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05
mar
15

Jornalista do Roque Reverso lança biografia autorizada de Kid Vinil

"Kid Vinil – Um herói do Brasil (Biografia Autorizada)" - Reprodução da CapaMúsico, jornalista, radialista, executivo de gravadora, apresentador de TV e, acima de tudo, um amante do rock n’ roll, Kid Vinil virou o personagem central de uma biografia autorizada. Já em período de pré-venda e previsto para chegar às lojas entre o fim de março e o começo de abril, o livro “Kid Vinil – Um herói do Brasil” foi escrito pelo coeditor do Roque Reverso, o jornalista Ricardo Gozzi, em parceria com o músico Duca Belintani.

O livro tem 160 páginas e será lançado pela Edições Ideal. A biografia retrata a vida de Kid Vinil e explica o motivo de tanto respeito adquirido entre fãs, parceiros da música e boa parte da mídia especializada.

Para quem não sabe, Kid Vinil, cujo nome verdadeiro é Antonio Carlos Senefonte, começou a vida profissional na gravadora Continental e deu início à vida punk com a banda Verminose.

Tempos depois, passou para a gravadora Warner e estourou na cena musical com o grupo Magazine, dos hits históricos “Sou Boy” e “Tic-tic nervoso”.

Na TV, Kid teve passagens marcantes pela TV Cultura, onde apresentou os programas “Boca Livre” e “Som Pop”, este último uma verdadeira aula semanal de música nos Anos 80, com clipes e histórias de bandas nacionais e internacionais que ainda não tinham a MTV na época para a aparecer. Na sequência, na MTV, ele passou pelo grande programa “Lado B”, que trazia a cena alternativa do rock.

No rádio, Kid Vinil passou pelas emissoras Excelsior, Antena 1, 89FM, 97FM e Brasil 2000. Em todas elas, trouxe programas inovadores.

Nas diversas gravadoras que trabalhou, lançou no Brasil os catálogos de vários artistas, como Frank Zappa, Belle & Sebastian, Guided by Voices, Meat Puppets, Yo La Tengo e Cat Power, entre outros. Bandas nacionais, como o Ira! e o Ultraje a Rigor também foram reveladas nos programas apresentados pelo cara.

Ao Roque Reverso, Ricardo Gozzi disse que a ideia do livro foi de Duca Belintani. “Ele foi guitarrista do Kid durante um tempo e há alguns anos vinha tentando me convencer de que a história valia um livro”, disse o jornalista. “Falei pra ele marcar uma conversa com o Kid um dia.  O papo fluiu e a gente decidiu fazer”, acrescentou.

Perto de outras biografias, o processo de criação do livro foi até rápido. De acordo com Gozzi, foram dois meses de entrevistas e apuração e mais dois meses para escrever.

Para quem não sabe, não é a primeira vez que o editor do Roque Reverso elabora uma biografia sobre um representante do rock n’ roll. Em 2005, ele escreveu o livro “Velhas Virgens: 18 anos de Bar em Bar”.

A despeito de ter experiência em biografias, Gozzi disse que obstáculos não faltaram para a execução do livro. “A maior dificuldade foi justamente verificar as informações e versões das histórias, uma vez que sempre há divergências nos relatos de diferentes pessoas e na maior parte dos casos, ausência de registros sobre os fatos”, afirmou.

Com o livro pronto e prestes a chegar às lojas, Gozzi destacou que pretende fazer algo que tende a agradar os leitores deste veículo informativo aqui. “Meu próximo projeto é dedicar mais tempo ao Roque Reverso“, prometeu.

27
ago
14

20 anos do primeiro festival Monsters of Rock no Brasil

Monsters of Rock 1994 - Cartaz de DivulgaçãoO dia 27 de agosto de 2014 marca os 20 anos do primeiro festival Monsters of Rock no Brasil. Realizado em São Paulo, no Estádio do Pacaembu, nesta mesma data em 1994, o evento foi o primeiro de grande porte somente com bandas de rock pesado a ser realizado na cidade onde heavy metal mais concentra fãs no País.

Na respeitável escalação das bandas, quatro eram internacionais e outras quatro eram nacionais.

Entre os grupos gringos, a lista trazia o Suicidal Tendencies com sua formação clássica; o Black Sabbath sem Ozzy Osbourne ou Ronnie James Dio nos vocais, mas com o terrível Tony Martin; o aguardadíssimo Slayer pela primeira vez no Brasil, mas sem Dave Lombardo na bateria; e o não menos esperado KISS, sem máscara, fechando o festival.

Do lado nacional, estavam o então novo Angra, com Andre Matos nos vocais, o Dr. Sin arrebentando, o Viper fazendo sucesso até no Japão e os Raimundos, com o primeiro disco bombando.

As bandas nacionais abriram o Monsters. O primeiro show, do Angra, estava agendado para as 14 horas, mas, já às 11 horas, as filas para entrar no Pacaembu chegavam ao topo do vale que cerca a Praça Charles Muller. Várias pessoas chegaram a dormir na porta do estádio, tamanha a ansiedade para ver aquele evento.

Para os  jovens de hoje que não puderam presenciar aquele festival, o Brasil engatinhava pela primeira vez com uma onda convincente de atrações estrangeiras do heavy metal. Pouco antes do Monsters, em 1993, o Metallica tinha vindo pela segunda vez ao País durante a turnê do estrondoso “Black Album” e o Anthrax havia feito a estreia em palcos brasileiros, assim como o Pantera no auge! No início de 1994, o Hollywood Rock trouxe o Aerosmith e o Sepultura bombando demais com o álbum “Chaos AD”. Na mesma época, o Helmet fez um excelente show no Olympia e o público queria sempre mais!

A despeito de o Rock in Rio, em 1985, ser o pioneiro a trazer bandas esperadíssimas do estilo, repetir a dose em 1991 e a capital paulista ter tido experiências legais com as edições do Hollywood Rock, o Monsters of Rock consolidou um sonho dos amantes do rock pesado na cidade que tinha uma legião de fãs e era berço da Galeria do Rock, da Woodstock, do bar Black Jack e de outros tantos locais que reuniam o público de uma época na qual as “redes sociais” não eram virtuais.

O Plano Real também era novo e parecia, depois de inúmeros planos que deram errado, que iria dar certo, como, de fato, aconteceu logo depois. A consolidação do plano econômico foi fundamental na sequência para que esta onda de atrações gringas se consolidasse anos depois.

O Angra abril o festival e foi seguido pelo Dr. Sin, Viper e Raimundos. Todos os shows das bandas nacionais foram bons e não comprometeram. O destaque foi a apresentação do Dr. Sin, que chegou a levantar o estádio inteiro com sua versão de “Have You Ever Seen the Rain?”, do Creedence Clearwater Revival.

Quanto aos shows internacionais, o Suicidal Tendencies fez uma apresentação impecável e muito animada. “War Inside My Head” foi um dos grandes momentos, com os fãs cantando o famoso refrão do começo ao fim. Vale lembrar que Robert Trujillo, atualmente baixista do Metallica, fazia parte da formação do ST e, para variar, deu um show à parte.

O grupo também contava com os bons guitarristas Mike Clark e Rocky George, além do baterista Jimmy DeGrasso e o elétrico vocalista Mike Muir, único membro atual que permanece no Suicidal.

Na sequência, o Black Sabbath veio com três de seus quatro integrantes clássicos: Tony Iommi (guitarra), Geezer Butler (baixo) e Bill Ward (bateria). Na falta de Ozzy e Dio, quem assumiu os vocais foi o questionável Tony Martin.

É claro que foi bem interessante ver o Sabbath ali de perto, mas a performance de Martin deixou muito a desejar. Quem se lembra dele cantando “Sabbath Bloody Sabbath”, sabe que ele lembrou muito mais Louis Armstrong cantando do que qualquer vocalista que tenha passado pelo grande grupo de heavy metal.

Após o Sabbath, finalmente o Slayer se apresentava num palco brasileiro. Um dos maiores ícones do thrash metal, a banda norte-americana tinha o baterista Paul Bostaph no lugar do mago Dave Lombardo, mas fez um excelente show, com todos os grandes clássicos do grupo.

Este jornalista lembra de ter visto muito marmanjão da velha guarda do heavy metal chorando na fila do gargarejo porque estava vendo o Slayer pela primeira vez. Entre os destaques da apresentação do grupo, “Mandatory Suicide”, “Hell Awaits”, “Postmorten”, “Angel of Death”, “Raining Blood” são só alguns exemplos de faixas que não deixaram a galera recuperar o fôlego.

Depois de assistir a todos os shows nas primeiras fileiras até a apresentação do Slayer (que era a mais esperada por muitos), este jornalista preferiu acompanhar o KISS mais próximo da torre central. Foi uma forma de descansar e, ao mesmo tempo apreciar os efeitos especiais que o grupo norte-americano trouxe para o Pacaembu.

Sem as máscaras tradicionais e com os ótimos Eric Singer (bateria) e Bruce Kulick (guitarra), o que se viu no show do KISS foi uma grande performance, capitaneada por Gene Simmons (baixo e vocal) e Paul Stanley (vocal e guitarra). ““I Love It Loud”,“Deuce”, “Detroit Rock City”, “Lick it Up” e “Creatures of the Night” foram são alguns dos hits históricos tocados. Mas um momento inesquecível foi quando foi tocada “Heaven’s On Fire”, com grande utilização de fogos e efeitos especiais que encantaram o público.

O Monsters of Rock de 1994 terminou por volta das 2 horas da manhã do dia 28 e totalizou cerca de 12 horas de evento. Foi tanto um sucesso que foram realizadas edições em 1995, 1996 e 1998. O bom resultado daquele festival fez com que organizadores acreditassem mais no potencial do público de heavy metal. Não por acaso, até hoje é este o gênero que está entre os que mais contam com atrações internacionais no Brasil.

Para relembrar o Monsters of Rock de 1994, descolamos, é claro, vídeos no YouTube. Para detonar tudo, fique com as apresentações do Suicidal Tendencies, do Black Sabbath, do Slayer e do KISS filmadas pela finada MTV Brasil.

01
out
13

O fim da MTV na TV aberta

mtv11Muito já foi dito sobre o encerramento das atividades da MTV Brasil. Depois de 23 anos de existência, o canal fez sua última transmissão no dia 30 de setembro de 2013, tendo como o clipe da música “Maracatu Atômico”, de Chico Science & Nação Zumbi, como o último de sua história. O sentimento predominante é, no mínimo, de tristeza, passando também pela indignação e pelo inconformismo, já que há a perda de um canal com foco na juventude e que ainda tinha a música, em TV aberta, como seu principal objetivo.

A detentora da marca MTV, a norte-americana Viacom, recuperou os direitos que estavam em posse do grupo Abril, que não tem o vigor financeiro de outros tempos e não vinha encontrando uma saída para ter lucros com um canal aberto com videoclipes musicais. Com isso, a MTV passou, desde o dia 1º de outubro a ser vista no Brasil apenas na TV paga.

A desculpa usada para justificar a situação financeira ruim da MTV Brasil e a dificuldade de ser ganhar dinheiro com clipes musicais na TV foi a de que a internet e o YouTube facilitavam a vida de uma geração mais jovem que, atualmente, encontra tudo o que deseja com simples procuras no próprio celular ou iPhone. O cenário, portanto, é bem diferente daquele do começo dos anos 90, na era pré-internet, na qual era simplesmente a realização de um sonho contar com um canal só de música e clipes.

O certo é que, se essa desculpa do YouTube e da internet fosse aceitável, canais como o Multishow e o Bis, também estariam mal das pernas. O que vimos, no entanto, é a audiência deles cada vez mais aumentando, especialmente com a transmissão de festivais ao vivo e a veiculação de bons documentários musicais.

Voltando um pouco atrás, é fácil identificar quando a MTV Brasil começou a entrar num caminho ruim. Foi exatamente nos anos 2000, quando ela começou a tentar captar um público dos outros canais com clipes mais populares, além de diminuir o conteúdo musical, apostando em programas de comportamento, em linha com o que era observado na própria MTV norte-americana.

Depois dessa decisão, muitos fãs de carteirinha que acompanhavam o canal brasileiro desde 1990 passaram a deixar de ver a emissora, frustrados com a nova programação, que passou a contar até com clipes de pagode, além de reality shows  toscos feitos pela MTV dos EUA.

Confirmado o tiro no pé, a MTV Brasil chegou a tentar, pouco depois, a diminuir a quantidade de reality shows e até encontrou no humor uma saída interessante para atrair o público mais jovem. Mas aquele fã de antigamente, de carteirinha dos anos 90, nunca mais se dedicou como antes.

O fato é que era perfeitamente possível que a emissora vivesse com a música, mesmo em tempos atuais de YouTube. Sabendo criar uma programação atraente, com documentários sobre bandas e estilos, fatalmente o canal poderia captar telespectadores ávidos por informação e conhecimento musical, como é feito cada vez mais, por exemplo, com o Bis. Qual o jovem que não gostaria de saber detalhes da história de um Rolling Stones ou do movimento punk?

A MTV Brasil sempre foi marcada pela inovação. Grande espaço para a criatividade, atraiu ideias novas que eram vistas em suas vinhetas ousadas e obrigou até o mercado publicitário a se adaptar melhor ao mundo jovem. Foi pioneira em vários casos, como, por exemplo, quando passou a contar com uma programação de 24 horas na TV aberta, sem interrupção, fato comum hoje, mas inimaginável antes.

A emissora também revelou uma série de talentos que acabaram saindo para outros canais. Zeca Camargo, Cazé, Marina Person, Gastão Moreira, Marcelo Adnet, Dani Calabresa, Tata Werneck e Astrid Fontenelle são só alguns exemplos que marcaram a MTV e depois continuaram a brilhar em outras emissoras.

“Lado B”, “Fúria Metal”, “Rockstória”, “Disk MTV”, “Comédia MTV” e “Rock Gol” são alguns dos programas que marcaram época e que vão deixar saudade, assim como os “Acústicos”, que tanto sucesso fizeram e que serviram para reerguer várias bandas nacionais.

O próprio rock, que é tema principal deste Roque Reverso, sempre teve espaço que nunca conseguiu alcançar em outras emissoras de TV aberta. Em qual canal, por exemplo, teríamos um programa, como o Disk MTV, no qual os clipes líderes de audiência chegaram a ser os do Guns N’ Roses, do Faith No More e até do Sepultura?

A MTV não morreu no Brasil, já que a Viacom agora levou o canal para a TV paga. Mas o fato de não termos mais facilmente a possibilidade de assistir música de boa qualidade quando quisermos na TV aberta é algo para se lamentar para sempre. Na própria nova MTV, as primeiras horas de programação já mostraram que a levada será bem mais comercial e pop, com figuras como Anitta, mais presentes do que no finado canal.

No local onde era a MTV Brasil, o grupo Abril passou a veicular uma programação voltada para o mercado de carreiras profissionais, um verdadeiro porre para quem viu aquele lugar como um sinônimo de inovação e modernidade.

Para relembrar grandes momentos da MTV Brasil, o Roque Reverso descolou vídeos no Youtube. Fique, por exemplo, com um “Fúria Metal Especial” que levou Gastão Moreira aos Estados Unidos para visitar os integrantes do Sepultura com a formação clássica. Depois, assista na íntegra o show do U2, em 1998, em São Paulo, que a emissora transmitiu ao vivo para todo o País. Para fechar, o Acústico Legião Urbana, também na íntegra.

08
out
12

Green Day lança clipe de ‘Troublemaker’, mais uma música do novo álbum

A campanha de forte divulgação do Green Day sobre seu ambicioso projeto de três discos em menos de quatro meses segue a todo vapor. No dia 6 de outubro, a banda norte-americana de pop punk divulgou no YouTube o vídeo oficial da música “Troublemaker”, que faz parte do álbum “¡Uno!”, lançado no final de setembro.

A estratégia do grupo é tão intensa que os fãs são bombardeados constantemente com algum tipo de notícia relacionada aos discos. Num dia, é possível escutar no site da banda uma música de determinado álbum novo e, no outro, algum videoclipe é disponibilizado.

Em agosto, por exemplo, como já havia mostrado o Roque Reverso, o Green Day chegou a lançar o clipe de  “Oh Love”, também do primeiro disco. Em julho, também já havia trazido um vídeo gravado ao vivo da música “Let Yourself Go”, que integra “¡Uno!”. No YouTube, ainda é possível assistir ao vídeo de “Stay The Night”, do mesmo álbum.

Até mesmo um problema recente do vocalista Billie Joe Armstrong acabou servindo para manter a banda em evidência. Também em setembro, ele foi internado em virtude de abuso de substâncias não reveladas, poucos dias depois de ter se alterado durante um show no iHeart Radio Music Festival, em Las Vegas. Na ocasião, Amrstrong falou muitos palavrões, ofendeu Justin Bieber e quebrou sua guitarra.

Além do disco “¡Uno!”, a trilogia é formada pelo álbum “¡Dos!”, que deverá ser lançado em 13 de novembro, e pelo álbum “¡Tré!”. Este último tem o dia 15 de janeiro de 2013 como data prevista para chegar às lojas.

Veja abaixo o vídeo de “Troublemaker”:

18
ago
12

Green Day lança clipe de ‘Oh Love’, primeiro single do novo álbum

O Green Day continua com a campanha de grande divulgação de seu ambicioso projeto de três discos em menos de quatro meses. No último dia 15 de agosto, a banda norte-americana de pop punk lançou na MTV o vídeo oficial da música “Oh Love”, que é o primeiro single do álbum “¡Uno!”, previsto para sai no dia 25 de setembro. No dia 16, o clipe já estava disponível no YouTube para os fãs.

Em julho, como já havia mostrado o Roque Reverso, o grupo chegou a liberar um vídeo gravado ao vivo da música “Let Yourself Go”, que integrará também este primeiro disco.

Um segundo single também foi disponibilizado recentemente pela banda. O nome dá música é “Kill the DJ” e você pode escutá-la aqui.

Além de “¡Uno!”, a trilogia é formada pelo álbum “¡Dos!”, que deverá ser lançado em 13 de novembro, e pelo álbum “¡Tré!”, que tem o dia 15 de janeiro de 2013 como data prevista para chegar às lojas.

O vídeo de “Oh Love” teve a direção de Sam Bayer. Conta com lindas mulheres e imagens ligeiramente picantes. Veja abaixo:

14
ago
11

20 anos do ‘Black Album’ do Metallica

Na sexta-feira, dia 12, foram completados 20 anos do álbum “Metallica”. Conhecido no mundo todo como “Black Album”, por conta da capa preta que traz apenas o logo do Metallica e a cobra que faz referência à  bandeira de Gadsden, o disco levou a banda norte-americana de thrash metal e o próprio heavy metal para um patamar até então nunca visto na música pop, com mais de 15 milhões de cópias vendidas nos Estados Unidos e mais de 22 milhões em todo o planeta.

Para os fãs mais radicais do Metallica, a velha banda de thrash oitentista acabou neste álbum. Para os menos radicais e amantes da boa música e do bom rock and roll, não há dúvida que o “Black Album” está entre os maiores álbuns da história, independentemente de ser ou não um disco mais comercial.

CONTINUE LENDO AQUI!!!

31
jul
11

Helmet fez show de peso para sortudos em pequena casa da região da Augusta em SP

Se voltássemos no tempo, mais ou menos para a década de 90, quando era apontado como o futuro do rock pesado e bombava na MTV, seria inimaginável ver uma banda como o Helmet tocando numa casa pequena de shows da Rua Augusta em São Paulo. Em 2011, isso foi possível no dia 28 de julho, quando a banda dos EUA comandada pelo vocalista e guitarrista Page Hamilton, fez uma ótima apresentação para uma casa lotada de fãs das antigas, muitos deles com mais de 30 anos de idade.

Com apenas Hamilton da formação original, mas com bons músicos capazes de manter o peso e a qualidade da banda, os norte-americanos fizeram a alegria dos paulistanos sortudos que estiveram presentes no Beco 203, casa noturna acostumada a receber baladas do cenário indie-electro-rocker. Depois de assistir ao Helmet no saudoso Olympia, em 1994, este jornalista confessa que achou estranho a banda aceitar tocar num local que era até bem montado, mas muito pequeno para o sucesso que a banda já fez. Se no Olympia, a lotação costumava ser de mais ou menos 4.500 pessoas e o show de 1994 contou com cerca de 3 mil fãs, no Beco 203, a lotação, segundo os seguranças, era de cerca de 900 pessoas e o assunto era que pouco mais de 500 ingressos haviam sido vendidos.

“O palco é pequeno”; “Vão ficar espremidos lá em cima”; “Não cabe nem a bateria direito”, diziam alguns fãs que já conheciam a casa, ainda na fila para entrar. “Não venderam nem o primeiro lote direito”, afirmaram outros fãs, com tom de desilusão, mas torcendo para que a banda ao menos lotasse o local, como prova de que ainda poderia possuir um público de respeito ante grupos do rock que costumam encher casas maiores que o Beco 203.

A abertura do local estava marcada para às 21 horas e o show agendado para às 22 horas, mas a casa abriu ao público por volta das 22 horas e a apresentação só foi acontecer a partir das 23h30, para prejuízo daqueles que foram ao local de ônibus e tiveram que se virar de alguma outra maneira para voltar para casa após o show.

O fato é que, da abertura da casa até o início do show, o local foi enchendo e a coisa começou a ficar interessante. Neste intervalo, uma cena raramente vista para grupos que passaram pelo estrelato: a banda entrando no local e passando no meio do público como se fosse um grupo de principiantes que iriam abrir o show de alguém mais badalado. Se aquela atitude de Halmilton & Cia. já havia surpreendido, o que viria na sequência surpreenderia ainda mais, sempre pelo lado positivo e exemplar, quando o assunto é humildade e ausência de estrelismo…

O show

Aproveitando-se do local pequeno e do fato de o Helmet não possuir aquele tipo de fã que disputa milímetros para ficar grudado na banda, este jornalista conseguiu ficar na boca do palco, exatamente do lado direito, por onde o grupo subiu para se apresentar. Como Hamilton ficou também do lado direito, foi possível assistir ao show inteiro com o grande músico a menos de 1 metro de distância, sem seguranças trogloditas para atrapalhar.

Apesar de a banda ter lançado recentemente o novo álbum “Seeing Eye Dog”, de 2010, o desejo de todos era ver vários clássicos da banda, especialmente dos discos “Meantime” (1992) e “Betty” (1994), que representaram o auge da carreira do grupo. Como manda o figurino, foi exatamente uma mistura do novo e do clássico que marcou a apresentação do Helmet.

A banda iniciou o show com a música “Role Model”, do “Meantime”, já mostrando que aquela apresentação traria, no mínimo, muita energia. Um pequeno ponto negativo, pelo menos para quem estava do lado direito do palco, foi que a guitarra e a voz de Hamilton estavam com um volume um pouco mais baixo do que o recomendado.

Na sequência, foram executadas as músicas “So Long”, do mais novo álbum, “Exactly What You Wanted”, do “Afterstate”, de 1997, e “Welcome to Algiers”, também do “Seeing Eye Dog”. Para não deixar esfriar o show, o Helmet trouxe com grande técnica dois grandes sucessos do “Meantime”: “Give It” e “Ironhead”, que levaram o público a uma enorme empolgação.

Page Hamilton foi sempre muito simpático com todos durante o show e parecia curtir bastante aquele momento. Para demonstrar sua admiração ao País, lembrou que a munhequeira que usava era “da cor do time dele”, verde e amarela, para mais respostas positivas da plateia.

Naquele momento, também já merecia destaque a apresentação do baterista Kyle Stevenson. Com uma energia impressionante, ele arrancava olhares de admiração do público e fazia a ausência do ótimo batera original John Stanier ser um pouco menos sentida que de costume.

Depois de trazer mais uma música (“White City”) do mais novo álbum, o Helmet tocou a mais antiga da noite. Para alegria dos fãs mais velhos, as batidas contagiantes de “Blacktop”, do primeiro disco “Strap It On”, de 1990, foram executadas com categoria pelos músicos norte-americanos. Na sequência, o grupo trouxe “Enemies”, do álbum “Size Matters”, de 2004, e “In Person”, também do disco novo.

Hamilton tem a fama de elaborar o set list de cada show praticamente em cima da hora. Mas, em São Paulo, além de ter dado sequência à velha prática, surpreendeu quem já estava com a lista de músicas em mãos. Se você comparar abaixo, vai ver que o público saiu ganhando, já que, em vez de emendar mais uma do disco mais recente, a banda optou por uma trinca do ótimo álbum “Betty”, para alegria geral. Numa tacada só, foi possível matar a saudade das músicas “Tic”, “Wilma’s Rainbow” e “Milquetoast”.

 

Com a euforia estampada na cara do público e a clara demonstração de alegria de Hamilton em cima do palco, o grupo deu uma rápida pausa para o descanso. Para surpresa deste jornalista, os músicos não saíram para algum camarim, mas ficaram exatamente do lado do palco, em frente a um grupo de fãs, conversando, tomando água ou cerveja e recarregando as energias para o bis. Era só mais uma das coisas pouco imagináveis para um conjunto que chegou ao topo das paradas nos anos 90 e que até tinha o direito de ser mais exigente.

Se o show até “Milquetoast” já valia a noite, o bis foi o ponto máximo da apresentação. Tudo porque o grupo mais uma vez alterou o set list e trouxe uma combinação de músicas que agradou a todos. Para começar, nada menos que “Unsung”, o maior hit da banda e que levou o “Meantime” ao topo das paradas. Na sequência, para delírio total, o clássico “Just Another Victim”, que o grupo gravou com o House of Pain para a poderosa trilha sonora do filme “Judgment Night”.

Após a grande música, o Helmet tocou ainda “Birth Defect”, do “Aftertaste” e “I Know”, do “Beth”. Para fechar, todos sabiam que viria a pesadíssima “In the Meantime”, que mostrou que o grupo ainda tem muita lenha a queimar e pode, sem a menor dúvida, voltar para o lugar de sucesso que já conquistou no passado.

Terminado o show, todos os músicos se despediram do público, agradeceram o apoio e ficaram atendendo todos, conversando ou tirando fotos. O mais procurado, é claro, foi Page Hamilton, que, numa gentileza impressionante e comovente, atendia um a um, ainda em cima do palco. Era foto atrás de foto, com o líder da banda claramente curtindo aquele momento, sem estrelismos, com simpatia e muita humildade. Um verdadeiro exemplo a algumas bandinhas brasileiras que se acham só porque têm clipe na MTV ou tocam no Studio SP, na mesma Rua Augusta…

É claro que não dá para comparar o show de 2011 em São Paulo com o de 1994 no Olympia. Eram outros tempos, a banda estava no auge e estava detonando tudo. Mas não faltou qualidade, energia e tampouco aquilo que marcou o Helmet durante toda a carreira: o peso, a voz marcante de Hamilton e as batidas secas de bateria.

Para o Roque Reverso, a apresentação do Helmet também foi especial porque representou o retorno a um show com o blog conseguindo o credenciamento de imprensa. Tudo graças ao bom senso do assessor de imprensa Jefferson, da Agência Cartaz, que merece todo o nosso agradecimento.

Depois de mais um texto longo, fique com o set list original e o set list executado na apresentação do Helmet. Curta também vídeos do show descolados no YouTube. Para começar, um vídeo de 22 minutos com as seis primeiras músicas do show!!! Depois, fique com “Tic”, “Milquetoast”, “Unsung”, “Just Another Victim” e ““In the Meantime”. Grande show!

Set List Original 

Role Model
So Long
Exactly What You Wanted
Welcome to Algiers
Give It
Ironhead
White City
Blacktop
Enemies
In Person
She’s Lost
 
Wilma’s Rainbow
Milquetoast
Rollo
Crisis King
 
Meantime
Unsung
Tic
Birth Defect

 

Set List Executado 

Role Model
So Long
Exactly What You Wanted
Welcome to Algiers
Give It
Ironhead
White City
Blacktop
Enemies
In Person
Tic
Wilma’s Rainbow
Milquetoast
 
Unsung
Just Another Victim
Birth Defect
I Know
In the Meantime



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