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Com transmissão para a América do Sul, U2 fecha turnê grandiosa por SP com show em Morumbi lotado

Em mais um momento histórico para a capital paulista, o U2 fez sua última apresentação da “360° Tour” na quarta-feira, dia 13 de abril, para um Estádio do Morumbi lotado por 90 mil fãs. Com um palco grandioso e um arsenal tecnológico de ponta nunca visto no Brasil, a banda irlandesa  justificou a quebra do recorde de turnê de maior sucesso da história, antes pertencente aos Rolling Stones, com a “Bigger Bang Tour”.

Se os vídeos do YouTube, as fotos e as imagens de TV já davam uma impressão assustadora e, ao mesmo tempo, intensamente convidativa do palco, presenciar tudo ao vivo ampliou estes sentimentos em 100 vezes. Desde a entrada no estádio com susto em relação ao tamanho do palco em forma de “aranha” (ou de “garra” ou era uma “nave”?) até os efeitos luminosos belíssimos que se espalhavam por todo o Morumbi, tudo confirmou a ideia de que aquele show não poderia ter sido perdido por quem gosta de grandes espetáculos.

Há quem diga que toda esta grandiosidade deixou o show um pouco mais frio, no que se refere à sintonia entre banda e público. Isso realmente pode ter acontecido, mas, se já existe normalmente uma grande diferença entre apresentações mais intimistas em casas de shows menores e as de estádios enormes, nada mais natural do que uma ampliação deste detalhe num show em que o palco rivaliza com a banda em importância.

Mais um exemplo de grandiosidade do show de quarta-feira foi o fato de a apresentação ter sido transmitida ao vivo, em áudio, pela internet, para o Brasil e por rádio a países da América do Sul, como Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela. Não há dúvida, portanto, de que os felizardos que assistiram à apresentação do dia 13 realmente viveram um momento único.

Depois do sofrimento para chegar ao Estádio do Morumbi (definitivamente sem condições de receber uma Copa do Mundo por conta da dificuldade de acesso, trânsito irritante, falta de estacionamentos e transporte público precário), ouvir a abertura do show com “Space Oddity”, de David Bowie e ver a banda caminhar para o palco já compensou o nervosismo com a situação anterior. Desde o início da música até a aparição dos integrantes da banda no telão como astronautas a caminho de uma missão; tudo aquilo gerou a sensação de que algo incrivelmente espetacular estava por vir.

Com os primeiros acordes de “Even Better Than The Real Thing”, o U2 “incendiou” o Morumbi e provocou a alegria de quem não aguentava mais esperar pelo show. Estavam todos lá como nos bons tempos dos anos 80 e 90: Bono Vox e sua liderança incontestável, apesar de um pouco rouco por conta da balada da noite anterior; Larry Mullen Jr e sua competência na bateria; Adam Clayton e seu estilo bonachão com grande técnica no baixo; e The Edge, simplesmente o melhor da banda com sua técnica impecável na guitarra.

O set list do show do dia 13 foi pouco diferente dos repertórios dos dias 9 e 10. Na verdade, o que se pôde ver foi a banda praticamente mesclando as listas dos dois primeiros dias, o que só deixou os fãs da quarta ainda mais contentes, apesar de o grupo ter perdido a oportunidade de montar um set ainda mais empolgante com alguns clássicos que ficaram de fora.

Logo na segunda música, um baita sucesso do passado, “I Will Follow”, que havia sido tocada no sábado, mas não no domingo. Depois, as cinco músicas seguintes foram idênticas às dos set lists do dia 9 e 10: “Get On Your Boots”, “Magnificent”, “Mysterious Ways”, “Elevation”, “Until The End Of The World” e nada menos que a bela “Still Haven’t Found What I’m Looking For”.

Bono, como sempre simpático com o público, desde o início manteve a fama, para alguns, dispensável. “Vamuu que vamuuu”, disse logo na primeira música. “São Paulo não pode parar”, gritou pouco antes “Still Haven’t…”, quando em inglês, disse ainda que, normalmente, a banda faz o show e canta para o público, mas que, no Brasil e na América do Sul, era o público que fazia o show e cantava para a banda.

Na sequência, a sempre ótima e emocionante “Pride (In The Name Of Love)”. Foi um bom presente da banda aos fãs da quarta, já que ela havia sido tocada no domingo, mas não no sábado. Uma exclusividade da noite foi a participação do músico Seu Jorge, com uma versão bossa nova da música “The Model”, do Kraftwerk. Para alguns, um bom momento e algo inédito. Para outros…algo que poderia ser substituído por algum clássico do U2.

Depois do momento inusitado, foi a vez de  Bono convidar uma garota da plateia para ler a introdução em português para “Beautiful Day”, que trouxe novamente o público para o êxtase. Em seguida, a banda emendou “Miss Sarajevo”, outra que poderia ter sido trocada por algo melhor do que ver Bono tentando imitar Luciano Pavarotti.

Na sequência, foram tocadas a quase rara “Zooropa” e “City Of Blinding Lights”, ambas com a ampliação do já espetacular telão do palco para algo que envolveu quase todo o espaço onde a banda se encontrava – mais uma das coisas do show que realmente impressionaram. Não bastasse, o telão aumentar de tamanho, na arrasa quarteirão “Vertigo”, ele virou uma espécie de roleta, em mais um sensacional efeito especial do show, que continuou com a animada “I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight”.

O clássico “Sunday Bloody Sunday” na versão original foi um momento mágico, ainda mais para quem só tinha tido a oportunidade de vê-la na versão acústica na “Popmart Tour”, como este jornalista. A música foi seguida por “Scarlet” e “Walk On”, que deram uma amenizada no êxtase provocado pela canção anterior e, sinceramente, poderiam ter sido trocadas, por exemplo, pela ausente e não menos mítica “New Year´s Day”, apesar do visual belo que proporcionaram.

Depois de a banda dar uma pequena pausa para o descanso e o público acompanhar um engajado discurso traduzido no telão do bispo sul-africano “Desmond Tutu”, o melhor momento do show começou, com “One” cantada por 90 mil vozes e seguida pela surpresa da noite: um trecho de “All I Want Is You”, logo emendada no emocionante clássico “Where The Streets Have No Name”. Esta última parece ter sido feita a dedo para shows, já que sempre mostra o U2 numa sintonia musical perfeita e com The Edge simplesmente impecável nos acordes.

“Sou brasileiro e não desisto nunca”, gritou Bono durante a introdução da canção, para delírio de todos, que puderam ver no telão momentos antigos da banda, nos tempos do histórico álbum “The Joshua Tree”.

Após mais uma pausa, o U2 voltou para o bis, com “Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me”, que trouxe novos efeitos de luz sobre todo o Estádio do Morumbi e, mais uma vez, The Edge dando aula com sua guitarra e com os efeitos do pedal no estilo “Wah-wah”. Depois de mais essa aula do guitarrista, foi a vez da banda tocar de maneira perfeita a indispensável “With Or Without You” e fechar o show com “Moment of Surrender”, que contou com a lembrança do massacre recente das crianças na escola do Rio de Janeiro.

Em resumo, é claro que o set list poderia ter um ou outro clássico diferente e que o disco mais recente do U2 não tem o poder de outros mais badalados da sua elogiável carreira. Mas, quem presenciou o show, vai guardá-lo, com certeza, na mente por toda a vida pelo incrível espetáculo proporcionado.

Como o show foi transmitido em áudio, já virou objeto de desejo na internet e já foi disponibilizado para download, como o próprio Bono cantou a bola durante a apresentação. O ótimo site brasileiro do U2 que acompanhou todos os passos da banda já colocou tudo em MP3 neste link aqui.

O Roque Reverso também selecionou alguns vídeos do YouTube para matar a saudade de quem foi ao show ou para quem, infelizmente, não teve o prazer de presenciar a apresentação do U2. Fiquem com a inesquecível abertura e com ”Even Better Than The Real Thing”. Depois, com a execução de “The Model”, com Seu Jorge; “City Of Blinding Lights”; “Vertigo”; “Sunday Bloody Sunday”; e a dobradinha “All I Want Is You/Where The Streets Have No Name”.

Set List

Even Better Than The Real Thing
I Will Follow
Get On Your Boots
Magnificent
Mysterious Ways
Elevation
Until The End Of The World
I Still Haven’t Found What I’m Looking For
Pride (In The Name Of Love)
The Model
Beautiful Day
Miss Sarajevo
Zooropa
City Of Blinding Lights
Vertigo
I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight
Sunday Bloody Sunday
Scarlet
Walk On

One
All I Want Is You
Where The Streets Have No Name

Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me
With Or Without You
Moment of Surrender

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