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30
abr
12

Jeff Waters dá aula de guitarra no 1º show da história do Annihilator no Brasil

Depois de um grande tempo de espera, os fãs brasileiros do thrash metal finalmente tiveram a oportunidade de ver um show do Annihilator no País. O grupo canadense, liderado pelo mago das guitarras Jeff Waters e com 28 anos de estrada, tocou pela primeira vez no Brasil no dia 24 de abril, no Carioca Club, em São Paulo.

Apesar de a apresentação ter acontecido numa noite fria de terça-feira, o público compareceu em bom número e viu uma verdadeira aula de Waters, que estava acompanhado por companheiros de banda bastante competentes e capazes de dar suporte ao talentoso músico. O show em São Paulo foi não somente o primeiro no País, mas também a estreia do grupo na América do Sul.

Na verdade, o Annihilator iniciaria sua passagem pelo continente no dia 22 de abril no Metal Open Air, em São Luís, no Maranhão. Mas o vergonhoso fiasco que se tornou o cancelado festival de heavy metal impediu que aquele fosse o primeiro contato com os brasileiros.

Por sinal, do lado de fora do Carioca Club, havia certo receio de o show não acontecer ou ser realizado sem as devidas condições. Tudo porque a organizadora do show era a Negri Concerts, que, juntamente com a Lamparina Produções, foi responsável pelo Metal Open Air. Mesmo com a produtora garantindo, pelas redes sociais, que a apresentação aconteceria, não era de se estranhar a desconfiança do público. No final, tudo foi realizado de maneira perfeita e todos sairam do local bastante satisfeitos com o show.

Antes do Annihilator, outra banda gringa se apresentou no Carioca Club: o Otep. Com um som mais voltado para o metal core e para o Nu Metal, o grupo norte-americano da vocalista Otep Shamaya até foi acompanhado por um grupo de fãs de carteirinha, mas não chegou a empolgar a maioria do público, que estava ali para ver pela primeira vez Jeff Waters &  Cia.

Após a apresentação de 1 hora do Otep e de cerca de meia hora para os últimos ajustes no som, São Paulo viu pela primeira vez o Annihilator. Com sua clássica guitarra vermelha do estilo Flying V, que tem, não por acaso, sua assinatura, Jeff Waters entrou todo elétrico no palco, juntamente com a banda, executando a música “Ambush”, do seu mais recente álbum de inéditas, “Annihilator”, de 2010.

Logo de cara, o público viu que o show iria ser matador, com Waters usando e abusando de seu instrumento, enquanto Dave Padden fazia uma competente base na guitarra e mandava muito bem nos vocais. No baixo, o pequeno Al Campuzano também mostrava uma marcante presença de palco.

Em “King of the Kill”, do álbum de mesmo nome, de 1994, Jeff Waters e Dave Padden dividiram os vocais. Impressionante observar a facilidade com que o primeiro tocava as músicas numa rapidez incrível. Era como se Waters brincasse com a guitarra e a dominasse como se fosse a coisa mais normal do mundo, enquanto o público ficava vidrado na sua performance.

“Betrayed”, mais uma do álbum “Annihilator” foi executada logo depois. Nesta música, chamou a atenção, além do riff tradicional de thrash metal “old school”, a vibração da plateia, que cantava o refrão “Betrayed, like a rat”, com empolgação. Na sequência, o grupo tocou a rápida “Clown Parade” do disco “Metal”, de 2007 .

Jeff Waters então perguntou para o público se o Brasil gostava de thrash metal. A resposta, é claro, foi amplamente positiva. “So bang your fucking heads”, disse o guitarrista, para emendar, na sequência, a poderosa “Ultra-Motion”, do álbum “Waking the Fury”, de 2002. Mais uma vez, o que se viu foi o gênio brincando com sua Flying V com rápidos e incríveis dedilhados, enquanto a roda de mosh dominava o centro da pista.

Interessante notar que, em vários momentos do show, tanto Waters como Padden, caminhavam para a parte de trás das caixas de som para ajustar suas guitarras. Este detalhe não prejudicou, entretanto, a apresentação, que, por sinal, contou com uma ótima qualidade de som do início ao fim.

Depois de uma brevíssima pausa, Jeff Waters voltou com uma guitarra diferente, com uma pintura que fazia referências ao Canadá. A próxima música tocada foi o sucesso “Set the World on Fire”, do álbum de mesmo nome (de 1993) e que teve um clipe que fez sucesso no mundo metálico da MTV na década de 90. O riff matador desta música fez quase o Carioca Club inteiro bater cabeça, num dos grandes momentos do show.

Ciente de que os fãs gostariam de ver sucessos de toda a carreira da banda, o Annihilator executou vários petardos que deixaram o público ainda mais boquiaberto com a técnica da banda, em especial a de Waters. “W.T.Y.D.” e “”Burns Like a Buzzsaw Blade” , do primeiro e excelente disco  “Alice in Hell” (1989), tiraram o fôlego da galera, assim como “Phantasmagoria” e “Stonewall”, do não menos ótimo álbum “Never, Neverland”, de 1990.

Com mais da metade do show em curso, já era possível questionar: por que o Annihilator, com toda esta técnica incrível e com um guitarrista desses não explodiu no heavy metal como outras grandes bandas, tipo Metallica, Megadeth, Anthrax e Slayer? Talvez, ao lado do Death Angel, que fez shows históricos em São Paulo no Clash Club e no Blackmore Rock Bar em 2010, o grupo de Jeff Waters seja um dos maiores injustiçados do thrash metal, com um reconhecimento muito menor do que deveria ter do público e da mídia especializada.

As músicas “21”, do “King fo the Kill”; “I Am in Command”, do “Never, Neverland”; e “The Trend” mantiveram o público envolvido com o show. A última, que também é do álbum “Annihilator” foi uma verdadeira exibição de Waters para guitarristas. Daquelas que te faz pensar em voltar a tocar o instrumento ou, se nunca tocou, ter vontade de começar.

O líder da banda era extremamente simpático com o público, fazendo várias brincadeiras com o povo da fila do gargarejo, enquanto dava sua aula com maestria.

Em vários momentos, ele tentava conversar com a plateia, que era bastante receptiva e demonstrava sua satisfação com o ótimo show. Público e banda pareciam claramente que estavam curtindo demais aquele momento.

Mais um grande momento da apresentação foi com a ótima “The Fun Palace”, do “Never, Neverland”. Particularmente, esta é a favorita deste jornalista que vos escreve. E foi emocionante presenciar esta música pela primeira vez ao vivo e muito próximo da banda.

Na sequência, o grupo deu uma pequena saída do palco para um breve descanso. Na volta, Waters conversa com o público e até tenta contar piadas canadenses, mas não chega a fazer o povo rir como queria, o que mostra que o melhor mesmo era ser o grande guitarrista que se transformou.

Eis que a banda tira da manga uma homenagem de Waters ao AC/DC. Com uma pegada mais hard rock da clássica banda australiana, o Annihilator executa “Shallow Grave”, do álbum “Carnival Diablos”, de 2001.

O show caminhava para seu final, mas faltava, no mínimo, um clássico do heavy metal para ser tocado. O grupo brinca, ameaça tocar “Children of the Sea”, do álbum “Heaven and Hell”, do Black Sabbath, pergunta ao público se falta alguma coisa e a plateia responde que sim, é claro. É quando o baixista Al Campuzano começa a soltar os primeiros acordes de “Alison Hell”, o Carioca Club vem quase abaixo.

Com entrosamento impressionante, o grupo executou este hino do heavy metal com maestria e fez muito marmanjo ficar arrepiado com o riff poderoso da música. Ao final, uma das cordas da guitarra de Waters ainda estourou, o que não impediu o mestre de ainda solar no finalzinho da canção.

Com o término do show, a banda agradeceu a plateia e deixou claro que pretende voltar em breve para o Brasil. Essa foi uma grande apresentação para os poucos sortudos que se descolaram em plena noite de terça-feira ao Carioca Club. O espetáculo terminou prá lá de meia noite, mas ficou a sensação de o público ter visto uma verdadeira aula de guitarra, aliada a uma boa pegada de thrash metal.

Depois de outras grandes apresentações, como as de Joe Satriani, Steve Morse e Yngwie Malmsteen ao vivo, este jornalista coloca a performance de Jeff Waters logo em seguida entre as melhores que já viu de um guitarrista. Valeu a espera!

Para relembrar os grandes momentos do show, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Para começar, fique com a abertura da apresentação, com a música “Ambush”. Depois veja “Set the World on Fire”; um vídeo de 13 minutos que traz “The Trend” e “The Fun Palace”; e, claro, “Alison Hell”. As fotos desta resenha foram gentilmente cedidas a este veículo de informação pelo ótimo fotógrafo Renan Facciolo, que vem a cada dia se tornando num dos melhores profissionais para retratar os shows de rock no País.

Set list

Ambush
King of the kill
Betrayed
Clown Parade
Ultra-Motion
Set the World on Fire
W.T.Y.D.
Burns Like A Buzzsaw Blade
Phantasmagoria
Stonewall
21
I Am in Command
The Trend
The Fun Palace
 
Shallow Grave
Alison Hell
01
fev
12

Annihilator vem ao Brasil pela 1ª vez para shows no Metal Open Air e em SP

Mais festa para os fãs brasileiros de thrash metal! Depois dos anúncios das vindas do Anthrax, do Megadeth, do Exodus e do Destruction ao País em 2012, agora é a vez de um grupo que nunca pisou em terras tupiniquins: nada menos que o Annihilator, do ótimo guitarrista Jeff Waters. A banda canadense é a mais nova atração totalmente confirmada para o Metal Open Air, megafestival de heavy metal que vai acontecer nos dias 20, 21 e 22 de abril, no Parque Independência, em São Luís, no Estado do Maranhão. Além da participação no grande evento no Nordeste, o grupo confirmou um show no dia 24 de abril, em São Paulo, no Carioca Club.

Criada em 1984 em Ottawa, no Canadá, o Annihilator já teve diversas formações, mas sempre contou com seu líder e criador Jeff Waters no comando de todas as ações. Dono de uma técnica incrível na guitarra, Waters poderia ser muito mais badalado do que é, assim como a própria banda.

O Annihilator já gravou 13 álbuns em toda a carreira. Os dois primeiros, “Alice in Hell” (1989) e “Never, Neverland” (1990), são de grande qualidade. Foram os responsáveis pela confirmação do nome do grupo na história do heavy metal e indispensáveis para qualquer fã de thrash metal, com verdadeiras aulas de Waters.

Recentemente, em maio de 2010, a banda lançou o auto-intitulado “Annihilator”, seu 13° álbum de estúdio. Passou o ano de 2011 também dedicado à composição de um novo trabalho, que conta com expectativa para lançamento no primeiro semestre deste ano. Atualmente, além de Jeff Waters, o grupo conta com Dave Padden (vocal e guitarra), Al Campuzano (baixo) e Flo Mounier (bateria)

No Metal Open Air, o Annihilator, vai se juntar a Megadeth, Anthrax, Exodus, Venom, Obituary, Destruction, Blind Guardian, Grave Digger, Fear Factory, U.D.O., Dio Disciples, Anvil, Legion of the Damned e OTEP, que abrirá o show do grupo em São Paulo. Entre as bandas nacionais, a escalação tem Krisiun, Matanza, Andre Matos, Korzus, Dark Avenger, Torture Squad, Shaman, Drowned, Unearthly, Attomica, Hangar, Terra Prima, Semblant, Obskure, Headhunter D.C. e Expose Your Hate.

De acordo com os organizadores do festival, ainda há bandas nacionais e internacionais participantes a serem anunciadas em breve. Eles também garantem que o festival possuirá uma ampla estrutura para atender fãs do País inteiro: estacionamento externo à área do festival, camping indoor e outdoor (com banheiros e chuveiros), praça de alimentação, mais de 40 geradores de energia, dois palcos (lado a lado), camarote com área de Meet & Greet com as bandas do festival, área de convivência para os artistas, bilheterias para quem quiser adquirir ingressos na hora, entre outras facilidades. Prometem também que toda a estrutura do festival estará amparada por um grande esquema de segurança.

Todas as informações sobre bandas, valor dos ingressos, camping e merchandising oficial do Metal Open Air estarão disponível no no site oficial do evento: www.metalopenair.com. Os ingressos para o festival estão disponíveis para compra o site do evento e no site www.ticketbrasil.com.br.

O passaporte de pista para os 3 dias já está no terceiro lote, com o valor atualizado de R$ 450, enquanto o passaporte de camarote está em R$ 850. Ainda não há previsão de venda de passaportes diários. Também existe a opção de passaporte, também único, para a área de camping, no valor adicional de R$ 100. Este valor dá direito à estrutura de banheiros, chuveiros e segurança.

Os ingressos poderão ser adquiridos no cartão de crédito em até 12x com encargos reduzidos e também através de boleto bancário. Além da venda na internet, os passaportes poderão ser comprados em um ponto de venda fixo.

O único ponto de venda física que não cobra taxa de conveniência fica em São Luís, na Loja Harmonica (Rua Queops, 12 – Loja A (térreo) – Ed. Executive Center – Renascença II).  Nos demais pontos de venda da Ticket Brasil, há cobrança de uma taxa de 20%. Mais informações, da empresa, podem ser obtidas no telefone (11) 4901-1165.

Quanto ao show de São Paulo, os preços dos ingressos são de R$ 100 para a Pista (inteira). Quem tem carteirinha de estudante, paga R$ 60. O preço do ingresso para o camarote é de R$ 200. As vendas também estão sendo feitas no site www.ticketbrasil.com.br.

Para homenagear a vinda do Annihilator ao Brasil pela primeira vez, o Roque Reverso descolou vídeos da banda no YouTube. Para começar, fique com o clip clássico de “Alison Hell”, do álbum “Alice in Hell” e que tem uma das introduções mais famosas do heavy metal. Depois, fique com a ótima “Fun Palace”, do álbum “Never, Neverland”, em uma gravação ao vivo de 2008. Para fechar, fique com o clipe de “Set the World on Fire”, do álbum de mesmo nome, de 1993.




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