Arquivo para outubro \21\-02:00 2013



21
out
13

Com som surpreendente e bons shows, Monsters of Rock tem saldo positivo

A edição de 2013 do Monsters of Rock gerou uma surpresa positiva para o público presente na Arena Anhembi. Depois de uma ausência de 15 anos, o festival realizado nos dias 19 e 20 de outubro na capital paulista teve um saldo favorável, com mais acertos do que erros dos organizadores.

Os destaques positivos ficaram por conta da apresentação satisfatória da maior parte das bandas escolhidas e da qualidade completamente inesperada do som na maioria dos shows.

Entre os pontos negativos, talvez o horário do término do segundo dia do festival.

De maneira diferente da verificada no Rock in Rio, que contou com críticas em relação à escalação de atrações que nada tinham a ver com o estilo, o Monsters of Rock honrou sua tradição de trazer apenas nomes ligados ao rock pesado. A edição de 2013 inovou ao dividir o line-up em dois dias e ao armazenar as bandas de acordo com uma vertente: grupos ligados ao nü metal no dia 19 e representantes do hard rock e heavy metal no dia 20.

Outro ponto a favor do evento paulistano foi optar pelo básico, realizando o festival num fim de semana. Com isso, o público não precisou fazer sacrifícios como no Rock in Rio, que, por exemplo, chegou a escalar um nome como o do Metallica para tocar em plena quinta-feira.

O cenário de céu azul e calor que foi visto nos dias 19 e 20 de setembro ajudou demais o Monsters.  Há praticamente um consenso de que a Arena Anhembi não tem condições de receber um festival de grandes proporções, mas o fato de não ter chovido evitou que maiores transtornos fossem proporcionados ao público. Reclamações com o calor escaldante no local cimentado, é claro, foram realizadas, mas o panorama seria muito pior, se as tradicionais pancadas de chuva da capital paulista acontecessem.

Especificamente em relação ao som, as enormes críticas realizadas à vergonha vista no show recente do Iron Maiden no mesmo Anhembi parecem ter sido ouvidas pela produtora XYZ Live. Se, na apresentação da banda britânica, a maioria do público ficou revoltada com o volume baixo, o que foi verificado no Monsters foi um dos sons mais altos dos últimos tempos, com exemplos até de exageros, com o volume estourando nas caixas de som em algumas apresentações.

Para alguns, o fato de o palco ter mudado de lado em relação ao show do Iron Maiden gerou uma acústica melhor. Para outros, o medo de um quebra-quebra, especialmente entre os inquietos fãs do Slipknot, fez os produtores tomarem um cuidado maior com o som; o que também não é mais do que a obrigação de quem organiza um festival.

No balanço geral, o som do segundo dia estava melhor do que o verificado no primeiro, quando algumas críticas foram vistas exatamente durante a apresentação do Slipknot, que contou com algumas caixas falhando em alguns momentos no lado esquerdo do palco. No domingo, no show do Ratt, por exemplo, o som chegou a níveis saborosamente ensurdecedores, com fãs escutado o show com nitidez já nas catracas da Arena Anhembi.

A ideia de trazer o renomado apresentador Eddie Trunk, do elogiado programa “That Metal Show”, do canal VH1, foi muito interessante, mas ele poderia ter sido um pouco mais explorado. Foi extremamente interessante ver nos telões as bandas sendo entrevistadas pouco antes dos shows, mas tudo poderia ter sido bem mais amplo, aproveitando o tempo que havia entre as apresentações.

Quanto a atrasos entre os shows, nada que revoltasse o público. Talvez a programação de um horário mais cedo para o fim do segundo dia poderia ter ajudado a plateia com o transporte público, já que foi possível ver várias pessoas deixando o Anhembi no meio da apresentação do Aerosmith.

Em relação aos melhores shows do festival, a disputa ficou entre os headliners Slipknot e Aerosmith, além do empolgante Whitesnake. Como forças que mereceram elogios, destaque maior também para as apresentações de qualidade do Ratt e do Korn.

Especificamente em relação à estrutura, a disposição dos bares e lanchonetes foi satisfatória, a despeito dos valores abusivos praticados: uma cerveja ao preço de R$ 8,00 jamais será algo normal. Sobre os banheiros, não foram vistas críticas sobre fatos absurdos como em outros festivais.

Elogiável também foi a ideia da criação da “avenida temática” do Monsters of Rock, com várias opções interessantes para os fãs, como a exposição de fotos do excelente fotógrafo M. Rossi. O espaço era bastante interessante para quem quisesse se distrair nos intervalos dos shows.

Com o saldo mais positivo do que negativo da edição de 2013, resta a esperança de uma evolução para uma provável edição futura. Apesar de a Arena Anhembi ter dado conta do público diário de 30 mil pessoas, a expectativa é de uma escolha melhor para o próximo Monsters of Rock.

O Roque Reverso esteve presente nos dois dias do festival de 2013 e trará para os leitores vários detalhes dos shows no decorrer da semana. Fiquem ligados!

20
out
13

Ônibus do Annihilator sofre acidente na Espanha; equipamentos salvam integrantes do pior

O ônibus do Annihilator sofreu um acidente na Espanha e, por pouco, seus integrantes não se machucaram gravemente. Conforme comunicado divulgado no Facebook pelo líder e guitarrista do grupo, Jeff Waters, tudo aconteceu depois de uma apresentação da banda, no dia 18, em Madri. Segundo ele, quando os músicos se dirigiam na noite do mesmo dia a Barcelona, um caminhão acertou em cheio a traseira do ônibus da banda.

“Tínhamos um grande trailer, recheado com um monte de aparatos. Alguns alto-falantes nos salvaram”, escreveu Jeff Waters. “Eles (alto-falantes) e todos os nossos equipamentos sofreram a maior parte do impacto. A polícia disse que, provavelmente, haveria mortes, se o trailer, os alto-falantes e tudo mais não estivessem lá”, acrescentou o guitarrista.

Sobre o motorista do caminhão que atingiu o ônibus, Waters disse que o sujeito estava em alta velocidade e distraído. “Ele sobreviveu, mas se você visse o estado que ficou o caminhão, você acharia impossível alguém sobreviver”, destacou.

Após o susto, a banda cancelou a apresentação que faria em Barcelona no dia 19 e se dirigiu a Lyon, onde faria uma apresentação no dia 20. Em junho, o grupo esteve no Brasil e fez um excelente show em São Paulo, com cobertura do Roque Reverso. Em agosto, lançou o álbum “Feast”.

Acidentes com ônibus de grupos de rock costumam gerar más notícias para os fãs. Num dos mais famosos do heavy metal, com o veículo do Metallica, em 1986, na Suécia, o então baixista do grupo, Cliff Burton, faleceu, numa das maiores perdas da história do rock.

19
out
13

Monsters of Rock vem aí e o heavy metal vai te pegar! veja os horários e os detalhes do festival

Vai começar o Monsters of Rock 2013! O retorno do festival após 15 anos da última edição no Brasil é bastante aguardado pelo público que gosta do heavy metal e todas as suas vertentes. A edição deste ano começa neste sábado, dia 19 de outubro e termina amanhã, dia 20, na cidade de São Paulo. Na questionada Arena Anhembi, o primeiro dia será mais voltado para bandas com maior ligação com o chamado nü metal e o segundo trará grupos mais ligados ao hard rock e ao heavy metal.

No primeiro dia, vão se apresentar Slipknot, Korn, Limp Bizkit, Killswitch Engage, Hatebreed e Gojira; no segundo, é a vez do Aerosmith, Whitesnake, Ratt, Buckcherry, Queensrÿche (com Geoff Tate), Dokken, Dr. Sin e Doctor Pheabes.

Com a abertura dos portões no dia 19 prevista para as 10 horas e, no dia seguinte, para as 11 horas da manhã, a expectativa é de cerca de 40 mil pessoas para cada data do evento.

Uma baixa recente do festival é a desistência da banda Hellyeah, que se apresentaria no dia 19. De acordo com a produção do festival, os músicos alegaram problemas pessoais para o cancelamento em cima da hora do evento. No Aerosmith, o baixista Tom Hamilton, com problemas de saúde também não deve participar do Monsters of Rock. No lugar dele, David Hull acompanhará a banda no Brasil.

O norte-americano Eddie Trunk, apresentador do elogiado programa “That Metal Show”, do canal VH1, será o mestre de cerimônia do festival de 2013. A vinda desta verdadeira enciclopédia do heavy metal para um evento musical organizado em território nacional tende a gerar uma maior visibilidade internacional para o evento, já que Trunk é respeitadíssimo entre os headbangers de todo o planeta e voltará para os EUA com toda uma análise sobre o que acontecerá na cidade de São Paulo em outubro.

Também por este detalhe, é esperado que a organizadora XYZ Live forneça um evento de qualidade para o público paulistano. No mais recente show de rock realizado na Arena Anhembi, os fãs do Iron Maiden e do Slayer ficaram revoltados com a péssima qualidade do som nas duas apresentações. Não trazer algo digno, por exemplo, no show do Slipknot pode ser até uma ameaça à segurança do evento, pois há uma grande ansiedade em relação ao retorno deste cultuado grupo à capital paulista e até promessas de quebra-quebra já foram vistas em redes sociais, caso a vergonha do que foi visto com o Iron Maiden se repita.

Os ingressos para o Monsters of Rock já estão no segundo lote. Custam agora R$ 330,00 para um único dia do festival. A organização também disponibilizou um passaporte com o preço de R$ 590,00 que é válido para os dois dias do evento. A classificação etária é de 16 anos. Pessoas abaixo desse idade, somente acompanhada dos pais e responsáveis.

As vendas não-físicas estão sendo feitas por meio do site http://bit.ly/AppLivePass e pelo telefone 4003-1527. O único local grande que não cobrava taxa de conveniência eram as bilheterias do Estádio do Morumbi, das 10 horas às 18 horas, sem funcionamento nos dias de jogos de futebol. Durante os dias do festival, as bilheterias do Anhembi também estarão disponíveis para a compra e a troca dos ingressos. Outros pontos de venda sujeitos à taxa de conveniência podem ser consultados aqui neste link.

Nos dias dos shows no Anhembi, será montada a Avenida do Rock, com bares, restaurantes e lojas temáticas. Neste link, o leitor do Roque Reverso pode obter informações de como chegar a Arena Anhembi nas diversas opções de transportes disponíveis. Neste outro link, há informações mais completas e atualizadas sobre o festival e sua organização.

Nas quatro edições que aconteceram no Brasil na década de 90, os festivais da série Monsters of Rock sempre foram predominantemente de heavy metal. Enquanto os eventos de 1994, 1995 e 1996 aconteceram no Estádio do Pacaembu, o festival de 1998, foi realizado na pista de atletismo do Ibirapuera.

A primeira edição, em 1994, trouxe quatro bandas nacionais (Angra, Dr. Sin, Viper e Raimundos) e quatro internacionais (Suicidal Tendencies, Black Sabbath, Slayer e KISS).

Na edição de 1995, o número de atrações aumentou. A única banda nacional foi o Virna Lisi. Já entre o nomes internacionais, os representantes foram Rata Blanca, Clawfinger, Paradise Lost, Therapy?, Megadeth, Faith No More, Alice Cooper e Ozzy Osbourne.

Na edição de 1996, o grupo Raimundos foi o único brasileiro. Na parte internacional, os nomes foram Heroes del Silencio, Mercyful Fate, King Diamond, Helloween, Biohazard, Motörhead, Skid Row e Iron Maiden.

O Monsters de 1998 também trouxe grande número de atrações. Entre os brasileiros, os representantes foram o Dorsal Atlântica e o Korzus. Do lado internacional, Glenn Hughes foi o primeiro a tocar, seguido por Savatage, Saxon, Dream Theater, Manowar, Megadeth e Slayer.

A edição de 2013 deve ser transmitida pelo canal fechado de TV Multishow. O único show grande que não deve ser transmitido é exatamente o do Aerosmith, já que não houve um acerto entre o grupo e a emissora, conforme as informações de bastidores.

Da mesma maneira vista durante o Rock in Rio 2013, o leitor do Roque Reverso poderá acompanhar detalhes do Monsters of Rock também no nosso Twitter e no nosso canal do Facebook. Set list, atrasos e novidades importantes poderão ser vistas com maior rapidez nesses locais.

Veja abaixo os horários de cada show do festival:

Dia 19 de outubro – Sábado

13:25 – Project 46
14:25 – Gojira
15:40 – Hatebreed
16:55 – Killwitch Engage
18:25 – Limp Bizkit
19:55 – Korn
21:40 – Slipknot

Dia 20 de outubro – Domingo

12:00 – Electric Age
12:50 – Doctor Pheabes
13:40 – Dr. Sin
14:50 – Dokken
16:05 – Queensrÿche
17:35 – Buckcherry
19:05 – Ratt
20:35 – Whitesnake
22:35 – Aerosmith

17
out
13

Red Hot Chili Peppers lançará em novembro edição limitada de vinil duplo com sobras de álbum

Beside YouO Red Hot Chili Peppers lançará no dia 29 de novembro um disco duplo em vinil que contará com sobras do seu mais recente álbum, “I’m With You”, de 2011. “I’m Beside You” é o nome desta compilação especial, que trará 17 músicas não aproveitadas.

A tiragem do LP duplo será limitada e chegará em lojas independentes de discos na Black Friday, data criada pelo varejo nos Estados Unidos para nomear ação de vendas anual, que acontece sempre na 4ª sexta-feira de novembro após o feriado de Ação de Graças.

No caso desta compilação do Red Hot, ela também faz parte de uma leva do Record Store Day, evento criado para celebrar a existência e, acima de tudo, a sobrevivência das lojas de discos independentes.

Quem acompanha o Roque Reverso já conhece algumas das músicas deste disco especial da banda. Desde 2012, o grupo vinha com um projeto que consistia no lançamento de 9 pares de singles que foram disponibilizados gradualmente até o início de 2013, via formato digital e também em compactos de vinil de 7 polegadas.

O Red Hot vem ao Brasil ainda este ano para shows. Aproveitando a leva de vários eventos que vem acontecendo no País, a banda tocará no Circuito Banco do Brasil, festival itinerante que acontecerá de outubro a dezembro em seis capitais do Brasil: Salvador, Curitiba, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo.

Na capital paulista, o grupo não foi escalado para o evento, mas os produtores não deixaram passar essa oportunidade e reservaram uma data em novembro para um show único da banda, com abertura do Yeah Yeah Yeahs.

Ouça abaixo as faixas “Hanalei” e “Catch My Death”, que estarão no LP duplo especial do Red Hot:

16
out
13

Set list, fotos e vídeos oficiais do show do Iron Maiden no Rock in Rio

O Iron Maiden fechou o Rock in Rio 2013 no dia 22 de setembro com uma apresentação de gala. A banda britânica de heavy metal emocionou os 85 mil fãs presentes no último dia do festival realizado na capital fluminense.

Após trazer em 2008 e 2009 os históricos shows da “Somewhere in Time World Tour” e, em 2011, a apresentação da turnê de divulgação do álbum “The Final Frontier”, o Iron Maiden presenteou o público com os shows da ”Maiden England Tour”.

A turnê veio repleta de tecnologia e recriou o legendário espetáculo  da “Seventh Son Tour”, de 1988, aprimorado por incríveis efeitos de luz, cenografia, pirotecnia e várias encarnações do mascote Eddie. O set list é marcado por canções do show Maiden England, de 1989, cuja versão em DVD foi lançada pela primeira vez em março deste ano.

Dias antes da apresentação no Rio, o Iron Maiden já havia passado por São Paulo, onde fez um grande show, apesar dos sérios problemas de som da Arena Anhembi. Como já havia observado o Roque Reverso, com um som digno, a apresentação da banda na capital fluminense era séria candidata a um dos melhores shows do festival.

De fato, ao lado das apresentações de Bruce Springsteen e do Metallica, o show da maior banda de heavy metal da história foi um dos mais elogiados pela crítica e pelo público.

Vários dos clássicos do Iron Maiden, como “2 Minutes to Midnight”, “Wasted Years”, “The Number of the Beast”, “Aces High” e “Running Free”,  não ficaram de fora. Além dessas músicas, o público teve o prazer de ver novamente outras coisas bem interessantes da carreira do grupo, como “Afraid to Shoot Strangers”, “Phantom of the Opera” e “Seventh Son of a Seventh Son”.

Para relembrar grandes momentos do show do Iron Maiden no Rock in Rio, o Roque Reverso descolou vídeos oficiais do festival no YouTube. Fique inicialmente com “The Trooper”. Depois, assista a “The Number of the Beast” e “Fear of the Dark”.

Set list

Moonchild
Can I Play with Madness
The Prisoner
2 Minutes to Midnight
Afraid to Shoot Strangers
The Trooper
The Number of the Beast
Phantom of the Opera
Run to the Hills
Wasted Years
Seventh Son of a Seventh Son
The Clairvoyant
Fear of the Dark
Iron Maiden

Aces High
The Evil That Men Do
Running Free

15
out
13

Black Sabbath comanda culto ao heavy metal para 70 mil em show histórico em SP

Se o heavy metal tivesse uma data comemorativa na cidade de São Paulo, o dia 11 de outubro seria um forte candidato para marcar anualmente o gênero mais pesado do rock. Tudo porque, em 2013, no Campo de Marte, a capital paulista foi palco de um verdadeiro culto às origens do metal comandado pela banda que plantou a semente de tudo: o Black Sabbath.

Para um público de 70 mil felizardos, o lendário grupo britânico ofereceu uma histórica apresentação que, dificilmente, será esquecida para quem participou de tudo aquilo.

Com a até então inédita vinda de Ozzy Osbourne numa turnê com a banda para o País, o Black Sabbath reuniu várias gerações de fãs no Campo de Marte. Ao lado do chamado “Príncipe das Trevas”, o mago dos riffs Tony Iommi na guitarra e o grande baixista Geezer Butler completaram a tríade criativa que influenciou um número incalculável de bandas seguidoras e diversas vertentes dentro do próprio heavy metal.

Para termos a ideia da importância deste evento, os ingressos para o show de São Paulo estavam esgotados havia 3 meses. Durante a semana, com a proximidade da apresentação, não se falava em outra coisa entre os fãs de heavy metal. Na chegada ao local, era possível sentir a ansiedade do público presente e perceber o quanto aquele momento era importante.

Estrutura e organização

A chegada ao local, por sinal, mais uma vez, merece comentários à parte. De modo idêntico ao mal organizado show do Iron Maiden na Arena Anhembi, a infeliz ideia de realizar o evento do Black Sabbath em plena sexta-feira, trouxe, é claro, vários transtornos ao público paulistano. Só para citar um exemplo, este jornalista que vos escreve demorou cerca de 1 hora para chegar ao Campo de Marte, de carro, mesmo tendo saído da sede da Agência Estado, no bairro do Limão, às 17h50. O que dizer, por exemplo, do fã que se descolou de uma zona sul ou zona leste?

Sim, é claro que havia o metrô como solução, mas, ainda assim, o sujeito que se dirigiu ao local do evento precisou sair mais cedo do trabalho para conseguir ver o não menos imperdível show de abertura, que era do Megadeth, e que estava marcado para as 19h45. O Roque Reverso ouviu diversos relatos de pessoas que só conseguiram passar pelas catracas do Campo de Marte quase no fim da apresentação da banda de thrash metal.

Espaço novo para shows, o Campo de Marte passou a imagem de que é possível fazer um grande evento naquele local. Mas, especificamente em relação ao show do Black Sabbath, as críticas pipocaram. A começar pela localização do palco, que parecia ter sido enxertado no primeiro espaço disponível visto e no final de um terreno íngreme. Para aquela quantidade de pessoas, será que o mais recomendável não era um terreno plano?

A ideia de colocar o palco mais baixo no que pareceu uma ladeira é boa quando todo o terreno segue esse padrão, como se fosse um Via Funchal bem maior, que, quando existia, fornecia uma ótima visão em todos os cantos da pista. O problema é que o topo do terreno no Campo de Marte era exatamente na divisa da Pista Vip com a Comum, exatamente onde este jornalista conseguiu ficar. O resultado é que, quem estava lá atrás (e estamos falando de um show com 70 mil pessoas), teve dificuldades até para ver os telões de cada canto do palco.

O som, que foi vergonhoso no show do Iron Maiden, estava muito melhor nos eventos do Megadeth e no do Black Sabbath. Mas houve relatos de pessoas que, dependendo do local onde estavam, notaram o vento gerando um sobe-e-desce no volume durante as apresentações. Enquanto tentava “conquistar território” no show do Megadeth, este jornalista chegou a ver isso acontecendo, especialmente no começo da apresentação da banda norte-americana.

Tirando esses detalhes, fundamentais quando o preço mínimo dos ingressos inteiros é de R$ 300,00, tudo aconteceu na maior tranquilidade para a noite histórica do Black Sabbath na capital paulista.

O show

Dez minutos antes do que era previsto oficialmente pela Time For Fun, o Black Sabbath subiu ao palco por volta das 21h05. Com uma explosão de êxtase imediata da plateia, a primeira música executada da noite foi nada menos que “War Pigs”, do segundo álbum do grupo, “Paranoid”, de 1970. Vale destacar que a participação da plateia foi extraordinária, gerando um imenso coro que arrepiava os mais frio dos headbangers.

Ozzy andava no palco de um lado para o outro, regia a plateia e mostrava que sua voz continua entre as mais poderosas do heavy metal. Tony Iommi empunhava a guitarra e tirava o som grave e rasgado que consolidou o estilo. Geezer Butler atacava o baixo ferozmente e trazia um peso adicional inacreditável ao que era proporcionado pelo parceiro de décadas. E, para completar, Tommy Clufetos, baterista da turnê, espancava a bateria com gosto e mostrava grande técnica no instrumento.

Ao final da música, Ozzy fez o público cantar o famoso “olê, olê, olê” de estádios de futebol e a banda imediatamente emendou “Into the Void”, do disco “Master of Reality”, de 1971. O som de ótima qualidade, aliado à performance arrasadora dos músicos, fazia com que o peso da canção ficasse muito mais forte.

Tony Iommi dava, para variar, uma verdadeira aula de como tocar um riff de heavy metal com classe e comovia. Era impossível não lembrar que ali estava um sujeito que luta contra um câncer e que poderia estar em casa descansando e se recuperando. Mas ele demonstrava que estava vivendo demais aquele momento, para sorte do público.

O momento era de resgatar as coisas antigas. E foi do disco “Black Sabbath Vol. 4”, de 1972, que o grupo tirou as duas músicas seguintes: “Under the Sun” e “Snowblind”. Era impressionante o peso que era gerado por aquela mistura Iommi-Butler-Clufetos e isso deixava o público vidrado e boquiaberto.

De um lado, Tony Iommi tocava a guitarra como se estivesse fazendo a coisa mais simples do mundo. Clufetos marretava a bateria como se aquele ato fosse salvar o mundo. Geezer Butler, em contrapartida, dedilhava com força as cordas do baixo, como se elas fossem de papel ou coisa ainda mais frágil.

A turnê do Black Sabbath está ligada à divulgação do excelente álbum “13”, lançado em junho deste ano. Depois dos quatro petardos dos Anos 70 tocados inicialmente, foi a vez de a banda executar a boa “Age of Reason”, do novo trabalho. Alguns fãs que ainda não estavam familiarizados com o disco até pensaram que se tratava de mais um sucesso de começo de carreira do grupo.

O ponto máximo

Foi então que, depois desta pausa nos clássicos, o Sabbath executou aquele que sintetiza a alma da banda: “Black Sabbath”, a primeira música do primeiro álbum, lançado em 1970 com nome idêntico. O momento em questão, para muitos, foi o maior de todo o show, pois o que se viu no Campo de Marte foi uma contemplação de algo histórico.

Enquanto Tony Iommi tirava os acordes e Ozzy cantava, a impressão era de que o planeta havia momentaneamente parado de rodar para que a origem do heavy metal fosse apreciada por todos.

Foi nessa parte do show que há tempos não se via tanto marmanjo com os olhos marejados ou chorando sem vergonha alguma, compreendendo que, talvez, estava presenciando algo fantástico pela primeira vez e que também nunca mais veria aquele momento.

Mais peso

Se o show terminasse ali, seria capaz de o público sair sem reclamar, mas o grupo trouxe mais duas do  “Black Sabbath Vol. 4”: “Behind the Wall of Sleep” e “N.I.B.”, que, mais uma vez, mostraram o quanto Geezer Butler precisa ser reverenciado como um “monstro” do baixo.

Na sequência, foi a vez de o Black Sabbath trazer aquela que, para este jornalista, é a melhor música do novo álbum “13”. Com estrutura e cadência musical que lembra bastante a música “Black Sabbath”, “End of the  Beginning” foi executada. Tal qual o cenário visto na maioria das demais músicas tocadas no Campo de Marte, era admirável o poder da guitarra de Tony Iommi. Enquanto várias bandas se matam, com dois destes instrumentos, para trazer algo de peso, o mago do riffs brincava e gerava um som recheado de vibração num volume bastante alto.

De volta ao disco “Paranoid”, o grupo executou duas do grande álbum: “Fairies Wear Boots” e “Rat Salad”. Ozzy se divertia demais com o público. Puxava coros, mandava a plateia erguer os braços e era seguido sem resistência. A segunda canção, instrumental, serviu para o vocalista dar uma breve descansada e, mais para o final, o mesmo ser feito por Iommi e Butler. Com um solo estupendo de bateria,Tommy Clufetos fez os 70 mil presentes esquecerem da ausência do Bill Ward, num show particular com técnica e peso.

Após o descanso do incrível trio, o público foi presenteado com o megaclássico “Iron Man”, também do “Paranoid”. Com um coro ensurdecedor que acompanhava os acordes de Tony Iommi, mais um grande momento da apresentação foi registrado na mente dos fãs. As vozes de 70 mil pareciam bater no palco e voltar com se fossem uma onda sonora. “São Paulo Rocks!”, gritou Ozzy, curvando-se à sempre vibrante plateia paulistana.

Na sequência, a banda trouxe “God Is  Dead?”, do novo disco, e “Dirty Women”, do álbum “Technical Ecstasy”, de 1976. Elas foram bem recebidas pelo público, mas, de todo o set list, ambas poderiam ter sido trocadas por algum outro clássico não tocado, como “Symptom of the Universe”. Em “Dirty Women”, destaque para os vídeos de garotas nuas que fizeram sucesso no telão central do palco.

Para fechar o set list, um megaclássico do heavy metal: “Children of the Grave”. Já sinalizando o encerramento da apresentação, Ozzy pediu à plateia uma dose extra de fôlego e foi correspondido. Tirando forças mesmo com o cansaço de duas horas de show, o público vibrou demais com o tradicional riff e várias rodas chegaram a ser abertas na pista.

Após uma breve pausa para o descanso e vários gritos para o retorno do grupo, os músicos voltaram ao palco e Tony Iommi deixou todos os presentes na vontade quando executou os acordes de “Sabbath Bloody Sabbath”. Ficou só na ameaça, já que a banda logo iniciou outro superclássico: nada menos que “Paranoid”, que fechou definitivamente o show e levou o Campo de Marte inteiro ao delírio extremo, com todos pulando, cantando e realizando mais um sonho.

Fim da apresentação e a constatação de que todos haviam visto um show épico, capaz de peitar e até superar outras grandes apresentações que a cidade de São Paulo viu ao longo de sua história, como as do AC/DC em 1996 e dos Rolling Stones em 1995. Quem viu, jamais esquecerá o que o Black Sabbath realizou no Campo de Marte e contará para filhos e netos o quanto foi importante a experiência inacreditável de ter acompanhado os inventores do heavy metal.

Resta a torcida para a saúde de Tony Iommi melhorar e para que os demais membros tenham condições de continuar a carreira novamente juntos, levando esse som tão importante do rock para o mundo inteiro e, se bobear, voltando novamente ao Brasil.

O Roque Reverso descolou uma penca de vídeos amadores de qualidade no YouTube. Fique inicialmente com “War Pigs”. Depois veja “Snowblind”, o momento épico de “Black Sabbath”, “End of the Beginning”, “Iron Man”, “Children of the Grave” e “Paranoid”. \m/

Set list

War Pigs
Into the Void
Under the Sun
Snowblind
Age of Reason
Black Sabbath
Behind the Wall of Sleep
N.I.B.
End of the Beginning
Fairies Wear Boots
Rat Salad / Drum Solo
Iron Man
God Is  Dead?
Dirty Women
Children of the Grave

Paranoid

14
out
13

Kirk Windstein deixa o Down para se dedicar exclusivamente ao Crowbar

Kirk Windstein, um dos guitarristas da formação original do grupo norte-americano Down, anunciou a saída da banda no começo de outubro.

Após 22 anos, o músico decidiu amigavelmente deixar o conjunto musical do vocalista Phil Anselmo para se dedicar exclusivamente ao seu outro conhecido grupo, o Crowbar.

No Down, Windstein foi substituído por Bobby Landgraf (Ghadzilla e Blowfly).

A banda, que fez excelente show no Brasil em abril, já terminou parte da gravação do novo EP, que tem previsão de lançamento para o primeiro trimestre de 2014.

O novo trabalho será o sucessor de “Down IV Part 1 – The Purple EP”, lançado em setembro de 2012.

O projeto inicial da banda era um total de 4 EPs, que seriam lançados num período de 4 anos com as diversas tendências usadas pelo Down desde a sua fundação.




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