Arquivo para 6 de abril de 2011

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Vida Longa a Ozzy Osbourne: roqueiro faz público de SP até uivar para a Lua

Por Wladimir D’Andrade

O show de Ozzy Osbourne no sábado começou como uma solenidade de respeito ao um dos mais influentes músicos da história, mas terminou como uma autêntica noite do rock. A disposição por pagar ao menos R$ 100 pelo ingresso, enfrentar uma noite chuvosa em São Paulo e chegar até o outro lado da cidade em transporte público veio primeiro do receio de esta ser a última oportunidade de ver o Príncipe das Trevas ao vivo e, futuramente, contar aos sobrinhos, sem remorso, sobre ter feito parte da mesma época do cara que já mordeu um morcego no palco; assim como na adolescência invejei quem esteve no show do Queen no Rock in Rio de 1985 e no do Nirvana, no Hollywood Rock, em 1993. Ozzy provou que eu estava sendo muito ingênuo. 

Ele subiu ao palco às 21h30 em ponto para apresentar um set list sem surpresas, idêntico ao que apresentou em Porto Alegre. Abriu com “Bark at the Moon” e depois cantou “Let me Hear you Scream”, a única faixa do novo álbum “Scream”, que dá nome à turnê.

Seguiu-se daí em diante um portfólio de sua carreira solo e do Black Sabbath. “Mr. Crowley” foi uma ode aos guitarristas presentes no Anhembi; “Suicide Solution” afogou as mágoas de quem tinha mágoas; “Mama, I’m Coming Home” levou as turmas a se abraçarem e “War Pigs”…, bom essa é venerada como símbolo da trajetória de Ozzy (e também do Black Sabbath) na história do rock.

O andar difícil, as costas arqueadas e voz cansada de Ozzy, com seus 62 anos, impressionam sim os fãs. Mas isso não o inibiu em chamar o público antes de cada música, de puxar palmas e pular embaixo da chuva torrencial.

Ozzy manda e o roqueiros obedecem: todos aqueles cabeludos, vestidos basicamente de preto, pularam e seguiram o coro do ídolo: “Fuck the rain.”

Não era a chuva que ia estragar o show. Frio? Só na volta para casa. Gripe? “Isso fica para segunda-feira.” Deixei minha capa no bolso e pulei ao som dos riffs de “I Don’t Know”, “Crazy Train” e “Paranoid”, que encerrou a apresentação. 

Depois de 1h40 de pura veneração ao rock, Ozzy havia mostrado que não é apenas uma figura histórica. Nem só um ícone que parou no tempo. Ozzy fez eu me lixar para a chuva, uivar para a Lua e me sentir novamente um adolescente, assim como boa parte das 30 mil pessoas que estavam lá. Vida longa ao Príncipe das Trevas.

Set list:

Bark at the Moon
Let Me Hear You Scream
Mr. Crowley
I Don’t Know
Fairies Wear Boots
Suicide Solution
Road to Nowhere
War Pigs
Shot in the Dark
Rat Salad/Iron Man
I Don’t Want to Change the World
Crazy Train
Mama, I’m Coming Home
Paranoid




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