
Por Marcelo Moreira, do blog Combate Rock
Quem precisa de um halll da fama que preteriu bandas fundamentais em prol de artistas obscuros do interior dos Estados Unidos?
Quando Deep Purple e Yes foram escanteados pelo Rock and Roll Hall of Fame – demoraram anos para serem “indicados|”, muitos artistas candidatos a entrar nesse clubinho falido passaram a desprezá-lo e a ignorá-lo.
Os organizadores tentaram mudar critérios, mas não foram bem-sucedidos.
Se, no ano passado, houve emoção com o show e a indicação do Bad Company, a chuva de críticas continuou por conta das inexplicáveis exclusões. Como a do Iron Maiden.
E justamente o Iron Maiden foi indicado na cerimônia de 2026, ao lado de outros artistas que já deveriam estar na instituição, homenageados por conta da sua importância.
Os homenageados no Rock and Roll Hall of Fame 2026 foram revelados. Iron Maiden, Phil Collins, Billy Idol, Joy Division/New Order, Oasis, Sade, Luther Vandross e Wu-Tang Clan entram para a instituição.
Celia Cruz, Fela Kuti, Queen Latifah, MC Lyte e Gram Parsons receberão o Prêmio de Influência Inicial.
A compositora de soul da Filadélfia Linda Creed, o produtor Arif Mardin, o produtor Jimmy Miller e Rick Rubin serão homenageados com o Prêmio de Excelência Musical.
Ed Sullivan passa a ter o Prêmio Ahmet Ertegun.
Iron Maiden no Rock and Roll Hall of Fame: é realmente necessário?


O nome se chama “Rock and Roll Hall of Fame”, porém vários pioneiros do rock foram esquecidos por eles.
O caso de Johnny Rivers, por exemplo: alguns no exterior dizem que isso talvez se deva ao fato de ele não ter feito concessões à indústria musical, que sempre visa coisas mais comerciais. Por isso, aqueles que não se dobram aos caprichos do mundo pop têm dificuldades de serem “lembrados”.
O Metallica é um dos pioneiros do thrash metal, da mesma época da “nova onda do metal” dos anos 80, como o Iron Maiden. Mas, nos anos 90, eles mudaram radicalmente, lançaram o Black Album, os CDs Load/Reload e até um trabalho com orquestra sinfônica. Gosto desses álbuns também, mas são o tipo de coisa que Steve Harris não faria no Iron Maiden. Ele é muito conservador nisso, e tem suas razões.
Realmente é um negócio controverso, o Genesis foi indicado há anos, mas o Phil Collins só foi chamado agora?! Os discos tanto do Genesis quanto de Phil solo, nos anos 80, eram quase idênticos. Se tocar o disco Invisible Touch de ’86 e disser que é o Phil na carreira solo, muitos acreditariam.
Quando o Dire Straits foi chamado, Mark Knopfler se recusou a aparecer — e ele era membro-chave da banda. É como trazer Rolling Stones sem Mick Jagger, ou Led Zeppelin sem Jimmy Page ou Plant. Enfim, de qualquer forma não é ruim receber homenagens, e as bandas merecem.