Arquivo para fevereiro \29\UTC 2016

29
fev
16

Rede de cinemas exibirá edição especial do filme ‘A Hard Day’s Night’, dos Beatles, em março

The Beatles: A Hard Day's Night" - Reprodução do Cartaz do filmeOs fãs dos Beatles terão a oportunidade de assistir nos cinemas a um dos filmes clássicos da banda em março. Nos dias 3, 6 e 8, a rede Cinemark exibirá a edição comemorativa de 50 anos do filme “The Beatles: A Hard Day’s Night”.

Lançado originalmente em 1964 em preto e branco, a película musical dirigida por Richard Lester retratou o período da beatlemania, alcançando grande sucesso de público e crítica.

Em 2014, o filme foi remixado e remasterizado no estúdio Abbey Road, em Londres, em comemoração aos seus 50 anos.

No Brasil, o filme chegou ser chamado nos Anos 60 de “Os Reis do Iê, Iê, Iê” e ajudou a difundir os sucessos da maior banda da história da música.

No filme, além de toda a febre da beatlemania retratada, os Beatles tocam algumas de suas canções, que foram lançadas em um álbum com mesmo nome.

As exibições do filme “The Beatles: A Hard Day’s Night” acontecem em Aracaju (Shopping Jardins), Belo Horizonte (BH Shopping), Brasília (Pier 21), Cuiabá (Goiabeiras Shopping), Curitiba (Shopping Mueller), Florianópolis (Floripa Shopping), Goiânia (Flamboyant), Londrina (Boulevard Londrina), Natal (Midway Mall), Niterói (Plaza Shopping), Porto Alegre (Barra Shopping Sul), Recife (RioMar), Rio de Janeiro (Downtown), São Paulo (Eldorado, Cidade São Paulo, Metrô Santa Cruz e Pátio Higienópolis), Santos (Praiamar Shopping) e Vila Velha (Shopping Vila Velha).

Os ingressos podem ser adquiridos na internet, no site da Cinemark (www.cinemark.com.br) ou nas bilheterias dos cinemas participantes. Os valores são R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia). Clientes Cinemark Mania têm 50% de desconto no valor do ingresso.

26
fev
16

Efeitos da idade ficam nítidos, Stones dosam show em SP, mas festa do rock prevalece e emociona

The Rolling Stones em SP - Foto: Divulgação Time For Fun/Marcos de Paula/Staff ImagesOs Rolling Stones finalmente retornaram a São Paulo e fizeram uma grande apresentação no Estádio do Morumbi para 65 mil pessoas na quarta-feira, 24 de fevereiro. Após 18 anos sem tocar em solo paulistano, os efeitos da idade avançada dos membros da banda ficaram nítidos, bem como a dosagem na primeira metade do show para algo mais leve que as passagens anteriores de 1995 e de 1998, com o intuito de preservar o gás para o final. Nem por isso, a festa do rock n’ roll deixou de prevalecer, emocionar e representar mais um momento histórico para os fãs.

Com a maioria dos seus integrantes com idade acima de 70 anos, o que mais impressionou foi o simples fato de eles estarem ali com vitalidade no palco, provando que não é preciso se tornar num velho ranzinza para viver a parte final da vida, mas, sobretudo, transformar o que poderia ser, para alguns, doloroso em momento de descontração, alegria e celebração de um estilo musical.

Show dos Stones é sinônimo de alegria e festa. Na primeira de duas apresentações na capital paulista pertencentes à turnê latino-americana Olé (a segunda foi agendada para o dia 27 de fevereiro), o script foi bastante parecido com o adotado dias antes no show realizado no Estádio do Maracanã em 20 de fevereiro no Rio de Janeiro e deve se repetir na apresentação prevista para o dia 2 de março em Porto Alegre.

Com mudanças pontuais no set list em relação ao show da capital fluminense, os Stones entregaram ao público paulistano um show honesto, de qualidade e até com algumas raridades bem escolhidas. Sem vergonha alguma de se poupar no começo da apresentação com uma toada mais leve, mas longe de ser desanimada, a banda britânica transformou a segunda metade do show num festival de hits históricos e inigualáveis do rock n’ roBanner Stonesll.

Caos para chegar

Extremamente criticado pela distância em relação à zona central da cidade, pela falta de opções de transportes suficientes e pela inexistência de estacionamentos oficiais, o Estádio do Morumbi provou que, no atual cenário do cada vez mais complexo trânsito paulistano, é um lugar ruim para shows em dias úteis. Com a chuva insistente que caiu sobre a capital paulista durante a quarta-feira, o que se viu nas redondezas do estádio foi um verdadeiro caos para os fãs chegarem ao local.

Quem optou pela vinda por meio de ônibus, mesmo com a longa caminhada da Avenida Francisco Morato até a porta do estádio, teve melhor sorte do que o fã que escolheu o automóvel como opção. Não foram poucas as pessoas que conseguiram chegar apenas quando a apresentação dos Stones estava prestes a começar, perdendo, por exemplo, o show de abertura dos Titãs.

Na saída do estádio, quem preferiu se descolar a pé até a Francisco Morato para arriscar os ônibus especiais que levavam o público até o centro da cidade voltou a se dar bem. Quem estava de carro demorou demais para chegar em casa e quem tentou o táxi precisou de uma boa dose de paciência para encontrar algum motorista que não quisesse faturar um a mais, aproveitando-se da demanda alta por transporte num momento de oferta escassa.

The Rolling Stones em SP - Foto: Divulgação Time For Fun/Marcos de Paula/Staff ImagesThe Rolling Stones em SP - Foto: Divulgação Time For Fun/Marcos de Paula/Staff ImagesThe Rolling Stones em SP - Foto: Divulgação Time For Fun/Marcos de Paula/Staff ImagesThe Rolling Stones em SP - Foto: Divulgação Time For Fun/Marcos de Paula/Staff Images

O show

O show dos Stones começou por volta das 21h15, quando a chuva havia dado uma parada. Diferente do temporal visto em 2014 em São Paulo no show de outro ícone do rock, o ex-Beatle Paul McCartney, no Allianz Parque, ou da chuva insistente e chata observada no mesmo ano na apresentação do Metallica no mesmo Morumbi, São Pedro decidiu dar uma trégua ao rock n’ roll. Tirando um ou outro momento de garoa fina, a maior parte da apresentação de Mick Jagger & Cia seguiu sem maiores doses de água.

A lembrança do Metallica é válida também, mas de maneira positiva, em relação aos telões adotados na apresentação dos Stones. Desde o show do grupo norte-americano de thrash metal, o Morumbi não via telões condizentes com a importância de quem estava ali tocando. No show do Pearl Jam, por exemplo, os telões haviam sido bem modestos em relação ao tamanho da banda e do estádio. Na apresentação dos Stones, prevaleceu o bom senso e, mesmo quem estava longe, nas arquibancadas, conseguiu ter uma boa visão do grupo.

Com a dobradinha “Start Me Up” e “It’s Only Rock ‘n’ Roll (But I Like It)”, os Rolling Stones já começaram a apresentação com o jogo totalmente ganho (tudo isso depois de uma introdução inicial de efeitos no telão de dar inveja a qualquer outro grupo). Mick Jagger elétrico e disposto a agitar o público. Keith Richards tirando acordes da guitarra no estilo cool que só ele é capaz de proporcionar. Ron Wood dando o suporte ao companheiro também com acordes marcantes e certeiros. Charlie Watts há tempos é o que parece fisicamente ser o que mais acusa a idade avançada. Nem por isso deixou um minuto sequer de impor o ritmo tradicional dos Stones na bateria.

No público, havia um misto de contemplação, por estar de frente para uma das maiores bandas da história do rock (para muitos, a maior); empolgação, natural depois de tantos anos sem os músicos tocarem em São Paulo; e espanto, já que muitos não conseguiam acreditar no fato de aqueles velhinhos, que já viram e passaram de tudo na vida, ainda estarem tocando rock n’ roll de qualidade.

Antes de emendar a música “Tumbling Dice”, do badalado disco “Exile on Main St”, de 1972, Jagger conversou com a plateia e animou ainda mais o ambiente, num bom português: “Olá, paulistas! E aí moçada!”

Durante a música, o vocalista atravessou a passarela que dividia a Pista Vip e puxou palmas do público, ainda meio que paralisado com o momento. Em “Out of Control”, do disco “Bridges to Babylon”, a banda teve uma execução impecável, com direito a Jagger detonando na gaita

Vale salientar que, como em muitos dos shows badalados que acontecem no País, havia muita gente que conhecia, por incrível que possa parecer, muito pouco de Stones. Mais precisamente na Pista Vip, alguns estavam ali pelos manjados hits de sempre. Outros, por uma “Satisfaction” da vida. Outros estavam pelo evento, pela badalação. Havia, sim, também muita gente antenada com toda a carreira do grupo, mas não foram poucas as vezes que este jornalista viu pessoas conversando ou mexendo no celular, enquanto uma lenda da música estava à sua frente.

Os Stones davam sequência ao seu show light e com músicas menos intensas que os hits consagrados. Depois de “Out of Control”, foi a vez da ótima “Bitch”, do disco “Sticky Fingers”, de 1971. Ela foi eleita pelo público em votação de internet promovida pela banda. Concorria com “All Down The Line” e “Rocks Off” (ambas do “Exile on Main St.”) e com “Shattered” (do álbum “Some Girls”, de 1978).

“Shattered” não foi a eleita, mas o disco “Some Girls” foi representado pela primeira vez no show com a faixa “Beast of Burden”, que trouxe momentos bacanas das guitarras de Keith Richards e Ron Wood. Apesar da tendência mais light da apresentação, os Stones improvisavam bastante nos acordes e isso só elevava ainda mais a nota do show, já que isso também faz parte de um grande concerto de rock.

The Rolling Stones em SP - Foto: Divulgação Time For Fun/Marcos de Paula/Staff ImagesThe Rolling Stones em SP - Foto: Divulgação Time For Fun/Marcos de Paula/Staff ImagesThe Rolling Stones em SP - Foto: Divulgação Time For Fun/Marcos de Paula/Staff ImagesThe Rolling Stones em SP - Foto: Divulgação Time For Fun/Marcos de Paula/Staff Images

Não bastasse a surpresa com a execução de “Beast of Burden”, outro momento inesperado aconteceu com “Worried About You” (do disco “Tattoo You”, de 1981), que trouxe Jagger tocando teclado e foi precedida de uma frase na qual o vocalista mandou um “Beijinho no ombro” pra galera.

Passada a sequência de músicas não tão tocadas nos repertórios tradicionais dos Stones, foi a vez de uma chacoalhada no público com dois clássicos “Paint It Black” e “Honky Tonk Women”. Ambas foram executadas na toada light que o grupo vinha impondo, mas empolgaram. A segunda não teve a catarse de 1995, quando os telões do Pacaembu mostravam garotas lindas presentes no estádio e até tirando camisetas para um público bem mais vibrante, mas a reação da plateia foi de festa, como manda a tradição.

Ainda sob o efeito do fim empolgante da música, Jagger aproveitou para a apresentar os músicos. Quando o nome de Keith Richards foi mencionado, o Morumbi veio abaixo e o guitarrista até se surpreendeu com os gritos da plateia, tamanho o carinho dispensado.

Ele mesmo lembrou que tinha um show para continuar e assumiu os vocais para tocar “You Got the Silver”, do disco “Let It Bleed” (de 1969) e “Happy”, do “Exile on Main St.”. Na volta de Mick Jagger ao comando, foi a vez da execução de “Midnight Rambler”, também do “Let It Bleed”.

Esta canção trouxe uma verdadeira aula de música, capaz de deixar os apreciadores do rock de boca aberta, num dos melhores momentos da apresentação. Tudo isso com direito a uma performance mais do que elétrica e dançante de Jagger, que chuta seus mais de 70 anos para longe e simplesmente humilha muitos jovens em empolgação.

Foi a partir daí que a máquina de clássicos dos Stones passou a funcionar a todo vapor, com o grupo já numa toada bem menos light do que a da primeira parte da apresentação. Tal qual aquele time de futebol experiente que se poupa para dar fisicamente conta do jogo inteiro e usa os atalhos da sabedoria para isso, o lendário grupo inglês simplesmente usou anos de história para promover a festa definitiva no Morumbi.

Quem é que consegue resistir a uma sequência que traz nada menos que “Miss You”, “Gimme Shelter”, “Brown Sugar”, “Sympathy for the Devil” e “Jumpin’ Jack Flash”?

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O coro do público em “Miss You” fica na memória de quem foi ao show, assim como o dueto espetacular de Jagger com a cantora de apoio Sasha Allen na ultraclássica e indispensável “Gimme Shelter”. “Brown Sugar” serviu para fazer todos da plateia pularem a cada ordem de Jagger, da Pista Vip à arquibancada. “Sympathy for the Devil” trouxe o telão com efeitos maravilhosos e, novamente, outro coro do público que será fixado na cabeça por semanas. “Jumpin’ Jack Flash” é o rock n’ roll na mais pura definição do estilo.

Passada a espetacular sequência, os Stones deixaram o palco para o merecido e breve descanso antes do bis. Para fechar definitivamente a apresentação, as escolhidas foram “You Can’t Always Get What You Want” e o clássico dos clássicos “(I Can’t Get No) Satisfaction”.

Na primeira, que gerou um dos momentos mais belos do show, a banda contou com o apoio do Coral Sampa na introdução. Em “Satisfaction”, o êxtase supremo tomou conta do Morumbi e transformou em crianças felizes os 65 mil presentes no Morumbi.

Pouco mais de 2 horas de apresentação e o saldo final foi mais um show grandioso dos Rolling Stones em terras paulistas. Sim, eles não são mais os mesmos das décadas de 60, 70, 80 e 90, como ninguém é com mais de 70 anos. Mas são a maior banda viva de rock da história.

Com tantos anos de estrada, esta passagem pelo Brasil fatalmente deverá ser a última. Felizardos, portanto, aqueles que estiveram presentes nas apresentações. Poderão contar um dia para filhos e netos que viram um dia uma lenda viva do rock n’ roll.

O sentimento final era de grande satisfação e de que aquilo ficaria e precisaria ficar guardado para sempre na memória ou eternizado de alguma maneira. Prova disso é que as camisetas oficiais, ao preço elevado de R$ 100,00, eram vendidas como água nas barraquinhas da Pista Vip e da Pista Comum do Morumbi. Quando elas faltavam, o público comprava um pôster e até sacolas da banda. Tudo para que aquele momento fosse representado em algo físico e permanente. E vai explicar para alguém de fora que aquilo era “apenas” um show do rock n’ roll…

Para relembrar a grande apresentação dos Stones no Morumbi, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Fique inicialmente com a abertura e “Start Me Up”. Depois, curta um vídeo que traz “Paint It Black” e “Honky Tonk Women”. Na sequência, acompanhe a aula em “Midnight Rambler”. Tem ainda os vídeos de “Gimme Shelter”, “Jumpin’ Jack Flash” e “(I Can’t Get No) Satisfaction”.

Set list

Start Me Up
It’s Only Rock ‘n’ Roll (But I Like It)
Tumbling Dice
Out of Control
Bitch
Beast of Burden
Worried About You
Paint It Black
Honky Tonk Women
You Got the Silver
Happy
Midnight Rambler
Miss You
Gimme Shelter
Brown Sugar
Sympathy for the Devil
Jumpin’ Jack Flash

You Can’t Always Get What You Want
(I Can’t Get No) Satisfaction

25
fev
16

Um obituário artístico do Ultraje, antes que seja tarde

Roger Rocha Moreira - Foto: WikipédiaA mídia tem explorado bastante nos últimos dias o que seria uma polêmica em relação ao tratamento dispensado ao Ultraje a Rigor por parte da plateia e pelo staff dos Rolling Stones. Em um resumo bem grosseiro, o Ultraje foi abrir o show dos Stones no Rio, alguém na plateia chamou Roger Rocha Moreira de “coxinha” – melhor definição, a meu ver, inexiste – e o educadíssimo bandleader dedicou “Filho da Puta” depois de soltar um enigmático “vocês vão cair”.

Mais tarde, alegou ter sido tratado como “lixo” pelo staff dos Stones. Houve gente séria que comprou a versão de Roger no princípio da fofoca de coxia, mas aí foi olhar mais atentamente o histórico de um e de outro e percebeu que tinha coisa estranha na parada.

Os shows dos Rolling Stones no Brasil já foram abertos por ícones do rock nacional como Rita Lee, Barão Vermelho, Cássia Eller e Titãs. Até o monumental Bob Dylan abriu apresentações dos Stones por aqui.

E não havia relatos, até agora, de maus-tratos sem que houvesse provocação, seja por parte da banda inglesa, seja por seu staff.

Já Roger tem em seu histórico coisas como o “migué” dado na abertura de um show de Peter Gabriel no SWU. Num contraponto interessante, o cineasta Carlos Gerbase, ex-batera do Replicantes, relatou a experiência de sua banda ao abrir um show do Ultraje nos anos 1980.

A falsa polêmica comprada pela mídia ao menos serviu para o grande público descobrir – ou relembrar – que uma das bandas mais promissoras dos anos 1980 não consegue, há quase 30 anos, espaço em jornais, revistas, rádios, TVs ou internet por causa de sua música. O Ultraje a Rigor transformou-se em um cadáver ambulante que, por algum descuido coletivo, não foi sepultado com dignidade. O Roque Reverso decidiu então fazer um último esforço e publicar aqui o obituário artístico do Ultraje a Rigor.

O primeiro disco do Ultraje, “Nós Vamos Invadir Sua Praia”, saiu em 1985 com estrondoso sucesso. Era o primeiro redespertar do rock nacional. Salvo engano, todas as músicas do disco entraram nas paradas. Feito similar ao do RPM, a grande febre da juventude oitentista nacional. No ano em que o Brasil vivia o fim de uma ditadura civil-militar de mais de duas décadas, as letras de Roger chamaram a atenção pela irreverência, em uma época em que era cool dobrar a censura, que seria formalmente extinta apenas com a Constituição cidadã de 1988, esta mesma que garante as liberdades e os direitos de hoje e que alguns setores mais conservadores vêm tentando rasgar.

“Nós Vamos Invadir Sua Praia” é um discaço. Essencial em qualquer discoteca básica de rock nacional. O mais bacana para mim eram as guitarras de Carlo Bartolini, mais conhecido como Carlinhos. Rock é guitarra e o Ultraje tinha um dos melhores. Poucas vezes se viu no rock nacional um guitarrista com tanto bom gosto. Quem ouvir mais atentamente o disco vai perceber que Carlinhos tinha o timbre certo para cada ocasião, sem contar a excelente técnica e os belos arranjos.

Dois anos depois, veio “Sexo!!”. Outro sucesso estrondoso. Ainda que não tenha conseguido o mesmo feito do primeiro disco, “Sexo!!” emplacou vários hits além da faixa título. Um deles, “Pelado”, virou abertura de novela global, o máximo que um artista brasileiro podia almejar no Brasil dos Anos 1980.

Buscapé

Começou então o declínio. Carlinhos tinha saído da banda e, apesar de sucedido pelo também brilhante Sérgio Serra, a fonte de criatividade de Roger secou e a banda começou a cambalear. O terceiro trabalho, “Crescendo”, de 1989, emplacou duas músicas: “Filho da Puta” e “O Chiclete”. Mas não tinha mais a novidade, a mesma criatividade nem o mesmo apelo dos dois bons discos anteriores. Era o trabalho de uma banda com um contrato a cumprir com a gravadora e que precisava desovar a produção.

Depois disso os integrantes da banda foram saindo, as formações foram mudando e, ainda que tenha abrigado de excelentes músicos no decorrer dos anos, o Ultraje transformou-se num projeto pessoal de Roger. Pelas letras, é possível dizer que o líder do Ultraje envelheceu – como, aliás, acontece a todo ser humano -, mas não amadureceu. De 1989 em diante, Roger não produziu mais nada digno de nota. Nada disso, entretanto, desmerece a importância de Roger e do Ultraje para o rock brasileiro. Fazia parte do processo.

Até que, com o advento das redes sociais, Roger Rocha Moreira abdicou da posição de lenda viva do rock nacional e conseguiu, assim como Lobão, mais notoriedade pela exposição de opiniões ultrarreacionárias do que pela boa música que no passado teve o mérito de produzir. Deu vida própria ao “Rebelde Sem Causa”, ao reacionarismo assumido em “Eu Gosto de Mulher”, ao complexo de vira-latas evidente em “Inútil” e passou a enxergar comunistas embaixo da cama e dentro do armário.

Musicalmente, Roger parou no tempo. Ideologicamente, permaneceu na Guerra Fria. Por fim, transformou seu projeto pessoal em banda de apoio de um talkshow conduzido por um neofascista descontrolado. E antes que ele consiga transformar o Ultraje em uma nota de rodapé na história do rock nacional, o Roque Reverso presta aqui sua singela homenagem.

Descanse em paz!

23
fev
16

No clipe da música ‘Singularity’, New Order traz cenas do Muro de Berlim nos Anos 80

New Order - Foto: DivulgaçãoO New Order está com clipe novo na praça. A banda britânica de Manchester lançou o vídeo da música “Singularity”, que está presente no seu mais recente disco, “Music Complete”, de 2015.

No clipe, muitas cenas do Muro de Berlim, nos Anos 80, podem ser observadas. Elas foram retiradas do documentário “B-Movie: Lust and Sound in West Berlin 1979 – 1989”, que tem direção de Jörg A. Hoppe, Klaus Maeck und Heiko Lange.

O disco “Music Complete”, que traz um som mais dançante, é o primeiro gravado pelo New Order desde 2007 sem a contribuição do baixista formador do grupo, Peter Hook. Também é o primeiro disco após o retorno da tecladista Gillian Gilbert ao grupo britânico.

Hook deixou a banda em 2007, mas, após sua saída, ainda foi lançado, em 2013, o álbum “Lost Sirens”, que ainda tinha participação do músico.

A formação atual do New Order conta ainda com os membros formadores Bernard Summer (vocal e guitarra) e Stephen Morris (bateria, percussão e sintetizadores), além dos membros mais recentes Phil Cunningham (teclado e guitarra) e Tom Chapman (baixo).

Está formação é a mesma que veio ao Lollapalooza em 2014, quando o grupo fez um grande show no festival realizado no Autódromo de Interlagos em São Paulo.

Veja abaixo o novo clipe do New Order:

21
fev
16

Dave Lombardo será o baterista do Suicidal Tendencies na nova turnê da banda

Dave Lombardo e Mike Muir, do Suicidal Tendencies - Foto: Divulgação/Pep WilliamsUma notícia bombástica empolgou os fãs do heavy metal neste domingo, dia 21 de fevereiro. Tudo porque o Suicidal Tendencies, lendária banda de thrash metal e hardcore, anunciou oficialmente que o grande Dave Lombardo, ex-Slayer, será o baterista do grupo na nova turnê que deve ser iniciada nos próximos dias nos Estados Unidos.

De acordo com o grupo, Lombardo estará com o Suicidal na turnê que a banda fará com o Megadeth a partir do dia 26 de fevereiro em Las Vegas.

Até o momento, a última data prevista é o dia 21 de março em Boston.

Não há informação alguma se a permanência de Lombardo irá se estender para outras turnês do Suicidal. Mas o simples fato deste grande baterista se juntar a uma banda do quilate do Suicidal dá certa esperança aos fãs da boa e velha música pesada.

O próprio Suicidal, no comunicado oficial, mostrou grande empolgação: “Vocês sabem o que isso significa. Será doentio e brutal!”

Interessante notar que a bateria é um posto muito bem servido no Suicidal, já que Eric Moore vem dando conta do recado há um bom tempo. Sobre Moore, o comunicado não trouxe uma palavra sequer.

Lombardo que, para muitos, é o maior baterista do heavy metal, saiu do Slayer em 2013, justamente num início de turnê. Na época, o músico discordou de valores pagos pela banda de thrash metal e desagradou o polêmico guitarrista Kerry King.

Em 2015, o baterista veio ao Brasil com a banda Philm. O Suicidal passou recentemente pelo País em 2012, 2013 e 2014.

20
fev
16

20 anos do ‘Roots’, o clássico álbum do Sepultura que virou o heavy metal de cabeça para baixo

"Roots" - Reprodução da CapaO sábado, dia 20 de fevereiro de 2016, marcou os 20 anos do álbum “Roots”, do Sepultura. Considerado por crítica e público como um dos discos mais importantes da história do heavy metal, o trabalho histórico feito pela banda brasileira virou o estilo de cabeça para baixo por trazer elementos ricos da cultura do Brasil à qualidade musical já conhecida do Sepultura.

Foi o último disco da formação clássica do Sepultura, já que, no fim do mesmo ano, o vocalista, guitarrista e fundador, Max Cavalera, deixou o grupo. Por este e uma série de detalhes, o aniversário de 20 anos do “Roots” merece ser lembrado por todos os veículos com alguma ligação ao rock n’ roll.

O Roque Reverso tem dado prioridade para elencar em sua página especial de Álbuns Clássicos os discos com mais de 3 décadas de existência.

O site abre, porém, com certa frequência, exceções em relação a discos cuja existência foi fundamental para a sobrevivência do rock ou que chacoalharam o estilo, como, por exemplo, foi feito com o “Black Album”, do Metallica, ou o “Appetite for Destruction”, do Guns N’Roses.

CONTINUE LENDO AQUI!!!

19
fev
16

Novo álbum de Eric Clapton será lançado em maio e terá participação de George Harrison

Eric Clapton - Reprodução da capa do disco "I Still Do"O mestre da guitarra Eric Clapton anunciou que lançará álbum novo no dia 20 de maio. “I Still Do” é o nome do disco, que será o 23º da carreira do músico britânico.

Um dos destaques do novo trabalho será a participação do finado ex-Beatle George Harrison em uma das faixas. Ela poderá ser conferida na faixa “I Will Be There”.

Harrisson está creditado no álbum como Angelo Mysterioso. Este foi o pseudônimo, por questões contratuais, que o ex-Beatle usou no supergrupo de Clapton, o Cream, quando participou do álbum “Goodbye”.

Outro destaque do novo disco de Clapton é a produção, de Glyn Johns.

A volta da parceria entre os dois traz aos admiradores do guitarrista a esperança de que algo bom virá. Tudo porque Johns produziu o grande álbum “Slowhand, de 1977, que contém hits, como “Cocaine” e “Lay Down Sally”.

O disco “I Still Do” sucederá “Eric Clapton & Friends: The Breeze, An Appreciation of JJ Cale”, de 2014, que foi um álbum em homenagem ao falecido JJ Cale feita pelo grande amigo Clapton.

O novo trabalho terá 12 faixas. Serão músicas de autoria de Clapton, mas haverá também espaço para covers, por exemplo, de Bob Dylan e Robert Johnson.

A capa, que pode ser vista acima, é do conceituado Peter Blake, o mesmo artista responsável pela imagem que estampa o disco “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” dos Beatles.

Veja abaixo a lista de faixa do novo disco de Eric Clapton:

1 – Alabama Woman Blues
2 – Can’t Let You Do It
3 – I Will Be There
4 – Spiral
5 – Catch the Blues
6 – Cypress Grove
7 – Little Man, You’ve Had a Busy Day
8 – Stones in My Passway
9 – I Dreamed I Saw St. Augustine
10 – I’ll Be Alright
11 – Somebody’s Knockin’
12 – I’ll Be Seeing You




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