Arquivo para dezembro \27\-02:00 2011

27
dez
11

Van Halen anuncia turnê para 2012, com David Lee Roth

O ano de 2011 vai caminhando para o fim, mas vai ficar marcado pelo anúncio de grandes retornos ao mundo do rock. Depois de Black Sabbath e The Beach Boys anunciarem recentemente a volta à ativa, foi a vez do Van Halen fazer o mesmo. Um dia após o Natal, o grupo colocou em seu site oficial três vídeos que trazem a informação de que será feita uma turnê da banda em 2012.

Nos vídeos, Eddie Van Halen (guitarra), seu irmão, Alex Van Halen (bateria), e seu filho, Wolfgang Van Halen (baixo), aparecem tocando, enquanto o vocalista David Lee Roth corre pelo palco, segura uma enorme bandeira e até sapateia, bem no estilo em que todos conhecemos. Em todos os três vídeos, a única informação disponível é a de que, a partir de 10 de janeiro, os ingressos para a turnê do próximo ano começarão a ser vendidos.

Com a divulgação no site oficial da banda, confirmam-se os boatos que circulavam desde 2010 sobre a volta de Lee Roth ao grupo. Em agosto do ano passado, por meio de comunicado oficial, a gravadora Warner/Chappel anunciou que o Van Halen havia renovado contrato, que estava gravando um disco que seria lançado no ano seguinte e que o vocalista original da banda estava de volta.

Pouco depois desta notícia, os músicos do grupo divulgaram uma nota, dizendo que, apesar dos rumores crescentes, a banda não prometeu álbum algum para 2011 e, justamente, por isso, não queria desapontar seus fãs.

Agora, com a volta confirmada no site oficial, começam a surgir novos rumores de um novo disco. Se isso realmente acontecer, será o primeiro álbum completo que contará com David Lee Roth no Van Halen desde o lançamento de “1984”, há mais de 25 anos. Em 1996, na coletânea “Best of Volume I”, ele gravou duas boas músicas inéditas com a banda.

O último disco de estúdio do grupo foi “Van Halen III”, lançado em 1998 com Gary Cherone, frontman do Extreme, nos vocais. Vale lembrar que Cherone não caiu no gosto dos fãs e tampouco da crítica especializada.

A volta do grupo aos palcos é motivo para comemoração aqui no Roque Reverso. E nada melhor do que vídeos do YouTube para festejar o retorno do Van Halen. Para começar, fique com “Hot For Teacher”, do álbum “1984” e de uma época em que a banda ensinava a tocar e a fazer bons vídeos. Depois, fique com “(Oh) Pretty Woman”, do álbum “Diver Down”, de 1982, e que traz um exemplo de que covers podem ficar melhores do que o som original, neste caso do grande Roy Orbison. Para fechar, nada menos que “Jump”, também do “1984”.

25
dez
11

Natal Rock ‘n’ Roll

Não espere que o Roque Reverso comemore o Natal com as tradicionais “músicas” da cantora brasileira Simone. Aqui o negócio sempre será mais rock ‘n’ roll!! Apesar da data festiva perder a cada ano seu real significado e representar cada vez mais uma data mais ligada ao comércio, ainda é neste dia que muita gente reencontra pessoas queridas da família e celebra coisas tão esquecidas neste mundo onde a grana e poder determinam o que é ou não legal.

No rock, não foram muitas as bandas que gravaram músicas tendo o Natal como tema principal. E, das poucas que fizeram isso, há poucos vídeos de qualidade no YouTube.

É claro que, dada a sua tradição contestadora e rebelde (pelo menos era assim até emos e coloridos surgirem), não é bom esperar letras tão bonitinhas ou amorosas sobre o Natal. E muito menos sinos e corais natalinos de fundo.

Escolhemos três músicas para comemorar o natal do Roque Reverso.

A primeira é do velho e saudoso Ramones. A banda punk mais querida da história gravou “Merry Christmas (I Don’t Want to Fight Tonight)” no álbum “Brain Drain”, de 1989. Aqui, apesar de ser punk, temos uma música com letra no estilo natalino.

A segunda é  “Christmas”, do grande The Who,  e vem do clássico álbum duplo “Tommy”, de 1969, que ficou conhecido como a primeira grande ópera-rock da história. O vídeo descolado no YouTube, na verdade, é uma montagem que traz a música original do disco com as cenas do filme “Tommy”, dirigido por Ken Russell em 1975.

Para fechar, vem coisa do Brasil. E, talvez, a melhor crítica vinda da música ao Natal na história. Para quem não conhece, o grupo Garotos Podres é uma das maiores bandas punks deste País. Liderada pelo eterno rebelde Mao, surgiu em 1982 no ABC, nos últimos anos da ditadura militar brasileira.

Se você hoje está acostumado a ouvir qualquer palavrão ou qualquer crítica social ou ao sistema, deve saber que, naqueles tempos, era necessário ter muita coragem para isso. Ou bastante criatividade para enganar a censura.

Imagine você, leitor, gravar uma música em que o personagem principal é o Papai Noel. Só que, em vez de fazer uma homenagem, usá-lo para criticar o capitalismo. Originalmente batizada de “Papai Noel Filho da Puta”, a canção foi mudada propositalmente pela banda para “Papai Noel Velho Batuta” para burlar a censura da época.

Ela está presente no primeiro álbum do grupo, “Mais Podres do que Nunca”, de 1985, ano em que José Sarney assumiu o governo como o primeiro presidente civil deste País desde a década de 60.

Feliz Natal!

21
dez
11

Data do 1º show em SP de Roger Waters em 2012 é alterada do dia 31/3 para 3 de abril

A produtora Time For Fun informou nesta quarta-feira que o show de Roger Waters que estava agendado para o dia 31 de março de 2012 não acontecerá mais nesta data, mas no dia 3 de abril. De acordo com a empresa, a mudança foi provocada por questões técnicas e de logística que não permitem tempo suficiente para o show da turnê “The Wall” acontecer da maneira que foi concebido no dia 31.

Em nota divulgada à imprensa, a T4F e a produção The Wall – Live lamentaram o ocorrido e asseguraram que as duas apresentações em São Paulo se realizarão normalmente, com esta alteração na data do primeiro show. Enfatizaram também que as demais apresentações da turnê no Brasil permanecem inalteradas.

A turnê brasileira do ex-baixista do Pink Floyd começa no dia 25 de março, em Porto Alegre, no Estádio do Beira-Rio. Depois, no dia 29 de março, é a vez do Estádio do Engenhão, no Rio de Janeiro, receber o ex-baixista do Pink Floyd. Na sequência, nos dias 1º de abril e, agora, no dia 3, o Estádio do Morumbi, em São Paulo, será o local dos shows.

Para os clientes que já compraram ou receberam seus ingressos, o acesso ao show do dia 3 de abril ocorrerá normalmente, sem a necessidade de troca de seus ingressos, segundo a Time For Fun.

Os consumidores que desejarem a restituição do valor pago pelos ingressos já comprados poderão dirigir-se ao local onde realizaram a compra (Bilheteria Oficial no Credicard Hall/SP ou Pontos de Venda da Tickets For Fun), portando os ingressos originais.

Os que adquiriram ingressos pela internet e pelo telefone de vendas, por sua vez, podem solicitar a troca ou cancelamento da compra entrando em contato com a Tickets For Fun no telefone da Central de Relacionamento: (11) 4003-5588.

Já os consumidores que desejarem trocar a data e assistir ao show no dia 1º de abril, deverão entrar em contato com a mesma Central de Relacionamento.  De acordo com a T4F, a troca está sujeita à disponibilidade de ingressos por setor.

Caso a compra tenha sido efetuada em dinheiro ou cartão de débito, o reembolso ocorrerá por meio de depósito bancário. Para as compras efetuadas com cartão de crédito, o valor será creditado na fatura do cartão utilizado na compra.

Segundo a Time For Fun,  ainda existem ingressos disponíveis para todas as apresentações, em alguns setores. O valor dos ingressos e demais detalhes das apresentações, você pode ver aqui. Basta substituir as data de 31 de março pela de 3 de abril.

 

18
dez
11

Beach Boys anunciam turnê de retorno e álbum para comemorar os 50 anos da banda

A banda “The Beach Boys”, uma das mais importantes da história do rock, anunciou o retorno à ativa com todos os integrantes remanescentes de sua formação original, para o aniversário de 50 anos do grupo. Em vídeo divulgado na última quinta, dia 15, o conjunto norte-americano confirmou também um disco de inéditas e uma turnê mundial de 50 shows, começando em abril de 2012, no Festival de Jazz de New Orleans.

Brian Wilson, Mike Love, Bruce Johnson, Al Jardine e David Marks subirão ao palco para emocionar o mundo do rock com os eternos sucessos de várias gerações. Carl e Dennis Wilson morreram em 1983 e 1998, respectivamente.

Em meados de 2011, depois de 20 anos distantes, os membros do grupo gravaram uma versão da música “Do It Again”, clássico de 1968. O resultado foi o bastante para que decidissem entrar em estúdio novamente.

“Este aniversário é especial para mim porque eu sinto falta dos meninos e será uma emoção fazer um novo registro e estar no palco com eles novamente”, disse Brian Wilson, em comunicado distribuído à imprensa.

Fique abaixo com o vídeo que traz o anúncio de retorno do grupo e um trecho da regravação de “Do It Again”. Na sequência, para comemorar este grande anúncio, fique com os vídeos do YouTube de “I Get Around” e “Surfin’ USA”.

17
dez
11

Sob o comando do insano Mike Patton, Faith No More fez simplesmente o melhor show do SWU

Quando o Faith No More foi confirmado para fechar o  SWU, havia duas certezas entre os fãs do bom e velho rock ‘n’ roll: que a ida ao show era obrigatória para quem gosta de uma apresentação que costuma unir qualidade e vibração; e que o vocalista Mike Patton, insano como sempre, reservaria mais algum momento histórico dos shows no Brasil para o evento de Paulínia, no interior paulista. O que se viu no dia 14 de novembro de 2011 foi exatamente isso: a banda norte-americana fez simplesmente o melhor show do festival e o vocalista continua sendo uma figura fora de série, ratificando sua fama de ser um dos melhores frontmen da história do rock.

Depois de uma penca de shows vistos no dia e de uma chuva chata que se intensificou nas apresentações do Stone Temple Pilots e do Alice in Chains, o público do festival estava no seu limite do cansaço. Isso poderia ser uma ameaça ao show do Faith No More, mas o experiente Mike Patton conseguiu colocar fogo na galera, impedindo que a apresentação ficasse morna mesmo em músicas menos conhecidas do público.

Quem já tinha visto as apresentações recentes do FNM por aqui sabia há tempos que o convencional passa longe do grupo. Se a expectativa era uma reedição do show de hits históricos do Rock in Rio de 1991, você estava no local errado. Se você aguardava algo mais nos moldes do que foi a excelente e histórica apresentação no Maquinaria Festival de 2009, acertou em cheio.

Desde a saída de Jim Martin e da manutenção de Jon Hudson nas guitarras, o Faith No More vem procurando mesclar sucessos de toda a carreira, e não da fase mais badalada pela crítica pop, depois do clássico álbum “The Real Thing”. Nem por isso, o show do SWU foi menos empolgante, já que a insanidade é o lema de Patton, sempre muito bem acompanhado por Billy Gould (baixo), Roddy Bottum (teclados) e o ótimo baterista Mike Bordin.

Logo de cara, o palco e o figurino da banda, inspirados no candomblé, causaram surpresa e curiosidade. Isso sem falar da participação do poeta e educador pernambucano Cacau Gomes, que foi quem apresentou o FNM ao público no início da grande festa, além de fazer uma bela defesa da importância da cultura e da leitura para o povo.

A primeira música da noite foi uma decisão corajosa do grupo, já que não é todo dia que vemos um show de rock começar com um faixa instrumental. Sim, era “Woodpecker From Mars”, do “The Real Thing”, que contou com um trecho de “Delilah”, de Tom Jones, cantado por Patton, que entrou no palco bem depois do restante da banda, mas mostrou que a voz está cada vez melhor. Nos teclados, Roddy Bottum sofria um pouco, já que o instrumento enfrentava problemas, o que fez com que um dos roadies fosse chamado às pressas para resolver a pane, que continuou por algumas músicas.

Na sequência, o primeiro hit da noite. Do mesmo álbum clássico, veio “From Out Of Nowhere”, que fez o público agitar bastante e começar a esquecer da chuva, já fina, que insistia em cair em Paulínia. Em português, Patton deu “boa noite” para o público e o FNM iniciou “Last Cup Of Sorrow”, do “Album of the Year”, seguida por “Caffeine”, do disco “Angel Dust”.

O vocalista do Faith No More há tempos tem uma ligação com o Brasil e “Evidence”, do álbum “King for a Day… Fool for a Lifetime”, é a maior prova de simpatia do grupo com o País, já que vem sendo cantada no nosso idioma há tempos por aqui nas recentes turnês da banda. Foi desta maneira que ela foi executada novamente, causando surpresa naqueles que nunca haviam visto um show do FNM.

Clássicos também fazem bem a qualquer apresentação. E isso nunca faltou ao Faith No More, que deu de presente ao público o sucesso “Midlife Crisis”, do “Angel Dust”. Em dado momento, no refrão da música, Patton deixou que a plateia cantasse. Vendo o enorme coro que se formou, ele olhou com cara de espantado e, de maneira proposital, babou na frente das câmeras!

Antes de iniciar “Cuckoo For Caca”, do “King for a Day…”, o vocalista perguntou se o público estava bem e a resposta foi positiva. “Com este tempo de merda…”, comentou Patton, para risos da plateia.

A música trouxe um vocalista alucinado, acompanhado pelo restante do grupo detonando nos instrumentos, com destaque para o sempre competente Billy Gould no baixo. Depois de muita gritaria e porrada sonora, era o momento para algo mais calmo. E foi com a balada “Easy”, que a banda deu sequência aos show.

Mas a calmaria não durou muito já que “Surprise! You’re Dead!”, a canção mais pesada do “The Real Thing”, foi executada, fazendo a galera do metal botar a cabeça para bater. Após o petardo, Billy Gould gritou o nome de São Paulo, como vários outros artistas haviam feito durante os shows do SWU e Patton corrigiu o amigo: “Não é São Paulo, é Paulínia.” “Obrigado por estar aqui”, emendou Gould, num português meio danificado, mas com nova demonstração de grande simpatia.

Mais emoção viria em seguida. E foi com “Ashes to Ashes”, do “Album of the Year”, que o FNM levou o público ao delírio. Na opinião deste jornalista que vos escreve, esta foi a melhor música executada na noite, repetindo o feito do Maquinaria Festival de 2009. É impressionante como ela cai bem ao vivo e traz toda a banda bastante entrosada, sempre capitaneada pelo vocal de alta qualidade de Patton.

Era um grande momento do show e o Faith No More não deu tempo para a galera respirar. “The Gentle Art Of Making Enemies”, do “King for a Day…” foi a próxima e trouxe o período de maior loucura do show. Patton fez de tudo, desde enfiar o microfone dentro da boca até tomar a câmera de um dos cinegrafistas presentes. Enquanto cantava e gritava, filmou a banda, o público e até caiu do carrinho sobre trilhos que levava o aparelho.

Não satisfeito, correu para o meio do público e a catarse coletiva se instalou definitivamente. O vocalista tomou banho de cerveja e cantou com a galera no meio de um mar de gente, sempre acompanhado pelos seguranças e equipe de apoio que pareciam não acreditar na loucura do sujeito. Ao término da música, simulou que estava voltando para o palco algemado, provocando novos risos do povo presente. Sensacional!

Você pensa que o momento de loucura acabou? Ledo engano. Tal qual o momento de maior catarse visto no Maquinaria de 2009, era a vez de Patton fazer o público cantar “Porra, caralho”. Com a música “King For A Day”, ele conseguiu fazer com que cerca de 70 mil pessoas gritassem as duas palavras como se fossem um refrão da canção.

Cacau Gomes ainda voltaria ao palco para, com Mike Patton, citar frases de mudanças. Ao final, ganhou um abraço do vocalista, claramente encantado com a cultura nacional.

Foi quando os primeiros acordes de “Epic” foram executados, para novo delírio do público, que, claro, cantou a música do começo ao fim. Mike Bordin e Jon Hudson, por sinal, deram um show à parte neste momento, mostrando que o grupo tem ainda muito a oferecer aos fãs.

O momento seguinte seria o mais bonito da noite. Para interpretar “Just a Man”, também do sempre privilegiado “King For A Day…”, a banda convidou o Coral de Heliópolis, só com meninas, que não fizeram feio e deixaram o FNM e o público presente emocionados com a beleza de suas vozes.

Depois da pausa para um breve descanso, o Faith No More voltou ao palco para mais três músicas: uma inédita e sem nome divulgado; “Digging the Grave”; além de “This Guy’s in Love With You”, de Burt Bacharach.

“Muito obrigado, São Paulo, Paulínia, Campinas, todo o Brasil! Do caralho!”, disse Patton. “E o Palmeiras também”, completou o baixista Billy Gould, seguido de palmas de Patton, em mais uma demonstração de que Igor e Max Cavalera ensinaram a galera do FNM a torcer, fazendo os norte-americanos fiéis eternos ao glorioso time de futebol paulista.

Ainda restaria uma certa esperança de que haveria um segundo bis, já que os roadies voltaram para ajeitar os instrumentos. Mas, apesar de o set list divulgado trazer “Stripsearch” e “We Care a Lot” como as duas últimas músicas da noite, o grupo não voltou e foi iniciada uma queima de fogos para marcar o final do SWU.

Já passava das 3 da manhã e a chuva já era coisa do passado. Depois da penca de shows do dia e de todos estarem totalmente cansados, Mike Patton & Cia. conseguiram o que poucas bandas conseguiriam. Mais do que trazer a alegria dos fãs, o Faith No More escreveu novamente um trecho de sua rica história nos festivais brasileiros.

Para relembrar os grandes momentos da apresentação do FNM no SWU, o Roque Reverso descolou vídeos de qualidade no YouTube. Para começar, fique com o grande momento de “Ashes to Ashes”. Depois, fique com a loucura de Patton em “The Gentle Art Of Making Enemies” e com o momento “Porra, caralho” de “King For A Day”. Na sequência, veja “Epic”. Se preferir ver o show na íntegra, assista ao último vídeo, que traz qualidade de HD. “Porra, caralho!”

Set list

Woodpecker From Mars/Delilah
From Out Of Nowhere
Last Cup Of Sorrow
Caffeine
Evidence (em Português)
Midlife Crisis
Cuckoo For Caca
Easy
Surprise! You’re Dead!
Ashes to Ashes
The Gentle Art Of Making Enemies
King For A Day
Epic
Just A Man

Unknown Title (New Song)
Digging The Grave
This Guy’s in Love with You

16
dez
11

Iniciada a pré-venda para o show do Anthrax com abertura do Misfits em SP no dia 27 de abril

Depois da confirmação da apresentação do Anthrax no Metal Open Air no Maranhão, era questão de tempo alguma informação de que o grupo norte-americano passaria também por São Paulo. Mas o que os fãs não esperavam era que a banda viria junto com o Misfits para a capital paulista!!! O site oficial de ambos os grupos ainda não confirmou as apresentações, mas o HSBC Brasil já iniciou hoje a pré-venda dos ingressos para um show agendado no dia 27 de abril de 2012, uma sexta-feira, no local.

O site da casa traz a informação de que este período inicial de pré-venda, somente para clientes do banco, vai até o dia 18 de dezembro. Depois, começa  a venda para o público em geral.

De acordo com o HSBC Brasil, a configuração dos setores e os preços dos ingressos são os seguintes: Camarote  (R$ 350), Frisas (R$ 300), Cadeira Alta (R$ 250),  Pista Vip – 1º Lote  (R$ 360), Pista Vip – 2º Lote  (R$ 380), Pista Vip – 3º Lote  (R$ 400), Pista – 1º Lote (R$ 130) e Pista – 2º Lote: R$160,00. Clientes HSBC tem 25% de desconto e há meia entrada para estudantes com carteirinha.

O Anthrax, que passou pelo País pela última vez em 2005 e tocará antes no Metal Open Air (em uma das datas entre 20 e 22 de abril), trará grandes novidades aos fãs paulistanos.

O grupo lançou recentemente um dos melhores álbuns de 2010, que marca a volta do vocalista da formação clássica, Joey Belladonna, ao grupo.

O Misfits, por sua vez, passou pelo Brasil há pouco tempo. A banda de horror punk, que já teve em suas fileiras o grande Glenn Danzig, fez um concorrido show na Virada Cultural, em abril de 2011, na capital paulista.

No post do anúncio do Anthrax para o Metal Open Air, já havíamos colocado alguns vídeos para comemorar o retorno do grupo ao Brasil. Para festejar o show em São Paulo, fique com os clássicos do thrash “Antisocial” e  “Caught in a Mosh”. Para também comemorar o retorno do Misfits, fique com um vídeo ao vivo de “Last Caress”, de 1988.

14
dez
11

Grateful Dead: Improviso inventariado

Por Marcelo Galli*

Lançada originalmente como single em abril de 1968, “Dark Star”, do Grateful Dead, tem 2 minutos e 44 segundos na versão de estúdio. A letra é de Robert Hunter e a melodia do guitarrista solo do grupo, Jerry Garcia, cabeça da banda de São Francisco. A música entrou para a lista das 500 que forjaram o rock, do Rock and Roll Hall of Fame, além de ser a mais aguardada nos shows.

No primeiro álbum oficial ao vivo da banda, o “Live/Dead”, de 1969, uma versão de “Dark Star” tem duração de 23 minutos e 18. O registro foi feito na tradicional casa de shows Fillmore West em fevereiro daquele ano, em São Francisco. Parênteses: trecho dessa versão faz parte da trilha do filme “Zabriskie Point”, do italiano Michelangelo Antonioni, rodado nos Estados Unidos e que retrata a contracultura na costa oeste do país.

Naquela versão, a estrofe inicial, “Dark star crashes pouring its light into ashes, reason tatters
the forces tear loose from the axis”, começa após seis minutos de viagem e improviso.

Já em uma versão gravada no ano de 1972, no Winterland Ballroom, também na cidade símbolo do Verão do Amor, o canto do sabiá psicodélico só aparece aos 16 minutos e nove segundos. A extensão total dessa versão é de 33 minutos e 26 segundos!!!

Os fãs, autorizados a registrar os shows da banda, contribuíram para a montagem de um curioso inventário que reúne informações sobre as ocasiões em que a música foi tocada e a duração do clássico. Uma página de aficionados pela banda na internet lista um total de 219 apresentações ao vivo até 1994 – mais quatro de estúdio.

A mais longa dessas ocorreu em Roterdã, Holanda, em novembro de 1972. Segundo o inventário, 48 minutos e 38 segundos. Várias versões podem ser escutadas no YouTube. Outras estão perdidas e são mencionadas na listagem.

Abaixo, você pode ouvir a versão original de estúdio. Além dela, há uma versão mais longa e outra mais extensa, de mais de 33 minutos!

*Marcelo Galli é jornalista da Agência Estado e amante do bom e velho rock ‘n’ roll

13
dez
11

Após festa de 30 anos, Metallica confirma lançamento do EP “Beyond Magnetic”

Depois de deixar o mundo do heavy metal agitado nos últimos dois fins de semana por causa dos shows históricos que fez para comemorar seus 30 anos de carreira, o Metallica confirmou o lançamento do EP “Beyond Magnetic”. O trabalho conta com quatro músicas não aproveitadas durante a gravação do álbum “Death Magnetic”, de 2008, que marcou o retorno da banda para um som mais próximo do thrash metal e recebeu elogios de crítica e público.

“Hate Train”, “Just A Bullet Away”, “Hell And Back” e “Rebel Of Babylon” foram as músicas que sobraram do premiado “Death Magnetic” e, mesmo na gravação original, sem a mesma mixagem das canções que entraram em 2008 no álbum, há uma qualidade de som interessante.

Segundo o comunicado oficial no site do Metallica, as quatro faixas serão disponibilizadas nesta semana por meio do iTunes exclusivamente na América do Norte e, no iTunes e adicionais redes varejistas digitais, em outras partes do mundo como EP “Beyond Magnetic”.***

As quatro músicas foram deixando de ser novidade a cada um dos quatro shows de comemoração que a banda realizou na casa de shows Fillmore, em São Francisco. Em cada uma das apresentações era tocada ao vivo uma faixa nova, posteriormente, na versão de estúdio, encaminhada por e-mail aos membros do fã clube oficial da banda. Como a internet não é terreno para segredos, rapidamente as músicas foram vazando para a rede, a ponto de facilmente serem baixadas em redes sociais e sites.

Apenas membros do fã clube sorteados tiveram o privilégio de assistir às apresentações em São Francisco, que contaram com as participações de membros da histórica do heavy metal. Rob Halford, King Diamond, Geezer Butler e Ozzy Osbourne foram só alguns dos nomes. Sem contar as participações de todos os componentes vivos que passaram pela banda, entre eles Jason Newsted, Ron McGovney e, claro Dave Mustaine, que tocou “Phantom Lord”, “Jump In The Fire”, “Metal Militia”, “Hit The Lights” e “Seek & Destroy” com o grupo no último dos quatro shows!!

Há quem diga que o lançamento do novo EP é uma tentativa de a banda agradar aos fãs que ficaram bravos com o álbum “Lulu”, que o Metallica lançou com Lou Reed recentemente. Mas o mais provável é que a banda norte-americana esteja realmente comemorando seus 30 anos em grande estilo, sem ficar um momento sequer distante dos focos da mídia e se consolidando cada vez mais como o nome de maior sucesso do heavy metal da história.

De fato, para os fãs de thrash metal, as músicas de “Beyond Magnetic” são bem mais fáceis de assimilar, enquanto “Lulu” exige um tempo maior de adaptação para qualquer ser mortal deste planeta. No EP novo, todas as músicas são bem legais, mas o destaque fica por conta de “Just A Bullet Away”, que traz riffs sensacionais e uma ótima interpretação de James Hetfield.

Depois de as músicas vazarem no YouTube, a gravadora do Metallica solicitou que elas fossem retiradas da rede social. Com isso, sobraram no site de vídeos as versões ao vivo tocadas nos shows de comemoração de 30 anos. Quem ainda não conhece, pode ver abaixo a performance da banda nestas novas faixas.

***Nota do Roque Reverso -> No início de 2012, o Metallica informou que o EP seria comercializado também em formato físico (CD). As vendas começam na América do Norte no dia 31 de janeiro e um dia antes no restante do planeta.

11
dez
11

Exodus voltará ao Brasil em abril de 2012 para shows no Metal Open Air e em SP

Os fãs do thrash metal já começam a imaginar que 2012 pode ser um ano tão bom quanto 2010 e 2011. Tudo porque a agenda do próximo ano começa a esquentar com o anúncio de shows de bandas clássicas do estilo.

Depois de confirmar a vinda do grande Anthrax, a organização do Metal Open Air anunciou o nome do Exodus para o megafestival de heavy metal que acontecerá nos dias 20, 21 e 22 de abril, no Parque Independência, em São Luís, no Estado do Maranhão.

A data em que a banda norte-americana da Bay Area de São Francisco se apresentará no Nordeste ainda não foi confirmada, mas já sabemos de antemão que não será no dia 22 de abril, quando o grupo tocará em São Paulo, no Carioca Club, conforme anúncio da produtora Ataque Frontal.

Os anos de 2010 e 2011 foram de grande alegria para o amantes do thrash, já que eles puderam acompanhar, entre outros fatos marcantes, as apresentações históricas das bandas do Big Four pela Europa e EUA. No Brasil não foi diferente, já que o País recebeu vários shows do estilo neste ano e no ano passado, entre eles, só para lembrar, do Metallica (2 vezes), Slayer, Megadeth (2 vezes), Testament e Nuclear Assault.

Quanto ao Exodus, se o Big Four se chamasse Big Five, o grupo seria facilmente seu quinto integrante. Formada em 1980 por Kirk Hammett, Tom Hunting, Paul Baloff, Gary Holt e Geoff Andrews, a banda tem grandes serviços prestados ao thrash metal.

Depois da saída de Kirk Hammett para ocupar o lugar de Dave Mustaine no Metallica, o Exodus lançou, em 1985, o álbum “Bonded by Blood, considerado um dos clássicos do gênero. Em 1989, lançaram o álbum “Fabulous Disaster”, com direito ao clipe clássico da música “Toxic Waltz”, de grande sucesso nos programas de rock pesado da MTV.

Em 2002, o grupo sofreu um duro baque com a morte do vocalista Paul Baloff por ataque cardíaco. Comandada pelo grande guitarrista Gary Holt, a banda continuou gravando discos e fazendo shows. No ano passado, lançou seu mais recente trabalho: “Exhibit B: The Human Condition”. Atualmente está em turnê pela Europa.

Os detalhes sobre o show do Exodus em São Paulo deverão ser divulgados em breve pela Ataque Frontal (veja aqui). Quanto ao Metal Open Air, o grupo se junta ao Anthrax, às bandas alemãs de metal Blind Guardian e Grave Digger e ao clássico grupo dos EUA de death metal Obituary. Foram prometidas mais 15 atrações internacionais, que devem se juntar a outros grupos brasileiros, entre eles os já anunciados Drowned, Attomica, Terra Prima, Torture Squad e cantor André Matos.

O Metal Open Air será o primeiro megafestival de rock realizado no Nordeste. Segundo os organizadores do evento, possuirá uma ampla estrutura para atender fãs do País inteiro: estacionamento externo à área do festival, camping indoor e outdoor (com banheiros e chuveiros), praça de alimentação, mais de 40 geradores de energia, dois palcos (lado a lado), camarote com área de Meet & Greet com as bandas do festival, área de convivência para os artistas, bilheterias para quem quiser adquirir ingressos na hora, entre outras facilidades. Prometem também que toda a estrutura do festival estará amparada por um grande esquema de segurança.

Todas as informações sobre bandas, valor dos ingressos, camping e merchandising oficial do Metal Open Air estarão disponível no no site oficial do evento: www.metalopenair.com. Desde o dia 5, os ingressos para o festival estão disponíveis para compra o site do evento e no site www.ticketbrasil.com.br.

O passaporte de pista para os 3 dias já está no segundo lote, com o valor atualizado de R$ 400, enquanto o passaporte de camarote custa R$ 850. Ainda não há previsão de venda de passaportes diários. Também existe a opção de passaporte, também único, para a área de camping, no valor adicional de R$ 100. Este valor dá direito à estrutura de banheiros, chuveiros e segurança.

Os ingressos poderão ser adquiridos no cartão de crédito em até 12x com encargos reduzidos e também através de boleto bancário. Além da venda na internet, os passaportes poderão ser comprados em um ponto de venda fixo.

Por enquanto, o único ponto de venda física que não cobra taxa de conveniência fica em São Luís, na Loja Harmonica (Rua Queops, 12 – Loja A (térreo) – Ed. Executive Center – Renascença II).  Nos demais pontos de venda da Ticket Brasil, há cobrança de uma taxa de 20%. Mais informações, da empresa, podem ser obtidas no telefone (11) 4901-1165.

A última passagem pelo do Exodus pelo Brasil foi em 2009, quando o grupo veio para cá em uma turnê conjunta com o Kreator. Em São Paulo, fizeram uma grande apresentação no Via Funchal.

Para comemorar o retorno da banda às terras brasileiras, o Roque Reverso descolou dois vídeos no YouTube. Para começar, fique com o clássico “Toxic Waltz”, com Steve Zetro Souza nos vocais. Depois, fique com um vídeo de “Bonded By Blood”, com o atual vocalista Rob Dukes, ao vivo, em 2008, no Wacken Open Air, o maior festival de heavy metal da Europa, realizado anualmente na Alemanha.

10
dez
11

Sob chuva, Alice in Chains emocionou fãs em show de peso e qualidade no SWU

Era um dos momentos mais esperados no SWU 2011 e o resultado final foi dos mais animadores. Depois de quase 20 anos, o Alice in Chains voltou ao Brasil para se apresentar no festival de Paulínia e realizou simplesmente um dos maiores shows do ano no País. Sob o comando do excelente guitarrista, Jerry Cantrell, e do vocalista atual, William DuVall, o grupo de Seattle emocionou fãs da antiga numa apresentação de peso e qualidade, recheada de grandes sucessos que fincaram o nome da banda entre as maiores dos anos 90.

Personagem irritante do SWU em 2011, a chuva não deu trégua ao show do Alice in Chains. Talvez, ao lado da apresentação do Stone Temple Pilots, foi o momento em que o público mais sofreu com a água, que insistia em cair na cidade do interior paulista. Para a banda, entretanto, nada mais familiar, já que Seattle tem a fama de ser uma das cidades mais chuvosas dos Estados Unidos.

Além da própria ansiedade em relação ao retorno do Alice in Chains ao País, havia muita expectativa em torno da performance de William DuVall. A despeito das críticas positivas vindas da imprensa internacional, o público brasileiro queria ver a prova de que ele seria capaz de, ao vivo, substituir à altura o talentoso Layne Staley, morto em 2002. Com um timbre de voz não idêntico, mas até parecido em algumas passagens com o de Staley, DuVall recebeu aprovação dos brasileiros, que puderam ver novamente os vocais dobrados (com Cantrell), uma das marcas mais valiosas  da banda norte-americana.

O grupo começou arrepiando com um dos seus maiores sucessos, “Them Bones”, seguida por “Dam That River” e “Rain When I Die”, ambas também, assim como a primeira música tocada, pertencentes ao álbum “Dirt”, de 1992. Vidrado no show, o público era um delírio só e não foram poucas as pessoas que se emocionaram demais de ver a banda novamente. De meninas a marmanjos barbados, não foi uma, mas várias vezes que este jornalista presenciou gente chorando de alegria.

Aos gritos do público de “Alice in Chains”, DuVall cumprimentou os fãs em simpático português. “Tudo bem?”, disse, para depois complementar: “Estamos muito felizes de estar aqui! Finalmente!”

A plateia delirou e, na sequência, pulou demais quando a banda começou a tocar “Again”, do álbum “Alice in Chains”, de 1995. Com um riff pesado e um som forte, a música chegava com imensa qualidade aos ouvidos de quem estava na pista. Importante ressaltar que, além de DuVall e Cantrell, os outros membros do grupo, Mike Inez (baixo) e Sean Kinney (bateria), garantiam, sem reparações, o bom show.

Os vocais dobrados de DuVall e Cantrell eram um show à parte. Depois de quatro músicas antigas, era a vez da fase mais recente, que marca o novo vocalista como titular. E nada melhor que o maior hit dela para animar a festa. Com DuVall agora também na guitarra, o grupo trouxe, com perfeição, “Check My Brain”, do álbum “Black Gives Way to Blue”, de 2009.

Com a plateia ganha, o Alice in Chains emendou “It Ain’t Like That” do primeiro álbum “Facelift”, de 1990. Aí foi a vez deste jornalista que vos escreve vibrar muito e realizar um sonho, pois foi com esta música que ele conheceu o grupo, na era pré-internet, nos tempos de “Som Pop”, da TV Cultura, quando o grande Kid Vinil trazia as novidades de fora para a galera assistir e ouvir.

Ao final do grande som, Jerry Cantrell foi ao microfone, agradeceu ao público pela presença e apresentou os integrantes da banda. O público aplaudiu em todas as vezes, mas, quando o guitarrista se apresentou, teve uma recepção muito mais calorosa, numa demonstração de que os fãs reconhecem sua importância para a história do Alice in Chains e os percalços que ele foi obrigado a enfrentar para o grupo estar ainda na ativa.

O mesmo Cantrell continuou no comando do microfone com a lenta “Your Decision”, do álbum mais recente da banda. Depois, emendou outra mais tranquila: “Got me Wrong”, do EP “Sap”, de 1992. DuVall, por sua vez, fazia não somente um backing vocal de primeira como também dava até maior peso às músicas com a sua guitarra. Vale destacar os ótimos efeitos do telão que ficava atrás da banda, que, nesta música, trazia imagens de nuvens no céu em ritmo acelerado.

O público ameaçou dar uma esfriada neste momento do show, mas o Alice in Chains tinha um antídoto para isso: mais hits. E foi com seu primeiro clássico que continuou a apresentação. Com DuVall agora somente nos vocais, a banda trouxe “We Die Young”, do álbum de estreia, que fez a galera novamente pular.

Depois de executar “Last of My Kind”, também do álbum mais recente, foi a vez do grupo emocionar de vez os fãs. Agora com DuVall no violão, a triste “Down in a Hole”, do “Dirt”, fez muita gente chorar e lembrar muito de Layne Staley.

Não bastasse toda emoção e os gritos de “Alice in Chains”, Cantrell começou os primeiros acordes da música seguinte dizendo que “aquele era um novo dia”, mas que não se esqueceriam de onde vieram. “Esta é para o Layne e para o Mike”, disse, apresentando “Nutshell”, do EP “Jar of Flies”, de 1994, e lembrando, além do antigo vocalista, do baixista original do grupo Mike Starr, morto em 2011. Após um grande solo, o guitarrista afirmou ao final da canção que o grupo voltaria muito em breve para o Brasil!

Após a sequência de momentos emocionantes, a banda trouxe mais uma do álbum recente “Black Gives Way to Blue”. “Acid Bubble”, na verdade, serviu para o público se preparar para o que viria logo em seguida: uma avalanche de grandes hits dos anos 90.

A lista começou com a ótima “Angry Chair”, do “Dirt”. Depois de DuVall perguntar se o público estava cansado e, claro, receber a resposta negativa, o grupo executou a música com maestria. E um dos destaques, mais uma vez, foi o efeito bem bacana do telão.

Nem bem terminou “Angry Chair” e o Alice in Chains aproveitou as batidas finais da música para emendar seu maior sucesso: “Man in The Box”, do “Facelift”. Foi então que o SWU presenciou um dos maiores envolvimentos do público dentre todos os shows apresentados. A galera presente cantou letra por letra da canção, pulou e se emocionou mais uma vez por estar assistindo a um grande momento do rock aqui no Brasil.

Visivelmente empolgado, DuVall interagiu com a plateia e, novamente em português, disse: “Alice in Chains ama o Brasil.”

Na sequência, o grupo trouxe “Rooster”, do “Dirt”, com mais efeitos no telão, letra forte sobre as experiências vividas pelo pai de Cantrell na Guerra do Vietnã e a palavra “Paz”, em inglês, ao fundo do palco.

O guitarrista disse que havia mais músicas para tocar e emendou “No Excuses”, do “Jar of Flies”. Depois, após DuVall agradecer o público por ficar na chuva, o grupo fechou o show com nada menos que “Would?”, novamente do “Dirt”, que foi o álbum mais prestigiado da noite. Com show particular da cozinha formada por Mike Inez e Sean Kinney, os fãs ficaram novamente muito empolgados e satisfeitos com grande apresentação dos norte-americanos.

Após 1h30 de show, o público tinha uma certeza: que havia valido cada gota d’ água da chuva tomada naquele show para assistir ao Alice in Chains. É espantoso que o grupo não tenha sido convidado para vir ao Brasil antes em outras oportunidades após sua retomada.

Resta agora a torcida para que as empresas promotoras se toquem que é bastante viável a realização de mais apresentações da banda por aqui. Seria muito interessante ver o Alice in Chains tocando, por exemplo, numa casa de shows de São Paulo. Com o baita som que foi visto ao ar livre no SWU, dificilmente o grupo não faria uma apresentação memorável num local fechado.

Para relembrar os grandes momentos do Alice in Chains, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Começamos com “Again”. Depois temos um vídeo que junta “Angry Chair” e “Man in The Box”. Na sequência, há outro com a música “Would?”. Se preferir ver o show na íntegra e sem cortes, siga para o último vídeo selecionado.

Set list

Them Bones
Dam That River
Rain When I Die
Again
Check My Brain
It Ain’t Like That
Your Decision
Got me Wrong
We Die Young
Last of my Kind
Down in a Hole
Nutshell
Acid Bubble
Angry Chair
Man in the Box 
Rooster
No Excuses
Would?
08
dez
11

À queima roupa

Rock’n’roll e situações extremas caminham de mãos dadas, mas poucos dias são tão marcantes para o mundo do rock quanto o 8 de dezembro. Foi nessa data, em 1980, que o eterno John Lennon foi assassinado em Nova York. Também nessa data, mas em 2004, Diamond “Dimebag” Darrell acabou também assassinado em Ohio.

Lennon dispensa apresentações para o público em geral. Darrell, ex-Pantera, foi, sem sombra de dúvida, um dos guitarristas mais completos e versáteis da história do heavy metal, identificável sempre a partir dos primeiros acordes, façanha de que só os grandes músicos são capazes.

Como nem tudo na vida é morte (só o final, ou seria o princípio?), também num 8 de dezembro, mas em 1943, nascia Jim Morrison. Para os mais ecléticos, também é aniversário da irlandesa Sinead O’Connor, ainda viva ao que me consta.

Para marcar a data, vídeos descolados no YouTube pelo Roque Reverso. Começamos com “Instant Karma”, de John Lennon. Depois, fiquem com “Cowboys From Hell”, do Pantera, ao vivo no Monsters of Rock de 1991, em Moscou. Na sequência, descolamos um vídeo com a música “The End”, do Doors, com direito a cenas do filme “Apocalypse Now”, de Francis Ford Coppola. Para fechar,  Sinead O’Connor em “Mandinka”.

07
dez
11

Anthrax tocará em megafestival de heavy metal que será realizado no Maranhão em abril de 2012

O Anthrax voltará ao Brasil em 2012 e foi confirmado como uma das principais atrações do Metal Open Air, megafestival de heavy metal que será realizado nos dias 20, 21 e 22 de abril, no Parque Independência, em São Luís, no Estado do Maranhão. Além do grupo norte-americano de thrash metal, a organização do evento já confirmou os nomes das bandas alemãs de metal Blind Guardian e Grave Digger, além do clássico grupo dos EUA de death metal Obituary. Foram prometidas mais 16 atrações internacionais, que devem se juntar a outros grupos brasileiros, entre eles os já anunciados Drowned, Attomica, Terra Prima, André Matos e Torture Squad

O Anthrax, que passou pelo País pela última vez em 2005, trará grandes novidades aos fãs brasileiros, já que lançou recentemente um dos melhores álbuns de 2010, que marca a volta do vocalista da formação clássica, Joey Belladonna, ao grupo. Oficialmente, ainda não foi definido em qual dos dias a banda de thrash de apresentará, mas, no site do grupo, a data exposta é o dia 20 de abril, noticia ruim para os fãs de outros Estados, já que é uma sexta-feira.

Com o anúncio da vinda do grande Anthrax, o Brasil contará com o privilégio de, em menos de 1 ano, ter assistido ao quadro completo das bandas do Big Four do thrash. Tudo porque o Slayer passou por aqui em junho, o Metallica se apresentou no Rock in Rio em setembro e o Megadeth tocou no SWU em novembro. Tá bom ou quer mais?

O Metal Open Air será o primeiro megafestival de rock realizado no Nordeste. De acordo com os organizadores do evento, possuirá uma ampla estrutura para atender fãs do País inteiro: estacionamento externo à área do festival, camping indoor e outdoor (com banheiros e chuveiros), praça de alimentação, mais de 40 geradores de energia, dois palcos (lado a lado), camarote com área de Meet & Greet com as bandas do festival, área de convivência para os artistas, bilheterias para quem quiser adquirir ingressos na hora, entre outras facilidades. Prometem também que toda a estrutura do festival estará amparada por um grande esquema de segurança.

Todas as informações sobre bandas, valor dos ingressos, camping e merchandising oficial do Metal Open Air estarão disponível no no site oficial do evento: www.metalopenair.com. Desde o dia 5, os ingressos promocionais para o festival estão disponíveis para compra o site do evento e no site www.ticketbrasil.com.br.

Inicialmente a compra estará disponível apenas para os lotes promocionais do passaportes de pista, camarote com área de meet & greet e camping. Segundo a organização, quando esses lotes se esgotarem, os valores serão reajustados. Em tempo: o passaporte de pista para os 3 dias custará R$ 350 neste primeiro lote, enquanto o passaporte de camarote custará R$ 850. Ainda não há previsão de venda de passaportes diários. Também existe a opção de passaporte, também único, para a área de camping, no valor adicional de R$ 100. Este valor dá direito à estrutura de banheiros, chuveiros e segurança.

Os ingressos poderão ser adquiridos no cartão de crédito em até 12x com encargos reduzidos e também através de boleto bancário. Além da venda na internet, os passaportes poderão ser comprados em um ponto de venda fixo em São Luís do Maranhão. Neste, a compra poderá ser realizada em dinheiro ou no cartão de crédito. Após os primeiros 30 dias de venda na internet, outros pontos presenciais serão anunciados.

Por enquanto, o único ponto de venda física que não cobra taxa de conveniência fica em São Luís, na Loja Harmonica (Rua Queops, 12 – Loja A (térreo) – Ed. Executive Center – Renascença II).  Nos demais pontos de venda da Ticket Brasil, há cobrança de uma taxa de 20%.

Para comemorar a volta do Anthrax ao Brasil, o Roque Reverso descolou três vídeos clássicos da banda. Para começar, fique com “Got the Time”, do álbum “Persistence of Time”, de 1990. Depois, veja “Madhouse”, do “Spreading the Disease”, de 1985. Para fechar, a sensacional “Indians”, do “Among the Living”, de 1987. \m/




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