Posts Tagged ‘Eddie Vedder

11
mar
18

Pearl Jam lança ‘Can’t Deny Me’, primeira música inédita em 5 anos

Pearl Jam - Foto: DivulgaçãoO Pearl Jam surpreendeu no sábado, dia 1o de fevereiro, quando lançou a música “Can’t Deny Me”. É a primeira faixa inédita do grupo norte-americano em 5 anos.

Por enquanto, ela só está disponível na íntegra para o Ten Club, fã-clube oficial da banda.

Quem quiser escutá-la tem, portanto, tem que ser associado.

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05
fev
18

Eddie Vedder fará show extra em SP no dia 30 de março; pré-venda será no dia 6 de fevereiro

Eddie Vedder em SP - Show Extra - Reprodução de cartaz do showA popularidade Eddie Vedder é inquestionável. O vocalista do Pearl Jam conseguiu a incrível proeza de ver todos os ingressos de dois shows que realizará em São Paulo em março se esgotarem. Tudo isso mesmo com valores das entradas inacreditavelmente salgados para os padrões já escandalosos vistos no País.

Com essa proeza, foi aberta uma data extra, a do dia 30 de março, para uma nova apresentação de Eddie Vedder.

O local será o mesmo das datas anteriores já esgotadas (28 e 29 de março): o Citibank Hall, casa que cada vez menos recebe espetáculos de rock, se comparado ao cenário de anos anteriores.

Vale lembrar que os três shows serão realizados pouco depois de o Pearl Jam tocar no País.

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11
dez
17

Eddie Vedder fará 2 shows solo em SP em março de 2018

Eddie Vedder em SP - Reprodução do Cartaz dos ShowsEddie Vedder vai aproveitar a passagem do Pearl Jam pelo Brasil em março de 2018 para realizar dois shows solo. As apresentações vão acontecer em São Paulo, no Citibank Hall, nos dias 28 e 29 de março.

Os dois shows serão realizados pouco depois de o Pearl Jam tocar no País. A banda de Vedder vai se apresentar em 21 de março no Rio de Janeiro, e no Lollapalooza 2018, na segunda noite do festival, que será no dia 24 de março em São Paulo.

A venda de ingressos dos shows solos de Eddie Vedder para o público geral estará disponível a partir das 10 horas do dia 19 de dezembro. Clientes Citi e Diners terão pré-venda exclusiva a partir das meio-dia do dia 16 de dezembro até as 8 horas do dia 19.

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20
jul
16

Supergrupo Temple Of The Dog anuncia reunião para turnê inédita

Temple Of The Dog nos Anos 90 - Foto: DivulgaçãoOs fans das bandas de Seattle tiveram uma grande notícia nesta quarta-feira, 20 de julho. Tudo porque o cultuado supergrupo Temple Of The Dog anunciou uma reunião para inédita turnê.

De quebra, a banda, que nos Anos 90 contava com membros do Soundgarden e do Pearl Jam, informou que vai relançar o primeiro e único disco do projeto, de 1991.

Em comunicado oficial via vídeo e texto, Chris Cornell, do Soundgarden, Stone Gossard, Jeff Ament e Mike McCready (do Pearl Jam) e Matt Cameron (das duas bandas), vieram com a informação de algumas datas de shows.

Todos os compromissos divulgados são, até o momento, nos Estados Unidos: 4 de novembro na Filadélfia; 7 de novembro em Nova York; 11 de novembro em San Francisco; 14 de novembro em Los Angeles; e 20 de novembro em Seattle.

Eddie Vedder, vocalista do Pearl Jam, dividiu os vocais com Cornell no clássico “Hunger Strike” nos Anos 90 e chegou a fazer backing em outras faixas do primeiro disco do Temple Of The Dog. No comunicado deste dia 20 de julho, não há nenhuma menção a Vedder.

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11
jan
16

Morte de David Bowie surpreende o mundo e deixa criatividade do rock na UTI

Bowie gif - Obra de Helen GreenNem bem se recuperava da grande perda do “padrinho do heavy metal” Lemmy Kilmister e o rock n’ roll sofreu um novo e devastador baque. Nesta segunda-feira, 11 de janeiro de 2016, o mundo foi surpreendido com a notícia da morte de David Bowie, o “camaleão do rock”. A morte do astro aconteceu no domingo, dia 10, mas foi comunicada apenas no dia seguinte.

As informações oficiais são de que Bowie lutava contra um câncer havia 18 meses. Segundo o site DutchNews.nl, o cantor sofria com um câncer no fígado, mas a família, que preferiu preservar o artista, não confirmou a informação, dada por Ivo van Hove, amigo do músico.

“David Bowie morreu em paz hoje cercado por sua família após uma corajosa batalha de 18 meses com câncer. Enquanto muitos de vocês vão compartilhar essa perda, nós pedimos que respeitem a privacidade da família durante o seu tempo de luto”, diz o comunicado publicado no perfil oficial do cantor no Facebook.

A morte de Bowie aconteceu dias depois de o astro comemorar 69 anos de idade. Na mesma data do aniversário, ele presentou os fãs com seu último disco de inéditas: ★. Para quem faz questão de pronunciar algo, o nome sugerido é…”Blackstar”, mas o símbolo pode ganhar outras interpretações após a despedida do cantor.

Um dia antes do lançamento, Bowie liberou aos fãs o clipe da música “Lazarus”. O que parecia mais uma película marcante do eterno artista acabou, após a morte do “camaleão”, ficando mais claro como uma mensagem de despedida

“Look up here, I’m in heaven. I’ve got scars that can’t be seen.” Ou na tradução do início da letra da música para o português: “Olhe aqui. Eu estou no céu. Eu tenho cicatrizes que não podem ser vistas.”

Se as cicatrizes de Bowie não puderam ser vistas a tempo pelo público, as do rock estão cada vez mais expostas. Com a morte do talentoso cantor e compositor, a criatividade do estilo parece ter caminhado definitivamente para Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Num momento que já dura décadas, o estilo tem pouquíssimos exemplos de criatividade e vem sobrevivendo graças a insistência de veteranos que tentam enfrentar outros estilos mais incensados comercialmente.

Há ainda um Dave Grohl e seu Foo Fighters buscando algum estúdio histórico, reunindo sons esquecidos e figurando como uma autêntica estrela do rock querida por 9 entre 10 fãs do gênero. Há um Eddie Vedder e seu Pearl Jam empunhando o lado bacana da atitude e do discurso que abre a mente do público.

Há também uma série de bandas, especialmente do heavy metal, como o Metallica e o Iron Maiden, que se negam a pendurar as chuteiras e são eternamente amparadas pelo incomparável e fiel público da vertente mais pesada do rock. Há um Thom Yorke e seu Radiohead gerando esperança pela novidade que pode ser vista num eventual novo álbum.

Mas a luz amarela que a morte de Bowie gerou, logo após a de Lemmy, está ligada ao fato de que os grandes nomes do rock que bombaram nas últimas quatro décadas e fortaleceram a marca do estilo estão sendo derrotados pela idade e pelo tempo em forma da maledeta doença chamada câncer.

No caso específico de Bowie, perde-se o cantor, o compositor, o ator e tudo aquilo que ele carregou ao longo da carreira e tanto mexeu com o mundo. Da coragem de se assumir bissexual, numa época na qual isso era extremamente corajoso, até todas as revoluções que ele gerou na música pop, tudo ficará sem um substituto a altura no rock.

O álbum clássico “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars”, que completou 40 anos em 2012, está entre os maiores da história do rock. O riff de “Rebel Rebel” é um dos mais marcantes do estilo. Os diversos clipes estrelados por Bowie estão entre os mais criativos. Algumas das uniões mais famosas do rock, como a realizada com o Queen em “Under Pressure” (e assassinada por Vanilla Ice), entraram para a lista das maiores de todos os tempos.

Foram 25 discos gravados. Aproximadamente 140 milhões de cópias vendidas. Uma carreira que também se estendeu ao mundo do cinema, da propaganda e influenciou a moda, as artes, costumes e uma série de outros cantores e grupos de rock.

Para celebrar o aniversário de Bowie no dia 8 de janeiro, a artista Helen Green criou um GIF animado com desenhos que trazem todas as faces do camaleão do rock. É com este trabalho, que pode ser visto acima, e com uma série de clipes descolados no YouTube que o Roque Reverso presta homenagem ao artista.

Fique inicialmente com “Starman”. Depois, veja as performances de Bowie em “Rebel Rebel” (ao vivo), “Ashes to Ashes”, “Absolute Beginners” e “Heroes”. RIP Bowie!!!!

16
nov
15

Um dia após terror em Paris, Pearl Jam toca ‘Imagine’ para 65 mil em SP em show que merecia DVD

Pearl Jam em SP - Eddie Vedder - Foto: Divulgação Time For Fun/MRossiQuis o destino que o Pearl Jam tivesse uma apresentação na cidade de São Paulo exatamente um dia após os sangrentos ataques terroristas em Paris. Quis o destino que o grupo norte-americano de Seattle fizesse no sábado, 14 de novembro, um show memorável para os paulistanos, englobando de uma só vez suas músicas e letras capazes de emocionar 65 mil presentes no Estádio do Morumbi, sem deixar de passar uma mensagem importantíssima de paz e resistência ao terror.

Com direito a uma mais do que oportuna execução da música “Imagine”, do lendário John Lennon, a banda fez uma apresentação de pouco mais de 3 horas, digna de registro em DVD.

A passagem do Pearl Jam por São Paulo parecia ter sido escolhida por um dedo divino após o massacre em Paris. Na triste Sexta-feira 13 da capital francesa, um dia antes, cerca de 130 pessoas foram mortas em ataques de terroristas que tiveram como local com número maior de assassinados (cerca de 100) a casa de shows Bataclan, justamente quando uma outra banda de rock, o Eagles of Death Metal, iniciava uma apresentação para pessoas que simplesmente queriam se divertir e curtir música.

Após o massacre de Paris, não será novidade se shows de rock, partidas importantes de futebol ou tênis e outros grandes eventos começarem a sofrer restrições em determinados locais na Europa ou passarem a contar com um nível de segurança acima do normal. Shows como o da capital paulista, com 65 mil pessoas, serão palco perfeito para exigências maiores.

Justamente pelo que aconteceu ou pelo que está por vir, um evento lotado em São Paulo funcionou como um foco de resistência vindo também de uma banda de rock, igual ao são e salvo Eagles of Death Metal, que conseguiu escapar do Bataclan antes do massacre. Fazer os povos se intimidarem com o terrorismo é exatamente o objetivo destes grupos radicais. Seguir com a vida normalmente é uma das formas de enfrentá-los.

Bastante conhecido e respeitado pelo forte engajamento em causas nobres, o Pearl Jam era o grupo que estava no sábado no Morumbi. O vocalista Eddie Vedder, um dos símbolos maiores do rock atual, sintetizava o sentimento geral da banda e já expôs ao público o que sentia logo na terceira música do show.

A apresentação começou com cerca de 20 minutos de atraso com as músicas “Long Road” e “Of the Girl”. O palco do Pearl Jam tinha temas simples, mas interessantes, como um arranjo que ficava sobre o grupo no teto e luminárias penduradas em volta que mudavam de cor no decorrer do show. Os telões também eram simples e bem menores, por exemplo, do que os trazidos pelo Metallica ao mesmo Morumbi no ano passado.

Pouco antes de “Love Boat Captain”, Eddie Vedder decidiu fazer um dos seus vários discursos da noite à plateia. Por meio da leitura de um texto inicial de três páginas em português, o vocalista passou uma mensagem emocionada sobre o momento pós-Paris.

“Sentimos que precisamos estar com pessoas. E estamos felizes por estarmos com vocês em São Paulo. Nosso amor vai para todos em Paris”, disse Vedder, com certa dificuldade em razão da emoção, enquanto o telão mostrava a imagem da bateria de Matt Cameron com um desenho da Torre Eiffel. “Temos ainda muito a superar juntos”, acrescentou, tendo uma recepção positiva enorme do público.

Após “Love Boat Captain”, foi a vez de “Do The Evolution”, cuja letra, infelizmente, nunca fica datada e que também se encaixa ao momento atual. “I can kill ‘cause in God I trust, yeah” (“Eu posso matar porque em Deus eu confio, yeah”). Algo familiar?

A turnê do Pearl Jam pelo Brasil em 2015 ainda divulga o bom álbum “Lightning Bolt”, de 2013. Obviamente, além das várias canções criadas pela banda desde 1990, algumas músicas do disco mais recente também foram apresentadas em São Paulo.

“Getaway” e a rápida “Mind Your Manners” foram bons exemplos do “Lightning Bolt”, que teria a faixa-título também executada. Antes dela, porém, o público chegou a pular bastante no hit “Corduroy”, do disco “Vitalogy”, de 1994.

Já disseram por aí que São Pedro não gosta muito de show de rock, principalmente em algumas grandes apresentações recentes na cidade que se chama São Paulo. Rivalidade? O certo é que, desde a encharcada apresentação do Metallica no começo de 2014 até o protótipo de dilúvio do show de Paul McCartney no Allianz Parque no fim do ano passado, foram vários os exemplos na capital paulista de chuvas intensas que molharam diversas plateias.

Pearl Jam em SP - Foto: Divulgação Time For Fun/MRossiPearl Jam em SP - Foto: Divulgação Time For Fun/MRossiPearl Jam em SP - Foto: Divulgação Time For Fun/MRossiPearl Jam em SP - Foto: Divulgação Time For Fun/MRossiPearl Jam em SP - Foto: Divulgação Time For Fun/MRossiPearl Jam em SP - Foto: Divulgação Time For Fun/MRossi

No show do Pearl Jam não foi diferente. Inicialmente, o tempo parecia que contribuiria. O dia foi bastante quente em São Paulo, mas o céu não estava fechado no começo da apresentação. Com as sequências das músicas, porém, uma ventania forte começou a atingir o Morumbi e não deu outra: o tempo fechou.

Para o leitor ter uma ideia do problema, os arranjos de palco, as luminárias e até os telões começaram a balançar além do normal. Se a Sexta-feira 13 já havia sido inesquecível do ponto de vista negativo, o sábado não poderia continuar com algum acidente gerado pelo vento ou chuva.

Extramente responsável e aconselhado pela equipe técnica, o grupo já antecipou ao público que, assim que começasse a chover, pararia a apresentação por cerca de 10 minutos para que ajustes pudessem ser feitos no palco e nos equipamentos.

A banda deixou o palco, mas, enquanto os técnicos começavam a olhar os equipamentos, Vedder pegou o violão e emendou nada menos que “Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town” sozinho. Foi um grande momento de emoção dos vários daquela noite, com o público cantando a bela canção do início ao fim. Vale dizer que a canção nem estava no set list original e que acabou sendo o primeiro dos presentes não programados.

Os 10 minutos de paralisação não chegaram a acontecer inicialmente, já que os técnicos deram um “ok”. Com isso, a banda emendou uma sequência de clássicos. Um dos maiores deles, “Even Flow” inflamou a plateia e fez o guitarrista Mike McCready tocar no meio da galera.

Antes do começo de “Come Back”, Eddie Vedder fez nova referência ao tempo, explicando que o vento observado no Morumbi justificava os cuidados que o grupo estava tendo. Ainda assim, o Pearl Jam tocou “Swallowed Whole”, “Given to Fly” (que contou no telão com imagens aéreas gravadas da região do Morumbi antes do show) e a contagiante “Jeremy”, que teve um coro mais do que especial do público.

Pearl Jam em SP - Foto: Divulgação Pearl JamDurante a execução de “Better Man” não teve jeito: a chuva começou a despencar. A banda ainda tocou a ótima “Rearviewmirror” e fez a tal pausa de 10 minutos prometida, enquanto a tempestade caía sobre o Morumbi e todos buscavam uma capa de chuva.

Na volta para o bis, a água continuava forte, mas o Pearl Jam veio num esquema estilo acústico, com os músicos sentados na cadeira. A primeira música desta parte foi “Footsteps”, que contou com Eddie Vedder e sua gaita bem tocada.

Na sequência, veio o grande e icônico momento do show, com “Imagine”, de John Lennon. Antes, mais uma vez, Vedder pegou suas folhas de papel para ler mais um texto com referência a Paris em português: “Quando crianças, somos incentivados a seguir e lutar por nossos sonhos. Eu esperaria com todo o meu coração que esses sonhos não significassem machucar ou tirar a vida de outro ser humano. Este é um planeta incrível e a vida é frágil e pode ser linda, desde que algumas pessoas possam mudar seus sonhos.”

O vocalista continuou lendo, mas dessa vez fez uma introdução da música, dizendo que começaram a tocá-la há um mês em homenagem a Lennon, que faria 75 anos em 2015, se estivesse vivo. Vedder chegou a fazer uma pequena confusão de datas, dizendo que o eterno Beatle completaria os 75 anos no dia 5 de dezembro, quando, na verdade, a data de aniversário é o dia 9 de outubro e, em dezembro, no dia 8, serão lembrados os 35 anos da morte do ícone musical. “Vamos tocar sua música porque as palavras deles precisam ser ouvidas”, destacou, pedindo que a plateia ajudasse, cantando alto “para o mundo” e com os celulares iluminando o estádio.

Prontamente atendido, Eddie & banda viram o Morumbi se transformar em algo lindíssimo. O estádio já havia vivido momento parecido em janeiro, no momento que o Foo Fighters tocou a música “Monkey Wrench” também num grande show.

A diferença é que a música de Lennon, eternamente poderosa, foi tocada num dos momentos mais importantes desde que foi criada, após um massacre histórico. Qualquer um canta “Imagine” em qualquer apresentação de churrascaria, mas, no sábado, dia 14 de novembro de 2015, o grande Pearl Jam era a banda mais indicada para tocá-la, com um mar de celulares em volta.

Com mais de 25 anos de shows nas costas, este jornalista poucas vezes sentiu o baque daquele momento. Não era apenas a interpretação de uma canção, era todo um contexto vivido pelo planeta, de regressão, que precisa ser, no mínimo, discutido. Terroristas, nazistas, fascistas e golpistas têm todos uma forma parecida de pensar, o que muda é a graduação da loucura, do egoísmo e da falta de respeito pelo próximo.

Só por aquele momento, o show já merecia um capítulo à parte na história das grandes apresentações internacionais pelo Brasil. Na íntegra, o mais indicado seria a gravação de um DVD, para mostrar para o mundo que o rock também é capaz de resistir, apesar de um tanto em baixa em matéria de criatividade atualmente.

Passado o momento grandioso, haveria outros até o fim do show de mais de 3 horas no Morumbi. Após “Imagine”, o Pearl Jam emendou a belíssima “Sirens”, do disco mais recente. Depois, ainda viriam “Whipping”, “I Am Mine”, “Blood” e “Porch”.

Mais uma pausa e o retorno do grupo ao palco trouxe “Comatose” e “State of Love and Trust”. Depois delas, mais momentos emocionantes num maior nível no Morumbi: “Black” e “Alive” foram as obrigatória do primeiro álbum que fez a imensa felicidade dos fãs.

E tinha mais, pois o Pearl Jam tocou ainda “Rockin’ in the Free World”, de Neil Young, e a sempre bela “Yellow Ledbetter”, que deveria fechar a apresentação. O grupo agradeceu ao público, chegou a se despedir e saiu do palco, mas, de repente, mais uma surpresa: a execução de nada menos que “All Along the Watchtower”.

A música de Bob Dylan, imortalizada na gravação de Jimi Hendrix, ganhou uma roupagem mais acelerada e até demorou a ser reconhecida por alguns, mas fechou com chave de ouro o grande evento em São Paulo. Na saída do estádio, os comentários gerais eram de que aquele havia sido um grande show, mas, na verdade, com já dissemos, foi muito mais do que isso.

Para relembrar o show do Pearl Jam em São Paulo, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Fique inicialmente com “Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town”. Depois, veja a banda tocando “Imagine”, “Sirens”, “Black” e “Alive”.

 

Set list

Long Road
Of the Girl
Love Boat Captain
Do the Evolution
Hail Hail
Why Go
Getaway
Mind Your Manners
Deep
Corduroy
Lightning Bolt
Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town
Even Flow
Come Back
Swallowed Whole
Given to Fly
Jeremy
Better Man
Rearviewmirror

Footsteps
Imagine
Sirens
Whipping
I Am Mine
Blood
Porch

Comatose
State of Love and Trust
Black
Alive
Rockin’ in the Free World
Yellow Ledbetter

All Along the Watchtower

08
jan
15

Mais do que um ataque à liberdade de expressão, atentado em Paris foi ato de violência ao ser humano

Foto: France Presse/Divulgação FacebookEra pra ser uma reunião de pauta como outra qualquer. Profissionais de mídia perdem rápido a conta das reuniões de pauta a que precisam ir. O que o pessoal da redação da Charlie Hebdo não contava era com a estupidez humana. Na realidade, até contava, já que a estupidez humana é um excelente tempero para a sátira – e a revista vive exatamente disso. O que eles fizeram foi subestimar a estupidez humana.

Uma pseudoinvestigação terminou na velocidade de um raio. Bastou alguém ouvir os assassinos gritarem “Allahu Akbar” e o veredicto já estava pronto.

A sentença, porém, não recai sobre os autores materiais do crime, e sim sobre grupos sistematicamente criminalizados pela mídia.

Antes que algum apressadinho ou engraçadinho se preste a pensar ou falar bobagem, estamos falando de um injustificável assassinato em massa e o fato de os profissionais da revista terem subestimado a estupidez humana não deve ser usado para responsabilizar as vítimas pela própria desgraça, como muita gente gosta de fazer. Mas não é por se tratar de algo injustificável que seja incompreensível.

A mídia ocidental já acusou, julgou e condenou o Islã e os islâmicos em geral pelo massacre. Fora de contexto, claro. É como se não houvesse ocupação dos territórios palestinos por Israel, é como se os Estados Unidos e a Inglaterra não tivessem invadido o Iraque de olho no petróleo, é como se as potências ocidentais nunca tivessem articulado golpes e guerras para impor a outros povos seus fantoches e seus interesses sob o pretensioso e esfarrapado pretexto da civilização. Haja espaço para citar exemplos.

Não se faz democracia com bombas. Interferências externas costumam deslegitimar movimentos de libertação. Mais ainda: não se faz civilização com barbárie.

Mais do que um ataque à liberdade de expressão, o atentado contra a Charlie Hebdo foi um ato de violência contra o ser humano, assim como os assassinatos de John Lennon e Dimebag Darrel (Pantera), as bombas de Hiroshima e Nagasaki, o extermínio de populações indígenas, os atentados de 11 de Setembro, a ocupação da Palestina, o Holocausto dos judeus, a Islamofobia na Europa, as centenas de milhares de iraquianos, afegãos e cidadãos de outras nacionalidades aniquilados em bombardeios ocidentais aleatórios pelo mundo, ou ainda as vítimas dos crimes passionais, dos crimes de ódio, dos ataques a homossexuais, da violência contra a mulher, dos crimes por motivos fúteis, dos esquadrões da morte da polícia na periferia das grandes cidades brasileiras. E é aqui que o bicho pega.

Nada disso é isolado, por mais que muitos prefiram pensar que seja. Tudo se insere no mórbido culto do ser humano à violência em uma busca absurda e inexplicável por soluções supostamente definitivas.

Ser contra a violência, venha esta de onde vier, é ser contra qualquer tipo e qualquer forma de violência. Enquanto o ser humano continuar condenando a violência contra si e contra os seus ao mesmo tempo em que busca justificativas frágeis para a violência contra os outros, a barbárie vai prevalecer.

O mais incrível é que, ao que tudo indica, a humanidade assim se comporta desde os primórdios da dita civilização. Milênios se passaram e o ser humano insiste em não correr o risco de viver em paz e harmonia, respeitando as diferenças e com elas convivendo, apesar de manifestar da boca pra fora esse ainda utópico desejo.

Todas as velhas fórmulas fracassaram. Ao arriscarmos com sinceridade algo diferente, o pior que pode acontecer é não dar certo de novo e a subestimada estupidez humana continuar a prevalecer, mas haverá pelo menos a chance de dar certo.

Para isso, claro, todos precisariam se engajar, mas a chance de isso funcionar aumenta se a iniciativa partir do mais forte.

O Roque Reverso presta aqui sua homenagem às vítimas nos dois lados com músicas descoladas no YouTube. Fique com “Give Peace a Chance”, de John Lennon, “Society”, de Eddie Vedder, e “Killing an Arab”, do The Cure, e “Natural Mystic”, de Bob Marley.




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