Posts Tagged ‘Eric Clapton



18
abr
12

Jim Marshall: o homem que amplificou o rock

Por Marcelo Galli*

A ida para a Inglaterra fez bem para Jimi Hendrix em dois sentidos: reconheceram sua genialidade e ele pôde ter contato com as engenhocas de Jim Marshall, também conhecido como o Pai do Barulho, morto no dia 5 de abril, aos 88 anos.

O rock sem os amplificadores Marshall é imaginar que Hendrix poderia soar como um músico medieval tocando num convento durante o inverno europeu (com direito a aparecer em algum romance do Umberto Eco). É exagero, mas mentira não é. Nenhum amplificador disponível no mercado em 1967 proporcionaria o estrago sonoro que é “Foxy Lady”, a primeira música de “Are You Experienced”. Ou ainda “Spanish Castle Magic”, do “Axis: Bold as Love”, lançado em 1º de dezembro daquele mesmo ano.

A tradicional caixa preta e o nome em letras estilizadas em cor branca provocam fascínio inexplicável em roqueiros do mundo todo. Outro dia folheando meu caderno do primeiro colegial me deparei com alguns desenhos de amplificadores da marca e guitarras Gibson.

Na época gostava, de Guns N’ Roses. Ora, esse era o set básico do Slash, combinação também adotada por Jimmy Page. Ritchie Blackmore, Tony Iommi, Eric Clapton e Pete Townshend usaram equipamentos fabricados pelo empreendedor inglês; praticamente toda a cena heavy metal dos anos 1980 foi amplificada por Marshalls (os leitores do Roque Reverso que curtem metal devem lembrar da parede de amplificadores nos shows do Slayer).

Em resumo, o rock não seria rock sem os amplificadores Marshall – na certa a empresa nunca usou um slogan como esse, mas está liberada para usá-lo– quero meu pagamento de direito autoral em forma de mais barulho.

*Marcelo Galli é jornalista da Agência Estado e amante do bom e velho rock n’ roll

10
jan
12

Procon autua estacionamentos que reajustaram valores durante show de Eric Clapton em SP

Quem já foi a shows sabe muito bem o quanto é complicado depender dos estacionamentos próximos aos eventos. Quando são em estádios, a situação se agrava mais ainda, já que sempre tem gente que se aproveita da falta de estrutura destes locais para faturar em cima de quem já gastou rios de dinheiro com o ingresso. No show que Eric Clapton realizou no Estádio do Morumbi no ano passado, não foi diferente, mas a Fundação Procon-SP estava atenta e anunciou nesta terça-feira, dia 11 de janeiro, que alguns estabelecimentos foram autuados.

Segundo o órgão, que é vinculado à Secretaria da Justiça  e  da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, alguns dos estacionamentos autuados chegaram a aumentar de forma abusiva o valor cobrado dos usuários em até 2.500% durante o evento que aconteceu em 12 de outubro no estádio paulistano.

O  Procon-SP  esteve  nos estacionamentos  localizados  no  entorno do estádio e,  ao  detectar aumento injustificado de valores e falta de informação  adequada  dos  preços,  notificou  os estabelecimentos. As empresas que não se justificaram no prazo foram autuadas. Elas responderão a processo administrativo e poderão ser multadas num valor de R$ 400 a R$ 6 milhões.

O  consumidor  que  tiver  dúvidas  ou  quiser  fazer  uma reclamação, pode procurar um dos canais de atendimento da fundação. O mais comum é o telefone 151, mas você pode obter mais informações site: www.procon.sp.gov.br.

Veja abaixo os estacionamentos autuados pela Fundação Procon-SP:

Stop Bank Gerenciadora de Estacionamentos Ltda
(CNPJ 01.195.851/0030-34)
Av. Prof. Francisco Morato, 2718 – Butantã – São Paulo/SP (Shopping Butantã)
Irregularidade: Aumento injustificado de 2500% – Art. 39, X, CDC
ASA – Park Estacionamento Ltda
(CNPJ 10.648.729/0001-22)
Av. Jules Rimet, 123 – Jd. Leonor – São Paulo/SP
Irregularidade: Aumento injustificado de 525% e falta de informação adequada dos preços – Art. 6º, III, 31 e 39, X, CDC
Rimet Park Estacionamentos e Com. De Artigos para presente Ltda
(CNPJ 07.349.883/0001-99)
Av. Jules Rimet, 315 – Jd. Leonor – São Paulo/SP
Irregularidade: Aumento injustificado de 525% – Art. 39, X, CDC
T. O. M. Administração de Estacionamentos Ltda
(CNPJ 03.368.689/0002-80)
Av. Eng. Oscar Americano, 840 – Cidade Jardim – Sâo Paulo/SP
Irregularidade: Falta de informação adequada dos preços – Art. 31, CDC

01
jan
12

2012 começou e a expectativa é das melhores para os shows de rock no Brasil

Já estamos em 2012. E, quando o assunto é show de rock, as previsões continuam sendo das mais favoráveis para o Brasil, mantendo um cenário que foi visto em 2010 e ampliado em 2011. A despeito da cena roqueira nacional continuar fraca em revelações de qualidade, resta ao fã do gênero musical se deliciar com a imensa quantidade de atrações que passam pelo País desde que ele foi descoberto tardiamente como destino lucrativo pelas bandas, astros de rock e organizadores de festivais.

2011 foi, sem a menor dúvida, o ano em que mais atrações internacionais se apresentaram no Brasil. De Paul McCartney a Eric Clapton. De U2 a Ozzy Osbourne. De Slash a Slayer, além de festivais com grandes nomes, como o Rock in Rio e o SWU, tudo ajudou os fãs a se esbaldarem com momentos que dificilmente serão esquecidos.

Para 2012 já existem nomes confirmados, além de festivais de peso, como os inéditos Lollapalooza e Metal Open Air e o já tradicional SWU. De Roger Waters a Anthrax. De Misfits a Exodus. Tudo caminha para a manutenção do que se viu nos anos anteriores.

Também não custa sonhar com apresentações históricas do Black Sabbath, dos Beach Boys e do Van Halen por aqui. No passado, a vinda destes grupos ao Brasil poderia ser algo impensável, mas, com a crise na Europa e com a economia dos EUA patinando, a palavra “impossível” está descartada.

Resta pedir aos organizadores de shows no Brasil para eles maneirarem nos preços dos ingressos. Os primeiros anúncios de 2012 já trazem valores mais salgados que muitos dos praticados em 2011.

Outra boa ideia seria abolir, de vez, a odiada Pista Vip. O Rock in Rio, o SWU e o show do Pearl Jam foram grandes exemplos de que grandes eventos podem ser feitos sem este local que só serve para esfriar o público e privilegiar os mais abastados.

O Roque Reverso deseja a todos um excelente 2012 com muito rock and roll!!!

22
out
11

Set list, fotos e vídeos dos shows de Eric Clapton em Porto Alegre, Rio e SP

O mestre Eric Clapton passou pelo Brasil no início de outubro para quatro shows. Dez anos depois de sua última vinda para cá, o guitarrista se apresentou primeiro em Porto Alegre, no dia no dia 6 de outubro, no Estacionamento da Fiergs.

Depois, fez dois shows no Rio de Janeiro, no HSBC Arena, nos dias 9 e 10. Fechou sua turnê pelo País no dia 12 de outubro, feriado de Nossa Senhora de Aperecida, no Estádio do Morumbi. 

O guitarrista incluiu o Brasil na turnê de divulgação do álbum “Clapton”, lançado no ano passado.

Na América do Sul, ele também se apresentou no dia 14 em  Buenos Aires, no Estádio do River Plate, e no dia 16 em Santiago, no Chile, no Movistar Arena.

Para estes shows, Eric Clapton montou uma banda que reúne alguns de seus grandes parceiros de longa data: Steve Gadd na bateria, Willie Weeks no baixo e Chris Stanton e Tim Carmon nos teclado, além de Michelle John e Sharon White nos backing vocals.

O set list apresentou pouquíssimas mudanças nos shows brasileiros. Não ficaram de fora clássicos eternos, como “Cocaine”, “Layla”, na versão mais lenta, e “Crossroads”.  

O Roque Reverso descolou o repertório de cada uma das apresentações, além das fotos oficiais acima do show no Morumbi e alguns vídeos que fãs postaram no YouTube. Inicialmente, há o vídeo de Clapton tocando “Cocaine”, em Porto Alegre. Depois, assista ao vídeo de “I Shot The Sheriff”, tocada somente num dos shows do Rio. Para fechar, fique com “Crossroads”, tocada em São Paulo. 

Set list do show em Porto Alegre

 Going Down Slow
 Key to the Highway
 Hoochie Coochie Man
 Old Love
 Tearing us Apart
 Driftin’ Blues
 Nobody Knows you When You’re
 Down
 Lay down Sally
 When Somebody Thinks You’re Wonderful
 Layla
 Badge
 Wonderful Tonight
 Before You Accuse Me
 Little Queen of Spades
 Cocaine
 
 Crossroads

 

Set list do 1º show no Rio

 Going Down Slow
 Key To The Highway
 Hochie kochie Man
 Old Love
 I Shot The Sheriff
 Driftin’ Blues
 Nobody Knows You When You’re
Down 
 Lay Down Sally
 When Somebody Thinks You’re Wonderful
 Layla
 Badge
 Wonderful Tonight
 Before You Accuse Me
 Little Queen Of Spades
 Cocaine
 
 Crossroads

Set list do 2º show no Rio

 Key To The Highway
 Tell The Truth
 Hochie kochie Man
 Old Love
 Tearing Us Apart
 Driftin’ Blues
 Nobody Knows You
When You’re Down
 Lay Down Sally
 When Somebody Thinks You’re Wonderful
 Layla
 Badge
 Wonderful Tonight
 Before You Accuse Me
 Little Queen Of Spades
 Cocaine
 
 
 Crossroads 

Set list do show em SP

 Key to the Highway
 Tell the Truth
 Hoochie Coochie Man
 Old Love
 Tearing Us Apart
 Driftin’ Blues
 Nobody Knows You When You’re
Down
 Lay Down Sally
 When Somebody Thinks You’re Wonderful
 Layla
 Badge
 Wonderful Tonight
 Before You Accuse Me
 Little Queen of Spades
 Cocaine
 
 Crossroads

 

29
abr
11

Eric Clapton volta ao Brasil em outubro para shows em Porto Alegre, Rio e SP

Está confirmada a vinda do cantor e guitarrista Eric Clapton ao Brasil em outubro. Dez anos após sua última passagem pelo país, ele anunciou sua volta para três apresentações: em Porto Alegre, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Na capital gaúcha, o show será feito no dia 6 de outubro no Estacionamento da Fiergs. Na capital fluminense, a apresentação será no dia 9, no HSBC Arena. Na capital paulista, Clapton tocará no dia 12, no Estádio do Morumbi.

O guitarrista incluiu o País na turnê de divulgação do álbum “Clapton”, lançado no ano passado. Na América do Sul, ele também se apresentará no dia 14 em  Buenos Aires, no Estádio do River Plate, e no dia 16 em Santiago, no Chile, no Estádio Nacional.

O novo disco e a nova turnê vêm sendo saudados pela crítica como um grande retorno de Clapton a seus melhores momentos. Para os shows, Clapton montou uma banda que, segundo a organização dos eventos, reúne alguns de seus grandes parceiros de longa data: Steve Gadd na bateria, Willie Weeks no baixo e Chris Stanton nos teclado, além de Michelle John e Sharon White nos backing vocals.

Os ingressos para as três capitais estarão à venda, nas datas estipuladas, pelo site www.livepass.com.br. Os preços ainda não foram divulgados***, mas, para Porto Alegre, as vendas começam no dia 15 de junho; para o Rio, no dia 26 de maio; e, para São Paulo, no dia 23 de junho.

Para homenagear a vinda do grande guitarrista ao Brasil, o Roque Reverso descolou no YouTube os vídeos do clássico “Layla”, ao vivo no Madson Square Garden, em 1999. Fique também com o vídeo oficial de “Bad Love”, que traz Clapton com Phil Collins na bateria.

***Veja informações atualizadas sobre os ingressos neste link.

16
jun
10

Meus heróis morriam de overdose

O rock brasuca consolidava-se no cenário musical quando entrei na adolescência. Cazuza, já doente, num surto de lucidez em território de loucos, pedia aos berros uma ideologia alternativa à bipolaridade dos tempos de Guerra Fria: “Meus heróis morreram de overdose/Meus inimigos estão no poder”.

Não demoraria muito para Cazuza tornar-se, em julho de 1990, um dos últimos heróis vitimados por alguma espécie de overdose. Menos de um ano antes havia sido a vez de Raul Seixas.

Nas duas décadas que antecederam a partida destes dois ícones do rock brasuca, overdoses das mais variadas levaram da face da Terra, para tertúlias extradimensionais, heróis de outras nacionalidades, mas todos enrolados na mesma bandeira: a do rock’n’roll.

Jim Morrison, Jimi Hendrix, John Bonham, Keith Moon, Sid Vicious e tantos outros foram levados por excessos que em pouco tempo passariam a ser aproveitados pelos setores mais conservadores para demonizar a expressão de cultura popular que revolucionou o mundo na segunda metade do século passado.

“Cambará macho não morre na cama”, diria um certo Capitão Rodrigo, imortalizado na saga “O Tempo e o Vento”, de Erico Veríssimo. Adaptada à fração de realidade convertida em rótulo seria possível dizer que, naqueles tempos, “roqueiro de verdade só morria de overdose”.

No entanto, muitos heróis da nação roqueira conseguiriam enganar a morte (mesmo que temporariamente), contrariar o bom senso e as probabilidades e viver o suficiente para brindar novas gerações com sua genialidade.

Keith Richards, Ozzy Osbourne, Eric Clapton e Steven Tyler são apenas alguns exemplos de sobreviventes de viagens pra lá de sombrias pelo mundo das drogas, mas conseguiram o bilhete de volta, sabe-se lá como.

Com o passar dos anos, porém, os heróis da minha geração pararam de morrer de overdose e passaram a morrer, como diria minha avó, de “morte morrida”. Alguns por mera sorte, outros porque começaram a adotar estilos de vida menos agitados.

Outros, ainda, morreriam por causa de doenças crônicas. Foi o caso de Ronnie James Dio, cuja morte, causada por um câncer no estômago, completa hoje (16 de junho) um mês.

Dono de uma voz poderosa e de uma imponente presença de palco, apesar da baixa estatura, Dio não enganou a morte nem pecou pelo exagero. Morreu na cama. Mas nem por isso deixou de imortalizar seu nome no panteão dos deuses do Heavy Metal.




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