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Há 50 anos, com o clássico ‘Sticky Fingers’, os Rolling Stones davam seu grande salto adiante

A longevidade dos Rolling Stones hoje é pública e notória. Mas nem sempre foi assim. Durante décadas, a fama, as turnês extensas e as crises de convivência entre os membros alimentaram fofocas e mais fofocas sobre um iminente fim da banda de rock britânica.

Meio século atrás, entretanto, esse risco talvez nunca tenha sido tão real. No decorrer dos anos 1960, os rumos criativos da banda eram ditados mais pelo multi-instrumentista Brian Jones do que pela dobradinha Mick Jagger/Keith Richards.

A psicodelia inaugurada pelos Beatles estava em seu ápice e os Rolling Stones acompanhavam essa tendência – com muito gosto e esmero, diga-se.

Eis que Brian Jones é encontrado morto em 1969 deixando de herança o espetacular disco “Let It Bleed” e muita confusão. Ele seria quase imediatamente sucedido pelo discreto Mick Taylor, o que deu combustível para inúmeras teorias conspiratórias relacionadas à morte de Jones, principalmente pelas relações turbulentas entre os integrantes naquele período.

No ano seguinte, para piorar ainda mais o cenário, a separação dos Beatles colocou fim à rivalidade artificialmente insuflada pela indústria fonográfica entre os “bons rapazes” de Liverpool e os “desajustados” integrantes dos Stones. Também eram tempos em que passar mais de um ano sem lançar um novo disco era não apenas atípico, mas também um risco comercial.

A busca por uma nova identidade era urgente. Se quisessem sobreviver, os Rolling Stones precisariam se reinventar. E não é preciso fazer suspense. Uma nova identidade foi logo encontrada e os Stones se reinventaram.

Naquele interregno, ao invés de lançar uma coletânea, como era comum, os Rolling Stones ousaram e colocaram na praça “Get Yer Ya Ya’s Out”, provavelmente o primeiro grande disco ao vivo da história do rock.

Na sequência, fora da sombra dos Beatles, a banda rompeu com a gravadora Decca, abriu um selo próprio e entrou em estúdio para gravar “Sticky Fingers”, o disco lançado em 23 de abril de 1971 que marcaria de uma vez por todas o grande salto adiante dos Stones.

Com Mick Taylor, as guitarras tornaram-se ainda mais predominantes. O riff da eterna “Brown Sugar” abre o disco. A colossal e sempre atual “Sway” prepara o terreno para outro grande clássico stoneano: “Wild Horses”. O lado A prossegue com “Can’t You Hear Me Knocking” e “You Gotta Move”.

O lado B tinha espaço para mais clássicos, “Bitch” e “Sister Morphine” entre eles. O LP conta ainda com “I Got The Blues”, “Dead Flowers” e “Moonlight Mile”, talvez não tão consagradas quanto as demais, mas fundamentais para que os Rolling Stones alcançassem o status que possuem hoje.

Se os Rolling Stones sobreviveram à turbulência que se seguiu ao falecimento de Brian Jones, elevaram os parâmetros de sucesso a um novo nível e perpetuaram-se na história da música e da cultura pop, isto se deve definitivamente a “Sticky Fingers”.

Para celebrar os 50 anos do clássico álbum “Sticky Fingers”, o Roque Reverso descolou clipes e vídeos no YouTube. Fique inicialmente com um ao vivo de “Brown Sugar”, gravado em 1972, no Texas, nos Estados Unidos. Depois, fique com mais um vídeo ao vivo no Texas, só que gravado em 2005, da música “Sway”. Na sequência, veja o vídeo ao vivo dos Stones tocando “Wild Horses” para 1,5 milhão de pessoas em Copacabana, em 2006. Veja ainda mais um vídeo ao vivo, novamente no Texas, em 1972, agora da música “Bitch”. Depois, fique com um vídeo ao vivo dos Stones tocando “Sister Morphine”, em 1997, em Nova York, num especial da MTV. Se quiser ouvir o álbum na íntegra, vá para o último vídeo.






Há 50 anos, com o clássico ‘Sticky Fingers’, os Rolling Stones davam seu grande salto adiante


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