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29
set
13

Metallica manteve o domínio de 2011 e fez um dos melhores shows do Rock in Rio 2013

Redação RЯ 

Dizer que o Metallica é quase imbatível no palco é praticamente “chover no molhado” e, no Rock in Rio 2013, a banda norte-americana de thrash metal voltou a mostrar o motivo pelo qual é considerada a maior do heavy metal na atualidade e uma das mais badaladas de todo o rock. Mantendo a receita de 2011, quando fez um show histórico e inesquecível para 100 mil felizardos, o grupo fez uma grande apresentação para os 85 mil fãs presentes na capital fluminense em plena quinta-feira, dia 19 de setembro.

Comparações entre os shows de 2013 e 2011 são perfeitamente naturais e é óbvio que elas serão feitas pelo Roque Reverso. A começar pelo set list deste ano, um pouco menos clássico do que o do outro ano, mas tão surpreendente como. O leitor deve concordar que a simples escolha da instrumental e maravilhosa “Orion” em 2011, já deixa qualquer repertório sem ela em desvantagem e, se juntarmos à ela a execução de “Am I Evil”, considerada a música cover mais importante do Metallica, a diferença pesa a favor da primeira vez da banda no festival, que ainda contou com “Ride the Lightning”, “Fade to Black”, “Whiplash” para deixar tudo muito mais oitentista.

Em 2013, este papel de resgatar a fase mais antiga do Metallica foi de “Battery”, de “Hit the Lights” e da surpreendente “…And Justice For All”, executada na íntegra em solo brasileiro apenas em 1989, quando a banda veio pela primeira vez ao Brasil e promovia exatamente o álbum de mesmo nome. Esse, por sinal, foi um ponto a favor de 2013, já que o grupo tocou nada menos que quatro sucessos deste elogiado disco.

Entre as músicas “mais fracas”, que poderiam ser trocadas por clássicos, 2011 teve “Fuel” e “Cyanide”. Já 2013 contou com “Holier Than Thou” e até “The Memory Remains”, que está longe de ser uma música ruim, mas fica atrás de inúmeros outros clássicos apropriados para um show de gala do Metallica.

Discussões de set list à parte, um show da banda é sempre algo marcante e é impossível que passe despercebido. Para quem estava na Cidade do Rock ou vendo pela TV, a impressão é a de que o Metallica tende a seguir com o seu reinado no heavy metal por um bom tempo.

Destaque técnico ainda para dois detalhes que, para alguns, fez 2013 superar 2011: o telão ainda maior na edição mais recente, assim como a qualidade do som, que, se em 2011, já era ótima, melhorou ainda mais no festival seguinte.

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O show

Uma vantagem de 2013 em relação a 2011 é que o grupo entrou menos pressionado. Se, no primeiro ano, o Metallica tocava pela primeira vez no Rock in Rio original e ainda entrava logo após o insano show do Slipknot, este ano a banda entrou sabendo como funcionava a coisa e depois de uma apresentação bem mais calma e menos impactante: a do ótimo Alice in Chains.

A música escolhida para iniciar o show foi “Hit the Lights”, o primeiro sucesso da carreira do Metallica. A despeito de a introdução não ter sido tão impactante como em 2011 com “Creeping Death”, o público foi igualmente ao delírio. Num detalhe que pareceu perceptível apenas para quem acompanhava pela TV, James Hetfield estava meio rouco. Ainda assim, seguiu em frente com toda a sua vibração característica.

Na sequência, a sempre matadora “Master of Puppets”, além de “Holier Than Thou” e “Harvester of Sorrow”. Um fato interessante do show de 2013 é que ele começou menos agitado que o de 2011, tanto pela banda como pelo público, mas foi crescendo com o decorrer da apresentação.

Hetfield, que chegou a cometer erros raros em 2011, estava melhor na guitarra e contou com o parceiro Kirk Hammett bem mais inspirado, com direito até a um breve solo que lembrou temas do filme “Guerra nas Estrelas”. Lars Ulrich, que nunca mais foi o mesmo na bateria após o Black Album, mandou bem em vários momentos do show. Robert Trujillo, por sua vez, é aquele músico regular de sempre, que arrasou tanto num ano como no outro no baixo.

“The Day that Never Comes”, “The Memory Remains” e “Wherever I May Roam” garantiram um momento menos agitado do show, mas de grande participação do público em cada refrão. “Welcome Home (Sanitarium)” e “Sad But True” fizeram o público delirar a cada acorde e prepararam o terreno para a surpreendente “…And Justice for All”.

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Heffield estava um pouco menos falante que em 2011, mas sua voz foi melhorando no decorrer do show, assim como a participação do público seguia crescendo a cada música executada. Numa das intervenções do vocalista, foi engraçado ver ele perguntar se todos haviam gostado do show que o grupo Ghost havia realizado pouco antes do Metallica e a plateia responder de maneira negativa.

A parte final do set list foi arrasadora, com “One” e toda a tradicional pirotecnia, além das sensacionais “For Whom the Bell Tolls” e “Blackened” e as populares “Nothing Else Matters” e “Enter Sandman”. No bis, a certeza de que “Creeping Death” funciona melhor no começo do show e que “Battery” deveria ser tocada em todas as apresentações.

Para fechar mais uma grande performance no Rock in Rio, veio “Seek & Destroy” e todo o momento apoteótico que cerca esta música avassaladora do Metallica. Tal qual em 2011, gigantes bolas pretas de plástico foram jogadas ao público, que saudou a banda com enorme empolgação.

Mais uma vez, a banda precursora do thrash metal mostrou quem manda no estilo e escreveu mais um capitulo na história do maior festival brasileiro. É difícil imaginar uma terceira participação consecutiva do Metallica, agora na edição de 2015 do Rock in Rio, mas, para quem é fã do grupo, ele poderia vir a todos os festivais.

Para lembrar do grande show do Metallica no Rock in Rio 2013, o Roque Reverso, é claro, descolou vídeos no YouTube. Fique inicialmente com um de abertura, contendo a introdução tradicional de “The Ecstasy of Gold”, seguida de “Hit the Lights”. Na sequência, veja a banda tocando “Wherever I May Roam”, “Sad But True” e um vídeo com a dobradinha “Battery” e “Seek & Destroy”. Se quiser ter o show completo, entre neste link, enquanto não retiram do YouTube.

Set list

Hit the Lights
Master of Puppets
Holier Than Thou
Harvester of Sorrow
The Day that Never Comes
The Memory Remains
Wherever I May Roam
Welcome Home (Sanitarium)
Sad but True
…And Justice for All
One
For Whom the Bell Tolls
Blackened
Nothing Else Matters
Enter Sandman

Creeping Death
Battery
Seek & Destroy

27
set
13

Bob Mould, ex-Hüsker Dü, vem em outubro para o Rio e SP, onde ingressos já estão esgotados

Quem se lembra do bom Hüsker Dü? Bob Mould, ex-líder da extinta banda norte-americana, vem ao Brasil no começo de outubro para fazer shows em São Paulo e no Rio de Janeiro. Na capital paulista, ele tocará no Sesc Pompeia, já com ingressos esgotados, nos dias 4 e 5 de outubro. Na capital fluminense, tocará no Circo Voador no dia 6.

Ex-líder também da extinta banda Sugar, que foi bastante elogiada pela crítica, Bob Mould, vem desde a década de 90 em carreira solo.

Atualmente, o músico divulga seu mais recente single “The Descent”, presente em seu novo álbum “Silver Age”, que foi lançado em setembro de 2012 e que alcançou a posição de número 52 da parada da Billboard.

Com seu novo álbum, Bob também se apresentou pelos EUA e Europa em grandes festivais junto a nomes como Bjork, Blur, além de tocar no mesmo palco que o Foo Fighters em apresentações na Itália, República Tcheca e Bélgica.

Se, em São Paulo, os ingressos tradicionalmente baratos do Sesc rapidamente terminaram, no Rio, o show foi possível graças a uma campanha de crowdfunding de sucesso.

O valor da entrada inteira para a apresentação no Circo Voador é de R$ 160,00. Há a possibilidade de meia-entrada para estudantes e para quem trazer 1 quilo de alimento ou o flyer do evento.

Para comemorar a vinda deste importante nome da música ao Brasil, o Roque Reverso descolou três clipes no YouTube. Veja inicialmente “Could You Be the One”, do Hüsker Dü. Depois assista ao vídeo de “Helpless”, do Sugar. Para fechar, o vídeo da música  “The Descent”, da carreira solo de Bob Mould.

25
set
13

Set list, fotos e vídeos do show do Alice in Chains no Rock in Rio

O Alice in Chains se apresentou no Rock in Rio 2013 no dia 19 de setembro no Palco Mundo, o principal do festival. A banda norte-americana de Seattle fez um bom show, mesclando clássicos da carreira com poucas músicas do novo álbum “The Devil Put Dinosaurs Here”, lançado em maio deste ano.

Entre os clássicos, não faltaram “Man in the Box”, “We Die Young”, “Them Bones” e “Would?”. Do disco novo, o grupo tocou apenas “Hollow” e “Stone”.

Para alguns, o show foi bastante curto.

Os fãs das antigas acharam também que os músicos poderiam ter trazido outros sucessos, como “Angry Chair” e “It Ain’t Like That”.

Justamente por esses dois motivos, a apresentação no Rock in Rio foi considerada inferior ao show que a banda realizou em 2011 no SWU Festival, onde, mesmo com uma chuva extremamente chata, os fãs saíram completamente realizados.

Ainda assim, a performance no festival carioca ficou entre as melhores da edição de 2013.

Para relembrar o show do Alice in Chains no Rock in Rio, o Roque Reverso descolou três vídeos no YouTube. Fique abaixo com “Man in the Box”, “Nutshell” e “We Die Young”.

Set list

Them Bones
Dam That River
Hollow
Check My Brain
Again
Man in the Box
Nutshell
Rain When I Die
We Die Young
Stone
Down in a Hole
Would?
Rooster

24
set
13

‘Velhinhos’ fazem os melhores shows do Rock in Rio e reforçam tese de falta de renovação do estilo


Os representantes mais “velhinhos” do rock nadaram de braçada, colocaram a molecada no bolso e fizeram os melhores shows do Rock in Rio 2013. Pergunte para a maioria das pessoas que assistiram aos shows do festival e boa parte das respostas girará em torno de três nomes: Bruce Springsteen, Iron Maiden e Metallica. Mais do que constatar o óbvio, o fato de as melhores performances do evento que aconteceu na capital fluminense terem componentes com idade acima de 50 anos, chegando em alguns casos a superar a casa dos 60 anos, apenas reforça a tese de que está faltando uma renovação mais expressiva no rock n’ roll.

O leitor até poderá dizer que o empresário Roberto Medina preferiu trazer nomes consagrados para não arriscar e garantir o jogo ganho, mas é importante recordar que essa tem sido a estratégia dos produtores na maioria dos festivais que estão acontecendo no Brasil. No Lollapalooza 2013, o Pearl Jam, com Eddie Vedder e seus 48 anos de idade, foi o nome mais badalado. Só encontrou no Queens of The Stone Age, de Josh Homme, que tem 40 anos, um rival de show com qualidade parecida.

Ainda em 2013, o Monsters of Rock terá como um dos headliners o Aerosmith, que conta com Steven Tyler e seus 65 anos de idade, sem sinais cansaço. Mesmo o outro headliner, o Slipknot, que traz um dos shows mais intensos da atualidade, conta com o vocalista Corey Taylor prestes a completar, em dezembro, 40 anos de idade.

Fora do rock mais pesado, o grupo britânico Blur, que é a atração principal do Planeta Terra Festival 2013, tem o vocalista Damon Albarn já com 45 anos. Fora dos festivais, é importante lembrar que a atração mais esperada do ano no Brasil é a vinda do Black Sabbath, que tem Ozzy Osbourne com 64 anos e o guitarrista Tony Iommi com 65 anos e se recuperando de um câncer.

O leitor do Roque Reverso pode até lembrar que o Muse fez uma excelente apresentação no Rock in Rio e poderia representar algum alivio em relação à tese de falta de renovação do rock, mas o grupo, que já tem quase 20 anos, não conseguiu bater as performances de Springsteen, Iron Maiden e Metallica.

Springsteen, com seus 63 anos, não só fez um dos melhores shows do festival (para alguns, o melhor disparado), como colocou sua apresentação entre as mais espetaculares da história de todas as edições do Rock in Rio. O Iron Maiden, que tem Bruce Dickinson com 55 anos pulando loucamente e cantando demais no palco e que conta com o baterista Nicko McBrain com 61 anos, mostrou o motivo de ser a maior banda de heavy metal da história e que tem muito ainda a ensinar. O Metallica, que tem James Hetfield com 50 anos, mostrou com rapidez e energia impressionante porque é a maior banda pesada da atualidade.

Se compararmos com edições anteriores do próprio Rock in Rio, lembraremos que a primeira edição, a de 1985, teve inúmeros destaques, entre eles o próprio Iron Maiden, em seu maior momento, com Dickinson com 27 anos. A edição de 1991 teve o Guns N’ Roses estourando, com Axl Rose tendo, na época, 29 anos.

A falta de um grande nome jovem no rock n’ roll atual e a persistência dos mais velhos no topo trazem algum receio de que o gênero perca cada vez mais espaço para os já dominantes rap, pop e r&b. É claro que, enquanto existir um adolescente com vontade de mudar o mundo e a rebeldia explodindo, sempre haverá a esperança do surgimento de algo bombástico, mas o que será do rock quando um Lemmy Kilmister morrer? Quem assumirá o posto de um Angus Young? A ver…

***A montagem acima foi feita pelo talentoso designer Marcos Tavares Costa, o MTC***
23
set
13

Set list, fotos e vídeos do show histórico de Bruce Springsteen no Rock in Rio

Bruce Springsteen mostrou no Rock in Rio para alguns desavisados o motivo pelo qual é conhecido mundialmente pelo apelido de “The Boss”. Com uma apresentação apoteótica realizada no sábado, dia 21 de setembro, o cantor norte-americano encantou a multidão presente. Em show com duração de 2h40, ele executou o disco “Born in the USA” na íntegra e entrou de vez na lista de momentos mais marcantes de toda a história do festival.

Os fãs de São Paulo já haviam ficado boquiabertos com a excelente apresentação que Springsteen havia feito no Espaço das Américas no dia 18. Com todos os elogios recentes de crítica e público, um show espetacular para o Rock in Rio era o caminho natural…

Mas como ninguém é apelidado de “The Boss” por acaso, o que se viu na Cidade do Rock foi algo que sempre será lembrado a cada edição nova do festival. Tal qual um Neil Young no Rock in Rio de 2001, o rock foi o grande homenageado da noite e isso diz muito hoje em dia, quando nem mesmo nos Estados Unidos o estilo tem a atenção que merece da grande mídia, se comparado com o rap e o rhythm and blues.

Se nem mesmo nos EUA, tem uma atenção adequada, imagine no Brasil, onde a principal emissora do país tem os direitos de transmissão do Rock in Rio e prefere passar os programas “Zorra Total” e “Altas Horas” em vez de privilegiar o grande evento em plena noite quente de sábado.

Nada contra o segundo programa, que é um dos poucos de qualidade da emissora, mas por que perder a abertura de um espetáculo como o de Springsteen? Por que não ousar e dar um choque de alto nível na programação recheada de breganejo e outros estilos fraquíssimos que vem destruindo a música nacional?

O fato é que, quem não possui TV a cabo ou não acompanhou pela internet, perdeu a abertura do show com nada menos que “Sociedade Alternativa”, de Raul Seixas, que já havia surpreendido meio mundo na apresentação de Springsteen em São Paulo. Com uma performance elogiável, o cantor norte-americano conquistou logo de cara o público brasileiro.

Na sequência, o Rock in Rio viu um desfile de clássicos do rock e grandes momentos. “Hungry Heart”, “Born in the U.S.A.”, “Glory Days” e “Dancing in the Dark” foram só alguns deles, com direito a gente da plateia sendo convidada a subir para o palco e com Bruce Springsteen fazendo o caminho contrário, cantando no meio do público em várias oportunidades.

Para relembrar o histórico show de Bruce Springsteen, o Roque Reverso descolou alguns vídeos no YouTube. Fique inicialmente com um oficial do festival que traz a abertura com “Sociedade Alternativa”, além de “Death to My Hometown” e “Spirit in the Night”. Depois, assista aos clipes amadores, mas de boa qualidade de “Born in the U.S.A.” e “Working on the Highway”. Se não tirarem do YouTube, você pode assistir aqui o show completo.

Set list

Sociedade Alternativa
Badlands
Death to My Hometown
Spirit in the Night
Hungry Heart
Born in the U.S.A.
Cover Me
Darlington County
Working on the Highway
Downbound Train
I’m On Fire
No Surrender
Bobby Jean
I’m Goin’ Down
Glory Days
Dancing in the Dark
My Hometown
Shackled and Drawn
Waitin’ on a Sunny Day
The Rising
Land of Hope and Dreams
Thunder Road
Born to Run
Tenth Avenue Freeze-Out
Twist And Shout

This Hard Land

22
set
13

Iron Maiden faz grande show em SP, apesar do péssimo lugar e do descaso dos produtores com o público

Iron Maiden em SP - Reprodução do YouTubeO Iron Maiden fez grande show na sexta-feira, dia 20, na cidade de São Paulo. A despeito do péssimo lugar escolhido para a apresentação, a horrenda Arena Anhembi, a banda agradou e muito o público paulistano, mesmo com todo o descaso dos produtores, evidenciado especialmente com o péssimo som do local, que estava completamente lotado, com todos os ingressos vendidos.

Depois de trazer em 2008 e 2009 os históricos shows da “Somewhere in Time World Tour” e, em 2011, a apresentação da turnê de divulgação do álbum “The Final Frontier”, a bola da vez do Iron são agora os shows da ”Maiden England Tour”.

A atual turnê esbanja tecnologia e recria o legendário espetáculo  da “Seventh Son Tour”, de 1988, aprimorado por incríveis efeitos de luz, cenografia, pirotecnia e várias encarnações do mascote Eddie. O set list é marcado por canções do show Maiden England, de 1989, cuja versão em DVD foi lançada pela primeira vez em março deste ano.

O descaso

Tudo poderia ter sido ainda melhor do que foi, se o som do Anhembi não estivesse tão embolado e baixo em vários locais, principalmente na Pista Comum. Em vários momentos, o público não suportou e gritou para que o volume fosse maior, já que havia pago por um ingresso caro e estava vendo ali a maior banda de heavy metal da história.

A Arena Anhembi já provou várias vezes que não tem condições de receber grandes shows que exigem tecnologia, mas os produtores insistem. É, aliás uma vergonha que uma cidade como São Paulo, uma das maiores metrópoles do mundo, ainda não tenha um local aberto de alto nível para esses eventos.

O Estádio do Pacaembu sempre foi um dos melhores locais, mas a implicância dos velhinhos do bairro vem impedindo que seja visto naquele local coisas históricas, como o que já aconteceu nos shows dos Rolling Stones, AC/DC e três Monsters of Rock, entre vários espetáculos. Resta a esperança de que, com a inauguração em 2014 da nova Arena do Palmeiras, o Allianz Parque, o público tenha aquilo que realmente merece por pagar ingressos altíssimos.

Outra coisa incrível: será que precisa ser formado na Nasa para sacar que é ruim para as pessoas que trabalham marcar shows em plena sexta-feira numa cidade como São Paulo? Tudo piora ainda mais quando há duas bandas de abertura, como o Ghost e o Slayer, começando a tocar a partir do “sensacional” horário de 18h30!!!

Se você, simples mortal, por exemplo, saiu do trabalho às 18 horas, simplesmente perdeu esses dois shows. Na verdade, o que parece é que os produtores estão pouco se lixando para o público e preocupados apenas no dinheiro que vão embolsar. “Se o público pagou R$ 300,00 para entrar (juntando o preço do ingresso com taxa de conveniência), mas não conseguiu chegar a tempo, problema dele.”

Portanto, se você pretende ir a qualquer show na Arena Anhembi numa sexta-feira depois do trabalho, fique tranquilo que enfrentará dores de cabeça como, por exemplo, na chegada aos estacionamentos.

O show

Descontado aquilo que os fãs nas redes sociais classificaram como “amadorismo” da produtora, a apresentação do Iron Maiden foi excelente. Com um set list bem melhor do que aquele que se viu na turnê que passou por aqui em 2011, o grupo britânico mostrou que continua sendo o maior da história do heavy metal.

Com um palco espetacular, a banda iniciou o show com uma sequência matadora: “Moonchild”, “Can I Play with Madness”, “The Prisoner” e “2 Minutes to Midnight”. Cantando muito, como sempre, Bruce Dickinson agitava demais o público, correndo para todos os lados e fazendo aquilo que um verdadeiro frontman deve realizar nos shows de heavy metal.

Após os primeiros quatro petardos, a banda trouxe uma música que há um bom tempo não era executada no Brasil: “Afraid to Shoot Strangers”, do álbum “Fear of the Dark”. Com sua melodia inconfundível e a bela junção das guitarras de Adrian Smith, Dave Murray e Jenick Gers, a canção deve ter ficado durante horas na mente das pessoas presentes após o show.

Na sequência, com “The Trooper”, o público inteiro berrou a plenos pulmões o sucesso intocável dos shows do Iron Maiden. Dickinson, mantendo a tradição, usou as vestimentas de cavaleiro britânico e empunhou a bandeira de seu país.

Logo em seguida, o clássico dos clássicos “The Number of the Beast” foi tocado no meio do show, fato raro nas mais recentes passagens do Iron Maiden pelo Brasil, já que o grupo sempre deixou a música para a parte final do show. Independentemente da mudança, a plateia presente vibrou muito.

As ótimas “Phantom of the Opera”, “Run to the Hills” e “Wasted Years” também vieram, transformando aquele momento como um dos maiores do show. Em “Run to the Hills”, o eterno mascote Eddie subiu ao palco trajando uma roupa que deixou alguns em dúvida se era um mosqueteiro ou um pirata. O fato é que, mais uma vez, o boneco empolgou demais o público, reforçando o tom teatral da apresentação do Maiden.

Entre as principais músicas da turnê, “Seventh Son of a Seventh Son” trouxe um fundo de palco simplesmente espetacular, com mais um boneco do Eddie extremamente bem produzido, encantando a plateia, que notou uma ligeira melhora no som neste momento do show. Na sequência, a matadora “The Clairvoyant”, tendo na introdução o baixo sensacional do mestre Steve Harris.

Tradicional momento de catarse coletiva, “Fear of the Dark” fez o público inteiro cantar o sucesso e emocionou. Vale destacar que Bruce Dickinson elogiou a plateia paulistana e chegou a provocar, lembrando do Rock in Rio. “Por que não Rock in São Paulo”, brincou, sabedor da rivalidade entre cariocas e paulistas.

Última antes do bis, nada menos que “Iron Maiden” enlouqueceu o Anhembi inteiro, não somente porque é muito boa, mas também porque foi nesse momento que o palco do show se transformou numas das coisas mais espetaculares vistas em São Paulo. Realizando um sonho de muito fã antigo da banda, a capa do álbum “Seventh Son of a Seventh Son” foi reproduzida no palco, com a figura clássica de Eddie segurando um bebê Eddie que se mexia.

Depois de toda a pirotecnia que foi vista na música, a certeza que, apesar dos problemas enfrentados (até encanamento de água chegou a estourar e inundar uma parte da pista), valeu a pena presenciar aquele momento do show.

No bis, o começo com a ótima “Aces High”, seguida nada menos por “The Evil That Men Do” e “Running Free”, que fizeram o público inteiro cantar com a máxima energia.

O show de 2013 superou o de 2011 e, sem a menor dúvida, se tivesse condições de som melhores, estaria entre os melhores feitos pelo Iron Maiden no Brasil. Com a conhecida qualidade de CD que geralmente é notada no Palco Mundo do Rock in Rio, a apresentação da banda é forte candidata a entrar para a história.

Quanto à Arena Anhembi, ou os organizadores se tocam de melhorar o som nos próximos shows, como o Monsters of Rock, ou provocarão a ira dos fãs de metal. Ou você acha que a galera fã de Slipknot ficará quietinha se não tiver algo de qualidade?

Fique abaixo com o set list e com alguns vídeos que o Roque Reverso descolou no YouTube. Veja a banda tocando “Moonchild”, “Run to the Hills”, “Seventh Son of a Seventh Son” e “Iron Maiden”.

Set List

Moonchild
Can I Play with Madness
The Prisoner
2 Minutes to Midnight
Afraid to Shoot Strangers
The Trooper
The Number of the Beast
Phantom of the Opera
Run to the Hills
Wasted Years
Seventh Son of a Seventh Son
The Clairvoyant
Fear of the Dark
Iron Maiden

Aces High
The Evil That Men Do
Running Free

20
set
13

Com mais problemas de saúde, baterista do Bon Jovi será substituído no show do Rock in Rio

O baterista do Bon Jovi, Tico Torres, apresentou novos problemas de saúde e não participará da apresentação que a banda fará neste dia 20 de setembro no Rock in Rio. Ele será submetido a uma nova cirurgia de emergência, desta vez na vesícula. Rich Scannella será seu substituto até que Torres tenha permissão médica para voltar.

Scannella já tocou com artistas como Bruce Springsteen e Lady Gaga. “Vocês estão em boas mãos. Aproveitem os show”, afirmou Tico Torres, em comunicado divulgado no site oficial da banda.

Na semana passada, Torres passou por uma operação de apêndice, depois de sofrer fortes dores no abdômen. A cirurgia levou ao adiamento de uma série de shows que a banda faria na América Latina e a mudança da data do show em São Paulo do dia 21 para o dia 22.

O Bon Jovi é a atração principal do Palco Mundo nesta sexta-feira.

O shows do Bon Jovi fazem parte da “Because We Can – The Tour”, que promove o álbum que o grupo lançou em março: “What About Now”.




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