Arquivo para março \31\-02:00 2016

31
mar
16

Death Angel libera primeira faixa de novo álbum previsto para maio

“The Evil Divide” - Reprodução da capaO Death Angel liberou para os fãs no YouTube o áudio da primeira faixa de seu novo álbum, previsto para o mês de maio. “The Moth” é o nome da música, que traz a banda norte-americana de thrash metal bastante rápida e pesada, numa amostra de que vem coisa boa por aí.

O nome do disco novo é “The Evil Divide”. A capa, que pode ser vista ao lado, foi elaborada por Bob Tyrrell.

Serão 10 faixas no novo trabalho, cuja data exata de lançamento é o dia 27 de maio, via gravadora Nuclear Blast.

O período de pré-venda já está rolando nas lojas online, como a Amazon e o iTunes, além da própria loja online do Death Angel.

“The Evil Divide” é o oitavo álbum de estúdio do grupo norte-americano da Bay Area de São Francisco. O novo trabalho substitui o disco “The Dream Calls for Blood”, lançado em 2013.

Em 2015, o Death Angel chegou a lançar um álbum ao vivo. “The Bay Calls for Blood” trouxe um registro da banda tocando na cidade natal  e veio na esteira do lançamento do DVD “A Thrashumentary”, que traz um documentário sobre a história do grupo.

Considerado um dos grandes talentos do thrash metal e, ao mesmo tempo, uma banda injustiçada na questão do reconhecimento mundial, o Death Angel veio pela primeira e única vez ao Brasil em 2010. O Roque Reverso fez a cobertura dos dois shows brutais que a banda fez na cidade de São Paulo. O primeiro deles foi realizado no Clash Club e o segundo aconteceu o Blackmore Rock Bar.

Ouça abaixo a faixa “The Moth” e confira também a lista de músicas do novo disco de estúdio da banda.

Lista de Músicas

1. The Moth
2. Cause for Alarm
3. Lost
4. Father of Lies
5. Hell to Pay
6. It Can’t Be This
7. Hatred United, United in Hate
8. Breakaway
9. The Electric Cell
10. Let the Pieces Fall

30
mar
16

Ex-Hüsker Dü e Sugar, Bob Mould lança álbum ‘Patch the Sky’

"Patch the Sky" - Reprodução da capaQuem está com disco novo na praça é ninguém menos que Bob Mould, cultuado nome do rock alternativo. O músico norte-americano lançou no dia 25 de março o álbum “Patch the Sky”, que é seu 12º trabalho solo.

Para quem não se lembra logo de cara da importância de Bob Mould, ele foi líder do grupo Hüsker Dü, que despontou no fim dos Anos 70 e fez sucesso nos Anos 80, e da banda Sugar, que foi responsável por alguns hits alternativos nos Anos 90.

“Patch the Sky” sucedeu o disco “Beauty & Ruin”, de 2014. O álbum novo tem 12 músicas e vem sendo bem elogiado pela imprensa especializada e músicos.

Já está disponível para audição, por exemplo, no Spotify e conta, além da versão tradicional do CD, com versões em vinil e em formato digital.

Até o momento, “Patch the Sky” teve apenas uma música contemplada com um clipe. O nome dela é “Voices in My Head”.

A direção e a edição do clipe, lançado em janeiro, é de Alicia J. Rose. A produção é de Lara Cuddy.

Confira abaixo o vídeo de “Voices in My Head” e a lista de faixas do novo disco de Bob Mould.

Lista de Faixas

1. Voices in My Head
2. The End of Things
3. Hold On
4. You Say You
5. Losing Sleep
6. Pray for Rain
7. Lucifer and God
8. Daddy’s Favorite
9. Hands Are Tied
10. Black Confetti
11. Losing Time
12. Monument

29
mar
16

Deftones divulga a faixa ‘Doomed User’, também presente no novo disco previsto para abril

Deftones - Foto: DivulgaçãoO Deftones divulgou recentemente aos fãs via YouTube a faixa “Doomed User”. É mais uma música que estará presente no novo disco da banda norte-americana que será lançado no mês de abril.

“Gore” é o nome do álbum, cuja data exata para chegar aos fãs é o dia 8 de abril. Substituirá o disco “Koi No Yokan”, de 2012.

Antes da faixa “Doomed User”, o público já havia conhecido a música “Prayers/Triangles”, quando foram divulgados os detalhes do disco novo.

“Gore” está em período de pré-venda em sites específicos, como os da Amazon e o iTunes. Além da versão simples em CD, o disco também está sendo disponibilizado, por exemplo, numa versão limitada de vinil duplo.

Ouça abaixo a faixa “Doomed User”:

28
mar
16

Anthrax traz ‘aperitivo de luxo’ em ótimo show de abertura para o Iron Maiden na Arena do Palmeiras

Anthrax na Arena do Palmeiras - Foto: Divulgação MidioramaNão é toda hora que o fã de heavy metal pode ver numa mesma noite a apresentação de duas grandes bandas do quilate do Iron Maiden e do Anthrax. No sábado, dia 26 de março, no Allianz Parque, os sortudos que estavam presentes tiveram a oportunidade de ver o Iron como a atração principal da noite, mas tiveram uma espécie de “aperitivo de luxo” com um curto, mas ótimo show de abertura dos norte-americanos do Anthrax.

A apresentação do veterano grupo de thrash metal trouxe detalhes até então diferentes para quem já havia visto os músicos dos EUA em São Paulo. Na nova Arena do Palmeiras, o Anthrax fez seu show com maior público desde que tocou pela primeira vez na capital paulista em 1993 no saudoso Olympia.

Em contrapartida, trouxe para as 42 mil pessoas o menor repertório de todas 5 vezes que esteve em território paulistano.

Foram apenas 8 músicas, num cenário bem diferente, por exemplo, das apresentações recentes observadas no HSBC Brasil em 2012 e 2013, quando a banda trouxe shows excelentes e memoráveis, com 17 e 14 canções executadas, respectivamente.

Na verdade, o Anthrax é “macaco velho” de shows e foi muito esperto em adotar uma postura que, mais do que tudo, levava em conta não irritar o sempre exigente e fanático público do Iron Maiden. Quem viu o Slayer ser xingado por alguns em 2013 na abertura que fez para a “Donzela de Ferro” na Arena Anhembi, sabe muito bem que a paciência do público não é das maiores quando se espera um dos maiores grupos de heavy metal da história.

Não por acaso, o vocalista Joey Belladonna “massageou o ego” da galera em várias passagens da apresentação do Anthrax. Agradeceu diversas vezes o Iron Maiden pela oportunidade de fazer o show de abertura e foi prontamente ovacionado.

A curta apresentação do Anthrax começou com o megaclássico “Caught in a Mosh”, do disco “Among the Living”, de 1987. Compacta e tradicionalmente mais contemplativa do que o público do thrash metal, a plateia dominante do Iron Maiden não gerou as imensas rodas de mosh que costumam ser vistas nos shows do grupo norte-americano.

Para os fãs do Anthrax que não se arriscaram a criar uma roda de um homem só, a opção foi iniciar diversos bate-cabeças que podiam ser vistos em vários pontos da Pista e da Pista Vip.

Anthrax na Arena do Palmeiras - Foto: Divulgação AnthraxIron Maiden e Anthrax na Arena do Palmeiras - Foto: Divulgação Move ConcertsIron Maiden e Anthrax na Arena do Palmeiras em SP - Foto: Divulgação Iron MaidenIron Maiden e Anthrax na Arena do Palmeiras em SP - Foto: Divulgação Iron Maiden

O set list era enxuto, mas era um clássico atrás do outro. Isso foi visto na dobradinha “Got the Time” e “Antisocial”, que foi extremamente importante para deixar o público ligado.

O som do show do Anthrax, por sinal, estava com uma qualidade, se bobear, até melhor do que o da apresentação do Iron, já que, na performance dos britânicos, algumas estouradas de som puderam ser verificadas em uma ou outra música.

O peso e o volume alto surpreendia e cativava muitos do público que ainda não haviam visto o Anthrax ao vivo. “Fight ‘Em ‘Til You Can’t”, do bom disco “Worship Music”, de 2011, manteve a energia e a qualidade.

Scott Ian continua sendo um dos maiores guitarristas base da história do heavy metal e produzia riffs das mais diversas intensidades, deixando o público hipnotizado. Era difícil não movimentar a cabeça na sintonia dos acordes do brilhante músico.

A passagem do Anthrax pelo Brasil trazia como ingrediente importante o lançamento recente do disco “For All Kings” em fevereiro deste ano. Com a faixa “Evil Twin”, o público pode ter contato com uma amostra ao vivo do novo álbum. Depois do antiga “Medusa”, outra nova, “Breathing Lightning”, também foi executada.

Vale destacar que, por conta de problemas de saúde ligado à cirurgia que fez em 2015 nas mãos, o baterista original Charlie Benante não veio ao Brasil. No seu lugar veio o sempre disponível Jon Dette. que já tocou com Testament e Slayer.

A última do Anthrax na noite do Allianz Parque foi nada menos que “Indians”. Foi nesta música que a ausência de uma grande roda de mosh foi sentida, mas os norte-americanos revelariam uma ótima surpresa aos fãs brasileiros: a participação especial do guitarrista do Sepultura, Andreas Kisser.

Kisser, que tocaria horas mais tarde com o Sepultura no Sesc Pompeia, a poucos metros da Arena do Palmeiras, mandou super bem e ainda deu uma palhinha com o Anthrax na execução de um trecho de “Refuse-Resist”, que levou a plateia à loucura.

No fim, mais um grande show do Anthrax no Brasil, com a garantia de que o público do Iron Maiden aprovou esta ilustre abertura. O guitarrista Scott Ian agradeceu bastante e prometeu que, no ano que vem, o grupo de thrash metal voltará ao Brasil.

Para relembrar a apresentação do Anthrax no Allianz Parque, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Fique com inicialmente com o de “Caught in a Mosh”. Depois, veja os de “Got the Time”, “Antisocial” e “Indians”.

Set list

Caught in a Mosh
Got the Time
Antisocial
Fight ‘Em ‘Til You Can’t
Evil Twin
Medusa
Breathing Lightning
Indians

27
mar
16

Em grande show na Arena do Palmeiras, Iron Maiden define SP como o ‘coração do metal’ no Brasil

Iron Maiden na Arena do Palmeiras em SP - Foto: Reprodução YouTubeO Iron Maiden fechou com chave de ouro sua turnê brasileira para a divulgação do disco “The Book of Souls”. Em São Paulo, para um público de 42 mil pessoas no Allianz Parque, a lendária banda britânica de heavy metal mesclou no sábado, dia 26 de março, músicas do seu mais novo álbum com clássicos indispensáveis de uma carreira.

Na apresentação, o vocalista Bruce Dickinson não escondeu sua satisfação em tocar na capital paulista.

Acabou definindo a cidade como o “coração do metal” no País, levando o público ao êxtase.

Ao lado de outra banda clássica, o Anthrax, que foi uma espécie de “aperitivo de luxo” na abertura da agradável noite paulistana, o Iron Maiden proporcionou à nova Arena do Palmeiras o primeiro evento ligado ao heavy metal dentro do espaço inaugurado em 2014. O local já havia sido palco de outros grandes shows, como os de Paul McCartney e David Gilmour, mas jamais havia passado por uma experiência com a música pesada.

Considerada por grande parte dos fãs de heavy metal como a banda ícone do estilo, o Iron Maiden não decepcionou, mostrando que continua com gás e possibilidade de seguir em frente, mesmo com membros na casa dos 60 anos de idade e com os problemas recentes de Dickinson, que se recuperou em 2015 de um tumor cancerígeno na parte de trás da língua.

A apresentação do Iron Maiden começou na Arena do Palmeiras com cerca de 20 minutos de atraso. Após a já tradicional música “Doctor Doctor”, do UFO, o fiel público da “Donzela de Ferro” já sabia que o show estava para ser iniciado. Luzes apagadas e os telões são acesos com a cena do avião da banda preso numa selva. Ele é salvo pelo mascote Eddie, que arremessa a aeronave para o alto.

As luzes se acendem no palco, onde, no topo, num púlpito, Bruce Dickinson aparece com um capuz preto numa espécie de ritual, cercado por um cenário todo místico e relacionado à cultura maia, com fumaça, pirâmide e tochas acesas. Logo em seguida, o restante do grupo vem com tudo ao palco, levando o Allianz Parque inteiro ao delírio na execução da música “If Eternity Should Fail”.

Com exceção da antiga “Children of the Damned”, do clássico álbum “The Number of the Beast”, de 1982, as cinco primeiras canções foram do disco novo. Destas “Speed of Light”, que ficou famosa por causa do clipe moderno e cheio de feitos que homenagearam os videogames, foi a que mais empolgou o público, já que tem todas as características de um hit.

Na maior parte deste primeiro trecho do show, o público do Iron Maiden manteve a atitude de contemplação, mais quieto do que nas execuções dos clássicos, como se estivesse avaliando a banda tocando as canções novas. Este comportamento mudou automaticamente quando o primeiro sucesso incontestável do grupo foi iniciado.

Em “The Trooper”, do ótimo disco “Piece of Mind”, de 1983, a Arena inteira do Palmeiras começou a cantar e a pular sem parar. Música obrigatória em todos os repertórios de shows do Maiden, ela foi tocada com maestria pelo grupo, enquanto Dickinson, na tradicional roupa de soldado da Primeira Guerra Mundial, empunhava a bandeira do Reino Unido.

Para o fã acostumado com os show do Iron Maiden, “The Trooper” é um dos muito momentos manjados das apresentações do grupo. Nem por isso deixa de ser interessante e vibrante, dada a capacidade de levantar e empolgar  a plateia. Para os fãs que vivem a primeira experiência da “Donzela de Ferro”, a momento dificilmente sai de maneira rápida da mente.

Iron Maiden na Arena do Palmeiras em SP - Foto: Reprodução YouTubeIron Maiden na Arena do Palmeiras em SP - Foto: Reprodução YouTubeIron Maiden e Anthrax na Arena do Palmeiras em SP - Foto: Divulgação Move ConcertsIron Maiden na Arena do Palmeiras em SP - Foto: Divulgação MidioramaIron Maiden e Anthrax na Arena do Palmeiras em SP - Foto: Divulgação Iron MaidenMaiden2Iron Maiden na Arena do Palmeiras em SP - Foto: Reprodução YouTubeIron Maiden na Arena do Palmeiras em SP - Foto: Divulgação Midiorama

O show segue com outro clássico, “Powerslave”, faixa-título daquele que é considerado por muitos o melhor álbum do Iron Maiden. Poderosa em com um dos mais atraentes riffs da história do grupo, a canção foi capaz de provocar as mais diversas reações entre os fãs: desde o tradicional bate-cabeça, a rodas (que já haviam sido vistas em “The Trooper”) e gente pulando freneticamente.

Mais duas do novo disco foram tocadas na sequência: “Death or Glory” e “The Book of Souls”, que trouxe o mascote de 3 metros Eddie na sua tradicional caminhada sobre o palco para completo delírio da multidão fanática. O boneco, que, no Brasil, já apareceu com camisa de futebol, cheio de faixas de múmia, com roupagem futurística de Blade Runner e até de pirata, desta vez, veio com o mesmo tema maia da capa do álbum recente.

Além da costumeira brincadeira que costuma fazer com o agitado guitarrista Janick Gers, Eddie acabou tendo seu coração arrancado por Bruce Dickinson, em mais uma das sacadas teatrais que só o Iron Maiden tem a manha de fazer no rock n’ roll.

Após a performance teatral, o Iron Maiden trouxe de uma vez só três ultraclássicos de sua carreira: “Hallowed Be Thy Name”, “Fear of the Dark” e “Iron Maiden”.

A primeira é uma das músicas mais completas do grupo. A letra interessante, que narra os momentos que antecedem a forca de um condenado, ganha a companhia de uma melodia poderosíssima, com direito à exibição magistral das guitarras de Dave Murray e Adrian Smith, na companhia do baixo matador do incansável líder Steve Harris e das batidas certeiras do batera Nicko McBrain. Dickinson, vestido exatamente de condenado e com um pedaço da corda da forca em mãos, deu o tradicional show de interpretação e ainda chegou a bater a corda nos pratos da bateria de McBrain.

Buscapé

“Fear of the Dark” é o momento de êxtase pleno do público. Pode ser tão manjada quanto “The Trooper”, mas inegavelmente é a música que levanta até os mortos da tumba. Com o Allianz Parque totalmente iluminado pelos celulares da plateia, o coro que se ouviu na introdução foi capaz de arrepiar o mais frio dos humanos. Com a acústica ótima da nova arena palmeirense, a sensação ficou ainda mais marcante, como se o caldeirão tradicional dos jogos de futebol da equipe alviverde tivesse sido transportado para o show de uma das maiores bandas da história de todo o rock.

“Iron Maiden”, outro clássico sempre presente, trouxe novos efeitos pirotécnicos e a costumeira aparição de Eddie, no formato ainda maior, no fundo do palco. Desta vez, a banda optou por um boneco inflável imenso com a temática da capa do novo álbum. Mesmo mais simples que em shows anteriores, o mascote enorme empolgou os já emocionados fãs do grupo.

Após a pausa para o bis, foi a vez da marcante “The Number of the Beast”. Desde a tradicional fala da introdução até o fim da música, os fãs cantaram letra por letra desta canção histórica. Era véspera de Páscoa, sábado de Aleluia. E o ambiente do Allianz Parque era de pura devoção aos embaixadores do heavy metal.

Na sequência, “Blood Brothers”, do disco “Brave New World”, de 2000, não é exatamente um clássico do Iron Maiden, mas, desde que foi apresentada no Brasil pela primeira vez no Rock in Rio de 2001, sempre teve o poder de fazer o público cantar junto.

Bruce Dickinson lembrou que a banda já é uma assídua visitante do País desde o primeiro Rock in Rio na década de 80. Exaltou o Brasil e especialmente São Paulo, considerado por ele o “coração do metal” no País. Chegou a provocar os paulistas com a tradicional rivalidade com os cariocas, mas recordou que todos viviam em um mesmo País, num ótimo recado à turminha do ódio que vem aproveitando o momento político conturbado brasileiro para destilar todo o sentimento mais negativo que o ser humano é capaz.

A última da apresentação do Iron Maiden foi a sempre belíssima “Wasted Years”, que é um dos sucessos mais admirados da banda aqui no Brasil. Com uma das melodias mais marcantes da história do heavy metal, o clássico fechou com chave de ouro o grande show do grupo britânico.

Há quem tenha reclamado de um set list curto para a história do Iron Maiden e da ausência de outros sucessos. Pode ser até que o público ficou mal acostumado com as turnês de 2013 e de 2008. Este foi, no entanto, o repertório idêntico às demais apresentações da banda no Brasil na turnê que passou também pelo Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Fortaleza.

Em tempos nos quais grandes nomes do rock, como Lemmy Kilmister e David Bowie, estão morrendo, momentos com os shows do Iron Maiden precisam ser ainda mais valorizados, já que nunca se sabe se aquela vai ser a última apresentação do grupo no Brasil. O que tranquiliza é que os músicos mostraram que ainda têm gás e capacidade para trazer grandes shows ao seu público exigente e fiel. Dickinson prometeu voltar. Resta a todos a torcida para a banda cumprir a promessa.

Para relembrar o grande show do Iron Maiden no Allianz Parque, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Fique com a abertura por meio da música “If Eternity Should Fail”. Na sequência, fique com “Hallowed Be Thy Name”, “Fear of the Dark” e “Iron Maiden”. Depois, veja as performances do Iron em “The Number of the Beast” e “Wasted Years”.

Set list

If Eternity Should Fail
Speed of Light
Children of the Damned
Tears of a Clown
The Red and the Black
The Trooper
Powerslave
Death or Glory
The Book of Souls
Hallowed Be Thy Name
Fear of the Dark
Iron Maiden

The Number of the Beast
Blood Brothers
Wasted Years

25
mar
16

Banda The Sisters of Mercy voltará ao Brasil para show em SP em setembro

The Sisters of Mercy em SP - Reprodução do cartaz do showO grupo The Sisters of Mercy voltará ao Brasil em setembro para se apresentar em São Paulo. A banda britânica tocará no Tom Brasil (antigo HSBC) no dia 16 daquele mês.

De acordo com a produtora Top Link, ainda não há informações sobre preços dos ingressos, mas elas serão divulgadas em breve ao público.

Até o momento, o que se sabe é que a loja Consulado do Rock, na Galeria do Rock, venderá as entradas, assim como o site Ingresso Rápido.

Nesta nova turnê mundial, o The Sisters of Mercy tem apresentado clássicos de todos os álbuns e algumas faixas menos badaladas. O repertório costuma ter mais de 20 músicas.

No set list, clássicos como “More”, “Lucretia My Reflection”, “Vision Thing”, “Temple of Love” e “This Corrosion” estão presentes.

Atualmente, a banda é formada por Adrew Eldritch (vocal), Doktor Avalanche (bateria e baixo), Chris Catalyst (guitarra) e Ben Christo (guitarra).

Desde o seu primeiro álbum, “First And Last And Always”, de 1985, o Sisters of Mercy tornou-se um dos grandes nomes do rock alternativo britânico graças a uma sonoridade soturna e original. Os CDs posteriores, “Floodland” (1987) e “Vision Thing” (1990), ajudaram a firmar o nome do grupo em todo o mundo, incluindo o Brasil, onde tocaram pela primeira vez em 1990.

Exatamente desde 1990, o grupo não lança discos novos. Permanece, entretanto, a banda permaneceu se apresentando ao vivo em festivais e shows próprios. Em mais de 30 anos de carreira, o grupo teve diversas formações, sempre mantendo seu líder, o cantor e compositor Andrew Eldritch.

Em 2012, a banda passou pelo Brasil. Tocou em São Paulo no saudoso Via Funchal, onde atraiu um bom público para o show.

24
mar
16

Disco que marcou início de 2ª era de sucesso para o Van Halen, ‘5150’ faz 30 anos e continua vigoroso

"5150" - Reprodução da capa do discoPor Rafael Franco*

Lançando pela gravadora Warner Bros. Records em 1986, o disco “5150”, do Van Halen, completa 30 anos de seu lançamento nesta quinta-feira, dia 24 de março de 2016. Sétimo álbum de estúdio do grupo, ele marcou o início de uma segunda era gloriosa e de muito sucesso para a banda, considerada uma das melhores do cenário do rock em todos os tempos.

Foi o primeiro disco lançado pelo grupo após a primeira saída de David Lee Roth, lendário vocalista que acabou deixando a banda por causa de atritos com Eddie Van Halen, guitarrista já consagrado, que, ao lado do irmão e baterista Alex, batizou com o seu sobrenome o quarteto que então também contava com Michael Anthony (baixista).

A saída de Lee Roth ocorreu depois da turnê de promoção do icônico disco “1984”, também um grande sucesso do Van Halen, cujo principal hit, “Jump”, foi o único single da banda a alcançar o topo das paradas da Billboard. Mas, apesar da saída do astro, o Van Halen voltou em grande forma em 1986 com a introdução de Sammy Hagar como vocalista.

Dono também de uma voz poderosa, embora sem a mesma técnica vocal de seu antecessor, Hagar já era um artista solo de sucesso depois de ter feito parte da banda Montrose. E ele acabou encaixando perfeitamente no grupo para um disco que se tornaria o primeiro do Van Halen a encabeçar o top 200 da Billboard.

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23
mar
16

Noel Gallagher mostrou no Lollapalooza que não precisa dos músicos do Oasis para brilhar

Noel Gallagher no Lollapalooza 2016 - Foto: Divulgação/I Hate FlashOs fãs brasileiros que choram até hoje o fim do Oasis tiveram uma certeza, no Lollapalooza 2016, sobre um eventual retorno do grupo: Noel Gallagher está contente e disposto com sua atual banda e, mais do que isso, não precisa dos músicos do Oasis para brilhar.

Escalado como atração importante no Palco Skol no domingo, dia 13 de março, o Noel Gallagher’s High Flying Birds não apenas fez um show digno como deu esperanças para quem procura algo interessante no momento atual de pouca inspiração do rock.

Mesclando músicas dos dois álbuns da curta carreira do Noel Gallagher’s High Flying Birds com alguns clássicos do Oasis, Gallagher satisfez o público presente.

O vocalista e guitarrista proporcionou momentos bacanas para a plateia, que já havia visto minutos antes, no Palco Onix, uma grande apresentação do grande Alabama Shakes.

A proximidade dos horários deste dois shows, por sinal, fez o público correr de um palco para o outro, já que havia o risco de perder o começo da apresentação de Noel & Cia. O verdadeiro “formigueiro humano” criado por aqueles que não queriam perder o show chegou a surpreender quem não estava acostumado com grandes festivais.

As primeiras músicas executadas pelo Noel Gallagher’s High Flying Birds foram dos dois discos do grupo: “Noel Gallagher’s High Flying Birds”, de 2011, e “Chasing Yesterday”, lançado em 2015.

Das canções tocadas, destaque para a ótima “In the Heat of the Moment”, que levantou o público.

Com uma banda bem afiada e sem firulas, Gallagher pareceu até menos mal-humorado que nos tempos do Oasis, quando vivia brigando com seu irmão Liam. Não que ele tenha conversado animadamente com a plateia ou que tenha sorrido alegremente, mas era bem visível que havia ali uma satisfação em tocar para um público enorme e ávido por música de qualidade.

Noel Gallagher no Lollapalooza 2016 - Foto: Divulgação/I Hate FlashNoel Gallagher no Lollapalooza 2016 - Foto: Divulgação/I Hate FlashNoel Gallagher no Lollapalooza 2016 - Foto: Divulgação/I Hate FlashNoel Gallagher no Lollapalooza 2016 - Foto: Divulgação/I Hate Flash

Quem vai a um show de rock sabe que o público já fica feliz com o básico: banda interessada, tocando com qualidade e sem frescuras. E foi isso que foi visto.

A primeira do Oasis na noite foi nada menos que “Champagne Supernova”, do disco “(What’s the Story) Morning Glory?”, de 1995. Depois disso, se havia alguém que tinha torcido o nariz para o grupo mais recente de Gallagher, tudo ficou de lado e a satisfação imperou de vez no Autódromo de Interlagos.

Entre as outras tantas músicas do Oasis que integraram o set list, houve destaque nas execuções de “Live Forever”, “Listen Up” e “Wonderwall”.

Mas nada pode ser comparado com o que foi visto no ultraclássico “Don’t Look Back in Anger”. A música que virou praticamente um hino do Oasis valeu por todo o show do Noel Gallagher’s High Flying Birds.

Fãs emocionados cantaram a canção do início ao fim e saíram satisfeitos com o após o fim do show. Noel Gallagher, por sua vez, do seu jeito, mostrou satisfação com a reação da plateia e proporcionou com seu grupo uma das melhores apresentações do Lollapalooza 2016.

Para relembrar a apresentação no festival, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Para começar, veja a banda tocando “In the Heat of the Moment”. Depois assista o grupo tocando “Champagne Supernova”, “Wonderwall” e “Don’t Look Back in Anger”, apesar da incrível e tradicional falta de capacidade do Multishow captar o som do público. Se quiser ver o show na íntegra, clique aqui.

Set list

Everybody’s on the Run
Lock All the Doors
In the Heat of the Moment
Riverman
The Death of You and Me
You Know We Can’t Go Back
Champagne Supernova
Dream On
Listen Up
The Mexican
Digsy’s Dinner
If I Had a Gun…
Wonderwall
AKA… What a Life!
Don’t Look Back in Anger

22
mar
16

Set list, fotos e vídeos do show do Bad Religion no Lollapalooza 2016

Bad Religion no Lollapalooza 2016 - Foto: Divulgação Lollapalooza/I Hate FlashO Bad Religion foi uma das grandes atrações do Lollapalooza 2016 no Autódromo de Interlagos. A veterana banda norte-americana de punk rock fez um show elogiado por crítica e público no Palco Skol no primeiro dia do festival realizado na capital paulista.

Mesmo tocando num horário que poderia ser outro, por exemplo, no período noturno, o grupo trouxe uma incrível seleção de sucessos que contemplou praticamente toda a extensa carreira.

Não ficaram de fora músicas bacanas que ajudaram a construir a história do rock, como “21st Century (Digital Boy)”, “Infected”, “Generator” e “American Jesus”.

Para muitos fãs e jornalistas presentes, chamou a atenção a inexplicável falta de empolgação de uma parte do público. Na verdade, o que mais parecia era que, apesar da imensa legião do pessoas com a camiseta do grupo, havia uma grande parcela da plateia que estava sendo apresentada à banda pela primeira vez ou conhecia apenas um ou outro hit.

Sim, houve rodas de mosh em vários momentos. Mas alguns clássicos, como “Generator” foi recebido com menos intensidade do que o recomendado.

Bad Religion no Lollapalooza 2016 - Foto: Divulgação Lollapalooza/I Hate FlashBad Religion no Lollapalooza 2016 - Foto: Divulgação Lollapalooza/I Hate FlashBad Religion no Lollapalooza 2016 - Foto: Divulgação Lollapalooza/I Hate FlashBad Religion no Lollapalooza 2016 - Foto: Divulgação Lollapalooza/I Hate Flash

O resumo final foi, porém, de um show digno desta banda que sempre mandou muito bem ao vivo em todos os shows que realizou no Brasil.

Para relembrar o show do Bad Religion no Lollapalooza, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Fique com os de “Fuck You”, “Sorrow” e “American Jesus”.

Set list

Fuck You
21st Century Digital Boy
Overture
Sinister Rouge
Come Join Us
New America
Do What You Want
You are the government
Delirium of disorder
Suffer
The New Dark Ages
Supersonic
Prove It
Can’t Stop It
Atomic Garden
Los Angeles Is Burning
I Want To Conquer The World
Punk Rock Song
You
Fuck Armageddon… This Is Hell
Infected
Sorrow
Generator
American Jesus

20
mar
16

D.R.I. cancela mais uma turnê que passaria pelo Brasil

D.R.I. - Foto: DivulgaçãoPode parecer uma piada, mas é verdade. O D.R.I., grande banda de crossover thrash que já escreveu seu nome na história do rock pesado, cancelou mais uma turnê que passaria pelo Brasil. Segundo o grupo, os shows que aconteceriam no Chile, Argentina, Brasil e México foram cancelados.

Os músicos alegam que “os termos do acordo não foram cumpridos”. Segundo o D.R.I., o problema está ligado ao pagamento, que teria sido feito pela metade do combinado.

O D.R.I. tinha dois shows agendados em São Paulo, no dia 22, e no Rio de Janeiro no dia seguinte. Na capital paulista, o local escolhido era o Inferno Club. No Rio, tocaria no Teatro Odisseia.

Pelo lado dos produtores, a insatisfação é imensa. A produtora Dark Dimensions confirmou o cancelamento e enfatizou que o problema está ligado com os produtores dos outros países. Mas apurou que o D.R.I. recebeu 50% na assinatura e os outros 50% seriam pagos na chegada na Argentina e no México.

“Portanto, quem queria mudar o acordo foi a banda e não os dois produtores”, destacou a Dark Dimensions, lembrando que não é a primeira vez que o grupo cancela uma turnê na região. “O D.R.I. inclusive já entrou em polêmica ao cancelar uma longa tour pelo Brasil, em 2014, que estava sob a responsabilidade de outra produtora, porque o guitarrista ficou com preguiça de buscar os vistos!”

De fato, a banda norte-americana cancelou mesmo a turnê em 2014. Do lado do D.R.I., a versão havia sido que a produtora Open the Road teria concordado fazer um pagamento ao grupo trinta dias antes da turnê, mas depois teria se recusado a cumprir o acordado. Do lado da produtora, o cancelamento aconteceu porque a banda não tirou os vistos de trabalho solicitados desde o inicio de outubro.

Agora em 2016, a Dark Dimensions disse que foram gastos mais de US$ 18.000 em despesas com passagens áreas, vistos e outros custos burocráticos, que já estavam em poder do manager do grupo. “O único voo que não foi enviado ao D.R.I. foi a ponte área Monterrey – Cidade do México, pois o promoter mexicano havia se comprometidos de comprar as passagens antes do embarque, pois existem diversos voos, de hora em hora, e os músicos não teriam qualquer tipo de imprevistos”, destacou a produtora, lamentando o ocorrido.

Conforme a Dark Dimensions, os fãs terão que fazer o seguinte procedimento para o ressarcimento: para as compras efetuadas pelo site Sympla, entrar em contato com o SAC da empresa; em relação às compras efetuadas nos pontos de venda autorizados e site Clube do Ingresso, os clientes deverão entrar em contato no e-mail faleconosco@clubedoingresso.com ou no telefone (11) 2626.1913.

18
mar
16

Alabama Shakes foi destaque do Lollapalooza e entregou aos fãs show ainda melhor no Audio Club

Alabama Shakes em SP - Foto: Divulgação Audio ClubO Alabama Shakes foi um dos grandes destaques do Lollapalooza 2016 em São Paulo. Não bastasse ter feito um dos melhores shows no festival realizado no Autódromo de Interlagos, o grupo norte-americano liderado pela sensacional vocalista e guitarrista Brittany Howard entregou aos fãs uma apresentação ainda melhor no Audio Club, pequena casa de shows da capital paulista, que ficou com a lotação completamente esgotada de 3 mil pessoas.

Premiadíssima pelo ótimo álbum “Sound & Color”, de 2015, com direito à conquista de 4 prêmios Grammy na cerimônia realizada em fevereiro de 2016, o Alabama gerou uma oportunidade rara ao público paulistano: de assistir a um show num local amplo e aberto para um público gigante e de ver uma apresentação intimista e com um repertório bem maior num local pequeno e fechado.

O detalhe é que isso aconteceu em um intervalo de dois dias, já que o grupo se apresentou no Lollapalooza, no dia 13 de março, um domingo à tarde, e no Audio, na segunda-feira, dia 14, à noite, quando o show fez parte da série Lolla Parties.

Dadas as circunstâncias naturais de um festival, o grupo tocou menos músicas no Lolla, um total de 13 faixas, contra nada menos que 20 no Audio Club. O tempo de duração também foi menor, com 1 hora em Interlagos e pouco mais de 1h30 no Audio Club.

No Lollapalooza, o Alabama era uma das atrações mais esperadas do festival. Escalada para tocar no Palco Onix, a banda começou o show às 16h45, dentro do previsto. O próprio relevo do local montado para o palco, uma espécie de vale, favoreceu uma aglomeração bem distribuída do grande público. Havia aqueles que preferiram ficar no fundo e no topo, com uma boa visão do grupo tocando no vale. Havia o público tentando se aproximar do palco também, mas tudo numa situação bem tranquila, com direito até a pais que levaram filhos pequenos para acompanhar a apresentação.

A performance do Alabama começou com uma fina garoa e com vento, mas, aos poucos, o céu foi limpando e até um sol apareceu durante o show. Aliás, as viradas do tempo foram uma marca no Lollapalooza, com diversas situações climáticas durante várias apresentações do festival. Pelo menos a chuva forte que chegou a ser imaginada com nuvens bastante carregadas acima do autódromo não chegou a ser confirmada em nenhum momento do evento durante os dois dias.

Falando em tempestade, a vocalista e guitarrista Brittany Howard é um verdadeiro furacão sonoro. Com um poder vocal de dar inveja, ela não parece ser deste planeta, propiciando momentos que fazem qualquer fã ficar de boca aberta com sua capacidade.

Tudo isso contando com uma apoio fenomenal dos demais músicos do Alabama. Heath Fogg (guitarra), Zac Cockrell (baixo), Steve Johnson (bateria), Ben Tanner (teclados) e Paul Horton (teclados), além dos cantores de apoio, são excepcionais.

Dentre as 13 músicas tocadas, alguns dos destaques da apresentação no Lollapalooza foram os hits “Hold On” e “Don’t Wanna Fight”, esta a vencedora de melhor música de rock da premiação realizada neste ano pelo Grammy nos Estados Unidos.

O show no Lolla foi relativamente curto para a importância atual do Alabama, mas, além de colocar a banda entre os destaques da edição de 2016, ratificou a admiração de jornalistas e fãs que já haviam considerado o grupo com a revelação do mesmo festival em 2013, quando a edição foi realizada no Jockey Club de São Paulo.

Alabama Shakes no Lollapalooza - Foto: Divulgação Lollapalooza/I Hate FlashAlabama Shakes no Lollapalooza - Foto: Divulgação Lollapalooza/I Hate FlashAlabama Shakes no Lollapalooza - Foto: Divulgação Lollapalooza/I Hate FlashAlabama Shakes no Lollapalooza - Foto: Divulgação Lollapalooza/I Hate Flash

O memorável show no Audio Club

Quem havia achado o show do Alabama bom no Lollapalooza multiplique, por favor, por 10, para ter uma noção do que foi a apresentação no Audio Club.

Casa completamente lotada e uma apresentação que, se levada em conta a qualidade técnica musical, está entre as melhores (se não for a melhor) vista por este jornalista em 26 anos de histórico de shows acompanhados ao vivo.

A apresentação do Alabama estava sendo aguardada para as 23h30, logo depois do show do grupo Cold War Kids, outra atração gringa que tocou no festival e que subiu ao palco do Audio uma hora antes com uma performance competente, mas que ficou pequena perto da atração principal.

Desde a abertura da pequena casa de shows, era possível notar certa ansiedade do público para ver o Alabama. Além disso, o clima entre as pessoas era muito bacana. Na pista, era possível encontrar muitos jornalistas musicais das antigas, como Roberto Maia, da 89FM, um dos primeiros a mostrar a banda ao público brasileiro.

Nos camarotes, muitos atores, cantores e diversos representantes da cena cultural estavam presentes para ver o talento de Brittany Howard. Tudo isso em pleno fim de noite de segunda-feira, reforçando a imagem de que São Paulo é definitivamente uma cidade inigualável em matéria de diversão noturna.

O Alabama subiu ao palco do Audio por volta de 23h40, com a mesma estratégia do Lolla, apresentando músicas dos dois álbuns da carreira: os ótimos “Boys & Girls”, de 2012, e o premiadíssimo “Sound & Color”, de 2015.

Durante o show, chamou a atenção para o fato de o público ficar tão vidrado no que estava sendo mostrado que a tradicional chuva de celulares que vem virando uma marca das apresentações musicais não foi vista com a mesma intensidade. A plateia não se contentava em gritar ou aplaudir. Ela praticamente “urrava” a cada fim de música comandada por Brittany, tendo a plena consciência que estava vendo uma banda de alto quilate no seu auge.

Essa mulher, caros leitores, não merece todos os elogios feitos só porque canta demais, mas também porque toca muito guitarra e em vários estilos, do blues a momentos mais pesados do rock. Na música “Gemini”, por exemplo, que foi a última antes do Bis, ela chegou a fazer um solo de guitarra que lembrou os timbres de Steve Vai, num dos grandes momentos do show.

Antes desta canção, durante toda a apresentação, desfilou uma qualidade impecável, levando aos críticos musicais a duas constatações possíveis: ou ela nasceu com este dom e é um ser abençoado por Deus; ou passou a vida inteira se dedicando exaustivamente para chegar a este nível impressionante.

Alabama Shakes em SP - Foto: Divulgação Audio ClubAlabama Shakes em SP - Foto: Divulgação Audio ClubAlabama Shakes em SP - Foto: Divulgação Audio ClubAlabama Shakes em SP - Foto: Divulgação Audio Club

 

“O Lollapalooza foi divertido, mas eu estava muito animada pra fazer isso hoje”, disse ao público, numa das poucas vezes que saiu de sua timidez tradicional, levando todos no Audio Club a uma vibração incrível e com a sensação de que aquele era um momento para ser guardado para sempre na mente.

A sequência de músicas com “The Greatest”, “Shoegaze”, “Hold On” e “Joe”, tocada na metade da apresentação, é quase uma síntese do show do Alabama na casa de shows paulistana. Foi possível ver o grupo na velocidade e vigor da primeira canção, na cadência cativante das duas seguintes e na levada mais lenta da última, que foi, na verdade um grande presente para o público, já que é uma faixa bônus (ouça aqui) da edição japonesa do disco “Sound & Color”.

Para quem não havia ouvido “Joe” ou para quem já conhecia, aquele momento vai ficar marcado para sempre. Deixando a guitarra de lado, Brittany Howard circulou pelo palco com o microfone em mãos e chegou a fazer pessoas chorarem com a belíssima interpretação. Não, não era uma reação de fãs no estilo tietes. Era uma reação a algo que só a performance espetacular de boas músicas é capaz de proporcionar.

Vale também destacar grandes momentos (acima da média já elevada) em “Dunes”, “Hang Loose” e “Heartbreaker”, esta última também capaz de causar reações emocionantes no mais frio dos seres humanos.

Em “Don’t Wanna Fight”, mais uma vez a mais aguardada, a banda mostrou-se afiadíssima, como se o público estivesse ouvindo a música na sala de estar de casa, tamanha a qualidade sonora. Ao fim da canção, os músicos foram aplaudidos por cerca de 3 minutos sem parar, numa atitude rara das plateias de shows de rock e que fez até o Alabama Shakes se surpreender.

Sem a menor dúvida, foi uma das melhores apresentações vistas na cidade de São Paulo em muito tempo. Felizardos aqueles que tiveram a oportunidade de presenciar aquilo e guardar para sempre na mente e no coração o que foi proporcionado por Brittany Howard.

Em tempos nos quais o ódio na política vem, infelizmente, dominando a vida de muitos brasileiros, o Alabama Shakes serviu para compensar este triste momento de um país tradicionalmente feliz com algo capaz de lavar a alma de quem aprecia a boa música. Vida longa ao Alabama Shakes e, principalmente, a esta espetacular vocalista e guitarrista!

Para relembrar os grandes momentos da banda em São Paulo, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube dos shows no Lollapalooza e no Audio Club. Fique com os vídeos de “Hang Loose”, “Hold On”, “Shoegaze”, “Don’t Wanna Fight” e “Over My Head”.

Set list Lollapalooza

Future People
Dunes
Rise to the Sun
Hang Loose
Shoegaze
Miss You
Be Mine
The Greatest
Hold On
You Ain’t Alone
Over My Head
Don’t Wanna Fight
Gimme All Your Love

 

Set list Audio Club

Future People
Dunes
Hang Loose
Rise to the Sun
Heartbreaker
Guess Who
Miss You
The Greatest
Shoegaze
Hold On
Joe
On Your Way
I Ain’t the Same
Be Mine
Don’t Wanna Fight
Gimme All Your Love
Gemini

Sound & Color
You Ain’t Alone
Over My Head

 

16
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16

Slayer divulga clipe da música ‘You Against You’

Slayer - Foto: DivulgaçãoO Slayer divulgou nesta quarta-feira, 16 de março, o clipe da música “You Against You”. É mais um vídeo do disco “Repentless”, que foi lançado em setembro de 2015.

Tal qual o clipe anterior, da faixa-título, o Slayer apostou numa história bastante violenta para o vídeo, daquelas que costumam chocar a sociedade e que o grupo adora.

Novamente, o clipe da banda contou com a direção de BJ McDonnell. A produção é de Felissa Rose.

O clipe de “You Against You” foi gravado no deserto de Mojave, na Califórnia, no início deste ano em um cemitério de jatos, aviões e helicópteros.

Traz o ator Jason Trost no papel de um presidiário com apenas um olho que se rebela contra as circunstâncias que o levaram a ser preso, na avaliação dele, injustamente.

O álbum “Repentless”, cuja capa foi criada pelo brasileiro Marcelo Vasco, é o 11° de inéditas do Slayer e o primeiro da banda desde a morte do guitarrista Jeff Hanneman.

É também o primeiro disco com guitarrista Gary Holt definitivamente como titular e o primeiro disco desde a saída conturbada do grande baterista Dave Lombardo, que foi substituído pelo competente Paul Bostaph.

A produção do álbum “Repentless” é de Greg Fidelman e de Terry Date. O disco também traz o Slayer estreando na gravadora Nuclear Blast, já que a banda decidiu deixar, em 2014, a American Recordings após 28 anos.

Veja abaixo o novo clipe do grupo:




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