
O primeiro dos dois dias do festival Bangers Open Air de 2026 teve o predomínio, entre as bandas que mais se destacaram, de grupos com vocais femininos da mais alta qualidade. Com performances arrebatadoras, Jinjer, Arch Enemy e Lucifer brilharam intensamente no sábado, 25 de abril, no festival realizado no Memorial da América Latina em São Paulo.
Bons shows também foram proporcionados pelas bandas Black Label Society e In Flames. Entre os grupos brasileiros, destaque para a Crypta, grande nome do País que já é figura carimbada nos grandes festivais de heavy metal pelo mundo.
Do hard rock ao death metal, passando pelas inúmeras vertentes do bom e velho heavy metal, o Bangers Open Air mostrou, mais uma vez, porque assumiu o posto de principal festival de rock pesado do Brasil e da América do Sul.
Sob calor intenso e sol forte durante boa parte do festival, o público desfrutou grandes momentos musicais, além de diversas experiências, envolvendo, por exemplo, gastronomia, tatuagens e merchandising de banda.
‘Disneylândia do Heavy Metal’
Considerado uma espécie de “Disneylândia do Heavy Metal” no Brasil, o Bangers Open Air se transformou rapidamente no lugar onde todo fã brasileiro e da América do Sul do estilo deseja estar, dada a quantidade de bandas importantes presentes no line-up e as diversas experiências que o festival proporciona.
Além de estar presente em 2026, o Roque Reverso fez a cobertura especial da edição de 2025 no Memorial da América Latina.
O site esteve presente no dia 2 de maio do ano passado, quando os destaques foram os shows de Glenn Hughes, Doro, Pretty Maids e Armored Saint; no dia 3, quando os shows de Municipal Waste, Saxon, Dark Angel e Sabaton dominaram o evento; e no dia 4, quando os shows de W.A.S.P., Destruction, Paradise Lost e Kerry King foram os de maior impacto.
Com Tatiana Shmayluk sublime e banda afiada, Jinjer ganha o público
Se houve um show que conquistou o público de uma maneira crescente e arrebatadora, essa apresentação foi a da banda ucraniana Jinjer no Bangers Open Air. Foi o segundo grupo do dia a tocar no Palco denominado Hot Stage.
Com técnica vocal impressionante e capacidade incrível de promover variações entre o modo gutural brutal e o modo de cantar limpo e doce, a vocalista Tatiana Shmayluk virou o centro das atenções.
Este jornalista viu até seguranças e bombeiros que davam apoio ao público admirarem a capacidade vocal de Tatiana em diversos momentos do show.
Em diversos momentos da apresentação, foi possível vê-la sair de um vocal leve e límpido para um modelo comparável ao mais agressivo monstro imaginável nas mais fortes histórias de terror.
E pasmem: com a maior naturalidade, como se fosse a coisa mais simples do mundo, sem expressões de sofrimento ou necessidade de força, como costuma ser visto normalmente em qualquer show de metal extremo!!!
Não bastasse toda a técnica de Tatiana, a banda como um todo mostrou alto nível técnico e muito entrosamento.
Roman Ibramkhalilov, na guitarra e com riffs certeiros, Eugene Abdukhanov, com um baixo bastante técnico, e Vladislav Ulasevich, com um bateria em muitas ocasiões na velocidade de um grindcore, foram decisivos para levar o show do Jinjer em um nível absurdo.
Entre os destaques musicais, “Green Serpent”, “Fast Draw”, “Tantrum, “Teacher, Teacher!” e “Sit Stay Roll Over” foram algumas que chamaram a atenção. Mas o show foi coeso do início ao fim e, por isso, entrou para a lista dos melhores do festival.
Com nova formação, Lucifer faz mais um grande show em SP
Uma das primeiras bandas a se apresentar no dia no Bangers Open Air 2026, o grupo Lucifer subiu ao Sun Stage ao meio-dia de um sábado quente. Tanto a banda como o público demonstraram dedicação exemplar para suportar a temperatura alta e, no caso dos fãs, o sol forte.
Liderado pela vocalista Johanna Platow (conhecida anteriormente como Johanna Sadonis, mas que alterou seu nome por causa de fim de casamento), o Lucifer é originário de Berlim, mas atualmente virou uma banda multinacional.
E, para quem viu o grupo fazer um dos melhores shows de 2024 em São Paulo, a diferença na formação da banda foi quase completa, restando apenas Johanna como líder e responsável pelas mudanças.
Em 2025, saíram do grupo o baterista Nicke Andersson (vocalista na banda The Hellacopters), além de Martin Nordin (guitarra), Linus Björklund (guitarra) e Harald Göthblad (baixo).
A formação que se apresentou no Bangers Open Air, além de Johanna contou com Kevin Kuhn (bateria), Coralie Baier (guitarra), Max Eriksson (guitarra) e Claudia González Díaz (baixo).
Diferença? Pouquíssima, já que o coração da banda é Johanna, com carisma arrebatador, técnica vocal perfeita e uma dedicação capaz de sobreviver aos altos e baixos que o mundo do bom e rock and roll costuma proporcionar.
Destaque também para além dos demais ótimos músicos, a performance de baixista Claudia González Díaz , com um estilo e carisma também arrebatador, daqueles que incentivam as pessoas a seguir na música.
O set list, como na maioria dos shows, para se adequar ao festival, foi curto, mas algumas das melhores músicas do Lucifer estiveram presentes.
“Crucifix (I Burn for You)”, “Wild Hearses”, “At the Mortuary”, “Bring Me His Head” e “Fallen Angel” brilharam, como em 2024. Fez falta, no entanto, “Maculate Heart”, que é uma das melhores e, para muitos, a melhor música da banda.
Com o fim do show, a mesmíssima sensação após a apresentação de 2024 em São Paulo foi observada por este jornalista: a de que um grupo com grande potencial de trazer um bom número de novos fãs para o rock está aí pronto para que rádios, produtores de festivais e veículos da imprensa especializada ajudem a difundir sua música cada vez mais. No caso do Bangers Open Air, a largada foi dada em mais uma boa sacada dos organizadores, que poderiam ser seguidos por outros festivais, como o Monsters of Rock e até mesmo o Rock in Rio, que já revelou muita atração desconhecida do grande público nos seus áureos tempos.
Continua muito estranho a ausência do Lucifer na programação normal das rádios de rock. O rock precisa de grupos como este para retomar seu protagonismo na juventude, hoje mais voltada a estilos musicais de qualidade duvidosa.
Enquanto a banda não é difundida como merece, os sortudos que presenciaram os shows no Brasil permanecem, por enquanto, como seres privilegiados.
⚠️⚠️⚠️RESENHA EM CONSTRUÇÃO E ATUALIZAÇÃO CONSTANTE⚠️⚠️⚠️
Veja abaixo vídeos das apresentações do primeiro dia do Bangers Open Air.
Com vocais femininos arrebatadores, Jinjer, Arch Enemy e Lucifer brilham no Bangers Open Air

