chains”, Cantrell começou os primeiros acordes da música seguinte dizendo que “aquele era um novo dia”, mas que não se esqueceriam de onde vieram. “Esta é para o Layne e para o Mike”, disse, apresentando “Nutshell”, do EP “Jar of Flies”, de 1994, e lembrando, além do antigo vocalista, do baixista original do grupo Mike Starr, morto em 2011. Após um grande solo, o guitarrista afirmou ao final da canção que o grupo voltaria muito em breve para o Brasil!

Após a sequência de momentos emocionantes, a banda trouxe mais uma do álbum recente “Black Gives Way to Blue”. “Acid Bubble”, na verdade, serviu para o público se preparar para o que viria logo em seguida: uma avalanche de grandes hits dos anos 90.

A lista começou com a ótima “Angry Chair”, do “Dirt”. Depois de DuVall perguntar se o público estava cansado e, claro, receber a resposta negativa, o grupo executou a música com maestria. E um dos destaques, mais uma vez, foi o efeito bem bacana do telão.

Nem bem terminou “Angry Chair” e o Alice in Chains aproveitou as batidas finais da música para emendar seu maior sucesso: “Man in The Box”, do “Facelift”. Foi então que o SWU presenciou um dos maiores envolvimentos do público dentre todos os shows apresentados. A galera presente cantou letra por letra da canção, pulou e se emocionou mais uma vez por estar assistindo a um grande momento do rock aqui no Brasil.

Visivelmente empolgado, DuVall interagiu com a plateia e, novamente em português, disse: “Alice in Chains ama o Brasil.”

Na sequência, o grupo trouxe “Rooster”, do “Dirt”, com mais efeitos no telão, letra forte sobre as experiências vividas pelo pai de Cantrell na Guerra do Vietnã e a palavra “Paz”, em inglês, ao fundo do palco.

O guitarrista disse que havia mais músicas para tocar e emendou “No Excuses”, do “Jar of Flies”. Depois, após DuVall agradecer o público por ficar na chuva, o grupo fechou o show com nada menos que “Would?”, novamente do “Dirt”, que foi o álbum mais prestigiado da noite. Com show particular da cozinha formada por Mike Inez e Sean Kinney, os fãs ficaram novamente muito empolgados e satisfeitos com grande apresentação dos norte-americanos.

Após 1h30 de show, o público tinha uma certeza: que havia valido cada gota d’ água da chuva tomada naquele show para assistir ao Alice in Chains. É espantoso que o grupo não tenha sido convidado para vir ao Brasil antes em outras oportunidades após sua retomada.

Resta agora a torcida para que as empresas promotoras se toquem que é bastante viável a realização de mais apresentações da banda por aqui. Seria muito interessante ver o Alice in Chains tocando, por exemplo, numa casa de shows de São Paulo. Com o baita som que foi visto ao ar livre no SWU, dificilmente o grupo não faria uma apresentação memorável num local fechado.

Para relembrar os grandes momentos do Alice in Chains, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Começamos com “Again”. Depois temos um vídeo que junta “Angry Chair” e “Man in The Box”. Na sequência, há outro com a música “Would?”. Se preferir ver o show na íntegra e sem cortes, siga para o último vídeo selecionado.

Set list

Them Bones
Dam That River
Rain When I Die
Again
Check My Brain
It Ain’t Like That
Your Decision
Got me Wrong
We Die Young
Last of my Kind
Down in a Hole
Nutshell
Acid Bubble
Angry Chair
Man in the Box 
Rooster
No Excuses
Would?



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