Posts Tagged ‘Dave Padden

17
ago
15

Annihilator divulga lyric video da faixa ‘Creepin’ Again’, presente em álbum novo previsto para setembro

Jeff Waters, do Annihilator - Foto: DivulgaçãoO Annihilator divulgou aos fãs mais uma faixa do novo álbum que lançará em setembro. Desta vez, o petardo escolhido é a música “Creepin’ Again”, via lyric video liberado no YouTube.

É a segunda faixa do disco “Suicide Society”, que chegará ao público mais precisamente no dia 18 de setembro pela UDR Music.

Antes de “Creepin’ Again”, a música que dá nome ao novo álbum foi liberada. Ela já conta com clipe, que o leitor do Roque Reverso viu aqui.

“Suicide Society” será o 15° disco de estúdio do Annihilator e o primeiro desde a saída do vocalista e guitarrista Dave Padden, que era fiel escudeiro do mago das guitarras Jeff Waters desde 2003.

Com a saída de Padden, Waters, que já é o responsável por praticamente tudo na banda, agora também ficará nos vocais, repetindo o que já fez nos discos “King Of The Kill” (1994), “Refresh The Demon” (1996) e “Remains” (1997).

Para o lugar de Padden, o escolhido é o guitarrista Aaron Homma. No baixo, a banda também tem mudanças e conta com a volta de Cam Dixon, que tocou no “King Of The Kill”.

Dixon substitui o baixista Al Campuzano, que esteve com o Annihilator nos ótimos shows que o grupo fez no Brasil em 2013 e 2012. Na bateria, Mike Harshaw permanece no posto.

Veja abaixo o lyric video da música “Creepin’ Again”:

31
jul
15

Annihilator libera clipe de música que dá nome a novo álbum previsto para setembro

Jeff Waters e Aaron Homma, do Annihilator - Foto: DivulgaçãoO Annihilator liberou nesta sexta-feira, dia 31 de julho, o clipe da música “Suicide Society”. A faixa é a mesma que dá nome ao novo álbum que a banda canadense de thrash metal lançará no dia 18 de setembro pela UDR Music.

Quem acompanha o Roque Reverso já conhece a música, já que ela foi apresentada no mesmo dia em que o Annihilator anunciou uma série de informações impactantes, como a saída do vocalista e guitarrista Dave Padden e as mudanças na formação do grupo.

“Suicide Society” será o 15° disco de estúdio do Annihilator e, com a saída de Padden, o mago das guitarras Jeff Waters, que já é o responsável por praticamente tudo na banda, agora também ficará nos vocais.

Waters repetirá, com isso, o que fez nos discos “King Of The Kill” (1994), “Refresh The Demon” (1996) e “Remains” (1997).

Para o lugar de Padden, o escolhido é o guitarrista Aaron Homma. No baixo, a banda também tem mudanças e conta com a volta de Cam Dixon, que tocou no “King Of The Kill”.

Dixon substitui o baixista Al Campuzano, que esteve com o Annihilator nos ótimos shows que o grupo fez no Brasil em 2013 e 2012. Na bateria, Mike Harshaw permanece no posto.

O clipe de “Suicide Society” é bem simples. Traz a banda tocando sem frescuras, com cenas intercaladas do atual estágio do planeta e seus habitantes.

Veja abaixo o novo clipe do Annihilator:

02
jun
15

Annihilator anuncia novo álbum, saída de Dave Padden e retorno de líder Jeff Waters aos vocais

Nova formação do Annihilator - Foto: DivulgaçãoVerdadeira enxurrada de notícias relacionadas ao Annihilator. A grande banda canadense de thrash metal liderada pelo mago das guitarras Jeff Waters anunciou que lançará novo álbum no segundo semestre. “Suicide Society” será o 15° disco de estúdio do grupo e chegará ao público no dia 18 de setembro, pela UDR Music.

Não bastasse a novidade com o anúncio do novo trabalho, o Annihilator também informou que o vocalista e guitarrista Dave Padden deixou a banda.

Com isso, Jeff Waters, que já é o responsável por praticamente tudo no grupo, agora também ficará nos vocais, como já fez nos discos “King Of The Kill” (1994), “Refresh The Demon” (1996) e “Remains” (1997).

Além da guitarra principal comandada por Waters, o outro instrumento de seis cordas tem um substituto para Padden: o guitarrista Aaron Homma.

No baixo, a banda terá Cam Dixon, que tocou no “King Of The Kill”. Ele substituirá o baixista Al Campuzano, que esteve com o grupo nos grandes shows que o Annihilator fez no Brasil em 2013 e 2012. Na bateria, Mike Harshaw permanece no posto.

Apesar de contar com um dos maiores e mais espetaculares guitarristas de toda a história do heavy metal, o Annihilator sempre foi um grupo com inúmeras formações. Talvez justamente por isso não tenha alcançado o reconhecimento merecido num mesmo nível de outras bandas mais famosas do thrash metal.

Com Dave Padden dando suporte a Waters, o grupo parecia ter achado a fórmula da estabilidade. Tanto que gravou recentemente bons álbuns e conseguiu agradar crítica e público.

Padden estava na banda desde 2003. Saiu, segundo o comunicado do grupo, em dezembro de 2014. Estava como fiel escudeiro de Waters assim como o baixista David Ellefson sempre esteve para Dave Mustaine no Megadeth.

Quem viu as performances do Annihilator em São Paulo em 2012 e 2013 pode confirmar a importância de Padden, enquanto Waters dava uma verdadeira aula instrumental, deixando boa parte do público de boca aberta e queixo caído. É certo que o líder da banda é daqueles sujeitos iluminados, mas resta saber se, nas apresentações ao vivo, o acúmulo de funções não atrapalhará a performance.

Veja abaixo a lista de faixas e o vídeo do YouTube que contém trechos das músicas, além da arte da capa:

1. Suicide Society
2. My Revenge
3. Snap
4. Creepin’ Again
5. Narcotic Avenue
6. The One You Serve
7. Break, Enter
8. Death Scent
9. Every Minute

27
dez
14

Annihilator anuncia reunião com vocalista de álbum clássico para o festival 70000 Tons of Metal

Coburn Pharr com Jeff Waters nos Anos 90 - Foto: DivulgaçãoO veterano grupo Annihilator anunciou a reunião com o antigo vocalista Coburn Pharr para o tradicional festival 70000 Tons Of Metal no início de 2015.

Segundo a banda de thrash metal canadense, ele foi convidado pelo guitarrista e líder, Jeff Waters, para o evento gringo que acontece tradicionalmente num cruzeiro marítimo e reúne grupos de metal extremo de todo o planeta.

Para quem não se lembra de Coburn Pharr, ele esteve no Annihilator entre 1990 e 1992.

Pharr foi vocalista da banda justamente no álbum “Never, Neverland”, de 1990.

O disco é um dos maiores sucessos comerciais do grupo e contém algumas das melhores músicas do Annihilator.

Entre os sucessos de “Never, Neverland”, há nada menos que a obra-prima “The Fun Palace”, além de “Road to Ruin”, “Stonewall”, “Phantasmagoria” e “I Am in Command”.

Conforme o comunicado da banda, o reencontro com Pharr não significa a saída do vocalista e guitarrista Dave Padden, que, por sinal, é grande fã do álbum.

Segundo Jeff Watters, que tem o “Never, Neverland” como disco favorito do Annihilator, a reunião será importante para os músicos conversarem sobre os “velhos tempos” com o antigo membro da banda e também para tocar sucessos justamente no ano de aniversário de 25 anos do álbum.

O festival 70000 Tons Of Metal de 2015 começa no dia 22 de janeiro, quando o cruzeiro sairá da Flórida, nos Estados Unidos. Quatro dias depois, o navio chegará ao destino final, a Jamaica.

Além do Annihilator, o evento tem entre as bandas convidadas o Napalm Death, o Destruction, o Municipal Waste, o Venom, o Canibal Corpse, o Primal Fear, o Therion e o Grave Digger, entre outros nomes do metal extremo.

16
jun
13

Com nova aula de Jeff Waters, Annihilator esbanjou competência em show em SP

Depois de pouco mais de um ano de sua primeira passagem pelo Brasil, o Annihilator voltou ao mesmo local do show memorável de 2012 e novamente esbanjou competência. Em nova aula do mago da guitarra Jeff Waters, a banda canadense de thrash metal não chegou a lotar o Carioca Club no dia 2 de junho, mas empolgou os fãs presentes na casa paulistana.

Apesar de a apresentação de 2013 ter acontecido num domingo à noite, o público veio em número pouco diferente do verificado no ano passado, quando o grupo tocou numa terça-feira fria. A abertura ficou por conta da banda brasileira Torture Squad.

Com 20 anos de estrada, o grupo local fez um show bastante intenso, provando mais uma vez que está entre os melhores do death/thrash do País da geração seguinte à do Sepultura e do Korzus.

Após o bom show do Torture Squad, foi a vez do Annihilator subir ao palco. Com um local bem mais iluminado que o de 2o12, o grupo canadense entrou com uma pegada forte, trazendo na abertura as mesmas três músicas do set list do ano passado: “Ambush” , do seu mais recente álbum de inéditas, “Annihilator”, de 2010; “King of the Kill”, do disco homônimo lançado em 1994; e “Betrayed”, também do trabalho mais recente e que sempre empolga os fãs com um refrão forte e com um riff dos mais característicos do thrash.

Estrela principal e dono da banda, Jeff Waters parecia ligado nos 220 volts. Com sua tradicional guitarra Flying V na cor vermelha, ele tocava o instrumento como se fosse a coisa mais simples do mundo. O único detalhe negativo é que a guitarra dele estava com um som um pouco mais baixo que os dos demais instrumentos nas primeiras músicas.

Os fãs que estavam mais próximos do palco puderam ver, por sinal, que Waters falava constantemente com o roadie da banda para tentar resolver algum problema. Aos poucos, o som do instrumento foi ficando um pouco mais alto e o público pode ver melhor a aula do músico.

O show seguiu com a música “Ultra-Motion”, do álbum “Waking the Fury”, de 2002. Watters seguia com dedilhados rápidos e pleno domínio da guitarra e, no público, era possível ver a empolgação geral, seja por meio das rodas de mosh ou pela grande quantidade de pessoas batendo cabeça.

A apresentação ainda teve espaço para o Annihilator trazer uma música nova para os fãs. “No Way Out”, que deve estar presente no álbum novo que a banda lançará ainda este ano, agradou o público e não foi capaz de esfriar o show.

Na sequência, o grupo executou “Time Bomb”, do disco “Carnival Diablos” (2001), que não havia sido tocada no show de 2012. Depois, foi a vez da rápida “Clown Parade” do álbum “Metal”, de 2007 .

Sucesso nos programas de heavy metal da MTV, “Set the World on Fire”, do disco de mesmo nome lançado em 1993, foi recebida com grande euforia pelos fãs – alguns até foram para o palco e deram stage divings!! Não bastasse todo o impacto trazido por esta faixa e a aula de Jeff Waters, o músico trocou o instrumento por uma guitarra Flying V iluminada e deixou muita gente de boa aberta, como se o público estivesse hipnotizado.

O show seguia forte e ótimo. O grupo emendou “W.T.Y.D.”, do primeiro e excelente disco “Alice in Hell” (1989); a bela instrumental “Bliss”, do King of the Kill”; e “Phantasmagoria” do também obrigatório álbum “Never, Neverland”, de 1990.

É importante dizer que, para Jeff Waters brilhar, é importante uma banda que dê a ele o apoio necessário para isso. E este detalhe foi percebido mais uma vez no Carioca Club. Dave Padden não só manda bem nos vocais, como faz grandes duelos de guitarra com o mestre. O pequeno Al Campuzano dá um suporte competente no baixo e o novato Mike Harshaw estava muito bem na bateria, bem mais solto que em 2012, a ponto de emendar um solo na sequência de “Phantasmagoria”.

Com anos de estrada, repertório é algo que não faltará para o Annihilator. O grupo canadense tirou da cartola as músicas “21″, do “King fo the Kill”; “No Zone”, do “Set the World on Fire”; “I Am in Command”, do “Never, Neverland”; e “The Trend”, do mais recente álbum. Tal qual em 2012, esta última trouxe mais uma performance magnífica de Waters e já valeu o ingresso.

Mas tinha mais, já que o grupo emendou dois ultraclássicos para fechar a primeira parte do show: nada menos que a maravilhosa “The Fun Palace”, do “Never, Neverland” e a histórica “Alison Hell”, do primeiro disco “Alice in Hell”.

Com o público contente por presenciar uma grande apresentação, a banda deixou o palco para um breve descanso. Na volta, ainda atendeu aos pedidos e tocou “Stonewall”, do “Never, Neverland”, seguida de “Shallow Grave”, do álbum “Carnival Diablos”, que fechou o show.

Mais uma vez, Jeff Waters e seus companheiros mostraram que têm lugar entre os grandes nomes do thrash metal, apesar do reconhecimento bem menor do que o merecido por parte da crítica especializada. O guitarrista agradeceu bastante o público e prometeu voltar, para alegria dos fãs.

Para relembrar o show do Annihilator no Carioca Club, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Para começar, veja “Betrayed”. Depois, fique com “Set the World on Fire”, “Alison Hell” e “Stonewall”.

Set list

Ambush
King of the Kill
Betrayed
Ultra-Motion
No Way Out
Time Bomb
Clown Parade
Set the World on Fire
W.T.Y.D.
Bliss
Phantasmagoria
(Drum Solo)
21
No Zone
I Am in Command
The Trend
The Fun Palace
Alison Hell

Stonewall
Shallow Grave

30
abr
12

Jeff Waters dá aula de guitarra no 1º show da história do Annihilator no Brasil

Depois de um grande tempo de espera, os fãs brasileiros do thrash metal finalmente tiveram a oportunidade de ver um show do Annihilator no País. O grupo canadense, liderado pelo mago das guitarras Jeff Waters e com 28 anos de estrada, tocou pela primeira vez no Brasil no dia 24 de abril, no Carioca Club, em São Paulo.

Apesar de a apresentação ter acontecido numa noite fria de terça-feira, o público compareceu em bom número e viu uma verdadeira aula de Waters, que estava acompanhado por companheiros de banda bastante competentes e capazes de dar suporte ao talentoso músico. O show em São Paulo foi não somente o primeiro no País, mas também a estreia do grupo na América do Sul.

Na verdade, o Annihilator iniciaria sua passagem pelo continente no dia 22 de abril no Metal Open Air, em São Luís, no Maranhão. Mas o vergonhoso fiasco que se tornou o cancelado festival de heavy metal impediu que aquele fosse o primeiro contato com os brasileiros.

Por sinal, do lado de fora do Carioca Club, havia certo receio de o show não acontecer ou ser realizado sem as devidas condições. Tudo porque a organizadora do show era a Negri Concerts, que, juntamente com a Lamparina Produções, foi responsável pelo Metal Open Air. Mesmo com a produtora garantindo, pelas redes sociais, que a apresentação aconteceria, não era de se estranhar a desconfiança do público. No final, tudo foi realizado de maneira perfeita e todos sairam do local bastante satisfeitos com o show.

Antes do Annihilator, outra banda gringa se apresentou no Carioca Club: o Otep. Com um som mais voltado para o metal core e para o Nu Metal, o grupo norte-americano da vocalista Otep Shamaya até foi acompanhado por um grupo de fãs de carteirinha, mas não chegou a empolgar a maioria do público, que estava ali para ver pela primeira vez Jeff Waters &  Cia.

Após a apresentação de 1 hora do Otep e de cerca de meia hora para os últimos ajustes no som, São Paulo viu pela primeira vez o Annihilator. Com sua clássica guitarra vermelha do estilo Flying V, que tem, não por acaso, sua assinatura, Jeff Waters entrou todo elétrico no palco, juntamente com a banda, executando a música “Ambush”, do seu mais recente álbum de inéditas, “Annihilator”, de 2010.

Logo de cara, o público viu que o show iria ser matador, com Waters usando e abusando de seu instrumento, enquanto Dave Padden fazia uma competente base na guitarra e mandava muito bem nos vocais. No baixo, o pequeno Al Campuzano também mostrava uma marcante presença de palco.

Em “King of the Kill”, do álbum de mesmo nome, de 1994, Jeff Waters e Dave Padden dividiram os vocais. Impressionante observar a facilidade com que o primeiro tocava as músicas numa rapidez incrível. Era como se Waters brincasse com a guitarra e a dominasse como se fosse a coisa mais normal do mundo, enquanto o público ficava vidrado na sua performance.

“Betrayed”, mais uma do álbum “Annihilator” foi executada logo depois. Nesta música, chamou a atenção, além do riff tradicional de thrash metal “old school”, a vibração da plateia, que cantava o refrão “Betrayed, like a rat”, com empolgação. Na sequência, o grupo tocou a rápida “Clown Parade” do disco “Metal”, de 2007 .

Jeff Waters então perguntou para o público se o Brasil gostava de thrash metal. A resposta, é claro, foi amplamente positiva. “So bang your fucking heads”, disse o guitarrista, para emendar, na sequência, a poderosa “Ultra-Motion”, do álbum “Waking the Fury”, de 2002. Mais uma vez, o que se viu foi o gênio brincando com sua Flying V com rápidos e incríveis dedilhados, enquanto a roda de mosh dominava o centro da pista.

Interessante notar que, em vários momentos do show, tanto Waters como Padden, caminhavam para a parte de trás das caixas de som para ajustar suas guitarras. Este detalhe não prejudicou, entretanto, a apresentação, que, por sinal, contou com uma ótima qualidade de som do início ao fim.

Depois de uma brevíssima pausa, Jeff Waters voltou com uma guitarra diferente, com uma pintura que fazia referências ao Canadá. A próxima música tocada foi o sucesso “Set the World on Fire”, do álbum de mesmo nome (de 1993) e que teve um clipe que fez sucesso no mundo metálico da MTV na década de 90. O riff matador desta música fez quase o Carioca Club inteiro bater cabeça, num dos grandes momentos do show.

Ciente de que os fãs gostariam de ver sucessos de toda a carreira da banda, o Annihilator executou vários petardos que deixaram o público ainda mais boquiaberto com a técnica da banda, em especial a de Waters. “W.T.Y.D.” e “”Burns Like a Buzzsaw Blade” , do primeiro e excelente disco  “Alice in Hell” (1989), tiraram o fôlego da galera, assim como “Phantasmagoria” e “Stonewall”, do não menos ótimo álbum “Never, Neverland”, de 1990.

Com mais da metade do show em curso, já era possível questionar: por que o Annihilator, com toda esta técnica incrível e com um guitarrista desses não explodiu no heavy metal como outras grandes bandas, tipo Metallica, Megadeth, Anthrax e Slayer? Talvez, ao lado do Death Angel, que fez shows históricos em São Paulo no Clash Club e no Blackmore Rock Bar em 2010, o grupo de Jeff Waters seja um dos maiores injustiçados do thrash metal, com um reconhecimento muito menor do que deveria ter do público e da mídia especializada.

As músicas “21”, do “King fo the Kill”; “I Am in Command”, do “Never, Neverland”; e “The Trend” mantiveram o público envolvido com o show. A última, que também é do álbum “Annihilator” foi uma verdadeira exibição de Waters para guitarristas. Daquelas que te faz pensar em voltar a tocar o instrumento ou, se nunca tocou, ter vontade de começar.

O líder da banda era extremamente simpático com o público, fazendo várias brincadeiras com o povo da fila do gargarejo, enquanto dava sua aula com maestria.

Em vários momentos, ele tentava conversar com a plateia, que era bastante receptiva e demonstrava sua satisfação com o ótimo show. Público e banda pareciam claramente que estavam curtindo demais aquele momento.

Mais um grande momento da apresentação foi com a ótima “The Fun Palace”, do “Never, Neverland”. Particularmente, esta é a favorita deste jornalista que vos escreve. E foi emocionante presenciar esta música pela primeira vez ao vivo e muito próximo da banda.

Na sequência, o grupo deu uma pequena saída do palco para um breve descanso. Na volta, Waters conversa com o público e até tenta contar piadas canadenses, mas não chega a fazer o povo rir como queria, o que mostra que o melhor mesmo era ser o grande guitarrista que se transformou.

Eis que a banda tira da manga uma homenagem de Waters ao AC/DC. Com uma pegada mais hard rock da clássica banda australiana, o Annihilator executa “Shallow Grave”, do álbum “Carnival Diablos”, de 2001.

O show caminhava para seu final, mas faltava, no mínimo, um clássico do heavy metal para ser tocado. O grupo brinca, ameaça tocar “Children of the Sea”, do álbum “Heaven and Hell”, do Black Sabbath, pergunta ao público se falta alguma coisa e a plateia responde que sim, é claro. É quando o baixista Al Campuzano começa a soltar os primeiros acordes de “Alison Hell”, o Carioca Club vem quase abaixo.

Com entrosamento impressionante, o grupo executou este hino do heavy metal com maestria e fez muito marmanjo ficar arrepiado com o riff poderoso da música. Ao final, uma das cordas da guitarra de Waters ainda estourou, o que não impediu o mestre de ainda solar no finalzinho da canção.

Com o término do show, a banda agradeceu a plateia e deixou claro que pretende voltar em breve para o Brasil. Essa foi uma grande apresentação para os poucos sortudos que se descolaram em plena noite de terça-feira ao Carioca Club. O espetáculo terminou prá lá de meia noite, mas ficou a sensação de o público ter visto uma verdadeira aula de guitarra, aliada a uma boa pegada de thrash metal.

Depois de outras grandes apresentações, como as de Joe Satriani, Steve Morse e Yngwie Malmsteen ao vivo, este jornalista coloca a performance de Jeff Waters logo em seguida entre as melhores que já viu de um guitarrista. Valeu a espera!

Para relembrar os grandes momentos do show, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Para começar, fique com a abertura da apresentação, com a música “Ambush”. Depois veja “Set the World on Fire”; um vídeo de 13 minutos que traz “The Trend” e “The Fun Palace”; e, claro, “Alison Hell”. As fotos desta resenha foram gentilmente cedidas a este veículo de informação pelo ótimo fotógrafo Renan Facciolo, que vem a cada dia se tornando num dos melhores profissionais para retratar os shows de rock no País.

Set list

Ambush
King of the kill
Betrayed
Clown Parade
Ultra-Motion
Set the World on Fire
W.T.Y.D.
Burns Like A Buzzsaw Blade
Phantasmagoria
Stonewall
21
I Am in Command
The Trend
The Fun Palace
 
Shallow Grave
Alison Hell
01
fev
12

Annihilator vem ao Brasil pela 1ª vez para shows no Metal Open Air e em SP

Mais festa para os fãs brasileiros de thrash metal! Depois dos anúncios das vindas do Anthrax, do Megadeth, do Exodus e do Destruction ao País em 2012, agora é a vez de um grupo que nunca pisou em terras tupiniquins: nada menos que o Annihilator, do ótimo guitarrista Jeff Waters. A banda canadense é a mais nova atração totalmente confirmada para o Metal Open Air, megafestival de heavy metal que vai acontecer nos dias 20, 21 e 22 de abril, no Parque Independência, em São Luís, no Estado do Maranhão. Além da participação no grande evento no Nordeste, o grupo confirmou um show no dia 24 de abril, em São Paulo, no Carioca Club.

Criada em 1984 em Ottawa, no Canadá, o Annihilator já teve diversas formações, mas sempre contou com seu líder e criador Jeff Waters no comando de todas as ações. Dono de uma técnica incrível na guitarra, Waters poderia ser muito mais badalado do que é, assim como a própria banda.

O Annihilator já gravou 13 álbuns em toda a carreira. Os dois primeiros, “Alice in Hell” (1989) e “Never, Neverland” (1990), são de grande qualidade. Foram os responsáveis pela confirmação do nome do grupo na história do heavy metal e indispensáveis para qualquer fã de thrash metal, com verdadeiras aulas de Waters.

Recentemente, em maio de 2010, a banda lançou o auto-intitulado “Annihilator”, seu 13° álbum de estúdio. Passou o ano de 2011 também dedicado à composição de um novo trabalho, que conta com expectativa para lançamento no primeiro semestre deste ano. Atualmente, além de Jeff Waters, o grupo conta com Dave Padden (vocal e guitarra), Al Campuzano (baixo) e Flo Mounier (bateria)

No Metal Open Air, o Annihilator, vai se juntar a Megadeth, Anthrax, Exodus, Venom, Obituary, Destruction, Blind Guardian, Grave Digger, Fear Factory, U.D.O., Dio Disciples, Anvil, Legion of the Damned e OTEP, que abrirá o show do grupo em São Paulo. Entre as bandas nacionais, a escalação tem Krisiun, Matanza, Andre Matos, Korzus, Dark Avenger, Torture Squad, Shaman, Drowned, Unearthly, Attomica, Hangar, Terra Prima, Semblant, Obskure, Headhunter D.C. e Expose Your Hate.

De acordo com os organizadores do festival, ainda há bandas nacionais e internacionais participantes a serem anunciadas em breve. Eles também garantem que o festival possuirá uma ampla estrutura para atender fãs do País inteiro: estacionamento externo à área do festival, camping indoor e outdoor (com banheiros e chuveiros), praça de alimentação, mais de 40 geradores de energia, dois palcos (lado a lado), camarote com área de Meet & Greet com as bandas do festival, área de convivência para os artistas, bilheterias para quem quiser adquirir ingressos na hora, entre outras facilidades. Prometem também que toda a estrutura do festival estará amparada por um grande esquema de segurança.

Todas as informações sobre bandas, valor dos ingressos, camping e merchandising oficial do Metal Open Air estarão disponível no no site oficial do evento: www.metalopenair.com. Os ingressos para o festival estão disponíveis para compra o site do evento e no site www.ticketbrasil.com.br.

O passaporte de pista para os 3 dias já está no terceiro lote, com o valor atualizado de R$ 450, enquanto o passaporte de camarote está em R$ 850. Ainda não há previsão de venda de passaportes diários. Também existe a opção de passaporte, também único, para a área de camping, no valor adicional de R$ 100. Este valor dá direito à estrutura de banheiros, chuveiros e segurança.

Os ingressos poderão ser adquiridos no cartão de crédito em até 12x com encargos reduzidos e também através de boleto bancário. Além da venda na internet, os passaportes poderão ser comprados em um ponto de venda fixo.

O único ponto de venda física que não cobra taxa de conveniência fica em São Luís, na Loja Harmonica (Rua Queops, 12 – Loja A (térreo) – Ed. Executive Center – Renascença II).  Nos demais pontos de venda da Ticket Brasil, há cobrança de uma taxa de 20%. Mais informações, da empresa, podem ser obtidas no telefone (11) 4901-1165.

Quanto ao show de São Paulo, os preços dos ingressos são de R$ 100 para a Pista (inteira). Quem tem carteirinha de estudante, paga R$ 60. O preço do ingresso para o camarote é de R$ 200. As vendas também estão sendo feitas no site www.ticketbrasil.com.br.

Para homenagear a vinda do Annihilator ao Brasil pela primeira vez, o Roque Reverso descolou vídeos da banda no YouTube. Para começar, fique com o clip clássico de “Alison Hell”, do álbum “Alice in Hell” e que tem uma das introduções mais famosas do heavy metal. Depois, fique com a ótima “Fun Palace”, do álbum “Never, Neverland”, em uma gravação ao vivo de 2008. Para fechar, fique com o clipe de “Set the World on Fire”, do álbum de mesmo nome, de 1993.




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