Arquivo para abril \30\-02:00 2012

30
abr
12

Jeff Waters dá aula de guitarra no 1º show da história do Annihilator no Brasil

Depois de um grande tempo de espera, os fãs brasileiros do thrash metal finalmente tiveram a oportunidade de ver um show do Annihilator no País. O grupo canadense, liderado pelo mago das guitarras Jeff Waters e com 28 anos de estrada, tocou pela primeira vez no Brasil no dia 24 de abril, no Carioca Club, em São Paulo.

Apesar de a apresentação ter acontecido numa noite fria de terça-feira, o público compareceu em bom número e viu uma verdadeira aula de Waters, que estava acompanhado por companheiros de banda bastante competentes e capazes de dar suporte ao talentoso músico. O show em São Paulo foi não somente o primeiro no País, mas também a estreia do grupo na América do Sul.

Na verdade, o Annihilator iniciaria sua passagem pelo continente no dia 22 de abril no Metal Open Air, em São Luís, no Maranhão. Mas o vergonhoso fiasco que se tornou o cancelado festival de heavy metal impediu que aquele fosse o primeiro contato com os brasileiros.

Por sinal, do lado de fora do Carioca Club, havia certo receio de o show não acontecer ou ser realizado sem as devidas condições. Tudo porque a organizadora do show era a Negri Concerts, que, juntamente com a Lamparina Produções, foi responsável pelo Metal Open Air. Mesmo com a produtora garantindo, pelas redes sociais, que a apresentação aconteceria, não era de se estranhar a desconfiança do público. No final, tudo foi realizado de maneira perfeita e todos sairam do local bastante satisfeitos com o show.

Antes do Annihilator, outra banda gringa se apresentou no Carioca Club: o Otep. Com um som mais voltado para o metal core e para o Nu Metal, o grupo norte-americano da vocalista Otep Shamaya até foi acompanhado por um grupo de fãs de carteirinha, mas não chegou a empolgar a maioria do público, que estava ali para ver pela primeira vez Jeff Waters &  Cia.

Após a apresentação de 1 hora do Otep e de cerca de meia hora para os últimos ajustes no som, São Paulo viu pela primeira vez o Annihilator. Com sua clássica guitarra vermelha do estilo Flying V, que tem, não por acaso, sua assinatura, Jeff Waters entrou todo elétrico no palco, juntamente com a banda, executando a música “Ambush”, do seu mais recente álbum de inéditas, “Annihilator”, de 2010.

Logo de cara, o público viu que o show iria ser matador, com Waters usando e abusando de seu instrumento, enquanto Dave Padden fazia uma competente base na guitarra e mandava muito bem nos vocais. No baixo, o pequeno Al Campuzano também mostrava uma marcante presença de palco.

Em “King of the Kill”, do álbum de mesmo nome, de 1994, Jeff Waters e Dave Padden dividiram os vocais. Impressionante observar a facilidade com que o primeiro tocava as músicas numa rapidez incrível. Era como se Waters brincasse com a guitarra e a dominasse como se fosse a coisa mais normal do mundo, enquanto o público ficava vidrado na sua performance.

“Betrayed”, mais uma do álbum “Annihilator” foi executada logo depois. Nesta música, chamou a atenção, além do riff tradicional de thrash metal “old school”, a vibração da plateia, que cantava o refrão “Betrayed, like a rat”, com empolgação. Na sequência, o grupo tocou a rápida “Clown Parade” do disco “Metal”, de 2007 .

Jeff Waters então perguntou para o público se o Brasil gostava de thrash metal. A resposta, é claro, foi amplamente positiva. “So bang your fucking heads”, disse o guitarrista, para emendar, na sequência, a poderosa “Ultra-Motion”, do álbum “Waking the Fury”, de 2002. Mais uma vez, o que se viu foi o gênio brincando com sua Flying V com rápidos e incríveis dedilhados, enquanto a roda de mosh dominava o centro da pista.

Interessante notar que, em vários momentos do show, tanto Waters como Padden, caminhavam para a parte de trás das caixas de som para ajustar suas guitarras. Este detalhe não prejudicou, entretanto, a apresentação, que, por sinal, contou com uma ótima qualidade de som do início ao fim.

Depois de uma brevíssima pausa, Jeff Waters voltou com uma guitarra diferente, com uma pintura que fazia referências ao Canadá. A próxima música tocada foi o sucesso “Set the World on Fire”, do álbum de mesmo nome (de 1993) e que teve um clipe que fez sucesso no mundo metálico da MTV na década de 90. O riff matador desta música fez quase o Carioca Club inteiro bater cabeça, num dos grandes momentos do show.

Ciente de que os fãs gostariam de ver sucessos de toda a carreira da banda, o Annihilator executou vários petardos que deixaram o público ainda mais boquiaberto com a técnica da banda, em especial a de Waters. “W.T.Y.D.” e “”Burns Like a Buzzsaw Blade” , do primeiro e excelente disco  “Alice in Hell” (1989), tiraram o fôlego da galera, assim como “Phantasmagoria” e “Stonewall”, do não menos ótimo álbum “Never, Neverland”, de 1990.

Com mais da metade do show em curso, já era possível questionar: por que o Annihilator, com toda esta técnica incrível e com um guitarrista desses não explodiu no heavy metal como outras grandes bandas, tipo Metallica, Megadeth, Anthrax e Slayer? Talvez, ao lado do Death Angel, que fez shows históricos em São Paulo no Clash Club e no Blackmore Rock Bar em 2010, o grupo de Jeff Waters seja um dos maiores injustiçados do thrash metal, com um reconhecimento muito menor do que deveria ter do público e da mídia especializada.

As músicas “21”, do “King fo the Kill”; “I Am in Command”, do “Never, Neverland”; e “The Trend” mantiveram o público envolvido com o show. A última, que também é do álbum “Annihilator” foi uma verdadeira exibição de Waters para guitarristas. Daquelas que te faz pensar em voltar a tocar o instrumento ou, se nunca tocou, ter vontade de começar.

O líder da banda era extremamente simpático com o público, fazendo várias brincadeiras com o povo da fila do gargarejo, enquanto dava sua aula com maestria.

Em vários momentos, ele tentava conversar com a plateia, que era bastante receptiva e demonstrava sua satisfação com o ótimo show. Público e banda pareciam claramente que estavam curtindo demais aquele momento.

Mais um grande momento da apresentação foi com a ótima “The Fun Palace”, do “Never, Neverland”. Particularmente, esta é a favorita deste jornalista que vos escreve. E foi emocionante presenciar esta música pela primeira vez ao vivo e muito próximo da banda.

Na sequência, o grupo deu uma pequena saída do palco para um breve descanso. Na volta, Waters conversa com o público e até tenta contar piadas canadenses, mas não chega a fazer o povo rir como queria, o que mostra que o melhor mesmo era ser o grande guitarrista que se transformou.

Eis que a banda tira da manga uma homenagem de Waters ao AC/DC. Com uma pegada mais hard rock da clássica banda australiana, o Annihilator executa “Shallow Grave”, do álbum “Carnival Diablos”, de 2001.

O show caminhava para seu final, mas faltava, no mínimo, um clássico do heavy metal para ser tocado. O grupo brinca, ameaça tocar “Children of the Sea”, do álbum “Heaven and Hell”, do Black Sabbath, pergunta ao público se falta alguma coisa e a plateia responde que sim, é claro. É quando o baixista Al Campuzano começa a soltar os primeiros acordes de “Alison Hell”, o Carioca Club vem quase abaixo.

Com entrosamento impressionante, o grupo executou este hino do heavy metal com maestria e fez muito marmanjo ficar arrepiado com o riff poderoso da música. Ao final, uma das cordas da guitarra de Waters ainda estourou, o que não impediu o mestre de ainda solar no finalzinho da canção.

Com o término do show, a banda agradeceu a plateia e deixou claro que pretende voltar em breve para o Brasil. Essa foi uma grande apresentação para os poucos sortudos que se descolaram em plena noite de terça-feira ao Carioca Club. O espetáculo terminou prá lá de meia noite, mas ficou a sensação de o público ter visto uma verdadeira aula de guitarra, aliada a uma boa pegada de thrash metal.

Depois de outras grandes apresentações, como as de Joe Satriani, Steve Morse e Yngwie Malmsteen ao vivo, este jornalista coloca a performance de Jeff Waters logo em seguida entre as melhores que já viu de um guitarrista. Valeu a espera!

Para relembrar os grandes momentos do show, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Para começar, fique com a abertura da apresentação, com a música “Ambush”. Depois veja “Set the World on Fire”; um vídeo de 13 minutos que traz “The Trend” e “The Fun Palace”; e, claro, “Alison Hell”. As fotos desta resenha foram gentilmente cedidas a este veículo de informação pelo ótimo fotógrafo Renan Facciolo, que vem a cada dia se tornando num dos melhores profissionais para retratar os shows de rock no País.

Set list

Ambush
King of the kill
Betrayed
Clown Parade
Ultra-Motion
Set the World on Fire
W.T.Y.D.
Burns Like A Buzzsaw Blade
Phantasmagoria
Stonewall
21
I Am in Command
The Trend
The Fun Palace
 
Shallow Grave
Alison Hell
28
abr
12

Após hiato de 5 anos, Prong lança novo álbum

Boa banda de thrash metal criada no final da década de 80, o Prong rompeu um hiato de 5 anos e lançou no dia 24 de abril seu mais novo álbum, via Long Branch Records/SPV. “Carved Into Stone” tem 11 músicas e foi produzido por Steve Evetts, que já trabalhou com o Sepultura e o Symphony X, entre outros grupos do rock pesado. A arte da capa foi elaborada por Vance Kelly, que já fez trabalhos para o Down.

Quem se lembra do Prong, sabe muito bem que o álbum “Beg to Differ”, de 1990, é item obrigatório para qualquer fã que aprecia um thrash metal feito com grande técnica e qualidade. Responsável por firmar o nome da banda no cenário do metal, o disco citado traz uma das melhores sequências de músicas pesadas do thrash em um único álbum.

Agora, com “Carved Into Stone”, a avaliação da imprensa roqueira internacional foi de que o novo disco do Prong é um grande candidato a entrar na lista dos melhores do heavy metal na década. De fato, só de escutar a primeira faixa, “Eternal Heat“, a sensação é de algo de grande qualidade e peso que lembra os bons tempos do grupo norte-americano.

A formação da banda atualmente não é a mesma clássica dos anos 80, mas o guitarrista e vocalista Tommy Victor, que sempre foi o líder do grupo, está lá, mantendo a grande qualidade que fez com que ele integrasse grandes nomes do metal, como o Danzig e o Ministry. Completam o trio, o baterista Alexei Rodriguez e o baixista Tony Campos.

O primeiro vídeo do novo álbum é da música “Revenge … Best Served Cold”, a quarta da lista. Veja abaixo a relação de faixas do novo álbum e o novo clipe do Prong.

1 – Eternal Heat
2 – Keep On Living In Pain
3 – Ammunition
4 – Revenge … Best Served Cold
5 – State of Rebellion
6 – Put Myself to Sleep
7 – List of Grievances
8 – Carved Into Stone
9 – Subtract
10 – Path of Least Resistance
11 – Reinvestigate

25
abr
12

G3, com Joe Satriani, John Petrucci e Steve Morse, vem ao Brasil para shows em outubro

Quem aprecia o instrumento das seis cordas tem um compromisso imperdível em outubro, quando três grandes guitarristas internacionais vêm ao Brasil para apresentações no Rio de Janeiro e em São Paulo. Joe Satriani, John Petrucci e Steve Morse farão o show do G3 e prometem dar uma aula aos fãs.

Na capital fluminense, o trio se apresentará no Citibank Hall, no dia 11 de outubro. No dia seguinte, é a vez do Credicard Hall ser o palco do grande evento.

De acordo com a Time For Fun, clientes Credicard, Citibank e Diners contam com pré-venda exclusiva entre 7 e 13 maio. O público em geral poderá adquirir os ingressos a partir de 14 de maio.

Segundo a organizadora dos shows, informações sobre preços e serviço serão divulgadas em breve.

Originalmente organizado pelo lendário guitarrista Joe Satriani, o G3 já contou com a participação de Steve Vai, Eric Johnson, Kenny Wayne Shepherd, Robert Fripp e Yngwie Malmstein, entre muitos outros mestres do instrumento.

Satriani é considerado um dos maiores guitarristas de todos os tempos e teve nada menos que Kirk Hammett, do Metallica, como um de seus alunos mais famosos. Em 2009, juntou-se a Sammy Hagar e Michael Anthony, ambos ex-integrantes do Van Halen, além de Chad Smith do Red Hot Chili Peppers, para formar o grupo Chickenfoot, que fez trabalhos recentes muito elogiados por crítica e público.

John Petrucci, é simplesmente um dos fundadores da banda de metal progressivo Dream Theather, que dispensa apresentações. Steve Morse é conhecido por seu trabalho impecável no Dixie Dregs e mais recentemente no lendário Deep Purple.

23
abr
12

Set list do curto show do Megadeth no Metal Open Air

Se alguma coisa prestou no Metal Open Air, a tentativa de algumas poucas bandas tocarem no caótico festival foi, talvez, o único ponto positivo. Apesar dos diversos cancelamentos verificados no evento vergonhosamente mal produzido pela Negri Concerts e pela Lamparina Produções, o Megadeth, um dos maiores grupos da história do heavy metal mundial, subiu ao palco em respeito aos fãs.

A banda liderada por Dave Mustaine fez um show curtíssimo, de cerca de uma hora, mas conseguiu levar um pouco de alegria ao público que sofreu com o mais puro desrespeito dos organizadores, que transformaram o MOA no mico do século entre os festivais de rock no Brasil.

Antes do grupo norte-americano de thrash metal, outras bandas gringas já haviam se apresentado e encantado as pessoas que foram a São Luís, no Maranhão. Foram os casos do Destruction, do Exodus e do Symphony X, que fizeram shows elogiados por crítica e público presentes no Parque da Independência.

O Megadeth tocou apenas 10 músicas. Apesar da alegria levada a muitos que nunca haviam visto a banda ao vivo, houve muita reclamação sobre a qualidade do som neste show. O próprio Mustaine chegou a ir ao microfone explicar que tinha alguns problemas com o som de sua guitarra.

Em outros tempos, quem conhece o Megadeth, sabe que seu líder não teria muita paciência e não pouparia os próprios técnicos de som. Como os tempos são outros, Mustaine foi pelo menos simpático com o público e tocou até onde foi possível, depois de entrar e sair do palco várias vezes para tentar transformar o show em algo audível. Ao final da apresentação, ainda saudou e se despediu da plateia, que ainda foi presenteada com palhetas e adereços da banda.

Mais tarde, em sua página oficial no Facebook, o vocalista agradeceu demais o público que foi ao festival e disse que o primeiro dia do Metal Open Air só aconteceu graças ao esforço de sua equipe. “Tornaram couro de porco em seda”, escreveu Mustaine. “Nós tocaríamos, não importava como. Não estavámos tocando mais pelos organizadores, estávamos tocando para o público”, acrescentou.

O Roque Reverso descolou o set list oficial do show no site do Megadeth e dois vídeos que foram colocados no YouTube. Fique com “A Tout Le Monde” e “Symphony of Destruction”.

Set list

Trust
Hangar 18
She-Wolf
Public Enemy No. 1
Whose Life (Is It Anyways?)
Guns, Drugs & Money
A Tout Le Monde
Symphony of Destruction
Peace Sells
Holy Wars…The Punishment Due

 

 

22
abr
12

Após caos do 2º dia, que contou com desistência do Anthrax, Metal Open Air é cancelado no Maranhão

O que era praticamente inevitável aconteceu neste domingo, dia 22 de abril, em São Luís, no Maranhão. Após o segundo dia (21) do festival ter sido ainda mais caótico do que o primeiro (20), com a apenas quatro bandas (!!!) se apresentando, o Metal Open Air foi pateticamente cancelado oficialmente pela organização do evento, realizada pela Lamparina Produções e pela Negri Concerts. Com este final lamentável e vergonhoso, aquilo que estava sendo prometido como o maior festival de heavy metal no Brasil em todos os tempos acabou se transformando no maior mico da história do estilo e, talvez, de toda a história dos festivais já realizados no País.

Em nota distribuída à imprensa presente no Maranhão, a Lamparina Produções lamentou “profundamente” o cancelamento do terceiro dia do festival, que ainda traria, entre outros nomes, o Annihilator e o Obituary. Outras bandas que também tocariam no último dia, já haviam cancelado suas respectivas participações: o Venom, por problemas de visto na véspera do início do MOA, e o Saxon, na companhia de diversas outros grupos, na sexta-feira.

Se o primeiro dia do Metal Open Air já havia sido um festival de notícias negativas, com  vários cancelamentos e informações de que o público estava sendo muito mal tratado, o segundo dia do evento foi ainda mais caótico, com mais bandas desistindo, como o grande Anthrax e o Blind Guardian; e um dos palcos principais sendo desmontado. O Roque Reverso, por meio do Twitter e do Facebook, tentou manter seus leitores informados sobre a maioria dos acontecimentos na medida do possível, já que as informações negativas pipocavam de minuto a minuto.

Os boatos de cancelamento do Metal Open Air já circulavam pela internet e pelos bastidores do festival no segundo dia, que quase não aconteceu. Tudo porque as notícias que chegavam a todos eram de que os organizadores não haviam pago as empresas responsáveis pelo som, iluminação e infraestrutura. Aos trancos e barrancos e com mais um atraso enorme, apenas quatro bandas tocaram no dia 21: o Ácido, o Dark Avenger, o Legion of the Damned e o Korzus.

Enquanto isso, na internet, pipocavam notas oficiais de desistência de vários outros grupos, como o Matanza e o Carro Bomba, que sequer saiu de São Paulo, alegando “falta de organização e desprezo” da produção do festival. Em contrapartida, nos sites, Twitter e Facebook do MOA, nada era abordado e nenhuma informação do caos instalado era divulgada para a imprensa que não conseguiu sequer uma credencial para o evento, como este Roque Reverso.

“Não tinha como continuar depois do clima de ontem”, disse Natanael Jr., dono da Lamparina Produções, neste domingo, em reportagem divulgada pelo portal UOL. Ele, por sinal, negou ter agredido o proprietário da Negri Concerts, Felipe Negri, que chegou a postar, e depois apagar, uma foto no Facebook com um galo na cabeça, em mais um momento vergonhoso do Metal Open Air.

Conforme reportagem do portal Terra, o Procon de São Luís já abriu um processo em parceria com o Ministério Público contra os organizadores do evento. “Ainda assim o Procon vai receber ações individuais, de pessoas que querem ser ressarcidas”, explicou Kléber José Moreira, gerente do órgão, ao portal noticioso.

O estrago causado pelo Metal Open Air é fenomenal. Inicialmente, claro, para os heróis que se dirigiram ao Maranhão, acreditando nos organizadores. Depois, para a própria São Luís, já que, mesmo com a cidade não tendo nada a ver com a falta de competência das empresas envolvidas, dificilmente grupos estrangeiros vão querer voltar para lá, tamanha a repercussão negativa que já se alastrou pela internet.

Outra imagem que foi arranhada é a do Heavy Metal, pelo menos na cabeça daqueles que sempre torceram o nariz para o estilo neste Brasil. Depois de anos de conquista gradativa do respeito e de enfrentar várias tentativas de ridicularização, o estilo musical foi notícia negativa até no Jornal Nacional da Rede Globo, aquela que inventou o termo “metaleiro” e que raramente fala de maneira positiva desta vertente do rock n’ roll.

Os culpados pela vergonha nós já conhecemos. Torcemos muito, portanto, para que a justiça seja feita e que as pessoas prejudicadas sejam tratadas com o respeito que não tiveram lá no Maranhão. Infelizmente, não é exagero dizer que o dia 22 de abril de 2012 pode ser considerado como o mais triste da história do Heavy Metal no Brasil!

21
abr
12

Rock N Roll All Stars, Saxon, R.D.P. e mais bandas nacionais cancelam participação no Metal Open Air

Se, na véspera do Metal Open Air, o cancelamento do show do Venom, por problemas de visto, já havia trazido uma grande decepção aos fãs brasileiros, no primeiro dia do festival de heavy metal, o estrago seria muito maior. Tudo porque, no dia 20 de abril, foi vista uma verdadeira enxurrada de notíciais de mais desistências de bandas internacionais e nacionais, todas alegando o descaso dos organizadores do evento, seja pela falta de pagamento de cachê ou até de passagens para a chegada a São Luís, no Maranhão, onde o festival acontece. Entre os grupos internacionais, o Rock N Roll All Stars e o Saxon se juntaram ao Venom. Entre os nacionais, o Ratos de Porão é, por enquanto, o maior nome do Brasil a anunciar seu cancelamento.

Ao lado da banda de João Gordo, nada menos que mais 8 grupos brasileiros também desistiram de participar do festival, que prometia ser o maior da história do heavy metal no País: Attomica, Headhunter DC, Stress, André Matos, Ânsia de Vômito, Obskure, Uneartlhy e Expose Your Hate. Eles se juntaram ao Hangar e ao Terra Prima, que foram as bandas daqui que na véspera também haviam alegado descaso dos organizadores.

Se não bastasse toda esta onda de cancelamentos, o primeiro dia do Metal Open Air também contou com uma série de reclamações do público com o caos instalado no Parque da Independência, onde o festival acontece nos dias 20, 21 e 22 de abril. Falta de informação para chegar ao local; falta de banheiros suficientes; camping armado em uma antiga área que era um estábulo; área de alimentação precária e ainda passando por reparos finais; e um atraso de mais de 4 horas para o início do evento estão na extensa lista de problemas enfrentados por quem se deslocou até o festival.

Segundo o relato de outros sites de rock que estão fazendo a cobertura do evento, até o Anthrax, um dos principais nomes do festival, foi vítima do descaso dos produtores.  O grupo norte-americano de thrash metal chegou ao Aeroporto de Guarulhos às 11 horas e não encontrou ninguém da produção para recebê-los  e providenciar a baldeação para outra aeronave em direção a São Luís. Por conta própria, os músicos e técnicos da banda conseguiram um voo para o Maranhão.

Na outra ponta, a Negri Concerts e a Lamparina Produções, responsáveis pelo Metal Open Air, limitaram-se a lamentar o ocorrido em entrevistas a alguns veículos de comunicação, como o UOL e o G1. No site, no Facebook ou no Twitter do festival, nada sobre os cancelamentos! Nenhuma informação para quem precisa ficar atualizado sobre o evento (E tem gente que ainda reclamava do Rock in Rio!).

Especificamente sobre o cancelamento do supergrupo Rock N Roll All Stars, os produtores divulgaram nota, dizendo que o grupo quebrou contrato com a organização do MOA. Segundo Natanael Júnior, da Lamparina, a dois dias do evento os organizadores foram informados que o ator Charlie Sheen não viria mais. Ele seria o apresentador e uma das atrações principais deste sábado, que teria o Rock N Roll All Stars como banda de fechamento. Pelo contrato, a produção local teria direito a substituir o artista ou reduzir o valor contratual, o que não aceito pelo supergrupo. De acordo com Natanael, o Rock N Roll All Stars ainda fez exigências que não estavam previstas em contrato, que envolviam quantidade de hospedagens, por exemplo.

Nas redes sociais da internet e nos fóruns de discussões de fãs de heavy metal, o sentimento é de vergonha e revolta com os organizadores do MOA. A revolta aumentou ainda mais depois que o Felipe Negri, da Negri Concerts, postou no Twitter, logo após o início do festival, a seguinte mensagem: “Para quem falou que não ia rolar, VÃO TODOS SE FODER!!!” 

O Roque Reverso lamenta demais o que vem acontecendo no festival. Qualquer pessoa que gosta de heavy metal estava torcendo, E MUITO, pelo sucesso do Metal Open Air. O que ficou parecendo, entretanto, é que os organizadores sonharam com algo muito maior do que poderiam produzir; como se quisessem comprar uma Ferrari com um dinheiro para um Fusquinha. 

É, sem dúvida, louvável a ideia de trazer várias bandas internacionais para o Brasil e incrementar o festival com vários grupos brasileiros. Mas não seria melhor um número menor de atrações na primeira edição? Sendo este o primeiro grande megaevento roqueiro do Nordeste em toda a história, não seria melhor ter pensado em algo nos moldes do saudoso e bem avaliado Monsters of Rock, que contou com 4 edições na cidade de São Paulo, na década de 90, todas elas em um único dia e com menos bandas? 

Não estamos aqui para instalar uma Inquisição ou para jogar os produtores na fogueira. Mas a imagem do Brasil será fatalmente arranhada fora do País entre os grupos de rock pesado. Justamente numa época em que os shows estavam crescendo em níveis incríveis por aqui. Aguardamos, portanto, um posicionamento mais claro dos organizadores para uma conclusão final do que foi este Metal Open Air. 

O festival, aos trancos e barrancos, começou na sexta-feira (20) e o Megadeth, banda principal do dia, conseguiu se apresentar. Resta agora saber como serão os dois últimos dias, justamente sem as bandas que fechariam: o Rock N Roll All Stars, no dia 21, e o Venom, no dia 22.

Para quem ainda vai ao MOA, existem informações ainda importantes no no site oficial do evento: www.metalopenair.com. Algumas dúvidas específicas sobre o festival, podem ser esclarecida também nesta área específica do site.

20
abr
12

Rush libera vídeo de música nova; álbum novo sai no dia 12 de junho

O Rush liberou na quinta-feira, dia 19 de abril, o vídeo da música “Headlong Flight”, primeiro single de seu novo álbum “Clockwork Angels”, que tem o dia 12 de junho como data prevista de lançamento.

O novo disco terá 12 faixas e “Headlong Flight” é a terceira da lista.  O álbum foi produzido, além do próprio grupo, por Nick Raskulinecz, o mesmo que foi responsável por “Snakes & Arrows”, de 2007, último trabalho em estúdio do Rush.

A faixa traz um peso que gerou vários comentários positivos entre fãs na internet e de gente que gosta do bom e velho rock n´roll. 

É a terceira música conhecida do novo álbum, já que “Carvaan” e “BU2B” foram disponibilizadas digitalmente em 2010.

Veja abaixo o vídeo liberado pelo Rush:

19
abr
12

Venom cancela participação no Metal Open Air na véspera do início do festival

Na véspera do início daquele que promete ser o maior festival brasileiro de heavy metal de todos os tempos, o grupo Venom anunciou o cancelamento de sua participação no Metal Open Air. Em nota divulgada no site oficial da banda britânica, os músicos disseram que problemas com o visto para viajar para a América do Sul são os motivos, já que, por engano, ele foi emitido para uma viagem à África!?!?

Detalhe: o Venom era apenas o grupo que iria fechar o Metal Open Air, no dia 22 de abril.

O evento começa dia 20 de abril em São Luís do Maranhão, no Parque da Independência, e promete reunir no fim de semana grandes nomes do metal internacional e nacional, como o Megadeth, o Anthrax, Exodus, Saxon, Ratos de Porão e Korzus, entre outros, como o supergrupo Rock N Roll All Stars, que reunirá grandes nomes do rock pesado: Gene Simmons (KISS); Joe Elliott (Def Leppard); Matt Sorum, Duff McKagan e Gilby Clarke (todos ex-Guns N’ Roses); Glenn Hughes (Deep Purple); Ed Roland (Collective Soul); Sebastian Bach (a voz original do Skid Row); Steve Stevens (Billy Idol); Mike Inez (Alice in Chains); e Billy Duffy (The Cult).

Além do Venom, que também cancelou shows que faria no Chile e no Equador, três bandas brasileiras não vão mais participar do Metal Open Air: Shadowside, Hangar e Terra Prima. A primeira alegou, no dia 12 de abril, problemas de logística para chegar ao festival. As outras duas soltaram notas distintas neste dia 19, alegando descaso da organização do festival com as bandas nacionais.

O baterista Aquiles Priester, do Hangar, soltou comunicado no Facebook, dizendo que a banda não recebeu o cachê combinado e que o valor que chegou ao grupo não era suficiente para pagar as despesas da viagem ao Maranhão. Pelo mesmo Facebook, o Terra Prima salientou que nem mesmo detalhes de hospedagem ou translado aéreo do grupo foram informados.

Do lado dos organizadores, até o fechamento deste post, apenas silêncio. Tanto a Negri Concerts quanto a Lamparina Produções não divulgaram notas sobre os cancelamentos em seus sites oficiais, Facebook, Twitter ou página oficial do festival. Numa das notas mais recentes da Lamparina no Facebook, a informação era de que a empresa estava enfrentando alguns problemas de logística com algumas bandas nacionais, mas que todos eles estavam sendo solucionados.

Sempre houve grande torcida entre os fãs para o sucesso pleno do Metal Open Air. Desde o início, os organizadores do festival sempre garantiram que o evento possuirá uma ampla estrutura para atender fãs do País inteiro: estacionamento externo à área do festival, camping indoor e outdoor (com banheiros e chuveiros), praça de alimentação, mais de 40 geradores de energia, dois palcos (lado a lado), camarote com área de Meet & Greet com as bandas do festival, área de convivência para os artistas, bilheterias para quem quiser adquirir ingressos na hora, entre outras facilidades. Prometem também que toda a estrutura do festival estará amparada por um grande esquema de segurança.

Todas as informações sobre bandas, valor dos ingressos, camping e merchandising oficial do Metal Open Air estão disponível no no site oficial do evento: www.metalopenair.com. Qualquer dúvida sobre o festival, poderá ser esclarecida também nesta área específica do site. O evento ainda tem tudo para ser o maior festival de rock pesado da história do Brasil e fica aqui a torcida para que novas baixas não sejam anunciadas.

Veja abaixo a programação original do festival:

Dia 20/4
Palco Ronnie James Dio
10h30 – Headhunter DC
12h00 – Hangar
14h15 – Almah
16h45 – Shaman
19h15 – Destruction
22h00 – Symphony X

Palco Cliff Burton
11h15 – Dark Avenger
13h00 – Exciter
15h30 – Orphaned Land
18h00 – Anvil
20h30 – Exodus
23h45 – Megadeth

Palco El Diablo
10h30 – Terra Prima
11h15 – Ânsia de Vômito
12h00 – Drowned
Após Megadeth: Fetish Dolls e Fúria Louca

Dia 21/4
Palco Ronnie James Dio
11h15 – Obskure
13h00 – Legion of the Damned
15h30 – Glenn H.
18h00 – Udo
20h30 – Blind Guardian
23h45 – Rock N Roll Allstars

Palco Cliff Burton
12h00 – Stress
14h15 – Korzus
16h45 – André Matos
19h15 – Grave Digger
22h00 – Anthrax

Palco El Diablo
11h15 – Expose Your Hate
12h00 – Ácido
Após Rock N Roll Allstars: Fetish Dolls e Carro Bomba

Dia 22/4
Palco Cliff Burton
10h30 – Attomica
12h00 – Matanza
14h15 – Torture Squad
16h45 – Ratos de Porão
19h15 – Fear Factory
22h00 – Saxon

Palco Ronnie James Dio
11h15 – Motorocker
13h00 – Otep
15h30 – Obituary
18h00 – Dio Disciples
20h30 – Annihilator
23h45 – Venom

Palco El Diablo
10h30 – Megaheartz
11h15– Uneartlhy
12h00 – Semblant
Após Venom: Fetish Dolls e Baranga

18
abr
12

Jim Marshall: o homem que amplificou o rock

Por Marcelo Galli*

A ida para a Inglaterra fez bem para Jimi Hendrix em dois sentidos: reconheceram sua genialidade e ele pôde ter contato com as engenhocas de Jim Marshall, também conhecido como o Pai do Barulho, morto no dia 5 de abril, aos 88 anos.

O rock sem os amplificadores Marshall é imaginar que Hendrix poderia soar como um músico medieval tocando num convento durante o inverno europeu (com direito a aparecer em algum romance do Umberto Eco). É exagero, mas mentira não é. Nenhum amplificador disponível no mercado em 1967 proporcionaria o estrago sonoro que é “Foxy Lady”, a primeira música de “Are You Experienced”. Ou ainda “Spanish Castle Magic”, do “Axis: Bold as Love”, lançado em 1º de dezembro daquele mesmo ano.

A tradicional caixa preta e o nome em letras estilizadas em cor branca provocam fascínio inexplicável em roqueiros do mundo todo. Outro dia folheando meu caderno do primeiro colegial me deparei com alguns desenhos de amplificadores da marca e guitarras Gibson.

Na época gostava, de Guns N’ Roses. Ora, esse era o set básico do Slash, combinação também adotada por Jimmy Page. Ritchie Blackmore, Tony Iommi, Eric Clapton e Pete Townshend usaram equipamentos fabricados pelo empreendedor inglês; praticamente toda a cena heavy metal dos anos 1980 foi amplificada por Marshalls (os leitores do Roque Reverso que curtem metal devem lembrar da parede de amplificadores nos shows do Slayer).

Em resumo, o rock não seria rock sem os amplificadores Marshall – na certa a empresa nunca usou um slogan como esse, mas está liberada para usá-lo– quero meu pagamento de direito autoral em forma de mais barulho.

*Marcelo Galli é jornalista da Agência Estado e amante do bom e velho rock n’ roll

17
abr
12

Com show à parte de Geoff Tate, Queensrÿche faz grande apresentação em SP, com abertura do Fates Warning

O grupo norte-americano Queensrÿche se apresentou no HSBC Brasil no sábado, dia 14 de abril. Para alegria dos fãs, a banda do vocalista Geoff Tate fez um show impecável, que uniu técnica, grande qualidade de som e simpatia dos integrantes com o público presente.

Tate, por sinal, foi o grande destaque da noite e deixou todos boquiabertos com sua excelente performance, digna das grandes vozes do rock pesado.

Para completar a noite de celebração ao heavy metal progressivo, a casa de shows paulistana teve a honra de receber, como grupo convidado de abertura, o Fates Warning, um dos responsáveis pela criação do estilo.

Com um bom público, o também norte-americano Fates Warning se apresentou pela primeira vez no Brasil. Não bastasse este detalhe, ainda trouxe como baterista convidado nada menos que Mike Portnoy, ex-Dream Theater, que vem se transformando, para sorte de quem admira os grandes músicos, numa figurinha carimbada em shows pelo Brasil. Vale lembrar que há menos de 1 ano, ele esteve no Rock in Rio para se apresentar com o Stone Sour e que, em 2010, tocou no SWU Music & Arts, em Itu, com o Avenged Sevenfold.

Durante o show, o Fates Warning presenteou o público com vários de seus sucessos e agradou até mesmo quem só estava ali para assistir ao Queensrÿche. Portnoy, para variar, deu mais uma de suas aulas de batera e deixou a apresentação ainda mais agradável, preparando o terreno para a grande atração da noite.

Perto das 23h30, o Queensrÿche subiu ao palco para uma plateia que não lotava o HSBC, mas que ficou muito perto disso, apesar dos salgados preços dos ingressos. A banda iniciou a apresentação com a música “Get Started”, do seu mais recente álbum “Dedicated to Chaos”, lançado em 2011. Na sequência, executou “Damaged”, do disco “Promised Land”, de 1994.

Se, em 2008, no Credicard Hall, a qualidade do som do show do Queensrÿche surpreendeu para o bem (e muito), em 2012, já dava para perceber que, no HSBC, a história seria repetida, com um detalhe que não passou batido: Geoff Tate, já com inacreditáveis 53 anos, parecia estar cantando ainda melhor! E com uma segurança no palco que impressionava.

Com “I Don’t Believe in Love”, do clássico álbum “Operation: Mindcrime”, de 1988, a recepção do público, que já era boa, ficou ainda melhor, com todos do HSBC cantando o refrão de maneira contagiante. Vale citar que, além de Tate, toda a banda mostrou entrosamento perfeito, com destaque para o guitarrista Michael Wilton, acompanhado com maestria pelo parceiro de instrumento Parker Lundgren e também por Eddie Jackson (baixo) e Scott Rockenfield (bateria).

Trinta anos de carreira estavam sendo comemorados em solo paulistano. E várias faixas de diferentes álbuns foram tocadas, como “Hit the Black”, “I’m American”, “Real World”, “NM 156”, “Screaming in Digital”, “The Lady Wore Black”. Tal qual o cenário de 2008, no Credicard Hall, Geoff Tate dava um show particular de simpatia, coversando com a plateia em diversos momentos e até dizendo que “amava” algumas meninas da fila do gargarejo.

Na verdade, Tate até parecia que estava ainda mais “de bem com a vida” do que em 2008. Para quem esteve no Estádio do Palmeiras em 1997, quando a banda tocou na mesma noite que o Megadeth e o Whitesnake, este “novo e careca” vocalista era algo inimaginável, já que, naquela apresentação, o Queensrÿche ficou devendo um show digno de sua história e o próprio Tate era o oposto do indivíduo de 2012.

Depois de contagiar novamente o público com a música “Walk in the Shadows”, do álbum “Rage for Order”, de 1986, e mandar na sequência a faixa “The Right Side of My Mind”, do álbum Q2K (1999), o show entrou em seu momento máximo. Tudo porque foi a vez da música de maior sucesso comercal da banda: “Silence Lucidity”, do ótimo álbum “Empire”, de 1990.

Você pode até achar que o hit é muito pop para a carreira do Queensrÿche, mas jamais vai poder negar que há qualidade nesta canção. Dos acordes iniciais até os trechos orquestrados, passando pela interpretação exemplar de Geoff Tate, não há como não ficar vidrado na execução deste grande hit dos bons tempos da MTV.

Depois do grande momento com “Silence Lucidity”, o set list normal do show não poderia ser melhor encerrado do que foi com “Take Hold of the Flame”, do primeiro álbum do grupo, “The Warning”, de 1984. Com a plateia empolgada e cantando o refrão junto, Tate até se surpreendeu com a energia dos fãs, mostrando clara satisfação com aquele momento.

Após a pausa para o descanso, o Queensrÿche voltou para um bis para saciar qualquer fã de heavy metal, com músicas do “Empire” e do “Operation: Mindcrime”. Todos foram ao delírio com “Jet City Woman” e viram mais uma grande performance, com “Empire”.

Para fechar o show, nada menos que a ótima “Eyes of a Stranger”, seguida pelo grande final com “Anarchy-X”. Depois do encerramento, Geoff Tate ainda voltou do camarim com uma taça de vinho e fez um brinde à plateia, que saiu do HSBC Brasil ciente de ter visto uma apresentação já candidata a uma das melhores do ano em SP.

O Roque Reverso selecionou para os fãs do Queensrÿche alguns dos grandes momentos do show na capital paulista captados por vídeos postados no YouTube. Para começar, fique com um de grande qualidade de “Silence Lucidity”. Depois, veja “Jet City Woman” e o final com “Eyes of a Stranger” e “Anarchy-X”.

Set list

Get Started
Damaged
I Don’t Believe in Love
Hit the Black
I’m American
My Empty Room/At 30,000 ft.
Desert Dance
Real World
NM 156
Screaming in Digital
The Lady Wore Black
Walk in the Shadows
The Right Side of My Mind
Silent Lucidity
Take Hold of the Flame

Jet City Woman
Empire
Eyes of a Stranger/Anarchy-X

15
abr
12

Suicidal Tendencies, Iron Butterfly e Man Or Astro-Man? são alguns dos destaques do rock na Virada Cultural 2012

A Virada Cultural 2012 acontece em maio na cidade de São Paulo, nos dias 5 e 6, e traz uma penca de atrações interessantes que prometem atrair as diversas tribos da capital paulista. Especificamente em relação ao bom e velho rock n’ roll, há bons nomes, com bandas que fizeram a história de diversas vertentes do estilo musical, nacionalmente ou internacionalmente.

Entre os destaques, o público vai poder ver gratuitamente o grupo de hardcore punk/thrash Suicidal Tendencies, o lendário Iron Butterfly e o Man Or Astro-Man?, que abalou na década de 90 as estruturas do rock alternativo com apresentações para lá de malucas e concorridas.

Suicidal e Iron Butterfly tocam no Palco da Avenida São João. O primeiro se apresentará no ingrato horário das 9h30 do domingo, dia 6. O segundo fará show às 23h30 da noite anterior. No mesmo palco, também tocarão outros nomes norte-americanos,  como Tito y Tarantula, Members of Morphine & Jeremy Lyons, White Denim e Black Oak Arkansas. Também haverá shows da banda argentina La Renga e dos brasileiros Mutantes, Titãs, que tocarão o disco “Cabeça Dinossauro”, e Made in Brazil, que tocará o disco “Jack, o Estripador”.

O Man Or Astro-Man? vai se apresentar no Palco da Alameda Barão de Limeira às 22h30 do sábado. No mesmo local, estão escalados mais atrações brasileiras, como Serguei, A Bolha, Jupiter Maçã, Não Religião, Pin Ups, Defalla, Brothers of Brazil. Também se apresentam lá Daevid Allen & Gong Global Family (Austrália) e Popa Chubby (EUA).

Outro palco que traz atrações roqueiras é o Baratos Afins, cujo nome é uma homenagem à clássica loja da Galeria do Rock que tanto contribuiu para a música. Entre os grupos de destaques deste palco, estão o grande Golpe de Estado, As Mercenárias, Salário Mínimo, Carro Bomba e o Baranga.

Além dos palcos citados, haverá uma espaço no Largo Santa Efigênia, onde será feita uma Roda de Rock. Em um esquema de roda, o grupo Houdinis tocará uma vasto repertório com vários clássicos do rock n’ roll das 18 horas de sábado às 18 horas do domingo, com pausas de meia hora para descanso.

Ao todo, serão 25 palcos, 10 pistas e 10 espaços para intervenções. A programação completa está aqui.

São esperadas entre 3 a 4 milhões de pessoas na Virada Cultural. Cerca 300 agentes da CET irão organizar as rotas e a antecipação de bloqueios no centro. Assim como nos anos anteriores, o metrô continuará funcionando em horário estendido.

Para comemorar a vinda das atrações roqueiras da Virada Cultural, o Roque Reverso selecionou vídeos no YouTube de Suicidal Tendencies, Iron Butterfly e Man Or Astro-Man? Do Suicidal, selecionamos o clássico vídeo ao vivo de “War Inside My Head”. Do Iron Butterfly, descolamos um vídeo de 17 minutos da ultraclássica “In-a-Gadda-da-Vida”, que um dia já foi gravada pelo Slayer! Do Man Or Astro-Man?, fique com “The Miracle of Genuine Pyrex”.

12
abr
12

Divulgado clipe de faixa inédita da fase de ouro do Pantera

Se pudéssemos trazer de volta algumas bandas que não existem mais no cenário do heavy metal, o Pantera, com certeza, estaria na lista da maioria dos fãs que algum dia já gostaram do rock pesado tocado em grande estilo, técnica e intensidade. Eis que 20 anos após o lançamento do disco “Vulgar Display of Power”, foi resgatada uma faixa que não havia sido aproveitada no álbum, que é considerado por muitos fãs como o melhor do grupo e que consolidou uma fase áurea da banda.

“Piss” é o nome da música, que teve o videoclipe divulgado no dia 11 de abril, durante o Revolver Golden Gods Awards, em Los Angeles (EUA). A direção do clipe foi realizada por Zach Merck e a produção é de Christian Heuer.

O vídeo traz diversos fãs agitando ao som do poderoso som da banda, simulando, inclusive a cena que gerou a foto clássica da capa de “Vulgar Display of Power”. Para quem foi a um show do Pantera, vai lembrar da introdução, já que o grupo chegava a tocá-la entre algumas faixas em determinadas apresentações ao vivo.

Para comemorar os 20 anos do álbum, será lançada em maio uma versão deluxe do trabalho, que tende a contar com a faixa inédita. Esta mesma versão de colecionador deve contar com um DVD de bônus com os vídeos oficiais e um show filmada na Itália em 1992.

“Piss”, por enquanto apenas em formato digital, também já está sendo vendida como single no iTunes. Veja abaixo o clipe da faixa resgatada do Pantera:




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