Posts Tagged ‘Olympia

22
out
18

Dr. Sin volta com novo guitarrista e lança o single ‘Lost in Space’

Dr. Sin - Foto: Divulgação/Eduardo FirmoO grupo brasileiro Dr. Sin está de volta. A banda brasileira retomou as atividades dois anos após um surpreendente encerramento.

O retorno do grupo traz como novidade a troca de guitarrista e o lançamento de uma nova música.

Para o lugar do ótimo Eduardo Ardanuy, a banda escolheu o guitarrista Thiago Melo.

Ele caminha agora caminha ao lado dos irmãos Ivan (bateria) e Andria Busic (baixo e vocal).

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08
ago
15

Dr. Sin anuncia turnê de despedida e deixa rock nacional ainda mais desfalcado

Dr. Sin - Foto: DivulgaçãoO grupo brasileiro Dr. Sin anunciou uma turnê de despedida que marcará o encerramento das atividades da banda no fim de 2015.

A notícia, que pegou vários fãs, músicos e jornalistas de surpresa, deixa o já tão maltratado rock nacional ainda mais desfalcado e deixa quem gosta de música de boa qualidade cada vez com menos opções, no mesmo ano no qual o Golpe de Estado também anunciou o término da carreira.

“Após vinte e três anos, sentimos anunciar que os próximos shows da banda Dr. Sin serão os últimos”, comunicaram, em nota oficial, os integrantes. “Dr. Sin sempre foi nossa paixão e a nossa luta. Nos dedicamos com afinco e esperamos que os frutos que deixamos sejam inúmeros”, acrescentaram.

A nota deixava clara a turnê de despedida, mas alimentava alguma pequena esperança de que o grupo continuaria, pelo menos, gravando trabalhos de estúdio. A confirmação definitiva do fim no encerramento de 2015 foi dada depois de uma nota do guitarrista Eduardo Ardanuy no Facebook, dizendo que tudo na vida tem “começo, meio e fim”.

Na triste constatação do excelente músico, a sensação é aquela de todos que acompanharam a carreira do Dr. Sin desde que o grupo surgiu nos anos 90: de que a banda fez de tudo para conquistar um lugar de maior prestígio além do nicho do rock n’ roll, mas que o problema é o espaço cada vez mais reduzido que os grandes setores da mídia dão ao gênero, enquanto outros estilos, mesmo com qualidade discutível, permanecem ganhando maior atenção.

“Depois de 23 anos de estrada, nós do Dr. Sin resolvemos encerrar as atividades, talvez pelo desgaste físico e emocional ao longo de todos esses anos num cenário nada favorável ao gênero musical que tanto amamos, o tal do ‘Rock’n’Roll’, que, depois de tantas mutações e subgêneros, transformou-se em algo que não saberia nem definir o nome! Mas com certeza não é o mesmo Rock’n’Roll que me inspirou a tocar guitarra e sonhar em ter uma banda de rock”, escreveu, ressaltando que o término da banda estaria sendo feito “sem mágoas ou rancores” e apenas com a “sensação de missão cumprida”.

Quem acompanha o rock nacional nas rádios, bares, pequenas casas de shows, publicações, sites e outros locais sabe que o estilo nunca morrerá, enquanto existir gente com espírito jovem e com a vontade de jogar nas guitarras, baixos e baterias da vida toda a energia que marca este tipo de música. Mas, sem a menor dúvida, é cada vez mais difícil um grupo de rock se manter no País, sem o apoio que outros gêneros têm e, infelizmente, com o baixo público que vários shows nacionais costumam ter, muitas vezes pela falta de paciência com o artista nacional e a obsessão clara por nomes estrangeiros.

Se o Dr. Sin fosse uma banda norte-americana ou britânica, certamente teria conquistado um lugar de mais destaque  ainda do que o que conquistou no Brasil. Qualidade é a marca da banda e isso não costuma passar sem o devido reconhecimento nas terras onde o rock se desenvolveu.

Além do virtuoso Ardanuy nas guitarras, os irmãos Ivan (bateria) e Andria (vocal e baixo) Busic sempre foram bastante respeitados desde a época da banda Taffo, do saudoso Wander Taffo, nos anos 80.

Este jornalista se lembra do show histórico que o Pantera fez em São Paulo, em dezembro de 1993, quando o Dr. Sin foi a banda de abertura na casa de shows Olympia. Com um som mais pesado e agressivo que o da banda brasileira, o norte-americano Pantera naturalmente tinha um público mais agitado e havia um certo temor que o Dr. Sin pudesse ser bastante maltratado pela plateia sedenta pela porrada sonora dos gringos.

O Dr. Sin tinha o clipe de “Emotional Catastrophe” estourando na MTV e divulgava o álbum de estreia “Dr. Sin”. A despeito de algumas expectativas de que somente esta música poderia levantar a plateia no show de abertura, a banda brasileira conseguiu manter o público ligado durante toda a apresentação e, sem a menor dúvida, ganhou a atenção e, sobretudo, o respeito dos exigentes fãs do Pantera.

No ano seguinte, no primeiro Monsters of Rock no Brasil, a banda tocou ao lado dos brasileiros Angra, Viper e Raimundos e dos gringos Suicidal Tendencies, Black Sabbath, Slayer e KISS. Quem estava no Estádio do Pacaembu, com certeza, lembrará de como o grupo empolgou no cover de “Have You Ever Seen The Rain”, do Creedence Clearwater Revival.

Depois do álbum de estreia, o Dr. Sin lançou outros grandes discos que fizeram o grupo ganhar espaço no rock nacional e participou de alguns outros festivais de respeito, como o Monsters of Rock de 2013 e o Rock in Rio do mesmo ano. Em 2015, a banda veio com o disco “Intactus”, nono da banda e que sucedeu “Animal”, de 2011.

Com o anúncio do fim da banda para o fechamento de 2015, resta ao público aproveitar os shows da turnê de despedida e conferir os últimos momentos do grupo brasileiro. Tudo isso sem deixar de torcer para uma retomada.

Para homenagear o bravo Dr. Sin, o Roque Reverso descolou três vídeo da banda no YouTube. Fique inicialmente com o clipe do clássico “Emotional Catastrophe”. Depois, veja o de “Scream & Shout”. Para fechar, o show completo que o grupo fez no Monsters of Rock de 1994. Valeu, Dr. Sin!

08
dez
13

20 anos da estreia avassaladora do Pantera em palcos brasileiros

Dezembro de 2013 marca o aniversário de 20 anos da estreia avassaladora do Pantera nos palcos brasileiros. A banda fez dois shows no saudoso Olympia em São Paulo, nos dias 7 e 8 de dezembro de 1993. Foram duas apresentações que entraram para a história da cena paulistana do heavy metal.

A apresentação do dia 7 foi coberta pela imprensa, como pode ser visto neste arquivo do jornal Folha de S. Paulo. O show do dia 8 teve a presença deste jornalista que vos escreve, na época um jovem fã.

Vale lembrar que havia outra data (6 de dezembro) agendada para capital paulista, mas não foi realizada apresentação neste dia por questões de logística, já que o grupo estava passando ainda pela Argentina.

O Pantera trazia para a América do Sul a turnê do excelente, brutal e perturbador álbum “Vulgar Display of Power”, que havia sido lançado em 1992. O disco sucedia o não menos ótimo disco “Cowboys from Hell”, de 1990.

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31
jul
11

Helmet fez show de peso para sortudos em pequena casa da região da Augusta em SP

Se voltássemos no tempo, mais ou menos para a década de 90, quando era apontado como o futuro do rock pesado e bombava na MTV, seria inimaginável ver uma banda como o Helmet tocando numa casa pequena de shows da Rua Augusta em São Paulo. Em 2011, isso foi possível no dia 28 de julho, quando a banda dos EUA comandada pelo vocalista e guitarrista Page Hamilton, fez uma ótima apresentação para uma casa lotada de fãs das antigas, muitos deles com mais de 30 anos de idade.

Com apenas Hamilton da formação original, mas com bons músicos capazes de manter o peso e a qualidade da banda, os norte-americanos fizeram a alegria dos paulistanos sortudos que estiveram presentes no Beco 203, casa noturna acostumada a receber baladas do cenário indie-electro-rocker. Depois de assistir ao Helmet no saudoso Olympia, em 1994, este jornalista confessa que achou estranho a banda aceitar tocar num local que era até bem montado, mas muito pequeno para o sucesso que a banda já fez. Se no Olympia, a lotação costumava ser de mais ou menos 4.500 pessoas e o show de 1994 contou com cerca de 3 mil fãs, no Beco 203, a lotação, segundo os seguranças, era de cerca de 900 pessoas e o assunto era que pouco mais de 500 ingressos haviam sido vendidos.

“O palco é pequeno”; “Vão ficar espremidos lá em cima”; “Não cabe nem a bateria direito”, diziam alguns fãs que já conheciam a casa, ainda na fila para entrar. “Não venderam nem o primeiro lote direito”, afirmaram outros fãs, com tom de desilusão, mas torcendo para que a banda ao menos lotasse o local, como prova de que ainda poderia possuir um público de respeito ante grupos do rock que costumam encher casas maiores que o Beco 203.

A abertura do local estava marcada para às 21 horas e o show agendado para às 22 horas, mas a casa abriu ao público por volta das 22 horas e a apresentação só foi acontecer a partir das 23h30, para prejuízo daqueles que foram ao local de ônibus e tiveram que se virar de alguma outra maneira para voltar para casa após o show.

O fato é que, da abertura da casa até o início do show, o local foi enchendo e a coisa começou a ficar interessante. Neste intervalo, uma cena raramente vista para grupos que passaram pelo estrelato: a banda entrando no local e passando no meio do público como se fosse um grupo de principiantes que iriam abrir o show de alguém mais badalado. Se aquela atitude de Halmilton & Cia. já havia surpreendido, o que viria na sequência surpreenderia ainda mais, sempre pelo lado positivo e exemplar, quando o assunto é humildade e ausência de estrelismo…

O show

Aproveitando-se do local pequeno e do fato de o Helmet não possuir aquele tipo de fã que disputa milímetros para ficar grudado na banda, este jornalista conseguiu ficar na boca do palco, exatamente do lado direito, por onde o grupo subiu para se apresentar. Como Hamilton ficou também do lado direito, foi possível assistir ao show inteiro com o grande músico a menos de 1 metro de distância, sem seguranças trogloditas para atrapalhar.

Apesar de a banda ter lançado recentemente o novo álbum “Seeing Eye Dog”, de 2010, o desejo de todos era ver vários clássicos da banda, especialmente dos discos “Meantime” (1992) e “Betty” (1994), que representaram o auge da carreira do grupo. Como manda o figurino, foi exatamente uma mistura do novo e do clássico que marcou a apresentação do Helmet.

A banda iniciou o show com a música “Role Model”, do “Meantime”, já mostrando que aquela apresentação traria, no mínimo, muita energia. Um pequeno ponto negativo, pelo menos para quem estava do lado direito do palco, foi que a guitarra e a voz de Hamilton estavam com um volume um pouco mais baixo do que o recomendado.

Na sequência, foram executadas as músicas “So Long”, do mais novo álbum, “Exactly What You Wanted”, do “Afterstate”, de 1997, e “Welcome to Algiers”, também do “Seeing Eye Dog”. Para não deixar esfriar o show, o Helmet trouxe com grande técnica dois grandes sucessos do “Meantime”: “Give It” e “Ironhead”, que levaram o público a uma enorme empolgação.

Page Hamilton foi sempre muito simpático com todos durante o show e parecia curtir bastante aquele momento. Para demonstrar sua admiração ao País, lembrou que a munhequeira que usava era “da cor do time dele”, verde e amarela, para mais respostas positivas da plateia.

Naquele momento, também já merecia destaque a apresentação do baterista Kyle Stevenson. Com uma energia impressionante, ele arrancava olhares de admiração do público e fazia a ausência do ótimo batera original John Stanier ser um pouco menos sentida que de costume.

Depois de trazer mais uma música (“White City”) do mais novo álbum, o Helmet tocou a mais antiga da noite. Para alegria dos fãs mais velhos, as batidas contagiantes de “Blacktop”, do primeiro disco “Strap It On”, de 1990, foram executadas com categoria pelos músicos norte-americanos. Na sequência, o grupo trouxe “Enemies”, do álbum “Size Matters”, de 2004, e “In Person”, também do disco novo.

Hamilton tem a fama de elaborar o set list de cada show praticamente em cima da hora. Mas, em São Paulo, além de ter dado sequência à velha prática, surpreendeu quem já estava com a lista de músicas em mãos. Se você comparar abaixo, vai ver que o público saiu ganhando, já que, em vez de emendar mais uma do disco mais recente, a banda optou por uma trinca do ótimo álbum “Betty”, para alegria geral. Numa tacada só, foi possível matar a saudade das músicas “Tic”, “Wilma’s Rainbow” e “Milquetoast”.

 

Com a euforia estampada na cara do público e a clara demonstração de alegria de Hamilton em cima do palco, o grupo deu uma rápida pausa para o descanso. Para surpresa deste jornalista, os músicos não saíram para algum camarim, mas ficaram exatamente do lado do palco, em frente a um grupo de fãs, conversando, tomando água ou cerveja e recarregando as energias para o bis. Era só mais uma das coisas pouco imagináveis para um conjunto que chegou ao topo das paradas nos anos 90 e que até tinha o direito de ser mais exigente.

Se o show até “Milquetoast” já valia a noite, o bis foi o ponto máximo da apresentação. Tudo porque o grupo mais uma vez alterou o set list e trouxe uma combinação de músicas que agradou a todos. Para começar, nada menos que “Unsung”, o maior hit da banda e que levou o “Meantime” ao topo das paradas. Na sequência, para delírio total, o clássico “Just Another Victim”, que o grupo gravou com o House of Pain para a poderosa trilha sonora do filme “Judgment Night”.

Após a grande música, o Helmet tocou ainda “Birth Defect”, do “Aftertaste” e “I Know”, do “Beth”. Para fechar, todos sabiam que viria a pesadíssima “In the Meantime”, que mostrou que o grupo ainda tem muita lenha a queimar e pode, sem a menor dúvida, voltar para o lugar de sucesso que já conquistou no passado.

Terminado o show, todos os músicos se despediram do público, agradeceram o apoio e ficaram atendendo todos, conversando ou tirando fotos. O mais procurado, é claro, foi Page Hamilton, que, numa gentileza impressionante e comovente, atendia um a um, ainda em cima do palco. Era foto atrás de foto, com o líder da banda claramente curtindo aquele momento, sem estrelismos, com simpatia e muita humildade. Um verdadeiro exemplo a algumas bandinhas brasileiras que se acham só porque têm clipe na MTV ou tocam no Studio SP, na mesma Rua Augusta…

É claro que não dá para comparar o show de 2011 em São Paulo com o de 1994 no Olympia. Eram outros tempos, a banda estava no auge e estava detonando tudo. Mas não faltou qualidade, energia e tampouco aquilo que marcou o Helmet durante toda a carreira: o peso, a voz marcante de Hamilton e as batidas secas de bateria.

Para o Roque Reverso, a apresentação do Helmet também foi especial porque representou o retorno a um show com o blog conseguindo o credenciamento de imprensa. Tudo graças ao bom senso do assessor de imprensa Jefferson, da Agência Cartaz, que merece todo o nosso agradecimento.

Depois de mais um texto longo, fique com o set list original e o set list executado na apresentação do Helmet. Curta também vídeos do show descolados no YouTube. Para começar, um vídeo de 22 minutos com as seis primeiras músicas do show!!! Depois, fique com “Tic”, “Milquetoast”, “Unsung”, “Just Another Victim” e ““In the Meantime”. Grande show!

Set List Original 

Role Model
So Long
Exactly What You Wanted
Welcome to Algiers
Give It
Ironhead
White City
Blacktop
Enemies
In Person
She’s Lost
 
Wilma’s Rainbow
Milquetoast
Rollo
Crisis King
 
Meantime
Unsung
Tic
Birth Defect

 

Set List Executado 

Role Model
So Long
Exactly What You Wanted
Welcome to Algiers
Give It
Ironhead
White City
Blacktop
Enemies
In Person
Tic
Wilma’s Rainbow
Milquetoast
 
Unsung
Just Another Victim
Birth Defect
I Know
In the Meantime
27
mar
11

Cavalera Conspiracy traz novamente o peso dos irmãos Max e Igor a SP em noite histórica

São Paulo teve o grande privilégio de ver ontem uma banda do porte do Cavalera Conspiracy fazendo o show de abertura da apresentação do Iron Maiden no Estádio do Morumbi. Mais do que poder assistir a uma banda que ainda traz algo de novo para o thrash metal, sem perder as raízes do estilo, o público teve a oportunidade de presenciar a primeira vez dos irmãos Max e Igor Cavalera novamente juntos na capital paulista, desde o show que o Sepultura fez no saudoso Olympia, em 1996, ainda na turnê de divulgação do álbum “Roots”.

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