Posts Tagged ‘Nirvana

24
set
16

25 anos do clássico álbum ‘Nevermind’, divisor de águas do Nirvana e do rock alternativo

"Nevermind", reprodução da capaPor Demétrius Carvalho*

24 de setembro de 1991 é lançado o disco “Nevermind”, do Nirvana, talvez o último grande de uma banda de rock. Álbum esse que é um dos mais emblemáticos do gênero de todos os tempos e por vários aspectos. O disco, que completa 25 anos em 2016, pode se encontrar na prateleira de rock, punk, embora seja bem diferente dos outros encontrados e, obviamente, na de grunge, onde eles se tornaram um dos pais do gênero.

Esse é o segundo álbum da banda de Kurt Cobain e do baixista Krist Novoselic e o primeiro com o baterista Dave Grohl. O disco não inspirava grandes expectativas de venda, mas apenas 14 dias antes, “Smells Like Teen Spirit” era lançada como single e causou um estrondo que apenas começava para o trio.

Novoselic disse certa vez que a entrada no novo baterista parece ter colocado as coisas no lugar. Somado a isso, o momento contou com os improváveis caminhos harmônicos e melódicos de Kurt e a produção de Butch Vig, que disse ter pensado em uma mixagem para a nova música digital que surgia e não de forma analógica como feita até então.

Kurt não tinha estudo musical e chegou e declarar que a teoria era uma besteira. Grohl disse que o vocalista pensava primeiro nas melodias para depois pensar na letra.

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14
set
16

Nirvana reage com sarcasmo a factoide sobre Kurt Cobain ‘vivo’

Nirvana - Foto: DivulgaçãoTudo tem limite, reza a lenda. Menos a estupidez humana. O Facebook oficial do tragicamente extinto Nirvana precisou vir a público no dia 12 de setembro para negar que Kurt Cobain estivesse vivo.

A bobagem começou a circular – pela internet, claro – junto com um vídeo no qual um jovem artista peruano chamado Ramiro Saavedra aparece cantando “Come As You Are”. Sugestivo até.

Aparentemente, ao ressuscitar do próprio suicídio, os genes de Kurt Cobain misturaram-se aos do pagapau-mor de Eduardo Cunha, Kim Kataguiri, resultando em algo que pra bonito não serve.

Mais impressionante ainda seria o fato de o canhoto Kurt Cobain ter voltado à vida com alguma espécie de mudança nas conexões cerebrais que o transformaram em uma pessoa destra.

O fato é que a “notícia” foi parar no site do Daily Mail, um jornal sensacionalista inglês que aparentemente não perdeu o tino para o negócio, algo raro na mídia moderna.

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04
ago
16

Trio brasileiro Jazza Roll homenageia 25 anos do ‘Nevermind’ tocando Nirvana de um jeito diferente

Jazza Roll - Foto: DivulgaçãoJá imaginou ouvir Nirvana de um jeito diferente, mais precisamente numa roupagem que não abandona completamente o rock, mas que traz uma pitada considerável de jazz? Essa é a ideia do trio brasileiro Jazza Roll, que aproveita o aniversário de 25 anos do álbum clássico “Nevermind” em 2016 para trazer ao público shows com a execução do disco com um som que não deixará de gerar avaliações das mais diversas.

Formado em São Paulo e estreando nos palcos justamente no ano de 2016 por causa do “Nevermind”, o Jazza Roll se apresenta como um trio de músicos que tem como objetivo trabalhar arranjos de clássicos do rock de forma instrumental. Segundo o grupo, a intenção é se apropriar de estilos “além do rock”, como o jazz e suas bifurcações, passando também pelo conceito de groove e até pela bossa nova.

Felipe Mancini é o responsável pela guitarra. Demétrius Carvalho está no baixo acústico. Ivan Silva está na bateria.

O estipulado pelo grupo é tocar o “Nevermind” na íntegra, na ordem exata. Segundo a banda, o baixo acústico e a guitarra são completados por uma bateria em uma sonoridade “jazzy lisérgica”.

O incensado álbum “Nevermind” gerou uma verdadeira reviravolta no rock no começo dos Anos 90, ajudando a implodir de vez a barreira que separava o mainstream do alternativo. Lançado em setembro de 1991, o disco (e suas músicas) já foi interpretado de diversas maneiras por várias outras bandas, além do seu grupo mentor de Seattle.

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25
jan
15

Mesmo sem superar Rock in Rio e Lolla, Foo Fighters fez apresentação de gala em SP para 55 mil

Foo Fighters em SP - Foto: Divulgação Time For Fun/Marcelo RossiO Foo Fighters inaugurou a temporada de shows internacionais que passarão por São Paulo em 2015 com uma apresentação de gala e digna dos grandes nomes do rock n’ roll. Com um show de quase três horas de duração, a banda norte-americana liderada pelo incansável vocalista e guitarrista, Dave Grohl, não superou as históricas apresentações feitas no Rock in Rio de 2001 e no Lollapalooza de 2012, mas fez a festa das 55 mil pessoas presentes no Estádio do Morumbi na sexta-feira, dia 23 de janeiro.

Antes que arremessem pedras ao Roque Reverso, a constatação de que o evento no Morumbi não superou o Rock in Rio e o Lollapalooza tem a ver muito mais com o fato daquelas terem sido apresentações históricas e difíceis de serem batidas do que por alguma análise de que a apresentação na capital paulista tenha sido fraca ou ruim.

O show do Morumbi, que fez parte da primeira turnê própria da banda pelo Brasil, reuniu tudo aquilo que um bom espetáculo de rock precisa: um grupo com vontade de tocar, um público louco para cantar todas as músicas, momentos de catarse coletiva que jamais serão esquecidos por quem esteve lá e até fatos inusitados e marcantes, como o pedido de casamento de um fã feito a sua futura esposa em pleno palco.

Muitos vão dizer que o simples fato de o Foo Fighters ter um show só seu e tocar por quase 3 horas já seria um motivo para superar as apresentações citadas. Mas quem esteve no Rock in Rio com mais de 170 mil pessoas, quando a banda começava a despontar, e viu o grupo surpreender numa noite que tinha o R.E.M. como atração principal, com certeza discordará. O mesmo é válido para quem esteve no Lolla e viu a banda fazer um dos shows com mais energia dos palcos brasileiros.

O fato incontestável é que o Foo Fighters está entre os grupos mais importantes da atualidade. Não somente Dave Grohl é apontado como “o cara legal” do rock e faz tudo para manter o estilo vivo, como a banda já conta com características de grupos consagrados e tende a cada vez mais conquistar seu merecido espaço, num momento no qual o rock precisa de mais expoentes.

O show

Depois das aberturas realizadas pelo Raimundos e pela banda Kaiser Chiefs com chuva, São Pedro fez o que tem feito com o Cantareira e poupou o Foo Fighters da água. Às 21h20, com apenas 5 minutos de atraso em relação ao horário agendado, Dave Grohl & Cia subiram ao palco e iniciaram a catarse coletiva que se estenderia até a madrugada do dia seguinte.

Diferente das outras vezes, o grupo não chegou com tudo. Apareceu no palco discretamente e iniciou a apresentação com a música “Something from Nothing”, do novo e badalado disco “Sonic Highways”, de 2014. Como se a faixa já fosse um hit consagrado, o público cantou a música do início ao fim e nem se importou com um pequeno tombo que Grohl tomou durante a execução da música.

Na sequência, os hits antigos “The Pretender” e “Learn to Fly” foram tocados de uma vez só e mantiveram o público atento e participativo, com direito a uma chuva de papel picado vermelho que foi lançada logo na parte final de “The Pretender”.

Vale destacar que o som da banda estava mais baixo que o desejável para quem estava, por exemplo, na divisa da Pista Vip com a Comum. Aos poucos, com a sequência da apresentação, ele foi melhorando, em sintonia com a própria performance do grupo, que foi crescendo a cada música.

A ótima e já clássica “Breakout” fez pela primeira vez Dave Grohl cruzar a passarela que dividia a Pista Vip e que seguia até metade da Pista Comum. Empolgado, o público tentou se aproximar ao máximo do ídolo, enquanto a execução da música ficou aquém de outras apresentações pelo Brasil, como a histórica do Rock in Rio.

Em “Alandria”, o líder do Foo Fighters chegou a dizer para o público poupar as vozes porque muitas músicas seriam tocadas naquela noite. Entre os hits “My Hero” e “Walk”, que levantam até defunto, a banda trouxe “Congregation”, também do novo disco.

Grohl, por sinal, prometeu canções dos 8 álbuns e cumpriu a meta ao longo do show, cantando até mesmo o primeiro hit “I’ll Stick Around”, que passava na MTV quando a banda ainda era uma promessa depois que o Nirvana acabou e que Dave trocou a bateria pelo posto principal no Foo Fighters.

Antes de “I’ll Stick Around”, a banda veio com “Cold Day in the Sun”, com o ótimo baterista Taylor Hawkins tocando o instrumento e cantando. Houve tempo até para a banda brincar com trechos de clássicos do rock, como “War Pigs”, do Black Sabbath, e “Tom Sawyer”, do Rush, tudo durante o momento que Dave Grohl apresentou os demais integrantes ao público.

Foo Fighters em SP - Foto: Divulgação Time For Fun/Marcelo RossiFoo Fighters em SP - Foto: Divulgação Time For Fun/Marcelo RossiFoo Fighters em SP - Foto: Divulgação Time For Fun/Marcelo RossiFoo Fighters em SP - Foto: Divulgação Time For Fun/Marcelo RossiFoo Fighters em SP - Foto: Divulgação Time For Fun/Marcelo RossiFoo Fighters em SP - Foto: Divulgação Time For Fun/Marcelo RossiFoo Fighters em SP - Foto: Divulgação Time For Fun/Marcelo RossiFoo Fighters em SP - Foto: Divulgação Time For Fun/Marcelo Rossi

Diversão

Importante destacar que a banda se divertiu muito durante o show, ora com a extensão e inclusão de acordes diferentes em algumas faixas, ora com as conversas animadas de Grohl com a plateia, ora com essa inclusão de coisas além do Foo Fighters. Houve fã que chegou a reclamar que queria mais música e menos conversa, mas não se pode agradar a todos.

Em “Monkey Wrench”, por exemplo, a duração da música foi estendida e o palco chegou a ficar menos iluminado, enquanto a banda tocava. Foi a deixa para o público proporcionar um lindo show de luzes por meio dos celulares por todos os cantos do Morumbi.

O Roque Reverso até testemunhou um “guerreiro” tentando acender um isolado isqueiro, numa pura demonstração de resistência no estilo “old school” dos shows de rock, mas não há dúvidas que o estádio inteiro iluminado ficou na mente dos que estiveram por ali. O próprio Dave Grohl chegou a ficar meio que “paralisado” e reconheceu que aquilo era “lindo pra caralho”.

Na sequência, o vocalista se dirigiu a um dos pontos da passarela mais próximos à Pista Comum para tocar “Skin and Bones”, com a presença do tecladista Rami Jaffee, no acordeão. Depois, da música, Grohl recebeu uma bandeira do Brasil de um fã e a enrolou no pescoço, elogiando o símbolo nacional, o futebol e as mulheres do País.

Foi quando viu um cartaz na plateia com um pedido inusitado e atendeu um fã maluco que queria pedir a futura esposa em casamento. O fã, de nome Vinícius, ajoelhado, pediu a mão de Mônica em pleno palco e levou o público ao loucura com tal feito, sendo atendido pela moça, para alegria geral.

“Então, lembre-se: se você quiser pedir sua namorada em casamento, venha a um show do Foo Fighters”, brincou nada menos que o astro principal da noite, Dave Grohl, em mais uma das suas intervenções.

O vocalista continuou na ponta da passarela para a execução solitária da balada “Wheels”, enquanto o restante da banda dava uma descansada e a plateia acompanhava com palmas.

O auge do show estaria por vir e foi em “Times Like These” que a noite no Morumbi atingiu seu momento mais interessante musicalmente, levando o público ao delírio.

Grohl continuou na ponta do palco nos primeiros acordes, cantando sozinho a faixa de uma maneira mais lenta, mas, de repente, o restante da banda apareceu no palco secundário, quase que surpreendendo a todos, bem no momento em que a música ganhou em velocidade e peso. Foi daqueles momentos em que há uma interação sensacional entre artista e plateia e que marcam grandes shows de rock. Destaque ainda para a performance de Taylor Hawkins, simplesmente detonando sua bateria com técnica invejável.

As surpresas não pararam por aí, pois a banda continuou no palco improvisado, que também era giratório, bem no centro da passarela. Foi aí que emendaram uma série de covers, como “Detroit Rock City”, do KISS, “Stay With Me”, do Faces, e duas do Queen:”Tie Your Mother Down”, que contou com Grohl na bateria e Taylor Hawkins como vocalista, e “Under Pressure”, que contou com os dois dividindo os vocais.

Após o show diferente no palco improvisado, o Foo Fighters inteiro voltou para o palco principal e emendou o petardo “All My Life”, que foi seguido por “These Days” e “Outside”, esta também do disco novo.

A penúltima da noite rivalizou com “Times Like These” entre os grandes momentos musicais do show. “Best of You” deixou a plateia hipnotizada e cantando o trecho tradicional  “ôôô” até depois da canção terminar, surpreendendo Dave Grohl, que chegou a falar brincando para o público que a música já tinha acabado.

Para fechar a grande apresentação de quase 3 horas, o sucesso “Everlong” foi tocado já com os primeiros pingos de chuva, que, depois do encerramento, viria forte, como se quisesse lavar a alma da extasiada plateia. O líder do Foo Fighters prometeu retornar ao Brasil e recebeu palmas.

Fim de show, público satisfeito e a constatação de que o Foo Fighters está entre as principais bandas do planeta, queiram ou não os chatos de plantão. O rock n’ roll agradece e precisa de grupos assim e de caras que levantem a bandeira como Dave Grohl.

Para relembrar o grande show do Foo Fighters no Estádio do Morumbi, o Roque Reverso descolou vídeos amadores de qualidade descolados no YouTube. Fique inicialmente com um que traz o início do show e as três primeiras músicas. Depois, veja “Walk” e um vídeo que traz “Times Like These” com “Detroit Rock City”. Para fechar, fique com “Best of You”.

Set list

Something from Nothing
The Pretender
Learn to Fly
Breakout
Arlandria
My Hero
Congregation
Walk
Cold Day in the Sun (com trechos de War Pigs e Tom Sawyer)
I’ll Stick Around
Monkey Wrench
PALCO ADICIONAL
Skin and Bones
Wheels
Times Like These
Detroit Rock City (KISS)
Stay With Me (Faces)
Tie Your Mother Down (Queen)
Under Pressure (Queen)
VOLTA AO PALCO PRINCIPAL
All My Life
These Days
Outside
Best of You
Everlong

11
dez
14

Tempos delicados: a ameaça conservadora

John Lennon e Yoko Ono, em foto histórica tirada por  Annie Leibovitz em 1981Vivemos tempos delicados. Essa frase provavelmente já se aplicou em todas as épocas e todos os lugares do mundo, em cada situação a seu modo. O tempo delicado de nosso lugar e nossa época é a caretização desenfreada de uma sociedade hipócrita, assim como suas consequências.

Quem ridicularizou ou menosprezou os avanços da extrema-direita no Brasil e no mundo ao longo dos últimos poucos anos agora ergue a sobrancelha em sinal de preocupação com os higienistas de plantão.

A eleição presidencial mal tinha terminado e uns gatos pingados já estavam nas ruas para pedir um novo golpe militar e acabar com essa tal de democracia. Talvez se trate de pessoas ansiosas por verem familiares e amigos sendo presos, torturados, mortos ou simplesmente desaparecerem pelas mãos de uma nova Redentora.

Talvez só estejam cansadas de ver a mídia divulgar tantos escândalos e o andamento de tantas investigações sobre suspeitas de corrupção. Afinal, não haveria mais notícias sobre temas tão incômodos, e muito menos investigações. Ou então, como bem lembrou o amigo jornalista Mario Rocha, se trate apenas de gente com saudade não apenas da censura às notícias, mas também aos discos, aos livros, aos shows, aos filmes e às peças de teatro.

As Senhoras de Santana do século 21 não conseguiram insuflar o golpe que tanto almejam (ainda?), mas crimes já são cometidos em seu nome. No fim de setembro, o jovem Hiago Augusto Jatoba de Camargo foi morto a facadas em Curitiba enquanto trabalhava como cabo eleitoral de Gleisi Hoffman (PT), candidata derrotada na campanha para o governo do Paraná.

Agorinha mesmo, no último dia 10 de dezembro, enquanto o Brasil era tardiamente apresentado às conclusões e recomendações da Comissão da Verdade, responsável por esclarecer as responsabilidades pelos abusos cometidos durante a ditadura cívico-militar (1964-1985), o excelentíssimo senhor deputado Jair Bolsonaro (PP) tomou a tribuna do Congresso Nacional para dizer à ex-ministra e também deputada Maria do Rosário (PT) que só não a estupraria porque ela não merece.

Bolsonaro claramente abusa de sua imunidade parlamentar para permanecer impune. Tem gente querendo vender o tema como “polêmica”, mas se trata de crime. Talvez ninguém se espante se o Congresso não cassar o mandato de Bolsonaro para que este possa responder criminalmente pela agressão. Afinal, trata-se de um caso explícito e registrado de ameaça de violência contra a mulher levado a um Congresso dominado por homens em um país machista.

Maria do Rosário - Foto: Agência BrasilE o que isso tem a ver com rock? O rock, apesar de ter conquistado o mundo por seu caráter libertário e revolucionário, é também um meio dominado por homens e muitas vezes conservador e machista. Dave Mustaine, Yngwie Malsmsteen e Ted Nugent aparecem entre os grandes nomes da vanguarda do atraso roqueiro no plano internacional. No Brasil, Lobão e Roger Moreira disputam palmo a palmo algum prêmio de indigência política que sabe-se lá por que ainda não foi criado.

Quem discorda pode até achar exagero isso, ou achar que existe “mulher pra casar e mulher pra transar”, mas provavelmente recorrerá a outro peso e a outra medida se um dia o alvo dessa violência for sua mãe (salvo os bebês de proveta e os entregues pela cegonha todo mundo tem uma; árbitros de futebol têm duas), sua irmã, sua filha ou qualquer mulher com quem se tenha alguma relação de afeto.

O machismo, assim como o racismo, é um sistema de opressão e violência. Vivemos em uma sociedade machista, é fato. Mas isso é uma criação coletiva. Não tem que ser assim pra sempre. Mudá-la e torná-la mais civilizada cabe a cada um de nós. O combate a sistemas de opressão não é apenas legítimo, mas tarefa obrigatória para quem almeja melhoras em uma sociedade desigual e injusta como a que vivemos. Um dos caminhos é o repúdio a toda e qualquer forma de violência, venha esta de onde vier.

O Roque Reverso força o gancho, mas não se omite. Para inspirar uma trilha sonora de combate à violência contra a mulher, fique com “Rape Me” (Nirvana), “Luka”(Suzanne Vega) e “Camila, Camila” (Nenhum de Nós).

06
abr
14

20 anos sem Kurt Cobain

kurt cobain - Foto: Divulgação FacebookO primeiro fim de semana de abril de 2014 marca os 20 anos da morte de Kurt Cobain, eterno vocalista do Nirvana e praticamente uma espécie de “embaixador” da então nova onda do rock de Seattle. A data do falecimento do também guitarrista é o dia 5 de abril, mas seu corpo só foi encontrado no dia 8.

Para muitos, se não fossem os acordes da clássica música “Smells Like Teen Spirit”, toda a cena dos Anos 90 da cidade norte-americana poderia demorar muito mais tempo para decolar e atingir o mundo.

Tímido e com vários traços de insegurança vindo desde a adolescência, quando viu seus pais se separarem, Cobain encontrou uma salvação temporária na música.

Nas canções do Nirvana mostrou ao mundo toda sua criatividade musical e letras que muitas vezes não só retratavam seu interior, mas também o de muitos jovens da época.

Ao lado do grande amigo e baixista Krist Novoselic e do baterista Dave Grohl, hoje no Foo Fighters, Kurt Cobain encontrou a combinação certa para cravar o nome do Nirvana para sempre na história do rock.

Depois de atingir o megasucesso mundial, o músico teve certa dificuldade para lidar com isso e, com o uso maior das drogas, seguiu um caminho sem volta que já era dado como certo por alguns fãs.

Conforme relata a Wikipédia, em 8 de abril de 1994, o corpo de Cobain foi descoberto em sua casa em Lake Washington por um eletricista que tinha chegado para instalar um sistema de segurança. Apesar de uma pequena quantidade de sangue que saía da orelha de Cobain, o eletricista relatou não ter visto qualquer sinal visível de trauma e, inicialmente, acreditava que Cobain estava dormindo até que viu a arma, uma espingarda Remington apontanda para o queixo.

Uma nota de suicídio foi encontrada, dirigida ao amigo imaginário de infância de Cobain, chamado “Boddah”, que dizia, em parte: “Eu não tenho sentido a excitação de ouvir, bem como criar música, junto com realmente escrito… por muitos anos agora”.

Uma alta concentração de heroína e vestígios de Valium também foram encontrados em seu corpo. O corpo de Cobain tinha ficado deitado lá por dias, o relatório do legista estimou que Cobain tinha falecido em 5 de abril de 1994.

Ninguém aqui é dono da verdade para julgar os atos de Kurt Cobain. E preferimos ficar focados no que ele produziu de bom para a música e que é lembrado até os dias de hoje.

Para homenageá-lo, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Fique com os clássicos “Smells Like Teen Spirit”, “Lithium” e “Rape Me”.

27
jan
14

Grammy traz premiação do Led Zeppelin e Sabbath e apresentação de Paul McCartney e Ringo Starr

Entre os amantes do rock, a premiação do Grammy virou motivo de piada desde que o Jethro Tull derrotou o Metallica num prêmio ligado ao heavy metal nos Anos 80. Também gerou perda de interesse depois que os artistas de rap e r&b passaram a dominar cada vez mais as premiações dos Estados Unidos. Em 2014, porém, o evento, que aconteceu no dia 26 de janeiro, trouxe várias atrações do rock e teve como destaque os prêmios dados ao Led Zeppelin e ao Black Sabbath, além de uma apresentação dos ex-Beatles Paul McCartney e Ringo Starr.

Vale lembrar que, em 2013, com o Foo Fighters detonando tudo, a cerimônia já havia sido bem interessante.

O Led Zeppelin ganhou o prêmio de “Melhor Álbum de Rock” com “Celebration Day”, disco ao vivo que aproveitou o conteúdo do DVD gravado em 2007 e lançado em 2012. Deixou para trás ótimos discos, como “13”, do Sabbath, “The Next Day”, de David Bowie, e “…Like Clockwork”, do Queens of The Stone Age.

O Black Sabbath, por sua vez, foi o grande vencedor na categoria Performance de Hard Rock/Metal pela música “God is Dead?”, que nem é a melhor do disco “13”. Superou coisas bem legais, como “T.N.T.”, gravada pelo Anthrax, e “The Enemy Inside”, do Dream Theater.

Outra premiação importante ligada ao rock foi a de “Melhor Canção de Rock”, que ficou com a música “Cut Me Some Slack”, composta por Paul McCartney e os ex-Nirvana Dave Grohl, Krist Novoselic e Pat Smear. Deixou para trás “God is Dead?”, do Sabbath, e “Doom And Gloom”, dos Rolling Stones.

No prêmio por “Melhor Performance de Rock”, o vencedor foi o grupo Imagine Dragons, com a música “Radioactive”. Eles conseguiram derrotar a revelação Alabama Shakes, com “Always Alright”; David Bowie, com a boa “The Stars (Are Out Tonight)”; e até a ótima “My God Is The Sun”, do Queens of The Stone Age.

Entre os shows da noite, o destaque foi o reencontro de Paul McCartney e Ringo Starr. Eles tocaram a música “Queenie eye”, do mais recente álbum de Paul: “New”, de 2013. Antes, Ringo havia cantado “Photograph”, que compôs com seu outro ex-companheiro de banda George Harrison, morto em 2001.

Uma apresentação que não chegou a agradar a todos foi a do Metallica, que prometeu algo espetacular e nunca visto, mas trouxe a tradicional “One”, com o pianista clássico chinês Lang Lang, que mais estragou do que ajudou. Detalhe para a camiseta do guitarrista Kirk Hammett, que trazia uma homenagem a Lou Reed, morto em 2013 e também lembrado durante a premiação.

Para o leitor do Roque Reverso que não conseguiu assistir ao encontro de Paul e Ringo, descolamos o vídeo no YouTube. Fique também com a apresentação do Metallica.

 




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