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Cavalera Conspiracy traz novamente o peso dos irmãos Max e Igor a SP em noite histórica

São Paulo teve o grande privilégio de ver ontem uma banda do porte do Cavalera Conspiracy fazendo o show de abertura da apresentação do Iron Maiden no Estádio do Morumbi. Mais do que poder assistir a uma banda que ainda traz algo de novo para o thrash metal, sem perder as raízes do estilo, o público teve a oportunidade de presenciar a primeira vez dos irmãos Max e Igor Cavalera novamente juntos na capital paulista, desde o show que o Sepultura fez no saudoso Olympia, em 1996, ainda na turnê de divulgação do álbum “Roots”.

Em 2010, o Cavalera Conspiracy havia tocado no SWU Festival, em Itu, mas o horário ruim no qual colocaram a banda fez muita gente perder aquela apresentação. Além, de Max e Igor, o grupo conta com Marc Rizzo na guitarra principal e com Johny Chow no baixo. Outro privilégio dos paulistanos foi conferir ao vivo algumas faixas do álbum novo “Blunt Force Trauma”, que a banda lançará no dia 29 de março.

Importante dizer que a missão da banda de Max e Igor não era das mais fáceis. Quem conhece o mínimo de heavy metal sabe que os fãs do Iron Maiden são os mais fiéis e que são extremamente críticos em relação ao que foge do estilo da banda. No final da história, prevaleceu o respeito por tudo aquilo que os irmãos já fizeram pelo metal nacional e o público matou as saudades dos bons tempos do Sepultura.

O show começou com ingredientes familiares para quem acompanhou o Sepultura desde que a banda estourou no mundo inteiro. Da bandeira brasileira estendida com orgulho no lado esquerdo do palco à camisa do glorioso Palmeiras vestida por Igor com orgulho idêntico, passando pelo sensacional carisma de Max e seu poder de levantar o público, um verdadeiro filme passou na cabeça deste jornalista, já que não foram poucas as vezes que teve o privilégio de assistir à dupla no Sepultura nos bons tempos.

A primeira música executada foi “Warlord”, do novo álbum. A receptividade do público foi das melhores, apesar do som da guitarra de Marc Rizzo ficar por um bom tempo inaudível para uma parte da galera e o da própria banda ficar bem mais baixo do que se costuma observar em grandes estádios. Nada novo, já que há tempos convivemos com os sons das bandas de abertura em condições piores que os das bandas principais justamente para que a atração maior não seja ofuscada.

Na sequência, Max anunciou a ótima “Inflikted”, do disco de nome idêntico lançado em 2008. O público se agitou bastante e várias rodas de mosh podiam ser vistas em alguns pontos da pista comum. Quanto ao restante da banda, Igor mostrava perfeição e pegada na bateria, o barbudo baixista Johny Chow agitava sem parar e o guitarrista Marc Rizzo mandava muito bem, mostrando que o grupo está muito bem servido no posto de guitarrista principal.

Como o feedback era favorável, o Cavalera Conspiracy continuou com a tática de mesclar as músicas do primeiro álbum com a do novo trabalho. O novo hit “Killing Inside” foi seguido por “Torture” e “Thrasher”, ambas do álbum que será lançado. Depois, a banda tocou “Sanctuary” e “Terrorize”, do disco anterior.

O melhor da apresentação estava reservado para a segunda metade do show. Para delírio do público, Max chamou a galera para “Refuse/Resist”, do Sepultura, e a galera cantou o sucesso do começo ao fim. Logo em seguida, mais revival, com a clássica “Territory”, novamente da maior banda brasileira da história, além de “Wasting Away”, do projeto paralelo Nailbomb, que o vocalista criou na década de 90.

O grupo ainda tocou “The Doom of All Fires”, do primeiro álbum, e trouxe nada menos que “Troops of Doom”, megaclássico do Sepultura, que levou o público a inevitáveis rodas de mosh, solicitadas por Max. “Abre a roda aêêê!”, gritou para a galera pela enésima vez, sendo correspondido também pela enésima vez.

Para fechar o show com chave de ouro, “Roots Bloody Roots”, que sacudiu de vez o Morumbi e fez a platéia delirar mais uma vez, com direito, no final, a uma versão ultra-rápida da música. Max pegou ainda a bandeira brasileira que estava estendida e jogou o objeto para os fãs.

Para quem achava que ele não era o mesmo de antigamente, o show do Cavalera Conspiracy serviu para mostrar o contrário. Tal qual os grandes frontmen do rock, Max Cavalera continua com um poder incrível de dominar o público. Além deste detalhe claro, a união dos irmãos é algo que faz bem ao metal, já que estes dois transpiram música, ritmo, peso e originalidade, com aquela pitada de criatividade brasileira.

Resta aos fãs da dupla e da banda aguardarem o novo álbum nas lojas. Também fica a torcida para que o Cavalera Conspiracy faça uma turnê só dele aqui no Brasil, sem as limitações de tempo de um festival, como no caso do SWU, ou de som, como as que foram vistas no Morumbi.

Para quem curtiu o show ou para quem não conseguiu presenciar o momento histórico, o Roque Reverso descolou no YouTube vídeos de “Inflikted”, “Refuse/Resist”, “Troops of Doom” e “Roots Bloody Roots”. Fique também com o set list e mais fotos distribuídas pela organização do show.

Set list: 

Warlord
Inflikted
Killing Inside
Torture
Thrasher
Sanctuary
Terrorize
Refuse/Resist
Territory
Wasting Away
Doom Of All Fires
Troops Of Doom
Roots Bloody Roots


8 Responses to “Cavalera Conspiracy traz novamente o peso dos irmãos Max e Igor a SP em noite histórica”


  1. 28 de março de 2011 às 21:50

    Na verdade, os fãs de Iron demonstraram um TOTAL desrespeito com o Cavalera. Falar que o público “matou saudades” é pura fantasia. Enquanto Cavelara estava tocando e terminada uma música, eu era obrigado a ouvir “Ta bom, agora acabou?” ou “Agora entrar o Iron”. Sem contar que não dava nem pra se mecher ou respirar direito na Pista Premium. MUITA gente teve que sair pela frente do palco passando mal.

    A MAIOR FALTA DE RESPEITO COM O CAVALERA, foi onde Max agitou o “Ole ole ole… Cava-Lera”, e pessou tirou um barato trocando o “Cava-lera” por Maiden. Porra mano, isso foi muito falta de respeito com os irmãos Cavalera, que respresentam o metal brasileiro.

    Eu achei um absurdo, não só essa, como muitas atitudes dos fãs do Iron, que eu já não simpatizava muito, agora afirmo que os odeio. Estou genarilizando sim, mas reconheço que não são todos imbecis e retardados, se você, fã de Iron, ler isso e se ofender, é porque a carapuça serviu.

    Eu, minha namorada e amigos, assim como muitos, não aguentamos mais ficar lá na frente da Pista Premium, tivemos que sair ao fim do show do Cavalera. A sede, a falta de ar e locomoção era imensa. Os fãs estavam empurrando demais, ficavam literalmente nos empurrando contra a grade. Ridículo. Confesso que assisti o show do Iron (que tinha tudo para ser PERFEITO) completamente FRUSTRADO e EXALSTO de tanta força que tive que fazer para poder permanecer em pé. Assisti ao show de longe na Pista Premium.

    Obs: O show do Iron em si foi muito foda, demais, assim como o da Cavalera, também. Porém (para mim), não foi bom no sentido “curtição”.

  2. 28 de março de 2011 às 22:02

    Poxa, André…
    Lamento o que ocorreu com você na Pista Vip. É importante a gente ter depoimentos como o seu para notar que realmente as coisas não foram essa maravilha toda.

    Relatei o que vi onde eu estava, bem próximo da grade de divisão da pista comum para a pista Vip. Juro que até esperava uma reação de alguém contrário ao Cavalera devido à ansiedade com o show do Iron (já vi isso acontecer inúmeras vezes em outros shows de bandas grandes), mas realmente não notei ninguém desrespeitando a banda de Igor e Max lá na pista. A galera estava curtindo MESMO e vibrou demais nas músicas do Sepultura…

    Quanto ao fato de o Max puxar o “olê, olê, olê”, nós entendemos, lá atrás, que ele estava dando as boas-vindas ao Iron, gritando “Olê, olê, Olê, Maiden, Maiden”…E respondemos…
    Viajamos então…rs

    Obrigado pelo comentário aqui no blog.
    Abraço

  3. 3 Danwars
    28 de março de 2011 às 22:44

    Putz, eu tambem pensei que era pro Maiden quando eu vi ele tinha falado Maiden, mas no final ele falou pro Maiden, no começo do Roots que se confundiram acho (pelo menos alguns)

  4. 29 de março de 2011 às 03:58

    André F. Vascontim
    amigão isso é um show de metal não um passeio no parque… empurra empurra, cotoveladas fazem parte… fui na vip do metallica, fiquei sendo esmagado na gradinha das 15:00h até o fim do show… umas 11:45.
    qause morri literalmete, mais leva a namorada na vip é besteira… vc vai ficar preocupado com ela e não vai curti o show direito… mulher fica em casa nesses dias ok!!! abraço!!!

  5. 5 Walter
    29 de março de 2011 às 08:34

    kkkkkkkkkkkkk Levar a namorada é phoda tem que levar é a sogra!

  6. 6 Giorgia Onmymind
    29 de março de 2011 às 11:34

    Pior do que a prensa da pista vip, é o português do mano “exalsto” e o outro que acha que a mulher não pode ir ao show…só faltou falar que o lugar dela é na cozinha.

    Não vou em pista jamais, pois é sempre um empurra-empurra, e eu gosto de ter espaço para me divertir. Não achei que os fãs do maiden desrespeitaram os Cavalera, não. Tudo fazia parte da festa, e o Max e o Iggor, que não são nada bobos, sabem o que o Iron representa para o público brasileiro. Sem dramas, então.

    O show do CC foi ótimo embora o som estivesse mesmo, muito ruim. Mas fala sério, aquele rugido do Max é tudo de bom. Ninguém tem aquela voz, mano, fala sério!!!

  7. 7 Luiz Hetfield
    30 de março de 2011 às 23:09

    Abre a roda AÊ! kkkkkkkk
    Max é foda
    O show foi bom demais

  8. 8 Marcio
    4 de abril de 2011 às 01:47

    Durante o vídeo de Refuse/Resist postado acima, na hora que ele fala pro povo abrir a roda, dá pra ouvir claramente uma fulana mandando ele pra PQP ahahhahah
    Eu gosto de IM e CC da mesma forma, mas, em geral, os públicos são muito diferentes entre as duas bandas.
    Algumas pessoas não estavam preparadas pra Thrash.


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