Arquivo para setembro \30\UTC 2011

30
set
11

Metallica fez show empolgante, trouxe set list impecável e escreveu de vez seu nome na história do Rock in Rio

Atração mais esperada do primeiro fim de semana do Rock in Rio 2011, o Metallica correspondeu às expectativas e conseguiu realizar no domingo, dia 25 de setembro, um show extremamente empolgante na capital fluminense, onde não tocava desde 1999. A banda norte-americana de thrash metal trouxe um set list impecável recheado de clássicos para mais de 100 mil pessoas, mostrou energia digna dos velhos tempos e escreveu definitivamente seu nome com letras gigantes na história do festival.

Sem a menor sombra de dúvida, foi um dos maiores shows já vistos em solo brasileiro, ao lado de outras apresentações espetaculares observadas em edições anteriores do próprio Rock in Rio, como as do AC/DC, do Iron Maiden e do Queen, todas no longínquo ano de 1985.

O Roque Reverso presenciou mais uma vez ao vivo a apresentação do Metallica, que há anos sonhava em participar de uma edição do Rock in Rio em seu lugar original. Desde os primeiros acordes, a emoção dos músicos da banda era evidente e eles pareciam querer dizer: “Este festival de 2011 é nosso e ninguém vai nos superar.”

Numa noite que teve o grande Motörhead como uma das bandas de abertura no Palco Principal, a ameaça maior ao império do Metallica veio da sensacional e brutal apresentação feita pelo Slipknot, que conseguiu hipnotizar a plateia como poucos grupos haviam conseguido no Brasil em festivais. Após o show do grupo mascarado, pipocaram perguntas na plateia que colocavam em dúvida o poder do Metallica para fazer uma apresentação ainda mais marcante.
O primeiro sinal já veio durante os testes de intrumentos, quando, na primeira pancada da bateria, o público tomou um grande susto com a altura daquilo, que mais parecia uma explosão de uma pequena bomba.

Resenha RIRTestes encerrados, as luzes se apagaram e começou a tradicional introdução de “The Ecstasy of Gold”, de Ennio Moricone, acompanhada de imagens no telão do filme “Três Homens em Conflito”, de Sérgio Leone.

Foi quando as primeiras batidas de “Creeping Death” enlouqueceram o público que começou a cantar já na introdução da ótima música do álbum “Ride the Lightning”.

Se o som do Rock in Rio já surpreendia pela qualidade, atingiu níveis impressionantes a partir daquele momento, num volume bem maior do que o observado nos shows anteriores. Para deixar tudo ainda melhor, James Hetfield (vocal e guitarra), Lars Ulrich (bateria), Kirk Hammett (guitarra) e Robert Trujillo (baixo) vieram ao palco com a faca nos dentes, para mostrar que quem mandava no pedaço era o Metallica. O público, por sua vez, fazia o seu papel e cantava a plenos pulmões, dando também um espetáculo à parte.

Sem deixar a plateia respirar, Trujillo tirou de seu baixo os primeiros acordes distorcidos de “For Whom The Bell Tolls”, do mesmo álbum clássico da banda. Figura que trouxe um espírito de renovação ao grupo, o baixista mostrou que continua estraçalhando em seu instrumento, enquanto James, Lars e Kirk davam continuidade ao ótimo show, que teria na sequência a música “Fuel”, do álbum “Reload”, acompanhada de labaredas imensas que esquentaram toda a região próxima ao palco.

James Hetfield parecia uma criança e não fazia questão alguma de esconder o sentimento de satisfação por estar diante de 100 mil pessoas no maior festival do planeta. Ao término de “Fuel”, ele aproveitou para iniciar sua primeira conversa mais longa com o público presente. “Vocês estão se sentindo bem?”, perguntou, enquanto trocava sua lendária guitarra branca por uma preta. “Eu estou me sentindo melhor”, disse, para, na sequência, o grupo iniciar a música  “Ride the Lightning”, que fez todos delirarem.

A próxima música foi a eternamente bela “Fade to Black”, que representou o quarto sucesso do dia do mesmo álbum “Ride the Lightning”, para alegria de todos os fãs mais antigos. Foi no final desta canção que James cometeu um erro incrivelmente pouco comum, já que esqueceu de ativar a distorção para a guitarra, deixando o instrumento momentâneamente com um som sem impacto.

Aquele não seria o único erro do vocalista e guitarrista durante o show e isso surpreendeu muita gente, pois James Hetfield, considerado um dos maiores ícones da história do metal, sempre teve desempenho impecável nas apresentações. Ele tomou um susto e retomou rapidamente com as condições normais de peso para, depois, tirar humildemente sarro de si próprio, provando que até os perfeccionistas,como ele, também cometem suas gafes.

Na sequência, James disse impressionado que o público estava cantando as músicas num volume muito alto, mas que, para ele, tudo estava ok, já que quanto mais alto, melhor. Acrescentou que aquela era a melhor noite do festival por causa das boas bandas presentes e que se sentia honrado em tocar com elas, especialmente com o padrinho do heavy metal Lemmy, do Motörhead. Nem é preciso dizer que o público veio abaixo com tamanha simpatia e humildade do líder do Metallica, nada menos que o headliner da noite.

A passagem do Metallica pelo Rio ainda fazia parte da turnê de divulgação do álbum “Death Magnetic”. E, para este detalhe importante não ficar de fora, o grupo trouxe uma dobradinha com duas boas músicas do disco: “Cyanide”, que contou com ótima participação do público, e “All Nightmare Long”, a mais pesada do disco, que não deixou a energia do show cair e abriu caminho para um grande hit do grupo: “Sad But True”, do clássico “Black Album”, que foi cantada do início ao fim pela plateia.

Voltando um pouco no tempo, o Metallica trouxe ao show duas músicas do excelente álbum “Master of Puppets”. A primeira foi a sempre emocionante “Welcome Home (Sanitarium)”, que, como poucas, consegue intercalar perfeitamente o peso e a característica melodiosa do grupo. A segunda foi um dos grandes momentos da apresentação, nada menos que a instrumental “Orion”, tão pouco tocada em shows durante toda a carreira da banda.

Hipnotizado, o público viu James apresentar a banda, Lars Ulrich iniciar a música e Robert Trujillo dar uma aula em seu baixo, lembrando os acordes históricos construídos pelo falecido e saudoso baixista Cliff Burton, que jamais saiu da mente dos fãs mais antigos do Metallica e que é um dos responsáveis por toda a técnica marcante que o grupo consolidou em 30 anos de carreira. Quem estava na Cidade do Rock, com certeza, jamais esquecerá aquele momento, um verdadeiro sonho realizado por este que vos escreve.

Após James Hetfield dedicar a música a Cliff Burton e receber a aprovação imediata da plateia, o Metallica saiu brevemente do palco, que ficou completamente na escuridão. Foi quando o barulho de helicópteros e bombas começou a dominar o local, acompanhado por explosões e fogos. Era a megaclássica “One”, executada com maestria pelo grupo, que emendou logo em seguida outra que não pode ficar de fora do set list: “Master of Puppets”, música que trouxe a banda afiadíssima, especialmente na dobradinha de guitarras de James e Kirk.

A sequência do show ainda abriria espaço para mais uma música do ótimo álbum “…And Justice for All”. James trocou sua guitarra e trouxe novamente a clássica de cor branca para tocar nada menos que a sensacional “Blackened”, que contou com mais uma aula de thrash metal da banda e labaredas enormes que fizeram aumentar a temperatura de toda a área próxima ao palco.

Com o jogo mais do que ganho, o Metallica trouxe em seguida dois de seus maiores hits, ambos do “Black Album”. O primeiro, depois de uma introdução solo de Kirk Hammett, foi “Nothing Else Matters”. Foi a música mais leve de todo o show, mas fez 1oo mil headbangers cantarem uma balada numa única voz.

Depois, foi a vez de “Enter Sandman”, que manteve a tradição recente de ser a música cantada com mais empolgação pela plateia nos shows do Metallica. Você pode até questionar se ela foi o ponto de partida para a banda tomar um rumo mais comercial, mas jamais poderá questionar a qualidade do riff marcante criado por Kirk Hammett.

A banda encerrou o show, foi aplaudida por todos e deixou o palco. É claro que todos sabíamos que faltava mais coisa para tocar. O público, por sua vez, só gritava sem parar as três simples palavras: “Seek and Destroy, Seek an Destroy, Seek and Destroy.”

Mas era o momento do show reservado para covers. O sonho de grande parte dos presentes era ver o Metallica tocando uma música do Motörhead, na companhia de Lemmy. Este sonho não se concretizou, mas a banda presenteou os fãs com simplesmente “Am I Evil?”, do Diamond Head, que também não era tocada no Brasil há muito tempo, desde a primeira passagem do grupo por aqui, em 1989!

Não bastasse o grande presente com a grande música, o Metallica tirou do baú outro megaclássico que surpreendeu muitos fãs: “Whiplash”, do primeiro álbum “Kill ‘ Em All”, que não era tocada no Brasil desde que a banda veio a São Paulo em 1993, pela turnê do “Black Album”.

Terminada a paulada sonora, James brincou com a plateia, fazendo um gesto de que era hora de dormir e ir embora. Para aumentar ainda mais a ansiedade, ele fingiu que daria a guitarra ao rodie e deixaria o palco, mas seguiu os apelos da galera e anunciou “Seek & Destroy”. Foi quando grandes bolas de plástico pretas foram jogadas para o público e o Metallica executou seu clássico eterno com perfeição, com direito a todas as luzes da Cidade do Rock acesas, a pedido de James.

Hotel Urbano

Com esta música chegava ao fim mais uma grande apresentação do Metallica no Brasil. A banda ainda demorou um bom tempo para deixar o palco, já que fez questão de agradecer o carinho do público brasileiro e ainda distribuiu palhetas e baquetas para quem estava mais próximo, na fila do gargarejo. De presente, a banda ganhou de um grupo de fãs uma enorme bandeira branca que tinha um desenho em homenagem a Cliff Burton, cuja data de morte faz 25 anos em 2011.

Foi, sem a menor dúvida, o melhor show do Rock in Rio e, ao lado das demais apresentações da Noite do Metal, conseguiu honrar o nome do festival, tão criticado pelo número reduzido de atrações ligadas ao rock. Tecnicamente, a apresentação ainda ficou ligeiramente atrás da realizada em São Paulo, no ano passado, no dia 30 de janeiro. Mas, quando o assunto é set list, vibração e espetáculo, o show na capital fluminense não ficou devendo nada e, para muitos, foi o melhor do Metallica em solo brasileiro em toda a história.

Com o passar dos dias, as imagens daquela noite ainda não saíram totalmente da mente deste que vos escreve. Não há como cravar com certeza absoluta que esta foi a melhor performance do Metallica por aqui, mas, sem a menor dúvida, é possível dizer que a apresentação no Rock in Rio jamais será esquecida por quem esteve lá ou por quem assistiu ao show pela TV. Definitivamente, o grupo de thrash metal de James, Lars, Kirk e Rob escreveu seu nome na história do festival e se juntou a outros grandes nomes que passaram por ali.

Para reviver o grande show do Metallica no Rock in Rio, o Roque Reverso descolou uma série de vídeos no YouTube. Abaixo, você pode ver a abertura, com “The Ecstasy of Gold” e “Creeping Death” e outros vídeos, como os de “For Whom the Bell Tolls” e “Ride the Lightning”, além de um vídeo que traz o momento mágico com “Orion”. Também temos o bis do show, cortado pela Rede Globo: um vídeo com “Am I Evil?” e “Whiplash” e outro com o final apoteótico de “Seek & Destroy”. Se você deseja ver as mais de duas horas de show na íntegra, há no mesmo YouTube esta opção neste link ou no último vídeo deste post. Simplesmente inesquecível! Mega Fucking Great!

Set list

Creeping Death
For Whom the Bell Tolls
Fuel
Ride the Lightning
Fade to Black
Cyanide
All Nightmare Long
Sad But True
Welcome Home (Sanitarium)
Orion
One
Master of Puppets
Blackened
Nothing Else Matters
Enter Sandman

Am I Evil?
Whiplash
Seek & Destroy

27
set
11

Noite do Metal honrou o nome do Rock in Rio com shows memoráveis

Para muitos, a versão de 2011 do Rock in Rio começou no dia 25 de setembro e terminou na madrugada do dia 26. A Noite do Metal finalmente trouxe shows memoráveis num único dia, honrando o nome do festival com aquilo que mais gostamos de ver: rock no seu estado mais pesado.

No Palco Principal, o público pode assistir a uma grata surpresa, o Coheed and Cambria; a mais um grande show do bom e velho Motörhead; a uma apresentação brutal, insana e perturbadora do Slipknot; e a um show simplesmente histórico do Metallica.

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26
set
11

Set list, fotos e vídeos dos shows do Red Hot Chili Peppers em SP e no Rock in Rio

O Red Hot Chili Peppers passou pelo Brasil em setembro para duas apresentações, uma em São Paulo,  no dia 21, e outra no Rock in Rio, no dia 24. Os dois shows fizeram parte da nova turnê mundial da banda norte-americana, baseada no álbum “I’m With You”, lançado em agosto deste ano.

Foi a primeira passagem do grupo pelo Brasil desde a turnê “By The Way”, vista em 2002 no Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. As apresentações também marcaram a primeira vez no País do novo guitarrista do grupo, Josh Klinghoffer, que substituiu John Frusciante.

Por conta da quantidade incrível de shows que vem acontecendo no Brasil nesta época do ano e pela dificuldade de liberação de credenciamento de imprensa, o Roque Reverso, infelizmente, não pode presenciar ao vivo ambas as apresentações. Não deixaria, porém, de fazer um registro da passagem de uma banda tão importante como o Red Hot pelo Brasil.

Em matéria de espetáculo, é claro que o show do Rio de Janeiro, com 100 mil pessoas, ganhou maior evidência, tanto que até contou com transmissão ao vivo da TV Globo para todo o Brasil. Em São Paulo, mesmo com a ideia infeliz da organização de marcar o show para uma quarta-feira, o público não decepcionou e fez uma grande festa também.

Entre as opiniões relacionadas ao show de São Paulo, o blog ouviu dos fãs que a banda até fez um show bom, mas faltou aquela vibração vinda do palco que costuma ser passada em videoclipes, por exemplo. De fato, na apresentação do Rio, televisionada, foi fácil notar isso, especialmente em relação ao vocalista Anthony Kiedis. É claro que essa colocação não se aplica ao cara que é a alma da banda: o baixista Flea, que, se um dia sair do Red Hot, põe fim a tudo. É impressionante como ele mantém o pique durante todo o show, como se tivesse ligado nos 220 volts.

Entre as músicas tocadas, os fãs sentiram falta de alguns clássicos, como “Knock Me Down”, “Suck My Kiss” e “Fight Like a Brave”. A sensação nítida é que o grupo fez um show mais voltado para um rock mais pop do que para o som pesado que marcou a banda durante grande parte da carreira.

Abaixo, você pode conferir as fotos oficiais e o set list do show do Rock in Rio e, depois, algumas fotos oficiais e a lista de músicas em São Paulo. Na sequência fique com alguns vídeos do YouTube. Para começar três do Rio: “Highter Ground”, “Californication” e “By the Way”. Depois, dois de São Paulo: “Otherside” e “Give it Away”.

Set list do Show no Rock in Rio

Monarchy Of Roses
Can’t Stop
Charlie
Otherside
Look Around
Dani California
Under the Bridge
Factory of Faith
Throw Away Your Television
Pea
The Adventures of Rain Dance Maggie
Me & My Friends
Did I Let You Know
Higher Ground
Californication
By The Way
 
Around The World
Blood Sugar Sex Magik
Give It Away
 
 

Set list do Show em SP

Monarchy of Roses
Can’t Stop
Tell me Baby
Scar Tissue
Look Around
Otherside
Factory of Faith
Throw Away Your Television
The Adventures of Rain Dance Maggie
Me & My Friends
Under the Bridge
Did I Let You Know
Higher Ground
Pea
Californication
By the Way
 
Dance, Dance, Dance
Don’t Forget Me
Give It Away
 
24
set
11

As 10 mais do R.E.M.

A semana foi marcada pela triste notícia do fim do R.E.M. A decisão de a banda encerrar as atividades foi muito comentada nas redes sociais e nas rodinhas de gente que gosta de um bom rock. O grupo fará muita falta, ainda mais num tempo em que o rock vem passando por um certo marasmo criativo.

Como a banda sempre foi uma grande criadora de hits do rock, muita gente começou a lembrar das melhores músicas do grupo, ou seja, criou listas. Desde o começo do nosso blog, esses famosos rankings de músicas preferidas sempre foram os que geraram as discussões mais interessantes e agradáveis.

O Roque Reverso já teve os “Top 10” do AC/DC, do Metallica, do Guns N’ Roses , do Aerosmith e  dos Beatles, de longe o mais difícil de elaborar e o de maior sucesso da história do blog. O mais recente foi o do Queen, lançado na semana de comemoração do que seria o 65º aniversário de Freddie Mercury.

Vejam abaixo as duas listas dos editores do Roque Reverso para o R.E.M. É claro que muita coisa boa ficou de fora, mas isso faz parte da tradição das listas. Fiquem à vontade para detonar ou para mandar a de vocês também!

Top 10 R.E.M. – Flavio

1 – Fall on Me

2 – Orange Crush

3 – The One I Love

4 – Stand

5 – Everybody Hurts

6 – Pop Song 89

7 – So. Central Rain

8 – What’s The Frequency, Kenneth?

9 – E-Bow The Letter

10  – Crush With Eyeliner

 

Top 10 R.E.M. – Ricardo

1 – It’s the End of the World As We Know It (And I Feel Fine)

2 – Nightswimming

3 – Driver 8

4 – Orange Crush

5 – The One I Love

6 – Texarkana

7 – Imitation of Life

8 – Man on the Moon

9 – Drive

10 – Losing My Religion

23
set
11

Começou o Rock in Rio 2011! Veja os detalhes do festival

Começou nesta sexta-feira o Rock in Rio 2011! A Cidade do Rock foi aberta oficialmente às 14h05 de hoje e terá 7 dias de muita música, com diversas atrações que serão divididas em dois palcos: o Mundo, que é o maior e receberá os grandes nomes, e o Sunset, destinado a atrações menores e reuniões de diversos artistas de diversos estilos.

O Rock in Rio 2011 será realizado na capital fluminense nos dias 23, 24, 25, 29 e 30 de setembro e 1º e 2 de outubro. Com exceção do dia 29, data extra que teve a totalidade dos ingressos vendidos no dia 5 de agosto, os ingressos para todas as outras datas se esgotaram em maio.

Para quem não conseguiu comprar os ingressos, há a opção de acompanhar os shows pela TV e pela internet. Os canais de TV que farão a transmissão serão a Rede Globo e o Multishow. Pela internet, o público poderá acompanhar pelo Globo.com (Brasil) e Youtube.com (Exterior).

No caso do Multishow, que pertence à TV fechada, o festival deverá ter a cobertura completa dos principais shows. No caso da Rede Globo, quem conhece a política de monopólio televisivo dela, sabe muito bem que rede costuma comprar eventos e, por causa da grade fixa da emissora, não haver uma transmissão do jeito desejado.

A informação que se tem é que a Rede Globo transmitirá o Rock in Rio depois do “Boletim Hipertensão” nas sexta-feiras e nos sábados. Nos domingos, a transmissão irá ao ar depois do “Hipertensão”. Na quinta-feira, dia 29, a começará após o Jornal da Globo.  A exibição terá shows ao vivo e compactos com os melhores momentos do festival. A ver…

Quanto à transmissão pela internet, o YouTube passará tudo para o exterior. No caso do Brasil, a Globo vetou, já que quer direcionar o público ao Globo.com. Se você estiver com saco cheio deste monopólio absurdo, pode tentar entrar no famoso portal Justin TV, que reúne diversos canais de televisão de todo o planeta e procurar um específico sobre o Rock in Rio.

Para quem vai ao Rock in Rio, informações sobre transportes e sobre os produtos liberados para levar ao local estão no próprio site do festival, que concentra vários meios de divulgação dos detalhes. Com o grande número de acessos, o site travou várias vezes nos últimos dias e uma alternativa para saber o esquema de transporte está aqui: http://rcknr.io/SNOWiQ5

O Roque Reverso estará no festival no dia 25 de setembro, o Dia do Metal, que terá Metallica e Motörhead como as atrações de destaque. Além da cobertura especial que o blog fará desta data, você terá acesso a detalhes, como o set list dos shows de rock que acontecerão no festival nas outras datas.

As atrações do Palco Mundo iniciam os shows às 19 horas. Depois, pela ordem, as apresentações serão feitas às 20h10, às 21h40, às 23h10 e às 0h50. Veja abaixo os nomes que farão parte do festival de 2011 e suas respectivas datas:

23/9
Palco Mundo:
Rihanna
Elton John
Kate Perry
Claudia Leitte
Paralamas do Sucesso e Titãs, com Milton Nascimento e Maria Gadú
Palco Sunset:
The Asteroids Galaxy Tour + The Gift
Ed Motta + Rui Veloso + Andreas Kisser
Bebel Gilberto + Sandra de Sá
Móveis Coloniais de Acaju + Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz + Mariana Aydar
 
24/9
Palco Mundo:
Red Hot Chili Peppers
Snow Patrol
Capital Inicial
Stone Sour
NX Zero
Palco Sunset:
Mike Patton/ Mondo Cane + Orquestra Sinfônica de Heliópolis
Milton Nascimento + Esperanza Spalding
Tulipa Ruiz + Nação Zumbi
Marcelo Yuka + Cibelle + Karina Buhr + Amora Pêra
 
25/9
Palco Mundo:
Metallica
Slipknot
Motörhead
Coheed and Cambria
Glória
Palco Sunset:
Sepultura + Tambours du Bronx
Angra + Tarja Turunen
Korzus + The Punk Metal Allstars (com East Bay Ray, guitarrista do Dead Kennedys; Michael Graves, ex-vocalista do Misfits; Gary Holt, guitarrista do Exodus; e Marcel Schmier, vocalista e baixista do Destruction)
Matanza + BNegão
 
29/9
Palco Mundo:
Stevie Wonder
Jamiroquai
Ke$ha
Janelle Monáe
Concerto Sinfônico Legião Urbana
Palco Sunset:
Joss Stone
Africa Banbaataa + Paula Lima+Boss AC
Baile do Simonal + Diogo Nogueira + Davi Moraes
Marcelo Jeneci + Curumin
 
30/9
Palco Mundo:
Shakira
Lenny Kravitz
Ivete Sangalo
Jota Quest
Marcelo D2
Palco Sunset:
Monobloco + Macaco+Pepeu Gomes
Cidade Negra + Martinho da Vila + Emicida
João Donato + Céu
Buraka Som Sistema + Mixhell
 
1/10
Palco Mundo:
Coldplay
Maroon 5
Maná
Skank
Frejat
Palco Sunset:
Erasmo Carlos + Arnaldo Antunes
Zeca Baleiro + Lokua Kanza
Tiê + Jorge Drexler
Cidadão Instigado + Júpiter Maçã
 
2/10
Palco Mundo:
Guns N’ Roses
System of a Down
Evanescence
Pitty
Detonautas
Palco Sunset:
Marcelo Camelo + The Growlers
Titãs + Xutos & Pontapés
Mutantes + Tom Zé
The Monomes + David Fonseca
 
22
set
11

Judas Priest deu aula de heavy metal em show de clássicos em SP

Uma aula de heavy metal. Esta é a classificação que pode ser dada ao show que o Judas Priest fez na Arena Anhembi no último dia 10 na capital paulista. Com um público aproximado de 25 mil pessoas, o lendário grupo britânico, criado ainda no final da década de 60, mostrou que ainda está longe de uma eventual aposentadoria e que continua reunindo condições para empolgar os amantes do rock pesado de várias gerações.

O show fez parte da pequena turnê pelo País que a banda realizou ao lado do Whitesnake. Enquanto a banda de hard rock dava sequência à tour internacional relacionada ao seu mais recente álbum “Forevermore”, o Judas incluiu o Brasil na sua última turnê mundial, a Epitaph World Tour”.

Importante dizer que última turnê mundial não significa o fim do grupo. Vale lembrar que o vocalista Rob Halford anunciou recentemente que a banda prepara um disco novo para ser lançado em 2012. O que poderá ser visto é o grupo reduzindo o número de shows pelo planeta, mas ainda na ativa e com a possibilidade de apresentações ao vivo, para a alegria dos fãs.

Após o bom show de abertura do Whitesnake, não havia dúvida que o Judas Priest iria vir com algo devidamente pesado para mostrar a diferença entre hard rock e heavy metal. Sobravam, no entanto, perguntas entre os fãs sobre a ausência de K.K. Downing, guitarrista fundador que deixou o grupo neste ano. A pressão estaria portanto sobre o jovem Richie Faulkner, que, no decorrer do show provou que tem condições de pertencer à banda e não fazer feio.

Depois dos ajustes necessários para o começo da apresentação do Judas Priest, foi estendida na frente do palco uma enorme bandeira avermelhada com a palavra “Epitaph” escrita. As pancadas iniciais da bateria e os primeiros acordes foram ouvidos e, depois de a bandeira cair para o chão, a banda apareceu para o público mandando logo de cara a música “Rapid Fire”, do megaclássico álbum “British Steel”, de 1980. 

O som estava extremamente alto, mais do que o normal verificado em shows em espaços abertos, fazendo com que, pelo menos o público presente na Pista Vip, onde estava também a imprensa, tivesse a impressão de que estava numa casa fechada de shows, tamanho o impacto sonoro. O que mais surpreendia era o som que vinha dos bumbos, com o baterista Scott  Travis fazendo uma apresentação elogiável e ensurdecedora.

Ao fim da música, as primeiras labaredas foram vistas nas laterais do palco, o pano de fundo foi trocado para um com a capa de “British Steel” e o Judas iniciou mais um clássico: “Metal Gods”, que foi recebido com entusiasmo pela plateia. Rob Halford dava um show à parte nos vocais, enquanto o guitarrista Glenn Tipton e o baixista Ian Hill completavam apresentação com o talento de sempre. 

“The Priest is back”, disse Halford, para iniciar na sequência a música “Heading Out To The Highway”, do disco “Point of Entry”, de 1981. Com uma tradicional levada heavy metal, a música mostrou a banda bem entrosada e mereceu destaque a dobradinha de guitarras entre  Glenn Tipton e Richie Faulkner.

Na sequência, espaço para músicas de tempos diferentes: “Judas Rising”, do álbum Angel of Retribution, de 2005,  e “Starbreaker”, do disco “Sin After Sin”, de 1977, tudo sempre com as capas originais aparecendo no telão de fundo.

Um grande momento da apresentação viria a seguir, com os acordes iniciais de “Victim Of Changes”. A longa canção do ótimo álbum “Sad Wings of Destiny”, de 1976, hipnotizou e empolgou o público, com direito a solos marcantes de Tipton e Richie Faulkner, interpretação impecável de Halford, show de luzes e fumaça no final.

O Judas Priest revisitava toda a carreira e voltou para o início dela com a música “Never Satisfied”, do álbum de estreia “Rocka Rolla”, de 1974. Depois, emocionou os fãs com a canção “Diamonds and Rust”, composta pela lendária cantora folk Joan Baez e regravada pela banda em 1977 no álbum “Sin After Sin”.

Em seguida, Halford voltou ao palco com uma capa prateada e um tridente; o telão de fundo trouxe uma referência ao álbum “Nostradamus”, de 2008; a introdução “Dawn Of Creation” foi executada; e a boa música “Prophecy” foi tocada, com direito a faíscas saindo do tridente carregado pelo vocalista no final.

Ninguém podia reclamar do set list, já que era clássico atrás de clássico. E o show continuou com “Night Crawler”, do disco “Painkiller”, de 1990. No cenário, destaque para dois enormes tridentes que apareceram ao lado da bateria de Scott Travis.

Nem mesmo a fase mais pop do Judas passou despercebida, pois o grupo emendou na sequência a música “Turbo Lover”, do disco de mesmo nome lançado em 1985. Depois, foi a vez da ótima “Beyond The Realms Of Death”, do álbum “Stained Class”, de 1978, em mais um show de interpretação de Halford e mais uma aula musical dos demais integrantes. Simplesmente perfeito!

Também foram tocadas “The Sentinel”, do disco “Defenders of the Faith”,de 1984, e “Blood Red Skies”, do disco “Ram It Down”, de 1988. Ambas as músicas não empolgaram tanto como as demais, mas o Judas não deixou a peteca cair e emendou “The Green Manalishi”, cover do Fleetwood Mac, gravado pela banda de metal em 1978 no álbum “Killing Machine”.

Novamente com o público ganho, o golpe definitivo de Halford & Cia. viria na sequência, com o megaclássico “Breaking the Law”. O vocalista simplemente virou o pedestal do microfone para o público e a música foi cantada exclusivamente pelos fãs! Depois, foi a vez de um solo de bateria de Scott Travis anteceder a espetacular “Painkiller”, esta sim com Halford voltando aos vocais e contagiando a plateia.

A banda agradeceu e saiu do palco para o merecido descanso. Mas não demorou muito para voltar para o primeiro bis, puxado pela dobradinha ultraclássica “The Helion/Eletric Eyes”, do álbum Screaming for Vengeance”, que levou os fãs à loucura.

Na sequência, foi a vez de “Hell Bent For Leather” e “You’ve Got Another Thing Comin’”. Óbvio que, na primeira música, do álbum “Killing Machine”, Halford entrou no palco em cima da tradicional moto Harley-Davidson, para delírio de todos, que ainda viram vários efeitos especiais com fumaça, em mais um show de produção.

“You’ve Got Another Thing Comin’”, por sinal, não estava no set list divulgado à imprensa e contou com vários momentos interessantes. Halford comandou o público no refrão e ficou enrolado numa bandeira brasileira. O novo guitarrista Richie Faulkner, por sua vez, também não fez pouco e presenteou os fãs com um solo de guitarra que contou até com um trecho do Hino Nacional do Brasil. 

Já no segundo bis, a banda trouxe outra que não estava no set list inicial: “Living After Midnight”, do “British Steel”. Halford, em mais um gesto de simpatia, estendeu a bandeira brasileira sobre a Harley-Davidson que ainda estava ainda no palco.

Com mais esse clássico do rock, o Judas Priest encerrou mais uma aula de heavy metal em solo tupiniquim. Quem acompanhou as vindas da banda por aqui sabe que os shows dificilmente são feitos sem energia e categoria. Desta vez, para muitos, os britânicos surpreenderam com uma apresentação ainda melhor, que ficará guardada por um bom tempo na mente dos fãs.

Para celebrar o grande show, o Roque Reverso descolou no YouTube alguns vídeos filmados pelo público no Anhembi. Para começar, fique com um vídeo que traz “Rapid Fire” e “Metal Gods”. Depois, veja outros com as músicas “Victim of Changes”, “Beyond The Realms of Death”, “The Green Manalishi”, “Painkiller”, “The Hellion/Electric Eye” e “Hell Bent For Leather”. As fotos oficiais da Time For Fun são dos profissionais MRossi e Rafael Koch Rossi.

Set list

Rapid Fire
Metal Gods
Heading Out To The Highway
Judas Rising
Starbreaker
Victim Of Changes
Never Satisfied
Diamonds and Rust
Dawn Of Creation/Prophecy
Night Crawler
Turbo Lover
Beyond the Realms of Death
The Sentinel
Blood Red Skies
The Green Manalishi
Breaking the Law
Painkiller

The Hellion/Electric Eye
Hell Bent For Leather
You’ve Got Another Thing Comin’

Living After Midnight

21
set
11

R.E.M. anuncia fim e surpreende mundo do rock

Por Flavio Leonel e Ricardo Gozzi

O R.E.M. anunciou hoje o fim das atividades. Em comunicado oficial divulgado em seu site, o grupo norte-americano surpreendeu o mundo do rock, poucos meses depois de lançar seu mais recente álbum “Collapse Into Now”, que marcou o fim do contrato com a gravadora Warner. 

“Aos nossos fãs e amigos: Como R.E.M., e como amigos de longa data e co-conspiradores, nós decidimos acabar a banda. Vamos embora com um grande senso de gratidão, determinação e surpresa com tudo o que conquistamos. A todos aqueles que de alguma forma se sentiram tocados por nossa música, nosso mais profundo agradecimento pela audição”, escreveram os membros do grupo. 

Com a decisão, a banda põe fim a 30 anos de uma carreira belíssima e muito importante para a história do rock. Muitos apontam o dedo para o Nirvana como o grupo responsável, na década de 90, pelo rompimento da barreira entre o rock comercial e o rock alternativo, mas foi o R.E.M., ainda nos anos 80, a primeira banda realmente a superar este obstáculo. 

Já em 1983, com o lançamento do elogiado álbum “Murmur”, o grupo, que bombava em rádios universitárias norte-americanas, mostrou ao mundo do rock que não seria um simples coadjuvante do gênero. “So. Central Rain (I´m Sorry)”, “Driver 8”, “Fall on Me”, “It’s the End of the World as We Know It (And I Feel Fine)”, “The One I Love” e “Finest Worksong” foram só alguns dos enormes sucessos que levaram o R.E.M. ao reconhecimento da crítica especializada.

Em 1988, com o excelente álbum “Green” e petardos musicais, como “Orange Crush”, “Stand” e “Pop Song 89”, o grupo já peitava as bandas maiores e o caminho natural e inevitável foi o mainstream. Com o lançamento em 1991 de “Out of Time”, que trouxe a bela “Losing My Religion”, o R.E.M chegou ao seu maior momento, incrementado logo em seguida pelo ótimo álbum “Automatic For The People”, que marcou a história da música em 1992 com sucessos, como “Drive” e “Everybody Hurts”. 

Outros bons discos viriam, como “Monster” e “New Adventures in Hi-Fi”. Mesmo depois com uma queda natural do sucesso, o grupo sempre se manteve entre os mais íntegros do rock, sempre inovando, com clipes, arranjos e letras interessantes. 

No comunicado oficial, o vocalista Michael Stipe resumiu bem a decisão do grupo e, para bom entendedor, meia palavra basta: “Um homem sábio certa vez disse: a habilidade em ir a uma festa é saber a hora de ir embora. Nós construímos coisas extraordinárias juntos, e agora vamos nos distanciar disso. Espero que nossos fãs percebam que essa não foi uma decisão fácil, mas tudo tem seu fim e nós queríamos fazer isso agora. Nós gostaríamos de agradecer a todos que nos ajudaram a ser o R.E.M. nestes 31 anos. Nossa mais profunda  gratidão a quem nos propiciou fazer tudo isso. Foi incrível.” 

Os editores do Roque Reverso sempre curtiram muito o R.E.M. e, claro, ficaram tristes com a decisão da banda. Mas acharam bastante nobre o gesto dos músicos, de conseguirem detectar o momento certo para parar, sem que sua carreira fosse manchada por discos ruins e sem inspiração. 

Para lembrar bons momentos do R.E.M., o Roque Reverso descolou alguns dos vídeos que marcaram a carreira do grupo. Para começar, “Fall on Me”. Depois, “The One I Love”, Losing My Religion” e “Everybody Hurts”. Para fechar, claro, “It’s the End of the World as We Know It (And I Feel Fine)”.




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