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30 anos do ‘Painkiller’, álbum que trouxe de volta o Judas Priest ao topo do heavy metal

A quinta-feira, 3 de setembro de 2020, marca o aniversário de 30 anos do clássico álbum “Painkiller”, da lenda do heavy metal Judas Priest. Lançado em um período após a banda britânica ser contestada pela crítica e parte do público pela falta de peso de discos anteriores, “Painkiller” deixou 10 entre 10 fãs do heavy metal impressionados e trouxe de volta o Judas Priest ao lugar no qual nunca deveria ter deixado: o topo do estilo mais pesado do rock.

O disco é o 12º da carreira do Judas e marca a estreia do baterista Scott Travis, que entrou no lugar de Dave Holland, que esteve no grupo entre 1979 e 1989.

Quanto ao restante da banda estavam todas as figuras clássicas do heavy metal: o sensacional vocalista Rob Halford em um dos melhores
períodos da carreira, além da grande dupla de
guitarristas Glenn Tipton e K.K. Downing, e o eterno
baixista Ian Hill.

“Painkiller” traz o Judas Priest com o chamado “sangue nos olhos” e claramente tentando mostrar que estava vivo, num período no qual o heavy metal vinha sendo dominado ainda pelo thrash metal, com grupos como o Metallica, Slayer, Megadeth, Anthrax, Sepultura, Pantera, Testament e Kreator e tantos outros dando as cartas.

Contexto

Naquela passagem da década de 80 para a de 90, os fãs de heavy metal em geral buscavam cada vez mais peso e era difícil impressionar quem estava acostumado com as porradas do thrash metal, do death metal e do crossover.

No caso do Judas Priest, a missão era mais árdua, já que o grupo havia ficado um pouco de escanteio na cena do heavy metal pelo jeitão menos pesado do que a época exigia nos discos “Turbo”, de 1986, e “Ram It Down”, de 1988.

Para completar o momento delicado, o Judas Priest enfrentava um período difícil após acusações de, por meio de suas músicas, ter influenciado o suicídio, em 1985, de um jovem de 18 anos e a automutilação de outro, de 20 anos. A banda foi parar nos tribunais para se defender e todo esse cenário pesou na cabeça dos músicos.

A ressurreição 

O chavão “o rock liberta” cai como uma luva em “Painkiller”, já que libertou o grupo do período conturbado e surpreendeu positivamente o mais frio dos fãs do heavy metal. A faixa-título, que abre o álbum, é não somente uma das melhores da carreira da banda como um dos maiores símbolos do estilo.

Em 1990, era inevitável: qualquer pessoa que ouvisse a música ficava de olhos arregalados com o peso, raiva, rapidez, técnica e entrosamento que ela trazia. Foi um dos maiores “caladores de boca” do heavy metal, tradicionalmente habitado por fãs exigentes.

O baterista Scott Travis tem papel fundamental, pois trouxe claramente mais peso ao Judas Priest. E relatos dos membros clássicos confirmam essa tese.

Somado a estes detalhes, o clipe de “Painkiller” consegue refletir tudo aquilo que o som transmite. Com um Rob Halford justificando sua fama de “Metal God”, era inevitável não se empolgar com a música.

A faixa é tão marcante como outras tantas que se tornaram maiores que os álbuns que pertenciam. Como uma “Black Sabbath” ou uma “Ace of Spades”, ela tem vida própria e claramente foi a puxadora comercial do álbum.

Mas, talvez, a grandeza da música também tenha ofuscado outras tantas do disco que mereciam mais atenção na história do heavy metal.

“Hell Patrol” e “All Guns Blazing”, que vêm na sequência, não são comparáveis a incomparável “Painkiller”, mas são ótimas. A primeira tem uma pegada mais clássica de Judas Priest e a segunda vem com a cara da banda, mas com uma roupagem moderna muito atraente.

“Leather Rebel”, por sua vez, traz a técnica de dois bumbos de Travis e serve como uma aula de bateria, com o recurso sendo usado quase durante a faixa inteira. Aquilo caía como uma luva para trazer os fãs do thrash metal de volta.

“Metal Meltdown” vem também com o pedal duplo presente e consegue misturar a modernidade sugerida pelo Judas e elementos clássicos do heavy metal.

“Night Crawler” é daquelas que merecia muito mais projeção do que alcançou. Traz um refrão envolvente, é Judas Priest na veia e junta tudo de bom que a banda representa: as guitarras lendárias da dupla Tipton-Downing, o vocal perfeito de Halford e o entrosamento marcante de todo o conjunto musical.

Das quatro faixas seguintes, “A Touch of Evil” justifica ter sido escolhida para ganhar um clipe e traz o Judas Priest menos rápido, mas ainda envolvente. “”Between the Hammer & the Anvil”, a instrumental “Battle Hymn” e  “One Shot at Glory” podem não estar no mesmo nível das demais do álbum, mas estão muito longe de comprometer o legado do disco.

O verdadeiro apreciador do bom e velho heavy metal tem a obrigação de ouvir, pelo menos uma vez na vida este disco. Se não tomar cuidado, vicia facilmente de tão bom. E merece todos os elogios possíveis por ser um álbum de qualidade.

Para comemorar os 30 anos do clássico álbum “Painkiller”, o Roque Reverso descolou clipes e vídeos no YouTube. Fique inicialmente com o clipe da matadora faixa-título, seguida por um vídeo oficial ao vivo de “Hell Patrol”. Depois, fique com o clipe de “A Touch of Evil”, seguido por um vídeo amador ao vivo de “All Guns Blazing” em show na Califórnia em 1991. Para fechar, mais um vídeo oficial ao vivo, desta vez de “Night Crawler”. Se quiser ouvir o essencial disco na íntegra, com direito a faixa-bônus, siga para o último vídeo selecionado.

 

 

30 anos do ‘Painkiller’, álbum que trouxe de volta o Judas Priest ao topo do heavy metal

 


2 Responses to “30 anos do ‘Painkiller’, álbum que trouxe de volta o Judas Priest ao topo do heavy metal”


  1. 2 Roque Reverso
    7 de setembro de 2020 às 22:13

    Álbum essencial para os amantas do bom e velho heavy metal!


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