Arquivo para setembro \29\UTC 2015

29
set
15

Os 80 anos de Jerry Lee Lewis

Jerry Lee Lewis - Foto: DivulgaçãoO lendário cantor, compositor e pianista norte-americano Jerry Lee Lewis completou 80 anos de idade nesta terça-feira, dia 29 de setembro de 2015. Considerado um dos primeiros rebeldes do rock n’ roll, o chamado “The Killer” tem papel fundamental na consolidação do estilo musical, numa época dominada pelo grande conservadorismo.

Contemporâneo de outras figuras marcantes do rock, como Elvis Presley, Little Richard, Chuck Berry e Bill Haley, ele surgiu musicalmente com sua primeira gravação em 1954.

Tal qual outras figuras do rock, Jerry Lee Lewis veio de família pobre, mas mostrava talento desde a infância. Inicialmente, cantou música gospel, mas chegou a ser expulso por má conduta no começo dos Anos 50.

Com o rock dando os primeiros passos, ele aproveitou a onda e seu imenso talento para estourar. Com um jeito matador de tocar piano, é responsável por um dos maiores clássicos de toda a história do rock: a música “Great Balls of Fire”.

No auge da fama, a carreira de Jerry Lee Lewis sofreu grande baque por conta da vida pessoal bastante tumultuada do artista. Em 1958, a imprensa descobriu que sua esposa, Myra Gale Brown, era sua prima de segundo grau e tinha apenas 13 anos.

A descoberta resultou num escândalo, que fez Lewis cancelar a turnê que estava fazendo e praticamente baniu o astro do cenário musical. Não bastasse o escândalo, o envolvimento do músico com álcool e drogas serviu para atrapalhar demais a carreira dele.

Apesar de tudo isso, o nome de Jerry Lee Lewis continuou marcado para sempre na história do rock e seus sucessos são lembrados até hoje pelos grandes fãs do estilo musical.

Para homenagear esta lenda do rock, o Roque Reverso descolou vídeos do YouTube. Fique inicialmente com “Great Balls of Fire”. Depois, assista aos vídeos de “Breathless” e de “The Wild One”.

28
set
15

Na comparação com o Rock in Rio, show do Faith No More em SP teve mais músicas e ‘The Crab Song’

Faith No More em SP-Mike Patton - Foto: Divulgação Espaço das AméricasNa aguardada passagem de 2015 do Faith No More pelo Brasil, a banda norte-americana tocou no dia 24 de setembro, uma quinta-feira, em São Paulo, no Espaço das Américas, e, no dia seguinte, no Rock in Rio. Na comparação entre as duas apresentações, o grupo do insano vocalista Mike Patton & Cia fez um show melhor e maior na capital paulista, tendo, para muitos jornalistas e fãs, uma performance morna no grande festival realizado na capital fluminense.

Não bastasse o show mais extenso em São Paulo, o FNM presenteou o público paulistano com a faixa “The Crab Song”, do álbum “Introduce Yourself”, de 1987, quando o vocalista ainda era Chuck Mosely. No Rio, ela foi substituída no bis pela tradicional “We Care a Lot”.

“The Crab Song” não era executada em solo brasileiro desde 1991, quando o grupo tocou na capital paulista no saudoso Olympia, meses depois de fazer um show matador no mesmo ano no Rock in Rio, onde também a música havia sido um ponto alto da histórica apresentação.

O Roque Reverso esteve presente na casa de shows paulistana e acompanhou a transmissão pela TV da performance no Rock in Rio, além de colher depoimentos de gente que foi para a capital fluminense.

Depois das apresentações que o Faith No More realizou em 2011, no SWU Festival, em Paulínia (SP), e principalmente, em 2008, no Maquinaria Festival, em São Paulo, havia uma grande expectativa de shows vibrantes e memoráveis, com mais alguma peripécia de Mike Patton.

No Espaço das Américas, o vocalista e a banda até tentaram e conseguiram cativar o público em algumas oportunidades, mas, no Rock in Rio 2015, talvez por não ser a atração principal (o headliner era o Slipknot), não empolgaram como de costume a legião de fãs da banda dos mascarados de Iowa que dominava a plateia.

Ambos os shows com anúncio de ingressos esgotados, em São Paulo (cerca de 8 mil pessoas) e no Rio (cerca de 85 mil), fizeram parte da turnê de divulgação do disco “Sol Invictus”, que chegou aos fãs em maio e representou o primeiro álbum do grupo em 18 anos.

Na capital paulista, do total de 18 músicas tocadas, 5 foram do novo trabalho: “Motherfucker” , “Sunny Side Up”, “Separation Anxiety” , “Matador” e “Superhero”. Na capital fluminense, do total de 15 executadas, 4 foram do disco novo: “Motherfucker”, “Black Friday”, “Separation Anxiety” e “Superhero”.

“Motherfucker” cativou o público logo de cara. Interessante notar que, apesar de pertencer a um álbum lançado há pouco tempo, havia muita gente que cantou a música do começo ao fim em São Paulo. No Rio, Patton, maluco como sempre, inventou, logo após a terceira música, “Caffeine” um stage diving mal calculado e acabou caindo sobre uma das grades de separação.

Alguns dos hits históricos do Faith No More levaram energia às apresentações e contou com o público na mão. “Epic”, “Midlife Crisis” e “Easy” dificilmente passam batidas e já são garantia de boa recepção e plateia cantando junto. “From Out of Nowhere”, outro hit empolgante, foi a segunda da noite no Rio e ficou no bis em São Paulo.

Faith No More em SP - Foto: Divulgação Espaço das AméricasFaith No More em SP - Foto: Divulgação Espaço das AméricasFaith No More em SP - Foto: Divulgação Espaço das AméricasFaith No More em SP - Foto: Divulgação Espaço das AméricasFaith No More em SP - Foto: Divulgação Espaço das AméricasFaith No More em SP - Foto: Divulgação Espaço das Américas

“The Gentle Art of Making Enemies”, que entrou para a história dos shows brasileiros do FNM no Maquinaria Festival em 2008 é a típica faixa adorada por fãs, mas que não tem a mesma recepção dos seguidores de outras bandas. Foi mais um exemplo de feedback melhor no Espaço das Américas do que no Rock in Rio.

O mesmo vale para “Ashes to Ashes”, que fez toda a plateia cantar e pular em São Paulo e, na capital fluminense, gerou pontos menores de empolgação.

Uma crítica ao show de São Paulo está ligada ao extremo calor que fez no Espaço das Américas. Com a casa lotada, o ar-condicionado do local não deu conta e fez o público sofrer, numa das noites mais quentes do ano na cidade. Mesmo com a cerveja sendo vendida a exorbitantes R$ 10,00, a bebida foi consumida em larga escala para tentar refrescar a plateia presente.

Apesar do presente exclusivo com “The Crab Song” para a capital paulista, é importante dizer que um grande número de fãs pareceu não conhecer a música. Enquanto os mais antigos se esgoelavam e conheciam cada sílaba entoada por Patton, os mais jovens pareciam apenas desfrutar aquele momento.

Tanto em São Paulo como no Rio, a sensação foi de um show curto. No Rio, até existia uma justificativa plausível, já que os grupos que não são headliners costumam ter um tempo menor de apresentação. No Espaço das Américas, uma das hipóteses cogitadas foi a de que o FNM teria sentido o calor imenso do local.

A constatação é de que a banda não fez um show ruim (longe disso), mas que não trouxe a mesma vibração das duas passagens recentes anteriores pelo País. Talvez, sem querer, Mike Patton & Cia acostumaram mal os fãs com momentos catárticos que nunca mais saíram da cabeça de quem foi ao Maquinária Festival e ao SWU. Em São Paulo e no Rio, ficou, no mínimo, a sensação de que a banda continua com a qualidade de sempre e que precisa vir mais vezes para cá.

Para relembrar momentos dos dois shows, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Fique inicialmente com a versão em português de “Evidence”, tocada em São Paulo. Depois, veja “Epic” no Rock in Rio. Na sequência, fique com os vídeos de “Ashes to Ashes” e “The Crab Song” no Espaço das Américas. Para fechar, o vídeo de “Easy” no Rock in Rio.

Faith No More no Rock in Rio - Foto: Divulgação Rock in Rio/Diego Padilha/I Hate FlashFaith No More no Rock in Rio - Foto: Divulgação Rock in Rio/Diego Padilha/I Hate FlashFaith No More no Rock in Rio - Foto: Divulgação Rock in Rio/Diego Padilha/I Hate FlashFaith No More no Rock in Rio - Foto: Divulgação Rock in Rio/Diego Padilha/I Hate FlashFaith No More no Rock in Rio - Foto: Divulgação Rock in Rio/Diego Padilha/I Hate FlashFaith No More no Rock in Rio - Foto: Divulgação Rock in Rio/Diego Padilha/I Hate Flash

Set list em SP

Motherfucker
Land of Sunshine
Caffeine
Everything’s Ruined
Evidence
Epic
Sunny Side Up
Midlife Crisis
Chinese Arithmetic
The Gentle Art of Making Enemies
Easy
Separation Anxiety
Matador
Ashes to Ashes
Superhero

The Crab Song
From Out of Nowhere
I Started a Joke

Set list no Rock in Rio

Motherfucker
From Out of Nowhere
Caffeine
Evidence
Epic
Black Friday
Midlife Crisis
The Gentle Art of Making Enemies
Easy
Separation Anxiety
Ashes to Ashes
Superhero

I Started a Joke
We Care a Lot
Just a Man

27
set
15

Set list, fotos e vídeos do grande show do Queens of The Stone Age no Rock in Rio 2015

QoTSA no Rock in Rio - Foto: Divulgação Rock in Rio/Fernando Schlaepfer - I Hate FlashO Queens of The Stone Age voltou ao Brasil para mais um grande show. A banda norte-americana liderada pelo vocalista e guitarrista Josh Homme se apresentou no fim da noite da quinta-feira, dia 24 de setembro, na edição de 2015 do Rock in Rio. De maneira diferente de 2001, quando era menos conhecida que atualmente e quando teve diversos problemas durante e após o show, o comportamento do grupo em 2015 foi impecável, já mantendo uma tradição vista nas vindas recentes ao País.

O QoTSA não era a atração principal da noite, já que o System of a Down foi escolhido para headliner. Justamente por isso, enfrentou um público que não era exatamente seu e ainda fez um show relativamente curto, algo normal para as bandas que não são as que fecham os dias no Rock in Rio.

Mesmo com a maioria dos fãs ansiosos para ver o System of a Down, a banda de Josh Homme agradou bastante. Já falamos em diversas resenhas que o QoTSA é o típico grupo sem firulas: que sobe ao palco, executa com qualidade as músicas e vai embora.

No Rock in Rio, não foi diferente. Apesar de não tocar duas faixas que estavam originalmente previstas no set list original distribuído à imprensa (“I Sat By the Ocean” e “3’s & 7’s”), houve uma boa recepção e o repertório foi bastante interessante.

Além de vários sucessos da carreira, o grupo trouxe músicas do mais recente álbum, “…Like Clockwork”, lançado em 2013. Entre estas faixas, destaque para “My God Is the Sun”, que os brasileiros tiveram a oportunidade de ver ao vivo pela primeira vez na história da banda no Lollapalooza de 2013 em São Paulo.

QoTSA no Rock in Rio - Foto: Divulgação Rock in Rio/Wesley Allen - I Hate FlashQoTSA no Rock in Rio - Foto: Divulgação Rock in Rio/Wesley Allen - I Hate FlashQoTSA no Rock in Rio - Foto: Divulgação Rock in Rio/Fernando Schlaepfer - I Hate FlashQoTSA no Rock in Rio - Foto: Divulgação Rock in Rio/Wesley Allen - I Hate FlashQoTSA no Rock in Rio - Foto: Divulgação Rock in Rio/Fernando Schlaepfer - I Hate FlashQoTSA no Rock in Rio - Foto: Divulgação Rock in Rio/Raul Aragão - I Hate Flash

Quanto às músicas mais antigas, chamou a atenção a execução de “Regular John”, do primeiro disco do grupo. Com uma roupagem mais agressiva, a faixa ficou simplesmente matadora.

Entre os fãs, destaque para o topless que algumas meninas que estavam nos ombros de outros fãs fizeram durante a apresentação. Prática não muito comum mesmo nas apresentações de rock nestes tempos hipocritamente mais conservadores, a reação vista na plateia foi até meio perigosa, já que alguns indivíduos ao lado chegaram a apalpar os peitos das meninas, em cena que foi transmitida pela TV para o País inteiro.

O Roque Reverso não esteve presente em carne e osso na apresentação do Queens of The Stone Age, já que estava na cobertura do show do Faith No More em São Paulo. Para manter a tradição, no entanto, descolou fotos oficiais e vídeos no YouTube da grande passagem da banda de Josh Homme.

Fique inicialmente com “No One Knows”. Depois veja a banda tocando “Go With the Flow” e “A Song for the Dead”. No último vídeo, se não tirarem do YouTube, há o show na íntegra para assistir.

Set list

You Think I Ain’t Worth a Dollar, but I Feel Like a Millionaire
No One Knows
My God Is the Sun
Burn the Witch
Smooth Sailing
In My Head
Regular John
Sick, Sick, Sick
The Vampyre of Time and Memory
If I Had a Tail
Little Sister
Fairweather Friends
Go With the Flow
A Song for the Dead

26
set
15

Agora headliner, Slipknot fez o show mais intenso, vibrante e insano do Rock in Rio 2015

Slipknot no Rock in Rio - Foto: Divulgação Rock in Rio/I Hate Flash/Ariel Martini

Redação RЯ 

Depois de entrar para a história do Rock in Rio em 2011, quando fez um show antológico, o Slipknot voltou em 2015 merecidamente como headliner e honrou a condição de atração principal do dia 25 de setembro na capital fluminense. Com uma apresentação que também não será esquecida pelos fãs, o grupo norte-americano de Iowa fez o show mais intenso, vibrante e insano do evento.

Desde já, o Roque Reverso avisa que não há comparação com aquela noite de 2011.

Naquela apresentação, o público era maior (100 mil pessoas contra 85 mil de 2015), a banda voltava a um evento imenso um ano e meio depois da morte do baixista Paul Gray e contava com o baterista Joey Jordison, um dos melhores do heavy metal.

Além disso, todo o frenesi que tomou conta da Cidade do Rock superou os limites do mundo metálico e virou assunto no dia seguinte até entre os que não gostam de música pesada. Ajudou para a discussão o fato de a famigerada Rede Globo (que compra os direitos dos eventos e não dá a cobertura correta) transmitir o show na íntegra para todo o Brasil em TV aberta. Desta vez, passou a maioria do show em VT porque estava transmitindo final de novela e restou aos fãs o canal fechado Multishow ou a internet.

Em 2015, o grande atrativo adicional ao show do Slipknot no Rock in Rio foi o lançamento recente do novo álbum da banda. O disco “.5: The Gray Chapter”, de 2014, é o primeiro desde a morte de Paul Gray e da saída de Joey Jordison. Também é o primeiro desde o álbum “All Hope Is Gone”, de 2008.

O Roque Reverso, infelizmente, não esteve presente em carne e osso na Cidade do Rock (estará na Arena Anhembi em SP no dia 27 de setembro), mas acompanhou todos os detalhes do grande show dos mascarados pelos diversos meios possíveis.

Mudanças interessantes em relação a 2011 foram vistas: além das máscaras diferentes e dos novos membros (Alessandro Venturella no baixo e Jay Weinberg na bateria), o palco bem elaborado e com uma série de efeitos também chamou demais a atenção.

Slipknot no Rock in Rio - Foto: Divulgação Rock in Rio/I Hate Flash/Ariel MartiniSlipknot no Rock in Rio - Foto: Divulgação Rock in Rio/I Hate Flash/Ariel MartiniSlipknot no Rock in Rio - Foto: Divulgação Rock in Rio/I Hate Flash/Fernando SchlaepfeSlipknot no Rock in Rio - Foto: Divulgação Rock in Rio/I Hate Flash/Ariel MartiniSlipknot no Rock in Rio - Foto: Divulgação Rock in Rio/I Hate Flash/Ariel MartiniSlipknot no Rock in Rio - Foto: Divulgação Rock in Rio/I Hate Flash/Ariel Martini

Depois de grande ansiedade da plateia, o Slipknot fez a preparação para a entrada ao som da música “XIX” e começou tocando com “Sarcastrophe”. Ambas são do novo álbum e, automaticamente, geraram na Pista do Rock in Rio aquele tradicional efeito de abertura de rodas e mais rodas de mosh.

Para manter o delírio do público, a banda trouxe as já clássicas “The Heretic Anthem” e “Psychosocial”. Daí em diante, mesclou faixas do novo álbum, como a boa “The Devil in I”, com outros sucessos mais conhecidos.

Em diversos momentos da apresentação, o ótimo vocalista Corey Taylor conversou com a plateia. Chamou o público de “família” e tratou todos com o devido respeito que um grande frontman deve fazer. Antes de cantar o hit “Before I Forget”, por exemplo, ele discursou sobre o preconceito idiota que a sociedade historicamente possui em relação ao heavy metal.

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Após “Sulfur”, Taylor pediu para o público cantar um “Parabéns a Você” para o percussionista (que usa a máscara de palhaço) Shawn Crahan, que fez aniversário recentemente. No clássico “Duality”, o Slipknot fez o estardalhaço de sempre e até soltou papel picado sobre o público, mas, diferente de 2011, quando deu nada menos que dois stage divings matadores, o DJ Sid Wilson ficou um pouco mais comportado.

Mantendo a tradição, o Slipknot tocou “Spit It Out”, e, na metade da música, Corey Taylor comandou o momento em que faz com que todo o público fique agachado, para, depois, pular junto quando é dito a palavra “jumpdafuckup”.

No Bis, três faixas matadoras. Depois da introdução de “742617000027”, a banda tocou “(sic)”. No fim, o público se esgoelou com “People = Shit” e “Surfacing”, que, diferente de 2011, não teve a bateria giratória.

Vale destacar que, a despeito de toda a qualidade e importância do ex-baterista Joey Jordison, o novo ocupante do posto, Jay Weinberg, foi um dos pontos altos do show. Impressionou pela pegada e não ficou devendo em nenhuma oportunidade durante a apresentação.

Para relembrar os grandes momentos do ótimo show do Slipknot no Rock in Rio, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Para começar, fique com “Psychosocial”. Depois, veja “Before I Forget”, “Duality” e “(sic)”. Se quiser ver o show na íntegra, há este link imperdível ou vá no último vídeo deste post!!!

Set list

XIX/Sarcastrophe
The Heretic Anthem
Psychosocial
The Devil in I
AOV
Vermilion
Wait and Bleed
Killpop
Before I Forget
Sulfur
Duality
Disasterpiece
Spit It Out
Custer

742617000027/(sic)
People = Shit
Surfacing

25
set
15

Com hits, labaredas e mulheres, Mötley Crüe fez a festa do hard rock no Rock in Rio

Mötley Crüe no Rock in Rio - Foto: Divulgação Rock in Rio/Ariel Martini/ I Hate FlashO Mötley Crüe se apresentou no Rock in Rio 2015 no fim da noite do sábado, dia 19 de setembro, quando o Metallica foi o headliner do Palco Mundo. Com hits, labaredas de fogo e mulheres lindas, a banda norte-americana afastou a grande desconfiança do público majoritariamente fã do Metallica e fez a festa do hard rock, conquistando a simpatia da maioria da plateia presente.

O show do Mötley Crüe tinha atrativos históricos.

Era a primeira vez que o grupo norte-americano se apresentava no Rock in Rio e a última vez em solo brasileiro, já que anunciou a aposentadoria para o fim de 2015, com uma turnê especial de despedida que tem o último dia do ano como data final.

Para o Brasil, apesar do show ser no Rock in Rio (e, talvez, até por causa disso), o Mötley Crüe não trouxe alguns detalhes de palco da turnê, como a espetacular bateria giratória de Tommy Lee. Em virtude da complexidade de montagem a das limitações de espaço de alguns palcos, o grupo não traz este instrumento especial para todas as apresentações.

O início do show veio em grande estilo e já pegou o público logo de cara: “Girls, Girls, Girls” é uma das músicas mais famosas do grupo e o hit certeiro para iniciar a festa hard rock.

Para incrementar, duas lindas garotas em trajes provocantes faziam ao mesmo tempo o papel de backing vocals e dançavam, também de uma maneira capaz de atrair a atenção não só de homens como de mulheres.

Daí em diante, o Mötley Crüe desfilou uma penca de hits e transformou o show num verdadeiro “Best of” que percorreu a maioria dos álbuns lançados em mais de 30 anos de carreira.

“Wild Side”, “Primal Scream” e “Looks That Kill” foram alguns deles, sendo que esta última teve um poder bacana sobre o público, que cantou junto no refrão, demonstrando claramente que o show agradava e superava as expectativas.

Além das garotas envolventes que prenderam bastante a atenção da plateia, enormes labaredas de fogo que saiam de vários pontos do palco eram impossíveis de não gerarem comentários. Para quem estava nas primeiras fileiras, como este jornalista, esquentava tudo, num ambiente no qual a temperatura ambiente já era bem alta.

Mötley Crüe no Rock in Rio - Foto: Divulgação Rock in Rio/Ariel Martini/ I Hate FlashMötley Crüe no Rock in Rio - Foto: Divulgação Rock in Rio/Ariel Martini/ I Hate FlashMötley Crüe no Rock in Rio - Foto: Divulgação Rock in Rio/ I Hate FlashMötley Crüe no Rock in Rio - Foto: Divulgação Rock in Rio/ I Hate Flash

“Anarchy in the UK”, do Sex Pistols, foi a música cover escolhida que chegou a surpreender os desavisados que nunca haviam visto o Mötley Crüe tocá-la.

“Shout at the Devil” empolgou bastante e contou, além das labaredas do palco, com o baixo de Nikki Sixx como se fosse um lança-chamas, num belo espetáculo, como manda um bom show de rock. Em “Kickstart my Heart”, a junção da banda com as meninas do palco também satisfez o público.

Entre os músicos, Vince Neil, visualmente bastante detonado pelo tempo, fez o básico com sua voz, que, para muitos, sempre foi o ponto fraco da banda.

Mick Mars, por sua vez, manteve o posto de figura mais talentosa do grupo. Arrancou as melhores notas e ainda, mesmo com o tempo curto de show, proporcionou um solo de guitarra interessante.

Tommy Lee esbanjou simpatia, mas o fato de não vir com a bateria completa e desejada pelos fãs acabou transformando um músico numa figura sem o mesmo brilho tradicional. Se tivesse vindo com tal bateria giratória, o Mötley Crüe, certamente, entraria para a história do Rock in Rio entre os maiores apresentações da história.

No saldo final, o grupo fez um bom show e até superou as expectativas de muitos que chegaram a sugerir que os músicos seriam engolidos pelas demais bandas escaladas.

No bis, ainda houve tempo para a execução da balada “Home Sweet Home”, que chegou a arrancar lágrimas dos fãs mais exaltados e que quase fez uma bela garota da plateia, nos ombros de um sujeito, mostrar os peitos para a galera. Ela ficou apenas de sutiã, enquanto ouvia pedidos frustrados para tirar a peça íntima.

No agradecimento, o baixista Nikki Sixx entregou seu instrumento a um grupo de fãs que estava na grade, superando a tradicional distribuição de palhetas que as bandas costumam fazer após o término dos shows.

A escolha do Mötley Crüe acabou sendo uma boa sacada dos organizadores do Rock in Rio, que mesclaram, na mesma noite, talentos recentes, como o Gojira e o Royal Blood, com o grande headliner Metallica.

Aos fãs, a sensação de que a banda cumpriu seu dever e entregou um show que será lembrado com o último no Brasil e na América do Sul, já que os músicos vieram para o continente exclusivamente para o Rock in Rio.

Para relembrar o show do Mötley Crüe no Rock in Rio, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Fique inicialmente com “Girls, Girls, Girls”. Depois, veja “Looks That Kill” e “Shout at the Devil”. Para fechar, “Kickstart my Heart”.

Set list

Girls, Girls, Girls
Wild Side
Primal Scream
Same Old Situation (S.O.S)
Don’t Go Away Mad
Smokin’ in the Boys Room
Looks That Kill
Anarchy in the UK
Shout at the Devil
Saints of Los Angeles
Live Wire
Doctor Feelgood
Kickstart my Heart

Home Sweet Home

 

23
set
15

Com ingressos esgotados para 12 de dezembro, David Gilmour fará show extra em SP no dia 11

David Gilmour - Cartaz do Show Extra - ReproduçãoHá uma crise econômica no País, mas o cenário de shows parece passar imune a consequências mais severas. Prova disso é que os ingressos para o show que David Gilmour realizará em São Paulo no dia 12 de dezembro estão esgotados, mesmo com preços bastante salgados. E para dar conta da procura elevada pela apresentação do eterno vocalista e guitarrista do Pink Floyd, a produtora Mercury Concerts confirmou um show extra do músico, para o dia 11 de dezembro.

A apresentação acontecerá no mesmo Allianz Parque, a nova Arena do Palmeiras. A novidade é que haverá uma configuração diferente na distribuição do público, com cadeiras na Pista.

Serão sete setores diferentes (Cadeira Premium, Cadeira Vip A, B e C, Pista, Cadeira Inferior e Cadeira Superior), com ingressos que custam entre R$ 160,00 e R$ 1.200,00, se levada em conta a carga de meia-entrada.

Os valores de entrada inteira, por setor, são os seguintes: R$ 1.200,00 (Cadeira Premium), R$ 1.000,00 (Cadeira VIP A, B), R$ 900,00 (Cadeira VIP C), R$ 400,00 (Pista), R$ 600,00 (Cadeira Inferior), R$ 320,00 (Cadeira Superior).

Os ingressos para esta segunda apresentação começam a ser vendidos no horário da meia noite do dia 25 de setembro, pela internet, no site do Ingresso Rápido. A partir das 10 horas, somente no dia 25, os ingressos serão vendidos sem taxa de conveniência na Fnac Pinheiros (Praça dos Omaguás, 34) e, a partir do dia 26, passam a ser comercializados na bilheteria do Allianz Parque (Avenida Francisco Matarazzo, 1705).

David Gilmour, que lançará álbum novo ainda em setembro, vai se apresentar em três capitais brasileiras. Além dos dois shows na Arena do Palmeiras, tocará em Curitiba, no dia 14 de dezembro, na Pedreira Paulo Leminski. Em Porto Alegre, fará show no dia 16 na Arena Grêmio.

Os ingressos para as apresentações em Curitiba e Porto Alegre estão à venda desde o dia 10 de setembro por meio do site Blue Ticket.

Em relação à apresentação de Curitiba, o ingresso inteiro de primeiro lote de Pista Premium sairá por nada menos que inacreditáveis R$ 1.040,00. A entrada para a Pista Comum, por sua vez, custará R$ 480,00.

Para o show de Porto Alegre, o valor do ingresso de primeiro lote de Pista Premium sairá por R$ 550,00 e a entrada inteira para a Pista Comum custará R$ 270,00.

Haverá também para a capital gaúcha outras opções de cadeira no gramado e camarote. Para a primeira opção os valores são os seguintes: Cadeira Gramado Leste e Oeste (R$ 350,00); Cadeira Gramado Sul (R$ 300,00); Cadeira Gold (R$ 400,00); Cadeira Superior Leste e Oeste (R$ 260,00); e Cadeira Superior Sul (R$ 230,00).

Para os camarotes, os preços são os seguintes: Camarotes 9 e 10 (16 pessoas cada) – R$ 12.000,00 (por camarote); Camarote 12 (24 pessoas cada) – R$ 17.500,00 (por camarote); Camarotes 18 e 19 (24 pessoas cada) – R$ 15.000,00 (por camarote); Camarotes 26 a 39 (16 pessoas em cada) – R$ 10.000,00 (por camarote); Camarotes 42 a 51 (coletivo – 24 pessoas em cada) – R$ 600,00 (por pessoa); e Camarotes 53 a 59, 61 a 63, 65, 69 e 70 (coletivo – 16 pessoas em cada) – R$ 650,00 (por pessoa).

Além dos shows no Brasil, a turnê de David Gilmour passará na América do Sul por Buenos Aires (Argentina), onde o show acontece no dia 18 de dezembro, no Hipódromo San Izidro, e por Santiago (Chile), com uma apresentação no dia 20 no Estádio Nacional.

Gilmour anunciou os nomes dos músicos que o acompanharão na turnê sul-americana: Phil Manzanera (guitarra); Guy Pratt (baixo); Jon Carin (teclado); Stevie DiStanislao (tambores e percussão); Kevin McAlea (teclados); Theo Travis (sax e clarinete); Joao Mello (sax); Bryan Chambers e Louise Marshall (backing vocals).

22
set
15

Metallica supera problemas de som, toca ‘The Frayed Ends of Sanity’ e faz show digno no Rock in Rio

James Hetfield, do Metallica, no Rock in Rio - Foto: Divulgação Rock in Rio/I Hate Flash O Metallica fechou a primeira das três noites do Rock in Rio 2015 dedicadas ao rock pesado com a competência de sempre ao vivo. Bastante prejudicado por problemas de som vergonhosos e inadmissíveis do enorme festival realizado na capital fluminense, o grupo norte-americano de thrash metal superou as adversidades e, no saldo final, entregou aos fãs uma apresentação digna e de qualidade, mantendo uma tradição já vista no mesmo festival em 2013 e no inesquecível ano de 2011.

Além do show digno, o público brasileiro ouviu pela primeira vez a execução da aguardadíssima faixa “The Frayed Ends of Sanity”.

A complexa música, de quase 8 minutos, do álbum “…And Justice for All”, de 1988, sempre foi pouquíssimas vezes tocada durante toda a carreira do Metallica, que só começou a executá-la completa em shows em maio de 2014, em Helsinke, na Finlândia.

Em toda a história de mais de 30 anos de carreira, a banda havia incluído a faixa em apenas 11 apresentações antes da performance no Rio de Janeiro. Mais um presente visto no Brasil só no Rock in Rio, tal qual em 2011, quando o grupo tocou pela primeira vez no País a excelente e igualmente pouco tocada instrumental “Orion”. Justamente por isso, quem esteve na Cidade do Rock em 2015 pode se considerar um privilegiado por ter presenciado um momento histórico do Metallica em terras tupiniquins.

O show

Depois de um atraso de cerca de 40 minutos para desmontar o palco caprichado do Mötley Crüe, o Metallica entrou em cena já na madrugada do domingo, dia 20 de setembro. O horário oficial do show era à meia-noite do dia 19 de setembro, mas todo o processo de troca de estrutura e teste de instrumentos impediu a pontualidade, enquanto o tempo abafado começava a dar lugar a uma brisa mais fresca, em sintonia com as nuvens que começavam a pairar sobre a Cidade do Rock.

O grupo iniciou o show com “Fuel”, do álbum “ReLoad”, de 1997. Vibrante, com um som alto e claro e capaz de sacudir o público logo de cara, a música fez a Pista explodir em um movimento de empurra-empurra que não havia sido visto nas apresentações do Mötley Crüe e do Royal Blood. Este jornalista, que estava muito próximo à grade, chegou a lembrar do começo do insano show do Slipknot em 2011 no mesmo Rock in Rio, já que a missão nas três primeiras músicas do Metallica em 2015 era simplesmente se manter em pé, tamanha a energia da plateia alucinada para ver os norte-americanos precursores do thrash metal.

No palco, duas novidades para o público brasileiro em relação a turnês anteriores no País, mas que já vinham sendo observadas este ano em vários países visitados pelo Metallica. Primeiro, um espaço reservado atrás da banda para que fãs pudessem ficar. Outro detalhe foi a utilização do imenso telão central, dos três existentes, para a exibição de efeitos super elaborados durante várias das músicas.

Quem se lembra da passagem do Metallica em 2014 pelo Brasil, quando tocou em São Paulo na turnê “By Request”, lembra que os três telões eram usados em praticamente todas as faixas para mostrar a banda. Para grandes públicos, este terceiro telão central imenso sempre foi uma excelente solução para quem estava mais distante do palco, mas, especificamente no Rock in Rio, os telões laterais, também enormes, deram conta do recado e possibilitaram os efeitos no central.

Metallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação MetallicaMetallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação MetallicaMetallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação MetallicaMetallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação MetallicaMetallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação MetallicaMetallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação Metallica

Após “Fuel”, a banda emendou a sempre clássica “For Whom the Bell Tolls”, que deu mais peso ao show e trouxe os músicos bem entrosados, com destaque para o baixo matador de Robert Trujillo. Na sequência, a rápida e igualmente pesada “Battery” fez o povo próximo a grade ter ainda mais dificuldade para permanecer em pé, já que, além do empurra-empurra tradicional, rodas de mosh foram criadas imediatamente.

Naquele momento, uma música mais cadenciada era necessária para o público respirar um pouco. E foi com “King Nothing”, do álbum “Load”, que o Metallica deu uma pequena amenizada na loucura que havia se transformado a Pista. Vale lembrar que esta faixa não era executada em solo brasileiro desde 1999, quando o grupo inseriu a música nos três shows da turnê daquele ano: em Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro.

Passado o refresco com “King Nothing”, o Metallica voltou a apavorar com mais um clássico: a ótima “Ride the Lightning”, que tem um dos riffs mais bem feitos da história da banda. A música manteve o público empolgado, mas, quando menos se esperava, em pleno ano de 2015 e com o grupo consolidado atualmente como o maior do heavy metal da atualidade, o som começou a falhar, primeiro durante um solo do guitarrista Kirk Hammett e, depois, no fim da música.

Vale destacar que, já em “Battery”, o som já havia dado uma rateada para o público, enquanto a banda tocava o fim da música naturalmente. O fato lembrou o Slayer tocando no Via Funchal em São Paulo em 2011, quando deu desespero de ver o grupo tocar, mas o som não chegar apenas ao público.

Após o problema do Metallica, foi imediata a reação do vocalista e guitarrista James Hetfield. Conhecido pelo perfeccionismo musical, ele fez uma cara de poucos amigos para o pessoal de apoio do grupo e chegou a reclamar, mas sem rodar a baiana como outros vocalistas do próprio heavy metal costumam fazer com mais frequência.

Depois da falha, o Kirk Hammett ainda tentou um solo, mas o Metallica saiu do palco e ficou fora de lá durante aproximadamente 5 minutos. O público, até então empolgadíssimo, pareceu tomar um banho de água fria e não poupou o idealizador do Rock in Rio, o empresário Roberto Medina, mandando ele tomar “naquele lugar”.

Após xingar Medina, alguns tentaram emplacar, sem grande sucesso, o mesmo insulto à presidente da República, Dilma Rousseff (estranhamente, pela TV, foi o que deu para ouvir melhor, conforme os vídeos veiculados no YouTube) e, mais adiante, sobrou o mesmo xingamento até para os fãs que estava na parte de trás do palco. “Ei, coral, vai tomar no cú”, gritou a plateia da Pista, já num clima de zoeira tradicional dos shows de rock.

Em nota distribuída à imprensa, a organização do Rock in Rio disse que a parada do som no show da banda ocorreu “pela desconexão da linha de saída de som entre a mesa da banda e a do festival”.

Resolvido o problema, o Metallica voltou e James Hetfield, bastante sério, iniciou os acordes da bela “The Unforgiven”. Na sequência, já brincando com a plateia, trouxe a mais recente “Cyanide”, do disco “Death Magnetic”, de 2008, além de “Wherever I May Roam” e “Sad But True”. Estas duas últimas, juntamente com “The Unforgiven”, totalizaram 3 faixas do “Black Album”, disco mais vendido pela banda e que teria ainda mais outras duas músicas executadas no show.

Antes de “Sad But True”, Hetfield fez uma brincadeira com a plateia. Perguntou em inglês se todos “estavam juntos”, se estavam gostando do show e se o som estava bom. De imediato, respondeu, apontando para baixo do braço, dizendo que o cheiro é que não estava muito bom. “Eu acho que sou eu”, afirmou, arrancando risos de todos os presentes.

Depois de “Sad But True”, rolou um curto solo de baixo de Robert Trujillo e o quarteto trouxe na sequência uma outra música que nunca havia sido tocada no Brasil. “Turn the Page”, originalmente de Bob Seger, mas que o Metallica gravou para o disco de covers “Garage Inc.”, de 1998. Nesta faixa, o grupo deixou rolar uma microfonia que chegou a incomodar, mas, no todo, a faixa executada foi muito bem recebida pelo público.

Metallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação MetallicaMetallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação MetallicaMetallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação MetallicaMetallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação MetallicaMetallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação MetallicaMetallica no Rock in Rio 2015 - Foto: Divulgação Metallica

Na sequência, foi a vez da já citada “The Frayed Ends of Sanity”, que começou com uma falha da própria equipe de apoio do Metallica, já que os roadies entregaram uma guitarra errada para James Hetfield iniciar a música. Desafinado, o instrumento foi devolvido de imediato pelo vocalista, que pegou sua tradicional ESP branca para tocar os acordes da faixa do “…And Justice For All”.

Importante destacar que, a despeito da música ser bastante aguardada, uma quantidade relevante de fãs que estavam perto deste jornalista não cantou a letra. A dúvida era se isso aconteceu porque admiravam a execução desta faixa ou se simplesmente eles não sabiam a letra. O fato é que o público presente era bastante jovem e, se bobear, tinha acabado de nascer quando o Metallica gravou o “Justice”.

Chamou a atenção também a dificuldade de Lars Ulrich para tocar esta faixa na bateria. Há tempos que ele vem mostrando certa decadência no instrumento no qual um dia foi rei, mas o sofrimento do baterista foi mais claro nesta música. Não é possível esquecer que Lars já passou dos 50 anos de idade e que tocar várias músicas tradicionais do Metallica no thrash/speed metal dos Anos 80 é algo inimaginável.

Passada a fase dos presentes inéditos para os brasileiros, a banda trouxe quatro clássicos de uma vez para só para incendiar novamente a plateia: “One”, “Master of Puppets”, “Fade to Black” e “Seek & Destroy”.

Na primeira, chamou a atenção a substituição dos tradicionais fogos de artifício simulando as bombas por distribuição espetacular de raio laser que deixou simplesmente belíssimo o palco do Rock in Rio. No telão central, as imagens eram de um desenho que trazia tropas se dirigindo à guerra e que, mais tarde, voltavam da batalha com os soldados em forma de caveira.

Em “Master of Puppets”, as rodas de mosh se intensificaram e a plateia foi presenteada pela tradicional disputa de guitarras entre Hetfield e Hammett.

Em “Fade to Black” e “Seek & Destroy”, o Metallica fez o público voltar no tempo e vibrar demais. Na segunda faixa, este jornalista não aguentou e entrou na roda de mosh localizada próxima ao palco. O raciocínio foi simples: apesar do aumento recente dos shows da banda no Brasil, não há garantia que eles voltarão muito em breve e, se é para se arriscar numa roda insana de mosh, que seja num dos maiores clássicos de quem difundiu o thrash metal.

Após a breve pausa para o bis, o grupo voltou ameaçando tocar a música “The More I See”, da banda Discharge, mas ficou só nos primeiros acordes. Se tocasse a faixa cover gravada no disco “Garage Inc.”, seria mais uma inédita em palcos brasileiros. Ficou, no entanto, apenas o gosto de “quero mais” da galera presente.

A cover da vez no bis foi “Whiskey in the Jar”, do Thin Lizzy, tocada no ano passado no show de São Paulo e também do “Garage Inc.”. Foi um momento de maior descontração do show, tanto para a plateia como para a própria banda, claramente cansada das longas e seguidas turnês.

As duas últimas da noite foram a balada “Nothing Else Matters” e a ultrapopular “Enter Sandman”. Enquanto a primeira manteve o público vidrado na belíssima melodia, a segunda levou todos ao delírio com o riff matador de sempre, com direito às já tradicionais bolas pretas de plástico que o grupo costuma jogar para a plateia no fim de cada show. No agradecimento, a banda ainda presenteou os fãs com uma chuva de palhetas, que eram caçadas pelo público como se fossem diamantes.

A despeito dos contratempos relacionados ao som, o Metallica foi profissional e entregou um show decente para o público, que, em sua maioria, saiu satisfeito da Cidade do Rock. O grupo avisou que aquele seria a última apresentação da turnê atual e que, agora, iria se dedicar à gravação do disco sucessor de “Death Magnetic”.

Na sua terceira passagem consecutiva pelo Rock in Rio brasileiro, o Metallica provou para os críticos que continua matador ao vivo. Com um vasto acervo de músicas boas em toda a carreira, o grupo acerta em variar o set list e trazer algumas músicas pouco tocadas ao repertório. No Brasil, a execução de “The Frayed Ends of Sanity” já foi um fato histórico para os fãs mais fieis que viram o conjunto crescer assustadoramente no meio musical. Agora, resta esperar a próxima vinda da banda norte-americana ao País.

Para relembrar mais um grande show do Metallica no Rock in Rio, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Fique inicialmente com a abertura e “Fuel”. Depois, veja “Turn the Page”, que também foi filmada por nós direto da Pista e pode ser conferida aqui. Na sequência, veja a histórica execução de “The Frayed Ends of Sanity”, além da banda tocando “One” e “Enter Sandman”. Se quiser ver o show todo, basta ir para o último vídeo da lista (se não tirarem do ar).

Set list

Fuel
For Whom the Bell Tolls
Battery
King Nothing
Ride the Lightning
The Unforgiven
Cyanide
Wherever I May Roam
Sad But True
Turn the Page
The Frayed Ends of Sanity
One
Master of Puppets
Fade to Black
Seek and Destroy

Whiskey in the Jar
Nothing Else Matters
Enter Sandman




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