Posts Tagged ‘Jimi Hendrix



06
jun
12

Os 40 anos de Ziggy Stardust

O dia 6 de junho de 2012 marca o aniversário de 40 anos de um dos grandes álbuns da história do rock. Há exatamente 4 décadas, o inglês David Bowie lançava o disco “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars”, o quinto de sua carreira.

Na época, os amantes do rock ainda se recuperavam do trauma do fim dos Beatles e das mortes de Jimi Hendrix e Janis Joplin, todos em 1970, último ano da década de 60. Ao mesmo tempo, a criatividade intensa do início da década seguinte fazia com que grandes discos pipocassem.

Só para dar alguns exemplos, em 1971, o Led Zeppelin lançou o “Led Zeppelin IV”; o Jethro Tull trouxe “Aqualung”; e John Lennon fez “Imagine”.

Em 1972, o turbilhão de grandes trabalhos continuou. O Deep Purple criou o “Machine Head”; os Rolling Stones lançaram “Exile on Main St.” ; e o Black Sabbath ainda viria com o “Black Sabbath, Vol. 4”.

O desafio de Bowie era, portanto, bastante grande. Mas o chamado “camaleão do rock” conseguiu escrever mesmo assim o seu nome definitivamente na história da música com um álbum conceitual lembrado até os dias de hoje.

Idealizado por Bowie durante as sessões do disco “Hunky Dory”, de 1971, “Ziggy Stardust” foi gravado no Trident Studios, em Londres, entre novembro de 1971 e fevereiro de 1972.

Produzido pelo cantor e por Ken Scott, o álbum traz Mick Ronson (guitarra, piano, vocais), Trevor Bolder (baixo), Mick Woodmansey (bateria) e  Dana Gillespie no backing vocal da música “It Ain’t Easy”.

O disco conta a história de um alienígena chamado Ziggy Stardust, que vem para a Terra confortar a humanidade em fase de extinção. Com visual andrógino, ele acaba formando uma banda chamada “Spiders from Mars”. Torna-se uma estrela e acaba cedendo aos exageros do rock n’ roll. O álbum termina com o suicídio de Ziggy.

Com este grande álbum, David Bowie inspirou uma série de outros músicos, chocou os mais conservadores e se consolidou como um dos grandes nomes do rock. Hoje, em vez de novos trabalhos impactantes, o camaleão prefere ficar longe dos holofotes, com sua idade de 65 anos.

Vale lembrar que, em 2012, uma edição comemorativa de 40 anos de “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars” está sendo lançada para o público.

Roque Reverso descolou dois vídeos relacionados ao grande álbum para relembrar a data e homenagear Bowie. Fique com “Starman” e, claro, “Ziggy Stardust”, este numa versão ao vivo.

18
abr
12

Jim Marshall: o homem que amplificou o rock

Por Marcelo Galli*

A ida para a Inglaterra fez bem para Jimi Hendrix em dois sentidos: reconheceram sua genialidade e ele pôde ter contato com as engenhocas de Jim Marshall, também conhecido como o Pai do Barulho, morto no dia 5 de abril, aos 88 anos.

O rock sem os amplificadores Marshall é imaginar que Hendrix poderia soar como um músico medieval tocando num convento durante o inverno europeu (com direito a aparecer em algum romance do Umberto Eco). É exagero, mas mentira não é. Nenhum amplificador disponível no mercado em 1967 proporcionaria o estrago sonoro que é “Foxy Lady”, a primeira música de “Are You Experienced”. Ou ainda “Spanish Castle Magic”, do “Axis: Bold as Love”, lançado em 1º de dezembro daquele mesmo ano.

A tradicional caixa preta e o nome em letras estilizadas em cor branca provocam fascínio inexplicável em roqueiros do mundo todo. Outro dia folheando meu caderno do primeiro colegial me deparei com alguns desenhos de amplificadores da marca e guitarras Gibson.

Na época gostava, de Guns N’ Roses. Ora, esse era o set básico do Slash, combinação também adotada por Jimmy Page. Ritchie Blackmore, Tony Iommi, Eric Clapton e Pete Townshend usaram equipamentos fabricados pelo empreendedor inglês; praticamente toda a cena heavy metal dos anos 1980 foi amplificada por Marshalls (os leitores do Roque Reverso que curtem metal devem lembrar da parede de amplificadores nos shows do Slayer).

Em resumo, o rock não seria rock sem os amplificadores Marshall – na certa a empresa nunca usou um slogan como esse, mas está liberada para usá-lo– quero meu pagamento de direito autoral em forma de mais barulho.

*Marcelo Galli é jornalista da Agência Estado e amante do bom e velho rock n’ roll

18
set
10

40 anos sem Jimi Hendrix

Há exatos 40 anos, o rock perdia um dos seus maiores ícones. No dia 18 de setembro de 1970, James Marshall Hendrix, ou simplesmente Jimi Hendrix, foi encontrado morto em um quarto de hotel em Londres pela namorada Monika Dannemann. Com isso, a música ficava sem um dos maiores guitarristas de todos os tempos ou, para muitos, o melhor de todos.

A morte do músico, aos 27 anos de idade, está cheia de mistérios. Monika Dannemann alegou em seu depoimento original que Hendrix teria tomado (sem que ela soubesse), na noite anterior, 9 comprimidos de um remédio para dormir que ela utilizava. Segundo o médico que atendeu o astro inicialmente, Hendrix tinha se asfixiado (literalmente se afogado) em seu próprio vômito, composto principalmente de vinho tinto.

Monika Dannemann mudou seu depoimento em diferentes entrevistas, dizendo ter encontrado o músico ainda vivo. Também chegou a afirmar que ele teria morrido na ambulância e que os empresários Gerry Stickels e Eric Barrett, estiveram no quarto antes da chegada da ambulância e que levaram alguns pertences do músico, incluindo algumas anotações feitas por Hendrix. Em 2009, o ex-roadie James “Tappy” Wright publicou o livro “Rock roadie”, no qual afirmava que Michael Jeffrey, ex-empresário de Hendrix, teria assassinado o músico.

Independente das inúmeras versões, o fato é que Hendrix se foi. Deixou, entretanto, inúmeros fãs, muitos deles nas diversas bandas de rock que brilharam na história do estilo nestes 40 anos seguintes. Em homenagem ao mito, o Roque Reverso traz o vídeo histórico de “Purple Haze” e o áudio original de “All Along The Watchtower”.

16
jun
10

Meus heróis morriam de overdose

O rock brasuca consolidava-se no cenário musical quando entrei na adolescência. Cazuza, já doente, num surto de lucidez em território de loucos, pedia aos berros uma ideologia alternativa à bipolaridade dos tempos de Guerra Fria: “Meus heróis morreram de overdose/Meus inimigos estão no poder”.

Não demoraria muito para Cazuza tornar-se, em julho de 1990, um dos últimos heróis vitimados por alguma espécie de overdose. Menos de um ano antes havia sido a vez de Raul Seixas.

Nas duas décadas que antecederam a partida destes dois ícones do rock brasuca, overdoses das mais variadas levaram da face da Terra, para tertúlias extradimensionais, heróis de outras nacionalidades, mas todos enrolados na mesma bandeira: a do rock’n’roll.

Jim Morrison, Jimi Hendrix, John Bonham, Keith Moon, Sid Vicious e tantos outros foram levados por excessos que em pouco tempo passariam a ser aproveitados pelos setores mais conservadores para demonizar a expressão de cultura popular que revolucionou o mundo na segunda metade do século passado.

“Cambará macho não morre na cama”, diria um certo Capitão Rodrigo, imortalizado na saga “O Tempo e o Vento”, de Erico Veríssimo. Adaptada à fração de realidade convertida em rótulo seria possível dizer que, naqueles tempos, “roqueiro de verdade só morria de overdose”.

No entanto, muitos heróis da nação roqueira conseguiriam enganar a morte (mesmo que temporariamente), contrariar o bom senso e as probabilidades e viver o suficiente para brindar novas gerações com sua genialidade.

Keith Richards, Ozzy Osbourne, Eric Clapton e Steven Tyler são apenas alguns exemplos de sobreviventes de viagens pra lá de sombrias pelo mundo das drogas, mas conseguiram o bilhete de volta, sabe-se lá como.

Com o passar dos anos, porém, os heróis da minha geração pararam de morrer de overdose e passaram a morrer, como diria minha avó, de “morte morrida”. Alguns por mera sorte, outros porque começaram a adotar estilos de vida menos agitados.

Outros, ainda, morreriam por causa de doenças crônicas. Foi o caso de Ronnie James Dio, cuja morte, causada por um câncer no estômago, completa hoje (16 de junho) um mês.

Dono de uma voz poderosa e de uma imponente presença de palco, apesar da baixa estatura, Dio não enganou a morte nem pecou pelo exagero. Morreu na cama. Mas nem por isso deixou de imortalizar seu nome no panteão dos deuses do Heavy Metal.




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