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13
abr
14

Soundgarden preencheu lacuna histórica e saciou a vontade dos brasileiros no Lollapalooza

O público brasileiro aguardou décadas para ver o Soundgarden e essa espera valeu a pena, já que a banda norte-americana de Seattle fez um grande show no dia 6 de abril no Lollapalooza 2014. Para uma plateia que lotou o espaço destinado ao Palco Onix do festival, a banda, que, entre as grandes do festival era única inédita no País, trouxe inúmeros sucessos da carreira, especialmente dos grandes álbuns “Badmotorfinger”, de 1991, e “Superunknown”, de 1994.

Ninguém sabe explicar o motivo (nem mesmo o próprio Soundgarden) da lacuna histórica do grupo em palcos brasileiros. Eles já haviam chamado a atenção do público do heavy metal bem antes do Nirvana estourar no início da década de 90.

Aproveitaram toda a onda grunge de Seattle, alcançaram grande sucesso, acabaram e retornaram anos depois, já no século XXI.

Para sorte dos brasileiros, surgiu a grande oportunidade no Lollapalooza. Pontualmente às 18h55, Chris Cornell (vocal e guitarra), Kim Thayil (guitarra), Ben Shepherd (baixo) e Matt Chamberlain (bateria) subiram ao palco e tocaram durante 1h30, sem efeitos pirotécnicos e apostando apenas no bom e velho rock n’ roll.

A primeira da noite foi “Searching With My Good Eye Closed”, do álbum “Badmotorfinger”. A despeito de não ser tão badalada como outros hits do disco, que é considerado por muitos o melhor do Soundgarden, ela foi recebida pelos fãs como se fosse um clássico, tamanha a vontade de ver o grupo.

O som inicialmente parecia um pouco embolado, mas logo foi resolvido na segunda canção tocada, “Spoonman”, do disco “Superunknown”. A empolgação era grande no Autódromo de Interlagos e o clima ameno e o céu sem chance de chuva ajudaram a construir o cenário perfeito para a multidão apreciar o show.

Antes de “Spoonman”, Chris Cornell já havia agradecido ao público por “esperar tanto tempo” para ver a banda e, logo depois da antiga “Flower”, do longínquo disco de estreia “Ultramega OK”, de 1988, ele voltou a citar a demora, dizendo que “nunca era tarde demais”.

Na sequência, o Soundgarden emendou três músicas das mais admiradas pelos fãs da carreira da banda: “Outshined”, “Black Hole Sun” e “Jesus Christ Pose”, todas com clipes de sucesso imenso na TV, numa época que o YouTube nem existia.

Houve quem, especialmente nas redes sociais e vendo pela TV, criticasse a voz de Chris Cornell durante boa parte do show. Para quem estava em Interlagos, porém, o vocalista não comprometeu o show e cantou sem maiores problemas a maioria das canções.

Vale lembrar que Cornell está prestes a completar 50 anos (em 20 de julho). Não dá para exigir, portanto, performance idêntica do período da juventude do vocalista, quando ele estava entre as maiores vozes de Seattle e alcançava agudos quase sobrenaturais.

Soundgarden no Lollapalooza - Público - Foto: Renata Martins e Flavio

Antes de “Jesus Christ Pose”, clássico do “Badmotorfinger”, ele fez uma média com o público brasileiro, pois disse que a música não estava prevista inicialmente no set list, mas foi inserida no último ensaio da banda antes do show. Chegou a fazer o símbolo da cruz com a guitarra e o pedestal do microfone e ganhou mais uma vez a multidão.

A apresentação seguiu com “Like Suicide”, do “Superunknown”, e “Been Away Too Long”, a única do álbum mais recente da banda, “King Animal”, de 2012. Nem era preciso, mas o vocalista explicou que o pano de fundo do palco trazia exatamente a figura da capa do disco.

Depois do sucesso mais fresco, nada como resgatar três canções consecutivas do álbum mais vendido “Superunknown”, que completa 20 anos em 2014. “The Day I Tried to Live”, a ótima “My Wave” e a faixa-título foram executadas com perfeição e mostrou que os norte-americanos ainda têm anos de qualidade a oferecer aos fãs.

Se, para alguns, a voz de Cornell não é a mesma dos áureos tempos, a dupla Kim Thayil e Ben Shepherd continua com tudo. O primeiro mantém facilmente, ao lado de Jerry Cantrell, do Alice in Chains, o posto de melhor guitarrista da safra do grunge. O segundo traz com o baixo o complemento de peso que o Soundgarden precisa. O baterista Matt Chamberlain está apenas substituindo Matt Cameron, que excursiona com o Pearl Jam, mas, também com anos de estrada, mandou muito bem no instrumento.

As três músicas seguintes mantiveram o clima de Anos 90 no ar: “Blow Up the Outside World”, “Fell on Black Days” e “Burden in My Hand”. Enquanto a primeira e a terceira representaram o disco “Down on the Upside”, de 1996, quando o grupo caminhava para um período ruim da carreira,  “Fell on Black Days” foi tocada com enorme qualidade e deixou o público sem piscar.

Quando já havia uma sensação de que a apresentação chegava ao fim, Kim Thayil iniciou os acordes da frenética “Rusty Cage”, que elevou a energia da pista e gerou até pequenas rodas de mosh em lugares isolados. Esta talvez tenha sido a melhor do show e ainda contou com um bom jogo de luzes que a deixou ainda mais interessante.

Para fechar, o grupo tirou da manga ainda a música “Beyond the Wheel”, do primeiro disco. Durante a execução, Chris Cornell desceu do palco e foi literalmente para a galera, caminhando pelo corredor central que dividia a pista ao meio.

O saldo final do show foi bastante positivo, com elogios da crítica e do público presente. Com a apresentação no Lollapalooza, a banda preencheu uma lacuna histórica e saciou uma imensa vontade dos fãs. Resta agora saber se voltará ao País para uma performance exclusiva em alguma casa fechada, como fez o Alice in Chains recentemente em São Paulo.

Para relembrar o grande show do Soundgarden no Lollapalooza, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Fique inicialmente com “Black Hole Sun”. Depois veja “Jesus Christ Pose”, “My Wave” e “Fell on Black Days”, esta última filmada por nós direto do público. Para fechar, “Rusty Cage”.

Set list

Searching With My Good Eye Closed
Spoonman
Flower
Outshined
Black Hole Sun
Jesus Christ Pose
Like Suicide
Been Away Too Long
The Day I Tried to Live
My Wave
Superunknown
Blow Up the Outside World
Fell on Black Days
Burden in My Hand
Rusty Cage
Beyond the Wheel

06
abr
14

20 anos sem Kurt Cobain

kurt cobain - Foto: Divulgação FacebookO primeiro fim de semana de abril de 2014 marca os 20 anos da morte de Kurt Cobain, eterno vocalista do Nirvana e praticamente uma espécie de “embaixador” da então nova onda do rock de Seattle. A data do falecimento do também guitarrista é o dia 5 de abril, mas seu corpo só foi encontrado no dia 8.

Para muitos, se não fossem os acordes da clássica música “Smells Like Teen Spirit”, toda a cena dos Anos 90 da cidade norte-americana poderia demorar muito mais tempo para decolar e atingir o mundo.

Tímido e com vários traços de insegurança vindo desde a adolescência, quando viu seus pais se separarem, Cobain encontrou uma salvação temporária na música.

Nas canções do Nirvana mostrou ao mundo toda sua criatividade musical e letras que muitas vezes não só retratavam seu interior, mas também o de muitos jovens da época.

Ao lado do grande amigo e baixista Krist Novoselic e do baterista Dave Grohl, hoje no Foo Fighters, Kurt Cobain encontrou a combinação certa para cravar o nome do Nirvana para sempre na história do rock.

Depois de atingir o megasucesso mundial, o músico teve certa dificuldade para lidar com isso e, com o uso maior das drogas, seguiu um caminho sem volta que já era dado como certo por alguns fãs.

Conforme relata a Wikipédia, em 8 de abril de 1994, o corpo de Cobain foi descoberto em sua casa em Lake Washington por um eletricista que tinha chegado para instalar um sistema de segurança. Apesar de uma pequena quantidade de sangue que saía da orelha de Cobain, o eletricista relatou não ter visto qualquer sinal visível de trauma e, inicialmente, acreditava que Cobain estava dormindo até que viu a arma, uma espingarda Remington apontanda para o queixo.

Uma nota de suicídio foi encontrada, dirigida ao amigo imaginário de infância de Cobain, chamado “Boddah”, que dizia, em parte: “Eu não tenho sentido a excitação de ouvir, bem como criar música, junto com realmente escrito… por muitos anos agora”.

Uma alta concentração de heroína e vestígios de Valium também foram encontrados em seu corpo. O corpo de Cobain tinha ficado deitado lá por dias, o relatório do legista estimou que Cobain tinha falecido em 5 de abril de 1994.

Ninguém aqui é dono da verdade para julgar os atos de Kurt Cobain. E preferimos ficar focados no que ele produziu de bom para a música e que é lembrado até os dias de hoje.

Para homenageá-lo, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Fique com os clássicos “Smells Like Teen Spirit”, “Lithium” e “Rape Me”.

30
mar
14

Eddie Vedder fará show extra em SP no dia 6 de maio

Eddie Vedder - Foto: DivulgaçãoCom a intensa procura do público para as apresentações que Eddie Vedder fará em São Paulo nos dias 7 e 8 de maio, a produtora Time For Fun anunciou um show extra para a capital paulista.  O vocalista do Pearl Jam se apresentará no dia 6 no mesmo Citibank Hall (antigo Credicard Hall) que tocará nos dias seguintes.

A Time For Fun já havia anunciado recentemente um show extra para o Rio de Janeiro para o dia 12 de maio. Lá, ele se apresenta, além da data nova, no dia 11, no Citibank Hall carioca.

A proposta desta vinda solitária do vocalista ao Brasil é dar ao público shows exclusivos e intimistas. Eles contarão com abertura do artista de folk rock Glen Hansard.

Para a data extra em São Paulo, haverá pré-venda exclusiva para clientes Citi e Diners nos dias 1 e 2 de abrilA venda para o público em geral estará disponível em 3 de abril. Os ingressos poderão ser adquiridos na bilheteria do Citibank Hall, pela internet (www.ticketsforfun.com.br); pelo telefone 4003-5588; demais pontos de venda em todo o País.

O ingresso mais barato, de R$ 100,00 é da Plateia Superior que conta com visão parcial. O mais caro, de R$ 800,00 é do Camarote I e da Cadeira Vip, seguido do valor de R$ 650,00 para o Camarote II. Há também entradas para Cadeira I (R$ 650,00), Cadeira II (R$ 550,00), Poltrona I (R$ 550,00), Poltrona II (R$ 450,00), Plateia Superior I (R$ 250,00) e Plateia Superior II e III (R$ 200,00).

Vedder já recebeu o Globo de Ouro de Melhor Canção Original, por “Guaranteed” (trilha sonora do filme “Na Natureza Selvagem”), e foi indicado ao Grammy de Melhor Álbum Folk, por “Ukelele Songs”, lançado em 2011.

 

08
mar
14

Álbum ‘Superunknown’, do Soundgarden completa 20 anos

O dia 8 de março de 2014 marca os 20 anos do álbum “Superunknown”, do Soundgarden. O disco, que sucedeu o ótimo “Badmotorfinger”, de 1991, levou a banda de Seattle, até então cultuada na cena alternativa e também do heavy metal, para o mainstream.

Para muitos, o álbum em questão não é o melhor do Soundgarden, mas é inegável o amadurecimento do grupo, que passou a captar influências musicais que até então não usava.

Se “Badmotorfinger”, considerado por muitos o melhor, era pesado e agradou em cheio o público da ala mais intensa do rock,  “Superunknown” trazia um som mais cadenciado e elaborado.

Ficava clara, portanto, a manutenção da qualidade que os músicos já haviam demonstrado nos discos anteriores.

A voz de Chris Cornell é um show à parte neste disco, pois traz uma clara evolução qualitativa para o vocalista que já era bastante respeitado desde que a banda começou a brilhar com as demais de Seattle. Na guitarra, o quieto e competente Kim Thayil trazia mais uma coleção de riffs e recebia o suporte dos não menos importantes Ben Shepherd (baixo) e Matt Cameron (bateria).

“Superunknown” é daqueles discos de deixar rolando e descobrir faixa após faixa que os músicos fizeram algo com o intuito claro de realmente levar o trabalho para um nível maior de sucesso. O interessante é que, a cada nova audição do álbum, o fã certamente encontrará elementos diferentes que enriquecem a experiência.

“My Wave”, “Fell on Black Days”, “Head Down”, “Black Hole Sun” e “Spoonman” trazem a primeira parte do disco numa sequência que gruda o ouvinte e o impede de pular as faixas. Na segunda parte do álbum, “Limo Wreck”, “The Day I Tried to Live”, “4th of July” e “Like Suicide” são algumas das músicas que mantêm a qualidade e trazem elementos “viajantes”.

A arte de capa do álbum (conhecida como ‘Screaming Elf’) é uma fotografia distorcida dos membros da banda. A foto foi tirada por Kevin Westenberg e traz na montagem uma imagem de uma floresta queimando de cabeça para baixo em preto-e-branco.

“Superunknown” foi sucesso comercial e de crítica. Com o disco, o Soundgarden ganhou dois Grammies em 1995. “Black Hole Sun” recebeu o prêmio de Melhor Performance Hard Rock e “Spoonman” recebeu o prêmio de Melhor Performance Metal.

A primeira música também chegou a ser nomeada na mesma premiação para Melhor Canção de Rock, mas perdeu para “Streets Of Philadelphia”, de Bruce Springsteen. O disco também foi nomeado para Melhor Álbum de Rock, mas perdeu para “Voodoo Lounge”, dos Rolling Stones.

Em 2003, a revista Rolling Stone colocou “Superunknown” na posição de nº 336 na lista dos “500 Melhores Álbuns de Sempre”. O disco também faz parte da lista do livro “1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer”, de 2006.

Como já adiantou o Roque Reverso, o álbum ganhará edições comemorativas em 2014. Para homenagear este bom trabalho do Soundgarden, que vem pela primeira vez este ano ao Brasil, descolamos vídeos no YouTube. Fique inicialmente com o clipe da faixa “Spoonman”. Depois, fique com o vídeo de “My Wave”. Para fechar, fique com o megahit “Black Hole Sun”.

24
fev
14

Soundgarden lançará edições comemorativas de 20 anos do álbum ‘Superunknown’

O álbum “Superunknown”, lançado em 1994 pelo Soundgarden, completará 20 anos no dia 8 de março. Aproveitando o aniversário, o grupo norte-americano de Seattle informou que lançará edições comemorativas caprichadas do disco no dia 3 de junho pela A&M Records/UMe.

Serão duas edições. Uma delas é a “The Deluxe Edition”, com um CD duplo que trará o conteúdo original do álbum no primeiro CD e um segundo disco com gravações de demo, ensaios e versões de Lados B.

A outra edição é a “Super Deluxe Edition”, que virá com simplesmente quatro CDs trazendo o álbum original remasterizado, além de gravações demo e ensaios, e um quinto disco em Blu-ray com áudio 5.1 Surround Sound.

Esta edição mais ampla será distribuída dentro de um livro de capa dura que terá encarte elaborado por David Fricke e a arte gráfica adaptada por Josh Graham, incluindo fotos inéditas do fotógrafo Kevin Westerberg.

Somado a tudo isso, a edição contará também com um LP duplo, em vinil de 200 gramas. Ele virá com as 16 faixas originais remasterizadas.

Para completar, os singles de “Superunknown” e os Lados B serão relançados no Record Store Day, do dia 19 de abril , como um conjunto de cinco edições limitadas de discos de vinil de 10 polegadas.

O Soundgarden é uma das atrações principais do Lollapalooza 2014, que será realizado em São Paulo, no Autódromo de Interlagos, nos dias 5 e 6 de abril. A banda, que nunca tocou o Brasil, vai se apresentar no segundo dia do festival.

15
nov
13

Baterista do Soundgarden não tocará com a banda em 2014 e será desfalque no Lollapalooza

Matt CameronO Lollapalooza 2014 já tem um desfalque certo para a edição que acontecerá em São Paulo no Autódromo de Interlagos. Tudo porque o baterista Matt Cameron, do Soundgarden, anunciou que vai se afastar  temporariamente da banda no ano que vem, por conta dos seus compromissos com o Pearl Jam, seu outro grupo.

Em nota divulgada aos fãs no site do Soundgarden, Cameron disse que ajudará o Pearl Jam na divulgação do novo álbum da banda, “Lightning Bolt”, que foi lançado em 2013. Além disso, informou que também deseja passar um pouco mais de tempo com a família.

A despeito desse afastamento temporário, o baterista afirmou que continua como um “membro ativo” do Soundgarden. Também destacou que, junto com seus companheiros, estão em processo para encontrar um “substituto perfeito” para os shows que a banda tem para o ano que vem.

O Soundgarden é simplesmente um dos headliners do Lollapalooza 2014. Além do grupo de Seattle, o festival que  será realizado nos dias 5 e 6 de abril na capital paulista terá como atrações principais o Muse, o Arcade Fire e o Nine Inch Nails, além de o Pixies e o New Order como nomes “secundários”.

O Pearl Jam tem, por enquanto, para 2014, apenas algumas apresentações agendadas para janeiro na Austrália e na Nova Zelândia. Contudo, novas datas para o ano que vem tendem a ser anunciadas em breve para o Hemisfério Norte.

06
out
13

Mais extenso, show do Alice in Chains em SP foi impecável e superou o do Rock in Rio

O Alice in Chains fez grande show em São Paulo no dia 26 de setembro no Espaço das Américas. Para um público que não lotou, mas tomou boa parte da casa em plena noite de quinta-feira, a banda norte-americana de Seattle fez uma apresentação impecável, superando a que havia realizado na semana anterior no Rock in Rio.

O fato de o grupo ter um palco só para ele, sem as imposições e limitações de horários de um festival, foi decisivo para que o show de São Paulo fosse melhor e bem mais longo do que o do Rio. Enquanto, na capital fluminense, o Alice in Chains tocou durante cerca de 1 hora, na capital paulista, a apresentação teve meia hora a mais.

Destaque, além da tradicional qualidade da banda, para o excelente som que podia ser ouvido no Espaço das Américas. Se, no passado, a casa sofria uma série de críticas por ser um galpão que se transformou num espaço para shows, agora, o local tem uma disposição de palco bem interessante e o som pode ser escutado nitidamente em praticamente todos os locais da casa.

O público paulistano torcia há tempos para um retorno da banda à cidade, fato que não acontecia desde o Hollywood Rock de 1993, quando o então vocalista Layne Staley ainda estava vivo. O grupo até chegou a tocar no Estado de São Paulo, em 2011, em Paulinia, no SWU Festival, mas não era a mesma coisa de estar na capital, local recheado de fãs do Alice in Chains.

Pontualmente às 21h30, a banda subiu ao palco para delírio dos presentes e até surpresa de alguns, como este jornalista, que estava na fila da cerveja. Correria à parte para ver a entrada do grupo, o show começou com a dobradinha tradicional nas apresentações recentes do Alice in Chains: “Them Bones” e “Dam That River”, ambas pertencentes ao álbum “Dirt”, de 1992, e tocadas tanto na abertura dos shows do SWU como do Rock in Rio.

As seis primeiras músicas em São Paulo, por sinal, seguiram sequência idêntica à verificada no festival carioca. “Hollow”, do álbum novo  “The Devil Put Dinosaurs Here”, lançado no fim de maio deste ano, mostrou que o público estava antenado com o lançamento, já que várias pessoas cantaram com se já conhecessem a faixa há um bom tempo.

O mesmo pôde ser visto em “Check My Brain”, do álbum “Black Gives Way to Blue”, de 2009, quando o vocalista atual William DuVall, estreou na volta da banda após o período de ostracismo. Com todos esses anos de estrada, não resta mais dúvida que ele possui as qualidades necessárias para assumir o posto do finado Layne Staley.

Com estilo próprio e grande personalidade DuVall é tudo aquilo que o Alice in Chains precisava para se reerguer e continuar na ativa por muito tempo. O guitarrista Jerry Cantrell continua sendo o coração e a mente da banda e, relembrando os bons tempos com Staley, faz a dupla de vocais com DuVall com extrema maestria, uma marca do grupo que continua intacta, para alegria dos fãs de carteirinha.

Após a execução de “Check My Brain”, o vocalista saudou o público, comemorou o fato de estar em São Paulo e emendou dois grandes sucessos do Alice in Chains: “Again”,  do álbum “Alice in Chains”, de 1995, e o megaclássico “Man in the Box”, do primeiro álbum “Facelift”, de 1990.

Nesta última especialmente, é claro que o show teve seu maior momento de êxtase, com o Espaço das Américas tremendo e o público pulando e cantando a plenos pulmões. Na bateria, Sean Kinney prestava sua homenagem não apenas a Staley como também ao antigo baixista Mike Starr, que morreu em 2011. Nos bumbos, as iniciais LSMS lembravam esses dois ex-componentes do grupo.

Na sequência, mais duas músicas do “Black Gives Way to Blue”: “Your Decision” e “Last of My Kind”, que mantiveram o público vidrado. “Stone”, do novo álbum, e “No Excuses”,  do EP “Jar of Flies”, de 1994, vieram na sequência, mostrando que o set list seria bem mais extenso do que o do Rock in Rio e alimentando esperanças de que mais coisas boas estavam por vir.

A sensação foi confirmada quando o Alice in Chains trouxe nada menos que “It Ain’t Like That”, uma das faixas mais pesadas do grupo e que também não havia sido executada no Rock in Rio. Quem é fã das antigas da banda, sabe a importância desta canção do primeiro disco e vibrou muito com mais aquele momento espetacular do grande show, que teria ainda outro clássico (“We Die Young”) para manter a nostalgia em alta.

Para surpresa de muitos, duas músicas que não haviam sido tocadas tanto no SWU como no Rock in Rio levaram os fãs mais dedicados ao êxtase: “Sludge Factory” e “Grind”, do disco “Alice in Chains”, mostraram o quanto quem estava no Espaço das Américas era um privilegiado.

A última música da primeira parte do set list foi simplesmente “Nutshell”, do EP “Jar of Flies”. Foi, mantendo já uma tradição, a música de homenagem a Layne Staley e Mike Starr, com a banda colocando camisas da Seleção Brasileira, com o nome dos dois nas costas, penduradas nos cantos do palco.

Ovacionado, o grupo deixou o palco e fez com que o público gritasse seu nome até que o retorno fosse confirmado. Em mais um momento de grande simpatia, o Alice in Chains voltou trajando a camisa canarinho. Com exceção do baixista Mike Inez, todos os outros três integrantes vestiram o símbolo nacional e foram bastante aplaudidos pelo gesto.

Na sequência, o bis continuou com duas grandes músicas do álbum “Dirt”: “Would?” e “Rooster”, em linha com o que aconteceu no Rock in Rio. Acabava assim um dos maiores shows de 2013 em São Paulo.

Os músicos saudaram o público, distribuíram uma penca de palhetas para quem estava na Pista Vip e mostraram que estavam satisfeitos com a receptividade paulistana.

Os fãs ainda tentaram pedir mais uma, mas, sem sucesso, foram embora cientes que haviam visto uma grande apresentação. Com uma postura extremamente profissional e esbanjando competência, o Alice in Chains finalmente voltou a São Paulo para mostrar que ainda tem anos de estrada a oferecer, sem parecer uma banda caça-níquel.

Para relembrar o excelente show do Alice in Chains no Espaço das Américas, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Fique inicialmente com “Them Bones” e “Check my Brain”. Depois, assista aos vídeos de “Man in the Box” e “It Ain’t Like That”. Para fechar, no mesmo vídeo, “Would?” e “Rooster”.

Set list

Them Bones
Dam That River
Hollow
Check My Brain
Again
Man in the Box
Your Decision
Last of My Kind
Stone
No Excuses
It Ain’t Like That
We Die Young
Sludge Factory
Grind
Nutshell

Would?
Rooster

25
set
13

Set list, fotos e vídeos do show do Alice in Chains no Rock in Rio

O Alice in Chains se apresentou no Rock in Rio 2013 no dia 19 de setembro no Palco Mundo, o principal do festival. A banda norte-americana de Seattle fez um bom show, mesclando clássicos da carreira com poucas músicas do novo álbum “The Devil Put Dinosaurs Here”, lançado em maio deste ano.

Entre os clássicos, não faltaram “Man in the Box”, “We Die Young”, “Them Bones” e “Would?”. Do disco novo, o grupo tocou apenas “Hollow” e “Stone”.

Para alguns, o show foi bastante curto.

Os fãs das antigas acharam também que os músicos poderiam ter trazido outros sucessos, como “Angry Chair” e “It Ain’t Like That”.

Justamente por esses dois motivos, a apresentação no Rock in Rio foi considerada inferior ao show que a banda realizou em 2011 no SWU Festival, onde, mesmo com uma chuva extremamente chata, os fãs saíram completamente realizados.

Ainda assim, a performance no festival carioca ficou entre as melhores da edição de 2013.

Para relembrar o show do Alice in Chains no Rock in Rio, o Roque Reverso descolou três vídeos no YouTube. Fique abaixo com “Man in the Box”, “Nutshell” e “We Die Young”.

Set list

Them Bones
Dam That River
Hollow
Check My Brain
Again
Man in the Box
Nutshell
Rain When I Die
We Die Young
Stone
Down in a Hole
Would?
Rooster

18
set
13

Pearl Jam lança videoclipe da balada ‘Sirens’

O Pearl Jam tem um novo videoclipe. Depois de divulgar em agosto o clipe da música “Mind Your Manners”, a banda norte-americana de Seattle reservou para setembro o lançamento do vídeo da balada “Sirens”.

Ambas as canções fazem parte do novo álbum “Lightning Bolt”, que será lançado no dia 15 de outubro nos Estados Unidos e um dia antes no restante do planeta.

A direção de “Sirens” é de Danny Clinch e a produção é de Lindha Narvaez. Eles já haviam sido os responsáveis pelo clipe de “Mind Your Manners”.

O Pearl Jam, que passou pelo Lollapalooza 2013, já tem turnê agendada com 25 datas na América do Norte. O início da tour está marcado para o dia 11 de outubro, em Pittsburgh.

Assista abaixo ao novo vídeo da banda:

05
set
13

Alice in Chains libera 2 videoclipes novos de uma só vez

Com a onda cada vez mais forte de lançamentos de videoclipes pela internet, o Alice in Chains decidiu inovar, liberando dois clipes novos de uma só vez. A banda norte-americana de Seattle disponibilizou no YouTube neste dia 5 de setembro os vídeos das músicas “The Devil Put Dinosaurs Here” e “Voices”.

Ambas as canções estão presentes no mais recente álbum do grupo, “The Devil Put Dinosaurs Here”, lançado no fim de maio deste ano.

O clipe da faixa-título contou com a direção de Travis Hopkins e a produção de Kalen Hayman.

O vídeo de “Voices” teve a direção de  Roboshobo e a produção de Jason Colon, Brian Turner e Colin Wyatt.

Antes destes clipes, o Alice in Chains já havia divulgado os das músicas “Stone” e “Hollow”. Nestes dois últimos, a direção havia sido de Robert Schober.

O álbum “The Devil Put Dinosaurs Here” é o quinto de estúdio da carreira do Alice in Chains. Sucedeu “Black Gives Way to Blue”, de 2009, e representou o segundo álbum com os vocais do bom William DuVall, que substituiu o saudoso Layne Staley, morto em 2002.

Veja abaixo os clipes das músicas “The Devil Put Dinosaurs Here” e “Voices”:

25
ago
13

Ingressos para show do Alice in Chains em Porto Alegre custam de R$ 120 a R$ 220

Alice in Chains - Foto: DivulgaçãoDepois de ter sido escalado para o Rock in Rio 2013 e ter confirmado uma apresentação também para São Paulo, o Alice in Chains acertou um show para a cidade de Porto Alegre. A banda norte-americana de Seattle vai tocar no dia 24 de setembro no Pepsi On Stage.

Os ingressos custam R$ 120,00 para a Pista Comum; R$ 150,00 para o Mezanino; e R$ 220,00 para a Pista Premium.

Estão à venda no site www.livepass.com.br e pelo telefone (51) 8401-0555.

Há também as opções da Bilheteria My Ticket Moinhos (Rua Padre Chagas,327 – Loja 6) e da Bilheteria My Ticket Centro (Rua Andradas,1425 –Loja 69).

A apresentação do Alice in Chains na capital gaúcha acontecerá poucos dias depois de a banda se apresentar no Rock in Rio. Os músicos de Seattle estarão no festival no dia 19, no palco principal, ao lado do Metallica, do Ghost e do Sepultura com o grupo Tambours Du Bronx.

Os norte-americanos estiveram pela última vez no Brasil em 2011 no SWU Festival. O público gaúcho poderá ter a oportunidade de ouvir os grandes hits da carreira da banda e também as músicas do mais recente CD do grupo, “The Devil Put Dinosaurs Here”, lançado em maio deste ano.

23
ago
13

Pearl Jam lança clipe da música ‘Mind Your Manners’

O Pearl Jam liberou nesta sexta-feira, dia 23 de agosto, o videoclipe da música “Mind Your Manners”, que o leitor já havia escutado em julho aqui no Roque Reverso. A canção estará presente no álbum novo da banda norte-americana de Seattle.

O disco “Lightning Bolt” será lançado no dia 15 de outubro nos Estados Unidos e um dia antes no restante do planeta.

Terá a  produção de Brandon O’Brien, que também trabalhou no disco anterior da banda, “Backspacer”, de 2009.

O grupo norte-americano, que passou pelo Lollapalooza 2013 já tem turnê agendada com 25 datas na América do Norte. O início da tour está marcado para o dia 11 de outubro, em Pittsburgh.

A direção do clipe de “Mind Your Manners” é de Danny Clinch e a produção é de Lindha Narvaez.

Assista abaixo ao novo vídeo do Pearl Jam:




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