Posts Tagged ‘Gary Holt

14
maio
17

Com clássicos, faixas mais recentes e muito peso, Slayer reina soberano no Maximus Festival

Slayer em SP - Foto: Roque Reverso/Flavio Leonel

O Slayer passou pela cidade de São Paulo e foi uma das atrações principais do Maximus Festival 2017, realizado no dia 13 de maio no Autódromo de Interlagos. Com uma performance recheada de clássicos da carreira, faixas do disco mais recente e, sobretudo, muito peso, a veterana banda norte-americana de thrash metal reinou soberana no evento repleto de nomes que iam do hardcore e o punk a vertentes distintas do heavy metal.

A apresentação do Slayer ganha ainda mais em importância, se for levada em conta a sucessão de obstáculos que o grupo foi obrigado a enfrentar nos últimos anos.

Após a morte do guitarrista Jeff Hanneman e da saída do baterista Dave Lombardo, ambas em 2013, houve quem apostasse num provável fim da banda com o decorrer dos anos, mas, quem esteve em Interlagos, conseguiu observar que os veteranos do thrash ainda têm muito gás e qualidade para proporcionar.

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08
jun
14

Steve ‘Zetro’ Souza volta ao Exodus para o lugar de Rob Dukes

Steve "Zetro" Souza - Foto:  DivulgaçãoNovidade importante no Exodus que deve mexer com os fãs. Steve “Zetro Souza” está de volta como vocalista da banda norte-americana de thrash metal no lugar de Rob Dukes.

A informação foi trazida em primeira mão pelo site especializado Blabbermouth.net e depois confirmado em nota pelo líder do Exodus, o guitarrista Gary Holt. No comunicado, ele deixou clara a sua admiração por Dukes, mas disse que o grupo precisava desta mudança.

“Como uma banda, todos nós tivemos que fazer uma escolha muito difícil. Não temos nada além de amor e admiração por Rob Dukes e a mais profunda gratidão pelo trabalho duro que ele colocou nos grandes trabalhos do Exodus”, destacou Holt. “Mas, neste momento, Tom (bateria), Lee (guitarra), Jack (baixo) e eu pensamos que uma mudança era necessária e a escolha unânime para continuar os trabalhos foi a de trazer de volta Steve Souza”, explicou.

Souza também soltou uma nota comemorando seu retorno ao grupo da Bay Area de São Francisco: “Passei grande parte da minha vida com Exodus. Aquele sangue flui através de mim, [e] apesar de não estar na banda durante os últimos 10 anos, você não pode apagar química que nós temos. estou muito animado!”

Rob Dukes entrou no Exodus em 2005 justamente para substituir Souza. O vocalista que volta à banda teve anteriormente duas passagens: entre 1986 e 1993 e entre 2002 e 2004.

Com Souza nos vocais, o grupo lançou um dos clipes mais famosos do heavy metal dos Anos 80 na MTV: “Toxic Waltz”, que você pode conferir abaixo.

 

24
abr
14

Slayer troca de gravadora, promete novo álbum e lança música inédita, a primeira em 5 anos

SlayerDepois de todos os percalços enfrentados em 2013, o Slayer dá sinais em 2014 de que continua vivo. A banda norte-americana de thrash metal anunciou neste dia 24 de abril que trocou de gravadora e, de quebra, lançou uma música inédita, a primeira em 5 anos.

“Implode” é o nome do novo petardo. Foi gravada no começo do mês no Henson Studios, em Los Angeles, produzida por Terry Date e co-produzida por Greg Fidelman.

Os fãs foram presenteados pela banda, já que podem baixar a nova música no site oficial do grupo.

Desde o álbum “World Painted Blood”, de 2009, que o grupo não gravava algo novo. A faixa também marca o primeiro som da banda desde a morte do saudoso guitarrista Jeff Hanneman e desde a saída do grande baterista Dave Lombardo, que foi substituído pelo competente Paul Bostaph.

Depois de 28 anos na American Recordings, do renomado produtor Rick Rubin, o grupo firmou contrato com a gravadora Nuclear Blast, por onde deverá lançar um novo álbum em 2015.

No site da própria Nuclear Blast, a informação disponível é de que o disco novo começará a ser gravado no fim de 2014. O novo trabalho sairá por meio de um selo do grupo que ainda não tem nome definido e será distribuído pela Nuclear Blast no mundo inteiro.

“Rick ocupou um grande papel em nossas carreiras. Nós fizemos grandes álbuns juntos”, disse, no comunicado veiculado na página da Nuclear Blast, o vocalista e baixista Tom Araya. “Mas hoje é um novo dia, as gravadoras não ocupam mais o papel que ocupavam antes e nós realmente gostamos da ideia de continuarmos sozinhos, conectando diretamente com nossos fãs, e a Nuclear Blast está animada em aceitar este desafio conosco”, destacou.

Para quem temia que o grupo não sobreviveria depois da morte de Hanneman, o lançamento de “Implode”, a notícia do novo álbum e o contrato com a Nuclear Blast geram a sensação de que os músicos ainda querem continuar a levar a bandeira do thrash metal adiante.

Quem escuta a nova música pode até sentir a falta de Lombardo na bateria, mas percebe um Paul Bostaph com a seriedade de sempre. Também sempre vai sentir saudade da levada de Jeff Hanneman, mas sabe que Gary Holt, que já vinha substituindo o guitarrista, é o cara certo para honrar o lugar do músico morto.

Ouça abaixo o novo petardo do Slayer e tire suas próprias conclusões:

 

 

 

07
out
13

Em grande show no Rock in Rio, Slayer traz ‘rolo compressor’ ao festival

Redação RЯ 

O Slayer finalmente participou de um Rock in Rio. Depois de os organizadores corrigirem, em 2011, a aberração de nunca ter convidado o Metallica e o Motörhead, foi a vez de, em 2013, chamarem a banda de thrash metal de Tom Araya & Cia.

O grupo norte-americano participou do dia 22 de setembro, o último do festival realizado na capital fluminense e o segundo do evento dedicado ao heavy metal.

Se o Bon Jovi, com baixas de última hora, demonstrou grande força de superação no festival, o Slayer, completamente destroçado e se recuperando do baque recente relacionado à morte do guitarrista Jeff Hanneman, mostrou a todos que ainda tem forças para continuar sua longa história no thrash metal.

Somada à morte de Hanneman, a saída de Dave Lombardo do grupo, depois de desentendimentos com o guitarrista Kerry King, deixou muito fã do Slayer profundamente chateado e descrente com o futuro da banda.

Contudo, o que se viu no Rock in Rio, foi o rolo compressor tradicional do grupo. Com um set list matador executado numa tacada só, o Slayer deixou os fãs de carteirinha eufóricos e quem não conhecia a banda de boca aberta.

Na bateria, Paul Bostaph voltou ao grupo e mostrou que, se não tem a mesma qualidade do inigualável Lombardo, consegue segurar o show ao vivo dignamente. No lugar de Hanneman, que foi homenageado durante o show, Gary Holt, que já havia passado pelo Brasil com o Slayer em 2011, mostrou mais uma vez que é o cara certo para o posto.

Araya e King são o que sobrou da formação original. Enquanto o vocalista continua mandando muito bem, o guitarrista, apesar de ser uma pessoas difícil, também traz toda a energia característica do Slayer para o palco.

Entre as músicas executadas, clássicos de sempre, como “Mandatory Suicide”, “Seasons in the Abyss”, “South of Heaven”, “Raining Blood” e “Angel of Death”. Uma boa surpresa foi a execução de “At Dawn They Sleep”, que pouco foi tocada em turnês recentes do grupo.

Para relembrar o show do Slayer do Rock in Rio, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Fique inicialmente com “Mandatory Suicide”. Depois, veja uma dobradinha com “South of Heaven” e “Raining Blood”, além de “Angel of Death”. Se quiser assistir à apresentação na íntegra, clique aqui, enquanto não retiraram do ar.

Set list

World Painted Blood
Disciple
War Ensemble
At Dawn They Sleep
Mandatory Suicide
Hallowed Point
Die by the Sword
Dead Skin Mask
Hate Worldwide
Seasons in the Abyss
South of Heaven
Raining Blood
Angel of Death

30
maio
13

Slayer anuncia retorno de Paul Bostaph ao posto de baterista da banda

O Slayer anunciou nesta quinta-feira, dia 30 de maio, que o baterista Paul Bostaph está de volta ao grupo. Em comunicado oficial, a banda norte-americana de thrash metal informou que o retorno acontecerá, em tempo integral, a partir do dia 4 de junho, quando o Slayer começa uma etapa de sua turnê internacional de 2013 em Varsóvia, na Polônia.

Com a informação da volta de Bostaph, está confirmada, portanto, a saída definitiva do excelente Dave Lombardo, que é membro original da banda e um dos maiores bateristas do heavy metal.

Lombardo havia deixado o conjunto em fevereiro, depois de discordar da maneira como os negócios do grupo eram geridos. Desde então, os bumbos do Slayer foram comandados temporariamente por Jon Dette.

Os fãs ainda tinham alguma esperança pela volta de Lombardo, mas o desentendimento dele com o polêmico guitarrista e atual líder do grupo, Kerry King, já havia sido praticamente uma carta de demissão.

O anúncio da volta de Paul Bostaph é a primeira notícia positiva do Slayer depois de algum tempo e pode dar alguma sobrevida à banda, extremamente abalada pela morte recente do outro guitarrista e membro fundador, Jeff Hanneman, no dia 2 de maio, em virtude de cirrose hepática, em fato que chocou o mundo do heavy metal.

Dá também esperança para os fãs brasileiros, pois o grupo vem ao País em setembro para tocar no Rock in Rio e passar ainda por São Paulo e Curitiba. No comunicado, a permanência de Gary Holt, do Exodus, na outra guitarra também foi confirmada.

“Paul é um grande baterista e um bom amigo. E estamos muito felizes que ele decidiu se juntar à banda”, disse Tom Araya, no comunicado. “Ainda estamos muito atordoados da perda de Jeff, mas nós não queremos decepcionar nossos fãs europeus, e nós precisamos começar a avançar…Com Paul de volta na banda, fica muito mais fácil.”

“Estou muito animado para retornar ao Slayer”, afirmou Bostaph. “Passamos dez anos muito intensos de nossas vidas juntos, tinha um monte de diversão e fizemos um monte de boa música. Então, para mim, isso é como voltar para casa”, acrescentou.

Não é a primeira vez que Paul Bostaph entra como substituto definitivo de Dave Lombardo. Entre 1992 e 2001, ele superou diversas críticas pelo peso de ocupar o posto de um dos maiores bateristas de todos os tempos e ganhou o respeito dos fãs. Participou de três álbuns do Slayer: “Divine Intervention” (1994), “Diabolus in Musica” (1998) e “God Hates Us All” (2001). Também esteve no  EP de covers “Undisputed Attitude”, de 1996.

11
dez
11

Exodus voltará ao Brasil em abril de 2012 para shows no Metal Open Air e em SP

Os fãs do thrash metal já começam a imaginar que 2012 pode ser um ano tão bom quanto 2010 e 2011. Tudo porque a agenda do próximo ano começa a esquentar com o anúncio de shows de bandas clássicas do estilo.

Depois de confirmar a vinda do grande Anthrax, a organização do Metal Open Air anunciou o nome do Exodus para o megafestival de heavy metal que acontecerá nos dias 20, 21 e 22 de abril, no Parque Independência, em São Luís, no Estado do Maranhão.

A data em que a banda norte-americana da Bay Area de São Francisco se apresentará no Nordeste ainda não foi confirmada, mas já sabemos de antemão que não será no dia 22 de abril, quando o grupo tocará em São Paulo, no Carioca Club, conforme anúncio da produtora Ataque Frontal.

Os anos de 2010 e 2011 foram de grande alegria para o amantes do thrash, já que eles puderam acompanhar, entre outros fatos marcantes, as apresentações históricas das bandas do Big Four pela Europa e EUA. No Brasil não foi diferente, já que o País recebeu vários shows do estilo neste ano e no ano passado, entre eles, só para lembrar, do Metallica (2 vezes), Slayer, Megadeth (2 vezes), Testament e Nuclear Assault.

Quanto ao Exodus, se o Big Four se chamasse Big Five, o grupo seria facilmente seu quinto integrante. Formada em 1980 por Kirk Hammett, Tom Hunting, Paul Baloff, Gary Holt e Geoff Andrews, a banda tem grandes serviços prestados ao thrash metal.

Depois da saída de Kirk Hammett para ocupar o lugar de Dave Mustaine no Metallica, o Exodus lançou, em 1985, o álbum “Bonded by Blood, considerado um dos clássicos do gênero. Em 1989, lançaram o álbum “Fabulous Disaster”, com direito ao clipe clássico da música “Toxic Waltz”, de grande sucesso nos programas de rock pesado da MTV.

Em 2002, o grupo sofreu um duro baque com a morte do vocalista Paul Baloff por ataque cardíaco. Comandada pelo grande guitarrista Gary Holt, a banda continuou gravando discos e fazendo shows. No ano passado, lançou seu mais recente trabalho: “Exhibit B: The Human Condition”. Atualmente está em turnê pela Europa.

Os detalhes sobre o show do Exodus em São Paulo deverão ser divulgados em breve pela Ataque Frontal (veja aqui). Quanto ao Metal Open Air, o grupo se junta ao Anthrax, às bandas alemãs de metal Blind Guardian e Grave Digger e ao clássico grupo dos EUA de death metal Obituary. Foram prometidas mais 15 atrações internacionais, que devem se juntar a outros grupos brasileiros, entre eles os já anunciados Drowned, Attomica, Terra Prima, Torture Squad e cantor André Matos.

O Metal Open Air será o primeiro megafestival de rock realizado no Nordeste. Segundo os organizadores do evento, possuirá uma ampla estrutura para atender fãs do País inteiro: estacionamento externo à área do festival, camping indoor e outdoor (com banheiros e chuveiros), praça de alimentação, mais de 40 geradores de energia, dois palcos (lado a lado), camarote com área de Meet & Greet com as bandas do festival, área de convivência para os artistas, bilheterias para quem quiser adquirir ingressos na hora, entre outras facilidades. Prometem também que toda a estrutura do festival estará amparada por um grande esquema de segurança.

Todas as informações sobre bandas, valor dos ingressos, camping e merchandising oficial do Metal Open Air estarão disponível no no site oficial do evento: www.metalopenair.com. Desde o dia 5, os ingressos para o festival estão disponíveis para compra o site do evento e no site www.ticketbrasil.com.br.

O passaporte de pista para os 3 dias já está no segundo lote, com o valor atualizado de R$ 400, enquanto o passaporte de camarote custa R$ 850. Ainda não há previsão de venda de passaportes diários. Também existe a opção de passaporte, também único, para a área de camping, no valor adicional de R$ 100. Este valor dá direito à estrutura de banheiros, chuveiros e segurança.

Os ingressos poderão ser adquiridos no cartão de crédito em até 12x com encargos reduzidos e também através de boleto bancário. Além da venda na internet, os passaportes poderão ser comprados em um ponto de venda fixo.

Por enquanto, o único ponto de venda física que não cobra taxa de conveniência fica em São Luís, na Loja Harmonica (Rua Queops, 12 – Loja A (térreo) – Ed. Executive Center – Renascença II).  Nos demais pontos de venda da Ticket Brasil, há cobrança de uma taxa de 20%. Mais informações, da empresa, podem ser obtidas no telefone (11) 4901-1165.

A última passagem pelo do Exodus pelo Brasil foi em 2009, quando o grupo veio para cá em uma turnê conjunta com o Kreator. Em São Paulo, fizeram uma grande apresentação no Via Funchal.

Para comemorar o retorno da banda às terras brasileiras, o Roque Reverso descolou dois vídeos no YouTube. Para começar, fique com o clássico “Toxic Waltz”, com Steve Zetro Souza nos vocais. Depois, fique com um vídeo de “Bonded By Blood”, com o atual vocalista Rob Dukes, ao vivo, em 2008, no Wacken Open Air, o maior festival de heavy metal da Europa, realizado anualmente na Alemanha.

14
jun
11

Slayer faz um dos shows mais pesados vistos em SP, mesmo desfalcado de Jeff Hanneman

Um dos shows mais pesados de todos os tempos na cidade de São Paulo. É o mínimo que podemos dizer da apresentação feita pelo Slayer na quinta-feira, dia 9 de junho, no Via Funchal, lotado por mais de 5 mil pessoas. Mesmo com o importante desfalque do guitarrista fundador Jeff Hanneman (substituído brilhantemente neste show pelo ótimo Gary Holt, do Exodus) e com todos os problemas de saúde passados recentemente pelo vocalista Tom Araya, a banda norte-americana de thrash metal provou, mais uma vez, que é um dos maiores nomes do metal em toda a história.

Com um set list extenso e mesclado de clássicos e músicas boas recentes, o grupo que completa 30 anos em 2011 não deixou o público descansar em quase duas horas de show.

Na chegada ao Via Funchal, podiam ser vistas filas imensas de gente que ainda pretendia comprar ingressos para o show em cima da hora. Num momento em que o thrash metal vive um forte revival, com turnês grandiosas  no exterior, como a do Big Four (Metallica, Slayer, Megadeth e Anthrax), e com o Brasil recebendo desde o ano passado vários grupos responsáveis pela consolidação do estilo, a vinda do Slayer para a capital paulista, pela quarta vez, era muito esperada pelos fãs. 

Havia, entretanto, algumas dúvidas sobre as condições dos membros da banda e se a verdadeira “zica” que tem afetado o grupo não traria um Slayer menos “matador” do que de costume. Tom Araya passou por uma cirurgia nas costas  em 2010 e, em 2011, chegou a fazer a banda cancelar uma apresentação em Sydney por ter passado mal antes de um show. Jeff Hanneman foi outra vítima da “zica” neste ano, já que passou por uma intervenção cirúrgica no braço por conta de uma doença rara provocada por uma picada de aranha. 

Após o show dos sempre ótimos brasileiros do Korzus, as dúvidas foram caindo por terra a cada música apresentada pelo Slayer. Tom Araya, apesar da proibição médica de bater cabeça, continua cantando muito bem e mantém sua tradicional simpatia. Gary Holt substituiu de maneira elogiável Hanneman, apesar de, em algumas músicas, a falta do formador da banda ser sentida. Kerry King, talvez para compensar a ausência do grande companheiro, parecia tocar com ainda mais garra que de costume. E Dave Lombardo foi, de longe, a figura do show, com uma das maiores aulas de bateria vistas em São Paulo, superando a que ele deu em 2006 no mesmo local.

O show de 2011 fez parte da turnê de divulgação do álbum “World Painted Blood”, lançado no ano retrasado. E foi com a faixa título do disco que o Slayer iniciou a apresentação, pontualmente às 22 horas. Com todo o gás e com uma iluminação bastante bem feita, que sempre realçava o enorme pano de fundo com o nome da banda, Tom Araya & Cia entraram com toda energia possível. O som não estava inicialmente perfeito, um pouco baixo, com a guitarra de Gary Holt dando umas pequenas falhadas.

Um dos pontos positivos em relação a 2006 foi que os telões passaram o show na íntegra, de maneira diferente daquele ano, quando o Via Funchal justificou que a própria banda havia pedido para que o show não fosse mostrado nas telas. A segunda música, ainda com um som que não estava totalmente ideal foi “Hate Worldwide”, também do álbum novo. Nessa hora, o que chamava bastante a atenção era a energia de Kerry King, empolgado com a reação do público.

Clássicos eram esperados e foi com um dos maiores do grupo que o Slayer deu sequência ao show. Após ouvir a galera gritar forte o nome da banda, Tom Araya agradeceu a presença de todos, perguntou se o público estava pronto e soltou seu tradicional grito, chamando “War Ensemble” e levando a plateia ao delírio.

Tudo estava indo bem quando, na parte final da música,  um problema nos PAs fez com que o som para o público simplesmente sumisse. Inicialmente, foi até engraçado ver os músicos continuando a tocar no maior agito, sem um pingo de som para quem estava do outro lado. O som não voltou, a banda continuou tocando e o público deu um show a parte, já que segurou no gogó o restante da música, quase se esgoelando, numa espécie de “versão à capela” de uma das canções mais pesadas do Slayer! Sensacional!

Araya aplaudiu a reação da galera e a banda deixou o palco para tentar corrigir o problema. Durante a demora de cerca de 5 minutos, o público não poupou a casa de shows e soltou um sonoro “Via Funchal, vai tomar no cú!”. Mais tarde, depois do término do show, os telões da casa informaram que o problema havia sido causado pela equipe contratada pela banda para coordenar a parte de som.

Com o problema resolvido, o Slayer voltou ao palco, Araya pediu desculpas pelo ocorrido e o grupo iniciou a sempre presente música “Postmortem”, do clássico álbum “Reign in Blood”. Por incrível que possa parecer, os músicos voltaram ainda mais envolvidos com o show e o som ficou mais alto e nítido para o público.

Dando sequência a um set list parecido com o dos outros shows pela América do Sul, o Slayer trouxe ao Via Funchal a música “Temptation”, que nunca havia sido tocada por aqui. Para quem é fã do álbum “Seasons in The Abyss”, os shows da banda pelo Brasil estão sendo um prato cheio, já que a cada vinda para cá algo diferente deste grande disco é tocado.

Depois desse presente, foi a vez de a banda emendar uma sequência de músicas de álbuns da época em que Dave Lombardo ficou fora do grupo. “Dittohead”, do disco “Divine Intervention”; “Stain of Mind”, do “Diabolus in Musica”; e “Disciple” e “Bloodline”, do disco “God Hate Us All”, mostraram a superioridade do baterista em relação ao seu então competente substituto (Paul Bostaph) e agradaram especialmente os fãs mais novos do grupo.

O Slayer nunca foi uma banda de conversinha e gracinha com a plateia. Os caras sabem que seus fãs querem ver a performance mais pesada possível e ponto final. Mais do que corresponder aos anseios do público, a banda sabe que é boa pacas, que é quase imbatível em termos de velocidade no metal e adora se exibir com isso.

É como se mandassem o recado: “Somos os melhores e podemos nos superar a cada show; estamos velhos, mas essa molecada nova do rock tem que comer muito arroz e feijão para nos ultrapasar.” Era essa a impressão deste blogueiro em mais um show do Slayer. E quem aqui vai reclamar disso, não é mesmo?

Passado o conjunto de músicas recentes e com a plateia gritando “Olê, olê, olê, Slayer, Slayer”, Araya perguntou se todos estavam se divertindo e brincou, dizendo que rolaria uma canção sobre amor. Foi então que o grupo tocou o clássico “Dead Skin Mask”, que está longe de ser uma música sobre o tema. O público cantou a música do começo ao fim e foi presenteado com a música seguinte no mesmo álbum “Seasons in the Abyss”, a pesadíssima “Hallowed Point”, outra grande novidade da noite.

Numa mistura de passado distante, presente e passado recente, o grupo tocou em seguida três músicas bem distintas: a eterna “The Antichrist”, do primeiro álbum “Show no Mercy”; “Americon”, do disco mais recente; e “Payback”, do “God Hate Us All”.

Sem dar espaço para o público respirar, um grande momento do show aconteceu com a trinca “Mandatory Suicide”, “Chemical Warfare” e “Ghosts of War”. É impressionante como as duas primeiras estão entre as melhores da banda ao vivo. Presente em praticamente todos os shows da banda, “Mandatory Suicide”, do álbum “South of  Heaven”, é quase imbatível, com toda a banda em sintonia perfeita, batidas e acordes muito claros. “Chemical Warfare”, do lendário EP “Hauting the Chapel”, parece o início do fim do mundo e mostra tradicionalmente a banda muito entrosada. “Ghosts of War”, antes inédita por aqui, passou meio que batida pelos ouvidos dos mais novos do Via Funchal, mas era possível ver muita gente das antigas cantando essa música do “South of  Heaven” na íntegra!

Se, nas três passagens anteriores do Slayer, este blogueiro assistiu aos shows em plena muvuca, ora na grade ora nas rodas de mosh, no show de 2011, ficou num lugar um pouco menos tumultuado da pista. Como o Via Funchal tem a vantagem de uma pista em diferentes níveis, foi possível, além de ver o palco de maneira perfeita, assistir a diversas cenas legais de um show de metal: havia espaço para a galera que queria simplesmente ver a apresentação numa boa em seu canto; o grupo dos headbangers praticantes do tradicional bate-cabeça e, claro, as brutais rodinhas, que contavam com gente alucinada de todo o tipo.

Antes de fechar a primeira parte do show com a música “Snuf”, do álbum mais recente, o Slayer tocou a sempre belíssima “Seasons in the Abyss”. Foi então que sentimos de maneira significativa a falta de Jeff Hanneman. Gary Holt é ótimo e há quem aposte que ele é até melhor tecnicamente do que Hanneman, mas, na hora do solo de guitarra desta música, o do guitarrista original é algo que já se tornou um dos grandes momentos do metal. Holt fez, no mínimo, um solo tímido, se comparado ao originalmente gravado por Hanneman.

Depois de uma breve pausa para o descanso da banda e do público, o maior momento do show estava por vir. Diga para mim, leitor, o que você pode esperar de uma sequência formada por “South of Heaven”, “Raining Blood”, “Black Magic” e “Angel of Death”? É simplesmente algo que faz qualquer morto levantar do caixão!

Dos acordes inicias de “South of Heaven”, passando pela introdução matadora de “Raining Blood”, com a até então dobradinha inédita no Brasil feita com a mais do que clássica “Black Magic” e fechando com a sensacional “Angel of Death”, não havia como não se manisfestar; nas rodas, batendo cabeça ou tocando guitarras e baterias imaginárias. Neste momento do show, Dave Lombardo parecia um polvo, já que parecia tocar com mais de dois braços, deixando a plateia pasma com sua qualidade e com sua rapidez incrível.

Terminado o show, ficou a sensação geral de que um furacão sonoro havia passado pelo Via Funchal. Fica difícil, no entanto, avaliar se este foi o melhor show do Slayer em São Paulo. Tudo porque todas as apresentações na capital paulista foram incrivelmente diferentes uma das outras.

Em 1994, no primeiro Monsters of Rock, o que marcou foi o fato do Slayer matar a vontade dos fãs depois de nunca ter vindo ao Brasil. Os pontos negativos foram a ausência de Lombardo e o set list relativamente mais curto do que um show normal, já que o grupo dividia o festival com o Suicidal Tendencies, Black Sabbath e o Kiss, que era atração principal, entre as bandas internacionais.

Em 1998, no segundo Monsters, realizado na pista de atletismo do Ibirapuera, o Slayer foi a atração principal e trouxe relíquias como “Evil Has No Boundaries”, do álbum de estreia “Show no Mercy”. O ponto negativo foi o excesso de músicas do álbum daquela época (“Diabolus in Musica”) e novamente a ausência de Lombardo.

Em 2006, a banda fez dois shows em SP, um no Rio e outro em Belo Horizonte. Para muitos foi a melhor passagem da banda, que tocou relíquias como “Blood Red”, na primeira noite do Via Funchal, e outros clássicos do passado nas noites seguintes, para paulistanos, cariocas e mineiros. Se, por um lado, era a primeira vez que o baterista original tocava no Brasil, problemas de som e até um desvio no transporte da bateria para um local errado em São Paulo geraram algumas reclamações.

O show de 2011 ganha pela vibração da banda, pelo set list enorme com 23 músicas e pelo sensacional momento de Dave Lombardo. Os pontos negativos ficam com as ausências do clássico “Hell Awaits” e, claro, de Hanneman, presente em grande parte das composições clássicas do Slayer e guitarrista mais talentoso do grupo.

Não há, porém, sombra de dúvida de que a apresentação da semana passada ficará para sempre na mente dos que estavam presentes na casa de shows paulistana. Para comemorar e relembrar tal momento, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Note que, diferente de outros shows, o do Slayer traz uma imensa dificuldade de filmagem, já que o mais difícil para os fãs é manter a câmera focada, sem tomar algum empurrão.

No meio do texto, você tem a opção de ver o vídeo da abertura do show com “World Painted Blood”. Há também o momento da falha do som em “War Ensemble”, com direito a hora em que o público continuou cantando e ajudando a banda, e o vídeo de “Dead Skin Mask”. Abaixo, selecionamos um vídeo com três músicas: “Mandatory Suicide”, “Chemical Warfare” e “Ghosts of War”. Na sequência, temos um com “South of Heaven” e outro com a dobradinha histórica de “Raining Blood” e “Black Magic”. Fucking great!!!


 

Set list

World Painted Blood
Hate Worldwide
War Ensemble
Postmortem
Temptation
Dittohead
Stain of Mind
Disciple
Bloodline
Dead Skin Mask
Hallowed Point
The Antichrist
Americon
Payback
Mandatory Suicide
Chemical Warfare
Ghosts of War
Season in the Abyss
Snuff

South of Heaven
Raining Blood
Black Magic
Angel of Death




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Resenha do Roque Reverso sobre o grande show que Joe Satriani realizou no domingo, 6 de agosto, em São Paulo.
https://roquereverso.com/2017/08/08/mesmo-com-som-baixo-da-guitarra-joe-satriani-da-mais-uma-de-suas-aulas-em-show-gratuito-em-sp/
#roquereverso #joesatriani #auditorioibirapuera #parquedoibirapuera #samsungbluesfestival Documentário 'Sepultura Endurance' teve sua estreia geral ao público no dia 15 de junho e tem neste dia 19 exibição marcada para o Cine SESC, em São Paulo, pelo In-Edit Brasil, às 21h30.
Veja a resenha do Roque Reverso aqui:
https://roquereverso.com/2017/06/15/documentario-sepultura-endurance-mostra-saga-da-banda-brasileira-e-resistencia-apos-separacao-historica/
#roquereverso #sepultura #ineditbrasil #sepulturaendurance #cinesesc Já viu os preços para o show do U2 em São Paulo?
Veja os detalhes no texto do Roque Reverso aqui:
https://roquereverso.com/2017/06/08/ingressos-de-pista-comum-para-show-do-u2-em-sp-da-turne-de-30-anos-do-the-joshua-tree-custam-r-500/
#roquereverso #u2 #estadiodomorumbi #u2thejoshuatree2017 O "Sgt. Peppers" fez 50 anos e o Roque Reverso fez uma resenha bacana.
Confira aqui:
https://roquereverso.com/2017/05/30/50-anos-do-disco-sgt-peppers-lonely-hearts-club-band-um-dos-maiores-da-historia-e-simbolo-de-uma-geracao/
#roquereverso #beatles #paulmccartney #ringostarr #johnlennon #georgeharrison Nosso texto sobre a enorme perda de Kid Vinil:
https://roquereverso.com/2017/05/19/rock-nacional-de-luto-com-a-morte-de-kid-vinil-um-dos-maiores-embaixadores-do-estilo-no-pais/
Foto: Divulgação Facebook
#roquereverso #kidvinil Nosso texto sobre a enorme perda de Chris Cornell:
https://roquereverso.com/2017/05/18/rock-chora-a-morte-de-chris-cornell-vocalista-do-soundgarden-e-do-audioslave/
Foto: Divulgação Facebook
#roquereverso #chriscornell #soundgarden #audioslave

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