Arquivo para novembro \30\-02:00 2009

30
nov
09

AC/DC: mais histórias, detalhes e opiniões sobre o grande show

AC/DC em SP - Foto: Divulgação T4FHavíamos prometido mais algum complemento sobre a análise do show do AC/DC e este post tem esta finalidade. Mas o cansaço ainda está presente e não vou me estender muito, já que existe no blog o link para a nossa reportagem pela AE, as fotos e alguns vídeos abaixo que retratam bem um pouco do que foi o melhor show do ano em São Paulo. Foi mais uma experiência inesquecível, que contaremos para os nossos filhos e netos e da qual qualquer pessoa deste planeta deveria desfrutar antes de morrer.

Quando entramos no Morumbi, uma imagem que jamais vai sair da minha cabeça: o estádio inteiro iluminado de vermelho pelas luzes dos chifrinhos que o público presente estava usando para receber a banda. Coisa de deixar decoração de Natal da Paulista em segundo plano…

A abertura com o vídeo do trem se chocando e a entrada da banda com a enorme locomotiva ao fundo também já é, disparado, o melhor início de show que vi. A enorme boneca em “Whole Lotta Rosie”; as sempre cantadas por todos “Back in Black”, “You Shook Me All Night Long” e “Highway to Hell”; a espetacular performance de Angus em “Let There Be Rock”, que foi o ponto alto do show; e os canhões de “For Those About to Rock (We Salute You)” foram uma aula de como realizar um espetáculo de rock ao público. Uma pena que ainda não encontramos vídeos no Youtube com qualidade e imagens perfeitas para o leitor que não foi ao show ter uma noção um pouco melhor do que tentamos descrever.

A grande dúvida

A grande pergunta que fizemos no decorrer do show era se a apresentação de 2009 estava conseguindo superar a de 1996, até então o melhor show que eu, Ricardo e a maioria das pessoas que esteve no Pacaembu para a turnê do álbum “Ballbreaker” havíamos visto na vida aqui no Brasil. Durante o show de sexta-feira, o Ricardo ficou claramente na dúvida e eu entendia perfeitamente, pois o show do Morumbi trazia mais público, mais inovações tecnológicas e mais estrutura, coisa que só foi vista em São Paulo quando Rolling Stones, U2, Iron Maiden e Kiss passaram por aqui. Mas, na modestíssima opinião deste blogueiro, 2009 não superou 1996 por alguns detalhes que jogam a favor do show do Pacaembu. O primeiro e mais claro é que, apesar de estarem tocando zilhões de vezes mais que estas bandinhas de hoje em dia que os modernetes idolatram, a idade está pegando para alguns dos membros do AC/DC, ou melhor, para Brian Johnson.

É óbvio que ele nunca foi a alma da banda e que esta alma, o velho e bom Angus, continua ligado nos 220 volts, com disposição maior que muita gente de 20 anos. Mas ficou claro em algumas músicas o cansaço do vocalista e a dificuldade de chegar a alguns pontos mais exigentes, como alguns trechos de “”Thunderstruck”.

Outro ponto é que, apesar da quantidade de músicas idêntica entre os shows, o de 1996 pareceu um pouco maior na duração e isso pode ser explicado porque “The Jack” foi mais longa naquele ano e porque o strip de Angus foi muito mais demorado em “Boogie Man”, que não fez parte desta turnê. Para o leitor ter uma ideia da diferença, basta assistir ao DVD “No Bull”, gravado em Madrid e que tem praticamente as mesmas características do show de SP daquele ano, tirando uma música ou outra.

Outro fator que faz o blogueiro continuar achando o show de 1996 superior ao de 2009 é o set list ligeiramente melhor, já que contou, por exemplo, com “Rock and Roll Ain’t Noise Pollution”. Sem contar que as músicas do escolhidas do “Ballbreaker” são melhores que as do “Black Ice”…

Sei que é mais uma questão polêmica para ser discutida neste blog e que o próprio Ricardo vai discordar em vários pontos, mas é também para isso que este canal serve: trocar opiniões diferentes sobre o estilo musical que mais adoramos.

Para quem fica com o show de 2009, confesso que, desde a sexta-feira, já coloquei a apresentação do Morumbi em diversas posições no meu ranking pessoal de shows preferidos. No começo, ela foi parar “apenas entre os 10 primeiros”. No sábado, já estava entre as cinco primeiras. Não duvide se o blogueiro não mudar novamente de opinião nos próximos dias e acabar colocando o show de 2009 entre os três primeiros, que ainda tem o show do Iron Maiden de 2008, no Estádio do Palmeiras, na segunda posição; e o show dos Stones de 1995, no Pacaembu, na terceira. Mas superar 1996 é algo bastante difícil.

28
nov
09

AC/DC tocou, e muito, ontem em SP!!!

O show de ontem do grande AC/DC já entrou para a lista dos melhores da história realizados em São Paulo e no Brasil. Já vi gente pedindo para contarmos os detalhes, mas estamos ainda nos recuperando fisicamente, já que saímos da redação perto das 4 da matina para escrever nosso texto para a AE.

Enquanto as baterias estão sendo recarregadas, curtam algumas das fotos oficiais da organização do show e leiam o set list da apresentação. Em breve, contaremos mais detalhes, nossa “saga” para chegar ao Morumbi e nossa opinião sobre a performance dos australianos. For Those About The Rock, We Salute You!

Set List

“Rock ‘N Roll Train”
“Hell Ain´t a Bad Place to Be”
“Back in Black”
“Big Jack”
“Dirty Deeds Done Dirt Cheap”
“Shot Down in Flames”
“Thunderstruck”
“Black Ice”
“The Jack”
“Hells Bells”
“Shoot to Thrill”
“War Machine”
“Dog Eat Dog”
“You Shook Me All Night Long”
“T.N.T.”
“Whole Lotta Rosie”
“Let There Be Rock”
“Highway to Hell”
“For Those About to Rock (We Salute You)”

27
nov
09

AC/DC toca hoje em SP

Hoje é o grande dia. O AC/DC volta a São Paulo depois de 13 anos e um punhado de dias. Era um sábado, 12 de outubro de 1996. Eu era radioescuta em uma emissora AM de São Paulo e negociei uma folga para ver o show dos meus sonhos até então.

Desde que o rock se instalou em mim, quando eu ainda era moleque, o AC/DC sempre foi a banda estrangeira com a qual mais me identifiquei. Pelo som, pelo escracho, pela energia, e tudo mais.

Havia o casamento de um primo na ocasião e me lembro de ter dado uma certa confusão em casa porque eu ia ver o AC/DC. Como eu suspeitava na época, os australianos não voltariam tão cedo a São Paulo. A oportunidade era única.

Acordei no sábado de manhã. Não muito cedo, pois isso não faz meu estilo. Passei uma água no rosto, engoli um pão com manteiga e fui para o Pacaembu. Peguei o metrô displicentemente em Santana, fiz baldeação no Paraíso e desci nas Clínicas.

Tudo com muita calma, na maior tranqüilidade. Era o show pelo qual eu mais havia esperado até meus 20 anos e eu, conhecido pela ansiedade extrema, ia pela cidade como quem vai a passeio, imaginando estar fazendo um grande negócio.

Era perto do meio-dia, estava um sol bacana de primavera e havia pouca gente na rua. Desci do metrô para o Pacaembu no maior sossego, sem nem ao menos imaginar o que me aguardava.

Quando terminei de contornar o estádio, do alto de uma escada lateral que termina na Praça Charles Muller, um susto. A fila, iniciada no portão principal do Pacaembu, prolongava-se por toda a extensão da praça e entrava pela avenida, desaparecendo em uma curva.

“Danou-se”, pensei. “Lá se vão meus planos de ver o show enroscado na grade.”

Desci a escada pensando em algum plano B. Fui até a frente do portão me certificar do óbvio, que ali era o início da fila, quando alguém chama: “Ricardo, Ricardo”.

Um pessoal que eu havia conhecido na praia um ano antes estava na boca da fila. Alívio total. Ali me instalei e esperei pela abertura dos portões gastando o que sobrava do meu parco salário em cerveja superfaturada.

Os portões só abririam algumas horas mais tarde. E, quando isso aconteceu, corri ensandecidamente até a grade e jurei a mim mesmo que, antes do término do show, dali só sairia morto.

As horas se passavam, a multidão ia entrando e eu ia sendo esmagado. Não havia espaço pra nada. Nunca foi tão útil respirar pela boca quanto naquele 12 de outubro.

A abertura, feita pelo Angra, então com André Mattos nos vocais, me deixou impaciente. Eu gostava do Angra, curtia heavy melódico, mas queria ver e ouvir AC/DC. Prestei pouquíssima atenção e cheguei a me questionar sobre a real necessidade e/ou utilidade de um show de abertura. Mas foi apenas um flerte com a insanidade e a falta de oxigênio.

O show terminou, os assistentes de palco prepararam o terreno, as luzes se apagaram. Logo depois, enquanto eram acesas e uma enorme bola derrubava um muro posicionado na frente do palco, Angus Young entrou num elevadorzinho, acenou para a multidão posicionada naquela nada confortável fila do gargarejo e subiu para o palco.

Quando a parede terminou de cair, o AC/DC mandava ver “Back In Black” e o Pacaembu veio abaixo com o show da turnê do álbum Ballbreaker.

Mesmo exausto, aguentei ali praticamente o show inteiro, inclusive grande parte do extenso bis. Quando Angus Young e sua trupe se preparavam para “For Those About To Rock”, que tradicionalmente encerram as apresentações do AC/DC, pulei a grade, saí pela enfermaria e assisti ao encerramento da lateral, mas ainda a poucos metros do palco.

Na saída, alguns amigos que encontrei depois notaram a marca da sola de um coturno nas minhas costas, estampada na camiseta branca. Quando levantei a camiseta para ver a marca da porrada, os olhos de quem estava por perto voltaram-se para os hematomas que tomavam conta do meu peito, da minha barriga e das minhas costas. E eu simplesmente não havia sentido nada até ali. Todos os meus sentidos, os normais e os paranormais, estavam voltados para o AC/DC.

No dia seguinte eu quase não levantei da cama. E os hematomas, principalmente os do peito, por ter ficado prensado na grade, levaram mais de uma semana pra sumir.

Treze anos depois, irei ao Morumbi esta noite “apenas” com a expectativa de ver um excelente show – o que já é uma expectativa e tanto -, mas não consigo acreditar que será melhor que o de 1996.

Ricardo Gozzi

26
nov
09

Paródia dos Muppets para “Bohemian Rhapsody”, do Queen

Esse vídeo já está entre os mais populares da semana no Youtube. Nada menos que os Muppets fazendo uma paródia de um dos maiores clássicos do rock mundial, a ótima “Bohemian Rhapsody”, do grande Queen.

Claro que, aproveitando o momento, vamos também colocar a versão original da banda britânica que está entre as mais admiradas da história entre os fãs do bom e velho rock and roll.

Mamma!!! Mamma???Mamma!!!

25
nov
09

As 10 mais do AC/DC

Não faz muito tempo uma amiga me perguntou meio do nada quais eu considerava as cinco maiores bandas de rock de todos os tempos. Missão ingrata essa.

Tentei me esquivar da pergunta, sabendo que injustiças seriam cometidas e que listas no estilo “Alta Fidelidade” podem ser facilmente contestadas. Afinal, o que vale é o gosto pessoal de cada um.

Ela insistia e eu me esquivava. “Rock Rock? Ou Hard Rock? Ou Heavy Metal?” Não tinha escapatória. Ela queria saber o que eu achava. Então soltei minha lista, pensada na hora, nas primeiras maiores bandas de todos os tempos que surgiram na minha cabeça.

Não me lembro agora de todas as respostas. Lembro-me apenas que o Led Zeppelin encabeçava a lista e que fiz injustiça a vários monstros sagrados do rock’n’roll. Acontece com as melhores listas.

Comentei com o Flavio e ele achou legal o lance de listas. Sugeriu então que eu mandasse minha lista de 10 melhores músicas do AC/DC na minha opinião, por ocasião do show, claro.

Então elaborei minha lista e mostrei a ele:

1 – Jailbreak
2 – Back in Black
3 – Highway to Hell
4 – Hell’s Bells
5 – The Jack
6 – For Those About Rock (We Salute You)
7 – T.N.T.
8 – If You Want Blood (You Got It)
9 – Thunderstruck
10 – Ride On

O primeiro comentário dele foi: “Pô, como não tem ‘You Shook Me All Night Long’”?

Ao que respondi: “Também não tem ‘Dirty Deeds Done Dirt Cheap’, ‘Rock’n’Roll Ain’t Noise Pollution’, ‘Showbusiness’, ‘Moneytalks’, ‘Whole Lotta Rosie’ e várias outras. Então ou eu amplio a lista ou você faça a sua”.

Ele fez então a dele.

1 – Highway to Hell
2 – Back in Black
3 – You Shook Me All Night Long
4 – Touch Too Much
5 – Let There Be Rock
6 – Whole Lotta Rosie
7 – For Those About Rock (We Salute You)
8 – Jailbreak
9 – It’s a Long Way to the Top (If You Wanna Rock ‘n’ Roll)
10 – Hell’s Bells

E pra você, leitor, quais são as dez mais do AC/DC?

Ricardo Gozzi

25
nov
09

Missão árdua para os australianos na sexta-feira em SP

Já vamos começar com um pouco de polêmica, pois, na visão deste blogueiro, o AC/DC terá uma árdua missão na sexta-feira para superar as apresentações de outras duas bandas que passaram em novembro pelas terras paulistanas. Não há dúvida alguma que os australianos são capazes de transformar o Morumbi num grande  salão de festas para avôs, pais e filhos, como fizeram em 1996, quando passaram pelo Estádio do Pacaembu. Mas vale destacar o show que o Faith no More realizou no Maquinaria Festival no último dia  7 e a apresentação que o Twisted Sister fez no Via Funchal no dia 14. Ambas as apresentações  já estão no Top 5 dos melhores shows de 2009.

De um lado, o Faith no More mostrou que, apesar dos anos de separação  da banda, continua com aquela pegada marcada pela cozinha entre o baixo de Billy Gould e a bateria de Mike Bordin, devidamente puxada pelo vocal do brilhante Mike Patton, um dos maiores “frontman” do rock, que parece estar cantando ainda melhor do que na década de 90.

Do outro, o Twisted Sister, que, com o lendário vocalista Dee Snider, surpreendeu até o mais dedicado fã com um dos shows mais animados que São Paulo viu nos últimos tempos. Quem foi ao Via Funchal saiu com a sensação de ter voltado ao início dos anos 80, quando os norte-americanos estouravam nas paradas com os hinos adolescentes “We’re not Gonna Take it” e “I Wanna Rock” , do álbum “Stay Hungry”.

Para o leitor do blog, selecionei dois vídeos do Youtube com duas músicas tocadas nos shows dessas duas ótimas bandas de estilos diferentes. Note no vídeo do Twisted Sister como, ao mesmo tempo, Dee Snider consegue comandar a platéia e como a banda se surpreende com a participação do público. No vídeo do Faith no More, repare no vocal de Patton para a música “Ashes do Ashes”, do disco “Album of the Year”, e na levada do sempre competente Mike Bordin na bateria.

A torcida agora é para os velhinhos australianos fecharem o ano paulistano com chave de ouro. Se repetirem o feito de 96, quando realizaram o maior show que este blogueiro já viu, o público roqueiro poderá ter a certeza que ainda existe diversão e qualidade dentro do seu estilo musical preferido, que está capengando ultimamente com uma crise criativa imensa, mas que ainda tem as bandas antigas para mantê-lo acima dos demais.

Flavio Leonel

25
nov
09

Roque Reverso no AC/DC

A assessoria de imprensa a cargo do show do AC/DC confirmou hoje nosso credenciamento para a apresentação de sexta-feira em São Paulo. Eu e Flavio cobriremos o show pela Agência Estado, onde trabalhamos.

Depois de fazermos nossa matéria, publicaremos aqui no Roque Reverso nossas impressões sobre este que vem sendo anunciado como o show mais visto no mundo em 2009.

Podemos dizer, inclusive, que o retorno do AC/DC ao Brasil foi o estopim maior deste blog, uma ideia que cultivávamos havia já alguns anos e só agora resolvemos colocar em prática.

O credenciamento será feito entre as 17h e as 20h30 da sexta-feira. E, pelo que conheço de São Paulo, será preciso rezar aos deuses da chuva, do trânsito e do rock’n’roll para que consigamos chegar ao Morumbi, um dos lugares mais inacessíveis desta cidade quando se trata de um evento cultural ou esportivo de grande porte.

 

24
nov
09

O Roque Reverso está no ar

O rock morreu. Eis a frase predileta dos recalcados. Decretaram a morte do rock quando os Beatles terminaram, quando John Bonham morreu, quando o Aerosmith cheirou um avião de cocaína, quando o Guns N’Roses caiu do alto da escada do estrelato, quando Kurt Cobain se suicidou. Estas e tantas outras vezes mais. Os recalcados vivem de tentar sepultar o rock. E o rock, resistente, insiste em não passar atestado de óbito.

Quem acompanha o assunto é capaz de perceber sem nenhuma dificuldade que o rock vive um momento letárgico, uma espécie de estado de coma. Como já aconteceu antes e como voltará a acontecer no futuro. É inevitável. E por quê? Porque o rock, a trilha sonora de um dos maiores movimentos de massa do último século, é um processo orgânico. Ele agora está de volta à terra e sua semente logo voltará a germinar.

E enquanto a gente espera isso acontecer, entra agora no ar o Roque Reverso, para regar o terreno e reforçar as raízes revolucionárias do rock’n’roll.

Ricardo Gozzi e Flavio Leonel




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