O baterista do Rage Against The Machine, Brad Wilk, deixou uma legião de fãs tristes logo neste início de 2024, quando postou em sua conta no Instagram a informação de que o grupo não vai voltar a se apresentar ao vivo. Na quarta-feira, 3 de janeiro, o músico deixou claro que uma reunião do grupo norte-americano para shows não vai mais acontecer, nem mesmo para apresentações recentes que foram canceladas em 2023 após uma lesão do vocalista Zack de la Rocha.
“Eu sei que muitas pessoas estão esperando de nós o anúncio de novas datas de turnê para todos os shows cancelados do RATM. Eu não quero mais amarrar as pessoas ou a mim mesmo. Então, embora tenha havido alguma comunicação de que isso poderia acontecer no futuro… Quero que vocês saibam que o RATM (Tim, Zack, Tom e eu) não estará em turnê ou tocando ao vivo novamente”, escreveu Brad Wilk.
E acrescentou: “Eu sinto muito por aqueles que estavam esperando que isso acontecesse. Eu realmente gostaria que acontecesse.”
A declaração de Brad Wilk é uma verdadeira ducha de água fria nos fãs do RATM que ainda sonhavam em ver a banda tocando junto novamente.
Em 2022, o grupo retornou aos palcos depois de um hiato de 11 anos sem shows. A banda se apresentou nos Estados Unidos e no Canadá até o início do segundo semestre daquele ano, mas foi obrigada a cancelar a turnê de 2023 após uma lesão na perna de Zack.
Ele rompeu o tendão de Aquiles esquerdo durante um show do RATM em 11 de julho. Na mesma apresentação, ele seguiu cantando sentado.
A banda ainda cumpriu a agenda de shows que tinha até agosto de 2022, mas, em outubro, Zack soltou um comunicado com a “dolorosa e difícil decisão” de cancelar as apresentações de 2023. ““Não é simplesmente uma questão de ser capaz de se apresentar novamente, mas se estende à funcionalidade básica daqui para frente”, escreveu na ocasião.
Depois do comunicado de Brad Wilk, nenhum outro componente do grupo ou nenhuma das redes oficiais do RATM se manifestou oficialmente.
Com a declaração do baterista, o sentimento predominante no mundo do rock é de que o RATM está bem perto de seu fim, numa carreira marcada por grandes álbuns e shows, mas também por várias indas e vindas que impediram a banda de se consolidar entre as gerações mais novas.
Os fãs brasileiros tiveram uma única oportunidade de ver o RATM no País. Foi em 2010, no histórico show realizado no festival SWU, na cidade de Itú, num dos momentos mais espetaculares de uma grande banda internacional de rock em solo nacional, que contou cobertura do Roque Reverso.
No período de hiato de shows entre 2011 e 2022, sem Zack de la Rocha, os outros três membros da banda – Tom Morello (guitarrista), Tim Commerford (baixo) e Brad Wilk – decidiram manter o legado do RATM no respeitado supergrupo Prophets of Rage.
O supergrupo foi formado pelos três e por gente do Public Enemy e do Cypress Hill. Pelo Public Enemy, o representante foi o DJ Lord e o rapper Chuck D. O rapper B-Real foi o representante do Cypress Hill.
No Brasil, o Prophets of Rage chegou a tocar no Maximus Festival de 2017, quando fez um grande show, que também contou com cobertura do Roque Reverso.
Baterista do Rage Against The Machine diz que banda não vai voltar a se apresentar ao vivo

