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01
out
15

Slipknot repete em SP script do Rock in Rio, rasga elogios ao público e faz Pista Vip se ajoelhar

Slipknot em SP - Foto: Divulgação Midiorama/Stephan Solon/Move ConcertsDois dias depois de se apresentar e honrar o posto de headliner do Rock in Rio, o Slipknot tocou em São Paulo no domingo, 27 de setembro, na Arena Anhembi. Para um público que deu show de participação e ganhou elogios do vocalista Corey Taylor, o grupo norte-americano seguiu rigorosamente o script do festival realizado na capital fluminense e proporcionou, mais uma vez, uma apresentação intensa e vibrante, a ponto de conseguir a proeza de fazer a plateia que ocupava a eternamente criticada Pista Vip se ajoelhar durante a execução da música “Spit It Out”, no momento maior do show.

Os mascarados de Iowa não tocavam em São Paulo desde o Monsters of Rock de 2013, quando também foram atração principal numa das noites e fizeram uma ótima apresentação. Em 2015, havia atrativos adicionais ao show do Slipknot. Tudo porque a banda veio à capital paulista no ano seguinte ao lançamento recente do novo álbum da banda.

O disco “.5: The Gray Chapter” é o primeiro desde a morte do baixista Paul Gray e da saída do baterista Joey Jordison. Também é o primeiro desde o álbum “All Hope Is Gone”, de 2008.

A banda de abertura do show em São Paulo foi o Mastodon, que também havia tocado dias antes no Rock in Rio. O grupo não conseguiu, porém, tocar todo o repertório planejado, em virtude de um forte temporal que caiu sobre a região do Anhembi. Com a forte chuva, a apresentação da banda de abertura durou cerca de 30 minutos.

Após o temporal, para sorte dos fãs dos Slipknot, a chuva parou de repente e não caiu uma gota sequer durante toda a apresentação dos mascarados. Tal qual o cenário visto no Rock in Rio, o palco fazia referência ao novo álbum. O set list foi idêntico ao do festival carioca e a entrega dos integrantes foi a mesma de sempre: total.

A banda fez a preparação para a entrada ao som da música “XIX” e começou tocando com “Sarcastrophe”. As duas são do novo álbum e foram recebidas por muitos gritos e vibração da plateia.

Note que este jornalista mencionou a existência da Pista Vip no primeiro parágrafo do texto e destacou que até o povo de lá se rendeu às peripécias do Slipknot. Se, em qualquer show, este Roque Reverso costuma criticar a Pista Vip, imagine numa apresentação de um grupo que causa um imenso frenesi do público.

Slipknot em SP - Foto: Divulgação Midiorama/Stephan Solon/Move ConcertsSlipknot em SP - Foto: Divulgação Midiorama/Stephan Solon/Move ConcertsSlipknot em SP - Foto: Divulgação Midiorama/Stephan Solon/Move ConcertsSlipknot em SP - Foto: Divulgação Midiorama/Stephan Solon/Move Concerts

No caso do Slipknot, é um verdadeiro pecado a existência da Pista Vip. O Roque Reverso acompanhou o show de lá de maneira tranquila e tem até elogios à estrutura da chamada “Bud Zone”, que contava com uma ampla oferta de lanchonetes e bom atendimento ao público. Mas Slipknot é sinônimo de agitação, roda de mosh, energia, apocalipse…

Com uma grade separando o público, as rodas próximas ao palco eram bem menos expressivas do que se viu em apresentações anteriores, como a do Rock in Rio de 2015 e a do Monsters de 2013. Comparar então com o antológico show dos mascarados no inesquecível Rock in Rio de 2011 é uma covardia.

Seguindo o script do show de dias antes na capital fluminense, o Slipknot trouxe ao público as músicas “The Heretic Anthem” e “Psychosocial”. Depois disso, mesclou canções do disco novo, com destaque novamente para a boa “The Devil in I”, com outros clássicos.

Slipknot em SP - Foto: Divulgação Midiorama/Stephan Solon/Move ConcertsSlipknot em SP - Foto: Divulgação Midiorama/Stephan Solon/Move ConcertsSlipknot em SP - Foto: Divulgação Midiorama/Stephan Solon/Move ConcertsSlipknot em SP - Foto: Divulgação Midiorama/Stephan Solon/Move Concerts

Interessante notar que o vocalista Corey Taylor se surpreendeu com a reação positiva da plateia paulistana. Em dado momento do show, ele disse que o show do Anhembi (apesar de não contar nem com a metade dos 85 mil presentes do Rock in Rio 2015) tinha um público muito mais barulhento.

A declaração de Taylor levou os fãs à loucura e fez com que o público soltasse um “Chupa, Rock in Rio! Chupa, Rock in Rio”. Taylor disse que não fazia a “mínima ideia” do que aquilo significava, mas que concordava.

Com o público na mão, Corey e o Slipknot continuaram o desfile apocalíptico no Anhembi. Os hits “Before I Forget” e “Duality” foram, como sempre, momentos altíssimos do show e foram cantados do começo ao fim pela plateia emocionada.

Com a Pista Vip, a imensa roda que se costuma formar em “Duality” não se repetiu com a mesma magnitude nas proximidades do palco. Havia uma galera que até tentou algo mais expressivo, mas havia um povo que estava mais preocupado em curtir, pular e vibrar, sem um cenário de caos. Muitas meninas presentes também chamaram a atenção pela quantidade, o que também foi bastante bacana, pois show com muito marmanjo feio (pleonasmo) é um porre.

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“Spit It Out” foi sem dúvida o maior momento da apresentação no Anhembi. Como sempre faz na metade da música, Corey Taylor comandou o momento em que faz com que todo o público fique agachado (ou de joelhos, como já dissemos), para, depois, pular junto quando é dito a palavra “jumpdafuckup”.

Foi simplesmente impressionante novamente ver o poder que a banda possui quando todos os presentes ficaram agachados. Mesmo os fãs mais velhos, mais gordos ou mais tímidos entraram na brincadeira e, quando o sinal de “jumpdafuckup” foi dado, aí sim, praticamente o Anhembi inteiro pulou.

No bis, as mesmas faixas matadoras do Rock in Rio 2015. Primeiro, a aterrorizante introdução de “742617000027”. Na sequência, o Slipknot mandou ver com “(sic)”, “People = Shit” e “Surfacing”.

Do mesmo jeito que dissemos na resenha do show do Rock in Rio, chamou a atenção a performance do novo baterista Jay Weinberg. Não houve a bateria giratória dos tempos de Joey Jordison, mas ele mostrou a todos que tem competência para assumir o importante posto no Slipknot.

Durante o show, não bastasse Corey Taylor dizer que a apresentação de São Paulo tinha sido a mais barulhenta que a do festival carioca, o sujeito afirmou que o evento em terras paulistas estava no Top 3 do Slipknot na turnê. O público, claro, pirou.

O saldo final da apresentação foi extremamente positivo. Mais uma vez, o grupo provou que continua no momento entre os principais expoentes do heavy metal mundial e que tem ainda muito a proporcionar para os fãs.

Para relembrar o show do Slipknot na Arena Anhembi, o Roque Reverso descolou alguns vídeos amadores no YouTube. Fique inicialmente com “Duality”. Depois, veja um trecho de “Spit It Out” com a galera ficando agachada e entrando na brincadeira da banda. Na sequência, assista um vídeo com “(sic)”. Para fechar uma gravação especial feita pelo baterista do Worst, Fernando Schaefer, que traz nada menos que exclusivamente o baterista Jay Weinberg, detonando nas músicas “People=Shit” e “Surfacing” bem na hora do bis!

Set list

XIX/Sarcastrophe
The Heretic Anthem
Psychosocial
The Devil in I
AOV
Vermilion
Wait and Bleed
Killpop
Before I Forget
Sulfur
Duality
Disasterpiece
Spit It Out
Custer

742617000027/(sic)
People = Shit
Surfacing

24
mar
13

Biohazard mantém tradição, faz show de peso e elege público de SP como nova família no Via Marquês

Garantia de show com a adrenalina no nível máximo, o Biohazard, para variar, não decepcionou e presenteou os paulistanos com uma grande apresentação no mês de março, no dia 15, no Via Marquês. Aproveitando a turnê de divulgação de seu mais recente álbum, “Reborn in Defiance”, de 2012, mas sem desprezar os grandes hits que gerou para o rock pesado, o grupo de hardcore provou mais uma vez que não conquistou o respeito dos fãs à toa.

Empolgados com a recepção incrível em uma casa de shows com grande público numa agradável sexta-feira, os nova-iorquinos elegeram os fãs presentes como uma nova “família” e liberaram uma invasão de palco gigante no decorrer da apresentação, como poucas vezes se viu em espetáculos internacionais na capital paulista. Este detalhe, que foi elogiado por mostrar simpatia da banda e devoção dos fãs, chegou até a prejudicar a execução de algumas músicas, mas o saldo final foi mais um grande momento do rock em terras brasileiras e a garantia de retorno do grupo para cá.

Billy Graziadei, vocalista, guitarrista e líder da banda definitivamente tem uma admiração profunda, verdadeira e bastante clara pelo Brasil. Suas atitudes e declarações não deixam dúvidas de que o País e os fãs daqui são muito importantes para ele, que tem esposa brasileira e uma filha nascida em São Paulo.

A abertura do show do Biohazard foi feita pelas bandas nacionais Projet46 e Worst. As apresentações foram de alta qualidade, com destaque para a clara evolução positiva que o Worst vem mostrando a cada show, sem falar na tradicional espetacular exibição que seu baterista, Fernando Schaefer, ex-Korzus, proporciona para os amantes do rock pesado.

Apesar do show agendado para a noite do dia 15 de março, o atraso nas apresentações de abertura fez com que o Biohazard subisse ao palco somente nos primeiros minutos do dia 16, por volta do horário de meia noite e meia. A maior parte do público, entretanto, não mostrou descontentamento com o atraso, provavelmente pela boa sacada dos organizadores de colocar o show fora do mei0 da semana, de maneira diferente da realizada às vezes por alguns “gênios do entretenimento”.

Como manda a tradição, o Biohazard iniciou a apresentação com um grande hit capaz de contagiar o público logo de cara. Sem muito lenga-lenga, a banda norte-americana executou o clássico “Shades of Grey” e o que se viu no Via Marquês foi a abertura de uma imensa roda na pista lotada. No palco, os primeiros stage divings da noite surgiram, enquanto os músicos mostravam que estavam em forma e preparados para dar o que o público desejava.

A missão da banda não era das mais fáceis, pois faltava no palco a figura do baixista, vocalista e fundador Evan Seinfeld, que saiu do Biohazard em 2011 para ser substituído por Scott Roberts. O novo baixista, que passou pelo também grupo norte-americano Cro-Mags, mostrou bastante empenho, mas não conseguiu repetir o desempenho que Seinfeld cansou de mostrar por aqui. Com uma voz não tão potente como a de seu antecessor e com um microfone que também atrapalhava um pouco, Roberts nem sempre foi bem ouvido durante o show, especialmente pelo público que estava na outra ponta do palco.

O fato é que, com a saída de Seinfeld, para quem já havia visto outras apresentações do Biohazard, ficou muito claro que Billy Graziadei definitivamente virou a figura central da banda, mas sem qualquer tipo de postura antipática e, sim, com o procedimento necessário que todo líder de grupo precisa ter. Quanto aos outros membros fundadores e firmes na banda, Bobby Hambel continua com aquela pegada que só ele consegue dar à guitarra e Danny Schuler permanece como um dos maiores bateristas da música pesada internacional, dando também uma verdadeira aula a cada apresentação.

E foi com Schuler nos bumbos que o Biohazard iniciou o segundo petardo da noite. Acompanhado de gritos empolgados de Graziadei de “quebra tudo, São Paulo”, o grupo mandou ver nada menos que “Urban Discipline” e fez com que o palco fosse mais vezes invadido pelos fãs, mantendo a pista eufórica para a música seguinte: “Come Alive”, do mais recente álbum.

Com a “Wrong Side of the Tracks”, a terceira da noite do grande álbum “Urban Discipline”, o grupo continuou dando aquilo que a plateia queria, mas Graziadei chegou a parar a música duas vezes. Na primeira, achou que a galera não estava agitando como deveria e chamou a atenção de todos. Na segunda, foi a vez de dar uma pequena bronca em um dos seguranças que tentou impedir um stage diving de um fã. “Sai daqui. Família, família!”, disse o vocalista, apontando para a pista e levando o público à loucura.

Nem é preciso dizer que esta foi a senha para a liberação de uma invasão definitiva do palco. Depois daquilo, quem quisesse subir, não teria resistência alguma. Durante “Wrong Side of the Tracks”, Graziadei repetiu o que havia feito no memorável show de 2010 no Carioca Club e tocou sua guitarra erguido pelo público da pista que estava próximo ao palco, uma cena que sempre contagia quem aprecia grandes momentos do rock n’ roll!

Na música seguinte “Tales from the Hard Side”, já havia tanta gente no palco que era difícil visualizar a banda em alguns momentos! Os fãs tiravam fotos com o grupo, davam stage diving e até assumiam o microfone com Graziadei, numa espécie de “bagunça quase organizada”. Era tanta gente que o vocalista chegou a pedir mais cuidado na sequência, pois equipamentos já estavam sendo danificados com a euforia.

A calmaria no palco durou pouco, já que outro clássico do “Urban Discipline”, “Black and White and Red All Over”, foi executada e era impossível não vibrar. Graziadei, por sinal, fez questão de “homenagear” a mídia manipuladora e escolheu um nome bastante conhecido dos brasileiros para citar. “Fuck, Globo!”, foi o coro puxado pelo vocalista, que foi seguido pelo Via Marquês inteiro a plenos pulmões.

A banda deu sequência ao show com vários clássicos de outros discos, como “Five Blocks To The Subway” e “Down For Life”, ambas do álbum “State of the World Address”. Sem mostrar cansaço, o público curtia muito a apresentação e os stage divings já eram uma rotina.

Antes de iniciar “Vengeance is Mine”, do novo álbum, Graziadei proporcionou um momento histórico em shows de rock internacional em São Paulo. Se, em 2010, no Carioca Club, o vocalista recebeu uma camisa do Palmeiras de um dos fãs, mostrou para a platéia e ainda bateu o punho cerrado no peito, em 2013, ele quis saber quem torcia pelo Corinthians no meio do público no Via Marquês e quem torcia para o seu maior rival, o alviverde de Palestra Itália. Como houve uma divisão do público, ele pediu para que cada torcida na pista ficasse de um lado do palco. Chegaram a gritar o nome do São Paulo também e o vocalista pediu para que os torcedores da equipe ficassem no fundo da pista.

O que se viu na sequência foi uma divisão maior entre corintianos e palmeirenses, com uma pequena parcela de são-paulinos ao fundo. Foi então que, depois da divisão, Graziadei iniciou a música e foi feito o chamado “Wall of Death”, no qual cada lado corria em direção ao outro para o enfrentamento. Se estivéssemos com alguns elementos que envergonham e sujam a imagem das torcidas organizadas, talvez poderia ter saído morte neste evento, mas o que se viu no “Wall of Death” foi a formação de uma imensa roda de mosh, na paz, como deve ser.

Se você acha que a agitação do show terminou ali, está totalmente enganado. Tudo porque, na sequência, o vocalista do Biohazard conseguiu novamente mexer com o público com uma música cover do Bad Religion, “We’re Only Gonna Die (From Our Own Arrogance)”, que foi gravada no álbum “Urban Discipline”.

Com o desafio lançado de que estaria colhendo imagens para um DVD ao vivo, disse que gostaria de ver a maior roda possível no show, para mostrar que São Paulo poderia ser escolhida como local de gravação, em detrimento, por exemplo, do famoso público fã de música pesada da Argentina. O Biohazard começou a música, Graziadei parou e exigiu mais do público e o Via Marquês quase veio abaixo com tamanha vibração.

Depois de executarem “Victory”, do primeiro álbum “Biohazard”, o grupo trouxe a já tradicional dobradinha “Punishment” e “Hold My Own”, ambas novamente do prestigiado “Urban Discipline”. Nem é preciso dizer que “Punishment” foi a mais cantada pelo público. Maior sucesso da banda norte-americana, ela foi o ponto alto do show e, sozinha, já valia o ingresso.

Ao fim da apresentação, Graziadei e seus companheiros de banda agradeceram demais o público presente e fizeram diversos elogios à plateia paulistana (que cantou durante o show até “Parabéns a você” para a filha dele), prometendo uma volta em breve. Depois, ainda posaram humildemente para fotos com os diversos fãs, para alegria de todos.

Se comparado ao show do Carioca Club, em 2010, a apresentação do Via Marquês não foi capaz de superá-la, pois lá havia a formação clássica da banda, um público tão vibrante como o de 2013 e um pouco menos de confusão no palco. Ainda assim, o show do Via Marquês já é forte candidato a um dos melhores deste ano na lista do rock pesado.

Para relembrar os grandes momentos do Biohazard em São Paulo, descolamos vídeos no YouTube. Fique inicialmente com um que traz “Shades of Grey” e “Urban Discipline”. Depois veja a muvuca no palco em “Tales from the Hard Side”, a enorme roda de mosh em “We’re Only Gonna Die (From Our Own Arrogance)” e a banda tocando “Punishment”. \m/

Set List

Shades of Grey
Urban Discipline
Come Alive
Wrong Side of the Tracks
Tales from the Hard Side
Each Day
Black and White and Red All Over
Five Blocks To The Subway
Down For Life
Vengeance is Mine
We’re Only Gonna Die (From Our Own Arrogance)
Victory
Punishment
Hold My Own




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